segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

O grito do Cariri - Por Osvaldo Alves de Sousa.


A marcha inexorável da violência sobre a paz, o trabalho, os sonhos e as aspirações do povo brasileiro parece conduzir-nos, implacavelmente, ao caos generalizado. Nunca se viu, em tempo algum, tantas e tão cruéis cenas de brutalidade e desatino.Os homens estão perdendo o sentimento de amor ao próximo e se distanciam de Deus. Vivemos dias de panicos e sobressaltos. Os grandes centros do pais são caldeirões de sequestros e vandalismos comandam a desordem nacional. Vivemos encurralados em nossas próprias casas. Aliás, nem sempre, pois a insegurança e a violência rompem a tranquilidade dos lares para nos impor a sua ação sinistra.

Sequestram. Matam. Roubam.

Crianças e adultos tem sido vitima diárias da violência avassaladora. Os rastilhos de pólvora sobem e descem os morros das grandes cidades, atingem, agora, também, os centros de médio e pequeno portes do interior. O Brasil está assustado. Está em pânico. Os noticiários da televisão horrorizam a comunidade nacional.

A nossa região, até certo ponto tranquila e ordeira, vive momentos de angustia e medo Os assaltos e os crimes de morte tem ocorrido com uma frequência aterrorizante. A população do cariri está inseguro. O medo tem sido a característica do seu dia-a-dia, dentro e fora de casa.

As medidas anunciadas pelas autoridades competentes não tem evitado a pratica de crimes, e os assaltos a bancos, residências, ruas e praças continuam. A policia, precariamente equipada e parcamente remunerada, sente-se impotente para conter a onda de crimes que avassala a região. Diante do quadro aterrador, resta-nos um caminho: rezar. O cariri está pedindo misericórdia.

domingo, 24 de janeiro de 2016

José Carlos Bumlai - Por Vera Magalhães.


Moro ordena sequestro de jato de Bumlai, à venda por US$ 8 milhões. José Carlos Bumlai anda mesmo sem sorte. Fora a Lava-Jato, que levou à sua prisão, outro jato vem lhe dando dor de cabeça. Há cerca de seis meses, o amigo de Lula tentava vender seu Cessna Citation XLS, que está em nome de uma de suas empresas, a Agropecuária JB. O preço pedido? Oito milhões de dólares.

Mais: quem se dispusesse a comprar a aeronave ainda teria de arcar com inspeções atrasadas. Pois agora o que já era um mico virou prejuízo: na sexta-feira, o juiz Sergio Moro determinou o sequestro do jatinho, que deu carona a muitas autoridades nos tempos de trânsito livre de Bumlai no Planalto.

O asceta de Garanhuns - Editorial O Estado de S. Paulo

“Nesse país”, porém, qualquer um que manifeste dúvidas em relação à absoluta integridade moral do asceta de Garanhuns é insano ou mal-intencionado

“Se tem uma coisa que eu me orgulho, neste país, é que não tem uma viva alma mais honesta do que eu. Nem dentro da Polícia Federal, nem dentro do Ministério Público, nem dentro da Igreja Católica, nem dentro da Igreja Evangélica. Pode ter igual, mas mais do que eu, duvido.” 

Lula continua achando que o brasileiro é idiota. Reuniu ontem blogueiros amigos para um café da manhã em seu instituto e, a pretexto de anunciar que vai participar “ativamente” do próximo pleito municipal, aderiu pessoalmente – já o havia feito por intermédio de seu pau-mandado Rui Falcão – à campanha promovida por prósperos advogados e seus clientes, apavorados empresários e figurões da política, para desmoralizar a Operação Lava Jato, que procura acabar com a impunidade de poderosos corruptos.

Lula conseguiu escapar penalmente ileso do escândalo do mensalão e, por enquanto, não está oficialmente envolvido nas investigações sobre o assalto generalizado aos cofres públicos. Os dois casos juntam-se numa sequência das ações criminosas que levaram dinheiro sujo para os cofres do PT e aliados e “guerreiros” petistas como José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares para a cadeia.

O que é inacreditável é que, como presidente da República e dono do PT, Lula não tivesse conhecimento do mensalão e do petrolão que desfilavam sob seu nariz. 

Assim, é notável o atrevimento – talvez mais estimulado pelo desespero do que por sua índole de ilusionista – com que o personagem, que ficou rico na política, se apresenta como monopolista das mais prístinas virtudes.

O orgulho do Papel Higiênico - Antonio Alves de Morais


O papel higiênico é o bicho mais orgulhoso. Você entra no supermercado e ele tem uma ala exclusiva só dele — vip — enfileirado em pacotes de 2, 4, 6, 8 e 16 unidades.

Nas compras, ele é colocado em cima de todas as mercadorias. Você o pega por último ou coloca-o em um local reservado no carrinho. Ele já tem cara de orgulhoso. Na hora de passar as compras no caixa, logo é colocado no saquinho separado, porque ele não se mistura com os outros. É o único produto de limpeza que precisa de um cuidado especial.

Quando vai para o carro, você põe tudo embaixo, mas ele não; ele vai por cima, charmoso. Quando chega em casa, ele é colocado com cuidado em um local especial na dispensa.

Chegada a hora de ir para o trono, ele é colocado em uma casinha de acrílico ou numa casinha que até porta tem. Ele realmente é muito orgulhoso. Vem picotado, perfumado dos dois lados. Não conheço ninguém que fica cheirando papel higiênico. Quando alguém vai lavar o banheiro, toma bastante cuidado para não molhá-lo.

Mas um dia chega a grande hora dele. É usado. Tem gente até que não tem nem o trabalho de dobrá-lo depois de usar e deixa a mancha à mostra ao jogá-lo no lixo de qualquer jeito. Chegamos até a ter nojo do próprio papel que usamos. É realmente um produto muito orgulhoso. Enfim, pessoal, aí está o fim do papel higiênico: sujo e no lixo.



sábado, 23 de janeiro de 2016

A DESPEDIDA DE LULA, DILMA E DO PT - Por Carlos Chagas.

A multidão se concentrava defronte ao palácio de El Pardo, em Madri, onde agonizava Francisco Franco, depois de 40 anos como caudilho da Espanha,  ditador do mais prolongado regime fascista do século passado. Auxiliares mais chegados e a equipe de médicos explicavam   ao chefe do Estado espanhol a causa do intenso   rumor que entrava pelas janelas: “é o povo, generalíssimo, que veio  despedir-se”.   Resposta: “para onde vai o povo?”

Guardadas as proporções e sem qualquer relação com a saúde do Lula, que vai muito bem,  corre que na sacada do apartamento do ex-presidente,  em São Bernardo, o ícone do PT perguntou a razão das manifestações populares na praça, lá em baixo. Paulo Okamoto e outros, com muito jeito, disseram ser os companheiros que tinham ido despedir-se.  E veio a réplica:  “e para onde vão os companheiros?”

Essa a dúvida que assola São Paulo: os companheiros se despedem, mas ninguém revela ao Lula para onde vão. Permanecer no partido parece difícil, dada a perda de credibilidade que inunda a legenda e o vazio em que se  transformaram  o governo de Madame e a perspectiva do retorno do antecessor.  A esperança de mudanças sociais profundas desfaz-se  no ar. Correr para os aliados, como o PMDB, significa pular no precipício.  Refundar o PT através de profunda renovação torna-se missão impossível, pela falta de jovens dispostos a repetir o exemplo dos mais velhos. Os antigos líderes evaporaram, quando não recolhidos à cadeia  ou entregues  às delações premiadas.

O resultado é que os petistas despedem-se do Lula mas não tem para onde ir. Nem ele, ao dar adeus aos companheiros. Muito menos Madame. O que parecia uma epopeia virou uma aventura e, em  seguida, um desastre. Sumiram as reformas sociais, desapareceu o sonho de uma nação mais justa. O desemprego em massa, o aumento do custo de vida, a multiplicação dos impostos, taxas e tarifas, a economia em frangalhos, a corrupção desenfreada, o abandono  da  saúde e educação públicas e a ausência de um plano de afirmação nacional são  apenas faces variadas de um  poliedro de horror.

Sendo assim, não há  lugar para os companheiros. Nem para o Lula. Muito menos para Dilma. Estão passando. Ou já passaram. O pior é que para substituí-los  fica  o vazio.

Vale começar onde terminamos, ou seja, no exemplo da Espanha depois de Franco. Foi possível  virar tudo de cabeça para baixo. União Nacional, Pacto de Moncloa, Rei Juan Carlos, Socialismo Democrático. Claro que dificuldades sociais, também, mas suportáveis...

Quem perdeu foi tu ou foi eu? - Antonio Alves de Morais


Todo varzealegrense conheceu Pedro do Ouro. Pois bem, num desses carnavais  Pedro correu as mãos nos bolsos e nada tinham. Com uma sede lascada foi ao Bar da Toinha Boagua e pediu uma cerveja gelada. Tomando a "contas gotas" ouviu a dona do bar informar para outro fregues que não vendia mais fiado nem pra mãe dela. Ficou a esperar que alguém chegasse  e lhe emprestasse o  numerário para pagar a conta. 

José de Naninha, chegou e abancou-se na mesa mais próxima. Então, Pedro do Ouro falou baixinho: ei, José eu perdi os deis reais que sair de casa com  eles, você pode emprestar esse dinheiro para eu quitar minha conta? Amanha te devolvo! José de Naninha não fez cerimonia, tirou os dez reais do bolso e entregou ao Pedro. 

Daí pra frente,  sempre que se encontravam José ficava esperando  a quitação do débito que nunca acontecia. Um belo dia José perguntou: Ei, Pedro, aqueles dez reais quem perdeu foi tu ou foi eu? 

STF engaveta denúncia contra Renan há 3 anos - Josias de Souza

No próximo domingo, fará aniversário de três anos denúncia da Procuradoria-Geral da República acusando o senador Renan Calheiros pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documentos falsos. Protocolada no Supremo Tribunal Federal em 24 de janeiro de 2013 pelo então procurador-geral Roberto Gurgel, a peça completará impressionantes 1.095 dias de gaveta.

Renan já frequenta o inquérito de outro escândalo, o petrolão, e o Supremo não esboçou a intenção de julgá-lo. Pior: o tribunal não se dignou nem mesmo a marcar a sessão em que decidirá se aceita a denúncia da Procuradoria, convertendo-a em ação Penal. Só depois disso Renan poderá ser chamado formalmente de réu. Juntos, os três crimes de que é acusado podem render até 23 anos de cadeia.

O processo refere-se a um escândalo de 2007. O lobista de uma grande empreiteira entregava à jornalista Mônica Veloso, em dinheiro vivo, recursos para custear a pensão da filha que tivera com o senador, num relacionamento extraconjugal. Na época, Renan teve de renunciar à presidencia do Senado para salvar o mandato. Foi reconduzido ao cargo em 2013, uma semana após a formalização da denúncia.

Originalmente, o relator do processo era o ministro Ricardo Lewandowski. Ele sentou em cima dos autos por um ano e sete meses. Em setembro de 2014, assumiu a presidência da Suprema Corte, deixando para trás os cerca de 1.400 processos que aguardavam deliberação em seu gabinete. Entre eles o de Renan.

O caso deveria ter migrado para a mesa de Joaquim Barbosa. Mas o relator do mensalão aposentou-se. E Dilma demorou a providenciar a substituição. Só em junho de 2015 tomou posse o substituto de Barbosa: Luiz Fachin. Ele herdou o processo contra Renan. Já lá se vão sete meses. E nada. Candidato a réu, Renan continua no comando do Senado. No momento, é o principal aliado de Dilma na cruzada contra o impeachment.

A denúncia da Procuradoria é contundente. Escorada em achados da Polícia Federal, a peça anota que, ao defender-se em 2007 da acusação de que um lobista da empreiteira Mendes Júnior bancara despesas da ex-amante, Renan entregou ao Senado notas frias e documentos falsos.

Segundo Roberto Gurgel, ficou provado que o senador não dispunha de renda suficiente para custear a pensão à jornalista Mônica Veloso. De quebra, descobriu-se que Renan usara notas fiscais geladas também para desviar pelo menos R$ 44,8 mil em verbas do Senado.

O ponto de partida da investigação foi uma notícia veiculada pela revista Veja. Informava que o lobista Cláudio Gontijo, amigo de Renan e empregado da Mendes Júnior, repassava R$ 16,5 mil por mês à mãe da filha que Renan tivera fora do casamento. Na mesma ocasião, entre 2004 e 2006, a empreiteira recebera R$ 13,2 milhões em emendas penduradas por Renan no Orçamento da União. As verbas destinavam-se a uma obra no Porto de Maceió.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Em email, dono da Odebrecht relata conversa com Lula - O Estado de São Paulo.



Presidente afastado da maior empreiteira do País conta, em mensagem para executivos do grupo, sobre encontro com ex-presidente do Brasil.

Em janeiro de 2009, o empresário Marcelo Bahia Odebrecht – preso desde 19 de junho pela Operação Lava Jato – relata em e-mail para executivos do grupo conversa com o então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para que ele intercedesse junto ao presidente da Bolívia, Evo Morales. O interesse aparente do empreiteiro eram negócios do grupo no setor petroquímico boliviano.

“Acabei tendo oportunidade de conversar com Lula e Chaves enquanto estavam na sobremesa. (Andre, Gov. Do MS estava ao lado).”, escreve Odebrecht em mensagem de 15 de janeiro de 2009. Naquele dia, Lula e o presidente da Bolívia, Evo Morales, participaram de inauguração de trecho de uma ligação rodoviária entre o Oceano Atlântico, no Brasil, e o Oceano Pacífico, no Chile, passando por terras bolivianas. O empreiteiro cita “Chaves”, possível referência a Hugo Chávez, então presidente venezuelano, morto em 2013, com quem o ex-presidente Lula estaria no dia seguinte, 16.

Chamada de Corredor Bioceânico, a obra que reuniu Lula, o presidente boliviano Evo Morales e o dono da Odebrecht, tem a empreiteira como uma das contratadas. No discurso feito pelo ex-presidente do Brasil, que está arquivado nos registros do Planalto, o petista cita em suas homenagens de abertura a presença de Marcelo Odebrecht.

Cruzeiro Isolado - Antônio Alves de Morais


Todo varzealegrense conhece a história do Cruzeiro do Beco de Zé Bitu. História disseminada  pelo compositor José Clementino "Contrastes de Várzea-Alegre" na locução do Luiz Gonzaga. Poucos conhecem, porém, a origem, razão de sua existência e sua história. 

As missões percorriam os povoados brasileiros construindo "marcos/cruzeiros" onde deveriam ser construídas as igrejas. 

Em Várzea-Alegre, deveria ser construída nossa matriz no lugar indicado pelo cruzeiro. Porém, em atendimento a um pedido de Maria Teresa de Jesus, esposa de Papai Raimundo e por determinação do seu filho Major Joaquim Alves a igreja foi construída no local onde está, ou seja onde ficava a casa de papai Raimundo. 

O Cruzeiro ficou como marco da historia das missões e chamam-no de isolado, talvez porque a própria historia tratou de assim fazer.

Delcídio tenta anular gravação que o encrencou - Por Josias de Souza

Delcídio Amaral desempenha no enredo da Lava Jato o papel de cego em tiroteio. Passada a fase de estupefação com a prisão, o senador namorou com da delação premiada. Apeado por Dilma do posto de líder do governo, tachado por Lula de “idiota” e suspenso dos quadros do PT, ele ameaçou levar os lábios ao trombone. Por alguma razão, faltou-lhe o sopro. Agora, sem ter o que dizer em sua defesa, investe na desqualificação da prova-mãe do inquérito em que é protagonista.

Delcídio virou sócio-atleta da Lava Jato graças à gravação de conversa que manteve com Bernardo Cerveró, filho do petrodelator Nestor Cerveró. A defesa do senador prepara petição em que sustenta que a fita foi produzida em condições ilegais. Levanta a suspeita de que a PF ou a Procuradoria tenham preparado a arapuca em que Delcídio caiu. Argumenta, de resto, que o filho de Cerveró não é parte do processo. Nessa linha de raciocínio, a gravação só poderia ter sido feita com autorização do STF, o foro em que são processados os congressistas.

Por ora, a tática da defesa serviu apenas para realçar o tamanho do enrosco em que se meteu Delcídio. O inédito encarceramento de um senador no exercício do mandato fará aniversário de dois meses na próxima segunda-feira (25). E o preso ainda não sabe como explicar o conteúdo da conversa que soa na fatídica gravação.

Pudera! Na fita, a pretexto de comprar o silêncio de Nestor Cerveró, Delcídio informa ao filho do ex-diretor da Petrobras que teria acesso a quatro ministros do STF —com a ajuda do “Michel” e do “Renan”. Esclarece que providenciaria junto ao banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, um mensalão de R$ 50 mil para a família Cerveró, além de recursos para custear a fuga do patriarca até a Espanha, depois que a quadrilha arrancasse um habeas corpus do STF libertando Cerveró da cadeia.

Nesse contexto, Delcídio não tem mesmo muitas alternativas. Falhando a tática do tumulto processual, ou vira colaborador da Justiça ou está frito.

ZEFELIPE - Antonio Alves de Morais


Da esquerda para direita- Zé Felipe, Chico Seabra e Zezinho Costa.

Inverno lascado, estradas inundadas e intransitáveis, lá se vão Zefelipe e seu carro em busca da Paraíba, arrastando toneladas de cargas. 

De repente, puft! O carro jogou-se num buraco coberto pelas águas e as rodas “se-atolaram-se”, as da frente e as detrás, até acima dos eixos. Foi por ali, onde morava aquela família numerosa, toda ela de gente da cabeça enterrada no pescoço, os Gonçalves da Caiçara, Providencialmente, em grupo numeroso, surgem homens, mulheres e meninos, portando foices, facões, enxadas, estrovengas e o diabo. Verdadeiro adjunto, perfeito mutirão. Todos dispostos a ajudar e fazer o que fosse preciso e possível. 

Zefelipe se encheu de alma nova e alegria e falou que toda aquela gente era caída do céu, salivação em termos. E foi aquele arrojo, verdadeiro cabo de guerra. Bota pedra, escora, estaca, calça os pneus, um ba-fá-fá... Zefelipe senta na direção manda que façam força, empurrem, liga o motor, infinca o pé no acelerador, liga a marcha, passa marcha, e o bicho fica rodando espritado em vão, sacudindo lama e raiva em cima de toda a brava equipe. 

Depois de muito fuçar, não era pra menos – o bicho de desprende e avança e sai do aperreio. Zefelipe aproveitando a embalagem olha pra traz e diz: boa turma, gostei de ver. Vou pra Campina Grande e não me esquecerei de vocês, na volta, vou trazer um saco de pescoços para vocês.

O Brasil não merece isso - Blog do Ricardo Noblat.

Dá vontade de dizer fora FMI. O Fundo está aumentando a projeção de crescimento negativo da economia brasileira. De menos 1,0% para menos 3,5% neste ano de 2016. Para 2017, de mais 2,3% para 0,0% (zero). Mas, desgraçadamente, o FMI tem razão. Duro imaginar a devastação desta notícia para os milhões de desempregados de 2015. Para eles, a procura de uma recolocação se esfarinha. E os milhões de trabalhadores que perderão seus empregos em 2016?

“Onde realmente pega e dói, e vai continuar doendo, é o desemprego. Uma coisa é apertar o cinto. Isso todo mundo faz. Outra coisa é perder a renda, a condição e os meios de vida. Desemprego é isso”. Análise do economista Eduardo Giannetti no Estadão/Economia (17/01) sobre o cenário para o país.

A Petrobras, infelizmente “alinhada” ao desastre Dilma/Lula/PT, vale hoje 14,5% do que valia em 2008. Perdeu inacreditáveis R$ 436 bilhões em valor de mercado e deve R$ 500 bilhões. Dilma controla a empresa desde 2003. Devia se envergonhar pelo feito de arruinar uma das maiores petroleiras do mundo. Hoje, a Petrobras está queimando ativos – Transpetro, Braskem, BR Distribuidora – e é quem mais desemprega no Brasil. No delirante projeto do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), 35 mil trabalhadores foram colocados na rua. Na roubalheira, segundo a Procuradoria-Geral, apenas o PP desviou R$ 358 milhões de 2006 a 2014 na Petrobras. Quanto desviaram o PT e aliados? Má gestão, corrupção, nacionalismo velhaco e cínico dilapidam a Petrobras.

Dilma, em mais uma patética manifestação na entrevista de 15/01, diz que não se afasta o chefe do Executivo apenas por “não simpatizar” com ele. É conhecida a dificuldade de se expressar da presidente. Um estado de confusão mental que a levou a lamentar a impossibilidade de armazenar ventos. Devia acrescentar lamento pela impossibilidade de armazenar caráter, compostura, honestidade, por oposição ao cinismo, à desfaçatez, à plácida convivência com a corrupção e à precipitação do país no caos, desgoverno e depressão, marcas indeléveis de sua gestão.

Os crimes cometidos por Dilma não se resumem às pedaladas, à destruição do setor de energia, à corrupção generalizada e tantos outros. É o conjunto da obra. No entanto, o pior crime, aquele em que de algum modo todos seremos cúmplices, é o de contemplar a continuação do seu governo. O que será o Brasil com Dilma ao final de 2016? E em 2017? O que falta acontecer para que o Parlamento se movimente não para ser cúmplice de um moribundo, mas para decidir sobre o impeachment? Que história é essa de que algo de novo tem que aparecer para motivar os representantes do povo? Quantos milhões mais de desempregados? O impeachment é instrumento legítimo de interrupção de mandato. Está na Constituição. Quem se manifesta contra, independentemente das motivações, quer esconder o sol com a peneira. O Brasil não pode se acovardar diante do cenário que temos hoje e todo dia fica pior.

As lideranças políticas, destacadamente as da oposição, têm o desafio e a obrigação de se comunicar mais e melhor com a sociedade. Sintonizar com o Brasil real, que sofre com o país à deriva. É urgente recuperar a confiança e a credibilidade numa ação a favor do Brasil. O ponto de partida: é possível com Dilma e o que ela representa? Não. O petismo esgotou todo seu arsenal de má-gestão e corrupção, bonanças insustentáveis a custos insuportáveis, uma aventura que nos faz retroceder décadas de conquistas com enormes prejuízos para o povo brasileiro. Dilma está reclusa no seu Palácio. Sua interlocução e ação concentra-se em mais transgressões para ter sobrevida. O Brasil não merece isso.

As relações incestuosas de um empreiteiro - Editorial o Globo


Mensagens trocadas pelo presidente afastado da OAS, Léo Pinheiro, recuperadas pela Lava-Jato, denunciam um reprovável conflito de interesses

Iniciada em março de 2014, a Operação Lava-Jato já reuniu o maior acervo da Justiça brasileira em provas, depoimentos, denúncias sobre um esquema de desvio de dinheiro público. Tudo proporcional ao tamanho do que foi saqueado pelo lulopetismo e aliados, a Petrobras. E material continua a ser acumulado, o qual, depois de servir para instruir processos contra inúmeros acusados, será rica fonte para pesquisas e estudos sobre vários aspectos deletérios de como a política e os negócios se misturam no Brasil, longe da opinião pública e dos instrumentos de fiscalização do Estado — em funcionamento na Lava-Jato, felizmente.

Até agora, entre os vários personagens que afloraram no escândalo, destaca-se Léo Pinheiro, presidente afastado da OAS, e cujas mensagens resgatadas de seus telefones celulares pela Polícia Federal revelam uma ampla rede de interesses.

Ao lado de Marcelo Odebrecht, de Ricardo Pessoa, da UTC, entre outros investigados, Léo Pinheiro surge nas investigações como alguém com grande capacidade de articular-se com políticos, autoridades do Executivo e do Judiciário, distribuir e obter favores.

Do círculo de conhecimento do empreiteiro, estão, ou estavam, o ex-presidente Lula, a quem jocosamente chama de “Brahma”, o indefectível Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e, entre outros mais, o atual ministro-chefe da Casa Civil, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) — onde está a sede da empresa —, que inspirou a criatividade de Pinheiro ao ser apelidado por ele de “Compositor”, referência ao músico alemão.

O que transparece de trocas de mensagens entre o empreiteiro, políticos e assessores é que o limite entre a defesa de interesses públicos, por parte de autoridades, e pessoais foi largamente ultrapassado.

Noticiou-se que o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em uma das viagens ao Brasil, teria defendido a oferta da Boeing para substituir os ultrapassados jatos de interceptação da FAB, negócio afinal arrebatado pela sueca Saab. Mas não consta que Biden tenha pedido à Boeing favores para amigos e para ele mesmo, numa escrachada troca de favores.

No convívio descuidado entre empreiteiros e governantes brasileiros, a história tem sido outra, denuncia a Lava-Jato. A OAS de Léo Pinheiro finalizou o prédio em que a família Lula tem um tríplex no Guarujá. Até mesmo Rose, Rosemary Noronha, amiga do ex-presidente, é citada na troca de recados como se houvesse algo que Pinheiro pudesse ajudá-la pessoalmente.

Lula também fez incontáveis gestões a favor de projetos dessas empreiteiras brasileiras. Tudo muito defensável. Menos o fato de o presidente receber por palestras dadas em eventos das mesmas empreiteiras, e tampouco encaminhar pedidos de favores a pessoas próximas.

Este é um aspecto de todo esse escândalo que precisa ser esclarecido, para ajudar na moralização da vida pública brasileira.

Mensagens trocadas pelo presidente afastado da OAS, Léo Pinheiro, recuperadas pela Lava-Jato, denunciam um reprovável conflito de interesses

Iniciada em março de 2014, a Operação Lava-Jato já reuniu o maior acervo da Justiça brasileira em provas, depoimentos, denúncias sobre um esquema de desvio de dinheiro público. Tudo proporcional ao tamanho do que foi saqueado pelo lulopetismo e aliados, a Petrobras. E material continua a ser acumulado, o qual, depois de servir para instruir processos contra inúmeros acusados, será rica fonte para pesquisas e estudos sobre vários aspectos deletérios de como a política e os negócios se misturam no Brasil, longe da opinião pública e dos instrumentos de fiscalização do Estado — em funcionamento na Lava-Jato, felizmente.

Até agora, entre os vários personagens que afloraram no escândalo, destaca-se Léo Pinheiro, presidente afastado da OAS, e cujas mensagens resgatadas de seus telefones celulares pela Polícia Federal revelam uma ampla rede de interesses.

Ao lado de Marcelo Odebrecht, de Ricardo Pessoa, da UTC, entre outros investigados, Léo Pinheiro surge nas investigações como alguém com grande capacidade de articular-se com políticos, autoridades do Executivo e do Judiciário, distribuir e obter favores.

Do círculo de conhecimento do empreiteiro, estão, ou estavam, o ex-presidente Lula, a quem jocosamente chama de “Brahma”, o indefectível Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e, entre outros mais, o atual ministro-chefe da Casa Civil, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) — onde está a sede da empresa —, que inspirou a criatividade de Pinheiro ao ser apelidado por ele de “Compositor”, referência ao músico alemão.

O que transparece de trocas de mensagens entre o empreiteiro, políticos e assessores é que o limite entre a defesa de interesses públicos, por parte de autoridades, e pessoais foi largamente ultrapassado.

Noticiou-se que o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em uma das viagens ao Brasil, teria defendido a oferta da Boeing para substituir os ultrapassados jatos de interceptação da FAB, negócio afinal arrebatado pela sueca Saab. Mas não consta que Biden tenha pedido à Boeing favores para amigos e para ele mesmo, numa escrachada troca de favores.

No convívio descuidado entre empreiteiros e governantes brasileiros, a história tem sido outra, denuncia a Lava-Jato. A OAS de Léo Pinheiro finalizou o prédio em que a família Lula tem um tríplex no Guarujá. Até mesmo Rose, Rosemary Noronha, amiga do ex-presidente, é citada na troca de recados como se houvesse algo que Pinheiro pudesse ajudá-la pessoalmente.

Lula também fez incontáveis gestões a favor de projetos dessas empreiteiras brasileiras. Tudo muito defensável. Menos o fato de o presidente receber por palestras dadas em eventos das mesmas empreiteiras, e tampouco encaminhar pedidos de favores a pessoas próximas.

Este é um aspecto de todo esse escândalo que precisa ser esclarecido, para ajudar na moralização da vida pública brasileira.