sexta-feira, 6 de outubro de 2017

PSC cede vaga e Bonifácio de Andrada seguirá relator de denúncia - Antonio Alves de Morais.



Mais cedo, tucano foi retirado do colegiado pelo PSDB após se recusar a abrir mão de escrever parecer sobre acusação contra o presidente Temer. O PSDB  que  votou  no Temer, que tem três ministros no governo,  que entra no STF para livrar Aécio Neves, está pensando que  engana o povo. O PSDB está se revelando mais canalha do que já era. 

O Partido Social Cristão (PSC) cedeu uma vaga de suplente e o deputado federal Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) volta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Com a mudança, o tucano segue como relator da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) na Comissão. Ele substituirá o Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) no colegiado.

No começo da tarde, o líder do PSDB, Ricardo Trípoli (SP), decidiu retirar Bonifácio da CCJ após ele se recusar a abrir mão da responsabilidade de elaborar o parecer da acusação contra Temer. O partido havia pedido para o presidente da Comissão, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), para que não escolhesse como relator um parlamentar do PSDB, temendo ser relacionado com um eventual parecer favorável ao presidente. 

O deputado Bonifácio de Andrada é filho de outro Bonifácio, politico de Mariana em Minas Gerais.  Pela tradição  politica da família  poucos no PSDB  servem para lavar os seus pés.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

SOBRE O CRONISTA Wilton Bezerra - Publicado por Marcel Bezerra.


Comentarista Mauro Pinheiro e o narrador Fiori Giglioti.

O cronista esportivo é levado ao futebol geralmente por um clube.
Todo profissional da comunicação futebolística tem o direito de torcer pelo time de sua predileção.
Mas o cronista que se preza não pode distorcer os fatos em nome de sua paixão.
Deve trabalhar sempre com a verossimilhança.
Quem torce pelo microfone não reúne condições básicas para a melhor análise dos acontecimentos.
Não estou falando de neutralidade.


Narrador Waldir Amaral.

Ninguém é neutro.
Tem que ter isenção, é isso é diferente.
O procedimento, de forma contrária a esse princípio, mistura trabalho e paixão.
O cronista tem de conhecer o seu lugar.
Nunca se colocar como mais importante do que a profissão.
Entender uma coisa: quem chancela o seu trabalho é o ouvinte.
Costumo repetir que o valor de mercado do comentarista esportivo, por exemplo, está na sua credibilidade.


Comentarista Ruy Porto.

O mesmo não pode verberar somente sobre assuntos que lhe interessam.
Vejo na cobertura customizada, dedicada exclusivamente a um clube, uma aberração.
É desalentador quando se ouve sobre um comunicador: “mais parece um torcedor embriagado com o microfone na mão”.
Li e ouvi isso mais de uma vez.
Fica o recado. Talvez, útil.

A andrezada dos Andrés - Antônio Alves de Morais.

André de João André da Lagoa dos Currais, em Arneiroz, casado com a senhora Olga, em passeio na Várzea-Alegre se hospedou na casa  de sua sobrinha, Antonia de Andrezinha, minha mãe, casada com José de Pedro André. Vejam só o enlinhado sanguineo. 

No segundo dia da visita José André disse para o primo : Dedé esse negócio de homem  em casa não dar certo.  Pegue uma enxada dessas e me acompanhe pra roça.

Quando retornaram  para o almoço, minha mãe Antônia tinha cortado uns três dedos do cabelo de Olga. José André observou o modelito e disse : André viu Olgo de cabelo cortado, ficou jeitosa. 

Dedé respondeu : de noite ela vai me pagar.

No outro dia, quando sentaram-se na mesa para o café da manha José André perguntou : e aí Dedé, Olga pagou o corte de cabelo?

Dedé prendendo os lábios para não ri respondeu : pagou, e pagou um corte adiantado.

AMADO FILHO - Antônio Alves de Morais

Amado Filho.

O dia em que este velho não for mais o mesmo, tenha paciência e me compreendas. Quando derramar comida sobre minha camisa e esquecer como amarrar meus sapatos, tenha paciência comigo e lembra-te das horas em que passei te ensinando a fazer as mesmas coisas.

Se quando conversares comigo, eu repetir as mesmas historias, que sabes de sobra como terminam, não me interrompas e me escute. Quando eras pequeno, para que dormisses, tive que te contar milhares de vezes a mesma estoria até que fechasse os olhinhos.

Quando estivermos reunidos e sem querer fizer minhas necessidades, não fique com vergonha. Compreendas que não tenho culpa disso, pois já não posso controlar. Penses, quantas vezes, pacientemente, troquei tuas roupas para que estivesse sempre limpinho e cheiroso.

Não me reproves se eu não quiser tomar banho, sejas paciente comigo. Lembra-te dos momentos que te perseguir e os mil pretextos que inventava para te convencer a tomar banho. Quando me vires inútil e ignorante na frente de novas tecnologias que já não poderei entender, te suplico que me dê todo o tempo que seja necessário, e que não me machuques com um sorriso sarcástico. 

Lembra-te que fui eu quem te ensinou tantas coisas. Comer, se vestir e como enfrentar a vida tão bem como hoje o fazes. Isso é resultado do meu esforço da minha perseverança.

Se algum momento, quando conversarmos eu me esquecer do que estava falando, tenhas paciência e me ajude a lembrar. Talvez a única coisa importante pra mim naquele momento seja o fato de ver você perto de mim, me dando atenção, e não o que falávamos.

Se alguma vez eu não quiser comer, saibas insistir com carinho. Assim como fiz contigo. Também compreendas que com o tempo não terei dentes fortes, e nem agilidade para engoli. E quando minhas pernas falharem por estar tão cansadas, e eu já não conseguir mais me equilibrar. Com ternura, dá-me tua mão para me apoiar, como eu fiz quando tu começastes a caminhar com tuas pernas frágeis. 

E se algum dia ouvires dizer que não quero mais viver, não te aborreças comigo. Algum dia entenderás que isto não tem a ver com o teu carinho ou com o quanto te amo.

Compreenda que é difícil ver a vida abandonando aos pouco o meu corpo, e que é duro admitir que já não tenho mais o vigor para correr ao teu lado, ou para tomá-lo em meus braços, como antes.

Sempre quis o melhor para ti e sempre me esforcei para que teu mundo fosse mais confortável, mais belo, mais florido. E até quando me for, construirei para ti outra rota em outro tempo, mas estarei sempre contigo e zelando por ti.

Não te sintas triste ou impotente por me ver assim. Não me olhes com cara de dó. Dá-me apenas o teu coração, compreenda-me e me apoie como fiz quando começastes a viver. Isso me dará forças e muita coragem. Da mesma maneira que te acompanhei no inicio da tua jornada, te peço que me acompanhes para terminar a minha. 

Trata-me com amor e paciência, e eu devolverei sorrisos e gratidão, com o imenso amor que sempre tive por ti.

O inferno do PSDB - Por Ricardo Noblat

O PSDB está vamos que vamos para impedir que o seu deputado Bonifácio Andrada (MG) seja o relator na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara do segundo pedido de licença para processar o presidente Michel Temer por corrupção.

Rachado ao meio, com uma banda que quer distância de Temer para não se arriscar a perder votos nas eleições do próximo ano, o PSDB está como biruta de aeroporto. Gira de acordo com a direção dos ventos. E sofre sério desgaste com a situação vivida pelo senador afastado Aécio Neves (MG).

Pesquisas encomendadas pelo partido mostram a deterioração de sua imagem por conta do envolvimento em casos de corrupção de alguns dos seus mais destacados nomes. A companhia de Temer só lhe faz mal. São devastadores para o partido os efeitos das trampolinagens de Aécio.

O PSDB não sabe o que fazer com seu ex-candidato a presidente da República nas eleições de 2014. Por corporativismo, e também burrice, não o abandona. Fez tudo até aqui para que o mandato de Aécio e sua livre circulação fossem restaurados – sem sucesso.

Tudo fará para que mais adiante, Aécio escape de uma eventual cassação a ser decidida por seus pares. Mais dia, menos dia, o Conselho de Ética do Senado terá que examinar a cassação do mandato do senador mineiro. Será mais uma hecatombe para o PSDB.

Bonifácio Andrada resiste a largar a relatoria da segunda denúncia contra Temer feita pela Procuradoria Geral da República. Se o PSDB lhe tomar a vaga na Comissão de Constituição e Justiça, o PMDB de Temer lhe oferecerá uma das suas.

O governo tem em Bonifácio um aliado fiel. De resto, é importante para o governo manter o PSDB – ou parte dele – ao seu lado.

Economia - Antônio Alves de Morais

No natal do ano passado o meu neto Aluísio, foto ao lado, ganhou sua primeira bicicleta.

Levantou cedinho  e estava lá debaixo da cama.

Antes mesmo de  dar a primeira volta eu testemunhei uma conversa dele com  a mãe.

Mamãe, no mundo tem muitas crianças?

sim!

E papai Noel dar presentes  a todas elas?

sim.

Então, Papai Noel é muito rico, ou será que ele compra os presentes é com  o cartão de credito?

Meu neto tem cinco anos, mas parece entender mais de economia do que muitos "Governos  populistas e irresponsáveis" que com argumento de promover a elevação  de classe econômica e social levaram a maioria da população a um endividamento nunca visto, descontrolado, de causas inconsequentes e desastrosas.

Só o glamourisador  da imbecilidade e ignorância Luiz Inácio Lula da Silva podia imaginar que  a pobreza se acaba  por decreto.

Deu no que  deu.

Jarbas briga com Jucá por controle do PMDB-PE - Por Josias de Souza.

Em litígio com cúpula do PMDB nacional, o deputado pernambucano Jarbas Vasconcelos obteve nesta quarta-feira uma liminar que suspende a dissolução do diretório do partido no seu Estado. Foi concedida pelo juiz Cleber de Andrade Pinto, da 16ª Vara Cível de Brasília. A novidade trava articulação de Romero Jucá (RR), presidente do PMDB federal, para retirar do grupo de Jarbas o controle do partido em Pernambuco, entregando-o ao senador Fernando Bezerra, egresso do PSB.

Fundador do PMDB, Jarbas disse ao blog que está “profundamente indignado” com o esforço de Jucá para desalojar seu grupo. Atribui a desavença ao fato de ter votado a favor da denúncia em que a Procuradoria acusou Temer de corrupção. Apoia também a aprovação da admissibilidade da segunda denúncia, que acusa o presidente de formação de organização criminosa e obstrução à Justiça.

“Ajudei a fundar esse partido”, disse Jarbas. “Até aqui, sempre respeitaram as minhas divergências. Agora, surge essa decisão de intervir e dissolver o diretório de Pernambuco. Junto com todas as lideranças do partido no Estado, vou lutar na Justiça. Levaremos o caso às últimas consequências.” O advogado de Jarbas é Sepúlveda Pertence, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal.

Hoje, o PMDB pernambucano é presidido por Raul Henry. Ex-deputado federal, muito ligado a Jarbas, Henry é o atual vice-governador de Pernambuco. Elegeu-se na chapa encabeçada por Paulo Câmara, do PSB, justamente o partido com o qual Fernando Bezerra se desentendeu antes de migrar, ha um mês, para o PMDB. Trouxe junto consigo o filho, atual ministro de Minas e Energia Fernando Bezerra Coelho Filho.

Jarbas resumiu o seu drama político: “Fui surpreendido com a iniciativa de Jucá, que colocou Fernando Bezerra no PMDB para comandá-lo em Pernambuco. Somos aliados do governador Paulo Câmara. Raul Henry, que preside o PMDB pernambucano, é o vice. E Fernando, depois de entrar no PMDB, declarou publicamente —junto com Jucá— que montará um palanque próprio. Não é nossa intenção mudar de direção política. Isso não se faz. Vamos brigar.”

Para 2018, os planos de Jarbas passam pela renovação da aliança com o PSB pernambucano. Ele pretende compor a chapa como candidato ao Senado. O correligionário Raul Henry deseja trocar a atual posição de vice-governanador por uma candidatura à Câmara. Não passa pela cabeça de Jarbas deixar o PMDB, legenda que integra desde 1966, quando nasceu, com o nome de MDB.

A movimentação de Jucá não desagradou apenas ao dissidente Jarbas. Irritou também o aliado Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara. Maia negociava a migração dos Bezerra do PSB para o DEM. Em combinação com o Planalto, Jucá atravessou-lhe o caminho, melando o entendimento. Desde então, as relações de Maia com o governo ganharam um toque glacial.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Fazenda Lagoa dos Currais, Arneiroz - Antônio Alves de Morais.


Foto - Nos estremos Andrezinha e José André filhos do primeiro casamento, ao centro Conceição com Dondom nos braços, João André segurando a mão do Vicente.

João André e Conceição de Morais Feitosa tinham uma ninhada de filhos tão bons quanto eles eram. Conceição tinha  muito medo  de trovão. Bastava aparecer um torreame no nascente  que ela já  municiava-se de um terço. 

Um dia  começou uma tempestade e ela juntou   os meninos no quarto em derredor  do santuário e começaram a rezar. Dado momento deu um trovão raceado, daqueles que  sai bolando e por pouco não escapole do céu.

Apavorada foi até um quarto onde João André  dormia  um sono tranquilo na sua rede. Balançou o punho e perguntou : João eu quero saber se  tu não vai nos ajudar  na nossa  reza vendo uma  agonia dessas? 

João André  com a calma que lhe era peculiar respondeu pausadamente : Conceição você já ouviu falar em corisco cair em pau deitado?

Senado abandona Aécio - Por Ricardo Noblat

O senador afastado Aécio Neves (PSDB-AL), posto em recolhimento noturno obrigatório pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foi abandonado por seus pares à própria sorte. E tudo indica que ela lhe será ingrata.

Dos 81 senadores, 79 estavam, ontem, aptos a votar. Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado, só votaria em caso de empate. E Aécio, pelas razões conhecidas, não poderia votar.

Oito senadores faltaram à sessão. Dos 71 que votaram apenas 21 disseram “não” à proposta de deixar para o próximo dia 17 qualquer decisão quanto à punição imposta a Aécio pelo STF.

No próximo dia 11, a punição será mantida ou revogada pelo plenário do STF. Se mantida, o Senado mostrou, ontem, claramente que não irá se rebelar contra ela.

“O erro político é desafiar quem tem a última palavra”, ensina o deputado Miro Teixeira (REDE-RJ). A última palavra quando se trata de aplicação da lei é do STF e de mais ninguém. E sempre será.

O Senado parece resignado com isso. Se, ontem, não topou afrontar uma decisão do STF, não afrontará a próxima. Se o fizesse estaria detonando uma crise institucional de rara gravidade.

Mesmo o PSDB, partido de Aécio, não votou fechado para livrá-lo da punição. Dos 10 senadores presentes à sessão, oito votaram como Aécio queria, mas dois não – Ricardo Ferraço (ES) e Eduardo Amorim (SE).

Zezé Perrela (MG) votou com Aécio. Perrela é aquele cujo chefe de gabinete recebeu os R$ 2 milhões pedidos por Aécio ao empresário Joesley Batista, dono do Grupo J&S.

O PMDB deu as costas a Aécio. Doze senadores foram favoráveis ao adiamento e somente cinco contrários – entre eles, Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR), presidente do partido.

Renan bateu boca com Eunício Oliveira e deu-se mal. Ouviu dele: “O senhor não manda aqui. Quem manda é o plenário”. Derrotado, Renan esperneou, mas nada pôde fazer além disso.

“Chegamos ao fundo do poço”, comentou um senador do PSDB ao fim da sessão. Otimismo demasiado! O fundo pode ser mais embaixo para um partido que foi incapaz de punir quem o presidiu e prevaricou.   

Dê-se Aécio por satisfeito se não tiver seu mandato cassado pelo Senado.

Lula fala sobre mentira num tom de especialista - Por Josias de Souza.

Lula teve um novo encontro com o microfone nesta terça-feira. Discursou num ‘petromício’ defronte do prédio da Petrobras, no Rio de Janeiro. Autoproclamou-se novamente um neo-Tiradentes. Sobre o mártir autêntico, declarou: ''Eles mataram a carne, mas não conseguiram matar as ideias libertárias.'' Sobre si mesmo, afirmou:  ''O Lula não é mais só o Lula. O Lula é uma ideia assumida por milhões de pessoas.''

No discurso de Lula todos mentem, menos o orador. “A imprensa mente muito a meu respeito. A Polícia Federal, sobretudo a turma da Lava Jato, mente muito a meu respeito. O Ministério Público da Lava Jato mente muito a meu respeito. E o Moro aceita as mentiras.” Ironicamente, Lula só não falou sobre o companheiro-delator Antonio Palocci, versão petista de Joaquim Silvério dos Reis.

Organizado por petroleiros, o ato festejou os 64 anos da Petrobras. Para Lula, a estatal não deve ser vista apenas como uma companhia petroleira, mas como instrumento de política econômica. ''Tem mais de 20 mil empresas que dependem dela'', declarou a certa altura.

Considerando-se que o mensalão e o petrolão são dois escândalos que têm raízes nos governos de Lula, é impossível deixar de reconhecer sua autoridade para discursar sobre a mentira e os mentirosos. Excetuando-se o silvério Palocci, ninguém ousaria discutir com tamanho especialista.

Mal comparando, o discurso de Lula às vezes faz lembrar uma galhofa de Tim Maia. O gênio da música brasileira costumava proclamar: “Não fumo, não bebo e não cheiro. Só minto um pouco.”

“Coisas da República”: Decisão de adiar deliberação sobre Aécio abre brecha para o STF enquadrar de vez o Legislativo

A matéria abaixo foi publicada na coluna “Painel” da edição da “Folha de S. Paulo” desta 4ª feira. Ela retrata a pura verdade. Os senadores da esquerda troglodita que defendem Lula e seus colegas pusilânimes deram um tiro no pé. A conferir:

“Decisão de adiar deliberação sobre Aécio abre brecha para o STF enquadrar de vez o Legislativo

Salto no escuro O Senado tentou não esgarçar os fios da crise ao adiar deliberação sobre a decisão do STF que afastou Aécio Neves (PSDB-MG). Assumiu, com isso, altíssimo risco. Os que articularam o recuo disseram torcer para que o plenário da corte mude o entendimento. Se a expectativa não se confirmar, o Legislativo ficará diante de situação ainda mais grave. Fará seu juízo após um acórdão — não de uma turma, mas de todo o Supremo — que colocará uma espada sobre a cabeça dos pares investigados.

O que Deus quiser Relator de recurso impetrado por Aécio, o ministro Edson Fachin comentou com pessoas próximas no Supremo, antes de recusar o pedido, que vê o cenário atual como uma “situação limite”. Mesmo o passo atrás dado pelo Senado não é visto por pessoas alinhadas a ele como solução.

Pior dos mundos Não há cenário mais incômodo para a corte, explicam esses aliados de Fachin, do que decidir uma questão em tese com um caso concreto como pano de fundo. Hoje, o STF tende a derrubar o afastamento.

Minha parte Fachin liberou a ação que definirá o futuro de Aécio para julgamento sem que ela estivesse completamente instruída. Faltava um parecer da AGU. Fez isso a pedido da presidente, ministra Cármen Lúcia. Queria dar sinal de boa vontade.
Postado por Armando Lopes Rafael

Frios, isolados e intolerantes - Antônio Alves de Morais.


Renomados terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram uma recente pesquisa onde nota-se que os membros das famílias brasileiras estão cada vez mais frios, não existe mais carinho, não valorizam mais as qualidades, só se ouvem críticas.

As pessoas estão cada vez mais intolerantes e se desgastam valorizando os defeitos dos outros. Por isso, os relacionamentos de hoje não duram. A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias de média e alta renda.

Não vemos mais homens elogiando suas mulheres ou vice-versa. Não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados. Não vemos mais pais e filhos se elogiando, amigos, etc.

Só vemos pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por conseqüência são pessoas que tem a obrigação de cuidar do corpo, do rosto.

Essa ausência de elogio tem afetado muito as famílias. A falta de diálogo em seus lares, o excesso de orgulho impede que as pessoas digam o que sentem e levam essa carência para dentro dos consultórios. Acabam com seus casamentos, acabam procurando em outras pessoas o que não conseguem dentro de casa.

Vamos começar a valorizar nossas famílias, amigos, alunos, subordinados. Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos parceiros ou nossas parceiras, o comportamento de nossos filhos.

Vamos observar o que as pessoas gostam. O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo, a boa dona de casa, a mulher, o homem, enfim vivemos numa sociedade em que um precisa do outro, é impossível um homem viver sozinho, e os elogios são a motivação na vida de qualquer pessoa.

Quantas pessoas você poderá fazer feliz hoje elogiando de alguma forma?

Em nome de Deus - Antonio Alves de Morais


Mafioso Enrico Pedis.

Um informante da Santa Sé disse que a viúva do mafioso Enrico de Pedis (foto), do grupo Banda Magliana, pagou ao Vaticano US$ 1 milhão (R$ 1,9 milhão), em valores atuais, para que os restos mortais do marido fossem enterrados na basílica de São Apolinário, em Roma, local reservado a papas e cardeais.

O cardeal Ugo Poletti (1914-1997), vigário-geral de Roma na época, teria de início recusado o pedido da viúva, mas concordou diante da oferta “de um montante tão conspícuo”. Pela moeda italiana à época, a quantia foi de 1 bilhão de liras.

Até agora, o Vaticano não negou nem confirmou a doação, que teria sido usada, em parte, para restaurar a basílica.

Pedis nasceu em 1954 e foi morto a tiros em 1990 por antigos comparsas. O motivo pelo qual a Santa Sé se mantém em silêncio sobre o sepultamento do mafioso em solo sagrado seria a suspeita de que o grupo Banda Magliana tinha investimentos no Banco do Vaticano. O caso do sepultamento teria conexão com essas aplicações financeiras.

A Justiça italiana poderá abrir a cripta de Pedis para buscar prova que possa ser anexada ao processo que investiga o envolvimento do mafioso no sequestro de Emanuela Orlandi, filha de um funcionário da Santa Sé.