terça-feira, 20 de junho de 2023

A caminho de um Brasil sem povo - J. R. Guzzo.

Juntos, o STF e o Poder Executivo governam o país sem nenhum tipo de concorrente ou de oposição capaz de impedir qualquer dos seus movimentos

O Brasil, dia após dia, está se transformando num país soviético. Com o consórcio formado pelo Supremo Tribunal Federal e as facções que dão suporte ao presidente da República, o Brasil, cada vez mais, só tem governo — não tem população. 

Como na Rússia comunista, e em todos os regimes que surgiram à sua semelhança, de Cuba à China, o país está a caminho de ficar sem instituições; elas não foram eliminadas oficialmente, mas cada vez valem menos. Os cargos públicos que têm influência real na máquina do Estado vão sendo ocupados, a cada escolha, por aliados que o consórcio impõe. 

Na prática, há um regime de partido único, a sociedade Lula-STF — os outros partidos fazem alguns ruídos, mas não conseguem controlar nem uma CPI que eles mesmos propõem, e podem ser multados em R$ 22 milhões se apresentarem uma petição à Justiça suprema. Há um Congresso Nacional; na Rússia soviética também havia. Mas as leis aprovadas pelos deputados são simplesmente anuladas pelo STF, na hora em que ele quer, e seja o assunto que for. É o que está acontecendo com a lei sobre terras indígenas, aprovada na Câmara por 283 votos a 155, mas a caminho de ser declarada nula pelos ministros — como a Lei nº 14.950, sobre o mesmo assunto. 

A maior parte da imprensa se dedica à adoração de Lula, do seu governo e do ministro Alexandre de Moraes. Funciona, na vida real, como um grande Pravda, escrito e falado em português — e muitas vezes em mau português. 

Ainda falta um bom caminho para chegar lá, e a República Soviética do Brasil, pelo menos por enquanto, está se limitando a eliminar a liberdade política. (Na Rússia comunista, por exemplo, não havia, nem há, Parada Gay; também era preciso passaporte interno para ir de uma cidade à outra, e a lista telefônica de Moscou era segredo de Estado, entre outras curiosidades que só o comunismo foi capaz de criar.) 

Mas é exatamente para lá, um regime totalitário mais ao estilo do século 21 e fabricado basicamente com peças de produção nacional, que o país está indo. Faça uma pergunta simples: quem vai impedir, se são o STF e o Sistema “L” que escrevem as leis e decidem o que é legal e o que é ilegal? 

Não vão ser, com certeza, as Forças Armadas, que de cinco em cinco minutos declaram-se a favor da “legalidade”, ou seja, do que o consórcio STF-Lula diz que é a legalidade. 

De mais a mais, os comandantes militares estão a favor desse partido único que hoje governa o país; entregaram para a polícia, trancados em ônibus, os cidadãos que protestavam contra o resultado das eleições, em manifestação legítima, em frente ao QG do Exército em Brasília. Não será o Judiciário, que é apenas uma grande repartição pública comandada pelo STF. Não será, obviamente, o Congresso, que não existe mais como força política efetiva. Não serão os 150 milhões de brasileiros que estão ocupados o dia inteiro com a sua sobrevivência física, e não têm tempo para tratar de política. 

Em suma: não é ninguém.

COM OS MEUS BOTÕES - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Ouço cochichos no meu ouvido: "Vai, Wilton, escreve sobre qualquer coisa. É preciso entrar em cadeia com as pessoas".

São os meus botões, com os quais, muitas vezes, não concordo: "Ataca de besteiras. Tem uma indústria esperando coisas "fora da curva", para formar ‘conteúdos’. Coloca nas redes e espera o resultado".

Mais ainda, para arejar a mente: "Estamos na era do pós-moderno, espetacularização das coisas e dos cliques que rendem. O que é dito e escrito precisa ser interessante. Tem que se habilitar, comentarista".

E é verdade. Coluna de frivolidades é o que faz sucesso, comove a ralé,

sensibiliza os medíocres diante de uma poluição de significados.

Agora, lascou: significados poluidores (boas palavras).

Quem disse que eu tenho jeito para isso?

Minhas crônicas, causos e assertivas, boas ou ruins, vão parar na edição de um livro.

Se disparo a escrever bobagens que se transformam em "conteúdos", como não ter vergonha disso, depois ?

Não há necessidade de se rebaixar tanto, para se comunicar com o leitor.

Ou será que estou totalmente enganado? Mais por fora do que mão de afogado?

A realidade dá conta de uma "era de cliques", área mais  selvagem para o jornalismo de hoje.

Vou tentar apurar minhas perplexidades. Depois, eu volto.

sexta-feira, 16 de junho de 2023

AS PONTAS NÃO FECHAM - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Barroca encontrou no Ceará farto material para trabalho artesanal.

Um teia, onde uma ponta fica pronta enquanto a outra se desmancha. Sobram vulnerabilidades.

As peças não ficam harmonizadas, arredondadas, sei lá como dizer direito. A espera de uma centelha criadora.

Não há estilo autoral do treinador, como proclamam certos articulistas. Falando sério, ele faz o que pode com o que tem.

Esse tear exige muita paciência, matéria-prima difícil de se encontrar no futebol.

O solo individual é muito pobre, porque sustentado por poucos como Richard, Chay (nos últimos jogos), Erick, etc,etc,etc.

Ninguém pode ficar contente com essas profundas limitações.

Jogadores até que correm, fazem força. Mas, como proclamou Adílio, "é melhor o passe do que a correria, pois a bola não sua".

O Ceará, com o elenco atual, não está a permitir que se crie euforia em torno dele.

Nas fases de angústia de um time, é preciso encontrar um culpado.

Como de praxe, o treinador é o escolhido. Ou tem mais candidatos?

quarta-feira, 14 de junho de 2023

Visitando o Memorial Joaquim de Sátiro, em Várzea-Alegre - Antonio Alves de Morais.

 


Na nossa passagem em visita ao Memorial Joaquim de Sátiro, no sitio Boa Vista, paramos na casa do primo Estevão. 

Serviram-nos um lauto e farto "chá de cidreira com pão de arroz". 

Na nossa conversa relembramos algumas ocorrências do passado que ainda estão muito bem guardadas em nossa memória. 

Um jogo do Sanharol, em Caririaçu, onde o Estevão lembrou da saga de ter sido o artilheiro marcando dois gols. 

O mais engraçado foi o humor do Estevão contando histórias e estórias da  nossa antiga verve.

Disse que certa vez, um filho do Dr. Pedro falou que nunca namorou ninguém de Várzea-Alegre porque o povo ia falar que a menina estava namorando com ele porque ele era filho de Dr. Pedro.

Estevão emendou : "Mas tu é besta, pois eu namorei muito porque sou irmão de Dr. Pedro".

Rimos bastante com essa assertiva. Foi prazeroso encontrar o casal Estevão e Lucier.

PERDENDO O SWING - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 


Pelo esforço da direção tricolor para manter os melhores jogadores e reforçar o elenco, o torcedor do Fortaleza não está contente com o futebol da equipe.

No momento, o tricolor tem sido uma orquestra em que poucos reúnem condições de tocar violino.

Em última análise, se assemelha a uma banda que está perdendo o swing.

Até mesmo aos que se dedicam a solos individuais falta a vitalidade que exibiam.

Na última vitória, sobre o Vasco da Gama, no Castelão, os gols foram marcados quando o time cruzmaltino estertorava.

Contra o Botafogo, o tricolor manteve-se submisso ao adversário, quase o tempo inteiro.

Não ousou levantar a cabeça, diante de um alvinegro dominador das ações. Sofreu, sem reagir e reclamar.

A alegação do desgaste físico, mesmo sem encontrar eco, tem sido usado como justificativa.

Vojvoda, como de hábito,  mexe e remexe sem encontrar o ponto do doce.

Talvez, a melhor saída esteja em uma consulta à alma do time.

Alma essa que já foi mais alegre e feliz.

Gentil Cardoso, há muitas décadas, já dizia: "É obrigação do técnico conhecer a alma dos jogadores. Ele tem que ser guia e fazedor de milagres. Dar vista aos cegos e muleta  aos aleijados".

É bom lembrar que o argentino conta com um time de auxiliares para auxiliá-lo.

sábado, 10 de junho de 2023

A ignorância como argumento político - Por José Neumanne Pinto.

Em defesa da indicação de Cristiano Zanin para o STF, o ministro da Justiça, Flávio Dino, citou o precedente de Victor Nunes Leal, indicado por Juscelino Kubitschek. 

Paralelo infeliz, diz José Nêumanne Pinto na Crusoé.

“Em entrevista ao Estúdio I, da Globonews, o ministro da Justiça, Flávio Dino, citou, como precedente para a indicação do tido como advogado de Lula na Operação Lava Jato, a polêmica política provocada pela amizade de Juscelino Kubitschek e do jurista Victor Nunes Leal, por ele indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF). 

Paralelo infeliz! Em 1960, o mineiro de Alvorada, aos 54 anos, era íntimo do conterrâneo de Diamantina, então com 68, ou seja, 14 mais. Não é de conhecimento público que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 75 anos, pernambucano de Caetés, seja ou tenha sido parceiro de boteco de Zanin, paulista de Piracicaba, 48, 27 mais moço”.

quarta-feira, 7 de junho de 2023

Para refrescar a memória - Antônio Alves de Morais.


General Mena Barreto, foto.

Em l.964 eu com os 12 anos já me interessava pela política e pela história. As noticias chegavam  as pequenas  cidades como Várzea-Alegre pelas rádios,  pelos jornais e pelas revistas que circulavam na época. 

Rádios eram gatos pintados, só  os abastados possuíam, jornais e revistas chegavam do Rio de Janeiro  semanas depois de serem editados.

Na revista O Cruzeiro eu li este dialogo atribuído  ao General Mena Barreto  e o presidente da Câmara Federal Deputado  Raniere Mazile quando o  general  chegou ao congresso para fechá-lo.


Deputado Raniere Mazile, presidente da Câmara Federal.

Ao ser comunicado pelo  General Mena Barreto  que ia fechar o congresso Raniere Mazile disse : "Não vou permitir, eu represento o povo, no que o General respondeu : E, eu represento as forças armadas".

O que ocorreu depois todos sabem, não vai ser necessário relatar.  

Parangolezaram o Brasil - Antônio Alves de Morais.


O dinheiro da corrupção institucionalizou a orangotanguização da mídia. Com raríssimas exceções quem pagar mais conta com a cobertura do jornalismo a seu favor.

O pior é que parangolezaram a justiça, triste de um pais cuja Corte Suprema é composta por juízes nomeados de favor e consequentemente vendidos.

terça-feira, 6 de junho de 2023

André Fernandes alfineta Randolfe na CPMI do 8 de janeiro: “Está com raivinha” - O Antagonista.

O deputado André Fernandes (PL-CE; foto) alfinetou o senador Randolfe Rodrigues após o indeferimento da questão de ordem que pedia seu afastamento da CPMI do 8 de janeiro.

O autor do pedido de instalação da comissão publicou um vídeo celebrando a decisão do presidente da CPMI, Arthur Maia (União-BA).

“Senador ali, oh. Está com raiva. É oficial, vou participar! 

domingo, 4 de junho de 2023

“Zanin, o Lula foi absolvido?” - Senador Marcos do Val, o Antagonista.

Senador Marcos do Val diz que fará a pergunta ao advogado do petista durante sabatina na CCJ do Senado.

O senador Marcos do Val (foto) afirmou que perguntará ao advogado Cristiano Zanin, durante sabatina no Senado, se Lula foi absolvido. 

“Se ele responder que não, morre mais uma narrativa da esquerda. Se ele responder que sim, deixará claro que ele não tem notório saber jurídico e ainda, quebra princípio da impessoalidade”, escreveu o parlamentar. 

Com a indicação de Zanin para o Supremo Tribunal Federal, a Comissão de Constituição e Justiça deve agendar uma sabatina com o advogado de Lula, em uma data de escolha exclusiva do presidente da comissão, Davi Alcolumbre (União-AP).

sábado, 3 de junho de 2023

AS FRASES ESTÃO NAS NUVENS - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Percebo que "um grande passo para a humanidade", humanisticamente, nada significou.

No Brasil, tem muita gente jogando bola, o que é diferente de jogar futebol.

Quero viver mais um pouco, para ver se aprendo alguma coisa.

Há pessoas que, pelo tamanho do talento, parecem entidades.

O mar, indo e vindo, com espuma, é semelhante a um gole de chope.

Não é só a história que importa e, sim, como ela é contada.

O amor, até quando não é nosso, é bonito de se ver.

Somos lembrados pelas regras que quebramos.

Quando a pessoa está no auge, é que se conhece o seu caráter.

Quero viver mais um pouco, para ver se aprendo alguma coisa.

Poesia não é difícil, é impossível. A crônica é a poesia possível.

Não tem cena de novela na vida real, seu besta.

O brasileiro precisa fazer as pazes.

A inveja pode ser um elogio.

Eu escrevo "crônicas ao próximo".

sexta-feira, 2 de junho de 2023

Transparência Internacional critica indicação de Zanin para o STF - Revista Oeste.

Nomeação feita por Lula "afronta o princípio constitucional de impessoalidade e trai a promessa de resgate das instituições democráticas", afirma a ONG.

“A nomeação de advogado pessoal ao STF contraria compromissos assumidos internacionalmente pelo Brasil sobre independência do Judiciário, afronta o princípio constitucional de impessoalidade e trai a promessa de resgate das instituições democráticas.

A indicação de [Cristiano] Zanin ainda contradiz o discurso de inclusão e aprofunda, ainda mais, a dívida brasileira com os segmentos sociais historicamente marginalizados e excluídos dos espaços de poder. Esta exclusão está também na raiz da corrupção sistêmica brasileira.

É fundamental que a sociedade brasileira promova amplo debate sobre a composição de seu tribunal constitucional, para que nossos representantes eleitos no Senado cumpram seu papel na defesa do interesse público e da democracia.

Transformar o tribunal constitucional em anexo do governo de ocasião foi um projeto central do bolsonarismo, do qual Lula parece querer repetir a receita. O Brasil está diante das escolhas que reverterão ou avançarão essa trajetória de enfraquecimento e captura das instituições.”