terça-feira, 20 de novembro de 2012

VEREADORES GRATES.



Senador Aloysio Nunes Ferreira.

Ao que tudo indica, o cargo de vereador caberá mesmo aos altruístas apenas. Aquela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da remuneração a legisladores de municípios com até 50 000 habitantes já tem relator e parecer quase pronto.

Cyro Miranda, autor da PEC, está vendendo otimismo. Diz que o relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Aloysio Nunes Ferreira, deve entregar seu parecer até o fim do mês, e com poucas alterações no texto original.

Segundo Cyro, Aloysio planeja incluir somente a previsão de uma ajuda de custo de um ou dois salários mínimos para cobrir custos, como transporte e alimentação. E Eunício de Oliveira já avisou: assim que receber o relatório, põe o projeto em votação na CCJ, o que pretende fazer antes do recesso. Os vereadores que passem a economizar desde já.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

EVITE FILAS - DOE ORGÃOS - VEJA E OUÇA COM ATENÇÃO.



Fila de espera:

Rim 19.393, figado 1.138, córnea 6.629, pâncreas 1.l35 pessoas e muitos outros
.

Tenham todos um bom dia.


Ainda que deseje, um rio não pode correr mais do que corre. Não pode apressar o seu passo. Não pode mudar o seu curso. O oceano o espera e lá chegará.

Perguntei a um grupo de amigos:  ”O que você faria se soubesse que morreria dentro de vinte e quatro horas?”. As respostas de alguns foram mais ou menos assim: “Amaria mais, perdoaria mais, viveria de forma mais intensa”.

Ninguém pode apressar ou diminuir o passo da existência. O amor e o perdão devem ser exercitados por toda a vida. O prazo de vinte e quatro horas é muitíssimo pequeno para uma mudança radical.  Mas é tempo mais que suficiente para uma reflexão profunda, um arrependimento sincero e uma aproximação de Deus.

O “bom” ladrão da cruz tinha pouco tempo de vida. Estava na hora da morte, mas reconheceu seus erros e pediu, com humildade de coração, que Jesus se lembrasse dele quando estivesse no céu. Foi o bastante para ser alcançado pela graça divina. Não espere pelo último momento.

sábado, 17 de novembro de 2012

Duas medidas - Por Merval Pereira


O Globo

A revelação de que o ministro Dias Toffolli há dois anos condenou o deputado Natan Donadon, do PMDB de Rondônia, a penas tão duras quanto as que estão sendo dadas hoje pelo Supremo para os réus do mensalão joga por terra seu discurso, que agora se prova oportunista e demagógico, contra a pena de privação de liberdade para crimes que não sejam de sangue.

Diante de seu voto anterior, ficou claro que seu discurso alegadamente humanitário tinha só um objetivo: defender que os réus do mensalão não fossem condenados à cadeia.

Da mesma maneira, a fala do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, dizendo que preferiria morrer a ter que passar muito tempo nas cadeias “medievais” brasileiras trouxe à tona sua atuação há dois anos no ministério sem que tenha feito nada a respeito do problema, que, se certamente não é culpa apenas dos governos petistas, estes não o enfrentaram devidamente.

Os jornais e revistas trouxeram fartas informações mostrando que as verbas alocadas para o sistema penitenciário quase não foram utilizadas no que cabia ao governo federal.

Note-se que Toffolli era o revisor daquele processo, fazendo o papel que no mensalão ficou com Ricardo Lewandowski. Ele reduziu a pena proposta pela relatora Cármen Lúcia, mas na dosimetria foi mais rigoroso do que Joaquim Barbosa no mensalão: começou usando a pena-base de cinco anos e daí foi acrescentando todos os agravantes cabíveis, chegando a uma pena final de 11 anos, um mês e dez dias.

E o crime do deputado peemedebista ocorreu em uma Assembleia Legislativa, sem o caráter nacional dos crimes do mensalão e sem as implicações políticas de ataque à democracia registradas pela maioria dos ministros do STF na Ação Penal 470.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Fugindo da cadeia - Por Merval Pereira


O Globo

É meio vergonhoso para o PT, há dez anos no poder, que a situação desumana de nosso sistema penitenciário vire tema de debate só agora que líderes petistas estão sendo condenados a penas que implicam necessariamente regime fechado.

Chega a ser patético que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no final das contas responsável pelo monitoramento das condições em que as penas são cumpridas, diga em público que preferiria morrer caso fosse condenado a muitos anos de prisão.

Dois anos no cargo, e o ministro só se mobiliza para pôr a situação das prisões brasileiras em discussão no momento em que companheiros seus de partido são condenados a sentir na própria pele as situações degradantes a que presos comuns estão expostos há muitos e muitos anos, os dez últimos sob o comando do PT.

Também o ministro revisor Ricardo Lewandowski apressou-se a anunciar que muito provavelmente o ex-presidente do PT José Genoino vai cumprir sua pena em prisão domiciliar porque não há vagas nos estabelecimentos penais apropriados para reclusões em regime semiaberto.

Para culminar, vem Dias Toffoli defender que as condenações restritivas da liberdade sejam trocadas por penas alternativas e multas em dinheiro. Tudo parece compor um quadro conspiratório para tentar evitar que os condenados pelo mensalão acabem indo para a cadeia, última barreira a ser superada para que a impunidade que vigora para crimes cometidos por poderosos e ricos deixe de ser a regra.

Dias Toffolli, para justificar sua tentativa de tirar da cadeia os petistas condenados, defendeu a tese de que eram meros assaltantes dos cofres públicos, sem objetivos políticos: “Os réus cometeram desvios com intuito financeiro, não atentaram contra a democracia, que é mais sólida que tudo isso! Era o vil metal. Que se pague com o vil metal.”

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Ministro da Justiça diz que prefere morrer a ir para a cadeia.



O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta terça-feira, 13, em palestra a empresários, que preferiria morrer a cumprir pena num presídio brasileiro. "Se fosse para cumprir muitos anos na prisão, em alguns dos nossos presídios, eu preferiria morrer", garantiu ao responder se apoiava a adoção da pena de morte e da prisão perpétua no Brasil. "Entre passar anos num presídio brasileiro e perder a vida, eu talvez preferisse perder a vida", acrescentou, ao ser novamente indagado sobre o assunto pelos jornalistas. Em seguida, o ministro disse ser contrário a ambas penas, explicando que é necessário melhorar o atual sistema prisional, ao invés de adotar essas medidas.

Cardozo ressaltou ainda que as condições dos presídios brasileiros geram violações aos direitos humanos e que a pena de morte não teria eficácia como medida de combate à violência."

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Enviado por Amigos de Deus.


Quando você vir gansos canadenses voado em formação em “V”, pode refletir sobre o que a ciência já descobriu a respeito. O bater de asas de cada ganso cria sustentação no ar para o que vem a seguir.  Voando em formação, o bando tem pelo menos 71% de alcance a mais que um ganso isolado.

As pessoas que compartilham uma direção e um senso de comunidade chegam ao destino com maior rapidez e facilidade porque se apoiam no impulso umas das outras. Quando um ganso sai da formação, sente logo a resistência do ar a sua tentativa de seguir sozinho – e volta rapidamente a se alinhar para aproveitar a sustentação dada pelo ganso a frente.

Se tivermos o senso de uma ganso, ficaremos alinhados com as pessoas que vão á frente no caminho que seguimos. Quando o ganso da frente se cansa, faz uma rotação de asa e outro toma seu lugar à frente do bando. É prova de sensatez fazer turnos em tarefas difíceis e cansativas, seja entre pessoas, seja num bando de gansos. Os gansos de trás grasnam para encorajar os da frente a manterem a velocidade. Que mensagens enviamos quando grasnamos lá atrás?

Por fim – e isso é muito importante -, quando um ganso adoece ou é atingido por um tiro e sai da formação, dois outros gansos abandonam a formação e descem com o ferido para prover ajuda e proteção. Ficam com o companheiro caído até que ele esteja apto a voar ou até que ele morra. Só então eles vão embora e prosseguem sozinhos, ou se unem a outra formação até alcançarem seu bando. Se tivermos o senso dos gansos, ficaremos juntos.


Moeda estranha - Geovane Costa


Rita de Doca Bitu fazia bastante queijo de coalho e de manteiga, no Serrote, onde morava. Um dia ela chegou aflita na casa de Raimundo Inácio e pediu a Antônio, seu sobrinho: Meu filho, vá na rua buscar Doca que faz três dias que ele tá lá pelos cabarés. Frete um carro que eu pago.

Antônio atendeu o apelo da tia e chegando no Engenho Véi, mas precisamente na Boate Barba Azul, tava Doca Bitu muito fiota e arrodiado de mulheres. Antônio trata a conversa de levá-lo embora, como ele atendia a Antônio, aceitou dizendo: Arrume um carro e pague porque eu tô liso. Antônio de imediato chamou o nosso saudoso Torrão, que na época tinha uma Rural. Chegando no Serrote, desceram do carro. Antônio disse, pronto tia Rita, trouxemos o home, agora pague a vagem.

Ela disse: Torrão, aguarde só um instante! Entrou de casa adentro, passado uns cinco minutos, apareceu com um saco na mão, meio pesado: ao ver aquilo, Torrão perguntou assustado - O que é isso, Dona Rita? Ela respondeu: É borra, meu filho, cinco quilos, para pagar sua viagem!

Giovani Costa

JOGO DURO - POR LAURO JARDIM



Joaquim Barbosa conversou com algumas figuras-chaves do Judiciário e garantiu que, sob sua gestão, haverá uma grande repressão contra juízes que praticam mal feitos ou corrupção.

Uma pessoa próxima diz que as ações de Barbosa deixarão muitos bandidos togados com saudades de Eliana Calmon.


Varzea-Alegre-Crato-Laços de familia I - Antonio Alves de Morais


Há uma ligação sanguínea muito grande entre os do Sanharol em Várzea-Alegre e os da Palmeirinha, Malhada e Juá em Crato. Inicialmente dois filhos de José Raimundo do Sanharol, em Várzea-Alegre, se casaram com duas filhas de Eufrásio Alves de Brito, do sitio Malhada, em Crato. Vicente Alves Bezerra de quem descende os familiares de José Bezerra de Brito, professor Zurza Bezerra, que dar nome ao Ginásio da Ponta da Serra e Gabriel de Morais Rego que do seu primeiro matrimonia nasceu Eufrásia Morais de Brito que se casando do Macário Vieira de Brito deu origem a numerosa e nobre família Macário de Brito. Gabriel de Morais Rego ainda se casou duas vezes e é pai entre outros filhos de Vicente Bilé, Vitorino Bilé que residiam no sitio Malhada e Ana, que residia em Crato, José Bilé e Raimunda Bilé  residentes em Arneiroz..

Outra filha de José Raimundo do Sanharol, Maria Anacleta de Menezes se casou com Antônio de Brito Correia, do sitio Palmeirinha e dentre seus filhos citamos José Raimundo de Brito que se casou com uma sobrinha de sua mãe de nome Isabel Alves de Morais, de Várzea-Alegre, filha de Joaquim Alves de Morais e Tereza Anacleta de Menezes, desse casamento deu origem a numerosa família Morais de Brito do sitio Juá.

Antônio de Brito Correia enviuvou e se casou novamente com Leonarda Bezerra de Menezes, varzealegrense, sobrinha de sua primeira mulher e que foi batizada no dia do seu primeiro casamento. Irmã de sua nora Isabel.  Observem a diferença de idade.

Desse casamento nasceram 10 filhos entre eles Pedro Alves de Brito e Joaquim Alves de Brito, o conhecido Duquinco de Brito do sitio Palmeirinha em Crato. Em seguida quatro desses seus filhos se casaram com parentes de Várzea-Alegre, Pedro, Esmelinda, Belinha e Sandola matrimoniaram-se com Laura Morais e Silva, José Bezerra Mendes, José Alves Feitosa Bitu e José Raimundo de Menezes respectivamente, todos primos legítimos, entrelaçando mais ainda as duas famílias.

Certidões de casamento:

Aos vinte e nove de novembro de mil oitocentos e setenta e seis sem contar impedimento algum de José Alves Bezerra de licença minha casar os nubentos José Raimundo de Brito e Izabel Morais do Rêgo confessados examinados na doutrina cristã. Foram testemunhas João Alves de Menezes, Antonio Alves de Brito de que para constar mandei fazer este termo a que assino.

PE. Vicente Ferrer de Pontes – PCO.

Livro 3C – Casamentos - Capela de Várzea Alegre

Aos vinte e nove de novembro de mil oitocentos e setenta e seis sem contar impedimento algum de José Alves Bezerra de licença minha casar os nubentos Antonio de Brito Correia e Leonarda Bezerra de Menezes confessados e examinados na doutrina cristã. Foram testemunhas Eufrásio Alves de Brito e Vicente Alves Bezerra de que para constar mandei fazer este termo que assino.

PE. Vicente Ferrer de Pontes – PCO.

Livro 3C - Casamentos - Capela de Várzea Alegre – CE.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Marcos Valério está livre do voto do silêncio - Por Augusto Nunes


A coluna está de volta depois de quatro horas fora do ar. Foi o tempo suficiente para que o Supremo Tribunal Federal fixasse as penas que serão cumpridas por José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares. Há poucos dias, Lula anunciou que, juntamente com o chefe, todos os devotos da seita haviam sido absolvidos pelas urnas. Acaba de descobrir que urna não é toga.

A sorte da versão piorada de Pedro Malasartes, na precisa definição de Marco Antônio Villa, é que Dirceu, Delúbio e Genoíno jamais contaram o que sabem. Nem contarão. São obedientes ao mestre, são simultaneamente pais e filhotes do PT degenerado, são soldados em combate por uma causa: a eternização no poder. O problema é o quarto elemento.

Marcos Valério nunca militou no PT e não está subordinado a Lula. O pacto que garantiu a mudez do operador do esquema foi rompido pela condenação a 40 anos de cadeia. O julgamento do mensalão vai terminando. O completo esclarecimento da trama está longe do fim.

domingo, 11 de novembro de 2012

APOIS VÁ DIZER O PADE, VÁ!

A história do Dr. Flávio, sobre a rádio de Matorzinho, me fez lembrar de um causo verídico de V. Alegre, só que lá ainda não tinha emissora de rádio e o ditado foi diferente.
Amélia Danga lavava e passava as roupas do hotel de Emília e de Etevaldo, um moço que quando esteve em V. Alegre, elevou de forma significante o nosso futebol. Uma vez Etevaldo marcou com Amélia um encontro amoroso, no Beco de Gobira, que fica de lado do hotel.

Era meia noite e os dois estavam agarrados no bem bom, quando de repente Emília abriu uma janela. Os dois ficaram assustados e Emília encabulada fechou a janela e foi dormir.
No dia seguinte Amélia chegou no hotel para pegar a roupa e Emília perguntou:
Amélia que arrumação medonha era aquela dessa noite?
E tu tava ispiando muié?
Não eu vi sem querer. Mas tu tava com o vestido na cabeça e Etevaldo com as calças no joelho.
E o que qui tem? O obijeto é meu e eu dou a quem eu quiser.
Mas negrinha, desse jeito tu vai ficar falada na rua.
Apois muié. Vá dizer o pade Otavo. Vá!

Mundim do Vale

sábado, 10 de novembro de 2012

Verso da venda do patrimonio de São Raimundo - Antonio Alves de Morais

De 1918 a 1923 o Padre José Alves de Lima foi o titular da Paróquia de São Raimundo Nonato, em Várzea-Alegre. Em 1919 a Diocese do Crato decidiu fundar a primeira instituição financeira da região, o Banco do Cariri S/A. O Bispo orientou as paróquias a subscreverem ações do banco e o padre Lima decidiu vender o patrimônio de São Raimundo doado pelo Major Joaquim Alves Bezerra e outros amigos na época da criação da paróquia em 30.11.1863.

O padre procurou o prefeito de então Cel Antônio Correia Lima, que diante do clamor e revolta dos paroquianos não aceitou fazer o negócio. Porém a venda foi feita a Dirceu de Carvalho Pimpim e o padre ameaçou com a ex-comunhão quem se colocasse contra sua decisão. Manuel Antônio de Sousa, do sitio Varzinha, fez um verso intitulado " Verso da venda do patrimônio de São Raimundo", que durante dezenas de anos foi cantado e decantado nos adjuntos de apanha de arroz, nos maneiros paus, e nas festas da cultura popular. Poucos conhecem a obra de Manuel Antônio de Sousa e este resgate histórico marca também o surgimento do primeiro foco de protestantes do município, passando pela Varzinha de Manuel Antônio e pela Vacaria dos Ginos e dos Anicetos .

Até hoje era exclusividade minha, só eu tinha,  aprendi  quando menino vendo o meu pai cantar juntamente com dezenas de homens  nos adjuntos de apanha de arroz, de hoje em diante,  torno publico.

Eis a integra:

Leitores eu vou contar
Como anda o nosso mundo
Conto o primeiro capitulo
E depois conto o segundo
É coisa que intimida
Nunca visto em nossa vida
Foi questão com São Raimundo

Nosso mundo está perdido
Valei-me meu Santo Antônio
Se assim acontecer
Fica o lugar tristonho
O tempo tudo descobre
São Raimundo fica pobre
Se vender o patrimônio

Nosso mundo está perdido
Só por causa do dinheiro
Os homens que se ordenam
São os mais interesseiros
Já querem tomar a pulso
Querem deixar sem recurso
Nosso santo padroeiro

Devemos viver a calma
Não se envolver na questão
porque somos inocentes
Não sabem quem tem razão
Mesmo estamos excomungado
E pode ficar arriscado
Para nossa salvação

É certo que não faz medo
Esta triste excomunhão
Porque Deus só quer do homem
É um firme coração
Isto é palavra a toa
Que o padre amaldiçoa
E Jesus nos manda o perdão

Deus deixou padre no mundo
Para reger a doutrina
Ser zelador da igreja
Com a santa lei divina
Mas os padres do presente
Cada qual é mais valente
Com palavra libertina

O pobre tudo aguenta
O rico não se sujeita
E por esta causa e outra
Vivemos nesta peleja
A igreja não merece
Mas se o padre quisesse
fazia a coisa direita

O povo que não entende
Calunia o pessoal
Diz que em Várzea-Alegre
Padre vem e se dar mal
Executemos a questão
Para ver quem tem razão
De onde vem o sinal

Deus deixou padre no mundo
Para reger a igreja
Deus não deixou ordem em padre
Para lutar com peleja
E depois se zangar
Subir para o altar
E falar tudo que deseja

É certo que protestante
Nesta terra ainda não tem
Por causa destes abusos
Aparecem mais de cem
E se o orgulho aumentar
E alguém quiser virar
Chame que viro também

Deus deixou padre no mundo
Para absolver pecado
Mas por causa do dinheiro
Fez o povo excomungado
Veja quanto é valoroso
O nosso Deus poderoso
Vive sempre ao nosso lado

Leitores devem lembrar
Daquele verso terceiro
Que diz que neste mundo
Só quem vale é o dinheiro
Veja como acontece
Até o padre se esquece
Do nosso Deus verdadeiro

Pergunto ao nosso Deus
Porque foi esta questão
Respondeu-me Jesus
De todo meu coração
O padre falou em negocio
O prefeito disse não posso
Daí veio a maldição

Castigue quem merecer
A defesa é natural
Não faço nada por mal
Vós me queira defender
É que nosso padroeiro
Não precisa de dinheiro
Não precisava vender

Ó Virgem da Conceição
Meu Jesus sacramentado
Proteja minha inocência
Se nisso estiver culpado
Valei-me a providência
Proteja minha inocência
Se eu estiver errado

Eu habito em Santo Antônio
Não me cabia este artigo
Apenas fiz este verso
A pedido de um amigo
Vou dar meu nome completo
Eu me chamo Felisberto
Da Costa Sousa Perigo

Manuel Antônio de Souza
Sitio Varzinha - Várzea-Alegre