terça-feira, 16 de novembro de 2010

Testando seus conhecimentos - Por Antonio Alves de Morais

A história mostra que as eleições em Varzea-Alegre têm sido bastante acirradas. Porém, em 1970 para o mandato de dois anos, as lideranças do município fizeram um acordo e lançaram uma única chapa. O candidato a prefeito da ARENA e o vice do MDB. Houve uma insatisfação popular enorme e por pouco os votos brancos e nulos não superaram os votos validos. A pergunta é: como se formava a chapa lançada naquele ano? Quem se elegeu prefeito e vice respectivamente?

A – Dr. Pedro Satiro e Acelino Leandro.
B – Antonio Afonso Diniz e Antonio Rolim de Morais
C – Lourival Frutuoso e Jose Carlos de Alencar
D – Antonio Afonso Diniz e Carlos Renir Correia
E – Joaquim Diniz e Jader de Figueiredo Correia
F – nenhuma das respostas

A musica e suas lembranças - Por Thays Mamedio.

Amor, só não basta – Artur da Tavola.
Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar,
Aos que pensam em voltar...
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta.
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna. Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável. O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.
É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor, só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar. Amar, só, é pouco. Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão. E que amar, "solamente", não basta. Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande, mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!

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Baixem o vídeo por completo. Os primeiros 45 segundos você verá uma caminhada silenciosa numa estrada entre arvores, flores e a neve. Em seguida o piano entra e o restante é fascinante.
John Lennon - IMAGINE.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O DITO, PELO NÃO DITO - Por Mundim do Vale


No sítio Lagoa dos Órfãos, no município de Várzea Alegre Expedito Xavier ( Ditoso ) Tinha uma propriedade que extremava com um terreno do Sr. Nonato Rolim, que era administrado por Expedito Cupira, pessoa da extrema confiança do proprietário. Os dois Expeditos viviam em constantes conflitos, em virtude da invasão de animais de uma propriedade para outra.
Certa vez os dois quase se mataram, não tendo acontecido o pior, graças a rápida Intervenção do Sr. Jocel Batista. Depois daquele acontecido o promotor mandou chamar os dois no cartório para tentar uma conciliação. No dia marcado Expedito & Expedito, compareceram. O promotor mandou que os dois entrassem, eles entraram, tiraram os chapéus e deram bom dia tudo ao mesmo tempo, como se fosse uma peça de teatro bem ensaiada.
O promotor perguntou :- Quem é o Sr. Expedito? Os dois responderam igual;- É eu seu doutor! A autoridade ignorando a coincidência falou :- Meus senhores nós não estamos aqui para brincadeiras. O assunto é sério. – Mais é divera doutor eu sou Expedito Xavier e essa coisa qui vei mais eu, é Expedito Cupira primo carnal do cão.
O conciliador fez sinal para que Ditoso se acalmasse e pediu que cada um falasse, Sem que o outro interrompesse. Terminada a história de cada um, o promotor falou que só havia um meio de resolver a questão. Era fazer uma cerca na extrema dos terrenos e dividir as despesas para os dois. Os dois responderam ao mesmo tempo: - Mais nós num pode fazer a ceica doutor: - Então tem uma solução mas é meio complicada: - E qualo é? – Vocês pastoram os animais de dia e de noite. porém se houver a invasão e o animal for abatido ninguém será responsabilizado perante a lei tá certo assim? – Tá doutor. Responderam os dois.
Tudo ia muito bem até o dia que Expedito Cupira amarrou uma das suas cabritas num tronco de angico e ficou escondido. Quando a cabrita começou a berrar, correu um bode do terreno de Ditoso e cobriu a cabrita. Cupira chegou com um cacete de jucá deu uma cacetada que o bode caiu sem nem berrar.
Ditoso soube da ocorrência contada pelo seu pastorador foi direto dizer ao promotor que Cupira tinha matado o bode da sua filha caçula. O promotor mandou chamar Cupira e foi logo perguntando: - Seu Cupira porque o senhor atraiu o bode da filha do Senhor Ditoso para a propriedade do seu patrão e o matou? – Foi assim seu Doutor, eu cheguei lá no terreno do patrão e ele tava inriba da cabrita da minha afiada fazendo escandelo, eu mandei ele disapiar e ele num quis. Aí eu dei só um cocorote nele. Ele num salevantou mais aí eu tirei o couro e levei a carne pra casa. Qui era prumode num ajuntar arubu no terreno do patrão.
O promotor fez que acreditou e dispensou Cupira. Quando Ditoso soube de que nada tinha acontecido com Cupira, foi tratando de desenvolver uma vingança. Foi na bodega de Zé Augusto, comprou uma corda de vinte metros e levou pra casa.
No dia seguinte foi até a divisa do terreno fez um laço na ponta da corda e ficou na espreita. De repente passava um novía de porca no terreno do patrão de Cupira, ele laçou, arrastou para o seu terreno e deu logo um golpe de machado na cabeça.
Cupira quando soube foi correndo dizer ao promotor:- Doutor. O condenado do Ditoso qui divia de ser Tinhoso, matou a porca de mãe. – Talvez tenha sido para vingar o bode da filha dele:- É mais num pode ficar assim não. O Doutor ía achar bom se um cabra matasse a porca da sua mãe?
Para tentar evitar mais questão o conciliador mandou chamar Ditoso e perguntou:- Seu Ditoso. Porque o senhor abateu a porca da mãe do Sr. Cupira?-Foi assim doutor. Eu tava no aceiro do meu terreno trenando cum minha corda nova de laçar, de repente a porca passou e botou a cabeça no laço. Aí Cuma eu num quiria perder minha corda. Eu arrastei e ela vei dento. Ai eu dei um cascudo nela cum o machado. Mais ou bicha frouxa da gota serena só era aquela porca da mãe de Cupira. E tem mais uma. A bicha era tão miúda que quem comeu foi meus minino. Eu só comi o rabo dela.
- ENTÃO FICA O DITO PELO NÃO DITO.
Dedicado ao Dr. Rolim.

Sela desapeada...


A sela desapeada. E na garupa
do cavalo, a sentença das esporas.
Pendentes dos estribos, estão as horas,
relampejos de facas. E o sono da jurema.


Texto de: Everardo Norões
Foto: Claude Bloc (Açude da Serra Verde visto da Represa)


121 anos de República. O que temos a comemorar? – por Glauco de Souza Santos (*)

A primeira bandeira da República dos Estados Unidos do Brasil, imitação servil da bandeira dos EUA. A reação do povo foi tão grande que esta bandeira só durou 4 dias (de 16 a 19 de novembro de 1889)

Novamente as emissoras de televisão irão fazer as mesmas pesquisas perguntando ao brasileiro comum das grandes cidades se ele sabe o que está se comemorando neste feriado de 15 de novembro. E, mais um ano seguido, teremos milhares de pessoas sem saber o motivo deste feriado. Mas, se antes eu criticava, agora dou total razão a estas pessoas.
Por que temos que lembrar e comemorar esta data? O que tanto temos a festejar no 15 de novembro, feriado em comemoração à “Proclamação da República”?

Acredito que os atuais dias da nossa prematura República não são os mais promissores e muito menos os mais admirados pelos brasileiros. Escândalos de corrupção assolam todos os níveis políticos e todos os três poderes da República brasileira. Novos velhos políticos, que antes andaram pela direita, hoje caminham de braços dados com pseudo-comunistas da disfarçada esquerda. Velhos apoiadores da ditadura militar defendem a irrestrita democracia e total liberdade de expressão, enquanto os perseguidos pelo regime totalitário, que colocaram em risco a própria vida em prol da liberdade individual, de imprensa e política são os primeiros a colocar “a liberdade de expressão como o maior problema do Brasil”. Quanta ironia!

Mas esta “ironia” republicana se arrastou nos seus 121 anos de história. Na escola, com certeza você aprendeu que Marechal Deodoro acordou um belo dia e resolveu “dar liberdade ao povo”, proclamando a República. Mas ninguém lhe contou que o ocorrido não foi uma proclamação e sim um golpe de Estado. Deodoro, era amigo do Imperador, tanto que nem teve a coragem de entregar-lhe a carta de deposição, e confessou anos mais tarde que ter instalado o sistema republicano foi um grande erro. Mas o erro de Deodoro foi repetido por diversas vezes.

Se perguntarem qual a característica mais marcante desses anos de República, poderíamos responder acertadamente que foi o período com maior número de golpes e contra-golpes da história do país. Nunca tantos Presidentes foram depostos por grupos políticos que não concordavam com sua linha de atuação. A marca de nossa história republicana foi a instabilidade, tanto política, quanto econômica. Começou com Deodoro, passou por Getúlio em 1930, outro golpe dele próprio em 1938 quando instaurou o Estado Novo, a sua deposição em 1945 e, por fim, o golpe militar em 1964 do qual ficamos 20 anos sob um regime ditatorial militar.

Aliás, está aí mais um ponto que aprendemos na escola: a de que a República implantada em 1889 nos trouxe liberdade e democracia. Pois, vale então recorrer à história novamente. Durante os quase 50 anos em que D. Pedro II esteve no poder, nenhum jornal foi censurado, nenhum jornalista foi preso ou torturado por escrever contra o governo e contra o Imperador. Ao assumir, uma das primeiras medidas de Deodoro foi estabelecer um órgão de censura aos veículos de comunicação, exercendo uma repressão ferrenha aos jornais e jornalistas que fossem contrários às medidas do governo.
Floriano Peixoto, nosso 2º presidente utilizou de práticas nada ortodoxas para “colocar na linha” os opositores de sua forma de governar. Esta repressão e censura seguiu por toda a história. Getúlio, que subiu no poder “nos braços do povo”, como gostava de dizer, foi o primeiro a decretar uma ditadura no país, fechar jornais, rádios, prender escritores, jornalistas, políticos e extirpar os partidos de oposição. E tudo se repetiu alguns anos mais tarde com o regime militar, onde sofremos o mais duro golpe à liberdade individual e ao direito de expressão. Foram os famosos “anos de chumbo”. O que mais me espanta é ver alguns dos maiores opositores da ditadura militar defendendo a criação de órgãos que regulamentam o trabalho da imprensa e colocando a liberdade de expressão como “problema” do Brasil. O que essas pessoas aprenderam com o passado? O que elas têm tanto a temer?

Realmente, quando olho para trás e vejo tudo o que foi feito nesses 121 anos, desde aquele 15 de novembro, quando Deodoro resolveu derrubar a Monarquia e mudar o regime do país, sou obrigado a refletir quanto tempo perdemos com a mesquinharia de governantes que estavam mais preocupados com a manutenção do seu poder político do que com os interesses do país. Quantas oportunidades perdemos de nos transformar em um país de primeiro mundo, respeitado verdadeiramente no exterior, com uma população bem assistida pelo Estado, minimamente instruída e capaz de fazer esta mesma reflexão?

Mas, o que mais me preocupa é pensar no futuro e questionar quantos anos e oportunidades teremos que perder para repensarmos o caminho que estamos trilhando.
(*) Glauco de Souza Santos, é historiador e publicitário.

MOTE LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale

NESSE VALE DO MACHADO
DE ZÉ RAIMUNDO E DUDAL

Quem chegou aqui primeiro
Com título de capitão
Na companhia do irmão
Foi Agostinho Pinheiro.
Tomou a posse ligeiro
Reconheceu o local,
Retornou a Portugal
E o irmão ficou apossado.
NESSE VALE DO MACHADO
DE ZÉ RAIMUNDO E DUDAL.

Aqui o padre Vieira
Fez batizado e sermão
O jumento nosso irmão
Ele viu na capoeira.
Sentou no pau da porteira
Olhou para o animal
Fez o texto inicial
Que depois foi editado.
NESSE VALE DO MACHADO
DE ZÉ RAIMUNDO E DUDAL.

Escutei muito baião
Tocado por Pedro Souza
Que era quase a mesma coisa
Do toque do Gonzagão.
Depois de uma infecção
O artista passou mal
Faleceu na capital
Mas aqui foi sepultado.
NESSE VALE DO MACHADO
DE ZÉ RAIMUNDO E DUDAL.

Nesse vale antigamente
O povo rezava mais
Não tinha gente capaz
De mexer com penitente.
Na rua de São Vicente
Tinha banda cabaçal,
Roda de maneiro pau
E a festa de reisado.
NESSE VALE DO MACHADO
DE ZÉ RAIMUNDO E DUDAL.

Quando o Santo padroeiro
Viu a torre despencando
Ficou no alto esperando
Pelo corpo de bombeiro.
Desceram o santo primeiro
Em seguida o pedestal,
Rezaram missa campal
E a banda tocou dobrado.
NESSE VALE DO MACHADO
DE ZÉ RAIMUNDO E DUDAL.

Foi um dos irmãos Pinheiro
Que numa atitude boa
Deu de presente a lagoa
Para o nosso padroeiro.
Mas um grupo interesseiro
Tomou a posse ilegal
E nessa trama infernal
O santo foi deserdado.
NESSE VALE DO MACHADO
DE ZÉ RAIMUNDO E DUDAL.

Não sei quem me batizou
Porque nunca fiz questão
Mas foi o frei Damião
O frade que me crismou.
Em seguida me mandou
Fazer o pelo sinal,
Na frente do pessoal
Pra ficar abençoado.
NESSE VALE DO MACHADO
DE ZÉ RAIMUNDO E DUDAL.

Conheci Manoel Tetê
Oficial de justiça
Que era curto da vista
Mas teimoso como o que.
Morreu sem saber porque
Meirinho é oficial
Mas com um ganzá de metal
Nunca molhou um mandado.
NESSE VALE DO MACHADO
DE ZÉ RAIMUNDO E DUDAL.

Raimundo Lucas Bidinho
Poeta varzealegrense
Escreveu no “ Cearense “
Que não passou no moinho.
Disse que ficou sozinho
Vivendo do Funrural,
Sem ter acesso ao real
Como todo aposentado.
NESSE VALE DO MACHADO
DE ZÉ RAIMUNDO E DUDAL.

Foi Antônia Cabeleira
Quem fez papel de cegonha,
Mas os cabras sem vergonha
Tratava por cachimbeira.
Ela da sua maneira
Fazia o parto normal,
Sem precisar hospital
Nem aparelho ligado.
NESSE VALE DO MACHADO
DE ZÉ RAIMUNDO E DUDAL.

Num dia bem inspirado
Foi que José Clementino
Desenvolveu nosso hino
Com Mestre Antônio de lado.
Musicaram num dobrado
Deram o retoque final
E por lei municipal
Foi aceito e aprovado.
NESSE VALE DO MACHADO
DE ZÉ RAIMUNDO E DUDAL.

Aqui o Sávio Pinheiro
Desenvolveu seu repente,
Rimando e salvando gente
Num projeto pioneiro.
Ganhou o Brasil inteiro
O projeto cultural,
De um poeta imortal,
Que foi nascido e criado,
NESSE VALE DO MACHADO
DE ZÉ RAIMUNDO E DUDAL


Tem água na região
Do açude do São Vicente,
Mas mesmo assim teve gente
Que foi contra a construção.
Gente que fez confusão
No projeto inicial,
Mas com a decisão final
Ficou feito e aprovado.
NESSE VALE DO MACHADO
DE ZÉ RAIMUNDO E DUDAL.

Raimundinho Piau
Várzea Alegre-Ce.


Este mote vai, para Stela Siebra de Brito e outros colaboradores que estão chegando aqui no Sanharol.

domingo, 14 de novembro de 2010

ABRAÇANDO ZEZÊ BITU - Por Mundim do Vale

Receba o meu bom dia
Minha querida Zezê,
Hoje lembrei de você
E da sua companhia.
Que a Santa Virgem Maria
Proteja bem o seu lar,
Que Deus possa acompanhar
Todo dia o seu roteiro.
E que o nosso padroeiro
Possa também lhe abraçar.

Eu me lembro todo dia
Você naquela calçada,
Uma vezes acompanhada
E outras sem companhia.
Me lembro quando pedia
A bênção do seu padrinho,
levando sempre um carinho
Com o seu jeito de bondade.
Eu sinto muita saudade,
Palavras de ex vizinho.

Raimundim Piau.

Prezados amigos colaboradores.

Desde criação do Blog eu faço um comentário em todas as postagens. É uma maneira de prestigiar o autor mostrando que estou acompanhando a sua participação. O Blog está crescendo, são 20 colaboradores escritores e uma diversidade enorme de temas, e, assuntos dos mais diversos segmentos. Não faz sentido comentar um tema apenas por comentar, sem os argumentos e conhecimentos necessários para agregar valores as postados. Vou ser mais comedido, vou me abster de fazer esse tipo de comentário, apenas por fazer. Vou acompanhar todas as postagens e estarei atento para enviar qualquer tipo de instrução tecnica, embora reconheça nos colaboradores verdadeiros mestres da informática. Farei meu comentário nas ocasiões em que tenha consciência de que estou contribuindo com a postagem e com o autor. Faço este esclarecimento para que os meus netos, os mais jovens colaboradores não fiquem com ciumes na ausencia de meu comentario em suas postagens. hahahaha

Um abraço a todos.

sábado, 13 de novembro de 2010

REMEXENDO A SAUDADE...

CASA MINHA, CASA TUA
- Claude Bloc -


Casa minha, casa tua
De reboco ou de taipa
Cerca de vara trançada
Plantinhas pelo terreiro

Pinhão roxo na entrada
Pra espantar mal olhado
Latada lá no oitão.
Casa minha, casa tua
Lá no sertão é assim.


Lá na parede da sala,
Os santos dizem Amém
A imagem de Jesus
O Coração de Maria
São Sebastião, São José
E Frei Damião também

Flores de pano e papel
Pra enfeitar nossos sonhos
Retratos de seu Mané
E seus 10 filhos risonhos
Armador pra todo lado
Na parede embuçada
Tamboretes e cadeiras
E rede pra descansar.

Na mesa, linda toalha
De chita bem fulorada
Na panela reservada
Nata, fubá e coalhada.

Na cama, bem esticada
Uma colcha de retalho.
No canto um guarda-roupa
Uma janela sem trinco
Um chinelo já bem gasto
Rosário, véu e uns brincos.


Uma sela pra montar
Espingarda soca-soca,
e um bornal pra nós caçar
buscar preá lá na broca.

De noite um candeeiro
Em cima da prateleira
Um rosário no pescoço
Pros santos nos proteger
E uma rede limpinha
Pra gente adormecer.
Na cozinha o fogão
Queimando lenha cheirosa
Um pote e uma quartinha
Com a água bem fresquinha

Latas brilhando no armário
Cheias de arroz e feijão
Café de manjirioba
Milho para o mungunzá.
Galinhas pelo terreiro
Buscando de noite o poleiro
Um chiqueiro caprichado
Pra guardar as criação

Pilão, moinho e chaleira
Fazem festa na cozinha.
E no nosso coração
Casa tua, casa minha
Muita alegria e festa
Pois hoje em dia nos resta
Saudade desse sertão.

Claude Bloc

Ofereço a Antonio Morais e Mundim do Vale

A DERROTA DA VITÓRIA - Por Mundim do Vale

Meu amigo acadêmico do cordel Sávio Pinheiro, dizia numa postagem, mais do que procedente, que os bichos que tem mais medo de fogos são; Prefeitos derrotados e cachorros, esqueceu o bom poeta, que tem mais gente.
No meu bom Sanharol, estavam os primos Dr. Pedrinho, Neto Aquino, Dakson e outros mais, comemorando a suposta vitória do P.T., durante a apuração.
Faltando apenas dez minutos par a conclusão. A Dilma já estava com uma margem de votos, tão significativa, que não havia mais a menor possibilidade, para que o adversário conseguisse virar a situação.
Dr. Pedrinho e Augusto Cezar já contando com aquela vitória, resolveram soltar uma bomba, só que meu amigo Giovani já baleado da cachaça, dormia numa cadeira o sono da embriaguês.
Na hora do papôco, Giovani assustou-se e a cadeira partiu, quebrou o som, o computador e a cadela de Fernando Souza correu para o forno de assar pão-de-ló.
Ganhou a Dilma e perdeu Giovani, que de tão perturbado que ficou,
Ficou sem condições de fazer a nova prova do ENEM.

ERA UMA VEZ UM LOBO - Por Renata Siebra Bitu Satiro.

Eu poderia começar falando assim de você, no entanto existem coisas que nem sabemos como começar. Resolvi escrever-te agora porque antes era cedo demais, eu não conseguiria, porém, agora com um mês de saudade, quero dizê-las e sei que irá ouvi-las.
È impossível acreditar meu amigo que você se foi, eu não vou dizer morreu, pois como diria Guimarães Rosa “Os bons não morrem...ficam encantados”. É impossível acreditar que você não está mais aqui, que todos as manhãs eu não te verei ali no São Raimundo Nonato, o nosso colégio amado, o nosso lugar tão querido que nos deu de presente a nossa amizade.



VOCÊ E O SÃO RAIMUNDO...
Você era nosso colorido, seu sorriso trasbordava por cada canto, sua alegria se espalhava e contagiava. A gente sabe...nossas reuniões, nossas comemorações, nossas festas, jamais serão as mesmas sem você, porque você sabia fazer a diferença. A tristeza no dia de sua partida ficou no olhar de cada aluno que faz o nosso colégio.
Nunca nós esqueceremos da sua última visita no lá, a sua saída de costas pra rua e de frente pra nós nos dando um tchau jamais sairá dos nossos corações, nos tínhamos esperança de te ver voltar, pra nós era impossível sem você!!!

VOCÊ E MOCIDADE...
Como será sem você? Você era nosso abre alas, ouvir os batuques dos tambores e não te imaginar ali, descer pro desfile sem você no meio, conseguir sem seu entusiasmo, a MIS voltou por causa de muita gente, mas ela não teria voltado sem você.
Seus últimos pedidos serão atendidos, e você, do melhor lugar que há no céu poderá acompanhar e vibra.

VOCÊ E O CIRCO...

Várias vezes te ouvi dizer que seu sonho era apresentar-se em um circo. Você meu amigo, era o circo. Na alegria do seu sorriso, no colorido da sua vida, você era a lona que nos protegia da tristeza, as arquibancadas que nos fazia ver melhor a vida, você era o palhaço de todos os dias, que fazia malabarismo com as dificuldades, que se equilibrava em qualquer corda bamba sorrindo, que qualquer bailarina lhes demonstraria confiança, Você era o circo armado e nos seus olhos poderíamos ver o mais belo dos espetáculos.

VOCÊ E A VIDA...

Existem pessoas que nascem pra ouvir histórias e você nasceu pra contar...Quem te conheceu um só momento sabe o quanto você era “GRANDE” , grande homem, grande pai, grande esposo, grande funcionário, grande amigo, grande filho, grande irmão, grande arquiteto da vida.
Não há um só dia que eu não me lembre da sua alegria... E as lágrimas vão existir sempre, senão nos nossos olhos, mas nos nossos corações, pois nossos corações choram.
Acreditar que não te veremos mais foi o mais difícil de suportar, nos confortamos com a certeza de que estarás fazendo outras pessoas sorrirem, com seu jeito de viver a vida...O céu com certeza te recebeu com uma linda passarela e bandinha de música, pois você sempre contribuirá para a felicidade maior onde quer que você esteja, tenho certeza que Deus subscreve sorrindo tudo que acabei de dizer-te.
E a sua história será contada assim...Era uma vez um Lobo...um lobo que nunca foi MAL.
AMAREMOS SEMPRE VOCÊ.
RENATINHA.

DOMICÍLIA - Por Mundim do Vale

Um certo dia Anchieta tocava violão no café de Domicilia, quando chegou Noberto Rolim e perguntou:
-Anchieta o que é música?
Anchieta apontou para Domicilia e falou:
Música é isso aí:
- DO-MI-CI-LÁ

RESPONDENDO CURIOSIDADE - Por Nanum

Leonarda Bezerra do Vale, Dadá do São Cosme. Penultima filha de Jose Raimundo do Sanharol e Antonia de Morais Rêgo. Clic que a foto amplia.

Além do que já foi dito por mim e por Fafá Bitu. Eu tinha um tío em segundo gráu, com o nome de Luís Sérgio Bezerra do Vale, isso pela parte materna. Pela parte paterna tinha também do Vale no Sanharol. Leonarda Bezerra do Vale (Dadá) e outra Leonarda Bezerra do Vale (Dadá) que foi educadora em Várzea Alegre e ainda está viva.
São esses os motivos que fizeram com que eu adotasse o nome com muita alegria.
P.S.
Vou ficar ausente de vocês por uma temporada, mas já vou levando saudades.
Nanum da Raja.