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Se não existisse o ódio, não daríamos tanto valor ao amor.
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Hoje (08.03.2021), o Ministro Edson Fachin tomou uma decisão monocrática processual para invalidar as condenações impostas pela Lava-jato de Curitiba contra o ex-presidente Lula. Ou seja, o seu argumento é de que o(s) objeto(s) dos crimes são diversos e não têm relação só com a PRTROBRÁS.
Diante do fato, o STJ deverá entrar com recurso e, enquanto isso, o "ex-condenado" estará elegível. Ocorre que o cenário atual de disputa pela presidência da república mudou em relação à última eleição de 2018.
Atualmente, cabos de guerra como o Dória, Ciro Gomes, Ruck da Globo e outros mais, já se remexem para tirar o Lula do páreo, pois sabem que o "batráquio" é o que mais lhes atrapalha a jornada.
Por outro lado, o Bolsonaro é, talvez, o menos preocupado por enquanto, já que a peleja dos 'marmanjos' pré-candidatos pelos votos da esquerda é uma questão só deles. O trabalho mais árduo será angariar votos do chamado 'Centrão'.
Em resumo, no final, se o caldo engrossar, a própria justiça - junta com o "sistema" e já com novos Ministros indicados por Bolsonaro - poderá abreviar novamente a votação do processo no plenário do STF e condenar o "criminoso" definitivamente, antes da campanha eleitoral de 2022, já que culpado todo mundo sabe que ele é.
Em ofício conjunto protocolado há pouco no Ministério da Saúde, os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara, Arthur Lira, cobram informações sobre o real cronograma de vacinação contra a Covid-19.
No documento, obtido por O Antagonista, eles alegam “urgência” diante da crescente taxa de óbitos no país e dão 24 horas para o general três estrelas Eduardo Pazuello responder aos seguintes questionamentos:
O Cronograma de vacinação apresentado pelo Sr. Antônio Élcio Franco Filho, na qualidade de representante do Ministério na sessão temática, está mantido na forma e nos prazos apresentados aos Senadores?
Na hipótese de haver ocorrido modificação no Cronograma apresentado aos Senadores, qual será o novo calendário de vacinação para o ano de 2021?
De igual modo, caso o Cronograma apresentado tenha sido alterado, requeremos que o Sr. Ministro decline quais foram as razões para as alterações ocorridas e quais os principais obstáculos enfrentados neste momento para que o Cronograma vigente seja cumprido?
O Ministério possui informações a respeito do Cronograma de produção nacional de vacinas pela Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ e pelo Instituto Butantan? Em caso afirmativo, quais seriam as datas para o envio de vacinas, pelas referidas instituições, ao Governo Federal?
A respeito da aquisição de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), há calendário para sua aquisição, por parte do Governo Federal, de outros países? Há risco de falta dos referidos insumos? Quais os maiores entraves que o Ministério tem visualizado para a sua aquisição e importação?
Quando o Clube dos Treze foi implodido, cada time passou a defender os seus interesses de forma particular.
Cada um por si, Deus por todos, e a união dos clubes foi para o espaço, tal qual uma espécie de “OPEP”.
Ninguém se incomodou, ao se convencer que foi um bom negócio o fato de cada um tratar de sua vida.
Logo após, veio a discussão na distribuição das cotas televisivas, em função das disparidades na partilha.
No duro, ninguém se incomodou por entender que a divisão estava certa ao pagar mais aos times de maior apelo.
Uma parte dos clubes importantes , e de tradição, passou a imaginar que uma liga seria uma boa saída para que o futebol brasileiro encontrasse vida mais saudável fora do abrigo da CBF.
Ninguém se incomodou com o assunto, mesmo porque. a maioria gosta mesmo é de um bonito cabresto e não tem queixa do capim oferecido.
O calendário de competições da CBF (com discordância de uma minoria silente) enfiado goela abaixo, é considerado uma aberração porque esfola os jogadores fisicamente.
Ninguém se incomodou, de maneira concreta até agora, nem mesmo os atletas, e tudo se resume a muxôxos inaudíveis por parte dos profissionais.
Por causa dessas “pequenas razões”, os clubes apagaram os certificados de internacionalização de suas marcas, pouco valendo lá fora.
Ninguém se incomodou com isso, conformando-se com as conquistas sul americanas, pelos clubes, e de uma Copa America, aqui e ali, pela seleção.
Como deu para se perceber nesta pequena narrativa, ninguém se incomodou que o futebol brasileiro passasse a figurar na periferia mundial.
Essa postura de escancarada indiferença por parte da cartolagem, certamente vai custar muito caro quando desabarem sobre ela os castigos merecidos.
Por falar nisso, aos donos dos “terreiros da bola”, uma passada na leitura de “A Indiferença” de Bertolt Brecht, faria um bem danado.
Será que alguém vai se incomodar com a dica ?
Como as cores da bandeira do Brasil foram “reinterpretadas” para apagar ligação com a monarquia -
BBC News Brasil -- por Edison Veiga, de Milão
Você já deve ter ouvido a história de que as cores da bandeira nacional brasileira seriam uma homenagem às riquezas naturais do país. O verde representaria a exuberância de nossas florestas e o amarelo, o ouro encontrado no subsolo. O azul seria uma referência aos rios que permeiam o território brasileiro e ao mar que banha a costa. Até o branco da faixinha teria sua justificativa: a paz.
Essa interpretação pode até soar simpática, mas não tem nexo histórico. "As cores vêm da bandeira do Império", resume à BBC News Brasil a historiadora Mary Del Priore, autora, entre outros livros, da tetralogia Histórias da Gente Brasileira, em que aborda o país desde a colônia até os tempos atuais. Esse negócio de verde das matas e amarelo das nossas riquezas é balela", comenta o historiador e escritor Paulo Rezzutti, biógrafo das principais figuras da monarquia brasileira. "O verde é uma alusão à Casa de Bragança. O amarelo remete à Casa de Habsburgo."
Conforme conta o historiador Clovis Ribeiro no livro Brasões e Bandeiras do Brasil, publicado em 1933, o próprio marechal Deodoro da Fonseca, que proclamou a República e tornou-se o primeiro presidente do Brasil, quis que a nova flâmula aludisse à anterior. "A explicação do verde das matas e do amarelo do ouro foi construída depois. Foi uma maneira tardia de a República tentar modificar o simbolismo original da bandeira, associado à monarquia", completa Rezzutti.
A verdade concisamente
A Presidência da República reconhece a referência ao período imperial.
"Após a proclamação da República, em 1889, uma nova bandeira foi criada
para representar as conquistas e o momento histórico para o país.
Projetada por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho de
Décio Vilares, foi inspirada na Bandeira do Império, desenhada pelo
pintor francês Jean Baptiste Debret", informa a área de comunicação do
Palácio do Planalto.
Bandeira imperial
Bandeira do Brasil na época do Império
Hoje em dia deve estar muito difícil para os apoiadores - pensantes - do presidente Bolsonaro ainda acreditarem na sua agenda anticorrupção.
Transcorrido quase um ano do desembarque de Sergio Moro do governo, seguiu-se uma sequência de posturas, por parte de Bolsonaro, frontalmente contrárias ao bom enfrentamento do flagelo que mais incomoda a sociedade brasileira, e cuja bandeira de “combate sem tréguas” foi justamente o que o levou ao Planalto em 2018.
Bolsonaro apoiou abertamente a eleição de Artur Lira para a presidência da Câmara dos Deputados, mesmo conhecendo sua condição de líder do fisiológico Centrão e de réu em dois processos criminais em curso no Supremo Tribunal Federal, sendo um por corrupção e outro por lavagem de dinheiro.
O Congresso e a pseudo elite política que comanda o país, com representantes de todas as matizes ideológicas, esqueceram suas diferenças e uniram-se em torno de um só objetivo: enterrar a Operação Lava Jato, anular seus efeitos, retroceder com suas conquistas e, principalmente, nocautear aqueles que a operaram e que de alguma forma a simbolizam.
Escolhas equivocadas como a de Augusto Aras para a Procuradoria Geral da República, e a de Kassio Nunes para o Supremo Tribunal Federal - e as medidas e decisões por eles tomadas desde suas posses - corroboram com a convicção de que o bolsonarismo é hoje o maior adversário da Lava Jato.
Vivemos um momento bastante complicado, que o Professor americano Edgardo Buscaglia, da Columbia Law School, de Nova York, chama de *contra-reformas mafiosas*, e a economista Maria Cristina Pinotti, coautora e organizadora da obra *Corrupção: Operação Mãos Limpas e Lava Jato*, chama de *refluxo*, popularmente conhecida como “fase do abafa”, conforme os especialistas que estudam a *teoria da corrupção*, como fenômeno político e das relações institucionais e humanas, em diversos países
O fortalecimento e empoderamento do Centrão, as tentativas de desmonte da Lava Jato e o aparelhamento de órgãos controladores e de setores do Judiciário, apontam para um objetivo final que seria - absurdamente - a própria *legalização da corrupção*, a ser obtida com a paulatina desconstrução e enfraquecimento dos arcabouços legais e institucionais que deram suporte à obtenção dos resultados da Lava Jato, como bem colocou Maria Cristina Pinotti.
Trata-se, contudo, de tarefa inglória, pois como já dissemos algumas vezes, a Lava Jato é um patrimônio imaterial da sociedade brasileira, tratando-se de grandeza de natureza abstrata e inatingível, pois se consubstancia na própria consciência de que somos roubados dia e noite, há décadas, por segmentos da nossa “elite” política.
Esse conhecimento só perderíamos se lograssem apagar as nossas memórias.
David Ottoni & Maria Luiza Bezerra, uma história de amor nascida em Crato
Há cerca de nove anos viajo regularmente a Belo Horizonte, a bela capital das Minas Gerais. Lá, faço tratamento de um problema ocular. A clínica, onde me trato, funcionou até recentemente, na Rua dos Ottoni, no bairro Santa Ifigênia. Quantas vezes, aguardando a hora de ser atendido, ficava a me perguntar: Quem foram esses Ottoni? Lembrava-me apenas do político Theóphilo Ottoni, fundador de uma importante cidade mineira, que hoje leva seu nome. Desconhecia os feitos e outros ilustres membros da família Ottoni.
Recentemente chegou-me às mãos dois volumes autobiográficos do Dr. David Benedicto Ottoni, fruto de paciente trabalho de recuperação de memória, feito por um bisneto dele, o engenheiro Flávio Ottoni Penido. A leitura desses livros resultou numa grande surpresa: O Dr. David Benedicto Ottoni tem profunda vinculação com esta nossa Mui Nobre e Heráldica Cidade de Crato.
Antes de falar na passagem do Dr. David Ottoni por Crato é bom ressaltar que ele obteve graduação em medicina, na cidade do Rio de Janeiro, com vinte e dois anos de idade. Depois da formatura, e de ter clinicado em alguns municípios do interior de Minas, Dr. David resolveu fazer uma especialização em oftalmologia – à época chamada “moléstia dos olhos” – na Europa. Estudou durante três anos em universidades de Paris, Viena, Heideiberg (Alemanha) e Londres. Retornou ao Brasil como um dos primeiros médicos versados em oftalmologia aqui nascidos. E decidiu percorrer o interior do nosso país-continental, para conhecer melhor a terra que o viu nascer.
Voltemos à passagem do Dr. David Ottoni por Crato. Muitos sabem da veneração que tenho pela figura do Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro. Este, na minha opinião, é o mais ilustre dos cratenses. Entretanto, poucos conhecem o meu encanto por uma igrejinha católica, existente na zona rural de Crato: a capelinha de São Sebastião, localizada no sítio Currais. Juntando as “peças” desse “quebra-cabeça" permita-me agora falar do romance entre o médico-político David Ottoni e Maria Luiza Bezerra de Menezes.
Em 1893, Dr. David Ottoni veio conhecer o Ceará. Esteve em Fortaleza e Icó. Tendo ouvido falar muito em Crato (nas duas cidades citadas) resolveu esticar sua viagem até o extremo Sul do Estado. Chegando à Cidade de Frei Carlos, instalou-se temporariamente numa casa alugada, na Rua das Laranjeiras (atual Rua José Carvalho). Logo a boa notícia se espalhou. Mais de trezentas pessoas acorreram ao seu improvisado consultório. A maioria vitimadas pelo tracoma, doença epidêmica nos olhos que infestava, àquela época, a Região do Cariri. Entre os pacientes do Dr. David estava uma bonita senhorita, Maria Luiza Bezerra – bisneta do Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro – pois filha do Capitão José Geraldo Bezerra Monteiro (àquela época já falecido) este, neto do legendário Brigadeiro. O Capitão José Geraldo era dono das terras localizadas nas imediações da capelinha de São Sebastião dos Currais.
Foi amor à primeira vista entre David Ottoni e Maria Luiza Bezerra. Mas, para não fugir à regra dos grandes sentimentos de afeição entre um homem e uma mulher, o início do romance do casal foi sofrido. A mãe da jovem – também chamada Luiza – alegava, que ninguém conhecia a procedência daquele rapaz. E argumentava a genitora: E se o Dr. David fosse um mal intencionado? Por que viera parar nessas lonjuras do interior nordestino, tão distante das Minas Gerais? Será que ele não quer somente se aproveitar de uma donzela bonita, prendada e bem criada, oriunda de uma das famílias mais aristocráticas do Vale do Cariri?
Como diz um provérbio popular nordestino: “Deus protege os inocentes”. Ademais, o mineiro agiu com inteligência para enfrentar o problema. David Ottoni lembrou-se de uma carta de recomendação – que trouxera, firmada por um Juiz de Direito da sua terra – endereçada a uma autoridade de Icó. Selou um cavalo e foi àquela cidade, de onde regressou a Crato com a correspondência. Esta, um autêntico atestado de idoneidade moral dele. Em 20 de maio de 1893 houve o casamento de David e Maria Luiza, celebrado na capelinha de São Sebastião dos Currais. Dois meses depois o casal enfrentou a longa travessia entre Crato e a cidade do Rio de Janeiro, onde residiram por breves meses.
Pouco tempo depois o casal fixou residência na então vila de Poços de Caldas, hoje uma pujante cidade do Sul de Minas Gerais. Foi feliz o casamento de David e Maria Luiza. Sempre houve amor entre eles. Fruto dessa união foram os sete filhos com que o casal foi abençoado. Todos bem encaminhados pela vida e motivo de orgulho para os pais. David Ottoni ocupou importantes cargos em Poços de Caldas: Juiz de Paz, Vereador, Presidente da Câmara Municipal e quando o município foi criado ele foi o primeiro Prefeito da cidade. Muito do belo aspecto urbano que Poço de Caldas tem hoje deve às iniciativas do seu primeiro prefeito. David Ottoni foi cronista e colaborador de vários jornais do Sul de Minas. Sua clínica oftalmológica, dotada de bonitas instalações físicas e excelentes equipamentos, foi sempre uma referência em vasta região que circunda Poço de Caldas.
Hoje, numa das praças centrais daquela cidade existe um busto em homenagem ao seu primeiro prefeito. E seus descendentes continuam a venerar a memória do casal David e Maria Luísa, o que motivou, recentemente, a publicação de dois volumes contando sua bela história.
Armando Lopes Rafael. Historiador e cronista.
Em carta a investidores, a corretora Planner diz que Jair Bolsonaro “parece realmente obstinado a deixar sua marca indelével no Brasil”.
“Em um momento de recrudescimento da pandemia com crescente número de casos e mortes, age para além de seu negacionismo e omissão, sai a campo promovendo aglomerações, menosprezando o uso de máscaras, e desmoralizando certas vacinas. O comportamento irresponsável e belicoso não se circunscreve a crise sanitária, não. A desmoralização e a humilhação alcançam, também, quem foi um dia seu principal Ministro: Paulo Guedes.”
Jair Bolsonaro Paulo Guedes mercado financeiro
“Em uma saraivada de desmandos e arroubos, em conduta típica de arrasa-quarteirão, destronou o Presidente da Petrobras em um episódio tão organizado e delicado como um macaco em uma sala de cristais. Não foi um caso isolado, e também não foi só mais um desatino do Comandante-em-Chefe. Foi claramente um ponto de inflexão, quando se deixou desavergonhadamente para trás qualquer resquício do que um dia seus eleitores imaginaram poderia ser um governo com agenda econômica liberal.”
O mercado já digeriu os descalabros de Bolsonaro e se prepara para expeli-lo.
“Presidentes anteriores já foram desmoralizados por eventos abrangentes em parte piorados por eles mesmos, como ocorreu com Sarney/Collor, hiperinflação e Dilma, recessão”, diz William Waack.
“No caso de Bolsonaro, além do estelionato econômico eleitoral do qual Paulo Guedes está se tornando cúmplice, é a pandemia que acelera perigosa desmoralização.
Desmoralização é um fenômeno político forte e de difícil reversão, que costuma nascer e se propagar primeiro nos vários componentes de elites administração pública, setores empresariais e financeiros, profissionais liberais, elites culturais em sentido amplo.
A perda de autoridade de Bolsonaro já se fazia sentir antes da pandemia, fato demonstrado pela maneira como o Legislativo e o STF encurtaram seu poder. A pandemia, como se diz, acelerou o que já existia.