terça-feira, 18 de novembro de 2014

Enviado por Amigos de Deus

Conta-se a história de um homem idoso, bastante míope, que muito se orgulhava em ser crítico de arte. Certo dia, ele e alguns amigos foram visitar um museu e, de imediato, começou a tecer críticas sobre alguns dos quadros.

Parando diante de um quadro de corpo inteiro, e depois de observá-lo bem, começou a opinar sobre o quadro. Ele havia deixado os óculos em casa, e não podia ver com clareza. Então, com um ar de superioridade, comentou:

"A constituição física deste modelo não está de acordo com a pintura. O sujeito é bastante rústico e está miseravelmente vestido. De fato, ele é repulsivo, e foi um grande erro para o artista selecionar esse modelo de segunda classe para pintar o seu retrato".

O velho camarada foi seguindo em seu caminho, quando sua esposa o puxou para o lado e sussurrou em seu ouvido: "Querido, você estava se olhando no espelho".

Quantas vezes nossa miopia espiritual não nos permite enxergar nossos defeitos, os quais só enxergamos nos outros...Enxergamos o argueiro nos olhos de nosso irmão e não percebemos a trave que está em nossos próprios olhos!

Não podemos agir como a rainha má do conto infantil Branca de Neve e os Sete Anões, que se colocava diante de um espelho e perguntava:

"Espelho, espelho meu, existe no mundo mulher mais bela do que eu?" Consagremo-nos a Deus em oração e peçamos-Lhe forças para mudar o nosso visual espiritual, a fim de que, o reflexo dessa imagem no espelho da Palavra de Deus nos mostre não mais os defeitos, mas um ser restaurado por Seu amor.

"Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã." Isaías 1.18

Extraído do livro "Our daily bread"

Colaboração de um Amigo de Deus

Enviado por amigos de Deus

Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: "pai, começa o começo!". O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim.

Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.

Meu pai faleceu há muito tempo (e há anos, muitos, aliás) não sou mais criança. Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, "começar o começo" de tantas cascas duras que encontro pelo caminho.

Hoje, minhas "tangerinas" são outras.

Preciso "descascar" as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios. 

Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis......

Enviado por amigos de Deus.

O dono de uma mansão hospedou um parente distante pela primeira vez.  O hospede praguejava e blasfemava sem cessar. Quando o anfitrião lhe perguntou se não tinha temor de ofender a Deus, com tal linguagem, o visitante respondeu: 

“Não! Nunca vi Deus”.

Na manha seguinte, os dois homens olharam alguns quadros. “Essas são pinturas de meu filho”, o anfitrião disse. Seu parente ficou impressionado, mas seu entusiasmo iria além. Durante o dia, ele teve oportunidade de admirar várias outras obras que aquele rapaz havia realizado no jardim, na decoração da mansão e no terreno onde ficava a propriedade. 

Ele sempre perguntava que havia feito aquilo, e toda vez ouvia a mesma resposta: Meu filho. 

Finalmente exclamou: “Como você deve ser feliz por ter um filho assim!” Foi a vez do anfitrião perguntar: Como você pode dizer isso? Você nunca o viu! Surpreso o visitante replicou: Mas vi as obras que ele realizou. 

O dono da casa apontou para uma janela e falou: Então olhe pela janela e veja o que Deus criou. Você nunca O viu, mas pode contemplar Suas obras. Ninguém jamais viu a Deus também. Contudo, podemos contemplar e tocar Sua criação todos os dias e reconhecer sua existência e magestade nela. 

E cada de um nós tem de crer que esse Deus Criador é também o Deus Salvador, que deu Seu Filho, Jesus Cristo, para que pudéssemos conhecê-Lo. “Que me vê a mim vê o Pai... Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me ao menos, por causa das mesmas obras” João 14. 9-11

Transcrito Boa Semente - Devocional - 2012

Ao diabo não se diz amém - Mary Zaidan.


A proposta de flexibilizar a meta fiscal enviada ao Congresso Nacional é obscena sob qualquer ótica.

Não é a primeira e por certo não será a última vez que o governo Dilma Rousseff transfere para outros a tarefa de corrigir os males provocados por um dever de casa que ela não fez. Mas nunca antes da história deste país um governo foi tão longe: quer aprovar uma lei para descumprir a lei.  

A proposta de flexibilizar a meta fiscal enviada ao Congresso Nacional é obscena sob qualquer ótica. 

Dilma gastou muito mais do que arrecadou por meses a fio. Passou a campanha eleitoral inteira mentindo que a economia ia bem, tratando qualquer crítica como mau-agouro de gente que torce pelo quanto pior, melhor.

A menos de dois meses do fim do ano, a recém-reeleita se vê forçada a confessar que não tem saldo para fechar as contas. Sugere mudar as regras do jogo pertinho do apito final, exigindo que o Congresso limpe a sua lambança.

Mais: pede arrego com a marca registrada da arrogância.

Nem Dilma nem os seus admitem qualquer erro na condução da política econômica. Ao contrário. Publicamente, ela faz pouco caso do tema: “Dos 20 países do G-20, 17 estão hoje numa situação de ter déficit fiscal”, disse em Catar, antes de seguir para a Austrália para o encontro dos 20 ricos que ela afirma estarem mais debilitados do que o Brasil.

Se assim fosse, por que então inventar uma lei de última hora para pintar de azul o vermelhão das contas públicas?

Na sexta-feira, em entrevista à jornalista Míriam Leitão, o ministro da Casa Civil, Aloízio Mercadante, ultrapassou todos os limites. Arguido sobre a hipótese de rejeição da proposta, ele, sem qualquer constrangimento, transferiu a conta da irresponsabilidade governamental: “Se o Congresso não der autorização nós cumpriremos o superávit. É simples. Suspende as desonerações, corta os investimentos para as obras e para uma parte da economia. Nós vamos ter mais desemprego e ficará na responsabilidade de quem tiver essa atitude.”

Falou isso de cara limpa, como se ao invés de estagnação e PIB menor de 0,5%, o país estivesse crescendo horrores graças à indução das políticas públicas.

À obscenidade agregam-se à lei outros atributos da mesma estirpe. Se aprovada, não servirá a quem interessa, já que credores e investidores sabem que o anil do balanço é falso. Mas, de forma perversa, derrubará o instituto da responsabilidade fiscal também nos estados e municípios. Se a União pode, por que não os demais? Um desastre anunciado.

Ainda que a manobra arisca dos aliados para acelerar a votação indique a possível aprovação do projeto, o Congresso Nacional tem uma chance única de evitar a catástrofe. De mostrar que não se ajoelha para quem faz o diabo.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Desça do palanque, Dilma!- Ricardo Noblat.


A presidente perdeu uma rara oportunidade de ficar calada.

Na Austrália, do outro lado do mundo, sob o efeito do fuso horário, talvez, como se ainda estivesse em cima de um palanque, certamente, a presidente Dilma Rousseff concedeu sua primeira entrevista coletiva sobre o arrastão de donos e executivos de empreiteiras que marcou na semana passada mais uma etapa das investigações sobre a roubalheira na Petrobras. Perdeu uma rara oportunidade de ficar calada.

Dilma foi vítima da síndrome do terceiro turno que não acomete apenas a oposição. Disse um monte de bobagens, invenções e falsas verdades para uma plateia de jornalistas que se deu por feliz em anotar o que ouviu.

E assim procedeu como se ignorasse que o distinto público conhece cada vez melhor os vícios e espertezas dos seus representantes. Vai ver que ela ignora mesmo.

Vamos ao que disse.

Teve o atrevimento de afirmar de cara lavada que “pela primeira vez na História do Brasil” um governo investiga a corrupção. E não satisfeita, culpou governos passados pela corrupção que acontece hoje na Petrobras.

Stop!

O governo dela não investiga coisa alguma. Polícia Federal e Ministério Público investigam. Os dois são órgãos do Estado, não do governo.

Corrupção existe em toda parte e o tempo inteiro. Mas enquanto não se descobrir que houve corrupção na Petrobras em governos anteriores aos do PT, vale o que está sendo escancarado pelas investigações: o PT privatizou, sim, a Petrobras. Apropriou-se, sim, dela.

Corrompeu-a, sim. E usou-a, sim, para corromper. Depois de Lula, Dilma é a figura mais importante da Era PT.

Adiante.

Para Dilma, o escândalo cuja paternidade ela atribui a outros governos e cuja decifração reivindica para o seu, “poderá mudar o país para sempre. Em que sentido? No sentido de que vai acabar com a impunidade”.

Stop!

Sinto muito, Dilma, mas o escândalo que poderá mudar o país para sempre, e que acabou com a impunidade, foi o do mensalão. Quer tirar de Lula a primazia?

Dizer que “essa questão da Petrobras “já tem um certo tempo” e que “nada disso é tão estranho para nós” é uma revelação digna de nota.

Primeiro porque o governo dela se comportou como se nada soubesse quando estourou o escândalo. Segundo por que o máximo que ela insinuou a respeito foi que havia demitido Paulo Roberto Costa, ex-diretor da empresa, réu confesso.

Ora, ora, ora.

“Paulinho”, como Lula o chamava, saiu da Petrobras coberto de elogios pelo Conselho de Administração da empresa presidido por Dilma até ela se eleger presidente da República.

Foi um dos 400 convidados de Dilma para o casamento da filha dela. E ao depor na CPI da Petrobras, contou com a proteção da tropa do governo. Dilma nada fez para que não fosse assim.

Adiante, pois.

O escândalo da Petrobras não dará ensejo à revisão dos contratos do governo com as principais empreiteiras do país, avisou Dilma. Muito menos a uma devassa na Petrobras.

“Não dá para demonizar todas as empreiteiras. São grandes empresas”, observou Dilma. “E se A, B ou C praticaram malfeitos, atos de corrupção, pagarão por isso”.

Stop!

Quer dizer: mesmo que reste provado que as nove maiores empreiteiras do país corromperam e se deixaram corromper, os contratos que elas têm com o governo fora da Petrobras não serão revistos.

Não parece razoável que empresas envolvidas com corrupção num determinado lugar possam ter se envolvido com corrupção em outros?

Por fim: se a Petrobras não pede uma devassa é só porque Dilma prefere que seja assim. 

domingo, 16 de novembro de 2014

Eduardo Cunha: o inimigo que tira o sono do Planalto - João Domingos, Débora Bergamasco, Estadão


Acostumado 'a entregar o que promete', peemedebista concorrerá à presidência da Câma.

O Executivo “que tudo faz e tudo pode”, na definição do líder do PTB, Jovair Arantes (GO), tenta, mas ainda não conseguiu minar o favoritismo do peemedebista Eduardo Cunha (RJ) na disputa pela presidência da Câmara no ano que vem. O lançamento oficial da candidatura está marcado para 2 de dezembro, dando início a dois meses em que o governo fará de tudo para impedir o que seria a coroação de anos de atuação do líder do PMDB em prol de seus aliados.

Esse favoritismo vem sendo construído há anos. “Eu fico admirado com a capacidade de trabalho dele: sabe o nome de todos os deputados, sejam do PMDB, sejam de outros partidos. E costuma entregar o que promete, o que não é comum aqui”, diz o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), ao explicar por que Cunha tem obtido adesão, apesar da resistência do Planalto.

Reinaldo Azevedo.

Quando se tem um ministro da Justiça como José Eduardo Cardozo, a gente entende por que a Petrobras afunda num mar de lama. Este senhor perdeu o senso de ridículo!

Sou crítico de muitos ministros deste governo, mas há dois sobre os quais sinto certa vergonha de escrever: Gilberto Carvalho e José Eduardo Cardozo. São duas figuras patéticas, bisonhas, ridículas. Carvalho é candidato a qualquer coisa no PT — restando algum juízo a Dilma, ela o chuta do Palácio. Já Cardozo tem a ambição de ocupar um lugar no Supremo, uma piada grotesca, eu sei, mas verdadeira. Muito bem! Nesta sexta, todos percebemos a terra tremer com a prisão de um monte de empreiteiros e assemelhados, num dia apelidado por policias federais de “Juízo Final”. É claro que a temperatura da crise subiu muito. Cardozo resolveu, então, conceder neste sábado uma entrevista coletiva. E meteu, como sempre, os pés pelos pés.

A Polícia Federal é subordinada ao Ministério da Justiça, mas tem autonomia garantida em lei para efetuar suas investigações. O ministro não pode e não deve ser previamente avisado. Segundo disse, ficou sabendo da operação no fim da madrugada, quando já tinha sido deflagrada. Aí, então, teria telefonado para a presidente Dilma, que está em viagem, e recebido instruções. Certo. Cabia a Cardozo dar uma entrevista? Acho que sim.

Mas para dizer o quê? O que seria óbvio numa democracia convencional: que a PF tem autonomia no seu ofício, que o governo espera que tudo tenha sido feito dentro das regras, que tem a esperança de que as acusações dos advogados de que seus clientes tiverem direitos agravados não precedam etc. Mas foi isso o que fez o ministro de Dilma que acha que se pode trocar facilmente a canga pela toga? Não!

Resolveu vociferar impropérios contra adversários políticos. E disparou: “A oposição não pode usar as prisões para criar um terceiro turno eleitoral”. Mas quem é que está agindo assim? Ele não disse. É impressionante que um ministro da Justiça faça uma acusação com esse peso sem citar nomes. O que Cardozo pretende?

Quer dizer que ou a oposição aplaude a ação do governo ou será tentativa de disputar o “terceiro turno”? Eu estou errado ou esse que se pretende futuro ministro do Supremo acha que, ao vencer uma eleição, um partido também retira dos derrotados o direito de se comportar como adversários? A afirmação é de uma irresponsabilidade impressionante, sobretudo porque um ministro da Justiça não acusa, mas age.

Cardozo — não posso ver a sua figura sem me lembrar da doce metáfora que Dilma lhe dispensou: um dos “Três Porquinhos… — está acostumado a não ter limites. Afirmou a jornalistas que Dilma deu sinal verde para levar adiante as investigações… Como, excelência? Quer dizer que, se ela tivesse dado sinal vermelho, aí tudo seria paralisado? Ela nem dá nem deixa de dar sinal verde. A PF não obedece a esse tipo de comando.

Cardozo deu outra resposta deliciosa quando indagado sobre a suposta participação de João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, nos escândalos da Lava Jato: “Eu não faço isso com amigos, não faço com inimigos. Vamos olhar os fatos e investigá-los.” Bem… Inimigo do ministro Vaccari não é. Só restou o papel de “amigo”…

A entrevista de Cardozo foi um despropósito. Chega a ser estarrecedor que, um dia depois daquela penca de prisões — incluindo a de Renato Duque, ex-operador do PT —, este senhor venha a público para tentar passar um pito na… oposição!!! É espantoso a solenidade com que ignora a importância do cargo que ocupa.

Disputar terceiro turno, meu senhor? O que o Brasil se pergunta é quanto do dinheiro roubado da Petrobras foi parar no primeiro e no segundo turnos, não é mesmo?

Comporte-se de modo mais decoroso, meu senhor!

CPI da Petrobras vai tirar a máscara do governo e da oposição - Ricardo Noblat


Quem politiza as investigações sobre o desvio de bilhões de reais da Petrobras? A oposição, que cobra do governo que ajude a Polícia Federal a desbaratar a mais poderosa e sofisticada organização criminosa jamais vista na história do país? Ou o governo, que começou a acusar a oposição de não querer descer do palanque com a intenção de disputar o terceiro turno da eleição presidencial?

Os dois, oposição e governo. Natural. Política se faz assim. Quem está fora do poder entrega a mãe, se for necessário, para alcançá-lo. Quem tem o poder se mata vivo, mas não abre mão dele.

No caso brasileiro, o distinto público é convocado a cada quatro anos para dizer quem deverá tocar o poder nos quatro anos seguintes. A democracia é um regime imperfeito. Mas não há regime mais perfeito do que ela.

Nesta terça-feira, a CPI mista da Petrobras se reunirá mais uma vez. Seu prazo de funcionamento foi prorrogado até o início do recesso de fim do ano do Congresso. Até aqui, a CPI não serviu para nada.

Ou melhor: serviu para confirmar o desinteresse do governo e da oposição na descoberta de qualquer coisa capaz de incriminar corruptos e corruptores. Dilma fala em apurar tudo “doa em quem doer”. Mas orienta os políticos que a apoiam a não apurar nada.

A oposição fechou um acordo com a tropa do governo para que se deixe o escândalo da Petrobras por conta unicamente da Polícia Federal e do Ministério Pública. A desculpa: a CPI não tem como competir com delegados e procuradores. O que é fato.

A verdade verdadeira: assim como o governo, a oposição não quer correr o risco de se denunciar, nem às fontes tradicionais de financiamento de campanhas. Ninguém é trouxa, ora.

Estão presos 20 donos e executivos das nove maiores empreiteiras do país. Oito delas, juntas, doaram para as campanhas eleitorais deste ano algo como R$ 182 milhões. Doações declaradas à Justiça. Certamente doaram outros tantos milhões por debaixo do pano.

A CPI do bicheiro Carlinhos Cachoeira acabou no ano passado quando esbarrou no primeiro dono de empreiteira, Fernando Cavendish, da Delta Construções. Esta agora? Faça sua aposta. Desconfio que ela custará as máscaras do governo e da oposição.

sábado, 15 de novembro de 2014

O Pajé e sua criatura sabiam da corrupção na Petrobras - Augusto Nunes.


Há 20 dias, VEJA publicou na capa a notícia ratificada pelo editorial do Estadão: Lula e Dilma sabiam da corrupção na Petrobras

ELES SABIAM DE TUDO, revelou VEJA na capa da edição distribuída em 24 de outubro, dois dias antes da eleição presidencial. Os dois rostos que compunham a ilustração deixavam claro que “eles” eram Lula e Dilma Rousseff. “Tudo” abrangia o aluvião de maracutaias protagonizadas por um bando de corruptos que, protegido pelo governo ao qual servia, reduziu a Petrobras a uma usina de negociatas bilionárias.

Na mesma sexta-feira, a candidata a um segundo mandato usou seis minutos do último dia da propaganda na TV para enfileirar falácias, pretextos e desculpas que, somadas, davam zero. Durante o palavrório, ameaçou o mensageiro da má notícia com uma ação judicial que jaz no mausoléu das bravatas eleitoreiras.

O fabricante do poste que desgoverna o país esperou alguns dias para jurar que VEJA é um partido político que sonha obsessivamente com o extermínio do PT. O que parece coisa de ombudsman de hospício é só a mais recente invenção do vigarista decadente: o conto da capa golpista. Um grupo de devotos da seita liberticida nem aguardou que fosse criado para desempenhar o papel de otário. Já no dia 24, pichadores companheiros exercitaram a vocação para o vandalismo nas imediações da sede da Editora Abril.

“Lula e Dilma sempre souberam”, ratificou nesta sexta-feira o editorial do Estadão. Exemplares do jornal começavam a chegar aos assinantes quando também começou a ofensiva da Polícia Federal que resultou na captura de outra leva de saqueadores da Petrobras. Desta vez, como se verá no próximo post, juntaram-se à população carcerária figurões de empreiteiras corruptoras, além de outro ex-diretor da estatal apadrinhado por José Dirceu.

O editorial sobre o maior escândalo político-policial ocorrido desde a chegada das caravelas não surpreendeu os leitores de VEJA, que acompanham desde março a cobertura da espantosa procissão de abjeções descobertas pela Operação Lava-Jato. As revelações vêm acelerando perigosamente os batimentos do coração do poder. O fechamento do cerco aos quadrilheiros do Petrolão vai chegando aos chefões. O enfarte parece questão de tempo.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Petrolão - Augusto Nunes.


A ajuda dos americanos pode garantir o final exemplarmente feliz de um filme sobre o Petrolão: nenhum bandido escapa da cadeia

“A Petrobras é como a Seleção, um símbolo do Brasil em qualquer lugar do mundo”, disse Lula em 2007.  ”Com o pré-sal, a Petrobras vai ser uma das empresas mais fortes do  mundo”, avisou em 2008. “Eles querem privatizar a Petrobras porque nunca antes neste país o Brasil teve uma potência conhecida no resto do mundo”, festejou em 2009. “Eles não se conformam com o governo de um nordestino que fez a Petrobras ser respeitada no mundo inteiro”, cumprimentou-se em 2010, pouco antes de entregar a Dilma Rousseff uma estatal infestada de incompetentes, gatunos e vigaristas.

A presença da palavra mundo em todas as frases acima reproduzidas informa que o ex-presidente é um megalomaníaco sem cura. As quatro falácias entre aspas identificam um governante sem compromisso com a verdade. A soma das duas disfunções confirma aos berros que um farsante patológico foi presidente da República durante oito anos e continua exercendo os poderes de único deus da seita que se apossou do governo. O Brasil Maravilha registrado em cartório só existe na cabeça baldia do chefe supremo e nos cérebros semidesertos de sacerdotes e devotos.

Até o começo do século, a Petrobras foi marcada pela solidez financeira e pela eficiência administrativa. Em 12 anos, o governo lulopetista reduziu a empresa a um viveiro de corruptos. O colosso inventado pelo palanque ambulante só figurou entre os campeões dos petrodólares na imaginação dos nacionalistas de galinheiro. A empresa admirada no mundo inteiro nunca produziu barris suficientes para assombrar o mundo. Mas conseguiu produzir um caso de polícia que vai, agora sim, torná-la mundialmente conhecida.

O que já se sabe do Petrolão comprova que em nenhuma empresa do ramo um bando de delinquentes roubou tanto, por um período de tempo tão longo e com tamanha desfaçatez. Com a entrada em cena do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a história tem tudo para virar roteiro de um filme. Semanas a fio, multidões de brasileiros lotarão as salas de cinema do país inteiro. Ninguém vai perder a chance de ovacionar o final exemplarmente feliz: graças à ajuda dos investigadores americanos, nenhum bandido - nenhum - escapa da cadeia.

VEM CHUMBO GROSSO POR AÍ - Por Carlos Chagas.


Dois números começam a circular em Brasília, levantando a curiosidade de muitos e o desespero de poucos. São 28 e 11. No caso, 28 deputados e 11 senadores que fizeram parte da delação premiada de Paulo Roberto Costa e Alexandre  Youssef, acusados de participação na lambança da Petrobras. Seus nomes estão há alguns dias na posse do ministro Teori Zavaski, do Supremo Tribunal Federal. Quando se iniciar o processo contra eles, a partir de denúncia do Procurador Geral da República, não haverá como evitar sua divulgação. Claro que vão negar, argumentando perseguições políticas, mas pesará na equação o fator obvio de que os dois bandidos presos pela Polícia Federal jamais correriam o risco de mentir em seus depoimentos destinados a reduzir-lhes as penas. Podem ser tudo, menos bobos. Junto com os parlamentares implicados na roubalheira estão funcionários públicos, altos e baixos, além de uma tantas empreiteiras já conhecidas, cujos proprietários e executivos responderão pelos crimes praticados.

Em suma, um julgamento para ninguém botar defeito, caso não surjam na  mais alta corte nacional de justiça empecilhos processuais e jurídicos daqueles que frustrariam  a opinião pública e transformariam  as instituições em frangalhos.

Mesmo os parlamentares que não se reelegeram estarão sendo julgados. Para os reeleitos, a perda de mandato, e para todos, a cadeia. Neste fim de semana pleno de novidades, mais uma:  os órgãos de investigação concluíram que não apenas a Petrobras  foi transformada  na caverna do Ali Babá. Outras empresas e repartições do governo federal foram assaltadas, especialmente aquelas encarregadas de obras e serviços prestados por empresas privadas, todas com superfaturamento e distribuição de propinas a seus responsáveis e a partidos da base do governo. Logo virão a público nomes de mais implicados.

A pergunta que se faz é como tudo aconteceu sem que Dilma e Lula tivessem conhecimento. Youssef acha que não. Difícil será encontrar provas, certamente que não documentais. Quanto a testemunhas, teoricamente poderiam existir, em especial em se tratando de políticos que logo se interessarão pelo instituto da delação premiada, visando reduzir possíveis penas. Deve ser registrado que nenhum dos grandes condenados e presos por conta do mensalão apelou para esse expediente, mesmo ficando evidente que José Dirceu e Delúbio Soares, por exemplo, teriam muito a contar em troca da redução de suas condenações. A primeira linha do antigo comando do PT mantém-se firme na defesa do governo, mas em se tratando de  beneficiados pelas tramóias paralelas, ninguém garante.

DELENDA EDUARDO CUNHA

Na semana agora iniciada uma preocupação maior percorre os corredores do palácio do Planalto: como evitar que  Eduardo Cunha se torne o novo presidente da Câmara. A solução de se indicar alguém do PT encontra dificuldades, pois nessa hipótese o PMDB em peso apoiaria o seu líder. Não parece fácil encontrar um peemedebista disposto a remar contra a maré, melhor seria buscar um aliado nos partidos da base oficial. Por que não Miro Teixeira?

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

MORRE CANDEEIRO - ultimo cangaceiro do bando de Lampião..

Morre Candeeiro - Um dos últimos cangaceiros vivos, que estava presente no dia da morte de Lampião.

São Domingos, Vale do Catimbau (Buíque - PE)

O dia seguinte é imprevisível quando o objetivo é pesquisar pessoas. Já tínhamos conversado sobre a história do cangaço com ex-tenentes que fizeram parte da volante, para quem Lampião era um sádico assassino. 

Faltava o outro lado, a história de quem seguia os passos de um ídolo, de um hobin-hood bem brasileiro, como um ex-cangaceiro. Quando soubemos que existia um vivo e lúcido em São Domingos, a 180 km de Serra Talhada, mudamos o roteiro. O cangaceiro Candeeiro hoje é Seu Né, um pacato pai de família dono de um boteco em São Domingos, lugarejo perdido no sertão pernambucano. 

Candeeiro viveu os dois últimos anos do bando, curando ferida de bala com pimenta malagueta e fumo de corda.Presenciou seu fim, a Batalha do Angico, quando foram arrancadas as cabeças de 11 cangaceiros, entre elas a de Lampião e Maria Bonita, posteriormente expostas em praça pública. Sádico, não? 

A "casa do cangaceiro" foi uma aconchegante estada. Dona Lindinalva, sua mulher, nos acolheu como filhos. Nunca comemos tanto e tão bem, experimentando pratos regionais como xerém, queijo de manteiga, feijão de corda, farinha de queijo e um irresistível bolo de mandioca com côco.

Mais exótico que estar na casa de um cangaceiro foi o nosso programa da noite: forró no cemitério! 

Depoimento:

Cinco motivos que levaram o governo a rasgar o compromisso com as contas públicas - Gabriel Garcia.


Governo enviou projeto de lei ao Congresso Nacional para alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias e abandonar a meta fiscal acertada no início deste ano.

Gastança descontrolada:

Nos últimos dez anos, o governo ampliou o número de ministérios, atualmente em 39 – sem contar com o Banco Central. Tal número foi necessário para acomodar as dezenas de partidos aliados ao governo federal. Em proporção ainda maior, cresceu a quantidade de cargos comissionados. Os ocupantes de cargos de livre nomeação no Poder Executivo passaram de 17,6 mil, no final de 2003, para 22,6 mil em outubro de 2013.

Contas públicas

As contas públicas do setor público - governo federal, estados, municípios e empresas estatais - registraram em setembro o pior resultado de todos os meses. Nos nove primeiros meses deste ano, houve um déficit primário, receitas menores que despesas, de 15,28 bilhões de reais. A ideia fiscal para o ano era 99 bilhões de reais, o equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto. O resultado até setembro estava muito distante do objetivo para o ano.

Arrecadação decepciona

A arrecadação de impostos e contribuições federais totalizou 90,7 bilhões de reais em setembro, recorde para o mês. O resultado decepcionou o governo, que esperava alta bem superior no acumulado do ano. Até setembro, a soma atingia 862,51 bilhões de reais, alta real (descontando a inflação) de menos de 0,7% (0,67%) sobre igual período de 2013. A equipe econômica previa, inicialmente, uma alta de 3,5%.

Desoneração de impostos

De acordo com a Receita Federal, o impacto da política de desoneração de tributos do governo federal somou, também até setembro, 75,69 bilhões de reais. Estima-se que as desonerações devem somar cerca de 100 bilhões de reais neste ano. Para os críticos, enquanto o governo concede benefícios a reduzida parcela da indústria, outras áreas sofrem com falta de apoio e competitividade.

Pé no freio da economia:

O desempenho na arrecadação ocorre por causa do baixo crescimento da economia. O Produto Interno Bruto, soma das riquezas geradas no país, vem sofrendo constantes quedas. Se confirmadas as estimativas, a economia brasileira ficará estagnada em 2014 - seguindo outros indicadores negativos. Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial de setembro caiu 0,2% ante agosto. No trimestre entre julho e setembro, houve queda de 0,2% ante o trimestre anterior.