domingo, 7 de julho de 2013

Francisco lavará a alma do Brasil - Elio Gaspari, O Globo

Faltam duas semanas para a chegada do Papa Francisco ao Rio. Ele mostrará ao mundo um Brasil de fé, solidariedade, alegria e paz. Será a primeira viagem de um Pontífice que, em quatro meses de reinado, deu as seguintes lições:

1) Pagou a conta da casa de hóspedes que o abrigou em Roma durante o conclave. Alô, doutores Henrique Alves, Garibaldi Alves e Renan Calheiros com seus jatinhos da Viúva.

2) Dispensou o apartamento pontifício de dez aposentos e continuou na Casa Santa Marta, onde ficam os bispos que passam por Roma. Alô, Eduardo Paes, que em 2010 queria comprar para a prefeitura o palacete dos Guinle na Rua São Clemente. Os donos pediam R$ 10 milhões.

3) Livrou-se dos paramentos do regalismo medieval de Bento XVI e dos medonhos sapatos vermelhos de seus antecessores.

4) Nomeou uma comissão de cardeais para limpar a estrutura da Cúria e faxinou o Banco do Vaticano.

5) Confessou-se um pecador. Alô, Lula.



Papa Francisco. Foto: Alessandro Bianchi / Reuters

 O Papa Francisco chega ao Brasil com uma Igreja livre de grandes divisões. Não vem hostilizar prelados esquerdistas e, se há na hierarquia brasileira discretos muxoxos, sobretudo por causa da faxina no Banco do Vaticano, eles serão dissimulados.

Se governantes estão com medo do que significará sua visita, ainda têm tempo para ler a inutilidade do mal-estar dos comissários poloneses quando João Paulo II anunciou sua visita a Varsóvia.

Centenas de milhares de peregrinos hospedados em casas alheias celebrando a fé serão uma santa lição num país onde o andar de baixo sabe dividir o que tem, enquanto no de cima não querem nem pagar passagem de avião.


Fera ferida - Por Mary Zaidan


Desde que a inflação começou a mostrar dentes cada vez mais afiados e o incômodo grito de descontentes tomou as ruas, tornou-se praticamente impossível manter os disfarces que encobriam o autoritarismo e a soberba da presidente Dilma Rousseff.

Se mesmo em tempos de popularidade recorde, de Brasil grande, de massas manobradas, já era difícil aturar a fera, agora aliados e o próprio PT já não escondem o desalento nem a ira. Nessa ordem, ou vice-versa. Até o padrinho Lula sumiu.

Lançada à sua própria sorte e sem vislumbrar qualquer chama tênue capaz de clarear o fim do túnel, Dilma tem se superado na brabeza. Na quinta-feira, ao sentir seu poder de mando ameaçado, sua fúria foi tamanha que ela obrigou o vice Michel Temer e o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo a desdizerem o dito óbvio, feito horas antes, sobre a inviabilidade de se realizar às pressas um plebiscito e uma reforma política válida para as eleições de 2014.

A emenda se mostrou pior que o soneto. Assim como o remendo para consertar a equivocada Constituinte exclusiva que a presidente lançara, o pito só fez desafinar ainda mais uma orquestra que ela jamais conseguiu reger; que a engoliu, mas nunca gostou da sua batuta.

Quando fecha os olhos, Dilma deve sonhar com um batalhão de Guidos Mantegas a lhe sussurrar cantigas de roda enquanto o funk pega firme lá fora.

Mantega, o ministro da Fazenda do país imaginário, que no seu faz-de-conta insiste em dizer que o Brasil vai crescer 3%, a inflação não escapará da meta e as contas públicas estão equilibradas. Que, mesmo vendo o IPCA bater em 6,7%, comemora, como criança que ganhou um doce, a inflação quase zero dos alimentos. Que anuncia a suspensão parcial da desoneração para a linha branca poucos dias depois de a presidente dar crédito para os beneficiários do Minha casa, minha vida na compra de geladeira, fogão e máquina de lavar. Que não tem pudor em dizer que impostos podem subir.

Como se vê, não é só por teimosia que Dilma quer Mantega. Ele a afaga.

Também não se pode dizer que é teimosia da presidente a insistência no plebiscito. Bem ou mal, o tema lhe é bastante útil – senão o único – para tergiversar, para tentar escapar do centro do furacão.

Seguindo o script da marquetagem, Dilma diz ter ouvido a voz das ruas, que crê na “inteligência do povo brasileiro”; que “não é daqueles que não acredita que o povo é incapaz de entender [o plebiscito] porque as perguntas são complicadas”.

Se algum faro tivesse, saberia que as ruas continuam lhe dizendo o inverso. Complicadas, Dilma, não são as perguntas, mas as respostas que o governo insiste em dar.

DO TEMPO DO BUMBA - Por Mundim do Vale.

ALVES  X  MORAIS.

Nos anos 40 e 50 do século passado, a família Alves de Morais, era predominante no sítio Sanharol. Uma família muito unida em todos os sentidos, menos em política e futebol.

Nos jogos de futebol, mesmo o Sanharol jogando contra a Boa Vista, ficavam os Alves de um lado do campo torcendo pela Boa Vista e os Morais do outro lado torcendo pelo Sanharol. Havia aquela divergência mesmo se tratando de primos, tios, sobrinhos e até mesmo irmãos.

O exemplo maior foi o casal Pedro Alves Bezerra,  Pedro André e Josefa Alves de Morais ( Zefa do Sanharol ) Que eram avós do meu primo Antônio Morais. Eles ficaram um contra o outro numa eleição causando um certo desconforto aos filhos.

Outro exemplo desse causo, acontecia com o meu tio José Alves de Morais,  José de Ana do Sanharol. Que chegou até a falar com o meu avô Joaquim Piau, para retirar o Morais do registro dele.

Certa vez num período de campanha, Zé de Ana colocava um cabo numa roçadeira enquanto a sua esposa Bibia fiava. De repente apareceu no terreiro uma garota conversadeira que era neta de Pedro André. Zé de Ana quando viu que a menina se aproximava da frente da sua casa, gritou para a esposa:
- Bibia! Num puxe cunveça cum essa minina cunveçadeira não, qui ela é dos Morais. Num dê nem um caneco dágua a ela viu?
- Bibia entranhando o comportamento do marido falou: Ou bestagem essa tua José. Tu também não é Morais?
- Sou Não. Eu sou é Alves. Morais é os fí de Pedo André.
- E como é que o teu nome é José Alves de Morais?
- Foi num discuido qui acentaro no meu rigisto. Mais eu vou pidir a Joaquim  meu cunhado pra ele tirar.
A menina chegou mostrando um retrado do candidato e gritou:
- Ei tio Zé. O senhor vai votar no nosso candidadto?
- Vou miá fia. Vou votar qui é pra ver se ele ganha e vai simbora pra Baixa da Égua levando a cambada dos Morais.

sábado, 6 de julho de 2013

Adeus Ingrata - Por Antônio Morais

Luiza de Zé de Lula Goteira, levava uma prosa com uma vizinha conhecida por Antônia de Raimundo Cocão. Com um ar de muita preocupação e sempre reclamando dos desmantelos do marido dizia para a amiga:  Muié, que qui tu acha? Será que Zé vai se aquietar depois dessa operação que vão fazer nele?

Qui má pregunte, que tipo de operação ele vai fazer? Antônia, é uma tal de próstata! Próstata? É mermo! Apois muié: Adeus ingrata!

E Luíza: oxente e vão é capar Zé? Apois se for eu acho é pouco pra ele largar de ser rim e pagar as raivas que já me fez.

Caderno - Toquinho - Por Antonio Morais

"CADERNO" - Toquinho que hoje completa 67 anos.



quinta-feira, 4 de julho de 2013

Não tem nada de mais - Por Carlos Alberto Sardenberg

Dez anos atrás, em uma estrada na Inglaterra, o consultor Chris Huhne excedeu-se um pouco na direção de seu BMW. Nem foi tanto assim: estava a 111 km/h, quando o limite era de 95 km/h. Mas a câmera flagrou e a multa chegou à casa de Huhne.

Nem era tanto dinheiro, mas os pontos fariam com que ele perdesse sua carteira de motorista. Como sua mulher, a economista Vicky Pryce, estava com pontuação baixa, pediu a ela que assumisse a culpa. Não custava nada, não é mesmo? Quanta gente não faz isso?

Vicky topou e a vida seguiu. Seguiu bem. Huhne tornou-se ministro do Meio Ambiente e Vicky, economista-chefe do governo de David Cameron. No pessoal, porém, as coisas se complicaram. Huhne se encantou com uma assessora de campanha e separou-se da mulher com quem estava havia 26 anos.


Chris Huhne, consultor. Foto: Getty Images

Acontece, não é mesmo? Vicky, porém, parece não ter se conformado. Não se sabe se por vingança ou por descuido, em 2011 contou em uma entrevista ao jornal “Sunday Times” aquele episódio da troca da multa.

Para encurtar a história: Huhne teve de renunciar ao cargo de ministro, foi processado por obstrução à Justiça e condenado, no início deste ano, a oito meses de prisão.

Ministros não podem se comportar desse modo, mesmo antes de serem ministros, tal foi a conclusão política e ética. Parece meio sem sentido, mas, lembrem-se: pelas regras de nosso Congresso, se o parlamentar cometeu um crime antes de ser parlamentar, não tem nada de mais, não é caso de quebra do decoro parlamentar.

Por isso mesmo, contamos esta história. No último sábado, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, mandou chamar um jatinho da FAB para Natal e lá mandou embarcar, na sua companhia, a namorada, um cunhado, uma concunhada, um filho e dois enteados. Toca para o Rio de Janeiro, ordenou.

No Rio, a comitiva passeou e no domingo foi ao Maracanã ver o Brasil ser campeão. Todos embarcaram de volta à noite, incluindo-se na comitiva um amigo do cunhado.

Ontem, a “Folha de S.Paulo” contou a história. O deputado Henrique Eduardo Alves respondeu ainda de manhã. Disse que ele tinha serviço no Rio — um almoço com o prefeito Eduardo Paes e o senador Aécio Neves, no sábado —, por isso tinha direito ao jatinho. Mas disse que embarcar todo aquele pessoal foi um “equívoco” e que “por dever, imediatamente, o corrige”. Como? Vai pagar as passagens. Do próprio bolso!

Quer dizer que ele não sabia que não podia levar a turma no jatinho? E que só ficou sabendo depois que a história saiu na imprensa?

 

A farra aérea dos dois casos de polícia que comandam o Carandiru sem grades - Augusto Nunes.


Tanto pelo número de páginas quanto pela abrangência dos delitos, que vão de A a Z nos atropelamentos do Código Penal, o prontuário de Renan Calheiros lembraria um dicionário caso fosse transformado em livro. Se a lei valesse para todos, o cangaceiro de terno e gravata teria perdido há muito tempo o direito de ir e vir. No Brasil do lulopetismo, vai e vem em aviões da Força Aérea Brasileira. De graça.

Nesta quarta-feira, descobriu-se que Renan, valendo-se das prerrogativas de presidente do Senado, requisitou um jatinho da Aeronáutica para comparecer ao casamento da filha de Eduardo Braga, líder do governo na Casa do Espanto. Embora represente o Amazonas e more em Manaus, Braga decidiu que a noiva Brenda merecia uma festança na praia de Trancoso, no litoral baiano.

No dia 15 de junho, o cliente VIP da FABTur decolou de Maceió no fim da tarde, pousou em Porto Seguro menos de uma hora depois, foi de carro oficial para Trancoso, comeu do bom e do melhor, bebeu sem medo de leis secas, voltou para o aeroporto no carro chapa-branca, embarcou na madrugada rumo a Brasília, desfrutou do sono dos sem-remorso e acordou achando que a vida vale a pena. Principalmente para portadores de salvo-conduto para delinquir.

“Dois casos de polícia vão chefiar o Carandiru sem grades”, informou o título do texto aqui publicado em 16 de janeiro, quando ficou assegurada a eleição de Renan e de Henrique Alves. A farra aérea que acaba de devolver a dupla ao  noticiário exige a reprise do post:

“Em nações politicamente adultas, Renan Calheiros e Henrique Alves não passariam da primeira anotação no prontuário: antes da segunda patifaria, seriam transferidos da tribuna para um tribunal, teriam o mandato cassado e só voltariam ao Congresso para depor em alguma CPI ou, depois da temporada no presídio, fantasiados de turistas. Num Brasil com cara de clube dos cafajestes, o senador alagoano vai presidir a Casa do Espanto e o deputado potiguar vai administrar o Feirão da Bandidagem. Faz sentido.

A seita lulopetista aprendeu que folha corrida é currículo, integridade é defeito e honra é coisa de otário. Como nas disputas promovidas mensalmente pela coluna para a escolha do Homem sem Visão do Ano, a eleição do presidente da Câmara ou do Senado comprova que os congressistas votam no candidato que lhes pareça o pior entre os piores. A galeria dos eleitos depois do advento da Era da Mediocridade confirma que, quanto mais alentado for o prontuário, maior será a chance de vitória.

Indicados pelo PMDB, com o endosso de partidos da base alugada e o apoio da oposição oficial, Renan e Henrique Alves estão à altura dos atuais ocupantes do cargo. José Sarney só não foi despejado da presidência do Senado porque Lula o promoveu a Homem Incomum e os oposicionistas estão em férias há 10 anos (veja o post reproduzido na seção Vale Reprise). Renan teve de renunciar ao posto para escapar da cassação que até seus comparsas achavam inevitável. Marco Maia acha muito natural que um deputado condenado pelo STF passe o dia no plenário e a noite na cadeia. Henrique Alves já avisou que, se José Genoíno precisar de um coiteiro, é só chamar o presidente.

Contemplada do lado de fora, a sede do Parlamento brasileiro é uma bela criação da grife Niemeyer. Visto por dentro, sobretudo por quem conhece a face escura dos inquilinos, o lugar onde deveria haver um Congresso é reduzido a um acampamento de meliantes com um terno escuro que não se dá com a gravata, sorriso de aeromoça e a expressão confiante de quem confunde imunidade parlamentar com licença para pecar.

O Congresso virou um Carandiru sem grades. É natural que seja dirigido por casos de polícia.

Que tal ler o livro “Brasil, Nação sem Caráter”?


Blog do Eliomar de Lima.

O advogado, ator e diretor de teatro Hermano Leitão lançará seu mais recente livro – Brasil, Nação Sem Caráter, nesta sexta-feira, a partir das 19 horas, no Colégio Master da Avenida Bezerra de Menezes (Bairro São Gerardo). A partir de considerações históricas e sociológicas desde a colonização até o presente, o livro trata de um caminho para se estabelecer um caráter nacional consciente e livre de tutelas. Hermano Leitão considera a nação brasileira uma massa vegetativa sem objetivo comum e adjacente às desigualdades persistentes provocadas pela ineficácia do modelo social, econômico e político ainda em vigência.

Ele propõe, como forma de definir esse caráter, uma ruptura institucional mediante a divisão do Brasil em cinco países política e financeiramente independentes cada uma com o seu presidente e seus representantes em parlamentos próprios, que focarão as especialidades e potencialidades de sua região, as quais hoje submergem umas às outras por uma difusão de políticas genéricas e antagônicas. O Brasil passaria a ser uma União Nacional formada por unidades voltadas para a vocação natural e autônoma definidas no âmbito regional. 

* Vídeo de apresentação: http://youtu.be/99PjdW_gQNY

Plebiscito inviável - Por Merval Pereira, O Globo

Com elegância e discrição a mineira Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostrou na nota oficial distribuída após a reunião com os presidentes dos TREs de todo o país os empecilhos, legais e políticos, para a realização do plebiscito sobre a reforma política, que na prática o inviabilizam.

E ainda, citando o também mineiro poeta Carlos Drummond de Andrade, advertiu para os perigos da caminhada: “Cuidado por onde andas, pois é sobre meus sonhos que caminhas".

Não foi à toa a citação do poeta, o que a ministra Cármen Lúcia queria humanizar a decisão do TSE, colocando-se em sintonia com a voz das ruas: “O sonho do povo brasileiro é a democracia plena e eficiente. O dever do juiz é garantir o caminho do eleitor para que o sonho venha a ser contado para virar a sua realidade”.


Ministra Cármem Lucia, presidente do TSE

 São dois os problemas básicos que a nota do TSE destaca: é preciso atentar para a data fatal de um ano antes da eleição, limite para a alteração das regras do jogo. Esse limite é uma das cláusulas pétreas da Constituição, que não podem ser alteradas. O outro problema é que não é possível consultar o povo sobre temas que exigem mudanças constitucionais para virarem realidade.

Da lista de sugestões da presidenta Dilma Rousseff para a consulta popular, encaminhada ontem ao Congresso, o tipo de sistema eleitoral, com voto proporcional ou distrital, e o fim da suplência de senador são temas que não podem entrar no plebiscito por exigirem alterações constitucionais.

Como explica a nota do TSE, “a Justiça Eleitoral não está autorizada constitucional e legalmente a submeter ao eleitorado consulta sobre cujo tema ele não possa responder”.

O prazo para alterações nas regras eleitorais se encerra no dia 5 de outubro, um ano antes da eleição de 2014. Como o Tribunal Superior Eleitoral definiu um prazo mínimo de 70 dias para a viabilização do plebiscito, a partir do momento em que o Congresso decida a sua realização, com a aprovação das perguntas a serem feitas na Câmara e no Senado, quase não sobraria tempo para que a nova legislação fosse aprovada dentro do prazo legal.

Mas, qual a diferença?

Plebiscito: É uma consulta feita ao povo ANTES da criação de uma lei ou ato administrativo. Uma vez feito, delega-se ao Legislativo a formulação.

Referendo: É uma consulta feita ao povo DEPOIS da criação de uma lei ou ato administrativo. A população responde se aceita ou não determinada atitude tomada pelo Legislativo.

Traduzindo: No plebiscito, o povo assina um cheque em branco e entrega ao governo, que o preenche como convém.

No referendo, o governo tem de preencher o cheque para que a população decida se assina ou não, de acordo com a sua conveniência.



ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS

Um pregador conta que, no início de seu ministério, precisou trabalhar em outro emprego para aumentar a sua renda mensal.

Durante quinze dias, em seu novo trabalho, ele chegou em casa com as roupas sujas. Seus dois filhos, de 2 e 3 anos, sempre o recebiam com um largo sorriso. Um deles lhe disse em uma das vezes: "Papai, você está todo empoeirado". A resposta do pai a ele foi: "Sim, filho, é verdade que estou muito empoeirado. Mas logo estarei limpo novamente".

Ele não pensou mais naquele assunto até que, no outro dia, ao lavar o carro, notou que seu filho mais velho estava fazendo algo muito estranho. Ele estava apanhando um pouco de cascalho junto ao passeio e passando em suas calças. O pai lhe perguntou: "o que você está fazendo?" A resposta do filho foi: "Eu quero ficar empoeirado como você, papai!"

Ele concluiu que, se uma criança é capaz de se sujar apenas para copiar seu pai, pode olhar para ele e segui-lo em qualquer coisa. Que exemplo estamos passando para nossos filhos? A vida do cristão precisa ser um exemplo em toda a sociedade. Muitos prestarão atenção aos seus gestos, às suas palavras, às suas reações diante dos problemas, à forma de comemorar as conquistas.

Em tudo isso ele precisa transmitir o brilho da presença do Senhor em seu coração. E se ele é notado por todos que encontra nas ruas, muito mais será observado em casa, especialmente pelos filhos.

Como um discípulo de Cristo, desejando no Senhor que seus filhos também o sejam, mais cuidado deverá ter com tudo o que faz para não ser responsável por uma má formação espiritual em sua família. Se ele é fiel e coloca Jesus em primeiro lugar em suas atitudes, os filhos que procuram imitá-lo também serão grandes bênçãos em sua caminhada neste mundo.

Os filhos encontrarão paz e felicidade, os pais se regozijarão por seu crescimento espiritual, as comemorações pelas vitórias serão constantes e os vizinhos e amigos serão contagiados pela presença do Espírito Santo naquela casa.

O apóstolo Paulo podia conclamar seus amigos a imitá-lo.
Você também pode fazer o mesmo?

Autor Desconhecido

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Deputados do PMDB descartam plebiscito neste ano - Por Gabriel Castro e Marcela Mattos, Veja


Durou poucas horas até que a proposta de um plebiscito sobre a reforma política provocasse um novo atrito entre a bancada do PMDB na Câmara dos Deputados, liderada por Eduardo Cunha (RJ, foto ), e o Palácio do Planalto. Os deputados, reunidos nesta terça-feira, decidiram que só aceitam a aprovação do plebiscito se a consulta popular for realizada em 2014, simultaneamente às eleições gerais - e não nos próximos três meses, como quer o governo.

Dessa forma, o principal parceiro do PT - e segunda maior bancada da Casa - já se coloca como um entrave para que as novas regras aprovadas pelo plebiscito valham para as eleições do ano que vem - para isso, elas precisariam estar em vigor no início de outubro de 2013. Enfraquecido pela queda aguda na popularidade da presidente, o governo começa a ver parte dos aliados perderem cada vez mais o receio de enfrentar o Planalto.

Função advogado - Por Antonio Morais

Esta historia aconteceu em Várzea-Alegre. Não vou revelar o nome do nobre advogado para não melindrar, mas falarei dos demais personagens da historia que aconteceu nas décadas de 1970.

Houve uma época que o Antonio André do Roçado Dentro ficou doido barrido. Enquanto a família construía um local para prendê-lo, Antonio foi recolhido a cadeia publica municipal por alguns dias. Poucos dias, não mais que cinco dias.

Logo no primeiro dia, Antonio observou um advogado recém formado, passando pela janela do presídio, onde ficava seu aposento. Antonio André era engenhoso, astocioso e preparou uma para o doutor. Disse para o advogado ouvir: eu não sou doido não. O meu irmão é muito sabido, o meu pai morreu e deixou muitos bens e ele pra se apoderar sozinho me mandou prender aqui dizendo que eu sou louco. Mas, se um dia eu encontrar um advogado bom, que interessar, eu contrato nem que eu tenha que lhe pagar metade do que me pertence. O advogado se aproximou da janela e pediu para Antonio repetir a historia. Antonio repetiu a sua proeza e o advogado disse que aceitava a causa no ato.

Então, Antonio André colocou as duas mãos para fora da grade da janela pegou o advogado pelo colarinho e sapecou: Vá gostar de uma confusão assim no inferno!