quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

VIVER DE VERSO, MORRER DE POESIA - POR XICO BIZERRA.

nesse chão que se recheia de meu verso
enfeitado de sanfona e cantoria
vou tentando fazer minha poesia
muitas vezes sabendo que tergiverso
procurando no eixo do universo
a palavra e a rima independente
pra agradar ao meu povo e a minha gente
num poema mais sucinto e conciso
e assim eu vou vivendo de improviso
na certeza que vou morrer de repente

vou remando com a rima da emoção
dirigindo cada mote da harmonia
velejando nos ares da poesia
flutuando para  qualquer direção
sou o sim em meio à safra de não
sou a tarde enfeitada de poente
me escondendo para nascer novamente
pra levar no rosto um novo sorriso
e assim eu vou vivendo de improviso
na certeza que vou morrer de repente.

Um comentário:

  1. Prezado Xico Bizerra.

    O poeta pode até morrer de repente, mas com certeza, dará vida e alegria aos que vivos ficam a deleitar-se com o produto final: os seus poemas.
    Parabens e obrigado pela colaboração mais uma vez.

    Abraços.

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