domingo, 4 de dezembro de 2016

Memória Política de Várzea-Alegre - Antônio Alves de Morais.


Prefeito Dr. Pedro Sátiro, Deputado Estadual Antônio Afonso Diniz e o Governador Virgílio Távora.

Li, há poucos dias um texto do senhor vice-prefeito de Várzea-Alegre Pablo Rolim, muito razoado e bem fundamentado onde ele afirma, entre outras  coisas, que  nossa cidade  devia ter um  Deputado  Estadual nato.

Quem já tem  alguns janeiros a mais nos costados sabe que Várzea-Alegre, em outras épocas,  com um contingente eleitoral  muito inferior foi muito  bem representada a nível estadual e federal.


Empresario Otacílio Correia, Secretario de Estado da Educação Jáder de  Figueiredo Correia, prefeito Municipal Dr. Pedro Sátiro, Vice Governador do Estado Joaquim de Figueiredo Correia, Vereador José Carlos de Alencar e por trás Vicente Natércio Andrade.

Na legislatura  de 1963 a 1966 era representada na Assembleia Legislativa pelos  deputados estaduais Antônio Afonso Diniz e José de Figueiredo Correia. O Vice-Governador do Estado Joaquim de Figueiredo Correia e o Secretario de Estado da Educação Jáder de Figueiredo Correia.

Na legislatura de 1967 a 1970 dois Deputados Federais :  Padre Antônio Batista Vieira e Joaquim de Figueiredo Correia.  Eleitos pelo MDB. 

Tempos depois Otacílio Correia se elegeu por mais de um mandato à assembleia legislativa e Nilo Sérgio Viana Bezerra elegeu-se para o mandato de 1986 a 1990. 

Então, houve uma atrofia de lideres, cresceu a cidade, cresceu a população, o contingente eleitoral e a desunião também, que hoje deixa a cidade órfão de representantes nas casas legislativas estadual e federal.

Dr. Pablo Rolim  está coberto de razão.

Alvo das ruas, Renan Calheiros se diz ‘sensível’ - Por Josias de Souza.

Principal alvo das manifestações de rua deste domingo, Renan Calheiros (PMDB-AL) divulgou uma nota (íntegra aqui). No texto, o presidente do Senado diz que “são legítimas”. Acrescentou que “devem ser respeitadas”.

Com os olhos voltados para o retrovisor, Renan anotou: “Assim como fez em 2013, quando votou as 40 propostas contra a corrupção em menos de 20 dias, entre elas a que agrava o crime de corrupção e o caracteriza como hediondo, o Senado continua permeável e sensível às demandas sociais.”

Quer dizer: Renan se diz “sensível” ao ronco do asfalto, mas não consegue demonstrar sua sensibilidade. Transformado em réu pelo Supremo Tribunal Federal, continua presidindo o Senado como se fizesse um favor ao país.

De resto, reagiu a uma manifestação que apoia a Lava Jato sem dizer o que fará com o seu projeto de lei sobre “abuso de autoridade”, um dos itens tóxicos da pauta de votações desta semana no Senado.

5 de dezembro: 125 anos da morte de Dom Pedro II – por Vítor Abdala (*)

Rio de Janeiro – Completam-se amanhã, 5 de dezembro,  125 anos da morte do imperador Dom Pedro II, o governante que ficou mais tempo à frente do Estado brasileiro em toda a história do país. O aniversário da morte do monarca será lembrado pelos brasileiros que simpatizam com a forma de governo monárquica, por instituições culturais e por pessoas anônimas que vivem perplexas com a atual situação administrativa-política da nossa Pátria. 

Segundo o historiador Bruno de Cerqueira, do Instituto Dona Isabel I, de preservação da memória ligada à família Orleans e Bragança, Dom Pedro II foi figura central para a manutenção da unidade territorial brasileira.

Mesmo quando ainda era criança, dom Pedro II teria tido uma importância simbólica. Cerqueira explica que, sem a existência da figura do imperador, o Brasil teria se desintegrado em vários estados, na década de 1830, período em que dom Pedro I deixou o Brasil e o país teve que ser governado por regentes.

“Se não tivesse essa criança como centro do poder no Rio de Janeiro, não teria havido a continuidade do Brasil. O Brasil teria deixado de existir. Teriam sido criados diversos países aqui. Depois, em seu governo, foi ele que solidificou todas as instituições nacionais”, disse.

Nos dez anos em que o Brasil ficou sob o governo de regentes, ocorreram inúmeras revoltas, como a Balaiada e a Guerra dos Farrapos, que queria a independência do Rio Grande do Sul. Dom Pedro II foi coroado em 1841, com 15 anos de idade.
Segundo Bruno de Cerqueira, o monarca instaurou o parlamentarismo no Brasil em 1847, ao abdicar de parte das atribuições governamentais em favor de um presidente do Conselho de Ministros, uma espécie de primeiro-ministro.

No período em que dom Pedro II era imperador também ocorreram a Guerra do Paraguai, que se arrastou de 1864 a 1870, e a abolição da escravatura no país, em 1888. Dom Pedro foi retirado do poder por um golpe militar liderado pelo marechal Deodoro da Fonseca, que instaurou a República em 15 de novembro de 1889.

“A família imperial não reagiu. Se tivesse reagido, como queria o conde d’Eu [genro do imperador e marido da princesa Isabel], teria havido um banho de sangue, uma guerra civil enorme no Rio de Janeiro. Para evitar essa guerra, a família decide se retirar do país. Aí, eles são banidos, na madrugada de 17 de novembro de 1889”, explica.

Já bastante debilitado pelo diabetes, dom Pedro II morreu dois anos depois, em 5 de dezembro de 1891, no exílio, em Paris, na França, vítima de pneumonia. “Ocorreu uma coisa extremamente interessante, porque a França deu honras de imperador. Cento e vinte mil pessoas assistiram ao funeral, mas a nossa República brasileira não permitiu que o embaixador do Brasil em Paris o assistisse”, conta.

Seus restos mortais só voltariam ao Brasil em 1920, depois do fim oficial do banimento da família imperial. Desde então, os restos de dom Pedro II estão sepultados no Mausoléu Imperial, dentro da Catedral de Petrópolis, na região serrana fluminense.

(*) Vitor Abdala, Repórter da Agência Brasil

A crônica do domingo

Proclamação da República, o maior golpe de estado da história brasileira: A história que seu professor não contou – Por Rafaela Santos Jacintho (*)
  Diferente do que foi aprendido nos tempos de escola, a república não era uma ideia que agradava a população brasileira, pelo contrário. Já em 1884, bem próximo a sua “proclamação”, apenas três republicanos conseguiram se eleger para a câmara dos deputados e na eleição seguinte somente um.

Os republicanos tentavam a todo custo disseminar suas ideias pelo Brasil, porém era um trabalho em vão. Quando enfim perceberam que não conseguiriam por fins pacíficos acabar com o Império, tiveram a grande ideia de viabilizar um golpe militar. Só que para que isso acontecesse precisariam ter o apoio de um líder de prestígio da tropa militar. Foi ai que então resolveram se aproximar de Marechal Deodoro da Fonseca em busca de apoio.

O que grande parte das pessoas não sabe é que foi tarefa difícil convencer Marechal Deodoro a dar o golpe, tendo em vista que o mesmo era amigo do Imperador Dom Pedro II e era um dos maiores defensores da Monarquia.

Entenda o cenário:Dom Pedro II, filho mais novo do Imperador Dom Pedro I, tornou-se imperador aos 5 anos de idade e teve que passar grande parte da sua infância estudando para que fizesse um bom reinado. Como já dito em artigo anterior, um rei é preparado pra reinar desde o momento de seu nascimento, logo as longas horas de estudo e preparação do nosso Imperador resultou em transformar o Brasil numa grande e potente nação emergente. Sua estabilidade política era notória e o Império do Brasil se destacava em relação às nações vizinhas. Tínhamos liberdade de expressão, respeito aos direitos civis, tendo em vista que foi durante seu reinado que foi assinada a Lei Áurea (a da libertação dos escravos negros), pela sua filha Dona Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, popularmente conhecida como Princesa Isabel.
Poucos sabem, mas desde meados de 1850, Dom Pedro II se declarava publicamente contra o regime de escravidão. Fato esse corajoso, tendo em vista que poucos brasileiros na época se manifestavam contra o regime. O nosso imperador considerava a escravidão uma vergonha nacional e tampouco possuiu escravos.

A escravidão no Brasil vinha sendo extinta de forma gradual através de várias medidas. Em 1871 veio a lei do Ventre Livre que ajudou bastante a diminuir o percentual de população escrava no país. Todos consideravam que esse posicionamento político de Dom Pedro II em relação à escravidão seria suicídio político, pois até os mais pobres no Brasil tinham escravos como propriedade. Em 1888, quando princesa Isabel Decretou a Lei Áurea, os donos de escravos sentiram-se traídos pelo regime monárquico e por forma de vingança tornaram-se republicanos. Os mesmo são chamados de republicanos de última hora.
Voltando ao golpe militar, como já foi falado, os republicanos precisavam de uma forma de convencer Marechal Deodoro a dar o golpe e tanto tentaram que acabaram conseguindo.

No dia 14 de novembro de 1889, os republicanos, num ato muito “honesto” fizeram correr o boato de que o primeiro ministro Visconde de Ouro Preto havia decretado prisão contra Marechal Deodoro e o líder dos oficiais republicanos o tenente-coronel Benjamim Constant. Essa falsa notícia fez com que Marechal Deodoro decidisse se levantar contra a Monarquia. Na manhã do dia 15, Deodoro reuniu toda a tropa em direção ao centro da cidade do Rio de Janeiro, capital do Brasil Império, com o intuito de decretar a demissão do ministério de Ouro Preto. Porém, Deodoro ainda não tinha a intenção de proclamar a república.
No calor dos acontecimentos, os republicanos precisavam pensar em algo rápido para que convencessem de vez o marechal a fazer a proclamação. Informaram-no então que Dom Pedro II teria nomeado Gaspar Silveira Martins como Primeiro-Ministro (O Brasil vivia há 67 anos sob o sistema de governo parlamentarista). Gaspar Silveira Martins era nada mais era do que um antigo rival de Deodoro, pois os dois já haviam disputado o amor de uma mesma mulher (a gaúcha Adelaide) na juventude. Adelaide preferiu Gaspar. Essa foi a gota d’água para que fosse feito o rompimento total com a monarquia.

Dom Pedro não reagiu ao golpe. A Família Imperial foi expulsa pelos golpistas e partiu para o exílio sem dinheiro. As novas autoridades se apossaram dos bens particulares da Princesa Isabel. O atual Palácio da Guanabara foi construído com recursos da Princesa Isabel e do marido dela, o Conde D’Eu. Foi desapropriado pelos republicanos e hoje é sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Há 127 anos corre uma ação no Supremo Tribunal Federal para que indenizem os herdeiros da Princesa Isabel ou devolvam o imóvel aos seus descendentes. A ação nunca foi julgada.

Dom Pedro II Passou os seus últimos dois anos de vida no exílio na Europa, vivendo só e com poucos recursos. O primeiro ato de corrupção do regime republicano foi quando os golpistas ao obrigar a família imperial do Brasil ao exílio, retiraram dos cofres públicos 5 mil contos de réis e deram a Dom Pedro II como forma de indenização pelos danos sofridos. O Imperador não só recusou como também exigiu que caso o dinheiro já tivesse sido retirado dos cofres públicos que fosse feito um documento comprobatório no qual ele o estaria devolvendo. Ele citou então a frase: “Com que autoridade esses senhores dispõe do dinheiro publico?”

Aposto que isso tudo seu professor de história não contou: Brasil, um país republicano, graças a uma disputa amorosa. Para quem desejar se aprofundar no assunto, leia o livro “1889” de Laurentino Gomes.
(*)Rafaela Santos Jacintho, historiadora.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Lula está certíssimo: ‘Estão criminalizando o PT’ - Por Josias de Souza

Discursando para intelectuais, no Rio de Janeiro, Lula declarou: "Estão criminalizando o PT e já vimos isso no Brasil”. 

De fato, há uma quadrilha conspirando pela criminalização do PT. Coisa já vista, em menor escala, no escândalo do mensalão.

Encabeçam o complô petistas patriotas. Descobriam um método revolucionário de limpeza. Denunciam a corrupção cometendo-a. Num desprezo pelos mecanismos clássicos de ocultamento, deixam espantosas pistas. 

Se pudesse, Lula entregaria o chefão do esquema. Mas a lei assegura aos réus o direito de não se autoincriminar. 

Daí o lero-lero.


Medo no STF - O Antagonista.

O STF teme que Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski possam ser agredidos nos aeroportos ou nas ruas.

Diz o Estadão: 

“A avaliação é de que os ânimos estão muito acirrados e as pessoas perderam a paciência, a ponto de partir para a agressão física.

A luz amarela acendeu após o deputado Weverton Rocha ter sido agredido quarta-feira no aeroporto de Brasília. Uma pessoa espremeu um tomate no ombro do deputado”.

A tomatada é um episódio menor.

O que realmente conta é que os sabotadores da Lava Jato, dentro ou fora do Congresso Nacional, não representam mais ninguém.


Destaques do sábado, 03 de dezembro

“25 de novembro”: permita-me uma reflexão sobre esta data – por Frederico d’Avila (*)
Cinzas do ditador Fidel Castro percorrem Cuba. Poucos cubanos homenageiam o tirano. Nem a esquerda conseguiu passar a falsa ideia de que “houve comoção na ilha-prisão”...

25 de novembro vai ser lembrada na História como uma data “sui generis” e que nos traz grande oportunidade de reflexão. É o dia da morte de Fidel Castro e o aniversário de nascimento de Augusto Pinochet. O primeiro, Fidel Castro, endeusado pelas esquerdas e pela mídia, após 57 anos de governo em sua ilha, Cuba, deixa um legado de pobreza, atraso, irrelevância econômica, um Estado policial onde há racionamento de alimentos e onde fuzilamentos e prisões arbitrárias fizeram parte destas quase seis décadas. E tudo isso sempre em nome da “liberdade”.

O segundo, o ditador Augusto Pinochet,  em apenas 17 anos, catapultou economicamente seu país, instituiu o serviço de Previdência pública mais perfeito do mundo (segundo a revista “The Economist”), transformou um país eminentemente agrário numa relevante economia sul-americana e mundialmente reconhecida, fez a educação básica chegar a toda a população e não só promoveu, como respeitou, o resultado de um plebiscito que consultava a população sobre a continuidade do seu governo ou não. Com instituições sólidas e as ideologias varridas do serviço público, o Chile hoje é exemplo de democracia moderna, com voto distrital, apenas sete partidos e tudo graças ao “terrível”, ao “tirano”, ao “ditador” Augusto Pinochet. 
(*) Frederico d’Avila – e-mail: fredericobdavila@hotmail.com

COMENTÁRIOS:
Paulo Roberto Gotac escreveu :“Nos piores momentos, quando ditaduras dominavam as principais nações de nossa região, a bravura de Fidel Castro e o exemplo da revolução cubana inspiravam os que resistiam à tirania.” Essa declaração faz parte da nota de Lula alusiva à morte de Fidel Castro, símbolo de uma das ditaduras mais longas, mais sanguinárias e mais supressoras das liberdades de expressão e dos direitos humanos de que se tem notícia na história contemporânea. Não se sabe qual era a intenção ou o que se passava na cabeça do ex-presidente brasileiro, ou, mais provavelmente, na de quem redigiu o documento, ao ser emitido posicionamento tão absurdo. Talvez o mais aceitável, entretanto, seja que tal sandice, recheada de hipocrisia, tenha subestimado, além de qualquer limite, a inteligência do cidadão brasileiro.
Paulo Roberto Gotac (E-mail: prgotac@hotmail.com)




Coisas da República: Povo volta às ruas amanhã e até juízes e procuradores vão participar de protesto na Av. Paulista
Ato de repúdio à aprovação do pacote das medidas contra a corrupção na Câmara está marcado para este domingo
Promotores e procuradores do Estado de São Paulo protestaram, nesta quinta-feira, contra a lei de abuso de autoridade em frente ao Fórum João Mendes, no Centro da capital paulista (Divulgação/Ministério Público de São Paulo)

Juízes, promotores e procuradores confirmaram presença no protesto marcado para domingo na Avenida Paulista, região central de São Paulo. Eles vão participar do ato que terá entre suas pautas o repúdio à aprovação pela Câmara dos Deputados do pacote das medidas anticorrupção e à possibilidade de enquadrar servidores do Judiciário no crime de responsabilidade.

O ato convocado por organizadores das manifestações pró-impeachment de Dilma Rousseff terá também a participação de grupo favorável à intervenção militar, que invadiu o plenário da Câmara no mês passado.

Para o protesto deste domingo, os movimentos não conseguiram chegar a uma pauta comum, mas todos defenderão a não interferência ao trabalho da Operação Lava Jato e farão críticas aos parlamentares. Com a aprovação da possibilidade de criminalizar a ação de promotores e juízes, o tema também entrou na pauta e ganhou a adesão dos servidores.
Fonte: VEJA desta semana
             
            

Toffoli dá presente de Natal antecipado a Renan - Por Josias de Sousa.

Ser ministro do Supremo Tribunal Federal é muito bom. O salário é alto, o gabinete é amplo, as férias são dobradas e o poder sempre pode ser usado para enxotar Renan Calheiros do comando do Senado, o que deve proporcionar uma sensação muito agradável.

Por maioria de seis votos, o Supremo já decidiu que um réu não pode ocupar cargos na linha de sucessão da Presidência da República. Mas o veredicto não foi proclamado porque o ministro Dias Toffoli pediu vista do processo. Ele alega que precisa estudar melhor a matéria. E Renan, que acaba de virar réu, pode continuar dirigindo o Senado e o Congresso.

Num instante em que se aproxima o Natal, Dias Toffoli oferece a Renan Calheiros um presente antecipado. Em duas semanas começa o recesso parlamentar. Os congressistas só voltarão a Brasília em fevereiro, quando será eleito um novo presidente para o Senado. E o réu Renan poderá concluir o seu mandato sem ser importunado.

Toffoli parece acreditar que o clima de oba-oba que caracteriza esse período do ano fará desaparecer o mau humor que transformou o brasileiro num chato, que já não convive muito bem com a desfaçatez.

Os colegas de Dias Toffoli deveriam chamá-lo para uma conversa. É a respeitabilidade do Supremo que está em jogo. Enquanto o ministro mantiver na gaveta o processo que segura Renan na cadeira, os glúteos da Suprema Corte estarão expostos na vitrine.

No mais, convém rezar pela saúde de Michel Temer e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Você talvez considere que a dupla não vale nada. Mas se os dois faltarem, o presidente da República será Renan Calheiros.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Gilmar Mendes critica protesto de juízes, e presidente Cármen Lúcia retruca - Por Felipe Amorim


A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, rebateu publicamente uma crítica feita pelo colega de tribunal Gilmar Mendes a um protesto de juízes realizado nesta quinta-feira (1º) em frente ao Supremo.

À tarde, um grupo de magistrados protestou na área externa do STF contra a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do ponto incluído no projeto de lei de combate à corrupção que cria o crime de abuso de autoridade de juízes e membros do Ministério Público.

No plenário, durante a sessão em que os ministros votaram por aceitar a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) por peculato,

Mendes afirmou que os juízes não estariam realizando a manifestação por um motivo "nobre".

"Se fosse por um motivo nobre, se estivessem aqui sempre", disse. "Mas, no caso, em função de desassossego porque se discute lei de abuso de autoridade ou questão de salário", afirmou Mendes, sendo interrompido neste ponto de sua fala pela ministra Cármen Lúcia.

"Eu acho que não, ministro. Apenas para fazer justiça aos juízes, e estou falando porque os recebi, eles vieram com muita organização trazer preocupações que são legítimas. Não se tratou de remuneração", disse a presidente do Supremo.


Mendes ainda respondeu Cármen Lúcia. "Então esperemos que venham em outras sessões. De qualquer forma, salário recebido indevidamente acima do teto não se sustenta em nenhum sistema", disse, sendo novamente interrompido pela presidente do STF.

"Estamos todos de acordo com isso", respondeu a Cármen Lúcia.

A Câmara dos Deputados aprovou, em sessão que avançou pela madrugada da quarta-feira (30), projeto de lei que cria o crime de abuso de autoridades de juízes e membros do Ministério Público. O dispositivo foi inserido por emenda e já havia sido rejeitado pela comissão que analisou o texto.

O projeto do crime de abuso de autoridade para magistrados e membros do Ministério Público foi duramente criticado por procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, que ameaçaram renunciar às investigações caso o texto se torne lei.

Porque não Voce?


Antes de falar, escute. Antes de escrever, pense, Antes de Gastar, ganhe. Antes de julgar, espere. Antes de rezar, perdoe. Antes de desistir, tente.

Na busca por mim, descobrir a verdade. Na busca da verdade, descobrir o amor, na busca pelo amor, descobrir Deus, e em Deus, tenho encontrado tudo.

Enquanto navega pela vida não evite tempestades e águas bravias. Apenas deixe-as passar. Apenas navegue. Sempre se lembre: marés altas não fazem bons marinheiros. O mais importante que qualquer jogo não é vencer, mas participar. Da mesma forma, o mais importante na vida não é o triunfo, mas o empenho. O essencial não é ter vencido, mas ter lutado bem.

Quando cometer um erro, não olhe para trás por muito tempo. Olhe para diante. Erros são lições de sabedoria. O passado não pode ser mudado. O futuro ainda está em seu poder. As pessoas esquecerão o que você disse. As pessoas esquecerão o que você fez. Mas elas nunca esquecerão como você as fez sentir.

A partir de hoje, trate a todos que encontres como se fossem estar mortos a meia noite. Ofereça a eles toda a atenção, gentileza e compreensão de que você for capaz, e faça isso sem pensar em qualquer retribuição.

Sua vida nunca mais será a mesma novamente. Hoje é um novo dia. Muitos vão aproveitar este dia, muitos viverão completamente.

Porque não você?

Governo sonhava com pedido de vista que postergue conversão de Renan em réu - Por Josias de Souza


O Supremo Tribunal Federal julga nesta quinta-feira uma denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Renan Calheiros. Nela, o presidente do Senado é acusado de receber propinas da construtora Mendes Júnior para pagar a pensão de uma filha que teve fora do casamento. O escândalo estourou em 2007. Após a formalização da denúncia, o processo aguarda por uma deliberação do Supremo há cerca de 4 anos. E o Palácio do Planalto sonha com um pedido de vista que produza um adiamento a perder de vista.

O processo contra Renan é o primeiro da pauta. Se aceitar a denúncia da Procuradoria, o Supremo abrirá uma ação penal, enviando o senador para o banco dos réus. E o governo de Michel Temer receia que a mudança de status de denunciado para réu transforme Renan num aliado de dois gumes, dividido entre as prioridades legislativas do governo e a agenda litigiosa que mantém o senador em pé de guerra com juízes e procuradores.

O problema é que a realização do sonho de Temer e seus operadores mergulharia o Supremo num pesadelo. Os magistrados recorrem ao pedido de vista quando avaliam que precisam de mais tempo para analisar os autos. Como explicar à plateia que um processo que está na fila de julgamento há quase quatro anos ainda não foi digerido por Suas Excelências?

Há um mês, o ministro Dias Toffoli acudiu Renan. Estava sobre a mesa uma ação que questiona a presença de réus em cargos situados na linha de sucessão da Presidência da República. Num instante em que a maioria dos ministros do Supremo já havia decidido que réus não podem ocupar funções como a de presidente do Senado, Toffoli pediu vista do processo, empurrando com a barriga a formalização do veredicto. Um novo adiamento agora deixaria a Suprema Corte mal com a opinião pública.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Publicado no face book do escritor José Luís Lira

José Luís Lira
17 h ·


Senhor Jesus, sabeis o que mais necessitamos! 
Vinde em auxílio do Povo Brasileiro!

Realmente. O Brasil caminha para um impasse! Domingo teremos manifestações nas grandes cidades brasileiras, pedindo o fim da corrupção que se alastrou por todos os seguimentos das instituições da falida  República, com reflexo na vida de todos os brasileiros...

"Tendes, pois, o coração insensivel"?

A autenticidade é uma das coisas que Jesus cobrará de nós. Ela nos dar a verdadeira dimensão do quanto podemos ser fieis a palavra. A autenticidade nos faz ser aceitos em qualquer grupo, pela verdade, pela pureza, pela alegria e por não se deixar enganar pelos rótulos. Nem tudo que vemos é bom ou importante para nós. "Nem tudo que reluz é ouro".

Podemos facilmente ser enganados por um belo comercial de televisão. Podemos querer ter muitas coisas que de fato não precisamos, simplesmente porque vimos e achamos bonito. Quantas pessoas não são seduzidas por promessas fáceis de salvação tendo apenas que pagar por isto ou aquilo?

Jesus preocupou-se quando percebeu isso em seus discípulos. Eles estavam quase sendo seduzidos por Herodes. Jesus recorda os seus atos, a sua forma de amar o povo, para que os discípulos não se percam. Creio que também precisamos está atentos antes que o lobo em pele de cordeiro se aproxime de nós e nos devore.

Se não somos pessoas de oração somos presas fáceis. Pense: como você se comporta na sociedade? Você se considera uma presa fácil para o mal?