domingo, 12 de julho de 2020

SOBRE OS ESQUEMAS TÁTICOS - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Há quem torça o nariz para os esquemas táticos, por achar que, no final das contas, quem resolve é o talento do jogador.
Não entendemos assim, embora enxerguemos a existência de uma boa dose de exagero na participação de quem arquiteta: os treinadores.
Sem as sistematizações de jogo, o futebol seria uma monumental pelada a céu aberto ou como uma praga de gafanhotos, com todos procurando devorar a bola de uma vez.
Também, é verdade que, sem o bom jogador, sistema nenhum funciona.
Os modelos táticos 4-2-4 (ganhou novo fôlego com as variações) 4-3-3, 3-5-2 e 4-4-2, são, geralmente, pontos de partida adotados pelos técnicos.
O 4-2-4 ganhou uma roupagem mais consistente, quando o time está com a bola. Sem abrir mão da marcação, no momento em que a redonda é perdida.
Os dois jogadores das extremas e mais um, do meio, recuam para marcar.
O 3-5-2 é o mais vulnerável deles, porque se percebermos, um gol, tomado cedo, se encarrega logo de modificá-lo, com a saída de um, da linha de 5, para reforçar a última linha de três defensores.
Já o 4-3-3 (não confundir com a proposta antiga de dois pontas fixos), permite variações ofensivas e defensivas de fácil entendimento.
Os que se movem para atacar têm obrigações defensivas na perda da bola, ao contrário do antigo 4-3-3, uma idéia fixa do saudoso treinador cearense César Morais.
Já o 4-4-2, é o mote preferido para iniciar a “cantoria”, por ser mais seguro e suscetível às variações. Não abre mão de dois jogadores pelas beiradas (que, também, recuam para marcar) e dois (pode ser até mais), no mínimo, atacando pelo meio.
O 4-4-2, na minha visão, fica a um pequeno pulo para o 4-2-4 de Rogério Ceni.
Esse é o olhar, talvez reduzido, do comentarista sobre a organização esquemática dos times de futebol.
Mas, como sempre defendi, o que se faz, hoje em dia, nada mais é do que a rebobinação de ideias táticas que ganham verniz de modernidade.
Não vemos nada de errado nisso.
E, na pura dependência dos jogadores, com suas características diversas, os treinadores constróem “esquemas híbridos”, apoiados no que já foi inventado.
Agora, no futebol, é muito difícil evitar as explicações empoladas e as complicadas declarações, antes e depois da bola rolar, com o fito de impressionar.

‘Captain Corona’ nas páginas do Financial Times - Por o Antagonista.


Jair Bolsonaro, como “Capitão Corona”, ganhou as famosas páginas cor de salmão do Financial Times.

“Possivelmente nenhum outro presidente na recente história democrática do Brasil tem sido tão imprudente com ele próprio ou com o país”, diz o texto do correspondente Andres Schipani, publicado hoje.

Schipani argumenta que Bolsonaro pode se beneficiar politicamente da pandemia, caso se torne “exemplo vivo de que a COVID-19 é apenas uma gripezinha“. Ele também informa que críticos do presidente o chamam de “Capitão Corona”.

Já a revista The Economist desta sexta-feira também trouxe um cartum do presidente brasileiro. Ele grita: “sigam jogando!”.

Bolsonaro deve favor a Noronha - Por José Newmannr Pinto.

O presidente Jair Bolsonaro, que, na posse do ministro da Justiça, André Mendonça, disse que tem com o presidente do STJ, João Otávio de Noronha, “amor à primeira vista”, deve um favor. 

Este mandou transferir o guarda-livros da famiglia Bolsonaro da prisão para casa. E, na mesma canetada, dada em plantão no recesso do Judiciário, determinou idêntico destino à mulher dele, Márcia Aguiar, embora ela ainda estivesse, então, foragida. 

No habeas corpus, a defesa de Queiroz pediu a conversão da prisão preventiva em domiciliar. 

Os advogados citaram o estado de saúde do amigo do presidente e  o contexto de pandemia e criticaram fundamentos da medida autorizada pela Justiça. Noronha decidiu estender a prisão domiciliar para a mulher dele para que ela possa lhe dispensar as atenções necessárias”. Não é fofo?

sábado, 11 de julho de 2020

O fracasso do socialismo


    José Pio Martins é economista e reitor da Universidade Positivo. Tempos atrás ele publicou um excelente artigo, sob o título “Socialismo: o fracasso de uma ideia trágica”. Daquele artigo retirei dois parágrafos. a conferir.

“O primeiro patrimônio do ser humano é seu corpo, que, em uma sociedade civilizada, ninguém pode agredir nem escravizar. A única exigência contra o direito de domínio sobre seu corpo é que o indivíduo respeite o mesmo direito de seu semelhante e, não o fazendo, seja processado, julgado e punido nos termos de lei que assegure o devido processo e o direito de defesa”. 

“Uma questão que intriga é: por que surgiu a ideia socialista? Isto é, um regime sem direito de propriedade privada dos meios de produção? Karl Marx não gostou do que viu no começo da Revolução Industrial na Inglaterra em termos da jornada de trabalho dos operários e das precárias condições de vida. Um grande erro de Marx foi não perceber que o estoque de capital (fábricas, máquinas e equipamentos) não conseguia absorver todos os trabalhadores, pois a população explodia mais que o avanço da tecnologia e a produção de bens de capital”.

Encerro transcrevendo abaixo um excerto de um escrito do pensador católico, Prof. Plinio Correia de Oliveira:

“    Como todos sabem, cada homem é dono de si mesmo. E, portanto, é dono de sua própria capacidade de trabalho. Em consequência, também o é do fruto dessa capacidade, ou seja, do fruto do seu trabalho. Assim, cada homem tem um direito natural imediato sobre o que produz. E a violação desse direito é designada por uma palavra muito conhecida: roubo.
      Pouco importa que esse direito seja violado por outra pessoa ou pelo Estado: continua sempre a ser roubo. Pois tanto os Estados quando os indivíduos estão sujeitos ao 7º mandamento: não furtar.
     Pensam de modo exatamente oposto os marxistas. No regime comunista, todo produto do trabalho dos particulares pertence ao Estado. É um Estado-Ladrão, que ufanamente se proclama tal”.

Postado por Armando Lopes Rafael

As voltas que o mundo dá – muitos já perguntam: um retorno à Monarquia nos tempos atuais é possível?



   Muitos se perguntam se devido ao estado em que presentemente se encontra a política no Brasil, não seria mero sonho imaginar que, após a restauração da Monarquia, seja possível realizar uma democracia autêntica – ou seja, um regime que pressupõe a existência de um povo moralmente são e fecundo – sob o regime monárquico.
Este é, sem dúvida, um ideal difícil de se atingir. Mas não é de si intangível. A Monarquia, afinal, é o regime apropriado para moralizar a vida pública – não a prazo imediato, mas a cabo de algum tempo, cuja duração é impossível prever, pois depende de fatores múltiplos. E não só é o regime apropriado para tal fim, mas é o único regime que pode proceder a tal moralização.

    A complexidade dos problemas políticos, sociais e econômicos de nossos dias ultrapassa muito a capacidade de ação de um só homem, por mais bem assessorado que este esteja. Uma Monarquia, hoje em dia mais do que nunca, não poderia ser absoluta. Sem uma efetiva colaboração popular, por meio democrático-representativo, não vemos que na atual conjuntura histórica uma Monarquia assim pudesse ser bem sucedida; ou sequer bem compreendida.

    É esse o pensamento do Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, conforme declarou seu irmão e imediato herdeiro dinástico, o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, em entrevista que em setembro de 1987 concedeu a um semanário paulista. À pergunta “Como ficaria o Brasil atual, política e economicamente, com a restauração do regime monárquico?”, respondeu Sua Alteza:

   “A política é a arte do possível. Meu irmão, o Príncipe Dom Luiz, Chefe da Casa Imperial do Brasil, julga que hoje um regime monárquico, para que seja compreendido e desejado pelo conjunto da população, contando assim com a colaboração dele para o bem comum, deveria ser composto por elementos de democracia representativa. Em tal sistema, ombreando com verdadeiras elites sociais, sejam elas intelectuais, culturais, empresariais, cientificas e outras, se esforcem sob a inspiração do Monarca, na procura da solução dos grandes problemas com que se defronta o Brasil.”
(Publicado originalmente no face book Pro Monarquia e baseado em trecho do livro “Parlamentarismo, sim! Mas à brasileira: com Monarca e Poder Moderador eficaz e paternal”, de autoria do Professor Armando Alexandre dos Santos).

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Descobriram o problema do Brasil - Por Carlos Fernando dos Santos Lima, na Crusoé:


“Descoberto o problema do Brasil! Tantos anos de subdesenvolvimento, de uma forma de fazer política baseada em uso de dinheiro ilícito, em rachadinhas, obras superfaturadas e outras formas de corrupção são culpa do mensalão e da Lava Jato. 

O Brasil idílico de antes dessas operações, aquele Brasil de Collors e Sarneys, Lulas e Lalaus, Aécios, Renans e Jeffersons precisa voltar. Todos unidos contra essas excrecências que tentam criminalizar a política. 

Sabe quanto custa manter um partido, comprar apoios e disseminar fake news? Destruamos Sergio Moro antes que se torne presidente! Calemos Deltan Dallagnol para que não surjam outros como ele! Acabemos com investigações e tudo se resolverá! Só que não!

Mesmo sendo isso um completo absurdo, no último mês temos visto uma reação contra a Operação Lava Jato vinda de diversos aliados de ocasião e oportunistas. Essa ‘Santa Aliança’ com o objetivo de denegrir o trabalho investigativo da polícia e do Ministério Público reuniu figuras aparentemente díspares, passando pelos criminalistas de sempre e pelos políticos já bem conhecidos, mas também pelo próprio governo Bolsonaro e pelo procurador-geral da República, Augusto Aras. 

Cada um por seus motivos inconfessáveis, mas todos irmanados em salvar o status quo.”

Eleição de Bolsonaro deu “legitimidade institucional” a rede de perfis falsos, diz estudo - Por o Antagonista.


A rede de perfis falsos de apoio a Jair Bolsonaro, derrubada ontem pelo Facebook, existe pelo menos desde antes das eleições de 2018. E depois que ele foi eleito presidente, em vez de reduzir a intensidade dos ataques aos alvos dos bolsonaristas, ela ganhou “legitimidade institucional”.

Essas são algumas das conclusões do relatório em que o Facebook se baseou para tirar do ar uma teia de 88 “perfis inautênticos”. Foram 14 páginas no Facebook, 35 contas pessoais na rede social, 38 perfis no Instagram e um grupo.

Conforme noticiamos ontem, o Facebook detectou que a rede foi montada para dar apoio a Bolsonaro. Eram perfis que “sistematicamente escondiam a verdadeira autoridade de seus titulares”.

Bolsonaro e Lula são populistas e extremos “que devem ser evitados” - Por Sergio Moro.


Sergio Moro voltou a comparar Jair Bolsonaro e Lula. Segundo ele, ambos tem “um caráter um tanto populista” e representam extremos do espectro político brasileiro, que “devem ser evitados”.

Em entrevista a Felipe Moura Brasil, de O Antagonista, o ex-ministro já havia falado sobre as semelhanças entre o bolsonarismo e o lulopetismo.

“Ambos têm um caráter um tanto populista na formulação das políticas públicas, com a diferença de que o presidente Bolsonaro seria um populista de direita, e Lula, de esquerda”, disse o ex-juiz em entrevista à agência France-Presse.

“De certa maneira, Bolsonaro e Lula são dois extremos, na minha opinião respeitosa, que devem ser evitados.”

Moro saudou, no entanto, o novo tom adotado por Bolsonaro nas últimas semanas — segundo ele, “reduzindo a hostilidade e adotando um discurso mais moderado”.

“Essa mudança de postura do presidente nas últimas semanas é boa para o país, isso favorece a estabilidade. Infelizmente, alguns pronunciamentos do presidente haviam criado uma tensão desnecessária, gerando, inclusive, uma imagem negativa do país no exterior, isso é ruim. 

O Brasil sempre foi uma democracia confiável, e, por outro lado, o povo brasileiro sempre foi tido como muito tolerante, muito simpático. Essa imagem estava sendo corroída por um discurso hostil. É bom que isso mude.”

Perguntado se percebeu um clima de confronto entre as alas militar e o grupo mais “ideológico” do governo, Moro respondeu: “Em qualquer governo, às vezes se tem um ambiente de intriga entre determinados grupos, e às vezes isso era um pouco exagerado pela imprensa.  

Eu tentava permanecer alheio a essas questões e realizar um trabalho bastante técnico. Tinha uma proximidade com os ministros militares e alguma relação também com os ministros dessa chamada outra ala. Mas sempre me vi mais como um ministro de perfil técnico dentro do governo, assim como o ministro Paulo Guedes.”

Bolsonaro “tomou cloroquina como se fosse comercial de margarina” - O Antagonista.



A bióloga Natalia Pasternak, que sempre alertou para o engodo da cloroquina, disse na GloboNews:

“O que dá para dizer com certeza é que a hidroxicloroquina que ele tomou em público, como se fosse em um comercial de margarina, não vai fazer diferença. A cloroquina não tem nada a ver. 

Nós já temos dados suficientes para saber que a cloroquina não tem benefício no tratamento dessa doença. Mas sabemos que ela traz certo risco cardíaco, que, na idade do presidente, não deveria ser negligenciado. Então vamos torcer para pelo menos a cloroquina não fazer mal para ele.”

“A live do presidente tomando a cloroquina, apesar de não ter comprovação médica, pode ser um convite à automedicação. As pessoas veem o presidente tomando e dizendo que está se sentindo bem e podem querer se automedicar. Isso é muito perigoso. 

Nem todo mundo tem atendimento médico tão acessível quanto o presidente ou pode fazer um eletrocardiograma de prevenção. Como, aliás, o presidente deveria fazer, porque é idoso e está tomando cloroquina. É bastante preocupante.”

Eduardo Girão, um grande senador – por Armando Lopes Rafael (*)



    Se houve um voto do qual nunca me arrependi de ter dado, foi o de quando sufraguei – nas eleições de 2018 – o nome de Eduardo Girão para o Senado da República. Sempre acreditei que nossa opinião pública distingue os dois “Brasis”, que se nos apresentam.  Um, é o Brasil “virtual”, sem correspondência com a realidade. É esse o Brasil divulgado pelas correntes políticas esquerdistas e pela mídia comprometida com a “agenda global” da ONU. É o Brasil “virtual” das divisões, do incentivo ao ódio, das “lutas de classes”. 

   O outro, é o Brasil “real”. O Brasil autêntico, verídico, vivenciado pela maioria da nossa população. O Brasil do nosso dia-a-dia, habitado por um povo generoso e trabalhador, dotado de boa índole e conservador nos costumes...O Brasil que não gosta dos radicalismos e que acredita em Deus.

      O senador Eduardo Girão representa o Brasil “real”. E tem atuado com coerência à agenda com que se apresentou candidato ao Senado da República, em 2018. Ele, até agora, não nos decepcionou. Tem sido frequentes seus pronunciamentos, suas ações, sua coragem cívica e pessoal em defesa do Brasil real. No mês passado, para citar apenas os últimos dias, Eduardo Girão fez vários pronunciamentos.

    Dois, me chamaram a atenção: em 09/06/2020, ele criticou a atuação da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o não uso do medicamento cloroquina para o  tratamento do novo “vírus chinês” discordando, também,  daquela instituição da ONU quando esta se manifesta a favor do aborto, como uma atividade essencial neste momento de pandemia chinesa, que varre todas as nações do globo. Eduardo Girão criticou, também, as dificuldades que o Governo do Ceará colocou para os que quisessem ser tratados (no início dos sintomas do Covid 19) com a cloroquina. Como é do amplo conhecimento dos cearenses, o governador Camilo Santana (aquele que reiteradas vezes afirmou ter sido Lula da Silva, “O melhor Presidente do Brasil(SIC) – oficializou sua posição contra o uso da cloroquina, dizendo-se a favor da Agenda Global da OMS.

    Já noutro pronunciamento, no último dia 18/06/2020, o Senador Eduardo Girão manifestou discordância a uma fala do Ministro do Supremo Tribunal Federal–STF, Luís Roberto Barroso. Registrou Girão, nesse pronunciamento, os pedidos de impeachments contra ministros do STF e a favor da “CPI da Lava Toga”, bem como da necessidade de um freio a certas atitudes de alguns ministros daquele tribunal. Eduardo Girão criticou, ainda, o Senado da República por conceder à Corte o privilégio de não ser investigada pelo órgão competente. Afirmou que está nisso o crescimento dos abusos, as interferências do STF nos outros poderes; a gestação do inquérito ilegal sobre as alardeadas “fake News”, além da invasão da competência legislativa para deliberar sobre drogas e abortos.

      Grande senador! Senti-me representado por ele nas suas opiniões corajosas e sensatas, acima citadas.  E sinto-me na obrigação de testemunhar, aos meus leitores, o excelente trabalho do Senador Girão (Podemos-CE) no seu mandato como representante do Ceará no Senador Federal.

(*) Armando Lopes Rafael é historiador e reside em Crato.  Sócio do Instituto Cultural do Cariri e membro-correspondente da Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris, de Salvador (BA).

quarta-feira, 8 de julho de 2020

O que é esposa? - Antonio Alves de Morais

"Esposa é aquela pessoa amiga e companheira, que está sempre ali, a seu lado, para ajudá-lo a resolver os grandes problemas que você não teria se fosse solteiro".

Pra todas elas: C'est Ma Vie - Isabelle Boulay e Salvatore Adamo.


terça-feira, 7 de julho de 2020

Crato de memória curta - Antônio Alves de Morais.


Noventa, um personagem que fez história no Crato pelo trabalho, amizade, confiança e honestidade. Um daqueles que o Crato faz pouco caso e esquece.

Alegre e bem humorado dizia para os amigos : "Eu não chupo picolé na rua". E perguntava em seguida : "Você já viu Dom Vicente,  o professor Pedro Felício, o Coronel Filemos Teles chupando picolé na rua?

Isso é coisa para moleque.

A VENDA DO JUAZEIRO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.


Em Juazeiro do Norte, lá pelos anos 1970, Praxedes Ferreira, desportista, treinador, formador de times, benfeitor do futebol da cidade e conhecido por passagens folclóricas, estava desempregado e resolveu fundar um time.
Juntou jogadores que estavam sem clube, decidiu sobre as cores da camisa, filiou a equipe à Liga Desportiva Juazeirense (LDJ) e lançou o Juazeiro Esporte Clube.
O apoio para dirigir a nova agremiação vinha de duas pessoas: o empresário Francisco Silva Lima (também como jogador, dono da camisa 9) e o desportista Tenente Lemos.
O Tenente andava sempre com um rádio de tamanho razoavelmente grande, onde acompanhava tudo que acontecia no futebol e, principalmente, jogos da loteria esportiva.
Quem desejasse saber das últimas do esporte, se informava com o “Tenente do Rádio”.
Praxedes lutava com dificuldades financeiras para manter o Juazeiro, porque alguns jogadores recebiam pequenos salários.
Certo dia, às vésperas de mais um Torneio Intermunicipal da APCDEC, o desportista Valdemiro Dantas, de Missão Velha, socorreu-se do seu sobrinho Ednaldo Dantas, em Juazeiro, para contratar jogadores, em ritmo de urgência, e formar a seleção da cidade.
Ednaldo, de pronto, sugeriu que o tio procurasse Praxedes Ferreira para conseguir, por empréstimo, jogadores do Juazeiro Esporte Clube.
O treinador fechou questão: só faço negócio na base da venda do time todo, com jogadores, camisas e chuteiras.
Negócio fechado, as emissoras noticiaram a venda do Juazeiro, na base da porteira fechada, só não seguindo o nome da equipe.
Ao saber do negócio feito por Praxedes, o Tenente Lemos, com o seu indefectível rádio, ficou furioso e desceu a rua São Pedro em direção às Lojas Credilar, de propriedade do outro dirigente do Juazeiro, Francisco Silva Lima, um gozador de mão cheia.
Ao chegar à loja, o Tenente perguntou em voz alta: “Silva, você está sabendo que Praxedes vendeu o Juazeiro”?
Bem tranquilo, Silva respondeu: “Soube Tenente. E o pior é que ele vendeu o time, incluindo o senhor e esse seu rádio”.
Na foto.o Juazeiro com o Tenente Lemos, primeiro em pé, da esquerda para direita, Praxedes Ferreira, primeiro da direita para esquerda e Silva Lima como centroavante.