quinta-feira, 13 de março de 2025

Popularidade de Lula despenca no Congresso - Por Diário do Poder.

É alta a reprovação do governo e nas relações com deputados e senadores.

Pesquisa intitulada “Popularidade do Governo Lula”, realizada pelo Ranking dos Políticos, demonstra a queda de popularidade da gestão do petista dentro do Congresso.

Na atuação geral do governo, 49,1% dos deputados federais consideram como ruim/péssima, enquanto 22,7% enxergam como regular e 28,2% ótima/boa.

Já os senadores, 46,2% avaliam a atuação geral do governo Lula como ruim/péssima, 23% como regular e 30,8% consideram ótima/boa.

Quando a pergunta é sobre a relação entre o Governo Federal e o Congresso Nacional, os números pioram.

Na Câmara dos Deputados, por exemplo, 64,5% dos parlamentares afirmam que a relação está ruim/péssima, enquanto 10% acreditam ser regular e 25,5% apostam em ótima/boa. No Senado Federal, 53,8% dos senadores consideram a relação ruim/péssima, 27% regular e apenas 19,2% como ótima/boa.

“Na Câmara dos Deputados, o índice de desaprovação da relação com o Governo Federal é de 64,5%, número superior ao registrado no Senado Federal, onde 53,8% dos parlamentares a avaliam como ruim ou péssima. 

A reforma ministerial pode ser uma ferramenta importante para o governo melhorar a relação no Congresso Nacional e facilitar a aprovação de sua agenda legislativa prioritária”. 

Cresce rejeição dos deputados a Haddad.

A pesquisa mostra que 46,4% dos deputados federais consideram ruim/péssima a gestão do petista Fernando Haddad no comando do Ministério da Fazenda.

O levantamento feito com os parlamentares no Congresso Nacional revela que apenas 30% dos parlamentares na Câmara dos Deputados avaliam como ótima/boa a atuação de Fernando Haddad (PT), enquanto 23,6% consideram como regular e 46,4% classificaram como ruim/péssima.

No Senado, o cenário é mais favorável ao ministro. 46,2% dos senadores consideram ótima/boa a gestão do petista, enquanto 19,2% enquadram a atuação como regular e 34,6% ruim/péssima.

Para o diretor-geral do Ranking dos Políticos, Juan Carlos Arruda, o cenário reforça a percepção de que o ministro tem perdido força política dentro do próprio governo, com oposição constante do PT. 

“Os dados confirmam que a relação entre o Congresso Nacional e o Governo Federal continua ruim, sem grandes oscilações. No entanto, chama atenção a queda na aprovação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entre os parlamentares. 

ENCERRANDO CICLOS - POR PAULO COELHO.

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos – não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus filhos, seus amigos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardio, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar. As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração – e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixa ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não tem data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – NADA É INSUBSTITUÍVEL, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Primavera - Tim Maia.


quarta-feira, 12 de março de 2025

Vicente Leite, um exemplo de perseverança - Texto extraído do Jornal do Cariri.

Nome de rua em Fortaleza e de Museu no Cariri, o impressionista Vicente Leite é um exemplo de que, quando existe talento, o universo conspira a favor.

Nascido no Crato, mas morando em Fortaleza, ele vê, aos 20 anos,  a sua vida se transformar: de humilde e anônimo guarda do Presidente da Província do Ceará passa a estudante da Escola Nacional de Belas Artes. E, logo depois, já seria um dos artistas mais premiados do seu tempo. 

As amedalhas, viagens, exposições. tudo conquistado pela garra daquele que transpôs  para tela, com engenho e arte, os tons e as reminiscências das terras caririenses.

Vicente Rosal Ferreira Leite nasceu no Crato no dia 28 de Maio de 1.900. Até os seis anos de idade, morou numa casa, no Bairro Batateiras, que até hoje espera tombamento do poder público. 

Na juventude, transferiu-se para Fortaleza. Para sobreviver na capital foi trabalhar como guarda municipal no Palácio do Presidente da Província, na época João Tomé de Saboia e Silva.

E foi Saboia e Silva o primeiro a perceber o talento daquele soldado tímido e arredio. Ao avaliar algumas telas pintadas por ele, o Presidente da Província ficou tão impressionado com a "leveza e expressão do traço", que deu-lhe uma bolsa para que ele fosse estudar na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.  Ele tinha 20 anos.

Lá, matriculou-se, em 1920, no curso livre de pintura. Na sala de aula, onde aprendeu tudo sobre a teoria e as novas técnicas de pintura, dividia o espaço com alguns dos nomes mais consagrados das artes brasileiras.

Vicente Leite assistiu aulas ao lado de Cândido Portinari, que chegou a retratá-lo em 1923, e de outros artistas como Osvaldo Teixeira, Lula Cardoso Aires e Orlando Teruz.

Trabalha sem tréguas, sem comer e sem dormir. Sofre e sonha. De que lhes servem noventa e cinco mil reis dados por conta do Estado, como pensão? Ele como bom filho, os reverte em benefício de sua pobre mãe.

Esforçado e dedicado logo obteve reconhecimento. Do publico e da critica. 

Vicente Leite então com 24 anos, começou a receber todas as premiações, as quais um pintor poderia  aspirar em sua época.

Mensão honrosa no no Salão Nacional de Belas Artes em 1924. Medalha de Bronze, em 1926 e Medalha de Prata, em 1929.

Dois prêmios, no entanto, foram particularmente importantes para ele : Exposição de Paris em 1935, e o Prêmio de Viagem em 1940, suplantando o outro finalista José Pancetti.

Ao ganhar esse prêmio ele teria o direito de morar dois anos na Europa estudando e trabalhando, financiado por uma Bolsa de Estudos dada pelo governo brasileiro. 

Mas ele nem pode comemorar muito, a conquista do prêmio e da viagem : Morreu prematuramente no Rio de Janeiro no dia 15 de Outubro de 1941.

Pra lá o inverno já tá pegado? - Antonio Alves de Morais

Um casal suíço, de ferias e passagem pelo Brasil, chegando ao Crato demorou uns 20 dias observando e admirando a natureza que só o sopé da Chapada do Araripe oferece.

Casal simpático, gentil, educado fez amizade com o jornalista Antonio Vicelmo. Esteve na Radio Educadora do Cariri dando entrevista no programa de maior audiência: O Jornal do Vicelmo e, determinado dia demonstrou interesse em conhecer a oficina do saudoso Paulo Ferreira, que fabricava as famosas facas da marca Jardim.

Vicelmo conduziu o casal até a oficina e apresentou ao artesão dizendo: Paulo, este casal é da Suíça, está de férias no Brasil e há mais de 20 dias em Crato. Estar aqui para ver como você faz estas facas, inclusive deseja comprar algumas para levar como lembrança de nossa cidade.

O Paulo soltou o cabo do fole e a marreta que batia o ferro, olhou para o casal e perguntou: O inverno pra lá já tá pegado?

Pois bem, é característica do nordestino se preocupar com a chuva, um bom inverno é sinal de fartura.

NA MEDIDA. DA BOCA PRA FORA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

O crime e a insegurança andam de mãos dadas no nosso País.

Apesar de tantas vozes se reportarem ao tema, a violência, cada vez mais, assume o protagonismo.

Abundam frases e "soluções" sobre o grave problema.

"Prisões e sistemas de justiça não servem para lutar contra o crime". 

"O encarceramento não é parte inevitável na ordem social".

"A cadeia não é única alternativa". 

Entre tantas "soluções" uma aparece em frase bem construída: "Transformar sociedades desiguais ao invés de esperar que a violência irrompa".

Tudo muito bonito, concordamos. Se não funcionasse, apenas, da boca pra fora.

DE NOVO, O DRIBLE.

O drible é executado no futebol para ganhar território e afirmar talento. Não é para enfeitar ou humilhar.

CADA QUAL COM SEU CADA QUAL.

"Pergunte a um sapo o que é beleza, o belo admirável. Ele responderá que é a fêmea dele, com seus dois grandes olhos redondos, salientes, espetados na pequenina cabeça, seu focinho largo e achatado, sua barriga amarela, seu dorso acastanhado". Voltaire.

EU É QUE TE PERGUNTO!

O meu amigo Lourival Luciano, jardinense radicado em Crato, me convidou para conhecer sua fazenda  no município serrano de Jardim. Saímos do Crato as 06 horas da manha e por volta das 08 horas estávamos no local. 

Lourival passou a mostrar sua bela fazenda, muito bem estruturada,  as pastagens, estábulos e  o gado de primeira linha. O tempo passava e não se via nenhuma diligencia para o lado da cozinha. É que o Lourival tinha a intenção de retornar ao Crato antes do almoço. Pretendia tomar umas geladas num barzinho suspeito de cujo os tira gostos feitos pela dona ele gostava muito. 

Ao chegarmos no local,  Lourival se abancou numa mesa e logo foi cercado por algumas morenas. A musica do Moacir Franco se intercalava com  Agnaldo Temoteo e o Lourival se abotoou com uma delas e saiu dançando no salão  que parecia um gavião peneirador. 

Eu observava todo aquele movimento, achando bastante sem graça, porem  permaneci, nunca fui amigo de meio de caminho. Lá pras duas horas da tarde, no auge da animação, uma filha do Lourival  passou próximo  daquela casa de diversão e viu o carro do pai. 

Parou o veiculo e se aproximou do local como quem  toma chegada para matar passarinho. Quando viu o pai naquela cena de felicidade perguntou: Papai o que é que o Senhor está fazendo aqui? Lourival do alto de sua sabedoria respondeu com outra pergunta: Minha filha, eu é que te pergunto o que tu  fazes aqui! 

Por onde andam? - Antonio Alves de Morais.

O que a maioria das pessoas leva para o relacionamento não é a plenitude, mas a carência. A carência implica uma ausência, um vazio dentro de si. A carência é uma força poderosa, capaz de criar ilusões imensuráveis. 

Ninguém pode realmente "entrar dentro" da pessoa e substituir a peça que está faltando. A carência cria a necessidade de se mostrar evidente entre os demais. 

Mas, evidencias passam, as pessoas retomam  as suas vidas, o mundo volta a ser o mesmo de antes, e o pior, as vezes, mais frio e desencantado.

Perfídia.


terça-feira, 11 de março de 2025

Memória política de Várzea-Alegre - Antônio Alves de Morais.

Abaixo um pequeno resumo  dos resultados das eleições de 1950 e 1954. Nesta época os vereadores não recebiam salários, prestavam serviços voluntários, a compensatória era serem representante da comunidade. 

Trabalhavam  na qualificação dos eleitores. Hoje em dia os vereadores recebem gordos salários, fazem  negócios com os mandatos e o eleitor está pronto para consumo. O sindicato, o conselho ou outra representação qualquer já conta com o voto. 

Curiosidade na eleição de 1954 se elegeram  Francisco Alves Bitu e José Alves Bitu, dois irmãos pelo mesmo partido PSD. 

Resultado da eleição de 1950: Várzea-Alegre - Ceará.


Posse do prefeito Adelgides Correia.  É possível vê-lo no meio do povo de terno branco  e sem chapéu..

PREFEITO
ADELGIDES FIGUEIREDO CORREIA

VEREADOR
LUIZ OTACÍLIO CORREIA

VEREADOR
RAIMUNDO WALQUIRIO CORREIA LIMA

VEREADOR
RAIMUNDO MORAIS PINHO

VEREADOR
MANOEL MOACIR BASTOS BITU

VEREADOR
MANOEL SAMPSON BEZERRA

VEREADOR
JOSÉ DUCLER DE OLIVEIRA

VEREADOR
FRANCISCO INÁCIO SOBRINHO

VEREADOR
JOAQUIM AFONSO DINIZ

VEREADOR
VITORINO BEZERRA DE ALCÂNTARA.

Resultado eleições em várzea-Alegre - Ceará - 1954.


PREFEITO
FRANCISCO CORREIA LIMA 

VEREADOR
FRANCISCO ALVES BITU 

VEREADOR
JESUNI AUGUSTO LEITE 

VEREADOR
JOAQUIM AFONSO DINIZ 

VEREADOR
JOSÉ ALVES BITU 

VEREADOR
JOSÉ CARLOS DE ALENCAR 

VEREADOR
LUIZ OTACÍLIO CORREIA 

VEREADOR
MANUEL ALVES BEZERRA 

VEREADOR
MANUEL SAMPSON BEZERRA 

VEREADOR
PEDRO SALVIANO DE MACEDO 


segunda-feira, 10 de março de 2025

O BARBEIRO DOS INHAMUNS - Por Robespierre Amarante.

Saboeiro, antiga Cruz das Almas - está encravada na imensidão dos Inhamuns, sendo uma referência na história da colonização do Ceará. Exibe no topo de sua igreja, ao sabor dos ventos sertanejos, a figura vigilante de um galo. O famoso galo do Saboeiro.

Nos idos dos anos 1949/50, a cidade recebeu a visita de um caixeiro-viajante, que por ali chegou ao meio de uma tarde de terça-feira. Visitando a cidade pela primeira vez, trazendo no corpo e na bagagem o pó das estradas de piçarra.

Antes, ainda na cidade de Jucás, que muitos ainda aludiam por São Matheus, fora recomendado pelo amigo Raimundo Amarante, a procurar hospedagem na pensão de Dona Heráclita.

Assim procedeu!

O prédio da pensão, situado na rua principal da cidade, era uma construção de amplas janelas. Os quartos de hóspedes, todos davam para a lateral da sombra. O que representava um refrigério em meio àquele calor escaldante da região. Foi o que sentira aos instalar-se no quarto 05 da pensão.

Waldetrudes, o viajante, mal desfez a bagagem pessoal, já pôs a toalha nos ombros e seguiu rumo ao banheiro situado nos fundos do quintal, tal qual o orientara D. Heráclita.

Até chegar ao banheiro Waldetrudes passou entre galinhas, perus e capotes que repousavam sob uma frondosa mangueira.

D. Heráclita, por sua vez, já recomendara à cozinheira Carlota que preparasse um almoço caprichado para o novo hóspede. Especialmente por ser pessoa indicada pelo seu amigo jucaense, Amarante.

O relógio-cuco marcava três da tarde!

Waldetrudes tomou um banho-de-caneca que recolhia a água friinha de um tambor de 200 litros. Também observou através do espelho manchado, preso à parede do banheiro, que estava com a barba por fazer, e refletiu:

“Mais tarde procuro um barbeiro!".

Enquanto se deliciava com o banho gostoso, continuou a refletir:

“Bem melhor que no Hotel Central de Iguatu! Lá, pagava uma diária que valia o preço de duas, e não podia reclamar, pois em terra de valentões a melhor tática era ficar calado".

Após o banho demorado, o viajante já encontrou a mesa posta. Galinha à cabidela, arroz branco, feijão-de-corda, jerimum e farofa. Um manjar.

Tudo acompanhado por uma cerveja casco-escuro retirada da geladeira a querosene.

Durante o almoço, Waldetrudes conversou com Dona Heráclita. Ela, sempre solícita e perguntando se tudo estava do agrado.

Waldetrudes comentou:

“Dona Heráclita! Nem no Ramón, lá em Fortaleza, come-se tão bem quanto aqui na sua pensão. Diga para sua cozinheira que ela é doutora em arte culinária. Nos hotéis de Quixadá, Senador e Iguatu, só se come arroz duro e carne de segunda. Os Inhamuns são uma terra abençoada, pode ter certeza!".

E continuou:

“Dona Heráclita, nestas horas da tarde não vou fazer nenhuma visita aos clientes. Vou deixar para amanhã, quarta-feira. E para aproveitar o resto do dia, já que estou com a barba um pouco crescida, queria que a senhora me indicasse o endereço de um barbeiro, sim?".

Vaidosa com os elogios do hóspede, ela de pronto falou:

“Olha, moço, aqui no finalzinho da rua, à direita de quem sai da pensão, tem a barbearia de Seu Aureliano. Pode chegar lá, e se não tiver ninguém na sala, bata palmas".

E assim Waldetrudes fez.

Remoendo o tempo - Antonio Alves de Morais

Voltei a 1968, 03 de Dezembro. Nesta data a turma da quarta serie do Ginásio São Raimundo colava grau. 

Alunos, professores, diretores, familiares, padrinhos se preparavam para participar das cerimonias de uma festa digna de distinção e louvor. 

Pela primeira vez vestir um palitó, e, o mais interessante o meu terno cabia dois. As sete horas da noite Missa Solene na Matriz de São Raimundo Nonato com a entrega de diplomas. A missa foi celebrada pelo Padre José Otávio de Andrade, e, bem a frente ficaram os concludentes e os padrinhos. 

Lá estava eu de terno igualzinho ao apostolo Judas. Da igreja fomos para o Recreio Social, nesta época localizado atrás da prefeitura, um local descoberto, a ermo e de agradável clima e muita camaradagem. 

Dançamos uma valsa com os padrinhos e madrinhas, e, para terminar passamos o resto da noite nos despedindo daquela convivência fraterna de quatro anos. Antes de terminar o Baile da Saudade, 

Os Improvisados, conjunto do saudoso Pedro Sousa tocou - LOVE IS BLUE que serviu e serve de marco da saudade que ficou. 

domingo, 9 de março de 2025

COMIDA FAKE PARA BAGACEIRA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Era só o que faltava: comida fake.

Com o retorno da inflação, os fabricantes de alimentos encontraram uma saída para enfrentar o problema.

Que fique bastante claro. O problema é deles, do consumidor não.

É o seguinte: redução do peso dos produtos ou substituição de itens por similar fake.

Exemplo: você pode comprar óleo misto (óleo de soja + azeite) em lugar de azeite,

sem que o rótulo seja diferente do produto original.

Isso me faz lembrar de um jogador de futebol chamado Bagaceira, atacante que defendeu Icasa, Guarani, Inboplasa e Seleção de Juazeiro.

Bagaceira comia como um bicho. 

Num certo período, o Icasa foi modernizando suas concentrações e modificou a dieta dos seus jogadores.

Por ocasião de um clássico com o Guarani, decidiu-se por uma alimentação mais leve antes do jogo.

Diante de uma quantidade reduzida de arroz e de um bife no almoço, Bagaceira achou pouco, mas comeu sem reclamar.

O Icasa perdeu o jogo e Bagaceira não jogou nada. Interpelado, explicou a razão: "Já viu saco seco ficar em pé?"

Ao consumir uma comida fake (reduzida quantidade) no almoço, Bagaceira terminou o jogo no "bagaço".

sexta-feira, 7 de março de 2025

Cine Cassino - Antonio Alves de Morais.

Houve um tempo, não sei precisar bem o ano, que esse cinema pertenceu ao meu sogro Miguel Siebra de Brito em sociedade com o seu cunhado Manuel Oliveira.

Recordo um episódio de quando cheguei em Crato no final dos anos 60. Eu tinha uma colega no colégio, bem bonitinha, a coisinha mais gentil e educada que conheci.

Tive o atrevimento de convidá-la para ir ao cinema. Ela aceitou. No sábado, logo cedo estava eu postado na Praça Siqueira campos à espera. 

Terminada a missa do Padre Frederico Nierhoff, na Igreja de São Vicente, foi aquela enchente de gente nas ruas Senador Pompeu e Dr. João Pessoa, uma verdadeira avalanche humana na direção da Praça Siqueira Campos.

O meu dinheiro era a conta exata de pagar as duas entradas, não sobrava nem o dos chiclettes. De longe eu avistei a danada encangada com uma colega.

Como um bom varzealegrense tive uma idéia salvadora. 

Disse-lhes : Eu me enganei com a filme. Já assistir, e, não é esses balaio todo. 

Convidei-as para tomar um sorvete de "mangaba" na "Sorveteria do Bantim". Para os sorvetes o dinheiro era suficiente. 

Depois despedi-me e fui para casa. 

Elas nunca souberam que o dinheiro é que não dava para pagar os três ingressos. 

Os sorvetes de mangaba salvaram-me de pagar um grande mico.

Política, futebol, mentiras e discurso de ódio - Diário do Poder, Percival Puggina.

Poucas situações tão ridículas quanto o esquerdista radical se apresentar em versão trans, mãos limpas, unhas feitas, voz de monge e vestes alvas, a condenar discursos de ódio e notícias falsas. Sustenta, em tom solene, que a mentira "alheia" põe em risco a democracia e a boa política.

A carreta da história vivida me traz lembranças do bandido Fidel Castro durante visita oficial aos Estados Unidos em 1959, imagem de “mocinho”, afirmando à imprensa mundial que o movimento revolucionário cubano não era comunista. Semanas antes, ao entrar vitorioso em Havana, afirmara às mães cubanas que, por sua causa, “nunca iriam chorar”. 

Dias depois, os fuzis começavam a espoucar no “paredón” revolucionário. Fidel e a esquerda pedagógica brasileira, aprenderam de Lênin, Goebbels e Stalin: com a verdade, os totalitarismos não dão um passo. Hoje, mentem para nossos estudantes nas salas de aula do Brasil.

Não quero fulanizar o texto. Mas todos sabem o quanto é incomum encontrar fiapo de verdade em qualquer afirmação que Lula faça. Uma das consequências dessa condição de existência política é a introdução no vocabulário corrente das palavras “narrativa” e “fake news”. 

O relato histórico sempre conviveu com a diversidade de interpretações. Narrativa é outra coisa: é a adulteração do fato. Foi o que Lula, entre afagos, recomendou ao amigo Maduro – lembram? – que criasse a sua “narrativa”. E o venezuelano fez isso mesmo: enfiando a faixa no próprio peito, mentiu que ganhou a eleição perdida. 

A mentira é frequentadora assídua do embate político. A esquerda, porém, tem nisso uma longa história e disseminada escola. Na prática nacional, o vocábulo “fake news” entrou para o vocabulário brasileiro como forma de criminalizar a mentira (quando não a simples opinião) proveniente da direita porque só a esquerda tem os poderes para oficializar “verdades”. 

Ficou claro, agora?