terça-feira, 16 de julho de 2013

EXTREMO PROGRESSO - Por Bezerra de Morais.

Uma vez nós escrevemos nessa página, uma matéria em que falava  da tranquilidade de Várzea Alegre no passado, uma amiga questionou dizendo que melhores são os dias de hoje. Em outra ocasião  num debate nosso com o poeta Sávio Pinheiro, eu dizia que tempo bom foi o passado e Sávio dizia que tempo bom é o presente.

Eu vou tentar  fazer aqui um mapeamento do Sítio Vazante no ano de 1953. As casas ficavam todas de um lado só, com  mais ou menos 150 metros de distâcia de uma para a outra. Partindo da sangria da Lagoa de São Raimundo a ordem era essa:
Casa -1- Caitano de Zezinho de Matias e Maroquinha.
Casa - 2 - Zezinho de Matias e Teresinha, Pais de Caitano ( Hoje      pertencente ao Dr. Raimundo Irapuan Costa. )
Casa - 3 - Sr. Matias, pai de Zezinho e avô de Caitano.
Casa - 4 - José Raimundo e Dona Ana.
Casa - 5 - Carrim e Maria Carlos, pais de Damião dos Bonecos.
Casa - 6 - Raimundo Beca e Maria.
Casa - 7 - Tio Manoel Piau e tia Beluca. ( Aquela casa ficava em frente ao campo de futebol )
Casa - 8 - Tio Raimundo e tia Izaura. Aquela casa nós ocupamos por um tempo. Foi onde nasceu meu irmão Luía Sérgio.
Casa - 9 - Dona Mimosa, viúva do meu avô Joaquim Piau. Hoje pertencente aos familiares do Dr. Raimundo Sátiro.
Fora dessa sequência tinha ainda nas margens do Riacho do Feijão, uma casinha do meu tio Vicente Piau e tia Toinha.

As casas não tinham luz elétrica, a iluminção era feita com lamparinas. Também não tinha água encanada. A água era tirada de cacimbas e transportadas em cabaças até os potes. Os brinquedos dos meninos eram; Galamartes, cavalos de pau, triângulos, boldoques e peões. Das meninas eram; Guisados e bonecas feitas de sabugo de milho ou pendão de mandacaru.

No inverno o acesso para a cidade era um sacrifício, tanto pela sangria da lagoa como pelo altos dos Becas ( Hoje bairro Juremal )

O enfermeiro Nelinho para ir aplicar uma injeção ou fazer um curativo. Só faltava não chegar por conta das dificuldades.

Hoje passando no bairro Vazante eu vejo casas boas com automóvel na garagem, antena parabólica, tv a cabo, Internet e e água encanada. No bairro hoje já tem: Casa de eventos, mini-presídio, Estádio e um projeto em andamento para construção de um condomínio de luxo. Se o enfermeiro Nelinho tivesse vivo não gastava mais de dez minutos para se deslocar à pé do centro da cidade para – Bairro Vazante e ainda passava no Parque Cívico São Raimundo Nonato.

Os brinquedos das crianças da Vazante hoje são; Vídeo Games e computadores. Foi Vendo esse extremo progresso que eu fiz um comparativo e me perguntei: O que seria melhor para mim? Viver no sítio Vazante  no ano de 1953, ou viver no bairro Vazante no ano de 2013?

Não obtive resposta conclusiva. Alguém tem essa resposta?

A Expocrato e os meus netos - Por Antonio Morais


Mais uma vez vivemos um período de festas no Crato. Realiza-se a maior exposição do interior do nordeste. Os meus netos foram até o parque  dar uma olhada  nos animais, principalmente nos cavalos do Haras Sanharol, empreendimento da  família Menezes que anualmente  prestigia a festa com seus belos animais.

Quando retornaram, um tanto quanto enfadados, João Pedro trazia numa caixa muito bem acomodado um casal de mocós. Soltaram no jardim e ficaram  admirando-os.

Demorou pouco começou um desentendimento, uma arenga entre os dois.  João Pedro  disse  que o dele era o macho e, Aluísio fez a mesma escolha.  Como o menor sempre sai perdendo, restou ao Aluísio  cair no choro.  

Como consolo, e, na qualidade de avô pacificador, passei a mostrar ao Aluísio as vantagens de ficar com a fêmea. Disse-lhe: Veja bem, da fêmea vão nascer varias crias, com o tempo, você terá uma grande quantidade de mocós, enquanto João Pedro  terá sempre um, nunca passará disso. Foi a vez de João Pedro arrependido cair no choro e tentar  reverter a situação criada por ele próprio. 

O fato é que terminaram chorando os dois. Esta semana terei muitas resenhas para contar dos meus netos. Essa pequena amostra é só o começo.

Assessores? Tratar no Planalto - Por Sandro Vaia

Dilma foi mal assessorada na questão da Constituinte exclusiva para a reforma política e por isso ela voltou atrás e resolveu trocar tudo por um plebiscito. Mas Dilma foi mal assessorada na questão do plebiscito porque, entre outros problemas, não haveria tempo útil de formular uma série de perguntas tão claras, definitivas e incisivas a ponto de responder as questões controversas que formariam o perfil de uma reforma política que pudesse atender aos interesses da Nação, se é que a Nação está tão interessada mesmo numa reforma política.

Como Dilma foi mal assessorada, o PMDB, que é quem dá as cartas no Congresso, não jogou o plebiscito na lata do lixo por uma certa delicadeza, mas deixou o tema para o ano que vem, o que, em outras palavras, pode significar que deixou o tema para aquilo que antigamente se chamava de “calendas gregas”.

A mal assessorada presidente também não foi muito bem instruída na questão da importação de médicos para preencher as necessidades das comunidades mais carentes, e depois de criar atritos incontornáveis com as associações de classe, resolveu repensar a questão da importação de médicos cubanos.

Acontece o seguinte: a presidente foi mal assessorada e não sabia que o modelo de exportação de médicos cubanos, tal como adotada na Venezuela, por exemplo, era uma espécie de modalidade de exploração de mão de obra escrava, pois o governo exportador - Cuba - se apropriava da maior parte da renda originária do aluguel dos profissionais e destinava a eles uma pequena parcela desses ganhos. Péssima ideia para um país que tenta implantar um modelo de “inclusão social”.

Ia pegar mal. A presidente, mal assessorada, parece ter desistido da desastrada ideia.

A presidente, precisando desesperadamente de uma agenda positiva para apagar a má impressão da vaia do Mané Garrincha, resolveu juntar alguns milhares de prefeitos e vice-prefeitos para anunciar seu pacote de bondades e distribuir 3 bilhões de reais para aliviar as finanças mal paradas dos municípios.

Mal assessorada, a presidente anunciou 3 bilhões (que divididos por mais de 5 mil municípios não chegam a somar a média de 600 mil reais para cada um) para todos, e foi vaiada. Os prefeitos esperavam o anúncio de um aumento substancial e permanente do repasse do Fundo de Participação dos Municípios e não um mero ajutório. Por isso vaiaram.

“Ninguém sabe hoje quem apoiará Dilma em 2014”, disse o presidente do PT, Ruy Falcão, com a sabedoria dos alquimistas. Alguém será capaz de captar o verdadeiro sentido da mensagem cifrada emitida por uma eminência tão parda num momento mais pardo ainda para a popularidade e o prestígio da presidente?

Nunca antes na história deste país uma gerente tão eficiente conseguiu ser tão mal assessorada em tantos assuntos e em tão pouco tempo.


segunda-feira, 15 de julho de 2013

A POPULAÇÃO NÃO QUER MAIS SÓ PÃO E CIRCO - Por Antonio Gonçalo de Sousa

Muito já se falou neste blog sobre algumas falhas nas ações dos últimos governos no Brasil. Um dos comentários que eu propriamente fiz foi de que faltam políticas públicas adequadas para reverter o sentido eleitoreiro do principal programa do governo federal, que é o bolsa família, o qual, embora tenha seus méritos em termos de ajudar financeiramente as pessoas menos favorecidas, não apresenta perspectivas de sustentabilidade e deixa transparecer serventilismo, não agregando incentivo ao trabalho e ao autodesenvolvimento do ser humano.  Já havia uma perspectiva de que a população estava exausta com tamanha desfaçatez e ineficiência do governo, mas jamais se poderia imaginar que, mais dia menos dia, a população iria às ruas para mostrar aos governantes que eles esqueceram ou não souberam aplicar os três princípios básicos que os economistas e analistas políticos consideram importante para um bom plano, inclusive, em qualquer atividade humana, que são: eficácia, eficiência e efetividade.     
Vou tentar passar um pouco da minha rude noção sobre cada uma das três premissas apontadas acima, e fazer uma breve demonstração de como um governo maquiavélico age priorizando apenas uma delas, que é a forma mais desumana e desonesta de quem não tem plano utiliza subtefúgios para enganar o povo, enchendo os ricos de dinheiro e humilhando os pobres com falsas investidas e migalhas e, ao mesmo tempo, empanando a população com informações midiáticas e ações imediatistas desinvestidas de sustentabilidade.
Qualquer planejamento, quer seja na política, indústria, no comércio e até mesmo na vida pessoal, depende de uma boa relação entre o uso dessas três premissas básicas: (Eficácia) está ligada diretamente a rapidez, ou seja, quando se pratica uma ação cumprindo um determinado “tempo” estabelecido, pode-se dizer que esta ação foi eficaz. (Eficiência) está relacionada com a época e forma como é possível conjugar os elementos que evolvem uma determinada ação ou produto; dessa forma, de princípio, uma ação eficiente é aquela que é realizada da forma mais “econômica” possível. Por outro lado, a (efetividade) está relacionada com a “utilidade” da ação ou do produto que foi realizado em um determinado tempo.
Diante dessa rudimentar explanação, é possível averiguar-se que os últimos governos populistas não têm planos, mas, embora pareçam ingênuos, são muitos astutos e séquitos em seus interesses. Sabedores de que no nosso país há uma grande massa de pessoas desprovidas de conhecimentos sobre seus diretitos e deveres, preferiram investir na primeira das premissas: a “eficácia”. Esta, apesar de ser uma importante premissa econômico-pólítica, exige pouca ação operacional. Por exemplo, para o governo realizar o programa “bolsa renda”, beneficiando milhões de famílias, é necessário saber apenas o número da conta corrente de cada uma delas. Depois é só a providenciar os respectivos depósitos em cada uma mensalmente, utilizando-se de dinheiro arrecadado (36,% de carga tributária).     
Para observarmos o quanto o governo é inoperante, basta o clamor expresso ultimamente nas ruas, após 10 anos de investimentos financeiros do governo sem sustentabilidade. A população pede ações operacionais nas áreas da saúde, educação,segurança, logística e reformas nas áreas tributária e eleitoral, que não avançaram ou até regrediram, apesar da grande maioria parlamentar na base de sustentação do poder central.   Por outro lado, vê-se que só agora após as manifestações da população, os mandantes da nação estão tendo que enfrentar as duas outras premissas (eficiência e efetividade), que são mais difíceis de serem implementadas, portanto, também mais importantes no contexto geral de um planejamento equilibrado. Porém, se quiser realmente investir para melhorar a saúde, educação, estradas, tributos, política, etc., a Dr. Dilma terá que fazer planos, orçamentos, elaborar projetos, acompanhar liberações, executar obras, fazer licitações, implementar concursos públicos, captar mão de obra, executar compras de custeio (eficiência) e, por fim, avaliar, pesquisar e auscutar o povo sobre a satisfação das comunidades com relação aos efeitos dos produtos e serviços advindos de todas estas ações, redirecionando ou planejamento outras políticas públicas (efetividade). Contudo, não há muita esperança de que isso se concretize, pois tudo são coisas que os populistas não gostam de realizar.                
Parece, em fim, que as massas que estão nas ruas e que não foram diretamente afetadas pela “eficácia” cega dos governos, estão acordando e querendo expressar que os dois princípios esquecidos pelos últimos governos populistas (eficiência e efetividade) precisam ser utilizados de agora em diante com celeridade e rapidez. Não dá mais para esperarmos outros dez anos de enganação e luxúria. Talvez seja necessário eleger outros “companheiros” ou políticos sérios e competentes, pois estes que estão ai não querem ou não sabem fazer planejamento sustentável, principal ingrediente para quem objetiva alcançar resultados eficazes eficientes e efetivos. Pão e circo nunca mais.              

Mercadante, o articulador do caos - por Elio Gaspari, O Globo

Na condição de articulador de iniciativas da doutora Dilma, o comissário Aloizio Mercadante patrocinou três lances de gênio. A saber:
1) A convocação de uma Constituinte exclusiva para fazer uma reforma política. Durou 24 horas.
2) A convocação de um plebiscito para que o eleitorado definisse os marcos da reforma. Durou duas semanas.
3) Com o copatrocínio do ministro Alexandre Padilha, da Saúde, propôs a reorganização do ensino médico, aumentando-o de seis para oito anos.

Na semana passada, informou-se aqui que as burocracias do MEC e das universidades federais faziam uma exigência maluca para médicos formados no exterior que quisessem revalidar seus diplomas.

Caso queira trabalhar no Brasil, um doutor que se formou em Harvard e trabalha na clínica de Cleveland é obrigado a atestar que mora em Pindorama, mesmo tendo nascido aqui. Sem isso, não pode pedir a revalidação, que demora até um ano. Até lá, vive de quê?

A exigência será eliminada, tudo bem, mas havia coisa pior. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, Inep, não sabe dizer quem pôs o jabuti na forquilha do programa Revalida, muito menos por quê.

Essa mesma condição é exigida na rotina das revalidações de universidades federais. Puro obstáculo para blindar o mercado. Produto da onipotência dos educatecas.

Agora Mercadante e Padilha querem que os estudantes de Medicina trabalhem no SUS por dois anos. Novamente, trata-se de um exercício de onipotência.

Ele se esconde atrás do argumento do aperfeiçoamento dos médicos. Trata-se de uma lorota, pois o Brasil tem Medicina há séculos e suas deficiências não derivam da formação dos doutores, mas do desperdício de dinheiro público e da ganância dos interesses privados, inclusive de médicos.

Governo patina em grandes obras do PAC: prazos não são cumpridos - Paulo Celso Pereira, O Globo

Entre os 42 empreendimentos que custam mais de meio bilhão, só 21 foram entregues. Na campanha de 2010, a então candidata Dilma Rousseff apareceu em um de seus primeiros programas na televisão rodando o país para mostrar realizações do governo do presidente Lula e fazer novas promessas. Para tratar da infraestrutura, escolheu a cidade de Ouro Verde de Goiás, onde, sobre os trilhos da Ferrovia Norte-Sul, bradou: “Para o Brasil seguir mudando, vamos seguir investindo em infraestrutura, com novas ferrovias, estradas, portos e aeroportos. E apoiar fortemente o setor produtivo nacional”.


Ferrovia Norte-Sul, Goiás: inacabada. Foto: O Globo
Ao fundo, trabalhadores soldavam os trilhos da obra. Três anos após a visita de Dilma, os trilhos de Ouro Verde estão sem utilização, cobertos por uma camada de ferrugem, e o mato cresce ao redor. A situação da Norte-Sul serve como metonímia daquilo em que se transformou boa parte do PAC, que alavancou a candidatura da gestora Dilma em 2010 e pode ter efeito oposto, em 2014. Das 42 maiores obras apresentadas no primeiro balanço do PAC, em abril de 2007, apenas metade entrou em operação até hoje.

sábado, 13 de julho de 2013

Brasileiros não aceitam mais conviver com a corrupção - Senador Pedro Simon


Em pronunciamento nesta sexta-feira (12) o senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse que as manifestações que tomaram o país a partir de junho causaram surpresa para as instituições, incluídos o Congresso, o Executivo e o Judiciário.

Os protestos, observou o parlamentar, apresentaram uma pauta diversa de reivindicações, mas eclodiram a partir da exigência da redução da tarifa de transporte público.

– Ninguém antecipou a avalanche humana que tomou nosso país durante a Copa das Confederações. Boa parte da indignação era dirigida aos estádios que foram ou estão sendo erguidos com cifras milionárias – disse Simon, que criticou a elitização desses espaços.

Ao comparar as manifestações realizadas no Brasil com outros protestos que eclodiram no mundo nos últimos anos – como a Primavera Árabe, que começou pela Tunísia e se espalhou pelo norte da África e pelo Oriente; e o Occupy Wall Street, nos Estados Unidos – o parlamentar avaliou que a principal marca das reivindicações dos brasileiros é o descontentamento com a corrupção.

– Na verdade, a tarifa de transporte era apenas a gota d’água. A indignação ia muito além. Os brasileiros não aceitam mais conviver com a corrupção – afirmou o senador.

Nesse sentido, Simon lembrou que o julgamento do chamado Mensalão, no ano passado, foi exemplar. O senador acrescentou que uma grande vitória dessas manifestações foi a derrubada “por votação arrasadora” da PEC 37/2011, que retiraria poderes do Ministério Público da União.

– Poderia até ter sido chamada de PEC da vingança. Mas, felizmente, foi enterrada, após ter sido denunciada com veemência por cartazes e guizos nas ruas do país – registrou.

CAUSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

CHIQUEIRO  DE  SÃO  RAIMUNDO.

Ouvindo a matéria do Jornalista Nonato Alves, na Rádio Cultura de Várzea Alegre Ceará. Eu me lembrei de um atentado ao meio ambiente, que aconteceu na nossa cidade, no ano de1963.

O Sr. Raimundo Alagoano cercou uma parte da lagoa de São Raimundo, para criar porcos.No local as porcas pariam e a maioria dos filhotes morriam e ali mesmo ficavam. Os porcos eram abatidos e as partes que não iam para a venda, também lá ficavam.

Foi o maior crime ambiental da época, um verdadeiro atentado a saúde e a lagoa de São Raimundo que era o pulmão de Várzea Alegre. Aquele crime impune revoltou alguns dos nossos conterrâneos, que indignados trocaram o nome de; Lagoa de São Raimundo, para; Chiqueiro de São Raimundo.

Eu não sei a quem Raimundo Alagoano pagava o aluguel, mas posso jurar que não era ao padroeiro. Naquela época faltou na nossa cidade, as autoridades policiais e sanitárias de hoje, para punir os infratores e coibir aquela prática, soltando os porcos e prendendo os donos dos porcos.

Hoje a lei é atuante. Quem quiser comer uma feijoada, ou compra os kits da sadia, ou tem que criar os porcos cumprindo as determinções da Defesa Sanitária.Porque dos porcos da Serrinha ninguém vai comer nem o rabo.

Parabéns as autoridades defensoras da saúde e do meio ambiente lá de nós.

Tem muito político 'cabra safado', diz Eduardo Campos.


O governador de Pernambuco e potencial candidato à presidência pelo PSB, Eduardo Campos, foi enfático ao comentar o momento político atual do Brasil e as manifestações que cobram ética e melhorias nos serviços públicos prestados à população. 

De acordo com o site Brasil 247, para ele, “tem muito político cabra safado”  que se valeu da inocência da população para se beneficiar, deixando de lado os pleitos da sociedade. 

As declarações foram dadas em entrevista às rádios do interior pernambucano. Na mesma ocasião, Campos afirmou que tratará da sua possível candidatura à Presidência da República “na hora certa”.

De acordo com o Brasil 247, para o governador, as manifestações registradas pelo país são boas para “dar um freio de arrumação” e fazer com que a população separe o joio do trigo. "Tem muito ‘cabra’ que está morrendo de medo porque sabe que tem um encontro marcado  com o destino”, afirmou. 

Sobre este ponto, momentos antes, Campos havia declarado que “os que querem usurpar este movimento não vão conseguir. Nós queremos um Brasil novo, não queremos vigaristas se aproveitando do voto do povo e nem pessoas protegendo bandidagem. 

O povo não quer isso. "Tem muito político cabra safado que se aproveitou da boa vontade do povo”, disparou. 

Sobre as eleições 2014, o governador disse que pretende chegar no último dia do seu mandato, 31 de dezembro de 2014, de forma tranquila no que diz respeito à sua postura política. “Não quero tomar uma decisão certa no tempo errado certo e nem uma decisão errada no tempo certo”, declarou mantendo o discurso de que 2014 somente será discutido efetivamente por ele no ano eleitoral.

Governo Dilma e PT feitos cegos em tiroteio por causa das manifestações


Dilma rezando.

Atordoado diante de uma rebelião em curso no Congresso Nacional e com um racha na base aliada que começou com o PMDB e contaminou partidos menores, o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) viu a zona de turbulência ser ampliada ontem após manifestações por todo o país comandadas pelas centrais sindicais. O PT, que prometeu ir às ruas em grande número na semana passada, apareceu de forma tímida.

Na prática, o país viveu mais um dia de caos. O preço, novamente, foi debitado na conta da presidente. Rodovias interditadas em 10 estados, portos bloqueados, falta de ônibus nas ruas e ameaça de greve geral. Em várias cidades, o comércio fechou as portas por temer atos de violência.”

(Correio Braziliense)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

MP pode investigar sumiço de processo da Globo - Blog do Eliomar de Lima


“O Ministério Público tem poder investigatório, calcado principalmente na teoria dos poderes implícitos, contanto que aja dentro dos limites legais e constitucionais. A conclusão é do juiz federal Fabricio Antonio Soares, da 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A investigação em questão resultou na condenação de uma funcionária da Receita Federal acusada de sumir com um procedimento administrativo em que o Fisco cobra da Globo mais de R$ 600 milhões em impostos referentes à transmissão da Copa do Mundo de 2002.

Citando o artigo 4º do Código de Processo Penal, o juiz afirmou que investigação policial “é apenas uma das formas de colheita de provas para a instauração da ação penal” e assim afastou o pedido de nulidade das provas apresentado pela defesa.

“Entender-se que a investigação desses fatos é atribuição exclusiva da polícia judiciária seria incorrer em impropriedade, já que o titular da ação é o órgão ministerial. Cabe, portanto, a este o exame da necessidade ou não de novas colheitas de provas, uma vez que, tratando-se o inquérito de peça meramente informativa, pode o Ministério Público entendê-la dispensável, na medida em que detenha informações suficientes para a propositura da ação penal”, disse Antonio Soares.

Dessa forma ele condenou Cristina Maris Meinick Ribeiro a quatro anos e 11 meses de prisão pelo extravio da ação fiscal contra a Globo e por inserir dados falsos no sistema da Receita Federal que teriam beneficiado outras três empresas. Na avaliação do juiz, caso a investigação conduzida pelo Ministério Público fosse considerada ilegal, ainda assim a sindicância aberta pela Receita e o processo administrativo contra a servidora seriam suficientes para a Ação Penal.

Segundo o processo, imagens gravadas nas dependências da Receita Federal revelam que no dia 2 de janeiro de 2007, quando estava de férias, a servidora esteve no local de trabalho por cerca de duas horas. Ela entrou com uma bolsa e saiu com ela e uma segunda sacola de “volume considerável”. Para o juiz, o conjunto probatório demonstra a autoria delitiva.

DE MÃE PARA MÃE.

Vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão, contra a transferência do seu filho, menor  infrator, das dependências da FEBEM, em São Paulo, para outra dependência da FEBEM, no interior do Estado.

Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes, decorrentes daquela transferência.

Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONGs, etc...

Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender seu protesto. Quero com ele fazer coro. Enorme é a distância que me separa do meu filho.

Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo. Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos, porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família...

Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha para mim importante papel de amigo e conselheiro espiritual.

Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma vídeo locadora, onde meu filho trabalhava, durante o dia, para pagar os estudos à noite.

No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo...

Ah! Ia me esquecendo, e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranqüila, viu, que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem. 

Nem no cemitério, nem na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante destas "Entidades" que tanto lhe confortam, para me dar uma palavra de conforto, e talvez me indicar:"Os meus direitos"!

Se concordar, circule este manifesto! Talvez a gente consiga acabar com esta inversão de valores que assola o Brasil.

DIREITOS HUMANOS SÃO PARA HUMANOS DIREITOS

A GRANDEZA DO PERDÃO - PARTE FINAL - MUNDIM DO VALE.


O nobre e ilustre poeta e cordelista Mundim do Vale no aconchego da familia.

Luiza fez o que fez
Sem cobrar nem um tostão
E Romeu por sua vez
Ficou livre do caixão
Há se hoje em nossos dias
Tivesse varias Luzias
Com aquela serenidade
Talvez assim a vingança
Se transformasse em bonança
Amor e fraternidade

Luzia foi instrumento
Da sua avó falecida
Surgiu naquele momento
Para salvar uma vida
Aquele ato cristão
Mostrou para o cidadão
Que o ódio não satisfaz
Mostrou que a serenidade
Caminha com a caridade
Na busca da boa ação

Para o coronel Romeu
A mudança foi total
Homem que sempre viveu
Usando a força brutal
Depois do filho sarado
ele ficou educado
Humilde e bem caridoso
Por assim se comportar
Começaram a lhe chamar
De Coronel generoso

Eu era ainda menino
Quando soube da historia
Nesse dia Dom Quintino
Viveu momento de gloria
A banda tocou dobrado
O cruzeiro foi pintado
E o padre fez sermão
O coronel satisfeito
Bateu com a mão no peito
gritando: viva o perdão.

Esse cordel sem engano
Foi feito para educar
Para que o ser humano
Possa um dia perdoar
Jesus que foi torturado
Que morreu crucificado
Foi quem deixou a lição
Feliz é o filho de Deus
Que ensina aos filhos seus
A grandeza do perdão.

Aqui termino essa rima
pedindo ao pai protetor
Que conceda lá de cima
Saúde para o leitor
Peço ao pai pra me guiar
Pra que eu possa rimar
Sem ter ninguém que me cale
O meu verso não faz mal
E para ponto final
Assino: Mundim do vale.