segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

PSDB é corroído pela ferrugem de Aécio em MG - Por Josias de Souza.

Corroído pela ferrugem de Aécio Neves, o PSDB não consegue colocar em pé uma candidatura ao governo de Minas Gerais. O instinto de sobrevivência empurra o tucanato mineiro para o papel de coadjuvante em coligações de viabilidade eleitoral duvidosa.

Numa de suas cogitações, os tucanos ensaiam o apoio a Dinis Pinheiro, um ex-presidente da Assembleia Legislativa de Minas que concorrerá a governador pelo PP. Noutra alternativa, a chapa seria encabeçada pelo deputado federal Rodrigo Pacheco, um filiado do PMDB que Rodrigo Maia, presidente da Câmara, tenta levar para o DEM.

Para quem estava habituado a ser protagonista, a situação do PSDB é desesperadora em Minas. Neto de Tancredo Neves, Aécio governou o Estado por oito anos. Elegeu o vice Antonio Anastasia como seu sucessor. Foi guindado ao Senado. Com 51 milhões de votos, raspou na trave na disputa presidencial de 2014. Hoje, é uma bola de ferro que seu partido arrasta.

Sujo, Aécio se esquiva de medir forças com o mal lavado governador petista Fernando Pimentel, provável candidato à reeleição. Em público, o grão-tucano diz que prefere renovar seu mandato de senador. Em privado, admite que talvez tenha que se contentar com uma candidatura à Câmara dos Deputados.

Outro tucano de plumagem vistosa, Antonio Anastasia, com mandato de senador até 2022, resiste à ideia de subir novamente no ringue estadual. Anastasia só está na política por causa de Aécio. E parece enxergar a disputa pelo governo mineiro como uma espécie de luta de boxe na qual ele entraria com a cara, apenas para apanhar no lugar do seu mentor.

No momento, Aécio dedica-se a conceder entrevistas a emissoras de rádio de cidades mineiras. Tenta restaurar o que sobrou de sua imagem pública. Sobre os grampos de Joesley Batista, costuma dizer: “Se cometi um erro – e admito que cometi—, foi o de usar um linguajar que não me é próprio em uma conversa privada.” Quer dizer: pilhado achacando o dono da JBS em R$ 2 milhões, Aécio acha que seu problema estava na meia dúzia de palavrões que pronunciou.

Quando é instado a dizer algo sobre a grana, Aécio repete o lero-lero segundo o qual “não tinha recursos para pagar os custos advocatícios” de sua defesa. E admite um segundo “erro”: “Aceitar o empréstimo de alguém que se dizia meu amigo.”

Aos que se animam a lembrar que não havia contrato de empréstimo e que o dinheiro circulou em mochilas, o entrevistado capricha na pose de vítima: “Foi o Joesley que fez questão de que fosse daquela forma, em dinheiro. Ele disse na gravação, ‘tem dinheiro das minhas lojas e eu vou te emprestar’, dinheiro privado. Por que insistiu que fosse daquela forma? Para criar a imagem, fazer a fotografia e vender isso para a Procuradoria como estímulo aos benefícios que eles tiveram. Foi um erro aceitar.”

É um equívoco atribuir a oxidação da Aécio apenas ao autogrampo da JBS. A corrosão havia começado com o seu contato com o governo radioativo de Michel Temer. De resto, derramou-se sobre ele a chuva ácida das delações da Odebrecht. Sobre o dinheiro recebido da empreiteira, Aécio costuma dizer que foi mero intermediário do PSDB, pois presidia o partido. Alega que a verba financiou campanhas, com a devida prestação de contas à Justiça Eleitoral.

Na falta de um pronunciamento definitivo do Supremo Tribunal Federal sobre os inquéritos criminais protagonizados por Aécio, o eleitor mineiro terá de decidir na urna se aceita correr o risco de fazer papel de bobo.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Política e eleições -- por Fernando Henrique Cardoso (*)

A Pátria precisa de um eleitorado que leve ao poder quem tenha visão de País e do mundo
   O País vive dias politicamente agitados. Mas para quem imaginava que uma segunda condenação de Lula levantaria as massas em protesto, o pós-julgamento, independentemente de se estar ou não de acordo com o veredicto, foi decepcionante. Na verdade, a maioria da população continuou imersa no dia a dia. A fagulha que viria dos “movimentos populares” não veio. O que não quer dizer que no transcorrer do tempo, por outras razões e pelas consequências da eventual prisão de Lula, o ânimo das pessoas não possa levá-las às ruas.

    Nada disso muda o panorama: a movimentação confina-se aos meios políticos e jornalísticos e ao mercado financeiro. A eventualidade de quem estava à frente das preferências ser impedido de concorrer por uma lei que, ironicamente, ele próprio sancionou, chamada “da Ficha Limpa”, produz certo alvoroço para saber como se distribuirão seus votos. E assim será a cada nova pesquisa eleitoral que apareça. As eleições, entretanto, virão. O calendário não será alterado. Os partidos e candidatos, todos eles, passado o alvoroço, procurarão adaptar-se à realidade.

    É cedo para prognósticos. Quando deixei o Ministério da Fazenda para ser candidato (em outras circunstâncias, é verdade), tinha 12% das intenções de voto e Lula, três vezes mais. Em julho, depois de o real virar moeda, a tendência começou a mudar, mas a mudança só se tornou nítida quando teve início o horário eleitoral na TV e no rádio, atraindo parte importante da atenção da maioria das pessoas. Os eleitores olharam os candidatos e optaram por quem lhes pareceu mais capaz de conduzi-los a um futuro melhor.

    Naquela época a questão central era o controle da inflação. Hoje não há uma, mas várias questões centrais. Além disso, a mídia social, a da internet, abre maiores espaços para todos os candidatos.
    Política é circunstância, mas é também esperança, e esta depende de o candidato encarnar uma mensagem consistente com o que a maioria do eleitorado sente e deseja. Hoje o tema central não é mais a inflação. O desemprego – e, portanto, o crescimento da economia –, o crime e a insegurança das pessoas, bem como a corrupção, que provoca o clamor por decência, são os novos pontos sensíveis.

    A vitória eleitoral depende de se construir e saber transmitir uma mensagem que toque a sensibilidade popular e dê resposta às principais preocupações da maioria da população. O eleitorado avalia a seu modo as possibilidades de dias melhores que o candidato lhe oferece. Essa avaliação, a rigor, ainda não se iniciou. A grande maioria das pessoas só começará a fazê-la bem mais à frente.
    Na escolha do candidato, a economia conta, mas não os dados puros e duros. Os americanos falam do feel good factor, ou seja, do sentimento de bem-estar. Não basta que os dados mostrem aos especialistas que a economia está melhorando, é preciso que as pessoas sintam que a vida melhorou para si e para os mais próximos.

    O discurso “técnico” ajuda pouco a obter votos. Dados sem alma são como pedras que rolam dos morros, não formam caminhos. É preciso oferecer bons motivos para que a escolha do eleitorado recaia sobre A e não sobre B. Daí que sejam importantes a campanha, a mensagem, a capacidade do candidato de ter uma fala coerente com sua trajetória. Antes dos embates reais entre os candidatos, as apostas são arriscadas.

    Está na moda, dada a dispersão de preferências de votos, imaginar possível repetir o “fenômeno Macron”. Sim, podem-se despertar esperanças e juntar segmentos de uma sociedade fragmentada e desiludida com os políticos. Mas as circunstâncias aqui são outras.

    Na França a eleição presidencial é solitária e candidatos independentes podem concorrer. As eleições para a Assembleia Nacional se dão um mês depois, o que dá ao presidente vitorioso, mesmo um outsider, enorme chance de “formar a maioria”. No Brasil só podem concorrer candidatos filiados a partidos. As alianças partidárias para a eleição são importantes para assegurar tempo de TV e recursos de financiamento de campanha. Depois de eleito, porém, o presidente não terá a maioria congressual assegurada, dada a fragmentação do sistema partidário.

     Só a partir de abril, quando termina o prazo para a filiação a partidos, pré-requisito para disputar a eleição, poderemos ver se haverá mesmo outsiders. Até as convenções partidárias, que se devem realizar entre julho e início de agosto, o jogo político se concentrará na montagem das alianças partidárias para a Presidência, os governos estaduais e o Congresso, um quebra-cabeças em três camadas que se afetam reciprocamente. Por mais importante que seja montá-lo, quem queira vencer a eleição presidencial não se pode descuidar da construção da sua narrativa, desde já.

    A dispersão do eleitorado mostra que entre nós os “partidos” não são condutores do voto, com as exceções conhecidas. Os líderes contam mais do que eles. Essa é uma das fragilidades da nossa democracia. Com a desmoralização da “classe política”, se houver alguém capaz de comover as massas e de significar para elas um futuro melhor, pode ganhar. Nesse caso, como governará? Com quem e a que custo?

    Desmoralizados ou não, fragmentados ou não, mesmo em crise, como estão, os partidos são instrumentos básicos nas democracias representativas. Sua substituição pela mensagem do líder é possível, mas, em geral, as consequências são negativas. Melhor tratar de reinventar os partidos e abrir espaços para que as pessoas opinem e participem das decisões do que imaginar que “alguém” salvará a Pátria. A Pátria precisa tanto de líderes como de instituições. E, principalmente, de um eleitorado que leve ao poder quem tenha visão de País e do mundo e, sustentando os valores da decência e da democracia, possa oferecer maior bem-estar ao povo.
(*) Fernando Henrique Cardoso.  Sociólogo, foi presidente da República

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Chega de Lula – Manoel Sebastião de Araújo Pedrosa (*)

Ninguém aguenta mais. O melhor para ele, para o PT, para o Brasil e para os brasileiros seria que este cidadão tivesse se recolhido após ter elegido o seu poste. Desde então é um contumaz perturbador da ordem, disseminador dos maus costumes e das mentiras, mas deslavadas da História deste país. E, na medida em que foi se enrolando com as falcatruas criadas por ele mesmo e sua turma, só piorou.  Se sente um ser especial, um ícone da humanidade, um ser precioso, infalível, intocável e o mais honesto do que qualquer um de nós mortais. Depois de condenado então parece que, inspirado na Bíblia, se sente como um “Jesus”, ou seja um mártir injustiçado.

Desafia o Judiciário com bravatas sofismas e de forma desrespeitosa como se estivesse acima da lei e dos juízes. Não respeita ninguém e nenhuma instituição. Comporta-se como um índio, sente-se inimputável como um índio e comporta-se como se toda a Nação brasileira fosse o seu território e ele o cacique. A imprensa, que para ele não serve, não fala em outra coisa a não ser em Lula. O Brasil não deslancha porque o seu fantasma assusta os investidores enquanto ele e a sua trupe ameaçam pôr fogo no País e falam em mortes.

Em paralelo, manipula as massas menos esclarecidas utilizando-se do populismo e promessas falidas e inviáveis que fazem inveja ao presidente da Venezuela, que eles tanto veneram.  Estamos cansados, queremos ir pra frente, voltar a trabalhar por um país diferente, justo e que se desenvolve em benefício do povo e não de alguns poucos amigos do poder.
Chega de Lula!
(*) Manoel Sebastiao de Araújo Pedrosa – E-mail:pedrosa@gmail.com

É prá rir ou prá chorar? Lula ia à Etiópia pregar contra corrupção – por Silvio Natal (*)

Relata a "Coluna do Estadão" (29/1, A4) que, na Etiópia, Lula daria a palestra "Vencendo a luta contra a corrupção".  Oi...?  Convenhamos, pior que a vergonha de vermos um ex-presidente corrupto, recém-condenado a 12 anos de reclusão, ir ao exterior pontificar sobre o combate à corrupção - assentimento negado na undécima hora pela 10.ª Vara Federal de Brasília - seria permitir a viagem do condenado, que está na antessala do sistema prisional, para tal fim. O vexame seria duplo:  primeiro o de permitir que o ex-presidente, condenado por unanimidade em grau de apelação - e com a pena majorada -  deixasse o País e  segundo de vê-lo, sabendo-se ter feito o que fez,  discursar lá fora, como se fora a viva alma mais honesta do mundo, sobre a luta do Brasil contra a corrupção. Gostei muito do acórdão do TRF-4, mas se há um reparo a ser feito na decisão do dia 24 de janeiro este seria o de aquela Corte não ter determinado, de imediato, a apreensão do passaporte do "heptarréu". 
 (*) Silvio Natal– E-mail:  silvionatal49@gmail.com

Duas mulheres em defesa da Justiça. Três homens calados - Por Ricardo Noblat.



“Sem liberdade não há democracia. Sem responsabilidade não há ordem. Sem Justiça não há paz", ensinou Cármen Lúcia.

Diante de Michel Temer, presidente da República, Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados e Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado, duas mulheres defenderam e exigiram respeito à Justiça.  Os três, investigados por conta da Lava Jato, ouviram calados e não passaram recibo.

Convidado a falar se quisesse, Temer preferiu não. Sabe onde lhe apertam os calos. Irritou-se com duas decisões da Justiça tomadas nos últimos 45 dias – a que suspendeu parte do indulto de Natal concedido por ele e a que barrou a posse da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) no Ministério do Trabalho.

Cármen Lúcia, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), foi a anfitriã da cerimônia que marcou a volta dos juízes das férias do fim do ano. Ela e Raquel Dodge, procuradora-geral da República, não deixaram barato a onda crescente de críticas à Justiça. Nem por isso se referiram aos autores dos ataques.

Dodge, mais uma vez, reafirmou sua posição favorável à prisão dos condenados em segunda instância – algo que, a depender de parte dos ministros do STF, em breve poderá ser mudado. Cármen Lúcia, a boa de palavra, mas nem sempre boa de voto, mandou recados à esquerda e à direita. Vista, pois, a carapuça quem quiser.

“Pode-se ser favorável ou desfavorável a decisão judicial pela qual se aplica o direito. Pode-se buscar reformar a decisão judicial, pelos meios legais e pelos juízos competentes. O que é inadmissível e inaceitável é desacatar a Justiça, agravá-la ou agredi-la”, disparou a presidente do STF.

Nos últimos dois anos, ninguém mais do que Lula e o PT têm desacatado, agravado e agredido à Justiça. Na semana passada, em voo de Brasília para Cuiabá, o ministro Gilmar Mendes foi desacatado, agravado e agredido verbalmente por um grupo de passageiros. O comandante do voo chamou a Polícia Federal.

“Sem liberdade não há democracia. Sem responsabilidade não há ordem. Sem Justiça não há paz”, ensinou Cármen Lúcia.


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Porque Lula se autodestrói – por Sérgio Eckermann Passos (*)

     Luiz Inácio, uso aqui uma emblemática citação de Richard Nixon para descrever exatamente o que ocorre consigo: "Os outros podem odiá-lo. Mas aqueles que o odeiam não vencerão, a não ser que você odeie eles. E então, você destrói a si próprio".
      Seu maior mal, Lula, foi sempre odiar tudo e todos. Nunca houve um "mea culpa", uma palavra de entendimento, de conciliação, nunca houve o sentimento de união. Houve sim o interesse próprio, acima de tudo. Culminou no que assistimos, atualmente. É tarde demais para você, Luiz Inácio. Haverá de naufragar na arena, diante de todos nós. Vítima de si próprio.
(*) Sérgio Eckermann Passos – E-mail: sepassos@yahoo.com.br

Petistas querem ganhar no grito – por Jeovah Ferreira (*)

    
     A ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, disse aquilo que todos os brasileiros de bem pensam. Ela disse que: "Usar a situação do ex-presidente Lula para revisar prisão após 2.ª instância é 'apequenar' muito o STF". Não poderia ser diferente o entendimento.  Chega a ser indecente ler artigos que dizem que lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) têm se referido ao Supremo como possível pilar da "salvação" de Lula. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), disse: "Não acredito que a Corte Suprema vai deixar acontecer uma barbaridade dessas (Lula ser preso)".

     Milhões de brasileiros acreditam,  senhora senadora.  E a prisão não seria uma barbaridade.  Seria uma mostra de que a lei vale para todos. Ministra, obrigado pelo zelo que a senhora está tendo com a instituição que preside. 

(*) Jeovah Ferreira – E-mail:  jeovahbf@yahoo.com.br

Coisas da República: Vergonha: quanto ganha deputados e senadores no Brasil

    O senso comum nos leva a crer que a Monarquia, com suas cerimônias tradicionais e pomposas, seja naturalmente mais dispendiosa, mas isso não se verifica na realidade. Pelo contrário, quando se faz uma comparação mesmo entre países europeus, é possível notar que naqueles onde há um Monarca existe maior austeridade e respeito ao dinheiro público.

     Enquanto isso, no Brasil, nossa desacreditada classe política, mergulhada em um dos maiores escândalos de corrupção de todo o mundo, faz crescer sobre si a rejeição popular, sem qualquer constrangimento ou respeito aos interesses do povo que representa, em razão dos seus altíssimos salários e privilégios desproporcionais. Segundos dados de 2016 do “Congresso em Foco”, cada Deputado Federal custa por ano R$ 2.023.949,28 (dois milhões, vinte e três mil, novecentos e quarenta e nove reais e vinte e oito centavos), somando salário e benefícios; no total, os 513 parlamentares da Câmara dos Deputados recebem R$ 1.038.285.980,64 (um trilhão, trinta e oito milhões, duzentos e oitenta e cinco mil, novecentos e oitenta reais e sessenta e quatro centavos). Isso, claro, sem levar em conta a quantidade de dinheiro recebida por políticos por meios ilícitos.

     Dados apresentados pela Fundação Indigo de Políticas Públicas – que tomam por base informações do FMI, "Inter-Parliamentary Union", Euronews, websites e documentações governamentais – apontam o Reino da Espanha como o País no qual o salário básico dos parlamentares é o menor em proporção à renda média da população (1,33). Em seguida estão outras Monarquias como Suécia (1,63), Dinamarca (1,76), Reino Unido (2,1), Austrália (2,95), Nova Zelândia (3,02) e Japão (3,59); todos à frente do Brasil, onde, vergonhosamente, o que recebe um congressista é 16,1 vezes mais do que a média do brasileiro.

    Em 2012, o Jornal da Band, da TV Bandeirantes, apresentou uma interessante série de reportagens de nome “Suécia – Políticos sem mordomia”, que está toda disponível no YouTube. Lá um Deputado Federal recebe, em valores daquele ano, o equivalente a R$ 13 mil mensais, o dobro do salário de um professor sueco. Sem qualquer mordomia, os parlamentares passam a semana em apartamentos funcionais simples de até 40m2, dividindo entre si lavanderia e cozinha comunitária, sem empregados domésticos.

     A realidade sueca nos faz refletir sobre qual é a verdadeira finalidade do político. Não é outra além de representar os interesses daqueles que o elegeram. A política não pode ser uma carreira nem uma fonte de privilégios. Certamente, temos algumas lições a aprender com o Reino da Suécia, bem como as demais Monarquias Constitucionais.

IMAGEM: Infográfico representando o salário básico de um parlamentar em proporção à média de renda de sua população.

Impopularidade de Temer leva Planalto a comemorar até mesmo margem de erro - Por Josias de Souza.



A mais recente pesquisa do Datafolha demonstrou que a imagem de Michel Temer continua no lodo. Estabilizada no fundo do poço, a taxa de aprovação do presidente oscilou de 5% para 6%. O índice de reprovação, foi de 71% para 70%. Submetido a essas oscilações de um ponto percentual, o ministro palaciano Moreira Franco entrou em êxtase. Foi como se a glória lhe subisse à cabeça —pelo elevador de serviço.

“Comemoramos mais uma boa notícia”, escreveu Moreira no Twitter. “Cai a reprovação do governo e a popularidade do presidente Michel Temer cresce, segundo o Datafolha.” Esquecendo-se de lembrar (ou lembrando-se de esquecer) que os 70% de reprovação conservam Temer no pedestal reservado aos presidentes mais impopulares da história, Moreira atribuiu a façanha de um soluço na margem de erro da pesquisa “às reformas pontuais que foram realizadas e já refletem na melhoria da vida de muita gente.”

Em forte discurso, Cármen Lúcia pede respeito - Antônio Alves de Morais.



Ministra e presidente da Corte não citou nomes, mas pode ter enviado um recado ao PT. A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, abriu o ano de trabalhos do Judiciário com um forte discurso contra aqueles que atacam a Justiça. A solenidade aconteceu nesta quinta-feira (01) e contou com a presença do presidente Michel Temer, da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, dos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do Senado, Eunício Oliveira, da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Claudio Lamachia e de vários ministros e outras autoridades.

Com fortes declarações, a ministra foi contundente e disse que não aceitará ataques à Justiça. Nos seus dizeres, isso é algo inadmissível e inaceitável.

Mesmo não citando nomes e nem um caso específico, um dos fatos que pode ter causado a revolta dela são a forma que os membros do PT adotaram nos últimos dias de pressionar desembargadores e criticá-los, devido a tensão com o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocorrido em 24 de janeiro.

Além de Lula, líderes de movimentos, senadores da República e ex-ministros se utilizaram de propagar ódio contra aqueles que defendem a condenação do petista.

Cármen Lúcia comentou que as pessoas podem não aceitar uma certa decisão da Justiça, mas devem fazer a reclamação por atos legais e não com ameaças e outros métodos. Segundo ela, “Justiça individual” é vingança.

A ministra ressaltou que o desacato às autoridades é um tipo de ato de força pessoal ou vingança e está fora do direito da Justiça.

Nas suas declarações, a ministra exigiu respeito à Constituição e afirmou que a Lei é a garantia de Justiça para todos. Ela citou o descumprimento da Lei como sendo um mau exemplo e que acaba afetando outras pessoas, contaminando e comprometendo a visão de instituições sérias.

A ministra deixou claro que a civilização nasce do respeito entre as pessoas e que todas têm direito a opiniões e pensamentos diferentes, porém, tudo tem que estar baseado nas leis do país.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Sem presença de Lula, Cármen Lúcia fará discurso de conciliação - Por O Antagonista.

O Antagonista apurou que Cármen Lúcia fará um discurso de conciliação na abertura do Ano Judiciário, amanhã, na presença de Michel Temer, Eunício Oliveira e Rodrigo Maia.

Carminha também deve aproveitar a oportunidade para rebater, de forma educada, os ataques que estão sendo feitos ao Judiciário por parte de Lula e da cúpula do PT.

O ex-presidente foi convidado especial na posse de Carminha, em 2016.  Desta vez, não estará presente.

Governos de sonhos, nuvens, fantasias e mentiras - Antônio Alves de Morais.


Essa senhora é uma das 20 milhões de famílias que saíram da pobreza no governo do PT. O IBGE descobriu que existem outros 52 milhões escondidos pelo partido  na miséria extrema.

Não podemos deixar de reconhecer o mérito dos governos do PT na educação. Nos últimos cinco anos houve uma evasão no ensino médio de 1.300 "hum milhão e trezentas mil" matrículas. 

O governo é destaque também na segurança pública : matam-se mais pessoas no Brasil do que nas guerras espalhadas mundo a fora. O Ceará que também é PT contribuiu com 14 assassinatos dia ano passado.

Lula tornou-se prisioneiro do seu próprio cinismo - Por Josias de Souza.

O pedido de habeas corpus que a defesa de Lula protocolou no Superior Tribunal de Justiça para tentar evitar a prisão do pajé do PT contém trechos humorísticos. No pedaço mais cômico, os advogados enumeram feitos que demonstrariam que o encarceramento de Lula é desnecessário. Sustentam que, além de respeitar decisões judicias, de ter bons antecedentes e de já ter 72 anos, Lula é um ex-presidente da República que “implementou diversas políticas de prevenção e repressão” à corrupção.

Conhecidos por achincalhar Sergio Moro, os advogados evocam o testemunho do magistrado. Citam trecho de uma sentença do juiz da Lava Jato. Nele, Moro reconhece que, sob Lula, o governo fortaleceu os mecanismos de controle e os órgãos de combate à corrupção. Quer dizer: quando elogia, Moro é uma referência. Quando condena, torna-se um juiz indigno, um reles perseguidor.

Entre os feitos que comprovariam a boa índole de Lula, os doutores listaram o fortalecimento da Polícia Federal e a nomeação de pessoas independentes para o cargo de procurador-geral da República. É como se Lula tivesse descoberto um método revolucionário de combate à corrupção. Depois de equipar o Estado, ele escancarou os crimes cometendo-os. Como presidente, Lula enfiou o dedo no favo de mel da moralidade pública, lambuzando-se de popularidade. Fora do Poder, foge das abelhas. Lula ainda não notou. Mas já está preso. Tornou-se prisioneiro do próprio cinismo.