quinta-feira, 14 de setembro de 2023
É “inconcebível” a PGR atuar para atingir Moro - Por o Antagonista.
quarta-feira, 13 de setembro de 2023
O FEITIÇO DE CIEL - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.
O Ferroviário tem chamado atenção pela sua marcha invicta na série D.
Os seus jogos, carregados de emoção, nos fazem gostar ainda mais de futebol.
Mas, gostaríamos de falar sobre um jovem de 41 anos chamado Ciel, que enfeitiça uma tribo coral chamada Ferroviário.
Na vitória sobre o Caxias, foi dele o gol. O seu movimento intuitivo nas costas do zagueiro para pegar de cabeça o cruzamento de Tiaguinho foi coisa de craque. Invenção do corpo, em fração de segundos.
Não me contive, pulei do sofá, gritei e dei socos no ar. O momento do jogo era difícil.
"O bom jogador vê, o craque antevê", sentenciou o mestre Armando Nogueira.
Ciel pensa e joga. A sua capacidade de antevisão mexe com os resultados.
O terceiro pé de Ciel é, literalmente, a cabeça.
Lembrando um velho treinador europeu chamado Renato Cesarini, o futebol de Ciel entra pelos olhos, espalha-se pela cabeça e desce para os pés.
Vai além: joga com prazer, alegria (sem ser peladeiro) e seriedade.
Ciel é religioso e o futebol para ele, certamente, traz uma mensagem de salvação.
Me faz lembrar um feiticeiro que, em redor de uma fogueira, conta para os jovens guerreiros o que velhas batalhas lhe ensinaram.
O Ferroviário venceu o jogo e vai decidir o título da série D com a Ferroviária de Araraquara.
Entanto, o que tem me enfeitiçado é o futebol jogado por Ciel.
terça-feira, 12 de setembro de 2023
José da Silva Crato - Por Pedrinho Sanharol.
Cheguei em Crato em Fevereiro de 1969. Com 18 anos, que idade mais bonita! Servir o Tiro de Guerra com a criatura mais gentil, educada e amiga que conheci : O Sargento Bonates.
Ingressei no Interact Clube do Crato, uma associação do Rotary dedicada a ocupação dos jovens.
Fiz amizade com o meu colega do colégio e irmão do coração Cesário Saraiva Cruz.
O pai dele Afrodízio Nobre da Cruz era o presidente da "União Artística Beneficente do Crato", mantenedora da Escola 18 de Maio.
A escola tinha três salas disponíveis e nós tivemos a ideia de criar um curso de preparação para admissão ao ginásio, inteiramente gratuito, até a material escolar era doado.
Arrebanhamos uma centena de alunos dos mais diversos bairros do Crato. Aquele livro volumoso com as quatro matérias, que muitos devem lembrar, percorremos eu, Pedro Morais, Cesário e outros amigos, até os exames de final de ano no colégio onde todos foram aprovados.
Naquela turma, nas primeiras cadeiras, estava "um cabinho miudinho, recatado, inteligente, aplicado ao extremo, muito educado, de olhos e ouvidos sempre bem aberto na atenção do que dizia o professor:
Era José da Silva.
O tempo passa, se esvai, não volta nunca mais. Aquele que colhe, somente colhe o que plantou.
Meu caro José da Silva, você não é um mero amigo meu. Você é aquela semente semeada em terreno fértil, que hoje colhe a minha estima, o meu apreço e a minha admiração.
Parabéns, por ser um vencedor em todos os segmentos profissionais que a vida lhe desafiou, parabéns por se revelar um exímio memorialista, pesquisador, cordelista e escritor, parabéns pelo cordel para o professor Vieira, pra mim, não poderia haver presente de maior valor. Quem quiser conhecer a genialidade do José da Silva veja as páginas do "Crato de Outrora".
O seu livro que está no forno para um breve lançamento será um gol de placa, não tenho dúvidas.
Você merece o meu aplauso sincero.
segunda-feira, 11 de setembro de 2023
O HOMEM SUPÉRFLUO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.
Esta pode ser uma crônica para intranquilizar quem está chegando à idade de precisar de um emprego.
Em um dos seus artigos para jornal, a escritora Cora Rónai se reporta às preocupações do seu neto Fábio, de 14 anos, com a Inteligência Artificial.
Para nós que somos do tempo do rádio valvulado, telefone fixo, disco de vinil, telefonistas, ascensoristas, pinguins em geladeiras e outras coisas mais, o assunto é interessante.
O garoto acha que a IA vai acabar com os empregos e o homem vai se tornar supérfluo sobre a terra.
A jornalista discorda, argumentando que, "quanto mais sistemas, mais se precisará de pessoas para desenvolvê-los. As novas tecnologias criaram novos empregos".
O neto inteligente retruca: "Não. Os sistemas vão se desenvolver sozinhos. Eles ficarão muito mais inteligentes do que nós, capazes de aprender e evoluir. Vão se programar e consertar as próprias falhas”.
Eu, que mal consigo usar o celular, fico perdido, ao tomar conhecimento dos novos empregos criados para "tapar os buracos" deixados pelos avanços tecnológicos.
Projetista de robô, engenheiro de drones, designers de UX, especialista de ética de IA e por aí vai.
Paro por aqui. Para não aporrinhar mais a cabeçorra, vou me inteirar com os meus netos sobre isso tudo.
domingo, 10 de setembro de 2023
Sobre as "antecipações" que teriam ocorrido na história de Crato -- por Armando Lopes Rafael (*)
Tornou-se corriqueiro, ultimamente, alguns historiadores cratenses afirmarem que a “Vila Real do Crato se antecipou – em cinco anos – ao “Grito do Ipiranga de 7 de setembro de 1822”. A gesta do Imperador Dom Pedro I, como é de domínio público, viabilizou a independência do Brasil, mantendo a unidade deste país continental. Não fora a monarquia, o Brasil teria sido fragmentado em inúmeras republiquetas, como aconteceu na América Central.
Proclamam, esses escritores, que tal “antecipação” de Crato a fatos históricos do futuro teria ocorrido por conta da "adesão" de alguns membros da ilustre família Alencar – e seus poucos agregados – à fracassada Revolução Pernambucana de 1817. Segundo eles, Crato teria, também, se antecipado – em setenta e dois anos – ao golpe de estado, liderado por uma minoria do Exército Brasileiro, sob a liderança forçada do Marechal Deodoro da Fonseca, que resultou na “proclamação” da República, no Brasil, em 15 de novembro de 1889. Comentemos, de forma breve, essas duas afirmações.
Lembrando, a priori, que, para analisar um fato histórico, exige-se a tentativa de reconstituir a realidade da época em que esse fato ocorreu. Ou seja, temos de retroagir no tempo para entender a história. Mas não só. Para interpretar ações pretéritas, exige-se a análise da mentalidade e psicologia das populações que viviam naquele passado. E, o mais importante, nunca as igualar à realidade e mentalidade dos dias atuais.
Isto posto, é bom lembrar que antes da nossa independência de Portugal, não existia comunicação fácil entre as províncias brasileiras. Havia um certo isolamento entre elas. Esse distanciamento era incentivado e mantido pelas autoridades portuguesas. A população da colônia não raciocinava, naquele tempo, em termos de “um território unitário brasileiro”. A Província do Pará, para citar um único exemplo, tinha mais ligação com Lisboa do que com o Rio de Janeiro. Por isso, a revolução da Inconfidência Mineira de 1789 – que pretendeu implantar a República naquela província, cem anos antes do golpe de estado liderado pelo Marechal Deodoro da Fonseca em 1889 – ficou restrito apenas à Minas Gerais.
Ademais, cerca de 80% da população das províncias brasileiras viviam na zona rural. Existiam, àquela época, poucas cidades. Além de escassas, essas cidades não tinham uma integração eficiente por falta de estradas e comunicação. O que impedia suas populações de acompanhar as notícias de outros municípios, mesmo sendo uma vila próxima.
Voltemos à participação da Vila Real do Crato na Revolução Pernambucana de 1817. Como bem afirmou o historiador republicano J.de Figueiredo Filho, no seu opúsculo “História do Cariri”, volume I, edição da Faculdade de Filosofia do Crato:
“Muito se tem discutido em torno da Revolução de 1817, na Vila Real do Crato. Foi movimento efêmero, que durou apenas oito dias. Ocorreu a 3 de maio de 1817, em consonância com a revolução que eclodiu em Pernambuco. Foi abafada, quase ingloriamente, a 11 do mesmo mês. É verdade que a vila bisonha de então não estava suficientemente preparada para a rebelião que, para rebentar, em Recife, necessitara da assimilação de muitas páginas de literatura revolucionária, da luta entre brasileiros e portugueses, em gestação desde a guerra holandesa e do preparo meticuloso, em dezenas de sociedades secretas, além de fatores econômicos múltiplos”. (FIGUEIREDO FILHO, 1964,61).
Querer inflar o episódio acima, sobre a participação de Crato naquela sedição, é, no mínimo, “forçar a barra”...
Tanto que a primeira obra escrita sobre a história do Cariri (de
autoria do jornalista republicano convicto João Brígido) com o título: “Apontamentos para a História do Cariri”
– publicada a primeira vez em 1888, pela Typografia Gazeta do Norte, de
Fortaleza, depois de ter sido divulgado em capítulos, na forma de
folhetim, pelo jornal Diário de Pernambuco, de Recife, em 1861 – não
faz nenhuma apologia à participação de Crato na Revolução Pernambucana
de 1817. Cita apenas, de passagem, a adesão de membros da família Alencar àquela revolta baseada na cidade de Recife.
Entretanto, muitas vezes, a história é escrita pelos vencedores. Com o advento do golpe de estado, que passou à história como “Proclamação da República”, surgiu a necessidade de se criar os “heróis republicanos”. Tiradentes e dona Bárbara de Alencar são exemplos disso.
Na verdade, a implantação da forma de governo republicana, na nossa pátria, não representou nenhuma conquista para a sociedade brasileira. Antes, foi um retrocesso em muitos aspectos. A começar pelo fato de os golpistas terem rasgado a Constituição Imperial, a
primeira (no julgamento de alguns juristas uma constituição avançada
para a época), e a mais duradoura (vigorou durante 67 anos) dentre todas
as 07 (sete) constituições que o Brasil já teve. Seis delas escritas na
atual República. Um caso raro na história das nações!
Há uma contradição, de clareza solar, nessa Revolução Pernambucana de 1817: ela teria sido feita em nome da Liberdade. Mas a primeira coisa que os seus líderes fizeram, (no esboço de uma projetada “Constituição”) foi descartar a libertação dos escravos negros. Ora, a escravidão negra se constituía na maior chaga social da sociedade pernambucana daquela época. Não há nenhuma menção à escravidão nesse projeto constitucional. O que leva a entender que a escravidão foi mantida pelos interesses econômicos dos revolucionários.
Ou seja, para salvaguardar suas prioridades, já que, “suas lideranças revolucionárias eram constituídas por homens abastados, militares de alta patente e religiosos. A participação popular deu-se em maior parte, não por espontaneidade, mas conduzida por laços de domínio, seja de senhores sobre seus escravos, seja de senhores sobre seus apadrinhados” (Cfe. tese de doutorado do historiador Breno Gontijo, autor da dissertação “A Guerra das Palavras: cultura oral e escrita na Revolução de 1817”. (Universidade Federal de Minas Gerais, 2012).
Sobre outras contradições da Revolução Pernambucana de 1817, bem como
da participação de Crato nela, teremos ainda muito a comentar. Trata-se
de assunto para os próximos artigos.
(*) Armando Lopes Rafael é historiador.
“Lula fazendo o que sabe fazer de melhor: abandonar o próprio povo” - Por o Antagonista.
A deputada federal Rosângela Moro (União-SP), esposa do ex-juiz e senador Sergio Moro (União-PR), foi ao “X”, antigo Twitter, criticar a postura de Lula perante as vítimas do ciclone no Rio Grande do Sul.
“Nada de novo sob o sol. Lula fazendo o que sabe fazer de melhor: abandonar o próprio povo e embarcar em mais uma de suas viagens internacionais às custas do dinheiro do contribuinte”, disse Rosângela.
sexta-feira, 8 de setembro de 2023
AO LADO DE PELÉ, EM JUAZEIRO - 1974 - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.
Quando desceu do ônibus, na entrada do hotel municipal, fiquei parado e não lhe fiz nenhuma pergunta. E olha que a receptividade do seu largo sorriso permitia isso. Me lembro, vagamente, que lhe pedi uma mensagem aos desportistas do Cariri.
O efeito que um gênio causa na gente não é brincadeira, não. Ainda mais quando se trata do maior jogador de futebol que o Mundo conheceu.
Acrescente-se a maneira afável como tratou a todos que o abordaram em Juazeiro do Norte. Estou ao lado do rei, ostentando os meus 26 aninhos de idade.
quinta-feira, 7 de setembro de 2023
Fiel aos bons princípios e a lei - Por Antônio Morais.
Tranquilidade no olhar, serenidade e paz de quem percebeu a coisa errada e decidiu cair fora.
Não foi pela troca na PF, foi porque não haveria sentido tanta luta contra a corrupção, e no final compactuar com ela.
Ex-ministros do STF condenam ideia de "voto secreto" de Lula - O Antagonista.
Marco Aurélio Mello chamou a fala do presidente de "arroubo de retórica inconcebível", e Celso de Mello disse que a Constituição "não privilegia o sigilo"
Dois ex-ministros do Supremo Tribunal Federal vieram a público nesta terça-feira (5) rebater a esdrúxula declaração de Lula (PT) defendendo o voto secreto no STF —a sociedade, alegou o presidente, “não tem que saber” como votam os integrantes do tribunal.
Responsável pela criação da TV Justiça durante o período em que presidiu o Supremo, Marco Aurélio Mello (foto), que se aposentou em 2021, chamou a fala do presidente de “arroubo de retórica inconcebível”.
quarta-feira, 6 de setembro de 2023
O destino do poeta - Por Enéas Duarte.
Foto - Enéas Duarte, poeta barbalhense.
Conduzir tanto amor, tanta amizade,
Na pequenez sutil do coração:
Desprezar o clarim da realidade
Pela sonora flauta da ilusão.
Vagar pelo silêncio em direção
À desventura, às magoas, à saudade,
Menoscabando o fausto e a sedução,
Vivendo quase sempre na humildade.
Respondendo as injúrias com o desdém,
Sem maltratar e sem pungir ninguém,
Caminhando altivo em linha reta.
Lançando rosas pelo caminho
E recebendo em troca acerbo e espinho,
Eis o destino de qualquer poeta.
segunda-feira, 4 de setembro de 2023
FUTEBOL: AMOR E FRUSTRAÇÃO DE UM COMENTARISTA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista..
"O que mais sei sobre a moral a as obrigações do homem devo ao futebol".
Se Albert Camus, escritor, romancista e filósofo, detentor do Pulitzer de 1957, goleirão do Racing Universitaire Algerios (RUA), não disse essa célebre frase, certamente que a proferiu com outras palavras.
Só sei que, no meu caso, fiz um pacto de amor com o futebol, quando o Brasil se tornou campeão Mundial na Suécia, em 1958.
Entanto, devo dizer que meu amor por ele não chegou a ser completamente correspondido.
Desejei, mesmo, foi ser um jogador de futebol. Meu raquitismo e a falta de habilidades não permitiram que esse sonho de concretizasse.
Noves fora a inveja boa (se é que existe) de quem se tornou boleiro, terminei como comentarista esportivo. Um prêmio de consolação.
Devo confessar que o meu amor pelo futebol continua inabalável.
Aprecio o futebol como grande arte, reconhecida assim por Eric Hobsbawm, um dos maiores intelectual do século XX. Sem os excessos da geometrização e dos delírios táticos.
Claro, não vou concordar com a máxima que diz "esporte é futebol, o resto é educação física". Mas, nenhuma outra modalidade é mais fascinante do que esta invenção dos ingleses, que Charles Miller trouxe para o Brasil.
Como alardeia aquele vibrante narrador de TV: "Eu te amo futebol".
domingo, 3 de setembro de 2023
O hábito nobre da leitura - Por Antônio Morais.
Senhora Maria Pinheiro Cardoso, 95 anos. Tem o hábito da leitura. Maneira usual de ser, fazer, sentir, costume, regra, modo, personificação intelectualizada.
Família de políticos, de grandes escritores e personalidades dos demais segmentos da sociedade.
Honra e glória dos Caririenses.
Viúva do senhor José Aristarco Sampaio Cardoso, genitora da senhora Maria Isa Cardoso e sogra do médico cratense Dr. José Luciano de Brito Gonçalves.
Na foto, com a atenção voltada para o livrinho "Histórias, Causos e Proezas".
Resgate de boas memórias.
sexta-feira, 1 de setembro de 2023
A FASE RUIM DO CEARÁ - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.
O Ceará não precisa de piedade, nem pedidos de demolição.
Não é de escombros que estamos tratando. Nada vai acabar para começar de novo.
Precisa, sim, de uma gestão que, mesmo imatura, trace um rumo a seguir dentro de uma crise.
Que readquira a consciência de grandeza, às vezes, esquecida, que o alvinegro exige.
As reações violentas de alguns torcedores mais enraivecidos e, por isso mesmo, repulsivas, devem ser rechaçadas.
O Mundo não se acaba se o alvinegro não retornar à primeira divisão este ano.
Os alicerces de um clube de mais de 100 anos suportam firme os solavancos que as fases ruins produzem.
Nada impede o inicio, já agora, de um trabalho consciente de rearrumação do elenco, visando a próxima temporada.
Torna-se um imperativo o maior zelo com as receitas do clube.
Pôr fim na aquisição de jogadores, cujo futebol jogado fica longe do valor investido.
Diga-se: o Ceará tem sido acometido de uma cegueira absurda nesse quesito.
Se falta inspiração na busca de um método, procure-se um atalho.
O verdadeiramente grande é reconhecido nas dificuldades.










