quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Encontro das águas - Rios Negro e Solimões - Quintino Cunha



Vê bem, Maria, aqui se cruzam: este
É o rio Negro, aquele á o Solimões.
Vê bem como este contra aquele investe,
Como as saudades com as recordações.

Vê como se separam duas águas.
Que, se querem reunir, mas visualmente;
É um coração que quer reunir as mágoas
De um passado, às venturas de um presente.

É um  simulador só, que as águas donas
Desta terra não seguem curso adverso,
Todas convergem para o Amazonas,
O real rei dos rios do Universo;

Para o velho Amazonas, Soberano
Que, no solo brasílio, tem o Paço;
Para o Amazonas, que nasceu humano,
Porque afinal é filho de um abraço!

Olha esta água, que é negra como tinta,
Posta nas mãos, é alva que faz gosto;
Dá por visto o nanquim com que se pinta,
Nos olhos, a paisagem de um desgosto.

Aquela outra parece amarelaça,
Muito, no entanto, é também limpa, engana;
É direito a virtude quando passa
Pela flexível virtude quando passa

Que profundeza extraordinária, imensa,
Que profundeza ais que desconforme!
Este navio é uma estrela, suspensa
 Neste céu d’água, brutalmente enorme.

Se estes dois rios fôssemos, Maria,
Todas as vezes que nos encontramos,
Que Amazonas de amor não sairia
De mim, de ti, de nós que nos amamos!...



GANHA FORÇA O IMPEACHMENT - Por Carlos Chagas.

A partir dessa nova onda de delações premiadas há quem se preocupe com a sorte do governo, da presidente Dilma, do ex-presidente Lula e do PT. Só por milagre eles recuperam popularidade e prestígio, mas podem perder mais coisa. A começar pelas eleições deste ano e de 2018, entrando na equação o próprio poder. O impeachment de Madame já não está tão longe quanto há duas ou três semanas. O volume de acusações dessa nova safra de denúncias surpreende pelo envolvimento, a participação e a tolerância de gente antes considerada acima de qualquer suspeita.

Tome-se a entrega da BR Distribuidora ao ex-presidente Fernando Collor pela presidente Dilma. Foi ao vivo, em audiência palaciana. Não há como desmentir a “doação”, confirmada pelo próprio ex-presidente e por Madame.

Nem vale à pena ficar citando as delações personalizadas de Fernando Baiano, Cerveró e outros personagens. Mesmo que estejam ampliando acusações ou até mentindo em determinadas situações, prevalece a natureza das coisas. Políticos, empreiteiros e altos funcionários públicos tem sido condenados e presos por ação da Justiça. O país inteiro toma conhecimento de suas falcatruas e roubalheiras.

Reflexos e consequências surgem inevitáveis. Primeiro o desprezo dedicado pelo cidadão comum aos políticos, mesmo com uns poucos sendo injustiçados. Depois, a descrença nas instituições. Junte-se a falência dos governos, do federal aos estaduais e municipais, e se terá a receita da rejeição, pelo povo, de quantos um dia  imaginaram representá-lo.

É preciso prestar atenção no retorno de deputados e senadores a Brasília, no final do mês. Trarão na bagagem o sentimento de repúdio colhido junto às suas bases, até inutilmente dispostos a demonstrar pertencerem a outro universo, mas sabendo da mesma origem. Parece provável que venham menos tolerantes com o festival de corrupção revelado cada dia em maiores detalhes. Traduzindo: o impeachment da presidente Dilma ganhará força, senão bastante para destrona-la, pelo menos suficiente para intimidá-la. Cresce a certeza de que não adianta mais dar o dito pelo não dito e iniciar a ansiada recuperação nacional. Ninguém acreditaria. Nem eles.

Aos filhos, netos e bisnetos de Joaquim Fiúza - Antonio Alves de Morais

Joaquim Gomes Fiúza, filho de Benedito Gomes Fiúza era o que se podia chamar de homem espirituoso e bem humorado. 

Medida padrão da decência e honradez. Vereador eleito por varias legislaturas e amigo de todos. 

Certa vez, Dona Isabel, sua esposa, ficou desconfiada que o marido estava com chove não molha, fora do ninho. 

Dona Isabel chegou para o marido e disse: Joaquim, eu estou achando muito parecido que você está me traindo. Eu estou de olho em você, fique atento, se eu descobrir com quem é eu mato essa quenga. 

Joaquim retrucou: Isabel, faz isso não, se tu matar quem é que vai lavar nossa roupa?

Outra vez, Joaquim Fiúza se entreteu nas barracas da festa de São Raimundo tomando cervejas, e, quando deu por ela estava no "Ingem Velho" acompanhado por alguns amigos. 

De madrugada foram avisar a Dona Isabel que o marido dela estava no cabaré, ou povo fuxiqueiro esse da Rajalegue! 

Quando Joaquim chegou em casa Dona Isabel estava fungando de raiva e perguntou: Joaquim, não negue, seja homem, você dormiu esta noite no cabaré?

Joaquim respondeu : Isabel e tu acha que tem quem durma com uma zoada daquelas?

Sinceridade extremada.


Saiba porque delação de Marcondes é 'chave-de-cadeia' para Luis Cláudio e implica Lula e Dilma.


Quem manda no Brasil é o meu pai - Luiz Cláudio.

Mauro Marcondes, o lobista que efetuou pagamentos de R$ 2,5 milhões ao empresário Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, poderá a qualquer momento fechar acordo de delação premiada. Inúmeras conversações vem sendo mantidas entre o Ministério Público e a defesa do proprietário da consultoria Marcondes & Mautoni e caminham para este desfecho.

Marcondes, preso desde outubro de 2015, completa 80 anos de idade em abril, tem uma filha de 14 e a mulher, Cristina Mautoni, também presa, quase 30 anos mais nova. Uma de suas exigências é livrar definitivamente a mulher do regime fechado.

Cristina encontra-se provisoriamente em prisão domiciliar, porque se recupera de uma cirurgia, mas nos últimos dias peritos estiveram na casa dela para avaliar se tem condições de voltar a uma unidade prisional.

A possibilidade de nova mudança de regime prisional de Cristina apavora o lobista, a mulher e a filha menor de idade.

Mauro Marcondes e o ex-presidente Lula têm uma ligação que remonta à década de 1980, quando um era executivo da Volkswagen e o outro sindicalista no ABC.

Além de complicar a vida de Luis Claudio, Marcondes pode trazer sérias complicações para Lula e Dilma.

Investigadores da Zelotes querem aprofundar a apuração sobre como o lobista atuou para viabilizar a compra, pelo governo federal, dos caças Grippen, da sueca Saab Aviation. A negociação, de valores bilionários, foi feita no governo Lula e fechada na gestão de Dilma Rousseff.

Em interrogatório na Papuda, no dia 07 de janeiro, Marcondes foi questionado se tratou do negócio com políticos e agentes públicos, incluindo o ex-presidente Lula. Ele se manteve calado. Com a delação ele poderá contar muita coisa sobre o assunto e definitivamente ser o empurrão que falta para uma possível decretação de prisão preventiva do filho caçula de Lula.


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Marina, omissão e oportunismo - Blog do Ricardo Noblat.

Um taxativo não ao impeachment seguido de um sim aguerrido ao processo que corre no TSE para a cassação da presidente Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer. Essa é a posição oficial da Rede, o partido de Marina Silva, que, entre outras modas, apelidou de “elo nacional” a reunião de sua executiva realizada neste último fim de semana, em Brasília. Com a postura, Marina e sua Rede agridem a Constituição, os órgãos de investigação do país e a Justiça.

A rejeição da Rede ao impeachment passa longe da discordância quanto ao mérito do processo que aponta crime de reponsabilidade fiscal na conduta da presidente. Nem toca nisso. Os marinistas desaprovam o impedimento de Dilma simplesmente porque não gostam de Temer e desconfiam dos peemedebistas.

Veem o risco de que o PMDB, tão enrolado quanto o PT na Lava Jato, crie empecilhos para apuração da roubalheira na Petrobras. 

Ao levantar essa tese, Marina e sua Rede não só enterram a independência e a força das instituições, como fermentam a cantilena de Dilma e do ex Lula, de que as investigações só acontecem hoje por obra e graça dos governos petistas.

Mas o que faz os marinistas e sua líder acharem que a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça fraquejariam nas investigações da Lava Jato depois de um eventual impeachment? Por que o PMDB conseguiria paralisar as ações do juiz Sérgio Moro, da Procuradoria-Geral da República ou dos ministros do STF?

São ilações graves. E impróprias. Feitas única e somente para agradar a todos os públicos.

A Rede de Marina rejeita o impeachment por não querer briga expressa com os petistas, que teriam nela a opção preferencial caso Lula não tenha condições de se materializar candidato em 2018. Muito menos quer correr o risco de esse grupo vê-la como alguém que se alia gente de “direita”, como Temer e seu PMDB. Ao mesmo tempo, tem de falar com os 70% que querem ver Dilma pelas costas. Daí apoiar a ação no TSE, cuja tramitação pode correr por tempo interminável. É muro sobre muro.

Talvez no afã de ser diferente, Marina erre com frequência maior do que seria desculpável. Demora a reagir, esconde-se diante dos conflitos, frustra até aqueles que querem defendê-la. Não discorda nem concorda. Imagina-se fiel da balança, entre o bem e o mal, capaz de dominar o dificilíssimo meio-termo.

O espaço existe, é nobre e deveria ser ocupado. Mas Marina, ainda que tente, nem chega perto dele. Sua omissão quando as coisas esquentam aliada às convicções avessas como as expressas no último fim de semana a coloca no mesmo barco dos oportunistas e reforçam os tempos de miséria política do país.

Ciro Gomes: ”Lula mistura política com dinheiro. É 2 milhões para um filho aqui, 3 milhões acolá…“


“Lula está falando demais. Ex-presidente da República tem que ficar calado.”

“A administração de Dilma é ruinosa. Ela é séria e não cometeu nenhum crime que justifique o seu impedimento. Mas o governo está administrando muito mal a economia e não está passando o sinal correto de decência no manejo da coisa pública, sendo ela decente.”

“Uma parte importante das contradições de Dilma é que ela quer moralizar tendo herdado uma coisa em que Lula era absolutamente concessivo. A moral de Lula é frouxa. A dela não é.”

“O Lula dizia mais ou menos ao povo: eu vou ter que fazer aqui uns trambiques para poder aquietar os caras e tirar alguma coisa pra vocês. E o povo percebia essa lógica.

“O picareta-mor da República (Eduardo Cunha, PMDB-RJ), que assina o impeachment de Dilma, é formador de quadrilha, ladrão, o cacete a quatro.

“Lula ter empoderado o PMDB é um erro histórico. Por isso estamos pagando caro.

“Lula está sendo uma figura ruim para o País. Falo isso respeitosa e fraternalmente. Ele perdeu a majestade. Daqui a pouco o cara passa a mão na bunda dele. Ele desceu do lugar dele e está no mundanismo. E no mundanismo vale tudo.

“Lula isola a Dilma e faz a tutela pública. Isso está errado. O que resta da autoridade da Dilma com esse tipo de comportamento do Lula?”

“Lula mistura política com dinheiro. Quer ser político e confrontar poderoso? Não é possível! Tem uma fortuna na conta dele! Ninguém é idiota!”

Ainda Ciro Gomes: “Dilma faz um governo moralista com um governo que é todo misturado, todo mestiço, cheio de pilantras. Ela está nomeando uma turma agora só para roubar. É só esperar! Eu sei o que estou falando”.


Memória do Crato - Antônio Alves de Morais


Noventa com a sua carrocinha.

Um pouco da memoria do Crato. Tanto pelo imponente prédio do BIC - Banco Industrial do Ceará no cruzamento das ruas Barbara de Alencar/Senador Pompeu quanto por Noventa e seu carrinho carregado de mercadorias.

Por Falar em "Noventa" todo cratense com mais de  50 anos  conheceu ou ouviu falar. Chapeado trabalhador, honesto e de uma dose singular de humor em tudo que fazia.

Certa feita eu estava na porta do BIC e ele passava conduzindo o sua carrocinha  carregada de mercadoria. Um gaiato gritou da calçada do Banco do Brasil: Noventa! Você é um corno. Ele  soltou o carrinho e perguntou para ao caboclo : Da primeira, segunda ou terceira Mulher?

O Sujeito - Das três.

Noventa apanhou o carrinho e seguiu  caminho sem antes  esquecer  de lamentar - ou azar lascado.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Ações da Petrobras ficam abaixo de R$ 5 reais.


Desvalorização do petróleo e receio com o sucesso do programa de venda de ativos da estatal derrubam os papéis nesta segunda.

As ações preferenciais da Petrobras desceram para menos de 5 reais nesta segunda-feira, patamar a que os papéis não desciam desde julho de 2003. Por volta de 14h40, as ações caíam 3,09% na Bovespa, na esteira do declínio do petróleo e de preocupações com o nível de dívida e o andamento do plano de vendas de ativos da companhia.

No exterior, os preços do petróleo renovaram mínimas desde 2003, com o mercado preparando-se para receber exportações adicionais do Irã depois que as sanções internacionais ao país foram retiradas no fim de semana. Com a queda, os papéis desceram a 4,98 reais.

Nas questões internas da companhia, uma das principais preocupações de investidores é a eventual necessidade de ajuda do Tesouro Nacional ou nova capitalização via emissões de ações, dado o elevado nível de endividamento da petroleira e dificuldades para implementar seu plano de desinvestimentos. Na última sexta-feira, executivos da estatal afirmaram que uma ajuda do governo não está no radar e que seria a última opção.

A equipe de analistas do UBS destacou em relatório na semana passada que o plano de desinvestimento ainda pode ajudar a criar valor para a companhia, mas ponderou que os desafios crescem e que eles ainda vêem riscos elevados de uma oferta de ações, "embora provavelmente não este ano".

Número indesejado - POR MÍRIAM LEITÃO

O desemprego em 9% é apenas parte da notícia. O que houve em 2015 é que o indicador não seguiu a sazonalidade de aumento em começo do ano e queda nos meses finais. Em nenhum momento o índice caiu. O dado de ontem do IBGE foi o do trimestre terminado em outubro, medido pela Pnad em todo o país. Um estudo do Ipea mostrou que 30% dos que perdem emprego são chefes de família.

Os economistas projetam que o desemprego continuará aumentando. A previsão do Bradesco é que a taxa média suba para 9,7% este ano. Mas há estimativas mais pessimistas, como a da consultoria Rosenberg Associados, que prevê um número de 10,6%. O total de pessoas procurando emprego já chegou a 9,1 milhões no país, com um salto de 36,8% entre outubro de 2014 e outubro de 2015. Isso significa 2,5 milhões a mais de desempregados.

Esse aumento é consequência do que o Brasil tem vivido: recessão, inflação alta, incerteza em relação aos rumos da economia. Empresários não investem, consumidores não compram, atividade cai. Se a crise é passageira, as empresas mantêm o quadro de funcionários. Mas, quando a percepção é de que vai perdurar, as demissões começam a acontecer. É o caso agora. Já se tem noção de que a recuperação vai demorar.

Na visão de Carlos Henrique Corseiul, coordenador de estudos de trabalho e renda do Ipea, o que está refletido nos números é mais o aumento da busca de emprego do que exatamente o número de demissões. Quando há uma crise como a que o país está vivendo, mais pessoas da família vão ao mercado de trabalho, e isso eleva o número de desempregados. Isso acontece, por exemplo, por causa do aumento da inflação, que diminui a renda, e pela dificuldade de financiamento no ensino superior. Daqui para diante, no entanto, devem pesar mais as demissões.

Cezar Vasquez, diretor superintendente do Sebrae no Rio, contou que nunca há movimento no balcão do órgão na primeira semana do ano, mas em 2016 ele ficou lotado de procura por orientações sobre como iniciar seu próprio negócio. Sinal dos tempos, a busca de informações para abrir um negócio. Às vezes, é uma forma de a pessoa sem esperança de colocação no mercado encontrar uma alternativa. Segundo o Sebrae, mais da metade dos que vão ao órgão procurando informações técnicas sobre como iniciar um negócio por conta própria já trabalhou no mercado formal.

— Muitas vezes, a pessoa adquiriu uma habilidade no mercado formal, pensa em desenvolvê-la num negócio próprio e aproveita a perda do emprego para iniciar o projeto — diz Vasquez.

Mesmo que em muitos casos seja assim, uma oportunidade de realizar um antigo projeto, na maioria das vezes o desemprego cai como uma bomba sobre a pessoa demitida e sua família. Corseiul contou que, numa comparação que fizeram com a crise de 2008, ficou claro que o problema agora é grave.

— Queríamos saber como foi aquela crise e a atual no desemprego de chefes de família. Em 2008, não houve aumento expressivo, porque a crise foi curta, mas agora há crescimento do número de chefes de família desempregados. Dos que perderam emprego agora, 30% eram chefes de família. Para a pessoa, é um problema, mas quando acontece com o chefe da família é desestruturador — afirmou.

As demissões em grandes empresas chamam mais atenção, como as anunciadas pelas siderúrgicas e pelas montadoras de veículos. Mas preocupa muito o que está acontecendo no setor de serviços e no varejo. São demissões silenciosas, que também terão impacto sobre as famílias.

O Brasil está entrando numa conjuntura de queda da oferta de vagas, quando a economia, no mundo inteiro, está produzindo com uma geração de empregos cada vez menor pelo novo padrão de produção. Há uma fenômeno global de pouca demanda por mão de obra. Mesmo assim, países como os Estados Unidos e Alemanha estão com baixa taxa de desemprego. É possível, mesmo neste contexto, ter um nível maior de oferta de trabalho, mas o problema com o Brasil é a coincidência da tendência estrutural com uma conjuntura de recessão e paralisia de investimentos e demissões.

Blog humor - Antonio Alves de Morais


Três operários de uma grande empresa prestadora de serviços limpavam as vidraças de um edifício de 30 andares. Um deles precisou sair para fazer uma necessidade fisiológica. Ao retornar ao posto o andaime tinha desabado e os dois companheiros estavam mortos no chão. O dono da empresa tomou todas as providências para fazer um velório digno e sepultamento respeitoso.

Na missa de corpo presente um diretor da empresa tomou a palavra e disse: Em respeito aos dois colaboradores da nossa empresa, na qualidade de representante do nosso presidente, tomei a decisão que se segue: Um apartamento para cada uma das viúvas, uma bolsa de 5.000,00 mensais, um carro para os deslocamentos de casa a escola, pagamento das anuidades escolares dos filhos até terminarem a universidade.

A mulher do sobrevivente vendo todas as benesses lamentou revoltada: E, o bonitão aqui cagando!...

Joaquim Fiuza - Antonio Alves de Morais

Joaquim Fiúza foi vereador em nossa terra por varias legislaturas. Depois de sua aposentadoria, o filho José Sátiro Fiúza assumiu o posto, dando continuidade a atividade tão bem exercida pelo pai. Todos nós sabemos como eram as eleições em outras épocas: cartas marcadas.

Pois bem, nos anos 50, houve uma eleição em Várzea Alegre e trouxeram um juiz, de encomenda, para coibir a roubalheira que costumeiramente faziam em outras eleições.

O certo é que esse cidadão deu um arrocho em todo mundo, prendeu título, prendeu gente, e todo mundo votou com muito medo.

Depois do resultado, o comentário era geral, só se falava na ação moralizadora do Juiz. Então, Joaquim Fiúza saiu com essa: Olha amigos, dessa vez a eleição foi limpa. Ninguém pode desconfiar de nada. Ora mais veja: eu mesmo, só consegui votar 14 vezes!

O fim da era do ‘eu não sabia’ - Por Vera Magalhães


Lula começa a ver real perigo nas investigações Em 2014, a Polícia Federal teve de esperar cerca de dez meses para ouvir Lula num inquérito complementar ao mensalão.

No ano passado, entre um convite para prestar esclarecimentos sobre a Lava-Jato e o depoimento, foram aproximadamente três meses.

Por fim, no caso da Zelotes, menos de um mês separou a revelação da intimação da oitiva.

Quem acompanha os casos de perto diz que, além do enfraquecimento do ex-presidente, o encurtamento dos prazos mostra que Lula, que nunca sabia de nada, começa a enxergar perigo real nas investigações — tanto que reforçou sua defesa, contratando o ex-governador Nilo Batista.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Dilma terá mandato cassado antes do julgamento do impeachment - Por Ministro Gilmar Mendes

O juiz Sérgio Moro, que conduz as investigações da Lava-Jato em Curitiba, enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) documentos para instruir a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que pede a cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff e do vice, Michel Temer. No material, estão incluídos depoimentos prestados pelo dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, conhecido como o chefe das empreiteiras que fraudavam licitações da Petrobras. 

Em setembro, o TSE pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) cópia dos depoimentos prestados por Pessoa no acordo de delação premiada. O relator da Lava-Jato no TSE, ministro Teori Zavascki, negou o compartilhamento de provas, porque a delação estava protegida por segredo de justiça. Na semana passada, Zavascki derrubou o sigilo e Moro liberou o conteúdo para o TSE. 

As informações são de reportagem desta segunda-feira do jornal O Globo. Em delação premiada, Pessoa afirmou ter sido orientado pelo então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, a doar R$ 20 milhões para a campanha de Dilma Rousseff à reeleição em 2014. Vaccari teria orientado o empresário a procurar o então tesoureiro da campanha petista, Edinho Silva, atual ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República. 

Segundo ele, Edinho pediu R$ 10 milhões em doações e lembrou ao empreiteiro a existência dos contratos da UTC com a Petrobras. “O declarante entendeu que, se não houvesse mais governo do PT, o declarante não teria o mesmo volume de contratos”, registrou a delação. 

De acordo com a publicação, a ação em questão, de autoria do PSDB, é uma das quatro que tramitam no TSE pedindo a cassação da chapa de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais de 2014. O material foi enviado ao tribunal a pedido da relatora do processo, a ministra Maria Thereza de Assis Moura. 

As defesas de Dilma e Temer têm três dias para se manifestarem. O prazo é o mesmo que o Ministério Público Eleitoral terá para se manifestar sobre o caso. O processo, então, deverá retornar às mãos da ministra-relatora, que vai elaborar um voto determinando ou não a cassação da presidente. O voto será submetido ao plenário do TSE, composto de sete ministros.