segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Gilberto Gil

De origem humilde, Gilberto Gil nasceu no bairro Tororó, em Salvador (BA). Ainda na infância se mudou com os pais para Ituaçu, no interior do Estado.
Na pequena cidade, que na época tinha apenas oitocentos moradores, Gil ouvi pela primeira vez pelo rádio a música do poeta Luiz Gonzaga. Encantado pelo rítimo, aos 8 anos de idade volta à capital Salvador e começa a estudar acordeon.
Já na juventude conhece Caetano Veloso sua irmã Bethânia, Gal Costa e Tom Zé. Com o grupo faz a primeira apresentação no espetáculo Nós, em 1964. O cantor também foi uma das principais figuras do movimento Tropicália, que marcou a história da MPB dos anos 60 e 70.
Com um repertório vasto, Gil traz em sua música ritmos variados como baião, samba, bossa-nova, reggae e afoaxé.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS.


Era uma manhã de sol quente e céu azul quando o humilde caixão contendo um corpo sem vida foi baixado à sepultura. 
De quem se trata? Quase ninguém sabe.
Muita gente acompanhando o féretro?
Não. Apenas umas poucas pessoas.
Ninguém chora.
Ninguém sentirá a falta dela.
Ninguém para dizer adeus ou até breve.
Logo depois que o corpo desocupou o quarto singelo do asilo, onde aquela mulher havia passado boa parte da sua vida, a moça responsável pela limpeza encontrou em uma gaveta ao lado da cama, algumas anotações. 
Eram anotações sobre a dor...
Sobre a dor que alguém sentiu por ter sido abandonada pela família num lar para idosos...
Talvez o sofrimento fosse muito maior, mas as palavras só permitem extravasar uma parte desse sentimento, grafadas em algumas frases: 
Onde andarão meus filhos?
Aquelas crianças ridentes que embalei em meu colo, alimentei com meu leite, cuidei com tanto desvelo, onde estarão? 
Estarão tão ocupadas, talvez, que não possam me visitar, ao menos para dizer olá, mamãe?
Ah! Se eles soubessem como é triste sentir a dor do abandono... A mais deprimente solidão...
Se ao menos eu pudesse andar... Mas dependo das mãos generosas dessas moças que me levam todos os dias para tomar sol no jardim... Jardim que já conheço como a palma da minha mão. 
Os anos passam e meus filhos não entram por aquela porta, de braços abertos, para me envolver com carinho... 
Os dias passam... E com eles a esperança se vai...
No começo, a esperança me alimentava, ou eu a alimentava, não sei...
Mas, agora... Como esquecer que fui esquecida?
Como engolir esse nó que teima em ficar em minha garganta, dia após dia?
Todas as lágrimas que chorei não foram suficientes para desfazê-lo.
Sinto que o crepúsculo desta existência se aproxima...
Queria saber dos meus filhos... Dos meus netos...
Será que ao menos se lembram de mim?
A esperança, agora, parece estar atrelada aos minutos... Que a arrastam sem misericórdia... Para longe de mim. 
Às vezes, em meus sonhos, vejo um lindo jardim...
É um jardim diferente, que transcende os muros deste albergue e se abre em caminhos floridos que levam a outra realidade, onde braços afetuosos me esperam com amor e alegria... 
Mas, quando eu acordo, é a minha realidade que eu vejo... Que eu vivo... Que eu sinto...
Um dia alguém me disse que a vida não se acaba num túmulo escuro e silencioso. E esse alguém voltou para provar isso, mesmo depois de ter sido crucificado e sepultado... 
E essa é a única esperança que me resta...
Sinto que há minha hora está chegando...
Depois que eu partir, gostaria que alguém encontrasse essas minhas anotações e as divulgasse.
E que elas pudessem tocar os corações dos filhos que internam seus pais em asilos, e jamais os visitam... 
Que eles possam saber um pouco sobre a dor de alguém que sente o que é ser abandonado...
A data assinalada ao final da última anotação, foi à data em que aquela mãe, esquecida e só, partiu para outra realidade. 
Autor Desconhecido

sábado, 9 de fevereiro de 2013

SANHAROL, CARNAVAL, SEMANA SANTA - POR ANTONIO MORAIS.

Postagem dedicada ao amigo Luiz Bastos Bitu, o cabra mais certeiro que já vi com um badoque na mão.

O Sanharol, localidade de José Raimundo e Totônia, hoje um bairro de nossa cidade, sempre se destacou pela religiosidade, hospitalidade e lhaneza no trato humano de seus  moradores. Dentre todos, Raimundo Bitu e José André se destacaram. Esses homens, de tão bons que eram, nunca estavam sozinhos, sempre tinham pessoas ao seu redor.

Nos carnavais, nas semanas santas, as suas casas ficavam empinhadas de gente. Afilhados, compadres, comadres, amigos, filhos, noras, netos compunham um ambiente de  harmonia, paz  e convívio humano impar.

Faço esse registro, com  a grandeza que este fato representa para mim, pois os descendentes destas duas  famílias deram sequência a tudo isso. Hoje em dia, passando  pelas casas de José André e Raimundo Bitu, no Sanharol,  parece que vemos os dois sentados, frente a frente, colhendo a lavoura  da fraternidade e do amor plantados em terreno fértil pelos dois.

Salve Raimundo Bitu, Salve Cotinha, Salve José André.

Salve a vida.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Gurgel decide enviar denúncia de Valério contra Lula ao MP de Minas - Carolina Brígido.



O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou nesta quarta-feira para o Ministério Público Federal em Minas Gerais trechos do depoimento de Marcos Valério que acusam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter participado do mensalão.

Gurgel quer que o caso seja investigado junto com outros processos sobre o assunto que tramitam na justiça de Minas Gerais. Caberá aos procuradores do estado avaliar se há suspeita contra Lula que justifiquem transformá-lo em alvo de inquérito ou processo judicial.


106 - O Crato de Antigamente - Por Antônio Morais.


Dom Francisco de Assis Pires - Por Armando Rafael.

Foi o Cardeal Dom Sebastião Leme, à época, Arcebispo do Rio de Janeiro, quem atribuiu a Dom Francisco de Assis Pires – segundo Bispo de Crato – a designação de “A violeta do episcopado brasileiro”. Desde a Idade Média, a violeta simboliza fidelidade, castidade e humildade. Merecidamente, Dom Francisco ficou conhecido como “A violeta do episcopado brasileiro”.

Outros títulos foram-lhe atribuídos. Monsenhor Francisco Holanda Montenegro – no livro “Os quatro Luzeiros da Diocese” – refere-se a Dom Francisco como “O Bom Samaritano”. Já Monsenhor Raimundo Augusto – no opúsculo “Histórico da Diocese de Crato” – escreveu que o segundo bispo de Crato “era a caridade em pessoa. Desprendido dos bens terrenos, bondoso e manso, veio para servir aos seus diocesanos sem nada receber em troca”. Tudo em consonância com o lema episcopal escolhido por Dom Francisco: Não vim para ser servido, mas para servir. Monsenhor Raimundo Augusto justificou a sua opinião: “A longa e diuturna convivência com Dom Francisco, na prestação de serviços à Cúria Diocesana, autoriza-me a expressar-me assim. Vi de perto a riqueza de virtudes que ornavam sua alma Angélica, seu coração de ouro”.

Nascido no seio de uma rica família da capital baiana, Dom Francisco era, no dizer dos seus biógrafos, um verdadeiro aristocrata. Monsenhor Montenegro é taxativo: “Um rico que se fez pobre a serviço dos mais pobres”. É voz unânime que o segundo bispo de Crato tinha, realmente, predileção pelos mais pobres e mais sofredores. Por conta disso, possuía centenas de afilhados de batismo ou crisma. Dotado de uma delicadeza impressionante, tratava a todos – de qualquer condição social – com educação esmerada.
Entre os afilhados de Dom Francisco, um merece ser citado. No final dos anos 40 veio residir em Crato um casal francês, que sofrera as agruras da Segunda Guerra Mundial: Hubert Bloc Boris e sua esposa Janine. Hubert, em pouco tempo, tornou-se figura estimada na sociedade cratense, mercê seu temperamento extrovertido, facilidade de fazer amizades, além do destaque social adquirido por ser administrador do maior imóvel rural do Sul do Ceará – a Fazenda Serra Verde, localizada em Caririaçu – participar do Rotary Clube de Crato, dentre outros atributos de que era possuidor.Hubert era judeu de nascimento, o primeiro, talvez, a integrar o rebanho das ovelhas pastoreadas por Dom Francisco. Este, aproximou-se do casal francês e, depois de longas e demoradas conversas, conseguiu a aquiescência de Hubert para batizá-lo na Igreja Católica. Bom lembrar que Janine tinha procedência católica o que facilitou, certamente, a conversão ao catolicismo do saudoso e sempre lembrado “Cidadão Cratense” (título concedido pela Câmara de Vereadores), Hubert Bloc Boris.

Dentre as muitas realizações materiais de Dom Francisco destacamos três: a construção do primeiro hospital do Cariri – o São Francisco de Assis – onde havia lugar destinado à indigência, ou seja, aos doentes pobres; o Liceu de Artes e Ofício (hoje extinto) destinado à profissionalização da juventude masculina de baixa renda; o Patronato Padre Ibiapina, também extinto, (cujo prédio é ocupado hoje pela reitoria da Universidade Regional do Cariri) destinado à educação de moças pobres.
Numa edição especial do jornal “Folha da Semana”, comemorativa ao centenário da cidade de Crato, com data de 17 de outubro de 1953, foi inserido um artigo da lavra do Padre Neri Feitosa, com o título “A venerável figura de Dom Francisco Pires”. Dali retiramos os seguintes tópicos:
“(...) Ele é eminentemente “Homem de Deus”, com um porte que fala de modo impressionante à piedade. Êmulo e imitador do pobrezinho de Assis, seu onomástico. Dom Francisco de Assis Pires é uma figura muito venerável de asceta contemplativo e cheio de bondade cristã.

“É de ver como se perturba, como se angustia, como sofre o coração do Bispo de Crato, quando se declaram sintomas (dos fenômenos periódicos) da Seca. Indaga sobre o sofrimento do povo, sobre as possibilidades dos poderes (públicos), sobre os migrantes, sobre a produção nas diversas zonas da Diocese. Com a mão trêmula pelos anos e pela aflição, traça as feições abatidas de seus filhos diocesanos, em telegramas a quem possa prestar socorro.
“Aquela face carrancuda não expressa nada aquela bondade compassiva e providente que lhe enche o grande coração de Bom Pastor.
“Por estas e por outras razões, Crato guardará, nos arquivos da justiça e da melhor gratidão, a lembrança perene desta venerável figura que constitui Dom Francisco de Assis Pires”.

(*) Armando Lopes Rafael é historiado

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Carta aberta - Por Antonio Morais



Excluir a postagem "Carta Aberta a Renan Calheiros" Por algumas razões. Controvérsias quanto a autoria do texto. Entre os comentaristas foi apresentado a versão de dois ou mais autores. O fato real que  me levou a excluir foram os comentários anônimos. O Blog não permite esse tipo de comportamento. Não permite que ninguém se esconda por traz  do anonimato e faça seu depoimento. Por fim,  todo brasileiro  sabe escrever sobre Renan Calheiros, todo brasileiro conhece  sua trajetória politica. 

Não precisa ser historiador, basta observar a historia que se verá no Renan Calheiro um politico oportunista, canalha e desonesto como a grande maioria que o Lula recuperou para o cenário nacional.  Renan, Sarnei, Romero, Jáder Barbalho, Cabral, Collor juntos com Dirceu, Jenoino e o próprio Lula formam o que de pior existe na politica nacional. A esperança é que tudo que tem começo tem fim, embora demorado. Nem sempre muito rápido como foi a safra de senadores eleitos  pelo PT na primeira eleição do Lula.

Você sabe informar onde andam os senadores e senadoras Ana Júlia Carepa, Seres Shesharenco, Fátima Cleide, Siba Machado, Heloísa Helena, Aluísio Mercadante, Idely Salvate. A subserviência os consumiu.

Renan e o seu partido o PMDB  são um grupo cujo objetivo único é formar um conluio forte para chantagear o governo. 

Quanto a Tereza Collor, não podemos  negar a sua ação e do seu marido Pedro Collor na derrubaram de um  governo bem menos corrupto e ladrão  do que o atual.

PSB desautoriza Lula a envolver partido na sucessão de 2014 - Maria Lima.



Do projeto político do PSB para 2014, cuida o PSB. O aviso foi dado ontem por interlocutores do governador pernambucano e presidente do PSB, Eduardo Campos (foto abaixo).

Enquanto o ex-presidente Lula, como articulador do PT, traça todo tipo de cenário com o intuito de tirá-lo da disputa com a presidente Dilma Rousseff, inclusive acenando com o escanteio de Michel Temer e do PMDB na chapa para acomodá-lo como vice em 2014, o governador esteve em Brasília para se reunir com a cúpula do partido e traçar sua própria estratégia e um plano de trabalho político para 2013.

Como Lula, que pretende retomar suas caravanas pelo país em maio, e Dilma, que já está na estrada, Eduardo Campos percorrerá estados brasileiros a partir de abril, para participar de seminários e debates com setores diversos da sociedade sobre o que pode ser o embrião de um programa de governo.


Coronel Mario Leal - Por Antonio Morais


Outro dia, Mundim do Vale remeteu um poema exaltando Damião Carlos, o Damião dos bonecos. Hoje eu vou fazer um relato em reconhecimento e gratidão aquele artista que tanta alegria levou a nossa gente, especialmente os varzealegrenses. Já fiz referencia ao Cel. Mario da Silva Leal, homem serio, austero e respeitado. Portanto a marca “Leal” fazia medo a muita gente. As pessoas deviam andar certinhas, não se admitia malandragem, não era brincadeira não.

Um dia Damião Carlos foi contratado para fazer uma apresentação com os seus bonecos no sitio Cipaúba, localidade próximo da região comandada pela família Leal. A Radio de Iguatu anunciou o evento durante toda semana, só se falava em Damião e seus bonecos. No dia a casa foi preparada, varreram os terreiros, fizeram uma grande barraca, e, por volta das 10 horas da manha chegou o Damião que foi recebido com salva de fogos e honras de um Lindomar Castilho ou Waldick Soriano.

Prepararam duas penosas para o almoço, Damião comeu a vontade. Depois do almoço armaram uma rede, colocaram um lençol cheiroso e o artista se acomodou. Antes de adormecer ouviu o galopar de um cavalo e a voz potente de um cidadão que perguntou: o que é que vai haver aqui hoje? Que está tudo muito pronto! Barraca feita, terreiro varrido! O dono da casa respondeu: A noite, um artista de Várzea-Alegre, vai fazer uma apresentação com uns bonecos! Pois diga pra ele que eu venho assistir e, se não achar graça vou fazer ele engoli os bonecos. Toda essa conversa foi ouvida por Damião.

O cavaleiro foi embora. Damião se mexeu na rede pra lá e pra cá, e perguntou de quem era aquele cavalo tão esquipador que passou há pouco tempo. O dono da casa respondeu: Era seu Nobílio Leal. Damião coçou a cabeça, pensou um pouco e, resolveu ir ao mato postar um telegrama para o Lula e, depois da postagem, chispou, de lá mesmo, pra Várzea-Alegre deixando as roupas, os bonecos e os apetrechos para trás.

Quando se perguntava: Damião porque você fugiu da apresentação na Cipaúba? Ele respondia rindo: eu sabia lá se era fácil fazer Nobilio Leal achar graça!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A Mônica de Lula e a Rose de Renan - por Augusto Nunes



Além das escancaradas pelo confronto estético, há três diferenças essenciais entre Mônica Veloso e Rosemary Noronha.

A primeira é a origem do patrocínio: se a Rose de Renan Calheiros teve as despesas bancadas por uma empreiteira, a Mônica de Lula ganhou um empregão federal.

A segunda reside nos desdobramentos das relações com gente poderosa: só uma se valeu da influência do parceiro para enriquecer como quadrilheira.

A terceira está no tratamento dispensado pela imprensa às duas mulheres. Mônica foi apresentada ao país como amante do presidente do Senado. Rose é apenas “amiga” do ex-presidente da República

O livro em que Mônica Veloso contou o pouco que sabia do que se passava fora da alcova nada acrescentou ao prontuário de Renan. Se Rosemary Noronha resolver contar à polícia o muito que sabe, Lula terá de interromper o silêncio que já passou de 70 dias para passar outros tantos tentando explicar-se. E não conseguirá.


Historias de varzealegrenses - Por Antonio Morais

Borginho.

Assis dos bolos, residente na Serra das Flores, ribeira localizada na divisa dos municípios de Várzea-Alegre com Granjeiro e Caririaçu, passava pelo bairro Patos em Várzea-Alegre e, em frente a casa do Senhor Borginho viu um cavalo velho tão magro que era só o couro e o osso. Perguntou para Borginho: O que este cavalo tem que é tão magro? É doente? Borginho respondeu no ato: não, a roça é que é muito ruim, nem agua tem.

Se ele comer milho eu compro! Falou Assis. Pode comprar sem medo, eu garanto, replicou Borginho. Negocio fechado, Assis subiu a serra da Caiana puxando o cavalo pelo cabresto. Quando chegou em casa colocou o milho cru e o cavalo não comeu. Botou o milho de molho e no outro dia o cavalo também não comeu. Passou o milho no moinho, fez o xerem, mesma coisa, o cavalo não comeu, finalmente passou na peneira fez a massa, e o cavalo não comeu tambem.

Abriu a boca do cavalo e não encontrou um só dente, o animal era absolutamente banguela. Diante da situação resolveu devolver o cavalo e exigir o dinheiro de volta.

Quando se encontrou com o Borginho repetiu o cerimonial do milho e por essa razão queria devolver o cavalo e receber o dinheiro de volta. Borginho mordeu a língua, fechou um olho, pensou um pouco e perguntou: você fez o angu? Se fizer o angu e ele não comer eu recebo de volta e devolvo seu dinheiro.

Historias de varzealegrenses - Por Antonio Morais


José Raimundo Nonato de Morais - Zezin Bilé do Coité.

Este cidadão prodigo, honrado, trabalhador e honesto foi prefeito de nossa comuna de 1898 a 1902. Residia com a família no sitio Coité. Poucas vezes saia do local pra ir a cidade. Despachava em sua casa, num gabinete improvisado.

Certa feita, o governador do Estado, de passagem por Várzea-Alegre, retornando de viagem ao Crato, o carro apresentou um defeito e mandaram apanhar uma peça em Iguatu.

O governador perguntou: onde anda o prefeito? Procurem-no, digam que o governador está na cidade e quer falar com ele.

Mandaram um Jeep apanhar o prefeito no Coité e quando deram o recado o prefeito disse: Ou homem, volte e diga pra ele que eu não posso ir porque nós vamos fazer um reizado mais tarde, e, eu sou o boi, se eu sair perde a graça.

Quanta diferença de hoje em dia. Se derem um tiro no monossílabo do governador - quantos prefeitos teremos com a boca cheia de chumbo?

TRANSPORTE ELEITOREIRO - Por Mundim do Vale


TRANSPORTE  ELEITOREIRO.

Na campanha eleitoral de Várzea Alegre em que foram candidatos; Dr. Hamilton Correia e Lourival Frutuoso, o Sr. José Carvalho, disponibilizou duas Brasílias novas para trabalharem na campanha em favor do Sr. Hamilton Correia
Os veículos foram entregues aos cuidados do Senhor João Pimpim.
Nosso conterrâneo Chico Barros era o condutor de uma das Brasílias. No quente da campanha chegou um eleitor que morava no distrito de Ibicatu, pedindo uma das Brasílias para levar somente ele até sua casa.
A distância e as estradas ruins eram um forte argumento para convencer aquele eleitor que o seu pedido era completamente impossível, depois de várias respostas negativas, o eleitor recorreu a Chico Barros. Chico querendo ser atencioso, foi até João pimpim e com muita conversa, conseguiu a liberação.
Partiram os dois no começo da tarde, quando chegava à noite eles chegavam ao distrito. Quando faltava em torno de 500 metros para a casa do eleitor Chico Barros falou:
- Meu amigo. Eu acho que é bom eu voltar daqui, já tá ficando tarde, a estrada é muito ruim e esse carro é novo.
- Qui cunveça é essa? O ome mandou me deixar foi im casa? Ou foi no mei da istrada?
Mas você há de entender  que é uma extravagância muito grande para o carro.
Mas carro foi feito foi pra rodar mermo.
- Tá bom eu vou devagarinho, pra ver se dar certo.
Quando chegavam em frente a casa do eleitor ele gritou:
- Isabarre o carro ! Tá alí a minha casa.
No pé da calçada tina uma vala e Chico com cuidado parou a seis metros na frente. O passageiro não gostou e foi logo dizendo:
- Ei ! Você vai me deixar im casa ou vai me levar pru Santo Ontõe do Quixará?
- É porque tem uma vala no pé da calçada e pode quebrar o carro.
- Mais eu quero qui pare o carro é no pé da minha porta. Ontonse eu vou votar im Lourival.
Chico Barros com muito cuidado engatou uma ré e encostou em frente a porta. Naquele momento Chico foi se despedindo dizendo:
- Até outro dia !
O passageiro gritou:
- Não Sinhor isbarre aí.
O elemento tirou de uma sacola plástica, uma quarta de toucinho, pendurado por uma palha de carnaúba e subiu a calçada dizendo:
- Pera aí.
Bateu na porta que já estava fechada e saiu a sua esposa com cara de zangada.
Ele ignorando a raiva da mulher, entregou toucinho e falou:
- Taí muié ! Esse toicim eu truve pra mistura do almoço de amanhã.
Desceu a calçada, entrou no carro e falou:
- Ramo, Chico. Eu vou tornar pra rua.
Chico voltou revoltado com aquela situação e fez a viajem de volta todo tempo pensando:
- Mas menino, Deus tem muito morador sem futuro. Eu fiz essa viajem desse tamanho, numa estrada ruim dessa, só para vir deixar uma quarta de toucinho.

Fontes: Antônio Morais e Bom Bibí.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

SE NÃO QUER ADOECER TOME DECISÃO - POR DR. DRAUZIO VARELA.


Se não quiser adoecer "Tome decisão".  A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia.
A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões.  A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagens e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer "Busque soluções".  Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Prefere a lamentação, a murmuração, o pessimismo.  Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe.  Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença. 

Se não quiser adoecer "Não viva de aparências". Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho, etc., está acumulando toneladas de peso... Uma estátua de bronze, mas com pés de barro.  Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor. 

Se não quiser adoecer "Seja honesto". Este fato está muito co-relacionado com o anterior. Hoje o maior foco de ausência de saúde é nas empresas. Mas por quê?  Porque vivemos um momento delicado de falsidade/desonestidade (marketing pessoal, intrigas, mentiras, armações, planos maquiavélicos para 'puxar o tapete').  Nada mais doentio do que isso. Finge-se que tudo está bem.  Nada pior para a saúde das duas faces da moeda, ou seja, para quem atinge e para quem é atingido, é essa busca desenfreada pelo materialismo.  Estamos vivendo um novo momento, onde a busca é pelo equilíbrio espiritual.

Nunca se buscou tanto Deus, como se procura hoje. Busque a sua "Inteligência Espiritual". Se não quiser adoecer "Busque a Felicidade".  Na vida passam pessoas ou fatos, que às vezes te prejudicaram e indiretamente sem você saber, ainda te prejudicam. Liberte-se do que te prejudica, pois o tempo é muito precioso para ficar se prendendo, sempre terá algo bom esperando você. Ficar se prendendo, só deixa você triste, impedindo de você ser feliz. E uma pessoa estando triste, não é nada bom à saúde.

Se não quiser adoecer "Aceite-se". A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores.  Aceitar-se, aceitar ser aceito aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.  Se não quiser adoecer "Confie". Quem não confia não se comunica não se abre não se relaciona, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.  Se não quiser adoecer  "Fale de seus sentimentos". 

Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.  Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer.  Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos.  O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia. 

Se não quiser adoecer "Não viva sempre triste".  O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor nos salva das mãos do doutor". 

Alegria é saúde e terapia.