sábado, 22 de outubro de 2016

Coisas da República: Devolvam o que não é seu

Lula e Dilma têm 120 dias para restituir ao governo centenas de presentes oficiais que estão em seu poder, mas que deveriam integrar o patrimônio da União. Enfim, os bens públicos voltarão para onde nunca deveriam ter saído
Fonte: revista Istoé, desta semana

A costumados a confundir o patrimônio público com suas posses privadas, agora os ex-presidentes petistas Lula e Dilma Rousseff receberão um ultimato para devolver ao Estado, em menos de três meses, as centenas de presentes oficiais recebidos durante o exercício de seus mandatos e desaparecidos desde então. O gabinete do presidente Michel Temer (PMDB) foi notificado na última sexta-feira 18 para cumprir a determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) para reaver esses bens. O prazo é de 120 dias.
O processo aguardava a resposta do TCU a um pedido de esclarecimentos do Palácio do Planalto. Agora, o gabinete pessoal de Temer ficará responsável por cobrar de Lula e Dilma a devolução dos mimos perdidos. Segundo o Planalto, até novembro serão tomadas providências para reaver os bens. Ao todo, 568 itens deixaram de ser registrados por Lula e 144, por Dilma. A relação completa das benesses ainda é sigilosa, mas sabe-se que, entre os presentes recebidos pelos mandatários do País nestas ocasiões, estão obras de arte dignas de museus, valiosas joias e peças decorativas exclusivas. Em 2016, por exemplo, Dilma recebeu uma escultura em bronze do artista plástico italiano Guido Veroi, chamada “Solidariedade e Paz”, com a figura de um anjo. Já Lula, em 2007, chegou a ganhar duas taças de prata folheadas a ouro 18 quilates.
Irregularidades

Pelo decreto 4.344/2002, tudo que for recebido pelos presidentes da República nas chamadas de “cerimônias de troca de presentes” passa automaticamente a pertencer ao Estado. Além disso, deve ser incorporado ao patrimônio da União qualquer item ofertado em audiências com outros chefes de Estado, seja em viagens ao exterior ou em visitas recebidas. A única exceção é para itens de natureza “personalíssima”, como medalhas personalizadas e objetos de consumo direto, como bonés, camisetas, gravatas e perfumes. Entretanto estima-se que, dos bens recebidos por Lula, apenas 1,58% foram corretamente incorporados ao patrimônio público. No caso de Dilma, 4,17%.
Para obter estes dados, o TCU vasculhou arquivos do Cerimonial do Ministério das Relações Exteriores, além de resgatar declarações formais dos presidentes e até mesmo fotos do Departamento de Documentação Histórica (DDH) do Planalto. O órgão concluiu, que “não há como garantir que os acervos presumidamente privados de 568 bens, pertencente ao ex-presidente Lula, e o acervo de 144 bens, registrados como de propriedade da presidente Dilma, tenham sido corretamente classificados”.
A falta de rigor com o registro dos itens pode levar a um cenário ainda mais escabroso. O documento do TCU classifica como “frágil” e “não confiável” a classificação feita pela Diretoria de Documentação Histórica da Presidência (DDH/PR). O órgão responsável pela gestão dos presentes informou ao Tribunal de Contas que, na triagem de cada peça, quando constatado tratar-se de artigos recebidos em cerimônia de troca de presentes, ele recebe um registro, uma placa numerada e, depois disso, é disponibilizado para exposição em ambiente público do Palácio do Planalto.

Segundo o órgão de controle, “graves irregularidades ocorreram em toda a gestão do patrimônio público”. O levantamento é resultado de uma auditoria realizada pelo TCU entre 15 de abril e 15 de julho deste ano, motivada por um requerimento do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO). A apuração verificou que não apenas os presentes deixaram de ser declarados como foram extraviados. Ao todo, dos 125.742 itens relacionados como patrimônio da Presidência da República em junho de 2016, 4.564 estão extraviados. Para estes, deverão ser instalados processos administrativos, que normalmente costumam se arrastar por anos. As consequências podem levar ao pagamento de multas ou até mesmo a inabilitação para o exercício de funções comissionadas por até cinco anos. Mas dificilmente Lula e Dilma serão responsabilizados. A culpa, como sempre, deverá recair sobre seus subordinados.
Fonte: revista Istoé, desta semana

Ordem Brasil - A terrível encruzilhada do juiz Sérgio Moro.

Não foi à toa que o juiz Sérgio Moro disse um dia que precisaria do apoio popular para dar continuidade aos ‘seus casos’.

A corrupção no Brasil é generalizada e envolve autoridades de todos os poderes.

O combate aos corruptos, conforme a ‘Lava Jato’ se propõe, tem um efeito devastador, um efeito ‘dominó’.

Na medida em que avança, atinge figuras até então intocáveis e vai despertando o medo e a angústia numa plêiade de autoridades, todas elas com algum tipo de envolvimento em ilicitudes e falcatruas.

Eduardo Cunha, o ex-todo poderoso presidente da Câmara dos Deputados, foi preso nesta quarta-feira (19).

Cunha está na política há décadas e conhece profundamente o submundo de Brasília.

No sexto dia após o recebimento do processo de Cunha, Moro, sem titubear, decretou a sua prisão.

O magistrado é um homem de muita coragem, mas que agora, mais do que nunca, precisará do apoio da sociedade.

A luta é extremamente árdua.
Todos os bandidos poderão se unir contra Moro.
E a bandidagem está espalhada por toda parte, em todos os partidos e em todos os poderes.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

A Polícia mais cara do país - Por Antagonista.

A Operação Métis só reforça o entendimento de que a Polícia Legislativa, cooptada pelo poder político, deveria ser extinta. Além de ser usada como 'guarda pretoriana' dos excelentíssimos senadores, tem um custo altíssimo e representa um flagrante desvio institucional.

Cada um dos 120 policiais do Senado ganha, em média, R$ 17 mil, além de gratificações, auxílios e comissões. É mais que o dobro de um policial federal.

Além disso, os agentes legislativos não estão expostos a risco e tampouco precisam cuidar de portarias e corredores - trabalho feito pela segurança terceirizada.

Possuem viaturas, portam armas letais e pistolas de choque, podem fazer revistas e deter quem ameaça a ordem. Dispõem também de equipamentos para detecção de grampos e autonomia para rastrear e-mails - um poder, obviamente, desmesurado.

Todo dia é Dia do Poeta - postado por Armando Rafael


As voltas que o mundo dá: Filho de Lula não se reelege vereador em São Bernardo e quer tentar a Câmara em 2018

Fonte: jornal "Folha de S.Paulo"
Na esteira da derrota petista nas eleições municipais deste ano, o filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se reelegeu vereador pelo partido em São Bernardo do Campo. Ainda assim, Marcos Cláudio Lula da Silva, 45, planeja lançar-se deputado federal em 2018 segundo a Folha apurou. Marcos perdeu mais da metade dos 3.882 votos recebidos em 2012, terminando com 1.504 eleitores. Em nota, o vereador afirmou que "o saldo negativo é reflexo de uma campanha de ódio contra o Partido dos Trabalhadores". Disse ainda que irá "fiscalizar o novo governo e garantir que as conquistas da cidade de São Bernardo nos últimos anos não sofram retrocesso".

No berço do PT e dos movimentos sindicais liderados por Lula, a bancada de petistas foi reduzida de oito para cinco vereadores –Marcos foi um dos que perdeu o posto, apesar dos esforços do pai. Lula doou cerca de 45% do valor que Marcos arrecadou para a campanha –R$ 50 mil de um total de R$ 112,3 mil. O restante da família também se envolveu: Marisa Letícia, mãe do vereador, contribuiu com R$ 1 mil, mesmo valor dado pelo irmão Sandro Luis.

Os irmãos Fábio Luis e Luis Cláudio contribuíram com R$ 5 mil e R$ 500, respectivamente. Paulo Okamotto, presidente do instituto Lula, fez uma doação em valor estimado de R$ 2,5 mil. Outros familiares dele repassaram mais R$ 700. Um dia antes da eleição, Lula participou de caminhada com o filho e o candidato do PT a prefeito de São Bernardo do Campo, Tarcisio Secoli, que não chegou ao segundo turno. O ex-presidente também gravou um vídeo para a campanha de Marcos.

A terceira maior doação ao vereador veio da campanha de Tarcisio: R$ 5,9 mil em material de propaganda. Também em contribuição estimada, o diretório do PT na cidade deu R$ 340 ao candidato. Em 2012, ano da reeleição de Marinho, Marcos foi apenas o sétimo petista mais votado, tendo sido eleito graças aos votos recebidos por outros vereadores e pelo partido. Ele é filho do primeiro casamento de Marisa Letícia e foi adotado legalmente por Lula. Em sua página na Câmara, lembra sua juventude convivendo com o movimento sindical no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e ajudando os pais em campanhas petistas desde 1982.

“Cuspidor” José de Abreu e a CPI da Lei Rouanet


O “fanfarrão” e “bufão” José de Abreu, àquele que cuspiu no rosto de um casal de jovens em São Paulo e que continua a “escarrar” na sociedade brasileira, em poucos dias, poderá conhecer a força das “algemas” da Polícia Federal.  Vai viajar no jato “uber cinza”, sob custódia!

Acontece que, como era de se esperar, José de Abreu “dá de ombros” para a convocação que recebeu da CPI da Lei Rouanet, instalada na Câmara dos Deputados para apurar a “farra” de projetos de artistas petistas. Entre outras perguntas que os deputados querem que ele responda, é onde “enfiou” os R$ 299 mil que recebeu do povo brasileiro para “fazer um projeto cultural” e não prestou contas. Isso tem nome: CORRUPÇÃO!

Lembram que José de Abreu, em rede nacional e horário nobre – Programa do Faustão – afirmou que nunca havia recebido dinheiro público? da Lei Roaunet?

ELE TAMBÉM É MENTIROSO E DISSIMULADO…

O jornalista Cláudio Humberto escreve hoje no Diário do Poder:
“O ator e ativista do PT José de Abreu pode encarar a Federal em sua porta, para conduzi-lo sob vara para depor na CPI da Lei Rouanet. Ele zombou da convocação, pedindo uma passagem Paris-Brasília. “Se for necessário, mandaremos buscá-lo de jatinho da Polícia Federal”, afirma o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), que o convocou, entre outras coisas, para interrogá-lo sobre os R$299 mil que arrecadou, sob os favores da Lei Rouanet, e não cumpriu o dever de prestar contas.

Sóstenes diz que vai à CPI de guarda-chuva: “Ele gosta de cuspir nos outros”, diz sobre Zé de Abreu, que cuspiu em casal num restaurante.
O clima para Zé de Abreu não é bom na CPI. Seu presidente, Alberto Fraga (DEM-DF), lembrou que a comissão tem poder de polícia.
Abreu diz que não precisaria de convocação, “só um convite e o envio da passagem Paris-Brasília”. Ele passa uma temporada na França.

Defesa de Cunha já analisa hipótese de delação - Por Josias de Souza

Em público, a defesa de Eduardo Cunha descarta a hipótese de delação. Em privado, um dos advogados que integram a equipe admitiu que o baralho de Cunha já inclui a carta da colaboração judicial. Abriu o jogo em conversa com um colega que atua noutro processo da Lava Jato.

O advogado que conversou com o defensor de Cunha ficou com a impressão de que o ex-deputado pode propor um acordo à força tarefa da Lava Jato mais cedo do que se imagina. Antes, deve recorrer contra a ordem de prisão expedida por Sergio Moro, para testar a higidez da peça.

Cunha incorporou ao seu time de defensores mais um especialista em delação: Marlus Arns de Oliveira. Que declarou o seguinte sobre delação: ''Esse assunto não foi discutido, não está em pauta.''

Cunha também dizia que jamais renunciaria à presidência da Câmara. Quase um ano depois de ser denunciado pela Procuradoria ao Supremo Tribunal Federal, ele mostrou que mentia. Renunciou à poltrona de presidente numa manobra tardia para salvar o mandato de deputado. Não colou. Cassado, caiu nas mãos de Sergio Moro.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Cunha levou para cadeia muita mágoa de Temer - Josias de Souza.

Desde que foi cassado, há 38 dias, Eduardo Cunha atribui sua derrocada a Michel Temer e aos auxiliares palacianos do presidente. Com o passar do tempo, Cunha evoluiu da lamentação para a execração. Vangloriava-se de ter “enxotado Dilma” da Presidência da República. Considerava-se credor de alguma “gratidão”. E queixava-se de ter recebido apenas “traição”. Ao ser preso, nesta quarta-feira, Cunha levou seus rancores para a carceragem da Polícia Federal em Curitiba. Hoje, nas palavras de um amigo, Cunha nutre por Temer e pelo governo dele “uma profunda mágoa”.

A despeito da revolta, o ex-mandarim da Câmara dizia em privado que não se tornaria um delator. Fustigaria os “traidores” no livro que pretendia lançar antes do Natal. A julgar pela primeira manifestação do advogado de Cunha depois das últimas novidades —“Delação não está no nosso radar”—, a prisão não alterou a disposição do seu cliente. Mas o amigo que se dispôs a conversar com o blog comentou: “Dentro de um mês, o Eduardo Cunha será a mesma pessoa. Com uma diferença: ele terá passado 30 dias atrás das grades. E isso pode fazer uma extraordinária diferença.”

O que o interlocutor do novo prisioneiro da Lava Jato declarou, com outras palavras, foi o seguinte: depois do primeiro mês mastigando a quentinha da cadeia e dormindo no colchonete, Eduardo Cunha talvez se anime a delatar até a própria sombra. Sitiado pelas provas que a força tarefa de Curitiba reuniu contra ele em dois anos de investigação, o personagem terá de suar muito o dedo para se tornar um colaborador da Justiça. Sua sombra a Lava Jato já virou do avesso. Não lhe falta, porém, matéria-prima para desestabilizar a Presidência de Temer. Resta saber até onde vai a mágoa do novo hóspede da carceragem de Curitiba.

Lula vai escolher o martírio ou a fuga?

O Estadão é categórico:

“Pode até haver quem entenda que a prisão de Lula poderia favorecer a ‘causa’, na medida em que criaria uma ‘enorme comoção nacional’ manipulável em benefício dos ‘interesses populares’.

Quem conhece bem o ex-presidente sabe que esse tipo de sacrifício jamais lhe passaria pela cabeça”.

O Antagonista concorda. É uma questão de caráter.

Eduardo Cunha esperava ser preso e reunia arsenal contra PT e PMDB

Ex-deputado escrevia livro visto como 'delação informal' e coletava dados sobre doações
Fonte: Folha de S.Paulo

Não foi exatamente uma surpresa. Eduardo Cunha (PMDB) já havia conversado com pessoas próximas sobre a expectativa de ser preso. Viveu o auge dessa tensão nos dias que sucederam sua renúncia à presidência da Câmara, em julho, e, com ainda mais intensidade, depois de ter o mandato cassado pelos colegas, em setembro. Sabia que estava vulnerável.
Entre a sombra da prisão e o isolamento político, dedicou todo o seu tempo a duas tarefas: sua defesa na Justiça e o livro que prepara sobre o impeachment de Dilma Rousseff e a crise política.
A obra é vista como uma espécie de "delação informal". Nela, Cunha será autor e protagonista. Vinha escrevendo "enlouquecidamente", segundo aliados.

Em recente conversa com a Folha, Cunha disse que tinha mais de cem páginas prontas. Buscava um profissional para auxiliá-lo a formatar o texto e deixá-lo de modo publicável.
Para colocar suas "memórias" no papel, levantou agendas antigas de compromissos públicos e privados. Há meses vinha também esquadrinhando todas as doações que capitaneou para o PMDB, um levantamento que delegou ao corretor de valores Lúcio Bolonha Funaro, que acabou preso em julho.Antes, porém, Funaro relatou a aliados que havia juntado "quilos de papéis".Mas Cunha não se dedicou apenas às contas do PMDB, sigla para a qual atuou como um esmerado arrecadador. Ele também fez uma série de estudos sobre o caixa petista."O PT cobrava até comissão das doações. Repassava 95% [para os candidatos] e ficava com 5%. É só você olhar as entradas e saídas", disse à Folha ainda em setembro.

Questionado se havia feito o estudo pessoalmente, respondeu: "Fiz". E por que dedicava tempo a isso? "A gente tem sempre a curiosidade para ver o financiamento dos partidos. Montante e origem. É informação. Faço para os meus argumentos."
Todos os dados seriam usados no livro, ou, especulavam aliados, em uma possível delação premiada –hipótese que ganhou agora força.

RENDIDO
Cunha foi informado de que era alvo de um pedido de prisão pouco antes das 13h desta quarta (19). Disse aos advogados que iria se entregar. De terno azul e gravata, preparava-se para ir à sede da Polícia Federal em Brasília. Não deu tempo. Os agentes já estavam na garagem de seu prédio quando decidiu sair.

O peemedebista tratou dos direitos da publicação de sua obra com três editoras: Planeta, Matrix e Geração. Manifestou certa insatisfação com as propostas financeiras que recebeu. Pensava em bater o martelo esta semana. Pode não ter dado tempo.

Para a obra, além da papelada, rememorou conversas privadas e diálogos com diversos colegas de parlamento, ministros, ex-ministros, a ex-presidente Dilma Rousseff e o presidente Michel Temer.
Decidiu, porém, expor alguns de seus alvos antes mesmo de fechar o roteiro. Um dia depois de ser cassado, foi questionado por um de seus últimos aliados "por onde começaria". "Moreira Franco e Rodrigo Maia."

Semana passada, em reunião com uma das editoras, Cunha se negou a antecipar detalhes da obra, o que causou preocupação. Decidiu ser direto: disse que tudo o que colocaria no papel poderia comprovar. Com documentos, ou gravações.

Preparando o terreno - POR MERVAL PEREIRA.

O ex-presidente Lula vem fazendo nos últimos dias movimentos para desacreditar a Justiça brasileira claramente na tentativa de apresentar-se ao mundo como perseguido político, e nesse caso a internacionalização do debate com a ação no Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) faz parte da estratégia.

Ontem, Lula publicou um artigo na Folha de S. Paulo denunciando o que seria uma perseguição política dos procuradores de Curitiba e do Juiz Sérgio Moro. Ele assume a versão, que já havia sido veiculada pela direção do PT, de que as prisões de Antonio Palocci e outros petistas foram feitas perto das eleições municipais para desmoralizar seu partido.

No mesmo dia, seus advogados entraram com um pedido   para que o desembargador João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), considere-se impedido  de julgar o pedido de suspeição do juiz Sérgio Moro, pois os dois seriam “amigos íntimos”.

Os advogados de Lula haviam feito o pedido de impedimento diretamente ao juiz Sérgio Moro, a quem consideram sem isenção para julgar o ex-presidente. Moro, naturalmente, não aceitou o pleito, e agora eles recorrem ao TRF4, tentando também desmoralizar o desembargador Gebran Neto, que se recusou a esclarecer se mantém relação de amizade com Moro, e marcou o julgamento para hoje.

 Antes mesmo disso,  a defesa de Lula entrou com recursos contra essa decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF). A estratégia está cada vez mais clara. Seus advogados pretendem politizar os processos criminais contra o ex-presidente, como se ele fosse um perseguido político prestes a ser condenado por uma Justiça aparelhada para impedi-lo de disputar a eleição presidencial de 2018.

Seus seguidores, com base em uma notícia falsa de um blog cujo titular, Eduardo Guimarães, candidatou-se a vereador e recebeu pouco mais de 1300 votos, ficando em 801 lugar na eleição em São Paulo, foram mobilizados na segunda-feira para uma vigília em frente à casa de Lula para resistir a uma provável prisão que poderia ocorrer naquele dia.

Nada aconteceu, nem mesmo a tal vigília, já que pouquíssimas pessoas dispuseram-se a ir até lá. Atribui-se a Lula a seguinte frase: “ Se me prenderem viro herói, se me deixarem solto viro Presidente da República”. Ele parece, no entanto, não estar disposto a virar herói, já que denuncia sua prisão como iminente quase todos os dias, querendo na verdade tornar-se um mártir.

Para constranger a Justiça brasileira, ele trata de desqualificar, através de pronunciamentos políticos ou de seus advogados, o Juiz Sérgio Moro, como se ele fosse o único a aceitar as denúncias contra Lula. Além de Curitiba, onde responde pelo caso do tríplex de Guarujá, Lula é réu em mais dois processo, ambos em Brasília.
No fim de julho, o juiz federal Ricardo Augusto Soares Leite, da 10ª Vara do Distrito Federal, aceitou denúncia contra Lula e o transformou em réu por um esquema com o senador cassado Delcídio do Amaral para evitar que o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró fizesse um acordo de delação premiada com a Lava Jato.

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal, em Brasília, aceitou outra denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal contra Lula, Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho da primeira mulher do ex-presidente, o empreiteiro Marcelo Odebrecht e mais oito pessoas. Lula é acusado de organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e tráfico de influência.

Portanto, seria preciso acreditar que uma ampla conspiração da Justiça brasileira foi montada apenas para perseguir Lula. Há quem acredite, no entanto, que toda essa estratégia de vitimiza-lo pode desaguar num pedido de asilo político do ex-presidente e de família.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Cármen Lúcia rebate Teori e diz que Lava Jato não é espetaculosa, mas sim um exemplo.


Presidente do STF foi questionada sobre as críticas do ministro Teori Zavascki sobre o 'espetáculo midiático' da Lava Jato e deu sua opinião.

Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), participou de uma entrevista nesta segunda-feira (17), na TV Cultura. Ela comentou sobre vários assuntos do Judiciário. Em certo momento da entrevista, ela foi questionada se a Operação Lava Jato seria "célere e um exemplo a ser seguido" ou apenas "um espetáculo que atropela os processos". 

Essa pergunta dos jornalistas se refere a uma crítica feita pelo ministro do STF, Teori Zavascki, que comentou que os procuradores da República estavam fazendo um "espetáculo midiático" na forma de acusar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre os casos de corrupção. Os procuradores se utilizaram de "slides' para mostrar que Lula era o chefe do esquema de corrupção da Petrobrás.

Cármen Lúcia disse que uma coisa é diferente da outra. "Celeridade não tem nada a ver com espetáculo", disse Cármen. De acordo com a presidente do STF, a Operação Lava Jato é um exemplo a ser seguido e a celeridade dela é muito importante para obter bons resultados nas investigações. "Essa celeridade da Lava Jato é algo muito positivo para a sociedade", ressaltou a ministra.

Uma histórica encantadora: Canonizado o menino mexicano que morreu para defender a Fé Católica


Domingo. 16 de outubro de 2016. Em missa televisionada para o mundo inteiro, o Papa Francisco declara que a Igreja Católica tem novo santo: São José Luís Sánchez Del Rio, um menino assassinado aos 14 anos, no interior do México.

Transcrevo a seguir um texto escrito pela Equipe Christo Nihil Praeponere, sobre o novo Santo da Igreja Católica:

“José Luiz Sanchez Del Río nasceu a 28 de março de 1913, na cidade Sahuayo, província de Michoacan, México. Vivia uma vida comum, como qualquer outro menino do interior do México, até que esta normalidade foi quebrada pela ascensão de Plutarco Elias Calles à Presidência da República mexicana.
“Este presidente tirânico, declaradamente socialista e maçom, empreendeu em todo o México uma das maiores perseguições que a Igreja Católica sofreu no século XX.

Com o pretexto de “livrar a nação do fanatismo religioso" (qualquer semelhança não é mera coincidência), Plutarco Calles iniciou uma investida militar contra padres, religiosos e fiéis leigos que demonstrassem qualquer sinal da fé católica. Confiscou todas as Igrejas, prendeu e matou padres, bispos, frades, freiras dentre muitos outros. Após tanta perseguição, um grupo de fiéis católicos viu-se obrigado a pegar em armas para garantir a sobrevivência da Igreja Católica. Esta contrarrevolução ficou conhecido como “Cristiada” ou “Guerra Cristeira”, em homenagem aos combatentes católicos que eram conhecidos como “Cristeros”.

“Um dia, ao visitar o túmulo do beato mártir Anacleto González Flores, que havia morrido durante a perseguição de maneira brutal e impiedosa, José Luiz Sanchez Del Río rezou a Deus, pedindo para que ele também pudesse morrer pela manutenção de sua Fé. Então, aos 13 anos de idade, foi procurar o general Prudencio Mendoza, comandante das forças católicas, que tinha sua base na vila de Cotija, para que pudesse ingressar no exército cristero. Ao chegar, dirigiu-se ao general que o indagou:
- O que viste fazer aqui meu rapaz? Ele respondeu:
- Vim aqui para morrer por Cristo Rei. 

“A sinceridade daquelas palavras e o vívido olhar destemido daquele nobre rapaz ressoaram profundamente no coração do general cristero, que autorizou sua entrada na milícia.
Em fevereiro de 1928, cerca de 1 ano após o seu ingresso no exército cristero, o menino e seus confrades foram surpreendidos numa emboscada. José Luiz cedeu seu cavalo ao líder da resistência, sendo capturado pelos sádicos soldados do governo de Plutarco.         

Na intenção de fazer com que o menino renunciasse sua fé, descamaram a planta de seus pés até as nervura e o amarraram em um cavalo, obrigando-o a andar por cerca de quatorze quilômetros a pé e descalço. Não precisamos aqui dizer o nível de dor que esta pobre criança sentiu, mesmo assim, nos momentos em que as dores lhes eram insuportáveis, o menino cheio da Graça Divina Bradava em voz alta e vigorosa “Viva Cristo Rey e la Virgem de Guadalupe!"  

No dia seguinte, 10 de fevereiro de 1928, uma sexta-feira, o menino que estava prestes a completar 15 anos foi fuzilado pelos soldados do Exército do Presidente da República. Em meio às torturas, e antes de ser varado pelas balas gritou; “Viva Cristo Rei e a Virgem de Guadalupe”! E ofereceu sua vida terrena para não perder a vida eterna ao lado de Jesus Cristo, a quem ele depositou sua fé com bravura e fidelidade.
Postagem de Armando Lopes Rafael