quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Eleição que vi de perto - Antonio Alves de Morais

Nas eleições de 1982, Chico de Amadeu era candidato a vereador pelo PDS - 2. Naqueles tempos tinha PDS demais, eram legendas  l, 2, e 3 tudo isto para acomodar os sagazes políticos que nunca ficam fora do alcance da asa do governo. Estão sempre aptos a votar com quem está no puder. Pelo menos em Várzea-Alegre sempre foi assim, quem tiver exemplos contrários que me mostre. Foi César, Virgilio, Adauto, Tasso, Ciro, Tasso de novo, Lucio e  agora Cid e por ai vai.
Muito bem, o comício era no Riacho do Meio dos Firminos no Distrito de Naraniú, quase nos limites com o município do Cedro. Andávamos num Corcel II e o danado deu o prego no Sitio Socorro. Voltei para Várzea-Alegre para providenciar um mecânico e Chico de Amadeu, o candidato, não podia perder o comício de jeito nenhum.

Tomou uma biroba emprestada a um conhecido e tocou caminho a fora. Quando chegou no local do comício amarrou a biroba num pé de juazeiro e subiu ao palanque junto com os demais políticos. Foram a cima, foram abaixo, discurso vai, discurso vem, quando o candidato a prefeito foi falar soltaram uma bateria de 380 tiros, o papoco foi tamanho que a biroba se espantou, a corda apertou o garguelo da égua que morreu sem que ninguém percebesse e pudesse socorrê-la.
Quando Chico de Amadeu se aproximou a biroba estava inturida, morta. A esta altura, eu já havia consertado o carro e chegado ao local. Chico, mais preocupado do que quem vê defunto me perguntou: Morais, e agora, o que faço, a biroba se lascou, morreu, o que eu vou falar para o dono? Eu olhei para Chico e disse: Diga que a biroba morreu de tingui. Chico me perguntou: e biroba come tingui? Eu respondir: convença o dono. Nesta eleição eu votei no PDS – 2. Eu sempre votei no melhor para Varzea-Alegre. 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

GROTA DO DOMINGO - ANTONIO ALVES DE MORAIS.


Foto colhida por Dihelson Mendonça da casa do Dr. Menezes Filho, no Sanharol.  Vemos uma serra anterior um pouco menor  conhecida por Serra do Graviel e uma posterior bem mais alta chamada  Serra da Charneca. Entre uma e outra um sovacão, uma grota denominada Grota do Domingo que desemboca nas terras dos herdeiros de Raimundo Bitu na Boa Agua.

O texto tem como  finalidade clarear, identificar a razão e origem do nome Grota do Domingo. Domingos era um moreno alto, sisudo, mal encarado, chegado  dos lados da Paraíba e, de passagem pelo Sanharol roubou uma novilha de José Alves Feitosa Bitu. Levou até a localidade citada, abateu e como não tinha sal, fez uma fogueira e  assou toda carne e colocou peça após peça, manta sobre manta. José Bitu sentiu falta da rês mas não se sabia, ao certo, o rumo tomado. O vaqueiro, guiado pela fumaça  chegou ao local e encontrou Domingos na maior folga degustando o produto do roubo.  Daí por diante  a localidade passou a ser conhecida como a Grota do Domingo.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Frase do Dia.

"A pessoa que fala dos outros pra você, fala de você para os outros".

Arthur da Távola.

JOGADA DE MESTRE OU DE GALINHA.

Quando eu era criança pequena la na Rajalegre, cansei de ver Ze Gatinha, Pista Cavalcante, Douglas Moreno, Ze Clementino, Rubens Diniz, Nego Rui, Mundim do Vale, Paulo de Dudu jogando sinuca, mas jamais vi uma jogada dessas. E voce o que diz?

SALVE SÃO RAIMUNDO NONATO - ANTONIO ALVES DE MORAIS



A Festa de São Raimundo Nonato, em Várzea-Alegre, é uma das mais movimentadas da região. Há  quase 45 anos a igreja matriz é administrada pelo padre José Mota Mendes, um padre operoso e empreendedor. Afeito a duas qualidades  especiais:  presta conta dos centavos recebidos e, investe todos  os recursos  doados em retorno para o bem está dos paroquianos. Hoje em dia,  talvez seja a paroquia de São Raimundo Nonato a única que oferece  "ar refrigedo" aos seus fiés. A festa, deste ano,  rendeu para a igreja de São Raimundo Nonato, parcialmente, a quantia de R$ 160.162,35. O que gerou um lucro líquido e parcial de R$ 97.716,56. Que São Raimundo continue abençoando nosso pároco, nossa gente religiosa e  a nossa cidade.

Vale  lembrar a sinceridade do padre e a vaidade do devoto. Conta-se que em uma ribeira visitada pelo padre, em determinada casa o  proprietário doou  um real. Quando a padre saiu a mulher falou para o marido: eu quero saber se  você não tem vergonha de mais tarde o padre ler teu nome na radio  com uma oferta de um real? O homem saiu louco para a igreja, e, quando se aproximou do padre faltava dois nomes para a vez dele. Então tirou uma cédula de 100,00 e entregou ao padre e ficou aguardando  a leitura que não tardou: fulano de tal do sitio tal 100,00, tinha dado um real.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

ASSOMBRAÇÃO NO STF - TOFFOLI x LUIZ FUX.



O aluno reprovado Toffoli tentou dar aula ao professor emérito Luiz Fux.Foi uma aula de direito às avessas. Todo enrolado, sem saber o que dizer, fazendo pausas intermináveis, o ministro Dias Toffoli deu um voto destinado a ficar na História, mas às avessas, para que os alunos de Direito assistam diversas vezes e aprendam como não se deve proceder ao ocupar uma caderia na mais alta corte de Justiça.
Toffoli, a ignorância envaidecida. Ficou mal para ele e pior ainda para quem o conduziu até essa investidura. Sua nomeação para o Supremo mostra que, em seu permanente delírio de grandeza, Lula acabou perdendo a noção das coisas. Fez um bom governo, foi o primeiro operário a chegar à presidência da República de um país realmente importante, pelo voto poder, tornou-se uma importante personalidade mundial, mas o sucesso lhe subiu à cabeça, começou a fazer bobagens, uma após a outra. Lula poderia ficar na História como um dos mais destacados líderes da Humanidade, mas não tem a humildade de um Nelson Mandela nem o brilho de um Martim Luther King. Suas tiradas acabam soando em falso e os erros cometidos vão se avolumando.
Dias Toffoli foi um dos maiores equívocos cometidos pelo então presidente, que sempre se orgulhou de jamais ter lido um só livro. Desprezando o sábio preceito constitucional que exige notório saber jurídico, Lula nomeou para o Supremo um advogado de poucos livros, que por duas vezes já tinha sido reprovado em concursos para juiz. O resultado se viu no julgamento de segunda-feira. Todo atrapalhado, Toffoli não sabia quando estava lendo alguma citação ou falando por si próprio. O mau estar no plenário foi num crescendo. Os outros ministros já não aguentavam mais tamanha incompetência. Toffoli não se comportava como um magistrado, que necessariamente tem de examinar os argumentos de ambas as partes. Limitava-se a citar as razões dos advogados de defesa dos réus, sem abordar nenhuma das justificativas da Procuradoria Geral da República ou do relator.
Ainda não satisfeito com essas demonstrações de inaptidão e de parcialidade, Dias Toffoli resolveu inovar. De repente, para justificar seu papel grotesco, proclamou que a defesa não precisa provar nada, quem tem de apresentar provas é a acusação. Fez essa afirmação absurda e olhou em volta, para os demais ministros, cheio de orgulho, como se tivesse descoberto a pólvora em versão jurídica.
Os demais ministros se entreolharam, estupefactos, e Luiz Fux não se conteve. Pediu a palavra e interpelou Toffoli, que repetiu a burrice, dizendo que não cabe à defesa apresentar provas, isso é problema da acusação. Infelizmente, a TV não mostrou a risada de Fux, considerado um dos maiores especialistas em Processo Civil, um professor emérito e realmente de notório saber.
Até os contínuos do Supremo sabem que as provas devem ser apresentadas tanto pela defesa quanto pela acusação, mas na faculdade Toffoli não conseguiu aprender nem mesmo esta simples lição. É um rábula fantasiado de ministro, uma figura patética.

A SAGA DE ANTONIO DANTAS SOBRINHO


Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

F. Pessoa

Nasci no sítio Baixio, Várzea Alegre, Ceará, 1938. Filho de Lourenço Ferreira Lima e Luisa Dantas de Souza. Faço parte da décima geração descendente de Agostinho Duarte Pinheiro, donatário de uma sesmaria no Riacho da Fortuna onde fundou o sitio Monte Alegre. Um dos filhos de Agostinho, mudou o nome para José Ferreira Lima, com o intuito de obter mais uma sesmaria na região. Até hoje a família é conhecida como os Ferreira Lima de Monte Alegre. Por parte de meu pai, também sou descendente dos Alencar do Crato. Minha avo paterna era Ana Pereira de Moraes, irmã de Carlos de Alencar e outros. Por parte da minha Mãe, sou Neto de Manoel Dantas do Baixio. Meu nome é uma homenagem a um irmão do meu avô.
Eis a trajetória de minha vida.
No início de 1945 passei 2 meses aprendendo a ler numa escola de um vizinho. Em 1946, passei mais 2 meses completando que se chamava o primeiro ano de leitura, e em 1948, passei três meses com um amigo de meus pais cursando o primeiro ano primário em Juazeiro do Norte. Em 1949, por intolerância religiosa, minha mãe havia se convertido ao protestantismo, tivemos que sair do Baixio. Fomos morar numa localidade chamada Santa Luzia, perto da Mata do Nascimento, atual cidade de Dom Pedro, no estado do Maranhão.
Tal qual no Ceará, não havia escola naquele lugarejo, mas ainda tive a oportunidade de passar uns três meses numa escola de uma amiga de meus pais numa localidade vizinha. Em 1954, fui morar e aprender alfaiataria com um amigo numa vila mais distante chamada, Centro do Paciência, atual cidade de Governador Archer, onde meus pais moram atualmente.
Em 1956, por indicação de minha mãe, comecei a estudar no Instituto Batista do Cariri enquanto trabalhava numa alfaiataria em Juazeiro. Quando fiquei ali, tive muitas oportunidades de matar as saudades de Várzea Alegre e do Baixio, visitando e passando férias com meu avo, Manoel Dantas e outros parentes. 
Em 1958 fui expulso do Colégio Batista. Não tinha vocação religiosa! Mudei para Fortaleza onde passei um ano e meio trabalhando numa alfaiataria. Fiz um plano de sair de Fortaleza sabendo inglês, e pus-me a estudar sozinho. Todos os dias, durante um ano, aprendia dez palavras novas. Apenas aprendia a ler e escrever, mas foi muto importante porque meu primeiro emprego em São Paulo foi de tradutor de peças mecânicas, numa firma de pesquisa de petróleo filiada a Petrobrás. Ali havia muitos americanos e aproveitei para melhorar a pronuncia do inglês. Por influência deles, abri uma conta bancária nos Estados Unidos para onde enviava minha poupança para protegê-la da inflação e me preparar para uma eventual oportunidade de estudar no exterior.
Em 1963, comecei a namorar uma americana, e por influência do meu futuro sogro, pedi um visto de emigrante no consulado americano. Emigrei para os Estados Unidos no fim daquele ano. Logo em seguida, fui aceito na Universidade de Wisconsin, em Stevens Point, via um exame de admissão, pois não tinha educação formal. Como não tinha recursos para custear os estudos, a universidade me concedeu uma bolsa de estudos do legislativo estadual.
Em 1966, casei com Marilyn, que fora minha namorada em são Paulo e havia retornado aos Estados Unidos antes do meu visto de imigração. Foi ela quem me deu apoio moral e cuida muito bem de mim até hoje. Em 1968, ganhei uma bolsa de estudos para o mestrado na mesma universidade no campus principal, em Madison. Ali encontrei muitos brasileiros dedicados e preocupados com o destino do nosso país. Eles me influenciaram para que voltasse para o Brasil.
Em 1970, fui convidado, por indicação de um professor, para lecionar na Universidade de Brasília. Quando cheguei ao departamento de economia, acanhado e tímido academicamente, fiquei surpreso em saber que era o primeiro com mestrado lecionando naquele departamento. Logo, com 31 anos de idade, assumi interinamente a chefia do departamento onde promovemos uma reforma acadêmica que deu bons resultados até hoje.
Em 1972, voltei para os Estados Unidos com uma bolsa de estudos da Fundação Ford e apoio da Universidade de Brasília para me preparar para o Ph.D. na universidade de Cornell, estado de Nova York. Ali, tive a oportunidade estudar com ilustres brasileiros, com José Serra, Luciano Coutinho, Yoshiaki Nakono, Sérgio Mindlin, Lívio Reis de Carvalho e outros brilhantes colegas. Senti muito orgulho daqueles amigos. Tínhamos uma intensa vida intelectual e de preocupações com o destino da pátria. Estes se dedicaram a vida acadêmica e política. Eu fiquei sempre ligado a vida acadêmica.
No primeiro dia de aula em Cornell, agosto de 1972, nasceu meu filho Lourenço e na semana que conclui os exames para o Ph.D. nasceu minha filha, Tania. Em 1975, passei 3 meses em São Paulo, levantando dados para minha tese de doutorado. No início de 1976, defendi uma tese comparando o desempenho econômico entre firmas brasileiras e estrangeiras operando em São Paulo.
Em 1978, participei de um programa do MEC, lecionando para professores da Universidade do Piauí dentro do programa PICD. Em 1979, fui convidado pra lecionar no Colorado College, uma pequena universidade na cidade de Colorado Spring nos Estados Unidos. Passei um  ano de licença naquela cidade. E em 1981 voltei brevemente pra passar mais uma temporada lecionando ali.
Em 1985, havia acabado de sair da direção do Instituo de Ciências Sociais da UnB quando recebi um honroso convite do Governo do Canada para visitar o país e participar de um seminário dirigido a administradores. Em 1986, voltei para os Estados Unidos e passei 6 meses na Universidade de Harvard com uma bolsa da Fundação Fulbright. Tive a oportunidade de me especializar na área de investimentos e administração de projetos. 
Em 1988, participei durante 45 dias de um programa das Nações Unidas e Banco Mundial, preparando técnicos do Banco Central de Moçambique, na capital Maputo, antiga Lourenço Marques.
Em 1990, voltei para os Estados Unidos acompanhando meu filho que ia estudar engenharia no Instituo Politécnico de Worcester, estado Massachusettes. Nesse  período, 1990-93, lecionei no Framingham State College, perto de Worcester. Neste último ano, minha filha também entra para universidade, na cidade de Oshkosh, Wisconsin.
1993 - 2001, todos os anos, passamos as férias nos Estados Unidos, acompanhando os os filhos, Tania fazendo graduação e Lourenço, a partir de 1994, fazendo o mestrado na universidade da California, em Davis.  
Aposentei-me da universidade de Brasília em 2001 e passei a lecionar, administração pública e planejamento estratégico na Escola Nacional de Administração Publica, ENAP em Brasília.
Em 2005, voltamos definitivamente para Wisconsin e inverti o percurso, agora passamos mais tempo nos Estados Unidos e menos em Brasília, onde ainda me considero residente. 
Atualmente, desenvolvo trabalhos práticos, analisando os mercados financeiros e operando com ações e moedas. Quase todas semanas escrevo uma pequena resenha sobre esses temas e que são publicadas em alguns sites na Internet. A coleção completa pode ser lida neste site, www.investmax.com.br Todos os trabalhos na Internet são do pseudônimo, Professor Metafix.
Nota final.
Por trás dessa saga existe uma mensagem que aproveito para dirigir especialmente aos jovens de Várzea Alegre e aos leitores desse Blog. Apesar de não possuir a escolaridade de praxe, pois juntando todos os dias que passei nas escolas rurais e em Juazeiro, não chega a ser um ciclo completo do primário, nunca deixei de estudar sozinho até chegar a universidade. Sempre trabalhei pra me sustentar, mas as noites eram minhas e as dedicava aos estudos. 
Considero o sucesso como dependente de dois ingredientes; aquele que vem de dentro, a vontade; o outro, o que vem do ambiente. A inspiração vem do fora pois só podemos ver longe quando pisamos ombros de gigantes. Os professores são importantes e indispensáveis. Não realizamos muito sem que aja algum incentivo ou estimulo externo.
Felizmente, para manter a disciplina, trabalhei com um PMA – plano, metas e ação. Para minha surpresa isso foi fundamental na minha formação. Por exemplo, quando decidi aprender inglês, o plano era chegar em São Paulo com um conhecimento literário que me desse apoio para o trabalho e para os estudos. A meta era aprender, pelo menos, dez palavras por dia. A ação era escrever repetidas vezes as palavras nas duas línguas, traçando uma imagem mental do significado. 
Assim, como fiz com o inglês, todas as outras etapas foram planejadas. E como disse Shakespeare – a consciência nos transforma em covardes –  eu tinha medo de falhar.
Observo que as pessoas trabalham com um plano estratégico. Entretanto,  a maioria não executa, e fica apenas nas intenções. Neste caso, é necessário examinar as forças internas e externas, e trabalhar com metas num ambiente apropriado. 
Nosso cérebro funciona melhor dentro de um quadro de referência. Reconhecia minhas fraquezas e minhas forças e tentei eliminar as primeiras e fortificar as outras. Esse é o primeiro quadro. O segundo é ter uma meta e cumprir todos os dias uma parcela dela. O terceiro quadro, é o meio ambiente. Os estímulos e as forças externas vem do ambiente, se ele não for  propício, não atingimos nosso potencial. 
Na falta de escolas, tentei me colocar em ambientes que me dessem força. Coloquei-me sempre ao lado dos interessados no saber. Fugi dos pretendentes que não tinham a inteligência emocional para entender que a ignorância sai bem mais cara do que o saber. Reconheci o ditado que diz  – mostra-me com quem andas que saberei quem tu és.
Fácil? Não! Simples? Sim! O importante é o desafio; subimos montanhas não porque seja fácil, mas porque elas são lindas.  Não se faz aquilo que é bom porque seja útil, mas porque engrandece a alma. – Tudo vale a pena se alma não for pequena. Navegar é preciso – como disse Fernando Pessoa. Acima de tudo, procurava a felicidade e continuo cultivando-a até hoje. Não tenho riquezas porque sempre fiz tudo para dignificar o espirito.  Não mudei e ainda mantenho meu jeito alegre e brincalhão característico dos várzea-alegrenses.
Agradeço a Antonio de Morais, administrador deste Blog e ao Dr. Rolim pela atenção dispensada e a todos várzea-alegrenses que se dedicam a construir um lugar descente par se viver. Estes são meus heróis. – Merrill, Wisconsin, EUA, 2 de setembro de 2012.

Abraços,

Antonio Dantas

JOÃO PAULO CUNHA: O BOM MENINO QUE SE EMBRIAGOU PELO PODER.


João Paulo Cunha nasceu em Caraguatatuba (SP), de uma família como milhões de outras neste país afora, e foi um menino como milhões de outros neste país afora. Mas embicou na vida pública como muito poucos.
Já em Osasco, para onde foi com a família ainda criança, tornou-se metalúrgico e participou ativamente da Pastoral da Juventude, da mobilização de operários, da fundação do PT. Brandia a ética e a igualdade. Bom menino, bom rapaz.
Tudo mudou quando Lula subiu a rampa do Planalto, o PT deixou de ser oposição e se atirou de corpo e alma aos prazeres e às chances do poder. Sem lastro político nacional, sem verniz intelectual, sem liderança parlamentar, João Paulo deu um salto maior que as pernas: assumiu a presidência da Câmara dos Deputados já no primeiro ano de Lula.
O início do fim. Trocou o passado de lutas e o futuro promissor por um vício: a embriaguez do poder, em que “os fins justificam os meios”. Quis ser tudo, virou nada. Ontem, o Wikipédia já dizia que João Paulo Cunha “foi” um político brasileiro.
Sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal, por contundentes 9 a 2, entra para a história como o fim de uma era. Vai-se a impunidade, vem a responsabilidade. A Câmara dos Deputados, o Banco do Brasil, a Petrobras, a Presidência da República - as instituições, enfim- não têm donos, ou dono. São do Estado e servem à nação.
Isso vale para o Supremo, até mais do que para todas as demais. Lê-se que Lula está triste, acabrunhado, por sentir-se “traído”. Dos 11 ministros (incluindo Peluso), 8 foram colocados ali nos governos petistas e só 2 votaram pela absolvição de João Paulo - por extensão, do PT.
A corte suprema não vota mais com os poderosos, pelos poderosos. Julga com a lei, pela justiça. Inaugura, assim, um novo Brasil.
Bons meninos terão de se comportar sempre como bons cidadãos.

domingo, 2 de setembro de 2012

DÁ-LHE JOAQUIM BARBOSA - ANTONIO ALVES DE MORAIS


Entre os muitos presentes que Joaquim Barbosa tem recebido de admiradores nestes tempos de julgamento, três livrinhos de cordel se destacavam sobre sua mesa no gabinete do STF: um sobre o mensalão, outro sobre o PT e um terceiro intitulado O Dia Em Que Lula Foi Para o Inferno. Barbosa, a propósito, ainda não os leu.

CAIU A FICHA DOS PETISTAS - POR ILIMAR FRANCO



A condenação pelo STF do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) era esperada no partido. Mas não que ela fosse também pelo crime de lavagem de dinheiro. A partir de agora, os réus no processo do mensalão avaliam que podem ir para a cadeia.

Os ex-presidentes do PT José Genoíno e José Dirceu estão a cada dia mais apreensivos com os rumos do julgamento do mensalão. O caso mais grave é o de Genoíno. Deprimido, na volta das férias, deve pedir licença do Ministério da Defesa.

DE VOLTA PRA CASA - Wilian Bincoleto Wenzel.

Nos altos e baixos da vida, encontra-se o importantíssimo aprendizado, a carga que preenche o caráter, as mãos que moldam nossa maneira de ver o mundo, que ditam nossas atitudes. Viver em uma sociedade radicalmente pessimista e hipócrita como a que vivemos não é nada fácil. Mas são nos detalhes mais peculiares que encontro a razão para continuar caminhando, o motivo pela qual me disponho a ser feliz, e deixo de vez a incansável infelicidade, que corre pelos becos, procurando almas vazias para tragar. É nesse emaranhado de qualquer coisa que deixo-mo ser levado pelas ondas da diferença, aquela, que faz parecer in.diferença para o restante. É essa in.diferença que me difere, que me faz brilhar na hora certa, que me faz apagar quando se é necessário apenas observar. Pois o falso sábio, em sua insensatez, olha para a multidão de lunáticos, e em uma tentativa frustrada de querer chamar atenção, proclama seus dizeres sem sentido, que em climas de copa do mundo, mais parecem soar como vuvuzelas aos meus ouvidos. O brasileiro patriota, fugindo de suas obrigações e tomando mais um dose de um bom comodismo, esconde-se atrás de um telão, assistindo à sua débil seleção. Enquanto isso, a trupe, que foi eleita pelos falsos e facilmente enganados patriotas, se vê livre para pintar e bordar, sentem-se livres para roubar, escravizar e politizar um país que cada vez mais se afunda na ambição egoísta. Esse é nosso poderoso Brasil! [...] Que a cada dia mais vem tomando espaço nas camadas mundiais, como um dos países mais bem estruturados financeiramente, mas que não consegue se ver livre da verdadeira miséria, aquela que não envolve dinheiro, mas envolve milhões de famílias e lares, em diversos lugares diferentes. Multidões inteiras, atrás de algo que as faça esboçar um sorriso genuíno. E lá se vão os ricos, amontoando cada vez mais alimento para as traças devorarem, enquanto isso, pobres morrem de fome, continentes inteiros prateando pela escassez de água. E nós, que podemos mudar o quadro geral, decidimos de maneira cruel, simplesmente viver, deixando os problemas dos outros pra lá, afinal, um problema que não envolva a mim e a você diretamente, não chega a ser um problema meu e seu, não é mesmo?

De volta pra casa, percebo que continuamos os mesmos... Borboletas lutando para se libertar dos casulos da indiferença social e dos preconceitos, mas que se vêem enjeçadas por uma realidade cada vez mais bruta e apocalíptica. Eu também não mudei, pois ainda continuo o mesmo lunático, que acredita que o mundo poderia ser um lugar melhor para se viver, se milionários percebessem que dinheiro não é um alimento muito nutritivo - ainda mais depois de muito repassado; Um vendedor de sonhos que ainda acredita nos outros diversos vendedores de sonhos espalhados por aí, que tem medo de expor seus pensamentos de uma sociedade mais igual e solidaria, que fecham as janelas de seus pensamentos.

É, eu não mudei mesmo... Mais um dia está chegando ao fim, e eu vou caminhando a passos curtos para o quintal de minha casa, atento as estrelas do céu, tentando contá-las todas, lembrando-me das promessas que Deus tem pra mim, pra minha família e pra toda essa nação. Impossível contemplar toda essa beleza e não  agradecer à Deus por mais um dia de vida, por mais um fôlego em meus pulmões, pela saúde de minha família, pelo alimento, pela cama e pelo teto sobre minha cabeça.



sábado, 1 de setembro de 2012

SALVA DO MEIO DIA - AGOSTO 2009 - POR VICENTE RODRIGUES DE ALMEIDA.


O referido video é uma relíquia postada pelo ilustre colaborador Vicente Rodrigues de Almeida em  16 DE SETEMBRO DE 2009.  retrata a salva do meio dia, celebrada na matriz de são Raimundo nonato  naquele ano.

Salva do Meio Dia - Vicente Almeida


Este é o vídeo com o Dobrado que deveria ser postado juntamente com o texto da SALVA DO MEIO DIA, mas por problemas técnicos na internet, não foi possível a sua postagem em conjunto.
Através deste vídeo, o leitor do blog fará uma bela turnê pelo Município de Várzea Alegre e notará a abundância de pontos turísticos, serras, vales, rios e cascatas, praças, igrejas, romarias e muitos feitos urbanísticos que embelezaram a cidade.
Vale a pena visitar Várzea Alegre.
Vicente Almeida

SUPREMA CORTE X MENSALÃO - ANTONIO ALVES DE MORAIS



Em todos os segmentos da sociedade existem  os bons e os malfeitores. Em todos eles os bons procuram se distanciar dos malfeitores. No PT é diferente, não há essa separação, fazem de tudo  para defender a companheirada por indefensável que seja, e, por isso se misturam todos, se tornam iguais e, ao final, uns vão pagar pelos outros. 

Na sessão plenária desta 4ª feira 29, da Câmara dos Deputados em Brasília, ocupou a tribuna o Deputado Federal  Zé Geraldo, PT-PA, e em sua fala inicial, lamentou o sofrimento do seu amigo e colega Deputado. João Paulo Cunha,  por ser um homem integro, não merecia ser julgado, e se julgado for pelo SUPREMO, será  uma “ COVARDIA “ disse ele. 

Enquanto o Deputado Zé Geraldo desabafava na tribuna da Câmara, o seu colega João Paulo era condenado pelo Ministro, Cezar  Peluso que  declarou seu voto de forma bem popular: "Um presidente da Câmara que manda a mulher buscar de forma dissimulada 50 000 reais nos fundos de um banco, está fazendo coisa errada. E ponto final". O Deputado João Paulo Cunha foi condenado por 9 dos 11 ministros da corte, sua primeira pena a cumprir foi renunciar a candidatura a prefeito de Osasco.

Pelo andar da carruagem e entendimento dos juizes todos deverão ser condenados, pois se trata de um  mesmo crime.  Quanto ao cumprimento de penas é outra coisa. Pra quem não tem pudor não é desonra ser  assessor do Ministério da Defesa e ter que dormir na cadeia.