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"Ultrapassa-te a ti mesmo a cada dia, a cada instante. Não por vaidade, mas para corresponderes à obrigação sagrada de contribuir sempre mais e sempre melhor, para a construção do Mundo. Mais importante que escutar as palavras é adivinhar as angústias, sondar o mistério, escutar o silêncio. Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo".

Dom Helder Câmara


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

021 - O Crato de antigamente - Por Antônio Morais


As sorveterias e bares do Crato empregavam garçonetes, em lugar de garçons. Quando terminavam as últimas sessões dos cinemas Cassino e Moderno (às 21h30m), elas eram liberadas, pois o movimento caia abruptamente. 

Às vezes ficava apenas uma de plantão até mais tarde. Nessa hora começava o papo na Praça Siqueira Campos e a “caça” às garçonetes, por parte dos “boêmios”. Algumas delas faziam questão de passar, de propósito, pela Praça, para “insultar” os “velhinhos”. 


Uma garçonete do Bar Gloria.

O Brigadeiro tinha uma estratégia diferente e, quando começava a caça, dizia para todos ouvirem: Não vão brigar não! Podem escolher à vontade! Podem ir na frente! A mais feia podem deixar pra mim. Mulher é tudo a mesma coisa! É tudo igual. Em mulher eu só acho feio o joelho.

Ivens Brandão

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