quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Risos no Planalto - Por Lauro Jardim


Em  certo momento da reunião de ontem entre Dilma e alguns ministros para analisar o resultado das eleições, discutiu-se a influência do mensalão.

Chegaram à conclusão que o julgamento não interferiu no resultado. Passaram a listar quem ganhou e quem perdeu com a eleição de domingo, quando um ministro interveio:

Quem perdeu foi o Gurgel.

Dilma riu. Todos os ministros riram.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS.


Dizem que o ferro é forte,
Mas o fogo derrete o ferro.

Dizem que o fogo é forte,
Mas a água apaga o fogo.

Dizem que a água é forte,
Mas o vento espalha a água.

Dizem que o vento é forte,
Mas a montanha espalha o vento.

Dizem que a montanha é forte,
Mas o homem derruba a montanha.

Dizem que o homem é forte,
Mas a morte derruba o homem.

Dizem que a morte é forte,
Mas JESUS venceu a morte.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Processo do mensalão deve ser tomado como exemplo, diz ex-presidente do PT - Lisandra Paraguassu,



O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, era ministro da Educação em 2005, quando o escândalo do mensalão estourou. Chamado pelo então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a presidência do PT para tentar tirar o partido da crise em que mergulhara depois que boa parte da sua cúpula foi pega usando recursos públicos para comprar apoio no Congresso.

Para petista, julgamento influenciou eleições. Sete anos depois, Tarso vai mais uma vez na contramão da cúpula ao defender o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal como legítimo, em que todos tiveram direito de defesa, e aceitar que, "sem dúvida", estão sendo julgadas pessoas que cometeram ilegalidades.

O governador petista também acredita, ao contrário do ex-presidente Lula, que o julgamento teve influência, sim, nas eleições deste fim de semana, mesmo que o grau dessa influência possa variar.

As brigas de Ciro no Ceará - Por Lauro Jardim


Se alguém acha o estilo de Ciro Gomes na política agressivo demais, é por que não viu os embates em que ele se mete no Ceará. No final da campanha deste ano, Ciro  esteve em Maracanaú (CE) para um comício de apoio ao seu candidato a prefeito. No discurso, desceu a borduna no prefeito local, Roberto Pessoa.

A resposta de Pessoa, por meio de uma carta aberta, superou qualquer medida. Depois de chamar Ciro de “mentiroso”, “desocupado”, “boquirroto”, “destemperado” e “desequilibrado”, Pessoa manda: "O que se escuta nas rodas sociais e políticas é que esse seu comportamento de destempero, arrogância, com olhar esbugalhado e incisivo, acusações desmedidas e mentiras ao léu, sempre ocorrem sob efeito alucinógeno de substância em forma de pó branco, que se sabe não ser sal, maisena nem goma. Isso tem sido dito inclusive por profissionais e estudiosos da psicologia e psiquiatria".

Rebuacando o tempo - Antonio Alves de Morais


Pequena parte do terceiro encontro de varzealegrenses em Fortaleza no inicio dos anos 90. Dedicado aos amigos Dr. Savio Pinheiro e Alecio que  aparecem bem alegres e felizes.

sábado, 6 de outubro de 2012

PARADIGMAS AMEAÇADOS - ANTONIO ALVES DE MORAIS


Pelo andar da carruagem e, pelo que mostram as pesquisas até agora, alguns paradigmas velhos e conhecidos estão sob ameaça de serem  quebrados:

Primeiro - Candidato com pouco tempo de propaganda no radio e televisão não teria chances.

Segundo - Candidato sem muito dinheiro nem pensar, sem chances também.

Terceiro - E, mesmo com muito dinheiro e tempo de propaganda, não tendo um bom marqueteiro não  teria a menor oportunidade de ser bem sucedido.

Alguns candidatos pelo Brasil a fora, mostram que: Não existe receita pronta e acabada. A politica certa, a proposta certa, a mensagem certa, tem muito a ver com o candidato, com o comportamento dos adversários, com uma conjuntura quase sempre misteriosa. Muito a ver sim com instrumentos de repúdio à política tradicional e ao caciquismo.

O rei Midas perdeu o toque? - Por Sandro Vaia.

SANDRO VAIA.


Pode ser que os grandes momentos voltem. Mas a verdade é que a infalibilidade de Lula corre sério risco de deterioração. A soberba misturada com a arrogância, que a sabedoria grega chamava de húbris, incomoda os deuses, que costumam castigá-la com lições de humildade. As lições mais contundentes estão vindo do julgamento do mensalão, uma anomalia ética que o ex-presidente reconheceu com humildade num primeiro momento, chegando a pedir perdão por ela, e que depois renegou tentando dar-lhe o tratamento de uma invencionice “golpista” de uma suposta elite, que na verdade nunca deixou de bajulá-lo e adulá-lo sem nenhum pudor.

A posição firme da sólida maioria dos juízes do Supremo, com a notável exceção, até aqui, dos ministros Lewandowski e Toffoli, não deixa nenhuma dúvida não só sobre a independência do Poder Judiciário, como também da materialidade das ações criminosas detalhadas na denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República.

O patrimônio moral que o PT tentou construir desde a fase de sua fundação, vai ficando cada vez mais seriamente danificado com as sucessivas condenações que a Suprema Corte vem impondo aos envolvidos no esquema de corrupção ativa e passiva que forma o processo do mensalão. Mas a mitologia construída em torno da suposta genialidade política do ex-presidente não está sendo desgastada apenas pelo andamento do processo do mensalão.

Às vésperas das eleições municipais, delineiam-se pelo menos três cenários onde a participação pessoal ativa do ex-presidente gerou, pelo menos até este momento, a possibilidade da construção de três desastres eleitorais: A insistência na candidatura a prefeito de São Paulo do ex-ministro da Educação Fernando Haddad, em detrimento da senadora Marta Suplicy, candidata natural ao cargo que já ocupou e detentora do apoio inequívoco da maioria do partido para a disputa.

A ruptura da aliança histórica com o PSDB de Aécio Neves e o PSB mineiro em torno do prefeito Márcio Lacerda, desprezando uma reeleição quase certa para lançar a candidatura própria de Patrus Ananias.

A imposição ao PT de Recife da candidatura do ex-ministro Humberto Costa em lugar do atual prefeito João da Costa, candidato natural à reeleição, provocando um racha no partido e a consequente ruptura da aliança com o PSB de Eduardo Campos.

Os três candidatos impostos pelo diktat de Lula amargam maus prognósticos nas pesquisas eleitorais e têm escassas chances de vitória. O estrategista infalível perdeu a mão? O rei Midas não consegue mais transformar tudo o que toca em ouro?


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Primeiro foco de protestantes de Varzea-Alegre - Antonio Alves de Morais

Padre José Alves de Lima.

O povo de formação cristã e obediente à doutrina da Igreja Católica. Não há registros de nenhuma discórdia entre igreja e paroquianos. Entre 1915 e 1920 aconteceram fatos que deixaram à população do município triste e abalada. O suicídio do Padre José Gonçalves Ferreira e a venda do patrimônio de São Raimundo Nonato pelo Padre José Alves de Lima.
Em 1919 a Diocese do Crato, decidiu criar o Banco do Cariri S.A a primeira instituição de credito da região. O Bispo aconselhou as paróquias a capitalizarem valores em ações nominais com direito a voto. O padre José Alves de Lima, vigário de Várzea-Alegre decidiu vender o patrimônio de São Raimundo que contava entre outras coisas com 400 braças quadradas de terras, na sede urbana, doadas desde a criação da paróquia, em Novembro de 1863, pelo Major Joaquim Alves, sua esposa e outros. O Padre não encontrou apoio  no poder político muito menos da população que revoltada protestou com veemência e fez surgir o primeiro foco de protestantes do município: leia-se famílias Sousa da Varzinha, Gino, Camilo e Aniceto da Vacaria..
O Padre não desistiu da idéia e vendeu o patrimônio ao Senhor Dirceu de Carvalho Pimpim. No sitio Varzinha, residia o Manuel Antônio de Sousa que protestou com um verso intitulado “Verso da Venda do Patrimônio de São Raimundo” uma obra prima que por muito tempo foi cantada e decantada por dezenas de homens nos adjuntos de apanha de arroz e nos maneiros paus da cultura popular já há muito esquecida. São 20 estrofes que as tenho bem guardadas em arquivo, e, hoje em dia, pouca gente conhece esta obra importante que serviu de protesto para todo aquele que não concordava com a venda do patrimônio do nosso padroeiro São Raimundo Nonato.

A posse da caneta - por Dora Kramer


Lula não é mais aquele, sua liderança se esvai e sua influência míngua, constatam analistas, cientistas, especialistas em geral. Daqui desse canto, no entanto, o panorama não parece assim tão definido nem soa completamente comprovada a tese de que o ex-presidente já possa ser visto como um rio que passou na vida política do Brasil. É preciso esperar para ver se as urnas conferem com o que ainda é uma impressão. Nas eleições municipais as pesquisas indicam possibilidades de arrancadas de última hora de candidatos petistas em capitais.

Se confirmadas, terão coincidido com a entrada de Lula nas campanhas e aí será preciso rever os raciocínios segundo os quais o ex-presidente já caminha para sentar praça no passado. Verdade que ele não inspira o mesmo entusiasmo entre os que até outro dia o consideravam um oráculo nem provoca o mesmo temor entre aqueles que, na oposição, evitavam enfrentá-lo. No ambiente dos políticos e partidos aliados tampouco priva da reverência de antes. É fato que cometeu erros graves de avaliação, quando superestimou seu poder de influir na vontade do eleitorado, de comandar o calendário, de dar o tom do julgamento e submeter a decisão do Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão aos seus desígnios.

São dados da realidade. Não necessariamente decorrentes de uma situação excepcional. Antes a consequência natural da perda dos instrumentos da Presidência da República. Nesse aspecto, Lula não é muito diferente de qualquer outro governante que se afastou do poder. Perdidas a caneta, a posse do Diário Oficial e a veneração inerente ao cargo, evidentemente não poderia ser o mesmo. Não há poderio eterno nem qualidades divinas. Não sendo Deus nem super-homem, Lula está ao alcance das contingências da vida, nas quais se incluem as consequências da privação de poder. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Perseguição eleitoral - Antonio Alves de Morais

Jose Carlos de Alencar.

Em eleições da década de 80 do século passado, as lideranças de Várzea-Alegre fizeram um acordo para que o Presidente da Câmara Municipal fosse o vereador mais bem votado na eleição. José Carlos de Alencar, foi o vitorioso. Acontece que José Carlos era acusado de ser analfabeto e como fazer para dar posse ao prefeito eleito e presidir uma cerimônia de tal porte?

Lourival Frutuoso era o mestre de cerimonia e orientou José Carlos dizendo: Eu vou conduzir a solenidade, no final, quando eu piscar o olho você se levanta e diz: “declaro encerrada a sessão”. Encaminhados os trabalhos, discursos de quem saia e de quem entrava o Lourival piscou o olho para José Carlos que se levantou, assungou a calça, apertou um buraco a mais no cinturão e lascou: “Encerro declarada a sessão”! Mais um contraste, abriu de novo.

Perseguição eleitoral vem de longe, não só de agora com o Tiririca. Depois da constituinte da década de 80 do século passado, dois absurdos foram estabelecidos em lei: Menor de 18 anos pode votar, mas não pode ser votado e o analfabeto pode votar, mas não pode ser votado. Como pode você ter o direito de escolher e não ter o direito de ser escolhido? José Carlos de Alencar, um dos homens mais corretos e honrados de minha terra, também foi acusado de ser analfabeto, assim como o Tiririca. A sorte do José Carlos é que não tinha um suplente influente do porte do José Genoíno para tomar o seu mandato - te cuida Tiririca. Veja uma historinha do Zé Carlos:

Em 1986, sair do Crato para votar em Várzea-Alegre, dei carona ao Jodival Carlos, filho do José Carlos. Passando pelo Baixio fui levar o Jodival em casa. Quando José Carlos viu um adesivo no nosso carro com os dizeres: “motores turbo”; ele me advertiu: Morais, tire logo esse nome de Adauto Bezerra daí do teu carro que o juiz tá é brabo, está prendendo todo mundo. Adauto Bezerra era o candidato do José Carlos naquelas eleições.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Caindo do caminhão de mudança - Por Lauro Jardim



Tensão do julgamento. Depois do voto de segunda-feira de Celso de Mello no julgamento do mensalão – aquele citando os “marginais no poder” – há ministros no STF que acreditam que até mesmo Ricardo Lewandowski pode rever algumas de suas posições.

Veja o que diz um deles: Depois do voto do Celso, o Lewandowski ficou como que um cachorro que caiu do caminhão de mudança.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

O Estado do Ceara é o campeão - Antonio Alves de Morais

Pelo menos num aspecto o Ceará foi o campeão em indeferimentos pelo ficha limpa: 62 candidatos a prefeitos, 49 candidatos a vice-prefeitos, 98 candidatos a vereadores. 209 candidatos foram impedidos de concorrer por força da lei do ficha limpa.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Trechos do voto histórico do ministro Celso de Mello



Quero registrar que o STF está julgando a presente causa da mesma forma que sempre julgou os demais processos que foram submetidos sua apreciação. Sempre respeitando os direitos e garantias fundamentais que a Constituição assegura a qualquer acusado, observando ainda, nesse julgamento, além do postulado, os parâmetros jurídicos, muito menos flexibilizando direitos fundamentais a quaisquer que sejam os réus e quaisquer que sejam os delitos.

E isso é o que entre nós prevalece porque se impõe a todos os cidadãos dessa República um dever muito claro: a de que o Estado brasileiro não tolera o poder que corrompe e nem admite o poder que se deixa corromper.

Este processo criminal, senhor presidente, revela a face sombria daqueles que, no controle do aparelho de Estado, transformaram a cultura da transgressão em prática ordinária e desonesta de poder, como se o exercício das instituições da República pudesse ser degradado a uma função de mera satisfação instrumental de interesses governamentais ou desígnios pessoais

A conduta dos réus, notadamente daqueles que ostentam ou ostentaram funções de governo, maculou o próprio espírito republicano. Em assuntos de Estado ou de governo, nem o cinismo, nem o pragmatismo, nem a ausência de senso ético e nem o oportunismo podem justificar práticas criminosas, como as ações de corrupção do alto poder executivo ou de agremiações partidárias. 

É nesse contexto que se pode dizer que a motivação ética é de natureza republicana. Isso passa pela virtude civil do desejo de viver com dignidade. E pressupõe-se que ninguém poderá viver com dignidade em uma República corrompida. Diz o professor Celso Laffer "numa República, o primeiro dever do governante é o senso de Estado, vale dizer, o dever de buscar o bem comum e não o individual ou de grupos. E o primeiro dever do cidadão é de respeitar os outros."

O conceito de República aponta para o consenso jurídico do governo das leis e não do governo dos homens, ou seja aponta para o valor do Estado de Direito. O governo das leis obstaculiza o efeito corruptor do abuso de poder, das preferências pessoais dos governantes por meio da função equalizadora das normas gerais, que assegura a previsibilidade das ações pessoais e, por tabela, o exercício da liberdade.

E numa República as boas leis devem ser conjugadas com os bons costumes dos governantes e dos governados que a elas dão vigência e eficácia. A ausência de bons costumes por parte dos governantes leva à corrupção, que significa destruição. O espírito público da postura republicana é o antídoto do efeito deletério da corrupção.

Nós sabemos que o cidadão tem o direito de exigir que o estado seja dirigido por administradores íntegros e por juízes incorruptíveis. O fato é que quem tem o poder e a força do estado em suas mãos não tem o direto de exercer em seu próprio proveito.

É importante destacar as gravíssimas consequências que resultam do ato indigno e criminoso do parlamentar que comprovadamente vende o seu voto, comercializa a sua atuação legislativa em troca de dinheiro ou outras vantagens. Só vale destacar, de passagem, senhor presidente, a gravidade das consequências do ato do parlamentar que se deixa corromper. Consequências de natureza penal, constitucional e também institucional. Mas vale pensar sobre a validade ou não do ato legislativo decorrente de corrupção parlamentar. Essa é uma situação que se aplica, claramente, às sentenças quando proferidas por juízes corruptos. O eminente ministro Fux aí está para confirmar este aspecto que é muito delicado. Alguns autores sustentam que haveria inconstitucionalidade no ato legislativo decorrente de corrupção parlamentar...

Esses vergonhosos atos de corrupção parlamentar profundamente levianos quanto à dignidade e à respeitabilidade do Congresso Nacional, atos de corrupção alimentados por transações obscuras, devem ser condenados e punidos com o peso e o rigor das leis dessa república porque esses vergonhosos atos que afetam o cidadão comum privando-o de serviços essenciais, colocando-os à margem da vida, esses atos significam tentativa imoral e ilícita de manipular criminosamente à margem do sistema funcional do processo democrático e comprometendo-o.