sexta-feira, 15 de abril de 2022

MATÉRIA DE SALVAÇÃO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Desde criança, sinto a necessidade de viver enturmado.

Quando a meninada se dispersava, me sentia um Robinson Crusoé, desamparado em ilha deserta, sem um radinho de pilha.

Ainda hoje, sinto saudade do tempo em que meu entorno era mais habitado por pessoas amigas.

Necessidade de pôr uma ordem na vida, para vivê-la, sem abrir mão da humildade e da nossa pequenez.

Quando abri um bar, a minha pretensão foi mais de reunir os amigos do que ganhar dinheiro.

Como já disse em comentários anteriores, sempre tive preguiça de enriquecer.

A casa que construí, na praia do Icaraí, parecia, nos finais de semana, um estádio de futebol: sempre lotada de parentes e amigos.

Minha esposa, Araci, ainda hoje, reclama do duro que deu para atender ao público presente.

Não precisa dizer, até a torcida do Flamengo está sabendo, as pessoas estão esquisitas.

Antes da pandemia, já se falava na "era das individualidades": cada um por si, Deus por todos.

Quando vivíamos no Mundo físico real, as pessoas já se refugiavam no virtual.

Forçados ao virtual, durante a pandemia, desejamos ardentemente retornar ao físico real.

Ao que parece, esse "puxa-encolhe" produziu um grilo na cabeça das pessoas.

Desabitadas, preferem se relacionar com o Mundo através de telas eletrônicas.

Não concedem ao outro sequer o prazer de atender uma ligação telefônica.

No máximo, um toque pelo Uótizapi (tradução por minha conta).

Viver em uma bolha digital, como se a vida, ao vivo, cara a cara, não apaixonasse mais ninguém, não tivesse nada de delicioso.

Ainda bem que vivemos a maior parte de nossa vida enfrentando uma solidãozinha, aqui e alí, sem escoriações. Muito diferente das esquisitices de hoje.

Qual a graça de uma vida sem amizades, enturmação?

É bom lembrar, sempre, que, amizade é matéria de salvação.

Penso nisso e me acalmo.

Bivar já ganhou - Por Diogo Mainardi.


A União Brasil, nesta quinta-feira, vai oficializar a candidatura de Luciano Bivar ao Palácio do Planalto. 

É tudo mentira, claro: a candidatura não existe, assim como não existe uma união no partido.

Luciano Bivar espalha que não vai apoiar Jair Bolsonaro. Enquanto isso, como disse Cláudio Dantas, ele negocia cargos com o Centrão bolsonarista e costura um acordo com o sociopata no segundo turno, usando o nome de Sérgio Moro como moeda da troca.

ACM Neto faz a mesma coisa do outro lado, com Lula.

A União Brasil exprime perfeitamente o caráter desse Centrão bolsolulista que já ganhou em 2022. Nesse sentido, pode-se dizer que o partido está unido, sim.

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Moro: "Meu projeto é nacional" - Por O Antagonista.

 

O ex-juiz Sérgio Moro afirmou nesta quarta-feira (13) que tem um projeto nacional e que seu destino dependerá do novo partido, a União Brasil. A declaração foi dada ao Amarelas On Air, programa de entrevistas da Veja.

“Meu projeto é nacional. É a gente romper a polarização e auxiliar a formação desse centro democrático. Isso não significa que serei eu o nome escolhido. Isso significa que sou um soldado para a gente vencer essa polarização. 

Esse é o ponto principal. A questão se vai concorrer, se não vai concorrer, o que vai fazer, o que não vai fazer é uma questão a ser definida depois”, afirmou Moro”.

Em 31 de Março, Moro se filiou à União Brasil. A desistência da disputa pela Presidência da República foi uma das condições colocadas pela União Brasil.

Acabou, Brasil - Por Diogo Mainardi.

Nesta segunda-feira, antes de jantar com Renan Calheiros e sua turma, Lula reuniu-se com José Sarney.

Só isso já é o bastante para dizer que o Brasil acabou. 

Durante a conversa, que durou mais de uma hora, de acordo com O Globo, “Sarney mostrou seu apoio ao petista e disse que o país nunca precisou tanto de um político como ele”.

Todos os cadáveres ressuscitados por Jair Bolsonaro voltaram a nos assombrar.

terça-feira, 12 de abril de 2022

O símbolo do nosso fracasso - Por Diogo Mainardi.

 

Lula vai jantar hoje na casa de Eunício Oliveira.

Entre os convidados, Renan Calheiros e Katia Abreu. 

Randolfe Rodrigues disse para O Globo:

“Será um jantar simbólico, de frente ampla para derrotar Bolsonaro”.

Não há dúvida de que se trata de um jantar simbólico. Simboliza o fracasso do Brasil em se livrar dessa gente.

domingo, 10 de abril de 2022

Zema afasta Bolsonaro - Por Diogo Mainardi.

 

Se Minas Gerais é uma amostra do Brasil, recomendo a leitura da entrevista de Romeu Zema para o Valor.

Ele recusa qualquer contato com o pestilento Jair Bolsonaro:

“Acho que se criou no Brasil, devido à minha eleição, uma visão de que eu e ele, politicamente, tivemos uma campanha conjunta. Ele nunca esteve comigo durante a minha campanha em Minas, e eu nunca estive com ele durante a campanha dele em qualquer lugar do Brasil. 

Eu vim a conhecê-lo depois que eu já era governador eleito e ele presidente eleito”.

O campo de Zema é aquele que está sendo chamado de Centro Democrático :

“Temos conversas com diversos partidos que deverão estar do nosso lado. Posso citar União Brasil, PSDB, Podemos e outros mais. Seria prematuro falar aqui de todos, mas é provável que todos os partidos de centro para a direita venham a estar conosco e teremos os partidos mais à esquerda com o nosso provável adversário, que é o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil”.

Se Minas Gerais é uma amostra do Brasil, existe um caminho para o centro, que vai incluir o Novo.

DIMENSÕES DA VIDA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

A gente vai a escrever e abordar vários ângulos de um mesmo assunto.

Isso, enquanto o "papa-fígo" não ameaça dar as caras.

Sempre fumei, bebi e comi muito, consciente dessas inadequações e das consequências que isso teria.

Sabedor, portanto, da obrigação de "pagar imposto" por essa volúpia.

Se o desregramento foi "fazer tudo para morrer", não sei como ainda estou vivo para contar histórias e escrever crônicas.

Sabem de uma coisa? Sem esses "pecados", tenho certeza de que minha existência teria sido titica de galinha.

A vida é uma festa e não tenho notícia de nenhuma festa que se preze sem um pouco de loucura.

Fi-lo porque qui-lo.

Até os dias de hoje, não me socorri de nenhuma receita existencialista.

Mesmo porque, nunca soube bem o que isso queria dizer.

Hoje, a idiotice tomou conta dos que se deixam levar pelos influenciadores.

Até para fazer uma pose, se consulta manuais produzidos por essa gente.

A vida não tem um roteiro concreto, é uma permanente adaptação entre o bom e o ruim.

Sou minimalista e me vejo assim, quando me expresso.

Busco ir direto ao ponto, sem maiores floreios e  rebuscamentos, para me fazer entender.

Segundo Graciliano Ramos, a palavra serve para explicar e não para enfeitar.

A ideia de ser um cronista generalista, sempre, me acompanhou.

Agora, que esta croniqueta exalou cabotismo, não tenho dúvidas.

Dose pra mamute.

Sergio Fernando Moro - Antônio Alves de Morais.

 


Lula é corrupto, mentiroso, vendido, vagabundo e dissimulado.

Bolsonaro é corrupto, traidor, ignorante, mentiroso, falso e autoritário.

Sergio Moro é sério,  honesto,  corajoso e destemido. Desmascarou Lula e não foi servil ao Bolsonaro.

É do Sergio Moro que o Brasil precisa.

sábado, 9 de abril de 2022

Faz muito bem, Moro - Diogo Mainardi.

 

Sérgio Moro repetiu que não vai ser deputado federal. Minha opinião é que ele faz muito bem. 

Ele só resolveu se candidatar porque era necessário defender a Lava Jato e oferecer ao eleitorado um nome alternativo a Lula e Jair Bolsonaro. 

Em Outubro do ano passado, escrevi na Crusoé:

“Sérgio Moro pode se recusar a se candidatar? Eu mesmo respondo: de jeito nenhum. Ele está encurralado. 

Duas semanas atrás, por exemplo, ele denunciou o golpe contra a Lei de Improbidade. Agora o golpe foi aprovado pelo Congresso Nacional. 

É preciso que alguém fale sobre o assunto na campanha eleitoral, e esse alguém só pode ser Sergio Moro. Ele está indeciso sobre sua candidatura, mas a candidatura já se decidiu por ele.” 

Moro foi encurralado mais uma vez. Desta vez, pelos partidos, que usaram sua inabilidade para destruí-lo. Os dois fatores que o levaram a se candidatar foram para o beleléu. 

Em vez de engordar a bancada de Luciano Bivar e ACM Neto, a melhor coisa que ele pode fazer agora é se afastar dessa gente.

sexta-feira, 8 de abril de 2022

Centro Democrático promete anunciar nome de consenso em 18 de maio - Por O Antagonista.

 

Os presidentes de MDB, União Brasil, PSDB e Cidadania, os quatro partidos que compões o Centro Democrático, se reuniram na tarde desta quarta-feira (6) e decidiram que no dia 18 de maio vão anunciar uma candidatura única para concorrer à Presidência da República.

Antes disso, no próximo dia 14, a União Brasil apresentará um nome para ser apreciado juntamente com os de Simone Tebet (MDB), Eduardo Leite e João Doria (ambos do PSDB), como possibilidade para a cabeça de chapa.

Dois nomes da União aparecem como possibilidades: o presidente Luciano Bivar e Sergio Moro, que ingressou na legenda na semana passada, depois de pôr em suspenso o seu projeto presidencial. 

No entanto, boa parte do partido rejeita veementemente a hipótese de que Moro volte a se candidatar para o Palácio do Planalto, e tenta empurrá-lo para a disputa de uma vaga na Câmara dos Deputados.

Como O Antagonista vem mostrando, neste momento a chapa mais provável reuniria Tebet e Bivar, não necessariamente nessa ordem.

Os políticos tucanos enfrentam uma situação adversa no próprio partido. Doria, pela altíssima rejeição detectada em pesquisas. Leite, porque é visto por diversas lideranças partidárias como alguém que deslegitimou as prévias realizadas no ano passado e não pode ser premiado por isso.

Moro deve ser mesmo emparedado pelos caciques da União Brasil, sem conseguir retornar à disputa. E nesse caso, o Centro Democrático terá de fazer força para recuperar seus votos, que, segundo a pesquisa do Ipespe divulgada nesta quarta, tendem a se dividir entre Lula e Bolsonaro. 

De qualquer forma, a definição de uma data é uma boa notícia. Em quarenta dias será possível saber se o centro democrático chegou a uma solução promissora – ou se teria sido melhor deixar Lula e Bolsonaro sozinhos no ringue desde já, dedicados ao trabalho de aniquilar-se mutuamente. 

Frustrado com ex-aliados, Lula dispara contra o Centrão - Por Diego Amorim.

 

Quando saiu da cadeia e viu suas condenações serem anuladas pelo STF, Lula imaginou que voltaria para os braços do povo, da imprensa e de parte significativa do mundo político. 

Ele estava parcialmente certo.

Hoje, o ex-presidente venceria as eleições. Todas as pesquisas divulgadas mostram o petista liderando as intenções de voto e à frente em quaisquer possíveis cenários de segundo turno, a despeito do fôlego que Jair Bolsonaro vem tomando.

Até dois meses atrás, muita gente no entorno de Lula dava a vitória em Outubro como certa. Pipocaram notinhas nos jornais, inclusive aqui em O Antagonista, sobre “o empenho do PT em superar o clima de já ganhou”. 

Ao mesmo tempo, o ex-presidente, que não gosta de delegar tarefas e se considera a única liderança nacional da esquerda, rifava aliados nos estados, em nome de seu projeto pessoal de poder.

Diante do desastre da gestão Bolsonaro e de, entre outras coisas, a desumanidade do atual presidente durante a pandemia da Covid, Lula também pensou que fosse atrair, sem muito esforço, apoios políticos mais ao centro. 

Era a tal “grande frente ampla contra o bolsonarismo e tudo o que ele representa”. Lula, porém, na largada, só conseguiu o óbvio: PSB, PSOL, PCdoB, Rede e PV, além do Solidariedade, de Paulinho da Força, que ajudou a derrubar Dilma Rousseff.

Assim que a pré-candidatura de Lula ficou evidente, esperava-se que partidos como PSD e MDB fossem aderir de maneira mais explícita ao projeto petista de retorno ao poder. 

Leitores deste site devem se recordar que se falava até na possibilidade de PP e PL, que colocaram Bolsonaro no colo, liberar bancadas e flertar com o ex-presidente. 

Nada disso aconteceu por inteiro, pelo menos até aqui.

Lula, então, passou a disparar contra o Congresso, querendo acertar, principalmente, claro, no Centrão, que hoje está com Bolsonaro, mas que um dia foi dele. O petista intensificou suas críticas públicas às reformas aprovadas pelo Parlamento desde o impeachment de Dilma, sobretudo a trabalhista. 

Demonizou o nojento orçamento secreto, pelos motivos errados, a principal causa de alegria do Centrão. 

E, por último, em evento da CUT na segunda-feira (4), sugeriu que parlamentares tivessem sua “tranquilidade incomodada”. Ele falou em “mapear endereços” de deputados e “conversar com a mulher e o filho deles”.

Com essa postura — que só revela o “Lula raiz”, o petista facilita a escolha da turma do Centrão, que, em a Terceira Via, de fato, não deslanchando, vai se dizer obrigada, coitadinha, a seguir com o atual governo, apesar de tudo. 

A execução recorde de emendas poderá ajudar parlamentares fisiológicos a justificar em suas bases eleitorais a ligação com Bolsonaro, mas, a esta altura, já há muitos deles com ódio daquele que, também com ódio, se vendeu como alguém capaz de derrotar o ódio.

quarta-feira, 6 de abril de 2022

Na União Brasil, as coisas estão claras para Moro pelo menos - Por o Antagonista.

 

No Papo Antagonista dessa terça-feira, Claudio Dantas comentou a situação de Sergio Moro na União Brasil. 

A candidatura do ex-juiz ao Planalto enfrenta resistência por parte de ACM Neto e de outros integrantes da sigla, que já se manifestaram publicamente sobre o assunto. 

O cenário, no entanto, é mais claro do que o vivenciado pelo ex-juiz no Podemos, que o boicotou nos bastidores. 

terça-feira, 5 de abril de 2022

Bivar vai liberar "toda estrutura" para Moro - Por Cláudio Dantas, o Antagonista.

Presidente da União Brasil garantiu ao ex-juiz manter estrutura da pré-campanha, que sofreu calote do Podemos: vídeo com 'vida de Moro' circula nas redes.

O Antagonista apurou que Luciano Bivar, em conversa com Sérgio Moro, prometeu “liberar toda a estrutura” necessária para turbinar o nome do ex-juiz junto ao eleitorado, na busca por uma candidatura única do Centro Democrático.

Significa que Moro poderá manter a equipe do marqueteiro Pablo Nobel, do advogado Gustavo Guedes, da assessora de imprensa Adriana Vasconcellos, entre outros.

Hoje, passou a circular nas redes sociais vídeo que apresenta a história do ex-juiz, sua infância e adolescência, a família e o trabalho antes da Lava Jato. A peça de propaganda foi produzida por Nobel.

“A ideia segue sendo a de apresentar Moro ao país”, diz um assessor. No fim de semana, ACM Neto e Ronaldo Caiado desistiram de impugnar a filiação do ex-ministro da Justiça, que foi massacrado na imprensa e nas redes sociais.

Parte da militância espontânea de Moro, abalada num primeiro momento por seu gesto de suspender a candidatura por enquanto, voltou a se animar e passou a disseminar nas redes vídeos pessoas em apoio a ele, com a hashtag "MoroOuNulo".