segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

O BANDEIRINHA QUE SABIA DAS COISAS - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Confesso meu fascínio pelos pequenos estádios de futebol. Eles são únicos.  

De preferência os que têm poucas arquibancadas. A separar o torcedor do jogo apenas o alambrado.

Gramado quase inexistente. O campo de jogo com barro e algumas manchas de capim de burro, graças a uma neblina durante o dilúvio.

Nos "estadiozinhos" todo mundo se conhece. A ponto de se perguntar ao porteiro: "Meu amigo Sebasto já chegou ?

Jogadores, treinadores e árbitros, sofrem com as pressões e insultos da torcida, como se ela estivesse dentro de campo

No pequeno estádio o torcedor acha que a aquisição do  ingresso lhe dá o direito de esculhambar todo mundo.

Nesse ambiente tensionado, os bandeirinhas são os que mais sofrem pela aproximação do torcedor apoiado no  alambrado.

Já  flagrei uma "recepção"  dada a um bandeirinha que chegava à borda do campo: "Já chegou, né, ladrão sem vergonha. Trabalha direito se não vai levar umas lapadas".

Mas, um certo dia, o bandeira levou a melhor com o torcedor, por conhecê-lo bem.

"Tu sabe o que tua mulher tá fazendo numa hora dessa ?" Vociferou o torcedor.

Ao identificar o autor do xingamento, o bandeirinha devolveu: "A minha tá trabalhando em casa. A sua está lhe botando chifre com fulano de tal".

Coube ao xingador se afastar, esqueirando-se de fininho, morto de vergonha.

O bandeirinha sabia das "coisas".

sábado, 7 de janeiro de 2023

Humor lunganiano - Antonio Alves de Morais.

01 - O amigo de seu Lunga o cumprimenta:- Olá, seu Lunga! Tá sumido! Por onde tem andado?- Pelo chão, não aprendi a voar ainda... 

02 - Na cerimônia de casamento, Seu Lunga segura a mão da noiva e o padre pergunta:- Você aceita Maria dos Prazeres como sua legítima esposa?- Não, claro que não! Eu, minha noiva e os convidados viemos até a igreja pra jogar sinuca e tomar birita com o padre! 

 03 - Na década de 70, Seu Lunga chega num bar e fala pro atendente:- Traz uma cerveja e bota o disco de Luiz Gonzaga pra eu ouvir!- Desculpe seu Lunga, não posso botar música hoje.- Mas por que?- Meu avô morreu!- E ele levou os discos, foi? 

 04 - Durante a madrugada, a mulher do seu Lunga passa mal: Lunga! Ta me dando uma coisa - Receba!- Mas é uma coisa ruim!- Então devolva!

O livro da minha vida - Antônio Alves de Morais.

Eu não  vou arrancar  folhas do livro da minha vida. As páginas que eu virei são lições que aprendi.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Reminicências de um tempo feliz - Antonio Alves de Morais



Ao visitar minha terra natal, vi com tristeza na alma, o quanto a minha cidade - se modificou nessas últimas décadas.

É verdade que se passaram vários anos e as marcas do tempo a deixaram inconfundível.

A cidade como é natural, cresceu, e as pessoas que hoje a habitam são outras, e os hábitos também. 

Para mim, além dessa crucial realidade, a cidade perdeu a magia e o seu atrativo. Está literalmente desarrumada, e o que é pior, conta, presentemente, com uma quantidade excessiva de motocicletas que além de tumultuá-la, ocupam desordenadamente todos os seus espaços, tanto nas ruas, quanto nas praças, vindo a causar, sem medo de errar, desarmonia e desassossego.

Suas praças e prédios, antes majestosos para nós, parecem até que deixaram de ter vida, perderam o brilho e a cor, razão que tem  nos levado tantas vezes a indagar - Cadê!

Trista de uma cidade que não luta e nem sabe preservar a riquesa que representa seu patrimônio histórico, incluindo-se, neste contexto, seus prédios, praças e monumentos.

Francisco Pedro de Oliveira.

Sonhos - Peninha - Caetano Veloso.

Todo Domingo é assim. Os seguidores vão-se. Uns para praia, outros para as fazendas, alguns para aos clubes recreativos, e, o Blog fica só esperando o retorno.

No começo era apenas uma brincadeira, quem sabe amanhã seja mais feliz. A musica é bem melhor do que o silêncio.

Vale a pena ouvir.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

ACORDA, HUMANIDADE! - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Estão pensando que aguardente é água?

Pois, aguardente não é água, não.

Já chegamos a 2023 e tem gente que não se tocou, ainda.

Vacilou, perdeu a vaga. O jogo vale três pontos e decisão por pênaltis foi na Copa.

Sobreviver só não basta. Sem cara de paisagem, prezado amigo.

Não inventaram vacina contra a dificuldade. É bom se aluir.

O que é nossa vida, senão a folhagem antes da foice?

Tem que ficar esperto.

Nem sempre é possível desafiar a morte e esticar a vida.

Mas, é bom avisar o seguinte: nossa vida é um conjunto de últimos momentos.

Certas coisas e pessoas não são tão boas como a gente imagina. E aí, fica sem jeito.

Viver, seja qual for o lugar habitado, é a permanente luta do bem contra o mal.

Nem Nostradamus é capaz de prever o que está para acontecer.

Para encerrar essa croniqueta, recheada de "preste atenção", vou dar uma força: "Todos nós seremos famosos por 15 segundos. Um story de cada vez".

Sacaram ?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

A festa da padroeira - Antonio Alves de Morais

O cenário para grande festa em homenagem à Padroeira do Crato - Nossa Senhora da Penha, era a Praça da Sé, lugar onde os devotos e o povo, em geral, com júbilo, comemoravam durante dez a quinze dias.

Até a década de 60 era uma solenidade importante para a cidade. O povo participava intensamente dos festejos, comparecia literalmente demonstrando, em torno da grande praça, alegria e tranquilidade, imagem pura de uma época em que numa festa de cunho popular, não existia lugar para violência.

Na praça, durante as comemorações, os namorados passeavam envolvidos pelo som de um ou mais alto-falantes, ao invadirem o ambiente com as músicas, na maioria das vezes de estilo romântico.

Ouviam-se de quando em quando, anúncios de mensagens de amor de muitos apaixonados que, platonicamente, perdidos na multidão, declaravam seu sentimento, por meio da música que fazia sucesso na época.

Enquanto o povo se divertia comendo cachorro quente e chupando rolete de cana, a sociedade do Crato se reunia na quermesse, em frente a Sé Catedral, bebendo e arrematando por preços, às vezes elevados, galinha assada, bolos e animais vivos carneiros, bezerros e bois doados por fazendeiros da região. 

A alegria e descontração ao comando do vigário ou de pessoas comprometidas com a organização da festa, estendia-se até altas horas da noite.

Francisco Pedro de Oliveira.

BOTAR PEDAÇO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Nas festas do Sapé, um convidado constante era Martim Arão. A razão: tinha lindas filhas.

Indo à festa o pai, as filhas iriam, também.

Um dia, Martim não estava a fim de festa e recusou convite feito com muita insistência.

O dono da festa arriscou: "Mas, você deixa as meninas irem?"

"De jeito nenhum", respondeu Arão.

"Ninguém vai tirar pedaço nenhum de suas filhas, não", retrucou o promotor da festa.

"Tirar, eu sei que não vão, mas o perigo é botar", encerrou o assunto o pai das moças.

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

O Livro - Antônio Alves de Morais.

Um livro.... Sabes ao certo

O que é um livro! Eu digo!

É um irmão que tu tens perto,

Que chora e brinca contigo.


Que te guia no deserto,

Que em má noite empresta abrigo!

Um coração sempre aberto,

Na vitória ou no perigo!


Trata-o, pois, com mil carinhos,

Que a vida nos caminhos,

Um livro é como Jesus:


Sereno e bom nos seus passos,

A criança abrindo os braços,

Aos homens mostrando a Luz!

UM DIA DESSES - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Marcados pelo peso da idade, nos tornamos olímpicamente nostálgicos.

Dentro da nossa caretice, enfrentamos, "surfisticamente", ondas cascas grossas e desaguamos em um recolhimento para ler e escrever.

É o que gostamos de fazer, hoje.

Para falar a verdade, é o que nos dá equilíbrio e "suporte" ao peso do cotidiano.

Os ciclos da existência passam e a gente nem percebe. Tudo vai se modificando em nosso redor e pouco notamos.

E o pior é não saber mais, em termos cronológicos, colocar os acontecimentos em ordem nas décadas de 80 e 90.

Pergunto pela vida que tínhamos um dia desses e imagino, de maneira absurda, que é possivel  recuperar tudo.

A vida, com os prazeres da feliz convivência, era uma coisa sem gestão ou direção clara, que foi acontecendo.

Tempo de pouco entendimento para idealizar as coisas. Viver o momento era o que importava.

A risada como arma, sem moderação.

Que saudade das noitadas do restaurante Belas Artes, da avenida Pontes Vieira, o nosso "Maxim's".

Como é possível que tanta gente boa daquela confraria tenha nos deixado.

Enorme falta nos faz Airton França Rebouças, Assis Furtado, Betão Ponce de Leon, Oliveira da Serraria, Déo Monteiro, o "macho véi", e muitos outros.

Patota perene de alegria, que portava permissão para viver assim e acreditava que as coisas eram para sempre.

De fato, as coisas realmente importantes nunca mudam.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

Porque acredito no Sérgio Moro - Antônio Alves de Morais.

Eu acredito no Sérgio Moro por duas razões : Não tem amigos e filhos corruptos que precisem do acobertamento dos tribunais para não serem alcançados pela justiça. E, sobretudo porque já mostrou como juiz o que deve ser feito com corruptos.

Num pais que a máxima da justiça é : Não punir, não deixar punir e punir quem pune.

Praça da Sé - Antonio Alves de Morais.

Um logradouro, coberto de oitizeiros, árvores frondosas que atraem não só os pássaros,  como as pessoas que buscam a paz e a harmonia que reinam no lugar.

Ali contemplando a Sé Catedral e os monumentos erigidos em homenagens aos antigos bispos do Crato, a saudade do Crato antigo, da inocência, da festa da padroeira, da passagem e encontro diário com as estudantes do Colégio Santa Tereza de Jesus,  com suas saias vermelhas, blusas e meias brancas.

Na praça antiga via-se o monumento a Nossa Senhora da Assunção, construído pelo então vigário da Sé Catedral, Mons. Rubens Gondim Lóssio e, em local de destaque, o busto de Dom Quintino, primeiro bispo do Crato.

Hoje, a praça está mudada. destruíram-se os monumentos de inestimável valor histórico, mutilaram-se prédios e ruas,  como a rua Dr. Miguel Lima Verde onde,  nos remotos tempos, existia um prédio revestido de azulejos portugueses, da era colonial.

No centro da Praça da Sé, como exigência de uma época mais moderna, construiu-se um coreto que, na verdade, não serve para nada. apenas um monumento frio, sem nenhum utilidade.

É bom, saudável, olhar para o passado, relembras  as praças do Crato, mergulhar no tempo e sentir saudades de um mundo florido, onde a vida borbulhava cheia de amor,  e esperança.

Francisco Pedro de Oliveira.

domingo, 1 de janeiro de 2023

Contraste - Padre Antônio Thomáz.

Quando partimos no verdor dos anos, 

Da vida pela estrada florescente,

As esperanças vão conosco à frente,

E vão ficando atrás os desenganos.


Rindo e cantando, céleres e ufanos, 

Vamos marchando descuidadosamente...

Eis que chega a velhice de repente,

Desfazendo ilusões, matando enganos.


Então nós enxergamos claramente

Como a existência é rápida e falaz,

E vemos que sucede exaramente.


O contrário dos tempos de  rapaz:

Os desenganos vão conosco à frente

E as esperanças vão, ficando atrás.