sábado, 10 de julho de 2010

A Taça do Mundo é nossa! – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Ela é nossa! Mas não é a taça que será erguida amanhã pelo capitão da equipe vencedora da XIX Copa do Mundo. Mas o gesto de Bellini mostrado na foto ai do lado é nosso. A taça, um dos troféus mais bonitos que surgiu sob a vontade de Jules Rimet, um francês que criou a Copa do Mundo, não está mais conosco. Infelizmente foi roubada por mãos inescrupulosas e derretida para venda aos receptadores. Existe apenas uma réplica para lembrar que ela ficou no Brasil. Mas o orgulho de tê-la conquistado definitivamente e o gesto de erguer a taça do mundo ao recebê-la pertence aos nossos jogadores e a nós brasileiros e ninguém poderá roubá-los.

Depois de Bellini todos os campeões mundiais ao receberem a taça, repetiram este gesto tão bonito e emocionante surgido por acaso. Antes os capitães deixavam-se fotografar com a taça à frente do corpo. Em 1958, os fotógrafos brasileiros estavam postados atrás de uma multidão de colegas de outros países e pediram a Bellini: “ergue a taça!” E ele a levantou de uma forma tão bonita que é repetido até pelos campeões de outros esportes.
Que os craques das gerações futuras joguem com mais amor e coloquem a alma no bico das chuteiras para que o povo brasileiro tenha a esperança renovada a cada quatro anos.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Frase do dia.

“Calma Isabel, se você matar quem vai lavar a nossa roupa?”.
Joaquim Gomes Fiúza.

Pra relaxar - Colaboração do Paulo Muniz

01 - A Juíza pergunta à prostituta: Quando você percebeu que havia sido estuprada?E a prostituta, secando as lágrimas diz: Quando o cheque voltou!!!
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02 - A mulher entra num restaurante e encontra o marido com outra: Pode me explicar o que é isto? E ele responde: Só pode ser azar!
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03 - Vizinha: Fernanda, você está doente? Te pergunto porque eu vi sair um médico da sua casa, esta manhã... Olha, minha querida, ontem eu vi sair um militar da sua e nem por isso você está em guerra, não é verdade?
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04 - O analista: Diga-me, por que motivo você quer divorciar-se de seu esposo? Meu marido me trata como se eu fosse um cão! Ele a maltrata? Bate em você? Não, quer que eu seja fiel!
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05 - A mulher diz, apavorada, ao amante: Meu marido está chegando!... e agora, o que eu faço? Pule pela janela! Mas nós estamos no 13º. andar! Agora não é hora para superstições!
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06 - Em Londres, marido e mulher sentam-se no restaurante e o garçom pergunta: O que os senhores desejam? Eu quero um filé mal passado! responde o homem. O senhor tem certeza? ... e a vaca louca? Sei lá, pergunta aí pra ela....
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07 - Uma senhora vaidosa pergunta a um senhor sincero: Que idade o senhor me dá? Bem... pelos cabelos, dou-lhe vinte anos, pelo olhar, dezenove, pela sua pele, dezoito, e pelo seu corpo, dezessete anos! Hummm, mas como o senhor é lisonjeador! Nada disso, sou sincero... agora espere, que vou fazer a soma.
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08 - Num dia de muito calor, o marido sai do banho pelado, chega pra esposa e fala: Meu bem, está muito quente...o que você acha que os vizinhos vão dizer se eu for cortar a grama assim, completamente nu? A mulher olha pra ele e responde: Provavelmente, que eu casei com você só por dinheiro...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Frase do Dia


"Muier, Frazo já foi te enredar, eu votei foi nos dois".

Laura da Formiga.

Dois amigos - Por A. Morais

Clic na foto e veja dois "cabas feios".

Pra você Mundim.
A. Morais.

O Mundim é meu amigo,
Pra mim é mais que irmão,
Mas um dia num encontro,
Fiquei prestando atenção,
Num encontro informal,
Nosso com Pedro Piau
Na hora da maior graça
Ele se afastou de nós
Saiu pra ficar a sos
E foi engoli fumaça.

Eu fiquei encabulado,
Com o vicio do Mundim,
O homem tá dominado,
Acredite, está sim.

Na visita que fizemos,
Ao Roberto de Sousa
Ele não quis outra coisa,
Não quis nem um taquim
Do pão de arroz e mansape
Da casa do Tomazin.

Mundim acabe com isso
Quem pede é seu irmão
Não corra o grande risco,
Não ande na contramão,
Essa desgraça indigesta,
Vive sempre a fazer festa,
Quando vê um no caixão.

Meus versos mal ritimados,
Por cima de pé quebrados
Que não agradam a ninguém,
Mas, como sou seu amigo
E lhe quero muito bem,
Veja bem o que te digo,
E o recado que eles têm.

Lembre-se tio Zé de Ana
Que deixou o Sanharol,
Talvez na melhor hora,
Talvez no melhor momento,
Deixou-nos na saudade,
Ante um grande sofrimento.

Da poesia o arremedo,
Que lhe apresento agora
Eu não lhe faço segredo,
Vem chegando em boa hora,
Foi feito pra meter medo
Nessa teimosa caipora.

Antonio Morais

Pudim de Ameixas - Mundim do Vale

Dedicado a Magnolia Fiuza.

Já que "AMEIXA" não tinha
Mas eu trazia goiaba
Leva se não se acaba
Dizia Dona Bezinha
E eu levava todinha
Que tivesse madura ou não
Alegre pro Castelão
Do Chico cedo agente ia
Toda boa poesia
Tem o cheiro do sertão.
Mundim do Vale

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Pensamento do dia.

" Toinha Boagua só quer ser as pregas e a lua falta uma banda".

Narcisa.

FUMAÇA E MORTE NO DUELO DE ZE TABACO E LAMPIÃO - DR. SAVIO PINHEIRO


O chapeu deixou Mundim bem sertanejo, o sorriso do Dr. Savio mostra que a homenagem partiu do coração, Melyne Bitu testemunha e o Blog do Sanharol registra para posteridade - Foto de Renata Bitu.
A. Morais
Segue:

Poema dedicado ao amigo Mundin do Vale, para que ele não voe tão alto tornando esse sonho realidade. Peço aos seguidores deste blog que cobrem do grande poeta a promessa feita em 12 de Junho de 2010 na residência do senhor Renato Bitu. FUMAR NUNCA MAIS.
Dr. Savio Pinheiro.
Ei-la:

Bisneto de Cabeleira,
Que passou a ser defunto
É achado numa feira,
Na cidade de Pé Junto,
Morto de morte morrida
Ou matada, é o assunto.

Por ser homem conhecido
Numa brava região
Fez o povo comentar
E falar com precisão:
- Ele foi assassinado
Com um disparo no pulmão.

-Ele só fede a fumaça!
-Bradou alto o Zé Silvino.
-Eu reconheço este cheiro
De titica de caprino.
Por isso, eu acuso, agora,
O matador assassino.

O primo de Antônio Silvino
Que se expôs desta maneira
Gritou para todo mundo:
-Não anuncio besteira,
Mas o bafo do finado
Deu a pista derradeira!

Nesta hora de aflição
E tanta expectativa
O povo pede silêncio
Para ouvir sua narrativa,
Quando um outro transeunte
Salva-lhe da ofensiva.

Um neto de Jesuíno
Que por ali passeava,
Agindo com sensatez,
Um culpado procurava
Para àquela morte evitável
Que o mau destino mandava.

-Quem matou este rapaz
De morte tão violenta
É um ser muito perverso,
Que o cemitério alimenta,
Daí, acuso o culpado
De verve tão agourenta!

-O estrago que ele fez
No pulmão deste ex-vivente
Não se faz com homem, não!
Que tragédia deprimente,
Pois um ser assim tão mau
Não conhece o Deus clemente.

-Não pretendo declarar
O assassinato em questão
Sem lançar mão da certeza
E culpar qualquer cristão;
Porém, acuso dois réus:
Zé Tabaco e Lampião.

O neto de Jesuíno
Demonstrou muita coragem
Ao acusar estes dois,
De mil mortes na bagagem,
Pretendendo assim prendê-los
Durante a sua passagem.

Terminada a acusação
O fuxico se apresenta:
A notícia cria força
E detona violenta
Tirando a dupla da toca
Com um furor que arrebenta.

Lampião, endiabrado,
Sai fumando num tição
E pronuncia em voz alta
Que soube da acusação:
- Eu sou homem muito macho
Pra vingar uma traição!

Ele diz ser paciente
E não gostar de asneira,
Que vai apurar o caso
De maneira verdadeira
E que o avô do delator
Foi pessoa justiceira.

-O Jesuíno Brilhante
Era um ser muito envolvente:
Foi Cangaceiro Romântico
E matador pertinente;
Porém, o neto é covarde
E bastante prepotente.

Enquanto isso acontecia...
Na toca, no meio do mato,
No lastro do fumaral
Escondia-se Zé Tabaco
Com medo de aparecer
E provocar desacato.

Zé Tabaco é apelidado
De Zé Cachimbo e Fumaça
De Charuto e de Cigarro,
Rapé guardado em couraça,
De Torrado e Masca Fumo,
Velha da foice e desgraça.

Zé Tabaco se esconde
Na plantação lucrativa
Porém, chega o João Real
Com nova iniciativa
Para levá-lo à cidade
Com idéia resolutiva.

- Zé Tabaco, se entregue!
- Pronunciou João Real.
-Siga pra a delegacia
De forma bem natural,
Pois o senhor delegado
Quer ouvi-lo em alto astral.

Numa Sexta-Feira, Treze,
A dupla compareceu
Pra prestar os depoimentos
Sobre o homem que morreu
Já encontrando na platéia
Cajarana e Zé Bedeu.

Na saleta de espera
Um soldado fumador
Acomodou o Zé Tabaco
Em poltrona, sem temor,
Defendendo o Rei do Fumo
Com o maior esplendor.

Neste momento importante
Daquela delegacia
Uma algazarra acontece
E o delegado anuncia:
- Vem chegando Lampião
Louvando Santa Luzia!

O Rei do Cangaço adentra
Com roupa bem engomada
Cumprimenta os conterrâneos
Da sua Serra Talhada
E comunica aos presentes:
- Não estou pra caçoada.

Olhando pra Zé Tabaco
Fala-lhe em tom zombeteiro:
- Vamos ver quem é o pior
Se o gatilho ou o isqueiro
Pois produzindo fumaça
Mata o que acender primeiro.

Zé Tabaco, embora tímido,
Falou fazendo pirraça:
- Não venha me acusar,
Pois depois de uma cachaça
Até mesmo o Lampião
Dá um trago e faz fumaça.

Naquele exato momento
Chega Cazeca, apressado,
Explicando para os dois
O que é ser prevaricado
E os chamam a adentrar
Pra falar com o delegado.

A indumentária dos dois
Chamava muito à atenção:
O traje de Zé Tabaco
Era só divulgação
De cigarro e de charuto
Mostrando o fumo, à nação.

Lampião de cartucheiras
Cruzando o seu peito, em xis,
Com chapéu alto e algibeira
Expôs-se o tanto que quis
Mostrando os anéis de ouro
E os enfeites cor de anis.

O delegado interrompe
Com bastante autonomia
A exibição desta dupla
Demonstrando simpatia
E o seu interrogatório
Neste momento, inicia.

- Fui obrigado a anotar
No Boletim de Ocorrência
O registro de uma morte,
Feita com maledicência,
Pois neto de Jesuíno
Relatou-me com eloqüência.

- Ele acusa com veemência
Após ter investigado
Que a morte deste rapaz
De pulmão esburacado
Foi provocada por tiro
Ou por cigarro fumado.

- Estudando bem os autos
Constatei e vos exponho:
O culpado deste crime
De resultado tristonho
Foi o consumo de Tabaco
Ou foi um matador medonho.

- Minha primeira pergunta
Vai pra você, Lampião:
Onde estavas tu na noite
Desta triste execução
Em que furaram, sem pena,
Do rapaz, o seu pulmão?

- Delegado eu lhe respondo
Com verdade verdadeira
Eu estava com Maria,
Minha linda companheira,
Num forró muito animado
E de muita bebedeira.

- E você seu Zé Tabaco,
Onde o senhor pernoitou?
- Eu estive no forró
Que o Lampião lhe falou
Estando bem próximo dele
Todo o tempo em que ficou.

Zé Tabaco ao dizer isto
Criou grande confusão
Pois o grande Virgulino
E famoso Lampião
Desmentiu-o na mesma hora
Com muita convicção.

- Não queira desafiar
O grande Rei do Cangaço,
Pois você está mentindo,
Desmerecendo o espaço,
Tentando me desmentir
Ou me fazer de palhaço.

- Se eu exponho pra vocês
Que estive naquela festa
É porque eu fui inalado,
Isto ninguém me contesta,
Já que eu fui o fumo fumado
Sou fumaça que não presta.
.
-- Entendi o seu disfarce
Velha da foice enrustida
Você se diz matador,
Já que a morte é garantida,
Porém o mal que tu fazes
É só pra morte morrida.

- Você pensa que é o maior
Bandido desta nação,
Já que estupra, fere e mata
As moças por perversão,
Pois saiba, que eu, Zé Tabaco,
Mato em toda ocasião:

Mato por inanição
Por trombose e isquemia
Causo o parto prematuro
Dando, ao feto, asfixia
Deixo você deprimido
Dia e noite, noite e dia.

O delegado temendo
Uma tragédia fatal
Tenta mudar a conversa
Para uma prosa informal
Porém, a briga entre os dois
Já é um fato real.

Volta à cena, Lampião
Sentindo-se ofendido:
- Quem você pensa que é,
Taco de fumo vencido?
Eu sou o herói cangaceiro,
O mais temido bandido!

- O fumo que você inala
Tu o aspiras fumando
Teu pai o usou no cachimbo
Você o engole mascando
Faz um charuto asqueroso
E rapé de vez em quando.

- Eu só fumo pra espantar
Os mosquitos picadores,
Para tirar o cheiro ruim
Das pingas de maus odores
E para expulsar da mente
Um magote de temores.

- Tudo isto que tu dizes
Só confirma a minha ação,
Pois tu és um cangaceiro
E eu sou a dominação,
És tu um dependente
Preso pelo alcatrão.
.
- Onde foi que já se viu
O Lampião dominado?
Os Lopes da Vila Velha
Não se curvam em seu reinado
E os Feitosa de Inhamuns
Sempre estão em bom estado.

Conheço a sua ascendência
Oh! Fumante Lampião,
Mas tu sendo um dependente
Terás câncer de pulmão
E se não te assassinarem
Morrerás do coração.

- E você, seu Zé Tabaco,
Que está com a vida marcada,
Pois o povo vai deixar
De fumar em debandada
uma vida bem saudável
Está sendo estimulada.

- Mas o povo viciado
Não crer na educação,
Pois o dependente químico
Possui auto-enganação
com a minha nicotina
Derrubo a tua ereção.
.
-Você largue de besteira
E a ponta de cigarro,
Pois sou criado na roça
E nunca sinto um pigarro.
Só bebo leite de cabra
E na doença eu esbarro.

- Vai pensando que é fácil
Escapar deste tormento,
Pois fumar é considerado
Desvio de comportamento
E um terço dessa nação
Tem este vício ao relento.

- Eu fui aluno aplicado
Do Domingos Soriano
Tive com o Sinhô Pereira
E não encontrei desengano
Pra, agora, você dizer-me
Que eu vou entrar pelo cano.

- Uma só certeza, eu tenho
Oh! Cangaceiro do mal:
Eu, sozinho, fiz crescer
A mortandade global
E a expectativa de vida
Caiu de forma letal.

- Um cangaceiro valente
Não vê a morte morrida!
Por isso eu fumo! E eu masco!
E bebo toda bebida!
E não é qualquer tabaco
Que me tirará a vida!

- A Doença Pulmonar
Dita Obstrutiva Crônica,
O Infarto do Miocárdio,
A voz se tornando afônica,
A Hipertensão, a Diabetes
E as mortes darão à tônica.

- Ninguém diz a Lampião
O que se deve fazer:
Pois amansei burro brabo,
Fiz marido estremecer,
Toquei sanfona e viola
E na trova eu fiz valer.
.
-As mortes pelo tabaco
Atrasam muito o Brasil
Pois as substâncias tóxicas
Somam mais de quatro mil
E os cânceres que provocam
Destroem de forma hostil.

O público deste evento
Ouvia com atenção
A conversa dos bandidos
Zé Tabaco e Lampião
Sem entender o motivo
Desta grande encenação.

Foi quando o Rei do Cangaço
Disse em tom de vencedor
Que produziu nesta prosa
Uma trama de valor
Induzindo o Zé Tabaco
A conversar sem temor.

- Seu delegado, o duelo
Que eu bem fiz acontecer
Com o senhor Rei do Fumo
Para todo o mundo ver
Foi pra mostrar ao senhor
Quem fez o homem morrer.

O povo, neste momento,
Consciente da desgraça
Sabia que Lampião
Já armara uma trapaça,
Todavia, Zé Tabaco,
Bem tranquilo achava graça.

- Virgulino Lampião
Ver-se tão inteligente...
Pensando em subestimar
A inteligência da gente.
Pois te digo, delegado:
Não houve crime dolente.

- Ora veja! Pessoal
O engodo do matador:
Se o homem que morreu
Foi bem morto, sim senhor!
Zé Tabaco é réu confesso
Como ouviu o relator.

- Pois aí está o grande engano
Deste debate formal.
No meu vil raciocínio
Não houve morte ilegal
Sendo o fato um suicídio
Já que fumar é fatal.

- Eu que sou o delegado
E assinarei a sentença
Entendo que não há crime
E sim, grande desavença
Porém, foi bastante útil
Esta briga em tom de crença.

Aprendemos que o cigarro
Mata muita gente boa,
Bem mais do que Lampião
E Zabelê, em pessoa,
E que apesar de violento
A mídia o defende, à toa.

Também, aqui, aprendemos
Que o assassino Zé Tabaco
É um grande matador
Levando a massa ao buraco
Porém, ficamos sabendo
Que o viciado é um fraco.
.
Dr. Jose Sávio Pinheiro.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

COMPOSITORES DO BRASIL


Régua, compasso,
matemática e loucura:
a Antropologia de

FAUSTO NILO

Por Zé Nilton

Um eminente antropólogo urbano – Carlos Nelson Ferreira dos Santos – de saudosa memória, um dia escreveu bela página sobre como teria migrado da arquitetura para a antropologia. Muito fácil, concluiu: arquitetos e antropólogos findam enaltecendo os elementos simbólicos em ambas as artes.

Fausto Nilo é arquiteto urbanista. Melhor ainda, é de Quixeramubim cá do meu Ceará. Estas duas qualidades por si só dizem do muito que ele é. Simples, inteligente, honesto com as suas artes. Desenha espaços com a mesma leveza com que desenha palavras.

Simplicidade. O arquiteto esteve em Crato, não faz muito tempo. Andou por suas ruas feito um da terra. Ninguém o estranhou. Tinha a nossa cara. Era daqui. Mas alguém o seguia de longe. Seu olhar direcionava-se para o poeta com seus passos cadenciados sob uma roupa branca. E o seguia catando a poesia que entornava no chão de minha cidade.

Tenho dificuldades em chamar Fausto Nilo de letrista. Melhor será dizê-lo poeta da música. Ninguém nunca chamou Vinícius de letrista, foi sempre o poeta ou o poetinha seguindo seus carinhos em diminutivo.

Muito de antropologia em sua poética de ritos, de mitos, de simbologias, ressignificando a dureza das histórias do cotidiano. Escutem novamente Meninas do Brasil, Paroara, Baião da Rua, Amor nas Estrelas... Ou leiam seus poemas sem a música e os musiquem novamente. Claro que pode. As letras da poesia soltam toadas.

Vamos falar um pouquinho do nosso conterrâneo Fausto Nilo no programa Compositores do Brasil desta quinta feira. Dentre seu vasto repertório escolhemos para nos deliciarmos:

ZANZIBAR, de Fausto Nilo e Armandinho, com A Cor do Som
RETRATO MARROM, de Fausto Nilo e Rodger Rogério com Ney Matogrosso
BLOCO DO PRAZER, de Fausto Nilo e Moraes Moreira com Gal Costa
MIL E UMA NOITES DE AMOR, de Fausto Nilo, Pepeu Gomes_e_Baby Consuelo com Pepeu Gomes
JARDIM DOS ANIMAIS, de Fausto Nilo e Fagner com Fagner
DOROTHY LAMOUR, de Fausto Nilo e Petrúcio Maia com Ednardo
TUDO COM VOCÊ, de Fausto Nilo e Lulu Santos com Lulu Santos
AMOR NAS ESTRELAS, de Fausto Nilo e Roberto de Carvalho com Nara Leão
PAROARA, de Fausto Nilo, Chico Buarque e Fagner com Fausto Nilo
O ELEFANTE, de Fausto Nilo e Robertinho do Recife com Robertinho do Recife
BAIAO DA RUA, de Fausto Nilo e Nonato Luiz com Fausto Nilo
PEQUENINO CÃO, de Fausto Nilo e Caio Silvio com Simone
MENINAS DO BRASIL, de Fausto Nilo e Moraes Moreira com Moraes Moreira


Quem ouvir verá!

COMPOSITORES DO BRASIL
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Rádio Educadora do Cariri – 1020
Quintas-feiras, de 14 às 13 horas
Retransmissão: www.cratinho.blogspot.com

FUMAÇA E MORTE NO DUELO DE ZÈ TABACO E LAMPIÃO - Dr. Savio Pinheiro.

Prezados amigos do Blog do Sanharol: amanhã farei a postagem de um cordel do Dr. Savio Pinheiro dedicado ao Mundim do Vale. Portanto teremos uma só postagem, menos por ser longa e mais por ser uma bela homenagem prestada ao nosso grande colaborador e incentivador do Blog do Sanharol Mundim do Vale. Homenagem justa, merecida e completa, e, eu fico muito feliz em contribuir para que ela chegue aos quatro cantos do mundo. Obrigado Dr. Savio, Vocês se valem, Deus lhes abençõe e lhes faça felizes. Parabens Mundim.
Abraços.
A. Morais
"Poema dedicado ao amigo Mundin do Vale, para que ele não voe tão alto tornando esse sonho realidade. Peço aos seguidores deste blog que cobrem do grande poeta a promessa feita em 12 de Junho de 2010 na residência do senhor Renato Bitu. FUMAR NUNCA MAIS".
Dr. Savio Pinheiro.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Damião dos Bonecos - Por Claudio Jose de Souza.

E lembra de Damião
Com os bonecos que fazia.
TODA BOA POESIA
TEM O CHEIRO DO SERTÃO.
.
Mundim agora sou eu
Dos bonecos o detentor
E você como defensor
Do que desapareceu
Ah se tivesse um museu
Pra que fosse bem cuidado
Mas o museu espalhado
Ninguém se propõe juntar
Caboco vamos lutar
Vamos todos lado a lado
.
Cassimiro é o camandante
Da tropa negra engraçada
Piolho não fala nada
Frouxinha por um instante
Não arrumou mais amante
Agora estar recata
E de boquinha calada
Não brinca nem bebe mais
Só tem é dormido em paz
Oh que tristeza lascada
.
Claudio José de Souza.

Cordel atual - Dr. Savio Pinheiro.

Dedicado ao Mundim do Vale.
.
Amigo Mundin do Vale
Você tem toda razão
Pois o "folheto" era usado
Para dar a informação
E também para educar
O mais simples cidadão.
.
Foi na década de setenta,
Que chegou um professor
Sendo Raymond Kantel
De Paris, o defensor,
De nomear de Cordel
Esse estilo sedutor.
.
Cordel quer dizer cordão
Daí, o nome empregado
Pois em feiras, na Europa,
Com o "romance" pendurado
O folheteiro vendia
Seu poema elaborado.
.
No Nordeste do Brasil,
O Cordel tem nova fama,
Pois um grupo de poetas
Diariamente, o declama
E, apesar, da contra-mídia
Um novo aluno lhe aclama.
.
Digo isso pra mostrar,
Que o que pensava Kantel
Está vivo em nosso meio
Na boca do menestrel
E, na escola, encantando:
Projeto Acorda Cordel.
.
O Arievaldo Viana,
Um poeta lutador,
Vem percorrendo o Brasil
Com garra e com muito amor
Mostrando pra todo o mundo,
Que o cordel tem seu valor.
.
Também no PSF
Há um projeto valente
Pra discutir a saúde
De maneira eficiente:
É o Receitando Cordel,
Que motiva toda gente.
.
O Programa da Saúde
Da Família faz junção
Com a Ação Social
Cultura e Educação
Promovendo a saúde
Com foco na Prevenção.
.
Finalizando, eu exponho
Sem demonstrar eloquência
Que o cordel está muito vivo
Sem sofrer de dependência,
Pois o que emana do povo
Vem com grande persistência.
Dr. Savio Pinheiro.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

VOANDO ALTO - Por Mundim do Vale

Sonhei esta madrugada
Voando como gaivota
O vôo não tinha parada
Nem eu conhecia a rota.
Eu via luzes brilhando
Algumas nuvens passando
E um clarão que me atraía.
A princípio eu ma assustei
Mas de repente escutei
Um hino á Virgem Maria.

Depois que escutei o hino
Notei que havia chegado
Pelo toque de um sino
Fui recepcionado.
Um anjo me disse: - Amém
Você está muito bem
Porque aqui é o céu.
Seus irmãos estão aqui
Com sua mãe Iraci
E seu sogro Ezequiel.

Foi quando eu falei zangado;
- Trate de me devolver,
Pois eu não fui convidado
E nem queria morrer.
Ele disse:- Tenha calma
Que você agora é alma
Vai ter que se acostumar.
Quando você vê Morais
Vivendo de tanta paz
Não vai querer mais voltar.

Me levou para um salão
Me tratando muito bem
Vi Sérgio com um violão
Tocando “ Baião de cem. “
Vi Morais com um projetor
Ligado a um computador
Cuidando de cada um.
Depois disse: - Pato rouco
Toque “ Sala de reboco “
Que um anjo trouxe Nanum.

Como ficou bom o clima
Eu me danei a rimar
Morais disse: - Aqui em cima
Você tem que moderar.
Aqui não precisa voz
Pra você falar com nós
Só precisa usar a mente.
Regule bem o seu passo
Que aqui não tem espaço
Para poeta indecente.

Já está também na hora
De tu deixar de fumar
Tá igual uma caipora
Já é tempo de parar
Tu pensa que eu não sei?
No dia que eu viajei
Tu disse assim pra Renata:
- Vou fazer um sacrifício
Para deixar esse vício
Porque o cigarro mata.

Pois seja forte e seguro
Tenha força de vontade
Cigarro não tem futuro
É coisa de vaidade.
No lugar de uma tragada
Tome uma bananada
Que faz bem, não tem engano
Sei que é um homem forte
Mas não subestime a sorte
Porque ainda é humano.

Depois chegou uma freira
Começou a oração
Chegou Joscilé Taveira
E o motorista Torrão.
Esinho chegou feliz
Junto com Luís Diniz
E eu não tinha visto ainda.
Depois foi Maria Zélia,
Serginho De Rosa Amélia
E a professora Ormicinda.

Meu avô e a minha Avó
Rezavam pra são Vicente
Doutor Osvaldo e Leó
Chamavam Jesus Clemente.
Lourival e Dona Emília
Vinha trazendo a família
De Miguel e Clementino.
Mas eu fiquei mais feliz
Foi quando vi Valdeliz
Com Clara e José Silvino.

Eu vi meu tio Raimundo
Com o seu neto Marquito
Mas nunca vi nesse mundo
Lugar assim tão bonito.
Vi chegando Luís Proto
Depois Sarney numa moto
Com um balaio de flores.
Vi Haroldo e Vieirinha
Estudando a ladainha
Com a professora Dolores.

João Cassundé com um mote
Pra Zé Gonçalves cantar
Seu Souza tocante um xote
Para os velhos cochilar.
Chegou lá Dona Andradina
Suspendeu uma cortina
No salão da sacristia,
Onde uma banda afinada
Tocava uma alvorada
Que Mestre Antônio regia.

Padre Otávio e Josué
Ficaram um tempo sentados
Tonico e José Bile
Recebendo os convidados.
Antão Bitu perguntava
Como é que se encontrava
Nossa terra do arroz.
Mas na hora da resposta
Foi chegando Humberto Costa
E eu deixei pra depois.

Num lugar bem sossegado
Eu vi Doca de Dodô
Que não saía do lado
De José de Seu Totô.
Eu vi tanta gente boa
Que fiquei ali à toa
Sem saber o que dizer.
E o anjo tinha sumido
Fiquei pensando comigo:
- Como é, que eu vou descer?

Morais notou a aflição
Chegou bem perto de mim
Disse: - Calma meu irmão
A coisa não é assim.
Você está a sonhar
Pra no sonho avaliar
Todo diferencial.
Aqui só existe amor
Lá ainda há rancor
Falta união fraternal.

Eu fiquei a refletir
E comecei a pensar
Se era melhor dormir
O se devia acordar.
Foi quando vi novamente
Um clarão na minha frente
Que me deu um sobressalto.
Naquela hora eu voltei
E em seguida acordei
Pois tinha voado alto.
Mundim do Vale