terça-feira, 26 de junho de 2018

Datena é tratado pelo DEM como um novo Huck - Por Josias de Souza.



Decidido a convencer o apresentador José Luiz Datena a trocar seu programa dominical na TV Bandeirantes pela urna eletrônica, o DEM realiza a toque de caixa uma pesquisa qualitativa. Deseja testar a receptividade eleitoral do personagem. Um dirigente do partido disse ao blog na noite desta segunda-feira:

1) Na avaliação do partido, Datena pode desempenhar na campanha de 2018 o papel de “outsider” que Luciano Huck recusou.

2) Em conversas preliminares, o DEM informou a Datena que a candidatura ao Senado por São Paulo não é sua única opção. A legenda se dispõe a lançá-lo até mesmo como uma alternativa presidencial.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Alemanha - Por Wilton Bezerra


Há quem não veja nada de interessante no jogo coletivo.
Pelas bandas de cá, onde o futebol foi fundado nas individualidades de Garrincha, Pelé e outros gênios da bola, certas resistências apontavam o futebol solidário como uma maldição.

“Uma sistematização limitadora do talento individual”, vociferavam.
Quem assistiu Alemanha 2 Suécia 1, deve ter se convencido de que o modelo de jogo dos campeões do mundo, baseado no protagonismo coletivo, é bonito de se ver e não tira o brilho individual de um Boateng, de um Kross, por exemplo.

A Suécia, admirável adversário, montou-se num esquema de contragolpes e proporcionou um duelo de gigantes.

Vindos de uma derrota para o México por 1 X 0, os alemães sofreram o primeiro gol e nem assim perderam o maior controle da bola e do tempo.

Fizeram a bola girar, em viradas de jogo, ocuparam permanentemente os espaços no campo sueco, mesmo correndo o risco do contragolpe, e insistiram em tabelas nos curtos espaços da defesa adversária.

Método e repetição nas tramas de um time forte, técnica e fisicamente.
E viraram o jogo para 2 X 1, de maneira dramática.

O gol da vitória numa cobrança de falta planejada, através de Kross, foi um desses momentos imperdíveis do futebol.
Triunfo espetacular sem irritação ou murros na bola.


Lembrei-me deu uma máxima do genial Cruyff: “Qualidade sem resultado não tem sentido; resultado sem qualidade não tem graça”.

O Brasil e a copa - Antônio Alves de Morais.


Até o momento o Brasil marcou a copa em três episódios : 

Primeiro - O mal caráter dos torcedores no caso dos vídeos,  assédio e machismo. Não tentem justificar que eram negros pobres das favelas da periferia das grandes cidades. Era gente granfina, cheia de grana, mal educada, mal caráter e sem noção de respeito com o Brasil. 

Segundo - O choro teatral do Newmar, seria muito vergonhoso se ele tivesse vergonha, um monstro como disse, um dia, o treinador Renê Simões.  Humildade zero.

Terceiro - E, por fim o pênalti escandaloso no Tite, que o juiz não marcou. Derrubaram o homem e pisotearam.

domingo, 24 de junho de 2018

POR MEDO DO VEXAME - Por Wilton Bezerra, Comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares



Já imaginaram o vexame que seria um segundo empate do Brasil na Copa, diante do fraco time da Costa Rica ?
Realizando um primeiro tempo parecido (ou pior) com o do primeiro jogo frente à Suíça, foi o medo de uma situação vexaminosa o motor que moveu a seleção brasileira na segunda etapa da partida de hoje.
As jogadas concentradas do lado esquerdo, com Marcelo, Neymar e Felipe Coutinho, não encontravam a “solucionática”, como diria Dario, o “peito de aço”.
Paulinho, influindo pouco, e Willian, muito mal, não faziam o meio e a extrema-direita.
A Costa Rica fazia a temida linha de cinco atrás e uma outra, de quatro, mais à frente. 
Urena que se virasse sozinho, mais adiantado.
Podia se dizer que o Brasil era melhor. Só que ser melhor em campo não significa jogar bem.
Faltava rapidez e maior concatenação nas tramas. Neymar, como sempre, recebendo faltas sucessivas.
Aliás, quem está pegando moleza de marcação, até desleal, nesta Copa?
Com uma enorme sombra de preocupação, partiu-se para o segundo tempo.
A ordem de Tite, no vestiário, deve ter sido no sentido de suar, para valer, todas camisas.
Douglas Costa, canhoto pela direita, substituiu William.
Me ocorreu que o time brasileiro praticou uma invenção da Holanda na Copa de 1974, uma espécie de “blitzkrieg”.
Essa ação corresponde ao resultado de uma pressão, com adiantamento das linhas, para impedir que o adversário tenha condições de se recompor depois de atacado.
E, aí, o jogo foi guindado à categoria de drama. Como os que encontramos pelos nossos caminhos. Por isso, já se disse que o futebol é um jogo da vida maior que nós.
Firmino entrou no posto de Paulinho, aos 22 minutos. Num saco só, se juntou bola na trave, gol perdido, irritação, simulação de penalidade por Neymar e uma chance jogada fora, que o fez enrolar o rosto com a camisa.
Certamente, que a emoção causou uma produção em massa de cabelos brancos na cabeça do torcedor brasileiro.
Quando o tempo normal já era ultrapassado em 24 segundos, creio, Felipe Coutinho, agradecendo à disputa de jogada de Casemiro e a participação de Gabriel de Jesus, de bico, colocou entre as pernas de Navas e marcou o gol libertador.
A trama foi mais ampla, com as participações de Marcelo e Firmino.
O gol de Neymar, aos 52 minutos, recebendo passe de Douglas Costa, foi o acabamento que se restava fazer.
No final, o craque desabou num choro de bezerro desmamado e fez Brasil chorar.
Ninguém é de ferro para agüentar toneladas de pressão. Vitória da alma desesperada e do coração aos pulos, longe de ser a “aula de futebol”, como afirmou Tite.
Por falar no treinador, houve pênalti em cima dele, que o juiz não marcou. Foi derrubado, sim.

Caririensidade 1 -- por Armando Lopes Rafael

Chapada do Araripe que circunda algumas cidades do Vale do Cariri. Araripe é uma palavra indígena que significa: "lugar onde surge o sol"

    Focalizaremos nesta coluna, hoje iniciada – sob o título de Caririensidade – uma palavra derivada de Cariri, e aqui focalizaremos coisas pertencentes, ou relativas, à região do Cariri cearense.

Cariri, um patrimônio cultural do povo brasileiro
     O arquiteto Romeu Duarte Júnior escreveu, há algum tempo: “O território do complexo sedimentar do Araripe, envolvendo o vale do Cariri, é uma das mais extraordinárias regiões do nosso planeta. Situado no sul do Estado do Ceará, nordeste do Brasil, é caracterizado por exuberantes recursos naturais e um diverso e rico patrimônio cultural.

       No Cariri, as tradições ibéricas e negras mesclaram-se às indígenas, resultando um painel mestiço, evocativo da cultura brasileira. Cantadores, cordelistas, poetas, intelectuais, artesãos, brincantes, músicos, dançarinos, penitentes e romeiros, todos contribuem com seus ofícios e expressões para o reconhecimento da região como destacada paisagem cultural do país. O acervo paleontológico do Cretáceo, um dos mais importantes do mundo, e a Floresta Nacional do Araripe, a primeira unidade de conservação da natureza do Brasil, ensinam-nos que a biodiversidade do Araripe é surpreendente e expressiva desde 120 milhões de anos”.

130 anos do Apostolado da Oração de Juazeiro do Norte
      Uma data que merece ser lembrada. Este ano o Apostolado da Oração de Juazeiro do Norte completará 130 anos de fundação.  O Apostolado da Oração é uma organização composta por leigos católicos cuja finalidade é a santificação pessoal e a evangelização. Teve origem na cidade de Vals, na França, em 03 de dezembro de 1844, por inspiração da espiritualidade dos Jesuítas, padres pertencentes à Companhia de Jesus, esta fundada por Santo Inácio de Loyola.
 
        Em 19 de outubro de 1888, quarenta e quatro anos depois da sua criação na Europa, quando nosso país ainda era o respeitado e digno Império do Brasil, o Apostolado da Oração surgiu em Juazeiro do Norte, fundado pelo Padre Cícero Romão Batista. Na solenidade da sua instalação em terras caririenses, foi rezada uma missa na então capela de Nossa Senhora das Dores, da aldeia do Joaseiro (grafia da época), pelo vigário de Missão Velha, Pe. Félix Arnaud, coadjuvado, no ato, pelos Padres Cícero e Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva. Este último seria nomeado em 1915 como primeiro Bispo da Diocese de Crato. Padre Cícero foi, naquela ocasião, designado como diretor do Apostolado da Oração de Juazeiro.

          130 anos se passaram. A capela de Nossa Senhora das Dores virou Basílica Menor, graças à iniciativa do 5º Bispo Diocesano de Crato, Dom Fernando Panico. Hoje Juazeiro do Norte e as demais cidades do Cariri cearense estão integradas ao processo da globalização, ou seja, inseridas em tempo real a toda a comunicação com os demais países do mundo, os quais ficaram entrelaçados irreversivelmente, a partir do final do século XX e nestes dezoito anos do século XXI.

Um gênio só - Wilton Bezerra, Comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares


Não que Messi nunca tenha feito nada pela seleção argentina. Mas fez, e continua fazendo, muito pouco.
No jogo contra a Croácia, o genial craque não pareceu interessado em procurar realizar a última Copa da sua vida de maneira consagradora.
Um astro como ele não pode apenas cumprir formalidades dentro de campo. E é o que tem acontecido.
Messi não consegue influir nas principais manobras do time e, ainda por cima, não pede a bola. Já em momento decisivo, cobrou mal a penalidade contra a Islândia. Na sua tristeza, dá a impressão de que não tem nada a ver com o jogo.
A Argentina, de má campanha, tem bons jogadores. Há, no entanto, uma pretensa barreira de incompatibilidade entre eles e Messi.
Mais ainda, é como se uma força estranha o impedisse de mover-se com a rapidez que possui.
Enfim, o seu olhar parece revelar o medo de alguma coisa que o assombra.
Algumas combinações apontam que ainda existe salvação para a Argentina dentro do seu grupo.
Quem sabe, continuaremos a ter um dos maiores jogadores do mundo dentro da Copa, em toda sua plenitude.
Se não, pior para a Copa.

Padroeiro dos Bandidos - Por Augusto Nunes.



Gilmar só aceita como prova a confissão do réu em texto manuscrito, com firma registrada em cartório e três cópias rubricadas pela mãe do delinquente

“Vou votar pela absolvição pela falta de provas suficientes para condenação. O caso foi estruturado apenas no depoimento de vários delatores, que se contradizem. 

O reforço de provas materiais é raquítico e inconclusivo”. (Gilmar Mendes, ministro da segunda turma do STF, na sessão que absolveu Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo e o advogado Ernesto Kugler, confirmando que só aceita como prova a confissão de culpa do réu em texto manuscrito e assinado, com firma registrada em cartório e três cópias rubricadas pela mãe do delinquente)

O Antagonista - Por o Antagonista.


PT perde de virada.

A derrota por dois a zero nos acréscimos abateu a defesa de Lula.
“O PT terminou a semana com preocupação em relação ao futuro do ex-presidente Lula e com apreensão em relação ao conteúdo da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci. Ambiente bem diferente do início da semana, quando os petistas pensavam ter iniciado uma virada na área jurídica.”


Lula perdeu de dois a zero nos acréscimos.

“Temos de reconhecer que o Brasil outra vez não jogou bem”, disse o comentarista esportivo Lula.
Nesta sexta-feira, Antonio Palocci teve seu acordo homologado pelo TRF-4 e o STF suspendeu o pedido de soltura do presidiário.
O Brasil jogou fantasticamente e Lula perdeu de dois a zero nos acréscimos.


Defesa de Lula se diz surpresa com decisão de Fachin.
José Roberto Batochio, um dos advogados de Lula, disse ao Estadão estar surpreso com a decisão de Edson Fachin de retirar da pauta o pedido de liberdade do presidiário.
“É absolutamente surpreendente”, declarou o advogado do petista.
Batochio afirmou ainda não ter tido acesso à decisão, mas, para ele, “dizer que o fato de ter sido negado o trânsito prejudica o pedido não tem cabimento”.

sábado, 23 de junho de 2018

Revista VEJA: Ciro versus Ciro

A idade não serenou o pedetista, cujos rompantes dificultam a formação de alianças e alimentam a indisposição do mercado à sua campanha

Publicado em VEJA de 27 de junho de 2018, edição nº 2588 -- Por Roberta Paduan
ALGUÉM ME SEGURA - Vereador do DEM, partido cobiçado para aliança com o PDT, é “capitãozinho do mato”, diz Ciro (Adriano Machado/Reuters)

Aberta a temporada de alianças partidárias, cada sigla busca seu par — e torce para não sobrar sozinha no altar. Para o PDT de Ciro Gomes, uma noiva vistosa seria o DEM, partido de centro, com uma bancada de 43 deputados no Congresso e potencial para abrir as portas à entrada de legendas do centrão, como PP e Solidariedade, com seus consequentes e preciosos minutos de TV. Diante disso — e na véspera de um jantar com caciques do DEM para falar precisamente da possibilidade de aliança —, o que fez Ciro? Insultou uma das lideranças do partido cobiçado, o vereador Fernando Holiday (é um “capitãozinho do mato”, segundo afirmou em entrevista à Rádio Jovem Pan, sugerindo que o político, mesmo sendo negro, não defende os interesses da população negra). Sem entrar no mérito da crítica a Holiday, é certo que xingar o irmão da noiva às vésperas de pedi-­la em casamento — e ainda abandonar intempestivamente um congresso de prefeitos porque não pôde falar durante o tempo que queria, como fez em Belo Horizonte na terça-­feira 19 — apenas reaviva as suspeitas de que Ciro segue sendo Ciro.

O destempero pode não levar ao naufrágio sua terceira candidatura presidencial, mas não ajuda a melhorar sua imagem junto a uns dos setores mais resistentes à sua candidatura, a elite empresarial. O chamado “mercado” se abespinha a cada declaração de Ciro sobre economia. Também na terça-­feira, Ciro afirmou que, se eleito, proporá que a reforma da Previdência seja feita por plebiscito — o que seria o fim da reforma, dada sua impopularidade. O pr­é-candidato, por sua vez, não perde uma oportunidade de, publicamente, desdenhar dos que o rejeitam (“rentistas e especuladores que não fabricam nem um pão nem geram emprego”). Prova de que a antipatia é mútua é a análise feita pelo Eurasia Group. Na classificação dos pré-­candidatos segundo o nível de risco que representam para a economia, a consultoria posicionou Ciro em último lugar, abaixo até mesmo do deputado Jair Bolsonaro, que vem fazendo um esforço danado para disfarçar suas convicções estatistas. “Ciro e o PT são os que têm o discurso mais hostil ao mercado”, diz Silvio Cascione, analista do Eurasia.

O pedetista tem afirmado que, caso ganhe, vai revogar contratos já assinados por empresas que arremataram blocos no pré-sal, desfazer a reforma trabalhista, acabar com o teto de gastos da União, romper os contratos de privatização da Eletrobras que venham a ser firmados e chegou a dizer que a gasolina estaria hoje abaixo dos 3 reais, se fosse o presidente. “O grande medo é que ele se torne uma Dilma 2”, resume o economista-­chefe de um banco que falou na condição de anonimato.

Com discurso belicoso em público, Ciro tem pedido à sua equipe que mantenha um tom mais ameno nos encontros a portas fechadas com os donos do dinheiro. “Seus assessores têm apresentado propostas que se baseiam no controle de gastos e na responsabilidade fiscal”, afirma o economista-­chefe de outra instituição financeira, que participou de uma apresentação da equipe de Ciro no Goldman Sachs. Mas a investida dos técnicos não tem conseguido aplacar o medo do setor. Disse um dos presentes à apresentação dos assessores do pedetista: “Eles se baseiam em feitos passados para projetar o que seria um governo futuro. Mas não contrariam as afirmações feitas publicamente pelo candidato”.

No que diz respeito ao passado, Ciro tem, sim, credenciais a apresentar ao mercado. Quando governador, não só promoveu ajuste fiscal nas contas do Ceará como recomprou a dívida do estado quinze anos antes do vencimento. Quando o Congresso aprovou, em 1997, socorro fiscal aos governos em apuros, o Ceará estava saudável e tinha apenas 114 milhões de reais em dívidas, um dos menores valores.

Sua incontinência verbal, porém, continua sendo um problema. A ala do DEM contrária a uma aproximação com o pedetista, por exemplo, rapidamente usou o episódio Holiday como pretexto para propagar críticas públicas ao presidenciável. O vice-líder do DEM na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, referiu-se a Ciro como “prostituto de partido”, citando as sete legendas pelas quais ele passou — e esquecendo-se de que, se isso definisse nível de prostituição, o Congresso seria um imenso prostíbulo. A atitude de Ciro também alimentou a ala do DEM entusiasta de uma aliança com Geraldo Alckmin, bem na semana em que o tucano pôs em funcionamento os motores de seu novo núcleo político. A função primordial do ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB-GO), que comanda o grupo, é levar o DEM para a órbita tucana e, assim, atrair outras legendas do centrão.

Recentemente, a equipe de Ciro teve acesso a uma pesquisa que mostra que 40% dos brasileiros nem sequer sabem quem ele é. E o último levantamento do Datafolha revelou que ele continua nos 10% de intenção de voto, abaixo de Marina Silva (Rede). Tudo somado, Ciro tem potencial para crescer. Mas está se equilibrando no discurso ambíguo para cativar os órfãos do ex-presidente Lula, de um lado, sem assustar os liberais do mercado, do outro. Equilibrar os polos já seria um desafio para um candidato com a cabeça fria. Para Ciro, o destemperado, é uma dificuldade adicional.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

FACHIN CANCELA JULGAMENTO DE PEDIDO DE LULA - Por o Antagonista.


Após a decisão do TRF-4 de negar recurso de Lula ao STF, Edson Fachin cancelou o julgamento do pedido de Lula para ser solto.

O ministro do STF considerou prejudicado o novo pedido de liberdade do hóspede da PF em Curitiba. 

A Segunda Turma analisaria o caso nesta terça-feira, dia 26.


DELAÇÃO DE PALOCCI É HOMOLOGADA - Por O Antagonista.


O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no TRF-4, homologou a delação premiada de Antonio Palocci, informa Bela Megale em O Globo.

O ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil dos governos petistas firmou um acordo pontual com a Polícia Federal, sem o envolvimento de autoridades com foro privilegiado, depois de não conseguir fechar colaboração com a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

Os termos do acordo firmado com a PF e agora homologados pela Justiça ainda estão sob sigilo.

Defesa de Lula diverge sobre a prisão domiciliar - Por Josias de Souza.


Lula deveria informar aos seus advogados se está ou não interessado em trocar a cana especial de Curitiba pela prisão domiciliar. Sepúlveda Pertence, seu advogado de Brasília, informou ao Supremo que sim. Cristiano Zanin, seu defensor de São Paulo, assegurou que não. Os defensores do pajé do PT ficaram zonzos às vésperas do julgamento de mais um recurso do condenado, dessa vez na Segunda Turma do Supremo, na próxima terça-feira.

O pedido de prisão domiciliar foi incluído num memorial entregue nesta quinta-feira aos ministros do Supremo. Seria uma providência alternativa, para o caso de ser indeferido o pedido de liberdade para Lula, preso desde 7 de abril. Ex-presidente da Suprema Corte, Sepúlveda Pertence esteve no tribunal. Conversou com ministros, entre eles Edson Fachin, o relator da causa.

Pouco antes da meia-noite, às 23h19, Cristiano Zanin emitiu uma nota para informar que a prisão domiciliar é uma carta que não consta do seu baralho. Diz o texto: “O ex-presidente Lula está pedindo nos recursos dirigidos aos tribunais superiores o restabelecimento de sua liberdade plena, porque ele jamais praticou qualquer ato ilícito.”

Sem mencionar o nome de Pertence, Zanin acrescentou: “A condenação imposta ao ex-presidente pelo juiz Sérgio Moro e pelo TRF-4 afronta a Constituição Federal e a lei. A defesa de Lula não apresentou ao STF ou a qualquer outro tribunal pedido de prisão domiciliar.”

O texto arremata: “A defesa de Lula pedirá amanhã (22/06) à vice-presidência do TRF-4 que não pratique qualquer ato que possa configurar tratamento diferenciado ou que possa prejudicar o julgamento que o STF fará na próxima terça-feira (26/06)”.

Desde que Sepúlveda Pertence foi contratado para reforçar a defesa de Lula nos tribunais brasilienses que se afirma que ele jamais discute com Cristiano Zanin. Vai ficando demonstrado que, na verdade, eles nem se falam.


quinta-feira, 21 de junho de 2018

Carta a Jesus -- por Dom Fernando Arêas Rifan (*)

                                                                                                                                                                  
          
Nos tempos atuais, onde impera a intolerância, o espírito de crítica, a ausência de respeito e caridade, aliados à falta de fé, podemos usar um pouco a imaginação para refletir.

            CARTA A JESUS DE NAZARÉ

Jerusalém, ano 30. “Quem lhe escreve é um discípulo e ouvinte assíduo seu, para reclamar de algumas coisas, com as quais não concordo, e não só eu, como vários dos meus amigos, seus discípulos”.
            “Como é que o Sr., sendo o Filho de Deus, onisciente e onipotente, pôde convocar tais pessoas para serem seus Apóstolos, fundamentos da sua Igreja!? Como é que Sr. escolhe esse tal de Simão, homem ignorante, fogoso, inconstante, inconfiável, e ainda lhe faz ser o fundamento da sua Igreja, entregando-lhe as suas chaves?! Como é que o Sr. escolhe Tiago e João, dois gananciosos, ambiciosos dos primeiros lugares e temperamentais, por isso mesmo apelidados de ‘filhos do trovão’, além do fato de João ser imaturo?! E como é que o Sr. convida um tal de Tomé, um questionador, que tem tendência a discutir ordens, disposto a ausências injustificadas, para segui-lo e ser seu Apóstolo da Fé? E Simão, o zelote, ligado a ambientes radicais e extremistas?! E Natanael, um desbocado e desrespeitoso?! E Levi, um financista?!”

            “Pior! Como o Sr. escolhe um tal de Judas Iscariotes, que todos sabemos ser amante do dinheiro, ladrão e, ainda por cima, lhe confia a tesouraria dos Apóstolos [Jo 12, 6], podendo assim desviar o nosso dízimo e ofertas para finalidades escusas?! Estou mesmo fazendo uma campanha entre meus amigos para não mais colaborarmos com a bolsa dos Apóstolos!”

            “Como é que, sabendo de tudo isso, como eles são, o Sr. ainda diz a eles: ‘Quem vos ouve a mim ouve, quem vos despreza a mim despreza’?! Nós amamos e ouvimos o Sr., mas a esses!? Como ouvi-los?! Como não os desprezar? Eles não nos representam!”

             “E tem mais. Como é que o Sr. se mistura com os pecadores e até toma refeição com eles, comprometendo assim sua reputação e a nossa, seus discípulos? “Por que o Sr. permite tantos pecadores em nosso meio? Já imaginamos como será a sua Igreja no futuro!”
            “Francamente!!! Sentimos o nosso dever de resistir a essa iniquidade! Non possumus!”

            RESPOSTA DE JESUS

“Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, e vossos caminhos não são os meus!” (Is 55, 8). “Os sãos não precisam de médico, mas os enfermos; eu não vim chamar os justos, mas os pecadores” (Mc 2, 17). “Com o mesmo julgamento com que julgardes os outros sereis julgados; e a mesma medida que usardes para os outros servirá para vós. Por que observas o cisco no olho do teu irmão e não reparas na trave que está no tem próprio olho? (Mt 7, 2-4). “Ai de vós,... hipócritas,,... filtrais o mosquito, mas engolis o camelo” (Mt 23, 23). “Os publicanos e as prostitutas vos precederão no Reino de Deus” (Mt 21, 31). “Deixai crescer o joio e o trigo até à colheita” (Mt 13, 30). “O Reino dos Céus (a minha Igreja) é semelhante a uma rede lançada ao mar e que pegou peixes de todo tipo... No fim do mundo, os anjos virão para separar os maus dos justos” (Mt 13, 47-50).

(*) Dom Fernando Arêas Rifan, Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney