terça-feira, 9 de setembro de 2014

Mar de lama ameaça a Petrobras - Por Ricardo Noblat


A exemplo de Lula no caso do mensalão em 2005, quando Dilma dirá que foi traída e pedirá desculpas aos brasileiros pelo escândalo do mar de lama que entope os dutos da Petrobras, ameaçando tragar a maior empresa do continente?

No mínimo, é o que se espera dela, ex-ministra das Minas e Energia, ex-presidente do Conselho de Administração da Petrobras, e presidente da República em final de mandato.

Digamos que Dilma compete com Lula para ver quem foi mais feito de bobo por seus subordinados.

A auxiliar de mais largo prestígio nos oito anos de Lula no poder, a presidente eleita sem jamais ter sido, sequer, síndica de prédio, Dilma foi surpreendida, assim como o seu mentor, pelo escândalo do mensalão – o pagamento de propina a deputados federais para que votassem conforme a vontade do governo.

Foi surpreendida de novo quando chefiou a Casa Civil da presidência da República e ficou sabendo que um dos seus funcionários confeccionara um dossiê sobre o uso de cartões corporativos pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher, dona Ruth.

Dilma pediu desculpas ao casal. O autor do dossiê conseguiu manter-se na órbita do serviço público.

Outra vez, Dilma foi surpreendida pela suspeita de malfeitos praticados por Erenice Guerra, seu braço direito na Casa Civil e, mais tarde, sucessora no comando do ministério.

Na ocasião, Dilma estava em campanha pela vaga de Lula. Para evitar danos à sua candidatura, Erenice pediu demissão. Dali a dois anos, a Justiça a inocentou por falta de provas de que roubara e deixara roubar.

Quase ao término do seu primeiro ano de governo, batizada por assessores de “a faxineira ética”, Dilma degolou seis ministros de Estado. Pesaram contra eles acusações de corrupção publicadas pela imprensa.

De lá para cá, ministérios e cargos públicos foram entregues por Dilma aos ex-ministros degolados ou a grupos políticos ligados a eles. A “faxineira ética” baixou à sepultura.

Por ora, Dilma está atônita e se recusa a falar sobre o mais novo escândalo que bate à sua porta.

Paulo Roberto Costa, chamado de Paulinho por Lula, preso em março último pela Polícia Federal como um dos cérebros da quadrilha acusada de roubar a Petrobras, começou a contar o que sabe – ou o que diz saber. Em troca, quer o perdão judicial para não ter que amargar até 50 anos de cadeia.

Dilma sabe muito bem quem é Paulinho, nomeado por Lula em 2004 para a diretoria de Abastecimento da Petrobras. Saiu dali só em 2012.

No período, compartilharam decisões, algumas delas, responsáveis por prejuízos bilionários causados à Petrobras.

Dilma mandou diretamente na empresa enquanto foi ministra das Minas e Energia e chefe da Casa Civil. Manda, hoje, via o ministro Edison Lobão, das Minas e Energia.

Lobão foi citado por Paulinho como um dos políticos integrantes da mais nova e “sofisticada organização criminosa” da praça, juntamente com mais seis senadores, 25 deputados federais e três ex-governadores.

A organização superfaturava licitações da Petrobras e desviava dinheiro para um caixa que financiava campanhas de políticos da base de apoio ao governo. Por suposto, nem Lula nem Dilma sabiam disso.

O que é mais notável: entra campanha e sai campanha da Era PT, e os adversários do governo são acusados por Lula e Dilma de se valerem da Petrobras como arma política.

Pois bem, debaixo do nariz deles, camaradas deles usaram a Petrobras como arma para enriquecer. 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Marina e a confidencialidade - Por Elio Gaspari, O Globo


Há uma semana os repórteres Fernanda Odilla e Aguirre Talento mostraram que, entre março de 2011 e maio deste ano, Marina Silva assinou 65 contratos, fez 72 palestras e recebeu R$ 1,6 milhão de seus clientes.

Ela e sua empresa não informam quem foram os fregueses pois os contratos tinham uma cláusula de confidencialidade. Jogo jogado.

Nessa faina, ela ganhou menos que Lula ou Fernando Henrique Cardoso. Um quebrou a barreira do milhão de dólares em apenas quatro meses. O outro, em um ano. Ambos, como Marina, fazem dezenas de palestras sem cobrar.

Ambos, como Marina, não divulgaram as listas de quem pagou. Nenhum deles é obrigado a fazê-lo e nem seria justo cobrar isso da candidata se ela não se anunciasse como arcanjo de uma nova política.

“Cláusula de confidencialidade” é uma expressão maldita desde que o ex-ministro Antonio Palocci usou-a para não revelar os clientes de sua consultoria. Todo mundo ganharia se a nova política exigisse a divulgação voluntária dessas listas. (Quem quiser cobrar isso também aos jornalistas, é bem-vindo.)

Marina faz em ponto menor o que fazem os outros. Novamente, jogo jogado. O problema surge quando ela explica:

1- O PT estaria criando um “factoide”. Falso, o fato surgiu com a reportagem, baseada em documentos fornecidos pela campanha da própria candidata.

2- “Nós pagamos todo os encargos, está na Receita Federal”. Ninguém diz que Marina deixou de cumprir suas obrigações legais. A curiosidade está na lista que, repetindo, ela não tem obrigação de revelar. Poderia, contudo, pedir aos clientes que a desobrigassem da cláusula de confidencialidade. Um, dois, três, quantos quiserem.

O novo é sempre bem-vindo, mas é sempre útil saber-se onde acaba o velho. 

domingo, 7 de setembro de 2014

O fato novo - Por Merval Pereira, O Globo


Não podia ter chegado em pior momento para a presidente Dilma a bomba sobre o esquema de corrupção de políticos montado na Petrobras durante 8 anos em governos petistas. A presidente esboçava uma reação para resistir à investida de Marina, e agora está novamente travada pelos fatos.

Marina tem no episódio a prova material de que a “velha política” transformou o Congresso em um balcão de negócios, mas a confirmação de suas denúncias veio junto com a inclusão do ex-governador Eduardo Campos na lista dos beneficiários das negociações do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Esse é um empecilho e tanto para a exploração do caso, mesmo que esteja implícito que a candidata não tem nada a ver com os fatos acontecidos antes de ela, por constrangimentos políticos que lhe foram impostos, aderir ao PSB, inclusive o jato que veio junto, ao que tudo indica, nesse mesmo pacote.

Se fosse a candidata da Rede Sustentabilidade, Marina estaria hoje livre, leve e solta para empunhar a bandeira da nova política em contraponto às nebulosas transações que seus adversários comandam nos bastidores políticos de Brasília. Mas terá que pisar em ovos para usar a artilharia pesada que lhe caiu no colo sem que o fogo amigo a atinja.

Querem matar Eduardo Campos outra vez - Senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE):


“É necessário ter toda a cautela possível com essa inclusão do nome de Eduardo Campos nesse novo escândalo na Petrobras promovido pelo Governo do PT. Eduardo não está mais aqui para se defender. Ele se afastou do Governo justamente por discordar desse tipo de prática.

O Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, vai fazer de tudo para escapar da prisão e escolher este ou aquele, visando poupar os principais responsáveis pela degradação ética e administrativa dentro da maior estatal brasileira: o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff.

A inclusão do nome de Eduardo nesse lamaçal do PT tem o único objetivo de atingir a candidatura de Marina Silva, que representa hoje a mais viável possibilidade de mudar tudo isso que o PT instalou no Brasil.

Não podemos aceitar que um réu confesso tente incluir nomes de inocentes nas falcatruas comandas pelo PT.”

sábado, 6 de setembro de 2014

Delação de Paulo Roberto Costa será encaminhada para Supremo homologar - Por Gerson Camarotti, G1


A delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa será encaminhada ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, para que seja homologada.

A delação de Paulo Roberto criou um ambiente de pânico no meio político de Brasília, já que ele citou nominalmente políticos do PP, PMDB e PT. Como revelou o Blog, o PT já teme reflexos desse escândalo na campanha presidencial.

O ministro Teori Zavascki não é obrigado a aceitar os termos da delação premiada negociada com Paulo Roberto, pelo juiz federal Sérgio Moro. Mas alguns advogados que acompanham o caso reconhecem que todo o processo foi muito bem conduzido pelo juiz Moro. Até mesmo o procurador geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Paraná um subprocurador para acompanhar o caso.

As primeiras informações indicam que Paulo Roberto denunciou o envolvimento de dezenas de deputados e senadores no esquema de desvio de recursos da Petrobras. No depoimento, ele revela que parte do corpo técnico da estatal “está na folha de pagamento de empresas fornecedoras da Petrobras”.

A lista dos políticos delatados por Paulo Roberto Costa.

A edição da revista Veja que começou a circular traz o nome dos seguintes políticos envolvidos com negócios sujos da Petrobras:

Edison Lobão, ministro das Minas e Energia, PMDB
João Vaccari Neto, secretário nacional de finanças do PT
Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara dos Deputados, PMDB
Renan Calheiros, presidente do Senado, PMDB
Ciro Nogueira, senador e presidente nacional do PP
Romero Jucá, senador do PMDB
Cândido Vaccarezza, deputado federal do PT
João Pizzolatti, deputado federal do PT
Mario Negromonte, ex-ministro das Cidades, PP
Sergio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, PMDB
Roseana Sarney, governadora do Maranhão, PMDB
Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, PSB - morto no mês passado em um acidente aéreo

Na época em que era diretor da Petrobras Paulo Roberto conversava frequentemente com o então presidente Lula, segundo contou à Polícia Federal.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Lula, gigolô do passado - Por Ricardo Noblat.


Em carreata ao lado de Dilma, em São Bernardo do Campo, São Paulo, Lula pregou enfático:

- [O eleitor] não tem duas escolhas nem uma e meia para fazer o país continuar avançando econômica... e socialmente, sem ser subordinado ao sistema financeiro.

E encaixou:

Eu tenho fé nesse povo, em Deus, que no dia 5 de outubro valerá a razão, o coração e reconhecimento do povo brasileiro a uma mulher que apanhou, foi torturada, foi massacrada por um setor da imprensa desse país e nem assim essa mulher se curvou.

Lula é gigolô do seu passado de retirante nordestino que levou uma vida de pobreza em São Paulo enquanto era jovem. Sempre que pode ele lembra disso. Como se lhe devêssemos algo.

Lula virou também gigolô do passado de Dilma, uma adversária da ditadura militar que pegou em armas. E que por isso foi presa e torturada.

Arrogância! É o que transpira Lula desde que chegou ao poder pela primeira vez em 2002.

A democracia é o regime que permite ao cidadão escolher com liberdade seus governantes. Não haverá liberdade de escolha se o cidadão não puder optar entre vários nomes.

Marina foi ministra de Lula. Exaltada por ele como administradora competente e uma política capaz e honesta.

Os bancos jamais ganharam tanto dinheiro como no governo Lula. E ele já falou sobre isso.

Na verdade, o discurso de Lula envelheceu. E ele não se deu conta.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

ANDANÇAS PELO SERTÃO...

Sou do sertão
- Claude Bloc -

Sou do sertão
Levo a vida nas estradas
Em meus olhos o estio
Queima de desilusão.
Guardo na alma
Rios de tão poucas águas
Que só correm nos invernos
Cor de terra, cor de sangue
Espelhando a solidão.

Sou do sertão
E meu sonho é muito forte
Não lamento minha sorte
Pois eu amo esse chão.

Pelas estradas,
Corro léguas como água
Vendo o mato esturricado
Vento sopra a ilusão

E vou vivendo
Vou moendo a minha mágoa
Cada dia é um mais passo
Cada dia mais um sonho
E a saudade “matadeira”
Vai levando,
Vai remando
Vai tangendo a minha dor.

Claude Bloc

Marina é a voz do brasileiro insatisfeito com a política - Gabriel Garcia


Marina Silva, candidata à Presidência da República pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), nunca foi uma onda. É o que garante a socióloga Fátima Pacheco Jordão, especialista em análise de pesquisas eleitorais.

Pelo contrário. Substituta de Eduardo Campos na corrida presidencial, Marina representa a insatisfação do brasileiro, que invadiu em meados do ano passado as ruas do país em busca de melhores serviços públicos.

Aos 62 anos de idade, a socióloga afirma que Marina capitalizou os votos dos eleitores descrentes com a política por passar credibilidade no seu discurso.

A socióloga considera delicada a situação do candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), o senador Aécio Neves, terceiro nas pesquisas de intenção de voto. E vê estacionada a candidata do Partido dos Trabalhadores (PT), a presidente Dilma Rousseff.

Segundo ela, Aécio e Dilma têm a missão de encontrar um “discurso que motive, que represente a vontade da sociedade”.


Vale tudo - Por Merval Pereira, O Globo

Na nossa história política recente não houve presidente que tenha sido eleito com maioria parlamentar, nem mesmo Fernando Henrique em 1994, quando fez uma coalizão com o então PFL já na campanha eleitoral. Em 2003, eleito presidente, Lula poderia ter feito uma coligação para governar com o PMDB, mas rejeitou a aproximação depois que seu chefe do Gabinete Civil, José Dirceu, fizera os entendimentos partidários, e acabou se entregando ao mensalão para montar sua base aliada no Congresso.

Do jeito que vai a campanha presidencial, vamos acabar elogiando os sucessivos governos de coalizão que foram montados no país, cada vez ampliando mais a permissividade e a leniência, para aceitar apoios políticos em troca de nacos do poder. Como se só assim pudesse haver governos estáveis.

Pois é o contrário: governos de coalizão devem ser montados em bases programáticas, e é isso que a candidata Marina Silva está pregando com sua “nova política”, que nada mais é do que uma marca popular para que todos entendam que é preciso formar alianças em novas bases, menos fisiológicas e mais voltadas para os interesses do país.

Discordar de Marina nos pontos do programa apresentado e pressioná-la para que desista desse ou daquele aspecto faz parte do jogo democrático. (É até engraçado ouvir o ministro da Fazenda, Guido Mantega, dizer que o programa de Marina vai paralisar a economia brasileira. Como se já não estivesse parada).

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

As perguntas que Dilma não quis responder na TV


1. Os últimos índices oficiais de crescimento indicam que o país entrou em recessão técnica. A senhora ainda insiste em culpar a crise internacional, mesmo diante do fato de que muitos países comparáveis ao nosso estão crescendo mais?

2. A senhora continuará a represar os preços da gasolina e do diesel artificialmente para segurar a inflação, com prejuízo para a Petrobras?

3. A forma como é feita a contabilidade dos gastos públicos no Brasil, no seu governo, tem sido criticada por economistas, dentro e fora do país, e apontada como fator de quebra de confiança. Como a senhora responde a isso?

4. A senhora prometeu investir R$ 34 bilhões em saneamento básico e abastecimento de água até o fim do mandato. No fim do ano passado, tinha investido menos da metade, segundo o Ministério das Cidades. O que deu errado?

5. Em 2002, o então candidato Lula prometeu erradicar o analfabetismo, mas não conseguiu. Em 2010, foi a vez da senhora, em campanha, fazer a mesma promessa. Mas foi durante o seu mandato que o índice aumentou pela primeira vez, depois de 15 anos. Por quê?

6. A senhora considera correto dar dentes postiços para uma cidadã pobre, um pouco antes de ser feita com ela uma gravação do seu programa eleitoral de televisão?

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Amargura e preconceito - Por José Casado, O Globo


‘Companheiros e companheiras” — ele disse ao séquito do partido que partilhava o lombo de um caminhão. Lula fez a pausa estudada e completou: “Eu acho que está na hora de vocês darem um jeito.”

O político que se considera o mais popular do Brasil dava vazão à sua amargura com o eleitorado: “Eu não posso entender como é que o povo reclama tanto da educação, que o povo reclama tanto do transporte, que o povo reclama tanto da saúde, que o povo reclama tanto da segurança e o (Geraldo) Alckmin tem 50% nas pesquisas de opinião pública. Alguma coisa está errada!”

Aconteceu na noite fria de quarta-feira (28), em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, durante um comício do candidato do PT ao governo paulista, Alexandre Padilha (45 pontos abaixo de Alckmin). Com Lula no palanque, o partido esperava reunir dez mil pessoas no centro, no horário da saída do trabalho. A audiência ficou restrita a meia praça, incluídos “plaqueiros” com R$ 30 de diária.

Lula não escondia a frustração. Pesquisas, inclusive as do próprio PT, confirmavam a ameaça real de uma expressiva derrota dos seus candidatos tanto na disputa presidencial quanto na maioria dos 19 estados onde concorrem (com destaque para São Paulo), além de eventual redução da bancada no Congresso (103 cadeiras, atualmente) e nas assembleias (149).

Não dar para entender a Dilma - Antonio Alves de Morais


Dilma Roussef, usou o cargo para negociar ministérios, cargos públicos em autarquias em troca  dos minutos que cada partido dispõe no horário eleitora. Hoje,  joga fora a oportunidade de se expor, gratuitamente, por 15 minutos  no Jornal da Globo.
Pelo que tem apresentado nos debates está claro que a Dilma perde menos  não comparecendo, pois só faz besteiras. 
Fica a impressão que  esse tempo  negociado com dinheiro publico  tem a finalidade de impedir  que  os outros  usem para suas visualizações. A candidata  não tem o que  acrescentar  neste horário. Talvez   o noticioso  não tenha concordado em  fazer as perguntas   formuladas por ela como na CPI da Petrobrás.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Transmarina e a “zelite” - Ruth de Aquino, ÉPOCA

"O problema do Brasil não é sua elite, mas a falta de elite. Não tenho preconceito contra a condição econômica e social de quem quer que seja. Quero combater essa visão de apartar o Brasil, de combater a elite. Essa visão tacanha de combater as pessoas com rótulo. 

Precisamos fazer o debate envolvendo ideias, empresários, trabalhadores, juventudes, empreendedores sociais. Com pessoas de bem de todos os setores, honestas e competentes.”

Essa resposta desconcertante de Marina Silva no debate da Band entre os candidatos à Presidência mostra que Dilma Rousseff e Aécio Neves terão de dar um duro danado para dinamitar – ou “desconstruir” – a rival.