quarta-feira, 19 de junho de 2013

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS

Enquanto cruzávamos um largo canal, a névoa era tão espessa que não podíamos ver a água que nos rodeava. Mas o barco seguia firme o seu curso, um radar mostrava ao piloto tudo o que estava no caminho.

De fato, na tela se podia distinguir um rastro luminoso que revelava a presença de uma embarcação diante de nós, mas ainda distante. O radar penetrava através da névoa e o fazia visível. A fé também é um tipo de radar que revela o invisível através das nuvens das nossas dificuldades. A fé não discute, simplesmente crê no que DEUS disse.

Por exemplo, quando se trata da criação do universo, a fé reconhece que os mundos não são resultado da casualidade, mas que foram criados pela Palavra de DEUS. Nisso há uma profunda segurança para a fé. Pelo contrário, as numerosas hipóteses que têm sido propostas para excluir o DEUS Criador, só oferecem insegurança, pois são contraditórias entre si.

Por trás disso está Satanás, que quer induzir o ser humano a desconfiar do Criador e destruir o relacionamento de Suas criaturas com Ele. Desde o jardim do Éden, a maneira satânica de falar é a mesma: “É assim que Deus disse…?” (Gênesis 3:1).

A fé, portanto, não é uma espécie de auto-sugestionamento que se apoia em sentimentos passageiros e instáveis. Primeiramente é a convicção inabalável que DEUS existe e, em segundo lugar, de que Ele é verdadeiro no que diz.

"Não temerá maus rumores; o seu coração está firme, confiando no SENHOR." Salmos 112.7

Prefeito de Juazeiro do Norte continua refugiado em agência bancária - Gabriel Sena Damous.


A Polícia Militar levou um carro forte para a frente da agência do Banco do Brasil (BB). O objetivo era retirar o prefeito Raimundo Macedo de dentro do banco direto para o veículo.

Após uma avaliação da situação sobre o resgate, o Tenente Rosendo, que comandava a operação, desaconselhou Raimundão a deixar as dependências do BB por falta de garantias.

Há uma revolta generalizada contra a administração dele e os manifestantes exigem a sua renúncia imediata. Nas ruas, a PM temeu que se Raimundão fosse levado para o carro forte haveria risco de ele ser linchado. Ou de o carro forte ser incendiado.

Quando correu a notícia de que o prefeito já estava dentro do carro forte, o veículo foi cercado por dezenas de professores que impediram seu deslocamento.

Cerco ao prefeito de Juazeiro do Norte.

Manifestantes quebravam vidros, jogavam pedras, paus, e a todo instante a PM tinha que intervir para impedir que o veículo fosse incendiado.

A presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Mazé dos Santos, temendo um desfecho trágico, apelou aos manifestantes para que deixem Raimundão ir embora. Em vão.

A PM pediu reforço à PM da cidade vizinha do Crato. De Fortaleza, o Secretário de Segurança, Francisco Bezerra, acompanha tudo por telefone.

Blog do Ricardo Noblat.

terça-feira, 18 de junho de 2013

CHAMADO DE JESUS.

Por um chamado de Jesus, a cantora Joelma revelou que irá virar cantora evangélica. Mas o anúncio pegou de surpresa o marido, Chimbinha, que parece não ter gostado nadinha. Como todos já sabem, a cantora fez o anúncio durante um show em Recife, no último final de semana. E contam que ela fez sem consultá-lo. Mas, gente, quem recebe um chamado de Jesus precisa consultar o marido?

Segundo o site Extra, Chimbinha não aprova as atitudes da cantora e está mantendo o casamento apenas de aparência.

Nunca foi segredo para ninguém que Chimbinha é a cabeça da banda, e se depender dele os compromissos já acertados até 2014 serão mantidos. E o chamado? Bom, esse vai ter que esperar um pouquinho. Enquanto isso, muito "bate cabelo" e barriga de fora.


RIR E CHORAR - Por Xico Bizerra

E ali estava ele. Rindo. Um riso tímido, contido, calado, mas um riso, como que a zombar da vida, do povo que passava, da tarde que começava a se aproximar da noite. Como explicar aquele riso? O que é um riso? No caso dele, era apenas a boca se alongando um pouco além em suas extremidades. Teria ele motivos para rir? Seus projetos de vida estavam satisfeitos? Era feliz? Seu time ganhara o campeonato? Seria um sinal de felicidade ou um disfarce por não poder chorar? Quem explica o rir? Perguntar-lhe, não adiantaria, pois, por motivo algum, ele interromperia aquele riso para responder. A família, os filhos, amigos e vizinhos queriam entender o porquê daquele riso, muito embora pouco interessasse, naquele momento, sua razão, pouco importasse seu riso. Entre choros e velas somente ele ria. Apenas ria. Ria da vida que passara.

DO TEMPO DO BUMBA - Por Mundim do Vale.

BARRÃO  TEIMOSO.

Esse causo aconteceu no ano de 1955, no sítio Vazante em Várzea Alegre – Ceará. Certo dia o Sr. Raimundo Beca, chamou seu filho Benedito e falou: Benedito. Vá lá na casa de Zé Piau na Lagoa do Arroz e diga a ele que eu mandei pedir o barrão dele emprestado, para cruzar com a minha novia de porca.
Benedito pegou uma corda e disse:
- É pra já!
Chegou na casa de Zé Piau, deu o recado do pai e Zé piau disse:
- Pois não. Pode levar, mas ele vai lhe dar um certo trabalho.
O barrão não queria fazer aquela viagem, Benedito passou mais de uma hora só para conseguir amarrar a corda no mocotó do porco. Depois foi outra luta para chegar até a estrada. Vocês sabem como são os porcos, eles andam dez metros para a frente e vinte para trás.
Benedito chegou na cerca, passou primeiro o porco, depois ficou tentando passar, foi quando o bicho deu uma arrancada. O condutor caiu por cima de umas raízes de oiticica, o barrão aproveitou e ganhou o mundo em direção do baixío de João do Sapo. Saiu o porco gritando na frente e Benedito gritando atrás. Felizmente tinha um pessoal limpando arroz e fizeram uma barreira humana para imobilizar o porco. Benedito agradeceu e voltou com o porco para a estrada. Suviu a ladeira de Cirilo com muito trabalho, mas quando chegou na cancela de Zé Vicente, o barrão escapou novamente e partiu na direção do Ronca. O barulho dos dois era tão grande que todo o pessoal da Lagoa do arroz escutou.
O porco que estava mais cansado do que Benedito, chegou no pé da serra do Gravié e não conseguiu mais correr.
Benedito chegou, botou o joelho na cabeça do porco e falou:
- Cabra teimoso. Se você subesse o qui é qui vai fazer, num pricisava deu levar na marra. Mais agora você vai nem qui num queira.
Juntou as duas patas dianteiras com uma mão e as duas trazeiras com a outra, jogou o Barrão no ombro e disse:
- Você tá pegado é cum um omi!
Saíram o porco gritando e ele cantando:
- “ Quer ir mais eu ramo,
Quer ir mais eu rambora. “
Quando passaram na casa de dona Mimosa, o barrão já ia sem o rabo e benedito sem um pedaço da orelha.
Finalmente chegaram em casa, Benedito foi subindo a calçada, quando a sua mão Maria gritou:
- Êpa! Por dentro de casa não. Podem ir pelo terreiro, que vocês dois tão muito fedorentos.
Benedito foi pelo oitão e jogou o barrão quase nos pés de Raimundo Beca. Raimundo olhou para o filho com um certo despreso e falou:
- Mas Benedito. Como é que você saiu daqui às sete horas da manhã e vem chegar às cinco da tarde. Agora não vai mais precisar do barrão não, porque você tava custando e eu mandei João pegar o de Caetano. Você volte com o porco entregue de volta e diga a Zé Piau qe eu mandei agradecer.
- Pai. Apois deixe eu tumar um bãe premêro pruque esse infiliz me cagou todim.
- Deixe pra tomar banho quando voltar, porque você vai se sujar de novo.
Benedito concordou e estirou a mão para o pai. O pai zangado falou:
- Praque essa mão. Eu não já lhe abençoei hoje?
- Já. Mais é pruque eu sei qui num vorto mais hoje.
- E não volta porque? A Lagoa do Arroz é bem alí.
- É pruque pai num intende. Poico é o bicho mais teimoso do mundo. Só que fazer o contraro. A gente quer lavar ele pru lado do nacente e ele só quer ir pru lado do poente.
- Pois você faça assim; Diga a ele que vocês vão para os grossos. Mais arribem logo daqui, que eu  não aguento mais essa catinga.

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS.

O que é uma pérola? A pérola é uma joia rara, perfeita, que não precisa ser lapidada. Ela já é pronta para ser utilizada, admirada, adornada. 

É surpreendente a formação de uma pérola, pois ela é formada a partir de uma substância que os moluscos produzem, o nácar. 

Eles produzem essa substância como reação a corpos estranhos que invadem seu organismo, um grão de areia por exemplo. 

Esse corpo estranho causa uma irritação, um incômodo tão grande, que ele, para se defender, de evitar que esse corpo estranho o machuque, começa então a cobri-lo com o nácar, transformando assim aquilo que está causando a irritação numa linda e preciosa pérola.

Na vida também temos muitos "corpos estranhos" que invadem nosso mundo. As áreas de nossa vida. Seja emocional, profissional, financeira, familiar ou física. Esses corpos causam uma irritação, um incômodo, que não conseguimos ter paz.

Muitas vezes passamos por certas provações, irritações, que não entendemos o porquê de estarmos vivendo aquilo. 

Mas a nossa irritação pode ser transformada numa pérola, em algo que agrade  o nosso Deus e o honre, porque só Ele é digno de toda honra e toda glória. 

Sei que é difícil aceitar certas dificuldades, mas na maioria das vezes, enfrentamos as situações da forma mais difícil, ou seja, tentando nos livrar delas.

Mas Deus nos fala que não devemos nos livrar dessas irritações, mas transformá-las em pérolas, pérolas boas e de grande valor. “O reino dos céus é semelhante a um que negocia e procura boas pérolas; e, tendo achado uma pérola de grande valor, vende tudo o que possui e a compra.” (Mateus 13 45-46.)

Nós somos a Noiva do Senhor e devemos nos enfeitar para Ele com nossas pérolas. Deus quer nos ajudar a transformar nossas irritações em pérolas. Não devemos murmurar, mas crer e agir, pois é na tribulação que somos confrontados. 

É a irritação que nos tira do lugar cômodo, que nos tira da zona de conforto, para podermos produzir a substância que transforma tudo que nos causa dor em pérola, em uma linda joia. 

Você já percebeu que são nos momentos difíceis que descobrimos qualidades, talentos que não sabíamos que tínhamos?

É na dificuldade que somos usados como testemunho para ganhar vidas para o Reino. É muitas vezes na tribulação que passamos a valorizar mais a vida e as pessoas. 

Em tempos difíceis podemos sim viver os planos de Deus para nossas vidas, pois muitas vezes é esse o tempo de sacudir os alicerces para que possamos caminhar rumo a concretização desses planos.

O Senhor está abrindo um novo caminho pra mim e pra você nesse tempo de reforma, de reavaliação e de reconstrução. 

Tomemos posse. Sigamos em frente!

Nicibel Silva

Muito além dos 20 centavos - Por Calos Tautz


Vão muito além do protesto contra um injusto aumento de 20 centavos nas passagens de ônibus os motivos das passeatas no Rio. O que mobiliza as pessoas é a gana de retomar para si uma cidade que os governos do município e do estado entregaram às especulações da Fifa, das imobiliárias, dos tubarões do transporte e das empreiteiras, farreando com dinheiro público e exibindo aquele arrogante sorriso de escárnio contra a sociedade. Tem uma hora que o povo briga pelo que lhe foi roubado.

Nesta guerra de Paes e Cabral contra a população, é claro que são usados a PM e seus infiltrados conhecidos, porque foi justamente para proteger o Estado e a grande burguesia que ela foi criada. Mas, o que a imprensa convencional se nega a ver, é contra o quê bradam as pessoas que apenas exercem o direito cívico de lembrar: se a cidade não for boa a seus munícipes, não há Copa nem Olimpíadas que se justifiquem, por mais que as telinhas insistam em criar um falso consenso festivo em torno dos megaeventos.

A luta das ruas também é contra a destruição do saudoso Maracanã, supostamente para atender a critérios da corrupta Fifa, entregando-o à Odebrecht, tendo Eike como de testa de ferro.

É contra a remoção forçada no Morro da Providência, onde, como nazistas, a Secretaria Municipal de Habitação marca às casas que serão desapropriadas por valor vil.

É contra a Transcarioca, que valoriza condomínios na Barra e tenta expulsar gente como Dona Zélia. que não arreda o pé de sua pequena casa.

É contra os péssimos trens, metrôs e barcas, privatizados quando Cabral era do PSDB e presidia a Alerj, e contra o monopólio das empresas de ônibus amissíssimas de Paes desde quando ele era do finado PFL e que, por isso, nunca enfrentam licitações nem fiscalizações sérias da prefeitura.

É contra hospitais em coma e escolas reprovadas, enquanto o prefeito distribui um jogo em que suas “realizações” viram propaganda pessoal.

É contra Cabral chamar bombeiros de vândalos e deles se servir para resgatar amigos mortos enquanto viajavam no helicóptero de Eike ao regabofe de Cavendish, da Delta, na Bahia.

É contra Cabral a priori imputar a tragédia no bondinho de Santa Teresa ao Nelson, condutor falecido no acidente.

É contra a Justiça proibir o protesto contra o aumento das barcas e impor censura prévia à expressão da opinião.

A luta não é por centavos, como um cínico comentarista afirmou. É para lembrar que cidade é coletivo de cidadão e que só tem sentido se existir para seus munícipes serem nela felizes.

A QUEDA DO PADROEIRO - Mundim do Vale

Na década de 70, houve um inverno muito pesado no município de Várzea Alegre e por conta daquilo, a torre da igreja matriz desabou trazendo com ela a imagem do padroeiro São Raimundo Nonato.
Por coincidência ou milagre o santo nada sofreu, estava apenas desbotado pela ação do sol e da chuva. O fato aconteceu a meia noite, mas quando amanheceu o dia a pracinha da igreja já estava lotada de fiéis. Com a presença dos curiosos surgiu os seguintes comentários:
Romana:
Isso só pode ter sido um castigo. Quem mandou o Pade Mota pintar a igreja de verde?
João Mandu:
Isso daqui foi um milagre grande! Cuma é qui pode um santo se distabacar duma altura de mais de trinta metro e num quebrar nem um dedo? Apois meu subrim caiu dum coqueiro qui é muito mais baxo, mais ele quebrou as duas perna.
Rosa Pagé:
Vixe Cuma ele é fei! Eu reparava ele lá imriba e pensava qui era mais bunitim, mais ele é mermo qui tá vendo Chico de Munda.
Maria Bela:
Vôte! São Raimundo cum esse amarelo impombado, tá direitim Dedé de Frazo.
O vigário aproveitou a tragédia e iniciou logo uma campanha para a reconstrução da torre. Enquanto desenvolvia os trabalhos, mandou o pintor Ildefonso Vieira Lima, renovar a pintura do santo.
Depois da torre concluída, o nosso conterrâneo Otacílio Correia, conseguiu com o governador, uma equipe do corpo de bombeiros com uma escada Magirus para colocar o padroeiro de volta no seu lugar.
A chegada dos bombeiros foi uma festa na cidade, o padre celebrou uma missa campal e benzeu a operação.
Depois do padroeiro no lugar, os bombeiros se despediram recebendo os aplausos da comunidade cristã. 
Gregório Gibão que estava no meio da multidão, tirou o chapéu,
Colocou a mão na testa, olhou na direção da torre e gritou:
- Ei Raimundão! Quando tu quiser trocar a roupa de novo, é só dispencar daí de riba.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Direitos e deveres - Por Merval Pereira, O Globo


O país vive nos últimos dias situações de tensão de diversas origens que, misturadas à percepção crescente de pessimismo em relação ao futuro captada por pesquisas de opinião, podem levar a uma crise institucional de grave repercussão.

Não há ainda uma ligação direta entre os problemas econômicos que se avolumam e as manifestações nas ruas das principais cidades do país, como apressadamente alguns analistas estrangeiros registram.

Mas a insatisfação difusa que se revela pelas redes sociais e desemboca nas manifestações a pretexto de protestar contra o aumento das tarifas de ônibus, sem dúvida, serve à manipulação de atividades políticas de grupos radicais e anárquicos que não se sentem representados pelos partidos políticos do mainstream.

Existem diversos grupos de ativistas em ação pelas ruas, alguns ligados a partidos políticos, que escolhem temas variados para protestar “contra tudo isso que está aí”. Engana-se o governo Dilma se acha que pode tirar proveito político de um eventual desgaste do governador tucano de São Paulo Geraldo Alckmin na repressão aos manifestantes.

O teor de cartazes afirmando que “Nenhum partido nos representa” mostra que a intenção dos grupos mais organizados é minar a representatividade política tradicional, inclusive a do PT que, agora no governo, prova do veneno que utilizava contra seus adversários.

Se a polícia paulista certamente se excedeu nos confrontos de quinta-feira, como diversas imagens registraram, há também imagens suficientes para mostrar que entre os manifestantes havia os que foram às ruas para provocar o confronto.

ENVIADO POR AMIGOS DE DEUS

Aconteceu no dia 8 de maio de 1945. O fim da Segunda Guerra Mundial. Minha família estava reunida para o almoço. Segundo seu costume, meu pai fez uma oração. Porém nesse dia o tom de sua voz mudou. 

Agradeceu a Deus porque a guerra havia terminado e porque nós, iríamos escapar daquele pesadelo. Sua voz ficou embargada e ele chorou de emoção. Lembro que reagiu da mesma maneira no começo da guerra.
Nessa época eu era muito pequeno, mas as lágrimas de meu pai me avisaram que coisas terríveis estavam por vir… Porém, por que chorar nesse dia, dia de paz?

Depois de um longo silêncio, meu pai disse: Não olhamos na mesma direção. Vocês, jovens, olham para o futuro: a paz. Então podem se alegrar.  Nós, os pais, pensamos em tantos sofrimentos dos anos de guerra… e choramos.

Ele explicou que sempre existem duas maneiras de se apreciar um acontecimento: pode-se constatar as terríveis consequências dos erros humanos, mas também reconhecer a misericórdia de Deus que permite uma trégua, um alívio, um tempo de reflexão.

Além disso, nos dá um tempo de nos voltarmos para Ele e de Lhe servirmos com gratidão. Nosso dever é aproveitar esse tempo de paz, ou, em outras palavras, esse tempo de graça para acertarmos nossa vida com Deus e receber a Jesus Cristo como nosso Salvador e Senhor.

Hoje, agora mesmo, é o tempo determinado para isso!

domingo, 16 de junho de 2013

DO TEMPO DO BUMBA - Por Mundim do Vale.

SANTO  ANTÔNIO  DO  BURACO.

No ano de 1957, tinha no então distrito de Maracanau, uma localidade com o nome de Santo Antônio do Buraco. No local tinha um prédio do governo para recolher menores infratores, crianças abandonadas e ainda aquelas que os seus pais não tinham controle sobre elas. O nosso amigo e conterrâneo Waldefrance Correia, passou uma temporada interno por lá, até o dia que fugiu pelo banheiro e foi à pé até Fortaleza.
Eram constantes as ameaças dos pais de mandarem seus filhos danados para o Santo Antônio. Eu escutei muito à fraze:
- Raimundo. Você tenha cuidado. Se não eu lhe mando para o Santo Antônio do Buraco.
Certo dia meu pai me mandou comprar uma garrafa de manteiga da terra, na casa de Beliza. Quando eu vinha de volta, que passava na calçada de dona Vicência Primo, Liziê estava na janela e foi logo dizendo:
- Eita. Raimundim! Tu vai passear não é?
- Não tou sabendo não.
- Pois vai. Essa manteiga é pra tu levar.
- E pra onde é que eu vou?
- É para o Santo Antônio do Buraco.
Depois que ela disse aquilo, eu não quis mais conversa, me sentei no batente da porta e fui tratando de desenvolver uma ideia para bloquear aquela viagem. De repente me estalou a ideia de quebrar a garrafa da manteiga, fui até o calçamento, joguei a garrafa uns dois metros para cima, para ter a certeza de que ela não ficaria inteira. O pedaço maior que ficou cabia numa tampa de garrafa. Fui para casa  já ensaiando um chouro e o discurso. Meu pai quando me viu chorando perguntou:
- Que chouro é esse, Raimundo.
- É porque quando eu vinha passando na casa de Dona Vicência, a calçada estava molhada, eu escorreguei e quebrei a garrafa.
- Pois não precisa chorar não. Pegue esse dinheiro e vá comprar outra.
- Mas papai. Liziê me disse que tá todo mundo comentanto, que a manteiga de Beliza é rançosa.
- Pois sendo assim esqueça a manteiga e vá lá na bodega de Zé Augusto e compre um quilo de queijo do Inhamuns.
- E papai não tá sabendo não?
- Sabendo de que?
- O queijo de Seu Zé Augusto tá envenenando o povo. Já envenou a Família de Seu nelim e a De Seu Mundim  Tibúrcio.
- Então esqueça o queijo também.

Dedicado aos meus amigos; Carlos de Beliza e Alberto Siebra.

O Velho Caminhoneiro.

Frases de para choques:

01 - Feliz foi Adão, nem teve sogra nem caminhão!

02 - Saudades da família, principalmente do cabeludinho do meio!

03 - Vote nas putas porque nos filhos não deu certo!

04 - Pobre é igual a barbante, quando não está esticado tá no rolo!


Coronel José Correia Lima

Quando  pesquisamos e lemos  sobre Memoria Varzealegrense muito encontramos sobre o Coronel Antônio Correia Lima. Porem, dos filhos de Joaquim Correia Lima e Clara Alves Bezerra o mais prestimoso foi  o Coronel José Correia Lima.

Homem perfeito e justo, a um tempo, brando e forte, em todos os sentidos. Vida, toda ela, pautada nos padrões mais nobres. Muito lhe deve Várzea-Alegre a quem muito serviu e amou, alem do grande tesouro que a terra legou, na oferenda sem par dos filhos que lhe deu, todos peças do mesmo quilate, da mesma grandeza de virtudes.

Pecuarista rico de amplos domínios.  casado em primeira núpcias com Maria Teixeira, e em segunda núpcias com maria Meireles de Figueiredo de família tradicional do Crato. Dividia com o irmão Antônio Correia a atividade partidária do município, sendo líder de um partido e o irmão do outro. Assim estavam sempre de cima.

Entre seus filhos Joaquim de Figueiredo Correia  foi deputado estadual, secretario de estado, vice-governador  do estado e Deputado federal por varias legislaturas.

José Figueiredo foi deputado estadual e secretario de estado.

Jader  de Figueiredo foi secretario de estado da educação do Ceará.

Jocildo foi vereador em nossa cidade.

Entre as principais qualidade do Coronel José Correia era o zelo, carinho e afeto que ele sempre teve pela família.