terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Luzes da Ribalta - Charles Chaplin - Francisco Petronio

Charles Chaplin estava deverasmente inspirado quando fez a composição Luzes da Ribalta. Como tudo produzido por Chaplin, trata-se de uma bela obra de arte. Canta o Francisco Petrônio para os leitores do Blog do Sanharol.

Dedicado ao amigo e irmão João Dino.



Charlie Chaplin

Dedicado as crianças do Blog. Vejam que bela luta.



LEMBRANÇAS DO COLÉGIO ESTADUAL WILSON GONÇALVES - POR ANTONIO MORAIS.



Dedicado aos ex-colegas José Flavio, Cesário Cruz, Antônio Primo e Nonato Paraíba.


Quando vejo ou escuto um professor reclamando das traquinagens, peraltices e estripulias dos alunos de hoje, não tenho nenhuma surpresa ou admiração. O nobre e preclaro professor está longe  de ter conhecido a turma de 1969 a 1971 do Colégio Estadual Wilson Gonçalves, em Crato.

Ali sim, não se sabia quem era mais levado da brega. Para não melindrar filhos e netos, não vou falar da maioria. Porém, não posso deixar de lembrar do Anário, este colega que nunca se afastou dos amigos do cariri, e, sempre provocou encontros, de modo que aquele ambiente de fraternidade do colégio não tivesse fim. Em nossa ultima reunião, ele chegou no local do encontro com uma hora de atraso. Chegou com seu jeitão manso, alegre, já com a esposa do quinto casamento e se abancou. 

Com um riso nos lábios, gesto característico, contou-nos uma ocorrência dos tempos do colégio acontecida com a nossa professora de biologia. Estou vendendo a historia pelo mesmo  preço que ele me passou, não acrescentei nem subtrair nada.

Todos conhecem o trajeto entre Colégio Diocesano e o Estadual. Chegava-se a Praça da Sé e seguia-se pela Rua Cel Antônio Luiz até a Faculdade de Filosofia, da Faculdade o colégio ficava há um passo. Toda aquela área era mata virgem.

Porém, Anário conhecia um atalho, uma vereda pelo antigo "Campo do Esporte" que encurtava, em muito,  a distancia. Informou para a professora de biologia que caiu na besteira de acreditar e segui-lo. 

Saíram os dois, Anário à frente seguido pela professora. Determinado lugar tinha "uma feze enorme", atravessando o caminho, o Anário a denominou, em sua narrativa, de "cagaião". 

O Anario pensou: aviso a professora, não aviso! Aviso, não aviso! Na duvida, lembrou-se, então, que a professora lhe dera um três na última prova. Decidiu por não avisar, seguiu em frente. Quando olhou pra traz a professora estava atolada na matéria. Resultado tiveram que voltar em casa, mudar as vestes, os calçados e fazer o roteiro conhecido. 

Nesse dia, graças as astucias do Anário, não houve aula de biologia para nossa turma.

Historias de varzealegrenses - Por Antonio Morais

Amadeu Neto, do Amadeu pai do Chico.

O Deputado Otacílio Correia conseguiu um emprego para Amadeu no Banco do Estado do Ceara. Cargo - Zelador.

Amadeu, sempre muito solicito, dizia para todo mundo que era um emprego muito bom, pois foi o Tio Otacílio quem arranjou. Cagava goma e contava vantagens para as negradas que tinha um Primo do pai dele muito importante que era diretor do Bec, nosso amigo Antônio Siebra Lima, conheci dos tempos do Bicbanco.

Amadeu arranjou uma namorada em Farias Brito dizendo que iria assumir a gerencia do Banco. Todo fim de semana era almoço de galinha caipira, capote, até um bacurin abateram um dia. Levou adiante esta lorota até quando pode.

Um belo dia, os pais da moça foram ao Banco e o viram fazendo faxina. Amadeu ficou bastante encabulado, mas, como todo bom varzealegrense tem uma boa saída, disse para o futuro sogro, que era uma praxe do banco os futuros gerentes passarem por todas os departamentos da agencia. O sogro foi falar com gerente e acabou o sonho do bancário - terminou o noivado.



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Historias de varzealegrenses - Por Antonio Morais


Joaquim Alves de Oliveira - Joaquim de Satiro.

Joaquim Alves de Oliveira, Joaquim de Satiro do sitio Boas Vista foi um dos maiores empreendedores de nossa terra. Homem honrado, trabalhador de descencia e honradez inigualável. Muito serio, não tolerava brincadeiras, respeitado e respeitador.

Possuía varias propriedades, a Boa Vista onde residia com a família, nos Inhamuns e no Piaui onde criava gado. Viajava para os Inhamuns, mais precisamente Arneiroz em lombo de animais, fazendo o percurso de 60 léguas em dois ou três dias de viagem. No caminho existiam os pontos de paradas para se arranchar, fazer alimentação, botar os animais para pastar e descansar. Geralmente residências de pessoas amigas e bastante conhecidas.

Certa vez, chegando num desses locais, por volta das oito horas da noite, soltaram os animais na roça e ficaram aguardando o jantar levando um lero na alpendrada da casa. Joaquim de Satiro e o dono da casa conversavam enquanto um caseiro e Caboclo, que cuidavam dos animais, armaram as redes e ficaram ouvindo a prosa.

O dono da casa disse: Seu Joaquim - eu plantei um pé de banana da casca verde ali de traz do açude e o primeiro cacho que deu causou admiração - tinha pra mais de 600 bananas. A prosa continuou e Joaquim de Satiro disse: Eu tenho uma junta de bois na Boa Vista que também causa muita admiração, um deles, tem os chifres tão grandes que medem aproximadamente oito palmos, de uma ponta a outra!

O caseiro abriu as franjas da rede, olhou para Caboclo e disse: Esse boi de seu Joaquim é para carregar a carroça que vai trazer o cacho de bananas de seu José do açude pra casa.

Mais que nada, Joaquim de Satiro ouviu a lera do sujeito e disse incontinente: Caboclo, vá pegar os animais e vamos embora. Não houve quem desse jeito, seu Joaquim não gostou da pilheria do caseiro e foi embora na mesma hora. Não se tem mais homens como antigamente.

Fonte - Vicente de Morais Feitosa.

A troca dos santos - Por Antonio Morais


Foto do meu amigo e camarada Aldenisio Correia a quem dedico esta proeza.

Prezado amigo. Estou vendendo esta historia pelo mesmo preço que recebi de um filho de Pedro Frutuoso do sitio Guaribas em Várzea-Alegre. Trata-se de um contraste conhecido e falado até na musica do saudoso José Clementino que diz: São Braz lá é São Raimundo. Pois bem, quando se espalhou essa historia o padre da época teve a iniciativa de mandar fazer varias imagens de São Raimundo para disseminar entre os paroquianos a correção do erro.

Em cada casa deixava uma imagem, e, sempre recebia alguma doação em troca. Na casa de Pedro Frutuoso, nas Guaribas, quando o padre entregou a imagem a mulher disse: menino, pega uma galinha pru padre levar! Menino como diabo, correu um prum lado, outro pra outro e quando retornaram três deles traziam uma galinha carijó presa debaixo do braço.

A mulher encabulado mandou o padre levar as três galinhas. Pedro Frutuoso não falou nada, mas reconheceu ter levado uma tremenda taboca no negocio. Dias depois a mulher, se aprontou toda, botou vestido novo, óleo de coco no cabelo, se penteou, enrolou a imagem numa toalha e disse para o marido: Pedro, eu vou pra missa no Riacho Verde, vou mandar o padre benzer meu santinho.

E Pedro aconselhou: Muié pede pru padre ensinar ele a “pô” que está com um mês que nós perdemos três ovos todo dia.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Cachorro doido ou vaca de bezerro novo - Por A. Morais


Está historinha do meu pai, Jose André, eu estou vendendo pelo mesmo preço que recebi do amigo Sergio Pinto de Carvalho.

Toda tardinha Rosa Amélia Carvalho, esposa do Sergio, saía para fazer caminhada. Seguia de Várzea-Alegre em direção ao Sanharol, muitas vezes chegando ao sitio Serrote. À tardinha o Sergio seguia de carro ao encontro e juntos faziam o restante do retorno.

Certa feita Sergio passava a altura do Posto Boa Vista e, Zé André do Sanharol ia a pé e o Sergio ofereceu carona.

Zé André aceitou, se abancou na poltrona do carro, olhou para o amigo e perguntou: Sergio, você está indo pra onde? Sergio respondeu no ato: estou indo encontrar a Rosa Amélia que está voltando de uma caminhada e, neste horário, é muito perigoso andar sozinha.

Zé André disse então: Sergio, Rosa Amélia e Tonha lá de casa, só correm risco se derem de frente com um cachorro doido ou uma vaca de bezerro novo, tirando essas duas coisas não haverá nada que lhes cause algum perigo.

Bar do Titico - Por Helder França.

Várzea-Alegre tem um canto
Muito rico em freguesia
Eu da turma gostei tanto
Que bebo lá todo dia
E conversando lá fico
Na bodega do Titico
Que é mesmo um divertimento
Com mazile no balcão
Eu fico lá com BUJÃO
Gostando do movimento

Na bodega do Titico
Só entra gente de bem
Entra pobre e entra rico
Por isso entro também
Lá tem um ventilador
Que só serve pra doutor
Mas o dono tá direito
Acompanha o movimento
Diz que é racionamento
Que só liga pró prefeito

O bar é localizado
Bem no centro da cidade
Fica perto do mercado
Cheio de amor e amizade
Lá não se ouve mentira
Lá no Beco da Gobira
Beco estreito e pequenino
Com o nome hoje mudado
Por um decreto aprovado:
Travessa Zé Clementino

E foi lá que aconteceu
Êste causo interessante
E como isso se deu
Eu vou contar num instante
Sem pensar nada de mal
Bujão jogou no quintal
Um frasco seco, mas bom
Jogou o frasco no mato
Depois que usou êste extrato
Conhecido por Avon

Pedro Salgueiro encontrou
O frasco seco, no chão
Dentro do frasco mijou
Prá parecer com loção
Voltou no balcão dizendo
A quem estava bebendo:
Eu vendo um perfume bom
Eu tou liso e dou barato
É do melhor este extrato
É topázio, da Avon.

Macaúba se animou
Mesmo assim sem ter dinheiro
E o perfume comprou
Na mão de Pedro Salgueiro
Macaúba bebo e gago
Dizia: Pêdo eu lhe pago
Isso não tem confusão
Roubar não é meu costume
Mas só compro seu perfume
Se vender a prestação.

O negocio ficou feito
Tudo em boa condição
Macaúba satisfeito
Com o perfume na mão
Muito bebo e muito gago
Dizia: Pêdo eu lhe pago
Eu sou um cara bacana
E vou cumprir o meu trato
Eu vou pagar seu extrato
Dou cinquenta por semana.

E o bom é que ele cheirava
Encostava a narina
Não sei porque não notava
Que o cheiro era de urina
Foi mesmo uma palhaçada
Foi uma tarde animada
Que admirado inda fico
E tudo assim se resume:
Vender mijo por perfume,
Só lá no Bar do Titico.

Historias do Sanharol - Por Antonio Morais


Uma postagem dedicada a José Morais - Zé do Galo.

Mesmo sabendo que corro um grande risco de perder a amizade do primo e afilhado Elmano, vou contar um pouco das historias do Sanharol que o envolve. Quem sabe o Tom resolva quebrar o mistério e se identifique, já que falei de sua família toda, mas, não disse seu nome.

Elmano é um rapaz muito bom, ordeiro, amigo e trabalhador. Caçula da minha tia Maria e meu afilhado. Orfa de pai, criado muito mimoso e nas condições possíveis para época.

Depois de adulto se dedicou a criação de caprinos. Preparou o campo, fez um curral e adquiriu umas cabras parideiras e boas de leite. Muito hospitaleiro e bom com os amigos. Cedia sempre sua casa e o armazém para os amigos curtirem a ressaca dos dias de festa. Tinha sempre as mais alvas redes e os mais perfumado lençois.

Um belo dia chegaram por lá Junior de Oriel, Junior de André, Lucianinho e mais outros, não sei dizer se o TOM estava junto. Elmano acomodou todos e de madrugada bateu uma dor de barriga condenada em Lucianinho e ele correu para o chqueiro dos bodes.

Depois de uma bela cagada não viu, ao seu redor, papel higiênico, folhas quaisquer, sabugo, nada. Se agarrou com um bode que passava por perto e fez o asseio com o rabo do bicho. No outro dia estava denunciado: um boloto de merda seca no rabo do bode servia de prova da desmoralização do chiqueiro. Desse dia em diante Elmano acabou com o coito dos amigos alegando falta de compostura.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Historias de Padim - Por Antonio Morais



Manuel Inácio da Costa - Manuel de Teté ou de Vó.

Raimundo Bitu do Sanharol cedeu uma parte de terra para Antão Pereira fazer um plantio de fumo. As plantas cresceram com uma desenvoltura de causar admiração. Folhas grandes, largas e sadias. Quando maduraram foram colhidas, colocadas num varal e transformadas em fumo forte e bom de acordo com os adeptos do cachimbo.

Raimundo Bitu recebeu de renda umas 50 varas de fumo, e, Manuel de Teté sabendo deste rendimento todo foi até a casa dele e disse: Raimundo Bitu, ontem eu sonhei com tua mãe, Dona Bilinha e, ela mandou te dizer que me desse duas varas de fumo.

Raimundo Bitu, pensou um pouco, coçou o cangote e respondeu: Manuel de Teté, que coincidencia, eu também sonhei com a tua mãe, ela me pedindo que mandasse você parar de fumar se não tu ia se lascar, tu ia morrer.



Ingenuidade.

O Cassimiro Bento, do Açude Velho, município de Piquet Carneiro, de início, era uma pessoa normal. Casou-se, nasceram muitos filhos, porém depois de quarenta anos, apareceram uns problemas e ficou amalucado. Não era totalmente débil mental, mas, muito ingênuo mesmo. As conversas dele não tinham pé nem cabeça. Enviuvou, e passou a morar na casa dos filhos, uns dias na de um, outros dias na casa de outro, e assim por diante. Quando se encegueirava por uma coisa não tinha quem o arredasse. No começo da década de 1940, cismou de ir passar uns meses na casa de uma filha em São Paulo. Insistiu até arranjarem dinheiro para ele viajar, àquela época de navio, em companhia de pessoas conhecidas.

Passou por lá um ano ou mais e, de novo, começou a insistir para voltar. Era no quente da segunda grande guerra, de vez em quando se sabendo notícias de navios afundados pelos alemães, por isso, a filha temia em deixar seu pai viajar de navio, pois, naquele tempo não havia outro meio de transporte, porém, insistiu tanto que o jeito foi ela concordar embora sabendo do grande perigo.

Arranjou passagem, embarcou ele no porto de Santos e telegrafou para a família. Aconteceu que com oito ou nove dias de viagem o navio foi torpedeado. Correu a notícia: “o navio que Cassimiro viajava afundou e não se salvou ninguém”. A família em Piquet Carneiro quando soube, ficou muito aflita e botaram luto. Passados uns dois ou três anos, eu estava um dia hospedado na casa do meu parente, o Chico do Zeca, em Fortaleza, saí pra rua e quando voltei avistei o Cassimiro bem sentado na casa onde eu estava hospedado, e sem querer acreditar, perguntei: “É o Cassimiro Bento mesmo?” E ele com aquela mesma cara de pateta, só fez dizer “éééé”.

Ai fomos quebrar cabeças para saber como foi que ele se salvou do naufrágio do navio. Ele contou uma estória que quase não acabava mais e no final tiramos a conclusão de que o caso aconteceu mais ou menos assim: quando o navio chegou no Rio de Janeiro demorou um pouco; o Cassimiro então saiu e foi pedir para um rapaz desconhecido trocar uma cédula de dez mil réis; o rapaz respondeu que não podia, mas, se ele quisesse, ia ali trocar o dinheiro e voltaria já; ele concordou e depois de esperar muito pelo rapaz, faltou a paciência e saiu para procurá-lo na rua; nem encontrou e nem acertou mais voltar; começou a se lastimar de rua em rua, até que um senhor se compadeceu e o levou para a casa, onde ficou trabalhando, zelando o jardim; depois, este mesmo senhor arranjou uma passagem e o mandou para o Ceará, visto que a guerra já havia terminado.

Passou mais de três anos na casa desse senhor. No dia seguinte viajávamos de trem para o interior, sentados na mesma cadeira, e de vez em quando eu notava ele querendo rir. Perguntei-lhe porque estava rindo e ele respondeu: “maginano, quandeu chegá lá, o avoroço do povo cum medo deu”....
Mombaça Online.

Causos nossos - Por Antonio Morais


José Alves Costa - Zezinho Costa.

Um dos maiores empreendedores de Várzea-Alegre, ex-prefeito do município, sem duvidas, o maior proprietario de terras e o mais afortunado dos nossos conterrâneos a sua época. Anualmente recebia um carro zerado da fabrica. Certa feita, na viagem inaugural ao Umari, na passagem pela curva da Santa Rosa, abalroou sua bela rural novinha com Neguim de João V-8 que travegava em sentido contrario no Jeep velho de António Vieira.

Neguim desceu do carro desconfiado e amedrontado disse: Também seu Zezin Costa, o senhor vinha na contra mão! E Zezinho Costa muito autoritário respondeu: E porque você não vinha na contra mão também?

Historias de José Vieira

José Vieira do Chico foi um dos homens mais inteligente e sábio de nossa terra. Espirituoso e bem humorado, prudente, muito calmo, trabalhador e honesto.

Certa feita uns compradores de garrotes da Paraíba chegaram a Várzea-Alegre e compraram uns animais a José Piau, outros a Menininho Bitu, e, como sobrava espaço no caminhão que transportava, especularam de quem pudesse ter garrotes pra vender. José Vieira tinha uns garrotes muito bons e foi procurado pelos paraibanos.

Do encontro se deu o presente dialogo:

Paraibanos: seu José Vieira, nós gostaríamos de comprar os seus garrotes. Compramos do José Piau e do Menininho Bitu, e, estamos a precisar de completar a carrada.

José Vieira - Não posso vender os meus agora.

Paraibanos - Nós compramos a bom preço e o dinheiro esta escutando a conversa.

José Vieira - Eu não posso vender porque os animais estão numa roça que tem tingui, se mexer eles caiem e morrem.

Paraibanos - Tingui não é problema, nós andamos com uma taboca, se a reis cair agente mete a toboca no fundo, o ar comprimido evacoa e ela fica boa.

José Vieira - Vige como lá é diferente daqui, pois aqui quando a reis cai metem a toboca é no fundo do dono.