sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Ministro Gilmar Mendes, cria do FHC - Antônio Alves de Morais.


De duas uma. Ou o povo brasileiro não tem memória ou é esquecido por má fé. O governo de Fernando Henrique Cardoso foi completo  de escândalos e denúncias de corrupção. Ministros, presidentes de estatais, procurador geral da Republica, o governo no seu todo com privatizações duvidosas e favorecidas aos amigos de predileção.

Mas,  mesmo que você não lembre de nada, tenha perdido a memória, resta bem viva e atual uma  parte  da resultante do governo do PSDB. O ministro Gilmar Mendes fruto da indicação do FHC. Segundo afirmou o ex-ministro Joaquim Barbosa desonra a justiça brasileira. Por ele uma pequena amostra do conjunto do governo Fernando Henrique Cardoso. Se você está satisfeito com o amparo aos bandidos dado por Gilmar Mendes agradeça ao FHC que o indicou. 

O ex-presidente devia se recolher no seu esquecimento, já que o seu governo não é digno de ser lembrado. O alegado Plano Real não foi dele, foi uma criação do ex-presidente Itamar Franco.

Gleisi Hoffmann custa muito mais caro do que qualquer juiz (por Augusto Nunes)

Em 2017, a senadora que acha uma vergonha o auxílio-moradia de Sergio Moro torrou mais de 376 mil reais extorquidos dos pagadores de impostos.
Gleisi Hoffmann declarou que acha "uma vergonha" o auxílio-moradia recebido por Sergio Moro, que qualifica de “artifício para aumentar o salário”. Moro ganha 28 mil por mês. Gleisi embolsa 33 mil. O auxílio concedido ao juiz da Lava Jato soma pouco mais de 50 mil por ano. Em 2017, só no item “correios”, a senadora petista Gleisi desperdiçou 56 mil e 286 reais. A gastança patrocinada pela cota para exercício da atividade parlamentar chegou a 376 mil 827 reais e 62 centavos no ano passado.Com passagens aéreas, aquáticas e terrestres, a presidente do PT jogou pelo ralo mais de 157 mil reais. Isso sim é uma vergonha.

Palocci aciona desembargadores e promete elucidar fatos criminosos.


  
O ex-ministro do governo dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff pediu uma nova oportunidade para dar depoimento ao juiz federal Sérgio Moro e depois acionou o Tribunal Regional Federal da 4a. Região (TRF-4) para falar no âmbito da Operação Lava Jato. Conforme informações dos seus advogados, Palocci quer cooperar com a Justiça e ajudar a se chegar à conclusão de fatos criminosos que envolveram o PT. 

Os advogados do ex-ministro entendem que essa cooperação do seu cliente pode ser extremamente relevante e eliminar qualquer dúvida sobre as denúncias que envolvem o ex-ministro.

Palocci vive uma situação complicada depois que Lula foi condenado pelo TRF-4.

Ele acabou não conseguindo um acordo de colaboração com a Justiça e sua pena de 12 anos, 2 meses e 20 dias de prisão não teve como ser amenizada. A Procuradoria-Geral da República (PGR) não aceitou as provas do ex-ministro e aguarda que ele traga informações mais preciosas para que o acordo seja firmado. Investigadores da Lava Jato viram que a delação de Palocci está num rumo dificílimo de acontecer. Porém, a defesa dele tem relutado e tentado de todas as formas esse acordo de delação com o Ministério Público Federal (MPF), inclusive, isso foi comunicado no TRF-4  pelos seus advogados.

Palocci está envolvido num grande esquema de Corrupção que envolve contratos milionários entre a construtora Odebrecht e a Petrobras. De acordo com as informações, o dinheiro teria sido repassado ao marqueteiro João Santana.

A defesa de Palocci acionou o TRF-4 por saber que, em breve, a sentença do ex-ministro proferida pelo juiz federal Sérgio Moro será analisada pelos desembargadores.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O Antagonista - Por o Antagonista.


A Lava Jato revelou o blefe de Lula.
O Antagonista, em 30 de julho de 2016, publicou um post intitulado “O escambo lulista”, que dizia:
“Lula está anunciando sua candidatura a presidente.

Mas é só um blefe.
Assim como fez durante o mensalão, Lula resolveu propor um escambo: se o mundo político livrá-lo da cadeia, ele se aposenta.”

A Lava Jato pagou para ver e o blefe lulista foi revelado.
Prestes a ser trancado na cadeia, o condenado voltou a propor o escambo, só que agora é para valer.



“Tenho o desprazer de dizer que lhe faltam todas essas qualidades”.

Quando Sepúlveda Pertence foi nomeado para o STF, Roberto Campos disse:

“Para ser ministro do Supremo é preciso ter saber jurídico, gosto pelo trabalho e reputação ilibada. A este senhor que está como candidato, tenho o desprazer de dizer que lhe faltam todas essas qualidades”.

Lula citou em grampo Rosa, que definirá prisão - Por Josias de Souza.

O destino acomodou nas mãos da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, a definição sobre a regra que permite a prisão de condenados em segunda instância. Tremenda falta de sorte de Lula, pois Rosa, uma magistrada de mostruário, discreta e austera, é a mesma que foi citada por ele em diálogos telefônicos vadios captados pela Lava Jato em 4 de março de 2016.

Conduzido coercitivamente pela Polícia Federal, Lula acabara de prestar depoimento por ordem de Sergio Moro. Estava uma arara. Sob escuta, dividiu sua irritação com Dilma Rousseff. Estava assustado com a ousadia da “República de Curitiba”. Lamentou: “Nós temos uma Suprema Corte totalmente acovardada…”

Dilma passou o telefone para o petista Jaques Wagner, então chefe da Casa Civil da Presidência. O réu disse a Wagner: “…Eu queria que você visse agora, falar com ela [Dilma], já que ela está aí, falar com ela o negócio da Rosa Weber. Está na mão dela para decidir. Se homem não tem saco, quem sabe uma mulher corajosa possa fazer o que os homens não fizeram”. E Wagner: “Falou! Combinado! Valeu, querido, dá um abraço na Marisa e nos meninos.”

O “saco” que Lula enxergava em Rosa o levava a supor que a ministra poderia deferir uma petição que seus advogados haviam protocolado no Supremo. No mesmo dia em que os grampos captaram a conversa, a ministra contrariou a defesa de Lula, indeferindo pedido para retirar das mãos de Sergio Moro as investigações sobre o tríplex do Guaruja e o sítio de Atibaia (aqui, a íntegra da decisão da ministra). Alegava-se que as encrencas já estavam sendo apuradas em São Paulo. Alheia à monofobia de Lula, Rosa manteve Curitiba no seu encalço.

Pois bem. O destino voltou a atravessar Rosa Weber no caminho de Lula. Como se sabe, a prisão na segunda instância prevaleceu no Supremo, em 2016, pelo magro placar de 6 votos a 5. Morto num acidente aéreo em 2017, Teori Zavaschi votara a favor da tranca. Receava-se que seu substituto, Alexandre de Moraes, modificasse o voto. Mas ele ecoou a posição de Zavaschi em julgamento ocorrido na terça-feira na Primeira Turma do Supremo.

Preservado por Moraes, o placar de 6 a 5 pode ser modificado pelo ministro Gilmar Mendes. Ele também havia votado em 2016 a favor da prisão no segundo grau. Mas já anunciou uma meia-volta. Em tese, a reversão do placar beneficiaria Lula, cuja defesa protocolou no Supremo um habeas corpus para tentar evitar a execução da penas de 12 anos e 1 mês de cadeia, fixada pelo TRF-4.

O diabo é que Rosa Weber também não descarta a hipótese de alterar o seu voto, fazendo um caminho inverso ao de Gilmar. Em 2016, Rosa posicionara-se a favor de que as prisões só ocorressem depois de esgotadas todas as possibilidades de recurso aos tribunais superiores de Brasília. Agora, deixa no ar a hipótese de aderir à banda do Supremo favorável ao início da cana já na segunda instância.

Para um lado ou para o outro, o certo é que a nova maioria sobre a matéria será decidida por Rosa. Vale dizer: no limite, o futuro carcerário de Lula depende da ministra citada por ele em termos desrespeitosos nos grampos da Lava Jato.

Suprema ironia: ao indeferir o pedido que Lula imaginou que ela atenderia, Rosa manteve, em março de 2016, as investigações sobre o tríplex do Guarujá e o sítio de Atibaia nas mãos de Moro. O mesmo juiz que, no julgamento do mensalão, atuara como auxiliar de Rosa Weber no Supremo.

Por mal dos pecados, é justamente a sentença de Moro no processo do tríplex que deixou Lula na cara da cadeia. No mérito, a decisão do juiz da Lava Jato foi confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Na fixação da dosimetria do castigo, os três desembargadores que determinaram a prisão do réu elevaram a pena de 9 anos e 6 meses para 12 anos e 1 mês de prisão.

O encadeamento dos fatos revela que Lula pode ter sido abandonado por sua lendária sorte. E sem sorte não se chupa nem um pirulito. O sujeito pode engasgar com o palito.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

É bom repensarmos isto - Por Papa Francisco.

O ser humano é estranho. Briga com os vivos e leva flores para os mortos. 

Lança os vivos na sargeta, e pede um bom lugar para os mortos. Se afasta dos vivos e se agarra desesperado quando estes morrem.

Fica anos sem conversar com um vivo, e se desculpa, faz homenagem quando este morre. Não tem tempo para visitar o vivo, mas tem o dia inteiro para ir ao velório do morto. 

Critica, fala mal, ofende o vivo, mas o santifica quando este morre.

Não liga, não abraça, não se importa com  os vivos. mas se autoflagela quando estes morrem. Aos olhos cegos do homem, o valor do ser humano está na sua morte, e não na sua vida. É bom repensarmos isto, enquanto estamos vivos.



Titulo de cidadania - Antônio Alves de Morais.


No inicio da década de 80 do século passado eu estava na Gerência do Bicbanco à Rua Barbara de Alencar 836 Crato, quando  recebi a visita dos vereadores José Valdevino de Brito, presidente da Câmara Municipal, Dandinha Vilar, secretária e dos membros do legislativo cratense Francisco Bezerra Teles e Virgílio Xenofonte de Oliveira.

Estavam a fazer a comunicação  da aprovação  de um título de  cidadão cratense  para mim. Além de amigo, parente e camarada José Valdevino de Brito era tio legítimo  de minha esposa. Foi a ele, diante da confiança que existia entre nós, que me dirigir : Agradeço de coração, mas, devo informar que não aceito. E não aceitei. Se tinha ou não razão para tomar a decisão o problema era meu. 

Continuei sendo filho apenas de Várzea-Alegre, e quem  desejar conhecer minha ascendência, ao consultar a árvore genealógica chegará em oito filhos de José Raimundo Duarte, o conhecido José Raimundo do Sanharol, filho do badalado Papai Raimundo cuja medalha criada em seu nome já homenageou muito gente por merecimento, por hipocrisia e demagogia politica, embora nas favelas que proliferam a cidade ninguém saiba quem foi. 

Uns disseram que a recusa foi por peitica, outros  porque sou birrento, impingento, mas a causa foi bem outra. E não me arrependi até hoje. 

Coisas da República:Enquanto a Espanha prepara sua rainha para daqui 30 a 40 anos, o Brasil não sabe quem vai ser o aventureiro que assumirá em 2019

Em solenidade tocante, a Princesa das Astúrias,  Leonor  (em espanhol: Leonor de Todos los Santos de Borbón y Ortiz) nascida em Madrid, a 31 de outubro de 2005 e Herdeira da Coroa desde a proclamação de seu pai como Rey de España,  no dia 19 de junho de 2014, recebeu -- das mãos do seu pai, o Rei Felipe VI -- a Ordem do Tosão de Ouro, a mesma comenda  que pertenceu ao seu bisavô.

"Receber este Tosão implica para ti responsabilidades especiais", disse o Rei Felipe VI à princesa Leonor, citado pelo jornal El Mundo. O rei deixou ainda um apelo à filha para que respeite sempre a Constituição espanhola, que lhe deve servir de guia em todas as decisões. "Guiar-te-ás em permanência pela Constituição, cumprindo-a e respeitando-a; Servirás Espanha com humildade e consciente da tua posição institucional", sublinhou Felipe VI.

"Enquanto a Espanha prepara sua rainha para daqui 30 a 40 anos, o Brasil não sabe quem vai ser o aventureiro que assumirá em 2019. Não sabe qual a linha de pensamento do que será eleito; não sabe o que acontecerá daqui a um ano. Triste! O empresariado não sabe se deve investir ou não, o povo desacreditado de tudo não tem uma perspectiva, precisamos aprender a pensar fora dessa caixa de mentiras que é a Republica Federativa Brasileira. 
    Está à mercê de uma doutrinação impercebida, de tantos anos que a cada eleição é uma infeliz surpresa representando sempre uma divisão entre os brsileiros. Precisamos sim, de estabilidade, união e continuidade para o desenvolvimento, tirar das mãos de políticos o poder do estado para evitar excessos e o desequilíbrio, precisamos mais do que nunca o exemplo para chegarmos a uma sociedade saudável e desenvolvida. 
     A maioria do povo desconhece o que é a Monarquia Parlamentarista Constitucional, embora nós tenhamos  uma Imperial; temos uma história, temos uma saída desse labirinto em que a República nos jogou." Acorda Brasil!
Crédito: Monarquia Brasil

PT leva Fux a dizer o óbvio: Ficha suja está fora! - Por Josias de Souza.


Lula e o Partido dos Trabalhadores não costumam perder a oportunidade de perder uma oportunidade. Assim, em vez de acionar um plano de contingência, o petismo transforma sua campanha presidencial numa procissão. Lula vai no andor, fazendo pose de vítima de uma inquisição. Os devotos o acompanham com suas orações. Ao tomar posse na presidência do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Luiz Fux atravessou o óbvio no cortejo companheiro: “Ficha suja está fora do jogo democrático.”

Sem mencionar o nome do santo, Fux esclareceu que a Lei da Ficha Limpa não abre brecha para milagres. O sujo não vai virar uma asséptica criatura. Com outras palavras, o que o novo presidente do TSE declarou foi o seguinte: Com um pregador talentoso e devotos crédulos, pode-se fazer uma tremenda campanha chamando corrupto de candidato. Embora ele continue sendo corrupto.

“A corrupção será severamente punida, para que os atuais problemas do Brasil, que desfilam nas manchetes de jornais e nos noticiários, representem uma visão longínqua no retrovisor da história”, discursou Fux. “Uma pessoa corrupta, uma pessoa ímproba e uma pessoa antiética na vida pregressa não conduz o país para um novo futuro. Conduz o país para o atraso e para a degradação.”

Rendido às conveniências criminais de Lula, o PT imagina que o drama de sua divindade pode, no mínimo, atrair votos para os candidatos da legenda ao Legislativo. Será? Na dúvida, o petismo continuará esbarrando no óbvio.

Novas condenações virão. Mas o PT tropeçará no óbvio fingindo não perceber que o óbvio é o óbvio. Até que a Justiça Eleitoral, lá para agosto ou setembro, aponte para o óbvio e proclame: “Ali está o óbvio: um condenado por corrupção, com sentença confirmada em tribunal de segunda instância. Pede o registro de sua candidatura. Mas trata-se, obviamente, de um personagem inelegível. Está fora do jogo democrático.”

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

BESTIFICAÇÃO DAS MASSAS - Por Wilton Bezerra.


Povo tem consciência de cidadania.
Sabe que suas escolhas são responsáveis pelo bem geral de todos.
População é diferente. Serve como massa de manobra.
Quando digo que o Brasil não tem povo e sim população tem interlocutor que responde: “é tudo a mesma coisa”.
A mesma coisa eu sei o que é, mas não vou dizer agora.
Zé Ramalho fala de um admirável gado novo, numa canção.
São aqueles que caminham na vida como se fossem bois em direção aos matadouros.
Esses são os preferidos dos políticos que fazem em toda eleição apostas na ignorância como mãe da felicidade.
Eleitor esclarecido, para que ?
Não conheço na política quem perde dinheiro e eleição com o apoio do eleitorado ignorante.
Com isso, despeja-se no congresso e casas legislativas gente medíocre que só alimenta os seus próprios interesses, incapaz de elevar a sua estatura.
Lamentável que esses exploradores da burrice da população não sejam esquecidos.
As últimas pesquisas para presidente mostram que o nosso eleitorado continua doente.
Precisa, urgentemente, de uma lipoaspiração no cérebro.
O Presidente de plantão, ignorando a vida Severina que o brasileiro leva, declara que só terá seu apoio candidato à presidência que se comprometa com o seu legado.
Legado ?
É muito escárnio ou a certeza de uma cegueira irreversível que acomete a população. 
Some-se a isso um judiciário pródigo em plantar suas próprias jabuticabas.
Brasil, teu nome é resiliência.

DINHEIRO NÃO CAI DO CÉU - Por Antônio Gonçalo de Sousa.


De acordo com o dramaturgo Nelson Rodrigues (1912 – 1980) o “Brasil é uma pátria de chuteiras”, onde há milhões de técnicos de futebol. Acertadamente, o escritor faz uma metáfora humorada, se referindo à paixão dos conterrâneos pela arte futebolística, onde de norte a sul a população reverencia esse esporte, que já deu, além de conquistas sociais e econômicas, cinco taças da Copa do Mundo ao nosso país. É verdadeiramente uma paixão nacional.

Longe de querer comparar-me ao legado do grande escritor referenciado, faço um paralelo afirmando que, na minha visão, o Brasil também é uma pátria de gerentes, com milhões de “doutores” em economia informal e em aconselhamento político-econômico. Na qualidade de um deles, terço comentários sobre a lástima populista, que envolveu o governo central nas administrações do país de 2003 a 2016, ancorados por doutrinas engendradas por uma plêiade de esquerdistas, liderados pelo PT, com apoio de outras agremiações partidárias como PC do B, PSB, PSOL etc, inclusive o furtivo PMDB (agora MDB).

Nesse período, as mentes dos governistas, contaminadas por um pensamento leviano de que dinheiro cai do céu, recebeu assessoramento de meia dúzia de artistas e intelectuais, de Ong’s e de organizações sindicais e classistas, que nunca “arrastaram” trabalho para ter cifras em seus cofres, já que, amparados por legislações e jurisprudências rudes, sempre tiveram finanças abastardas, advindas do poder público ou de apaixonados trabalhadores, que lhe dirigem regularmente vultosas somas em dinheiro. Ainda bem que recentemente uma dessas benesses foi extinta (o imposto sindical obrigatório).

O futebol, também como a economia e a política, é uma arte de resultados e parâmetros subjetivos. Contudo, mesmo com milhões de técnicos se dizendo conhecedores do ramo, há uma norma geral que rege a sua prática, que é o sistema tático. Nele o time é orientado por um esquema que divide os jogadores dentro do campo, aumentando ou diminuindo a quantidade deles na zaga, no meio de campo ou no ataque, à medida que os dirigentes do clube analisam o adversário ou o placar que pretendem alcançar: (4 - 2 – 4), (3 – 4 – 3), (4 – 4 – 2) etc. Mexer em um desses esquemas, desregradamente, pode acarretar resultados desfavoráveis e, consequentemente, vais e desaforos da torcida.

O Brasil, a partir do Plano Real (1994), adotou um “esquema tático”, chamado tripé macro-econômico para lidar com a economia. Nele, os governos devem seguir estratégias baseadas no dólar flutuante, metas de inflação e ajuste fiscal. Como no futebol, mexer em um deles sem parâmetro e embasamento político-econômico é fatal. E foi o que o governo do PT fez. Como exemplos de desacertos, pode-se citar: adoção de políticas de desoneração fiscal da indústria automobilística e de produtos da linha branca por um período muito longo; implementação de programa obscuro na seleção de “campeões” para obtenção de financiamentos astronômicos do BNDES (leia-se Odebrecht, Eike Batista, JBS etc.); linhas de financiamentos para grandes obras de infra-estrutura em outros países com economias e democracias frágeis (dentre eles Cuba e Venezuela). Nesse afã, até a população mais humilde se endividou de forma desregrada, principalmente com a ilusão dos empréstimos consignados.

Tudo isso o governo fez com dinheiro que não era seu, e sim, tomado emprestado da patuléia, de fundos de pensões das estatais e de empresários gananciosos por juros compensadores. O governo tomava dinheiro no mercado a uma taxa de juro anual de até 13%, 14% e o repassava ao BNDES, para financiar empresas com encargos subsidiados de 5%, 6% ao ano. Talvez, por acreditar que dinheiro cai do céu, a presidente Dilma tentou burlar até mesmo a máxima da ciência contábil, que rege que dois mais dois são quatro e que ativo e passivo devem ter resultados iguais. Sendo assim, em desrespeito ao congresso e órgãos de controle do governo, adotou as falsas e famigeradas “pedaladas fiscais”, que lhe empurraram para o acertado “impeachment”. Sem contar com os esquemas desavergonhados de obtenção de verbas eleitorais em caixa dois e propinas, engendrados por criminosos dos chamados “Mensalão” e “Petrolão”, aquele com os culpados já punidos e, este, no encalço da Polícia Federal e da Justiça, com muitos dos componentes condenados, inclusive o ex-presidente Lula da Silva.

Depois do tombo, os partidários da esquerda se arvoram na ignorância de sempre e incentivam seus seguidores desavisados a não reconhecer o resultado da votação do congresso que desapeou o PT do governo; nem mesmo da condenação do ex-presidente Lula em segunda instância. Para eles o que vale é estar no poder ou a desobediência civil.

Poderiam seguir pelo menos o ensinamentos do livro do profeta Jó, que no seu capítulo Capítulo 1, versículo 5 prega o arrependimento e a conciliação: “Quando acabava a série dos dias de banquetes, Jó mandava chamar seus filhos para purificá-los e, na manhã do dia seguinte, oferecia um holocausto por intenção de cada um deles: porque, dizia ele, talvez meus filhos tenham pecado e amaldiçoado Deus nos seus”. Mas nem isso lhes serve como refúgio, pois, em que pese a tendência esquerdista de grande parte da igreja católica, não se pode esperar clemência e devoção cristã de semi-ateus como Lula, Dilma, Zé Dirceu, Vacari etc, que nunca foram vistos orando, nem numa igreja, muito menos pregando a fé. Em vez de crer em Deus, parece que eles preferem acreditar que “dinheiro cai do Céu”

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

PT à deriva - por Pedro Henrique Antero (*)

  Desde sua fundação, o PT foi pensado como a agremiação aglutinadora dos trabalhadores brasileiros. Ele trilhava o que Antonio Gramsci, filósofo italiano, escreveu nos “cadernos do cárcere”, acerca do novo método de tomada do poder pelos comunistas.

   Gramsci compreendeu, após anos de prisão, que a tomada do poder no Ocidente se faria através dos mecanismos da democracia. A “guerra de movimento”, como havia sido feita na Rússia, não se aplicava aos países ocidentais, pois suas organizações civis eram bastante fortes. Era necessário, portanto, adotar a “guerra de posição”, atraindo, para sua causa, igrejas, sindicatos, universidades e imprensa. 

   Além do mais, o Judiciário, segundo o filósofo, deveria ser criticado em suas decisões legalistas e incentivado a adotar decisões “sociais”. As Casas Legislativas, por seu lado, deveriam ser objeto de constante crítica e desmoralização, enquanto os representantes do partido “proletário” – PT no caso brasileiro – surgiriam como únicos acima das críticas. As Forças Armadas, também, deveriam ficar sob constante vigilância e deveriam ser vistas como desnecessárias, perdulárias, ignorantes e ditatoriais.

    A receita de Gramsci estava sendo rigorosamente observada no Brasil. Entretanto, dadas as dificuldades de transpor a resistência dos núcleos democráticos, liberais e mesmo conservadores, a cúpula petista foi abandonando pouco a pouco os ideais originários do partido e preocupando-se em se manter no poder, a todo custo, por longos anos.

    A liderança petista, então, em parceria com MDB, resolveu aliar-se à nata do empresariado que, no passado, já havia crescido às custas de governos, para realizar o maior saque da história brasileira aos cofres da nação. Venceu quatro eleições presidenciais sucessivas e deixou o País na miséria.

    Os planos de Gramsci, no caso do Brasil, portanto, foram interrompidos pelo PT. Agora, após a condenação de Lula pelo TRF de Porto Alegre, o partido dos trabalhadores está à deriva, sem rumo e sem mensagem.

(*) Pedro Henrique Antero é professor de Ciências Políticas. E-mail phantero@gmail.com

Derrotas judiciais carbonizam estratégia de Lula - Por Josias de Souza.

Nos últimos dias, Lula exibe um temperamento corrosivo. Irritadiço, pronuncia um palavrão atrás do outro. Já não exibe o mesmo sentimento de invulnerabilidade que ostentava há duas semanas. Aos poucos, percebe que era prisioneiro de uma fábula. Vivia a ilusão de ser o protagonista de uma ofensiva política. Contava com a solidariedade de multidões inexistentes. E imaginava que, criando um clima de conflagração, conseguiria amedrontar o Judiciário. Deu tudo errado.

Lula habitava o lado avesso da realidade. De repente, beijou a lona duas vezes. Numa, foi abatido pelo 3 a 0 no Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Noutra, dobrou os joelhos com o indeferimento relâmpago de um habeas corpus preventivo no Superior Tribunal de Justiça. Por absoluta falta de um plano de contingência, Lula manteve a língua em riste. Mas até seus devotos mais leais já admitem que o arsenal retórico do pajé do PT sofre o que os aviadores chamam de cansaço de materiais.

Inelegível, Lula frequenta as manchetes há 11 dias como um corrupto de segunda instância. E não há vestígio de agitação nas ruas. A vida cotidiana do brasileiro que molha a camisa para encher a geladeira não se distanciou da normalidade. Mesmo o “exército do Stédile” e os militantes sindicais da CUT retornaram para casa. Dormem sem remorso e acordam sem culpa para o seu café-com-leite.

Às vésperas do julgamento em que o TRF-4 confirmou a sentença de Sergio Moro no caso do tríplex do Guaruja, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, dizia coisas assim: “Para prender o Lula, vai ter de prender muita gente, mais do que isso, vai ter de matar gente.” O líder do petismo no Senado, Lindbergh Farias, acrescentava: “A gente tem que ter uma outra esquerda, mais preparada para o enfretamento, para as lutas de rua. Chega! Não é hora de uma esquerda frouxa, burocratizada, acomodada.”

Lula está cada vez mais próximo do complexo-medico pemal de Pinhais, o presídio onde estão trancados os ladrões da Lava Jato. E o único cadáver que surgiu em cena, por ora, foi o da candidatura presidencial do ex-mito do PT, enterrada pela Lei da Ficha Limpa. Quanto aos aliados de “esquerda”, foram cuidar da própria vida. Indiferença? Covardia? Não, apenas instinto de sobrevivência política.

As derrotas judiciais carbonizaram a estratégia política de Lula. O Plano A era chamar de “golpe” todas as decisões adversas, desqualificar Sergio Moro, amedrontar o Judiciário e arrancar do TRF-4 o placar de  2 a 1, que daria ensejo a recursos cuja apreciação não ocorreria antes do registro da candidatura no Tribunal Superior Eleitoral. O Plano B era, era… Não havia Plano B.

O grão-companheiro e a companheirada não admitiam a hipótese de o Plano A falhar. Por isso, não planejaram a sério um caminho alternativo. Agora, improvisam um Plano B em cima do joelho. O petismo rachou. Um grupo sustenta que o melhor  Plano B é levar o Plano A às últimas inconsequências. Outro grupo, minoritário, está atrás de uma saída que livre o PT do fiasco. O que une as duas alas é o receio de que, façam o que fizerem, Lula não escapará de uma temporada atrás das grades.