quinta-feira, 6 de junho de 2019

Caririensidade


Em que lugar da cidade de Crato nasceu o Padre Cícero?

     Duas versões são defendidas, entre os historiadores regionais, no que diz respeito a residência onde teria nascido – na cidade do Crato – o Padre Cícero Romão Batista. A primeira versão - defendida por Irineu Pinheiro - diz que o famoso sacerdote veio ao mundo numa casa, lado do sol, existente na atual Rua Miguel Limaverde. A casa pertencia ao coronel Pedro Pinheiro Bezerra de Menezes, e posteriormente fora desmembrada em duas residências. Ambas demolidas, quando do alargamento daquela rua, na fúria insana de destruir o que resta do patrimônio arquitetônico do Crato, e para dar lugar à passagem de veículos automotores. A outra versão, defendida pelo historiador Padre Antônio Gomes de Araújo – a que nos parece mais certa – defende que o Padre Cícero nasceu numa casinha, no terreno onde hoje se ergue o Palácio Episcopal Bom Pastor, na atual Rua Dom Quintino, à época Rua das Flores.


     Irineu Pinheiro defendia o imóvel da Rua Miguel Limaverde, como o local do nascimento do Padre Cícero, baseado em depoimento de uma escrava da família do famoso sacerdote, conhecida como “Teresa do Padre”, mulher humilde e bastante estimada na cidade de Juazeiro do Norte, onde gozava a fama de uma pessoa virtuosa e de credibilidade. 

A versão do Padre Antônio Gomes de Araújo


Palácio Episcopal Bom Pastor, na cidade de Crato, cuja fachada 
vem passando por restauração para voltar  ao desenho original.
Neste local teria nascido o Padre Cícero.

     Esse sacerdote escreveu: “Teresa do Padre, já começava a mergulhar no crepúsculo da própria memória, cuja desintegração começara”, quando fez a afirmação a Irineu Pinheiro.  Ou seja, a boa velhinha caminhando para os cem anos de idade, já não dominava mais a própria memória, deficiência física a que estamos sujeitos todos nós, os seres humanos, quando a velhice nos domina. 

     Mas a versão de que o Padre Cícero nasceu numa casinha simples, onde hoje é o Palácio do Bispo, teve outros defensores. Segundo depoimento prestado pelo cônego Climério Correia de Macedo ao Padre Antônio Gomes de Araújo, e incluído no livro “A Cidade de Frei Carlos”, o cônego declarou: “Minha tia paterna, Missias Correia de Macedo, cortou o cordão umbilical do Padre Cícero numa casa que foi substituída pelo palácio de Dom Francisco" (referia-se ao Palácio Episcopal, já mencionado, construído por Dom Francisco de Assis Pires, segundo Bispo da Diocese do Crato).

      E continua Padre Gomes no seu livro citado: “É corrente que, no chão em que se ergue aquele palácio, havia de fato uma casa, que foi cenário, por exemplo, da recepção do Padre Cícero quando este chegou do Seminário de Fortaleza, ordenado sacerdote, bem como das festas que envolveram a celebração de sua primeira missa. É certo que dita casa pertenceu ao major João Bispo Xavier Sobreira (...) com sua morte a dita casa passou à viúva, dona Jovita Maria da Conceição. Seus herdeiros venderam a casa a esta diocese”. 

     Assim, tudo está a indicar que o Padre Cícero veio ao mundo na casinha simples, entre fruteiras, localizada no terreno onde hoje se ergue o Palácio Episcopal Bom Pastor, atualmente em serviços de restauração da sua bonita fachada, que voltará a ter o aspecto original da década 40 do século passado. 

Boa notícia: Palácio Episcopal Bom Pastor está sendo restaurado


 Fachada original do Palácio Episcopal Bom Pastor na década 40 do século passado

    Segundo o arquiteto e engenheiro responsável pela obra de restauração da fachada do Palácio Bom Pastor, Waldemar Arraes de Farias Filho, a finalidade desse trabalho é preservar a edificação na sua forma original. Segundo Waldemar: “O estilo arquitetônico será completamente mantido contribuindo para a preservação da história do edifício”. O certo é que este prédio histórico continuará sendo uma segunda opção para a residência oficial dos bispos da Diocese de Crato, enquanto a parte burocrática continuará funcionando na Cúria Diocesana, situada na Rua Teófilo Siqueira. Esta, fica atrás do velho palácio. Ambos os prédios possuem comunicação interna.


       Seria muito oportuno que o Departamento Histórico Diocesano Padre Antônio Gomes mandasse confeccionar uma placa, para ser colocada na fachada do Palácio, informando que ali nasceu o Padre Cícero.

O Bispo-emérito de Crato
    
         Duas notícias (boas) sobre Dom Fernando Panico, 5º Bispo de Crato e responsável pela reconciliação da Igreja Católica com a herança espiritual do Padre Cícero. Primeira: desde 21 de maio último e até o próximo dia 18 de junho, Dom Fernando permanecerá recluso no Mosteiro São Bento, no Rio de Janeiro. Lá, Dom Fernando se prepara para ser um “oblato secular beneditino”.

     O “Oblato beneditino” é um cristão que, impulsionado pelo desejo de levar uma vida mais perfeitamente de acordo com o ideal do Evangelho, filia-se àquela família monástica, por um laço de ordem espiritual, a fim de poder, graças a esta filiação, participar dos bens espirituais daquela comunidade. Com isso, consolida uma comunhão vital, um acréscimo de fervor e de generosidade no serviço de Deus. Dom Fernando sempre teve profunda admiração pela Ordem de São Bento. E até pensou em ser beneditino antes de sua ordenação sacerdotal na congregação dos Missionários do Sagrado Coração.

Segunda notícia

       Pelos próximos três anos (2019–2021), Dom Fernando Panico será pároco (6 meses a cada ano) da Paróquia do Sagrado Coração do Sufrágio. Esta é a única igreja de Roma construída em estilo gótico e pertencente aos Missionários do Sagrado Coração. Dom Fernando ficará morando em Roma de novembro a abril. A igreja do Sagrado Coração do Sufrágio fica a dois quarteirões de Castel Sant’Angelo e da Via dela Conciliazione, que leva direto ao Vaticano. Mas, o mais interessante, é que revelo a seguir.  Na igreja que Dom Fernando vai ser pároco, existe um Museu das Almas do Purgatório. Estão expostos lá uma coleção de sinais do além, deixados por essas almas, que na maioria das vezes apareceram ardendo internamente a parentes ou irmãos de religião. Sempre pedindo orações para saírem do Purgatório, onde pagavam penas devidas a seus pecados, antes de irem para o Céu. Os brasileiros que visitarem Roma entre novembro e abril poderão visitar Dom Fernando e conhecer o único museu do mundo ligado ao tema do purgatório.

Igreja do Sagrado Coração do Sufrágio,
em Roma, que terá Dom Fernando Panico como Pároco

Seminário sobre o Crato de Portugal e o Crato do Brasil
O Crato português, situado na região do Alentejo
O Crato brasileiro, localizado no Cariri cearense

     Será realizado, na cidade de Crato, nos dias 3 e 4 de outubro de 2019, o Seminário "O Crato Caririense e o Crato Alentejano: História, Cultura e Educação". O evento ocorrerá no Senac de Crato, como parte da disciplina “Etnoconhecimento e Educação Escolar”, ministrada na Universidade Regional do Cariri–URCA, pela professora Ariza Rocha. Esta, coordenará também o mencionado Seminário, que se propõe a divulgar fatos relacionados as duas cidades; a portuguesa e a brasileira.

      A história nos ensina que a atual cidade brasileira de Crato foi fundada em 1740, a partir da criação da Missão do Miranda. Essa “missão” surgiu para o aldeamento das populações indígenas que viviam no vale do Cariri. Em 21 de junho de 1764, a Missão do Miranda foi elevada à categoria de Vila, tendo seu nome mudado para Vila Real do Crato, em homenagem à vila homônima, existente na região do Alentejo, em Portugal. Com isso se cumpria o “Aviso de 17 de junho de 1762”, dirigido pela Secretaria dos Negócios Ultramarinos ao Governador de Pernambuco. Mencionado aviso autorizava o governador a criar novas vilas no Ceará, recomendando, entretanto, substituir a denominação dos povoados com nomes de localidades existentes em Portugal. 

        Já o Crato português é uma vila do Distrito de Portalegre e fica localizada na região do Alentejo. O Crato português foi conquistado dos mouros, em 1160, pelas tropas de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal. 

Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima, em Crato, será ampliada
Procissão de Nossa Senhora de Fátima que acontece no dia 13 de maio em Crato

   É antiga e intensa a devoção a Nossa Senhora de Fátima na cidade de Crato. O médico-historiador Irineu Pinheiro – no seu clássico “O Cariri”, página 272 – registra o abaixo transcrito:

 “No dia 3 de outubro de 1942 à tarde, trouxeram em procissão da Sé para o novo templo (igreja de São Vicente Ferrer) em andores, as imagens de São Vicente Férrer e Nossa Senhora de Fátima, em meio de fogos, vivas e palmas entusiásticas”. Noutro livro, “Efemérides do Cariri”, Irineu Pinheiro assim descreve a visita, em 1953, da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima à cidade de Crato: “Foi a maior manifestação religiosa a que assistiu o Crato desde sua fundação”.   

     Fruto dessa visita, entre outras coisas, foi a inauguração, em Crato, do Aeroporto de Fátima (em plena Serra do Araripe) e a construção da Igrejinha de Fátima, localizada na Rua Nossa Senhora de Fátima, no Pimenta. Em 1967, o Prefeito de Crato, Humberto Macário de Brito, construiu um monumento a Nossa Senhora de Fátima, no velho Aeroporto, cuja escultura é de autoria do renomado escultor jardinense, José Rangel. Recentemente, foi inaugurada em Crato a maior estátua, de todo o mundo, de Nossa Senhora de Fátima. O bairro onde se ergue este monumento também foi denominado oficialmente de “Nossa Senhora de Fátima”.

      No último dia 13 de maio, foi anunciado que igrejinha de Nossa Senhora de Fátima, sede da paróquia (a única com essa denominação na Diocese de Crato) vai ser ampliada numa campanha que envolverá todos os devotos da Virgem de Fátima na cidade de Crato.

Oposição a favor da fraude - Por José Newmanne Pinto.


Para felicidade geral da Nação, a MP que autoriza governo a fazer pente-fino em benefício pago pelo INSS, ou seja, combater fraudes, foi aprovada na segunda-feira 3 de junho de 2019. 

A vantagem foi larga – 55 votos a 13 – e isso dá ideia do porte reduzido da oposição, que boicota quaisquer movimentos contra furtos, pois, para seus parlamentares, redução de disponibilidade de verbas para o Executivo tem de ser apoiada para facilitar suas manobras de sabotagem contra o País. 

A pequenez desses congressistas não é medida apenas pela exiguidade dos votos, mas também pela chantagem a que submetem os majoritários adiando a dúvida sobre a aprovação até minutos antes de a MP caducar. 

Essa tática safada também está sendo usada contra a aprovação de uma reforma da Previdência que anime investidores a destravarem atividade econômica, sendo traduzida no slogan antipatriótico de Paulinho da Força, qual seja, “reformar a reforma”.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Meu pai me ensinou - Senador Marcos do Val.


Meu pai não bebia, não fumava e morreu cedo. Não roubava e morreu pobre.Tirava o que tinha para dar para os outros e teve poucas pessoas pra carregar seu caixão.

Depois que ele morreu, nenhum parente perguntou se seu filho precisava ou não de algo. Ou seja, em vida meu pai me ensinou a ser a melhor pessoas que eu consegui. Em morte, me ensinou a não esperar nada em troca por isso. 

No caso de Lula, semiaberto é nova humilhação - Por Josias de Souza


A progressão de regime prisional seria um benefício para qualquer condenado, não para Lula. No caso do presidiário mais ilustre da Lava Jato, a migração da tranca para o semiaberto, na bica de acontecer, representará uma nova humilhação. Por coerência, Lula deveria recusar o refresco, pois declarou que não deixaria a prisão senão depois do reconhecimento de sua inocência. Sairá como um corrupto de terceira instância que já cumpriu um sexto de sua pena.

Foi esse o ponto de vista defendido pela subprocuradora Áurea Pierre em parecer enviado pelo Ministério Público Federal ao Superior Tribunal de Justiça. Lula puxava uma cadeia de 12 anos e um mês. Mas a pena foi reduzida para 8 anos e 10 meses. Por isso o relógio da progressão do regime foi adiantado.

Lula mandara dizer que não autorizaria seus advogados a pleitearem nada que não fosse a restauração de sua alegada ausência de culpa. Era, naturalmente, mais uma lorota. A defesa reivindica não o semiaberto, mas o regime aberto. Escora o pedido na alegação de que não há prisão capaz de assegurar a segurança do ex-presidente para sair e retornar diariamente.

"Não trocarei a minha liberdade pela minha dignidade", disse Lula à Folha e ao El Pais. Ao usufruir da progressão do regime, Lula trocará a conversa fiada pelo reconhecimento tácito da legitimidade da investigação, da denúncia, da ação penal, do julgamento e da sentença que o condenou.

Para complicar, é muito provável que Lula não consiga usufruir da nova condição por muito tempo. Vem aí a confirmação no TRF-4 da sentença condenatória referente ao caso do sítio de Atibaia

O QUE ACONTECERÁ AMANHÃ - Por Edmilson Alves

Fascinado por Filosofia, Literatura e língua Portuguesa.

O amanhã poderá ser melhor do que hoje! Os bons momentos não deverão produzir os pensamentos tristes do amanhã.

O que será amanhã quando há inspiração pra transformar os bons momentos de hoje, em venturas de prazer, alegrando o amanhã pra eternizar a satisfação no coração do poeta.

O que será amanhã quando hoje é um dia especial, vivendo o momento presente, plantando a melhor semente, esperando colher, o melhor fruto amanhã.

O que será amanhã quando ontem foi um bom aprendizado, investindo pra obter, sabedoria pra o dia de amanhã.

O que será amanhã se no dia hoje, for semeado a semente do amor, plantada com muito carinho no jardim que nem a flor, pra perfumar a vida inteira do amante sonhador.

O que acontecerá amanhã quando o amor sedimentado no inconsciente da gente, arejar a nossa alma com aroma tão pujante, magnificente e glorioso, inebriando a mente.

O que acontecerá amanhã com o amor tão retumbante, fazendo o poeta escravo da invisível amada, numa vida tão ausente do coração do poeta.

O que será amanhã na vida de um amante, quando ama virtualmente, a beleza de uma flor, contendo-se com o aroma.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Sem foro, Jucá vive o que chamava de ‘suruba’ - Por Josias de Souza


Incorporado pelo eleitor de Roraima à tribo dos sem-foro, Romero Jucá foi denunciado nesta terça-feira pela força-tarefa de Curitiba. É acusado de beliscar propina de R$ 1 milhão na Transpetro, uma subsidiária da Petrobras então presidida pelo amigo Sergio Machado. A novidade é a mais eloquente evidência de que falharam todas as tentativas de Jucá e seus assemelhados de melar a Lava Jato.

Vale a pena rever a transcrição da conversa vadia que Romero Jucá manteve com Sérgio Machado em 2016, antes do impeachment de Dilma Rousseff:

— É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional, disse Sérgio Machado.

— Com o Supremo, com tudo, respondeu Jucá, dando asas ao sonho peemedebista de passar uma régua nas apurações da Lava Jato.

— Com tudo, aí parava tudo, animou-se Machado, cujas traficâncias já se encontravam sob o crivo do então juiz Sergio Moro.

— É. Delimitava onde está, pronto!, concordou Jucá, em cujos calcanhares de vidro a Procuradoria começava a agarrar.

Hoje, Temer é um colecionador de inquéritos e ações penais. Já passou um par de vezes pela cadeia, em prisões temporárias. Machado é um delator bem-sucedido. Não colocou os pés num xilindró. Desfruta gostosamente do exílio luxuoso de sua mansão em Fortaleza. E Jucá se prepara para experimentar os rigores da primeira instância curitibana.

O próprio Jucá definiu o que está por vir numa declaração de abril de 2017. Num instante em que o Supremo Tribunal Federal estava prestes a limitar a abrangência do foro privilegiado, os caciques do Senado realizaram um movimento cenográfico. Colocaram para andar um projeto de lei que acabava com a prerrogativa de foro para todas as autoridades, exceto os chefes dos Três Poderes.

Jucá disse na época: "Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada." Pois bem. Ex-líder de todos os governos que se instalaram no país desde a chegada das caravelas, Jucá será apresentado aos rigores de uma "suruba" que já encarcerou outros companheiros de (P)MDB. Noves fora Temer, que não chegou a esquentar lugar na prisão, encontram-se em cana Sergio Cabral, Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima.

Senado aprova a MP antifraude - Por O antagonista.


Com 55 votos favoráveis e 12 contrários, o Senado aprovou a medida provisória com novas regras de combate a fraudes no recebimento de pensões e aposentadorias, passo preliminar para o avanço da reforma da Previdência.

Mais cedo, o governo fez um acordo com a oposição para incluir, na reforma da Previdência, a possibilidade de, ao final de 5 anos, pescadores e trabalhadores rurais renovarem o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) por meio de autodeclaração.

O cadastramento serve para contar o tempo de serviço de segurados especiais e, pelo texto aprovado na Câmara, deveria ser feito até 2023 por sindicatos.

Se não fosse votada hoje, a MP perderia a validade. Agora, vai à sanção de Jair Bolsonaro.



Maia e Alcolumbre fecham acordo para fixar prazo de votação de MPs

Davi Alcolumbre anunciou hoje aos senadores que a Câmara vai votar amanhã a PEC que fixa prazos para a votação de MPs em comissão especial e nos plenários da Câmara e do Senado, informa o Estadão.

Segundo Alcolumbre, o acordo para a votação foi estabelecido com Rodrigo Maia. O Senado quer ter pelo menos 30 dias para discutir e votar as MPs antes que elas caduquem. A Câmara, pela proposta mais recente, teria 70 dias.

O tema é uma reclamação corrente dos senadores, insatisfeitos com a pecha de “carimbadores” das decisões tomadas pelos deputados.

Nas últimas semanas, várias MPs chegaram ao Senado em cima do prazo para a perda de validade, o que obrigou os senadores a uma espécie de “votação expressa”.

segunda-feira, 3 de junho de 2019

GOVERNO FARÁ ECONOMIA MILIONÁRIA EM CONSELHOS - Por Claudio Humberto.


O governo espera fazer economia milionária com a decisão de frear a farra de viagens de conselhos ministeriais. Apenas no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos são gastos cerca de R$4 milhões em passagens, diárias e hospedagem de quase 400 conselheiros. 

Somente dois conselhos, Juventude e sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, torraram em 2018, sem piedade, R$984 mil com os passeios.

Só em 2018, o vai-e-vem custou exatos R$ 3.936.279,47 a presença de representantes de ONGs em 14 conselhos de direitos humanos e afins.

A ministra Damares Alves se assustou ao descobrir o custo espantoso com viagens de 396 conselheiros pendurados no seu ministério.

domingo, 2 de junho de 2019

As relações perigosas e politizadas - entre Judiciário e Executivo no Brasil - Por Merval Pereira.



Essa cultura brasileira, de juiz ficar emitindo opinião, é absurda. O mais grave na ideia do pacto entre os poderes, firmado esta semana, é que o próprio presidente do STF Dias Toffoli propôs isso. Está tudo errado, fica difícil ver saída.

Por que as manifestações contra o contingenciamento de verbas da educação não são feitas aos domingos? – por Armando Lopes Rafael



     Há 8 dias, milhares de brasileiros foram às ruas manifestar aprovação às reformas propostas pelo atual governo e defender os ministros Sérgio Moro e Paulo Guedes. Tudo espontâneo, tudo financiado pelos apoiadores daquelas manifestações, ou seja, o povo. Considere-se que domingo é um dia de repouso e ninguém pode obrigar famílias a saírem às ruas para “protestar”. Vai quem quer.

     Diferente ocorre com os protestos “feitos por estudantes” (como aconteceu 5ª. feira última em Barbalha). Esses protestos estudantis são sempre feitos em dias úteis, sempre acompanhados de professores, em manifestações histéricas e desvirtuadas do foco. Por que será que esses estudantes não saem às ruas nos domingos? Humm...aí tem coisa.

***   ***   ***

      A propósito leiam mais 3 opiniões, republicadas abaixo, da edição deste domingo do jornal Estadão.


1 – “Cortes na Educação”? é coisa só para confundir o povo – José Wilson de Lima Costa (*)

O que se pôde observar na manifestação contra o contingenciamento de verbas para a educação, que se espalharam como um rastilho de pólvora Brasil afora,  é que o movimento perdeu o foco, confundindo o público, com bandeiras de partidos políticos, rejeição à reforma da Previdência e gritando pela liberdade de Lula. A presença dessas pautas e as agitações deslegitimaram a manifestação.
(*) José Wilson de Lima Costa – e-mail: jwlcosta@bol.com.br

2 – Pois é: “massa de manobra...massa falida” – por Carlos E. Barros Rodrigues (*)

Faixas de “Lula Livre”, “Fora Bolsonaro” e outras tantas baboseiras de uma massa que não tem o que fazer e atrapalha os que trabalham. O que tem tudo isso que ver com educação? Até quando teremos de aguentar essa massa que não quer o bem deste país?
(*) Carlos E. Barros Rodrigues   – e-mail: ceb.rodrigues@hotmail.com

3 – É só retaliação – por Eraldo B.C. Rebouças (*)

Os presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer fizeram cortes nas verbas da educação. Para que se tenha uma ideia, em 2015 o corte foi de R$ 9,4 bilhões. Por isso não há sinceridade nas manifestações pelo contingenciamento feito pelo governo Bolsonaro. Trata-se, portanto, de retaliação pelo cancelamento da farra com dinheiro público, principalmente das verbas que eram repassadas à UNE.
(*) Eraldo B.C. Rebouças – e-mail: real742@yahoo.com.br

502 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Por Antônio Morais.


Em 1966, a bodega de Alberto era infestada de ratos. Também. Ele queria mais o que? Queijo é o maior atrativo para ratos.

Alberto adquiriu umas ratoeiras daquelas que pega o rato matando, mas não deu certo porque não deu conta da demanda. Depois que uma disparava os outros ratos não chegava mais perto. Foi aí que ele foi até na venda de Cacaria e comprou uma daquelas de arame, que além de pegar o rato vivo, chega a capturar até meia dúzia deles, porque o rato vivo atrai os outros.

Quando era para sacrificar os ratos, Alberto pegava o gato Mimi de Domicilia. o Peludo do Tenente Etelvino, e o Come Rato de Antônia Canela, convidava ainda, eu, Chico Neném, Sílvio Romero e Luizão Pagé.

Todo dia pela manhã era uma festa. Ele soltava de um em um e aqueles que escapavam dos gatos, morria nos pés dos exterminadores. Num desses dias, ele estava com seis ratos na ratoeira. Cinco foram mortos e ficou um para o ritual final. Quando o último foi solto nós ficamos gritando:
Pega o rato! Chuta o rato! Mata o rato!

Naquele momento Chichica passava no outro lado da rua para tomar um café da casa de Dona Zulmira, e achou que aqueles gritos de guerras fossem com ela. levantou os braços numa atitude agressiva e gritou: Chica do Rato é a mãe de vocês. magote de vagabundos!

Com aquele esparro e aquela surpresa, nós e os gatos ficamos passivos, sem entender nada e o último rato que estava condenado a morte, escapou sem levar nem um beliscão.

No dia seguinte Alberto contou que chegou muito cedo na bodega, abriu a porta só pela metade, deu uma olhada disfarçada para a ratoeira e viu que tinha quatro ratos presos, onde um deles era o sobrevivente do dia anterior. Fechou a porta bem devagar e ficou na escuta, quando ouviu o gato que foi contemplado pela intervenção de Chichica, falar para os outros: Ei galera. Se Chica do Rato não passar por aqui nós tamos é lascado!
Um outro rato perguntou: Tamos lascados porque?

Porque Alberto chegou, abriu um pedaço da porta e eu vi Mimi, Peludo e Come Rato ali na calçada. E debaixo da castanhola estão; Luizão Pagé, Sílvio Romero, Chico Neném e Raimundinho Piau.

Mundim do Vale.


Esquerda assaltou atos e deu-se mal - Por José Newmanne Pinto.


As manifestações de quinta-feira 30 de maio venderam o peixe de que protestavam contra o contingenciamento de verbas públicas do Ministério da Educação para Universidades federais. 

Mas Gleisi Hoffmann subiu no palanque para berrar que não tinha medo de Bolsonaro. Em que universidade a presidente nacional do PT estuda ou leciona? 

É claro que o PT tomou os protestos de assalto e inseriu os convidados de sempre: CUT, MST e outros. Daí o fracasso: limitaram-se a 80 cidades em 15 Estados contra 200 cidades em todos os Estados da Federação da de domingo 26 às quais tentaram sem sucesso contestar.

sábado, 1 de junho de 2019

Ou STF segura Toffoli ou Toffoli carboniza STF - Por Josias de Souza


Com a supremacia já bastante combalida, o Supremo Tribunal Federal sofre um ataque inusitado. O ministro Dias Toffoli decidiu transformar sua autocombustão num processo de carbonização de toda a Corte. O cérebro de um magistrado começa a funcionar no instante em que ele nasce. E não para até que o dono da toga se mete em conchavos políticos.

O presidente do Supremo virou arroz de festa nos salões do Poder Executivo. Nesta quinta-feira, Toffoli participou de café da manhã oferecido por Jair Bolsonaro à bancada feminina do Congresso. Ao discursar, o capitão sentiu-se à vontade para dizer o seguinte: "É muito bom nós termos aqui a Justiça ao nosso lado, ao lado do que é certo, ao lado do que é razoável e ao lado do que é bom para o nosso Brasil."

Mesmo quem não entende de política é capaz de compreender os lances da politicagem. No início da semana, noutro café da manhã, Toffoli comprometera-se com os termos de um pacto a ser celebrado entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. No embrulho do pacto há temas que podem resultar em demandas judiciais com potencial para escalar a pauta do Supremo —reformas previdenciária e tributária, por exemplo.

Ao dizer que a Justiça está "ao nosso lado", Bolsonaro utiliza Tofolli (9% da composição do Supremo) para desmoralizar os outros dez ministros (91% da Corte). É como se o chefe do Executivo enxergasse no Pretório Excelso, do outro lado da Praça dos Três Poderes, um puxadinho do Palácio do Planalto. Uma instância da qual o governo espera ouvir apenas "amém", pois a Bic do capitão só assina "o que é bom para o nosso Brasil."

Nesse enredo, não parece haver espaço para meio-termo. Ou o Supremo Tribunal Federal segura Dias Toffoli ou Dias Toffoli transforma em carvão o que restou do Supremo.