segunda-feira, 9 de novembro de 2009

CABRITOS SEM CRITÉRIOS - Por Mundim do Vale

No ano de 1.971, Antônio Ulisses Costa, de saudosa memória, marcou uma viagem à Fortaleza quando levaria seu avô Dirceu Pimpim para fazer uns exames médicos. Para ter uma companhia com gente da sua idade, convidou esse contador de causos e Alberto Siebra. Nós logo aceitamos, porque de graça a gente pegava até ônibus errado.
A partida foi num sábado de madrugada, quando eu e Alberto entramos na parte traseira do jeep, o coronel Dirceu perguntou ao seu neto:
- Pra onde é que esse menino de Piau vai?
- Esse menino vai mais nós pra ensinar a estrada porque eu não conheço.
- E Oberto irmão de Armicinda vai pra onde?
- Alberto vai para me ajudar a trocar pneu quando furar.
Viajamos pela estrada do algodão, quando passamos do Poço do Mato, Alberto soltou um canarinho que azedou o jeep. O coronel tapou o nariz, olhou para o neto e falou baixinho:
- Cabritos sem critério.
Paramos para o almoço numa pequena pensão na cidade de Quixeramobim, que pertencia a um amigo de José Carvalho. Uma senhora muito distinta nos atendeu e Antônio Ulisses encomendou uma comida sem sal para o avô e uma galinha pé-duro acompanhada de pirão e farofa para nós. Alberto mais Antônio Ulisses comeram tanto que eu já estava com pena da mulher. Já tinha vindo o pegado, os miúdos, farinha e até um cuscuz do dia anterior. Teve uma hora que a mulher na tentativa de acalmar a fome voraz dos dois teve a idéia de oferecer um suco. Olhou para Alberto e falou:
- O Senhor quer um ponche de abacaxi?
- Quero sim senhora.
A mulher trouxe num copo mas Alberto não gostou, olhou para ela e disse:
- Minha Senhora traga um litro.
A mulher assustada falou:
- Vixe Maria!
- Mas é um litro pra cada.
Depois do descanso do almoço seguimos nossa viajem e chegamos em Fortaleza já anoitecendo. Tiramos direto para a Av. dos Expedicionários onde morava Maria Amélia. Lá ficaram Alberto e Antônio e eu fui para o Jardim América deixando logo combinado um passeio na praia no dia seguinte.
No domingo cedinho fomos os três para a praia do Náutico onde tomamos bastante caipirinha. Já com as nossas cabeças quente pegamos um táxi para casa. Mas diz aí quem era o motorista? Eu digo, pois não era um sargento do exército reformado.Vale lembrar que nós estávamos vivendo no miolo da ditadura militar.
Quando nós chegamos no canal da rua Luciano Carneiro, apareceu uma catinga desgraçada de esgoto. Antônio Ulisses que ia no banco da frente de lado do motorista, colocou os dedos no nariz e falou:
- Tu tá peidando Raimundim?
- Não Senhor! Foi Alberto que abriu a boca pra cantar o hino nacional. Mas pra que eu fui dizer aquilo. O motorista deu uma brecada que esquentou o banco do carro. Em seguida foi descendo e começou a gritar: Desce todo mundo! E vocês dois aí estão presos por desrespeito ao hino nacional. Vamos descendo logo cambada de subversivo! Alberto olhou para mim com uma cara triste e disse:
- Tamo lascado Raimundim.
Antônio Ulisses que tinha servido no início da ditadura, tentou negociar usando termos militares e promovendo o sargento a capitão: Meu capitão! O senhor tem toda razão, é dever de todo brasileiro respeitar os símbolos nacionais, eu já fui militar e sei que é assim. Mas o senhor dispense os meninos porque esse baixinho tá leproso, veio aqui para Fortaleza para se internar. E aquele gordinho também tá doente – Fazendo um sinal girando o dedo em torno da orelha – Para o Senhor ter uma idéia, quando ele fica mais aperreado caga nas mãos, bota nos bolsos e fica jogando merda em todo mundo. Num ato de total sincronismo. Alberto simulou que estaria desabotoando as calças. Quando o motorista viu a arrumação ficou colocando Antonio Ulisses na sua frente como se fosse trincheira e foi logo gritando:
- Bem pessoal! Em atenção aqui ao colega de caserna eu vou dispensar vocês. Estão todos liberados. Vão com Deus.
Mundim do Vale.

domingo, 8 de novembro de 2009

EU PREACAVA NA GINELA - Por Mundim do Vale

Essa também aconteceu na cidade de Várzea Alegre, mas por questão de ética, eu troquei o cenário e os personagens, para obedecer ao dito popular que diz:

EM CASA DE ENFORCADO
NUNCA È BOM FALAR EM CORDA

O casal Cornélio e Generosa, comprou dois hectares de terra na área urbana da cidade e construiu uma casa no centro, deixando um bosque de fruteiras circulando a moradia. Na cidade morava Paulo de Sinhá, que era mais conhecido por Alemão. O apelido ele ganhou porque além de falar muito enrolado, ele era alto e vermelho, assim como os filhos de Dona Clara. Alemão era do tipo mineiro, falava pouco e escutava muito. Se fazia até de doido para não entrar na fila de receber o leite que o padre distribuía para os pobres.
Cornélio mais Generosa com pena de alemão que não tinha onde morar, doaram um pedaço do terreno onde ele construiu uma casa de taipa pouco maior do que uma de botão. Assim que Alemão ocupou o barraco começou a surgir uma conversa de que ele tinha um caso com Generosa. Como Cornélio viajava muito para vender legumes na feira de Ico, o assunto começou a ganhar um certo interesse popular.
Na usina Diniz, onde Alemão trabalhava, quando os colegas falavam no assunto ele negava categoricamente:
- Alemão! É verdade qui tu tá se fornecendo na casa de Seu Cornélio?
- Qui é isso ome? Eu nunca cruzei meus pé na porta de Dona Generosa.
Outro amigo perguntava:
-Ei Alemão! É divera qui Dona Generosa tá sendo muito Generosa cum tu? - Magina se eu tinha corage! Dona Generosa é uma muié prendada, ela lá ia querer chafurdo cum um casca grossa qui nem eu.
Outro companheiro;
Num negue não alemão. Tu anda mermo, ou num anda cum iscandelo pru lado daquela muié? Todo mundo já sabe qui tu anda acunhando ela. - Eu mermo nunca pisei meus pé na calçada dela. Alemão negava, negava e negava.
Conversando num salão de fazer unhas uma vez, Generosa disse que adorava bolo ligado e Crush. Por coincidência ou não, toda noite Alemão passava com um pedaço de bolo e um Crush, com essa nova descoberta a fofoca ficou de boca em boca. Logo em seguida a essa fofoca, Rosa de Tuca que trabalhava na casa do casal, chegou com uma conversa na lavanderia coletiva que assanhou mais a especulação. Conversando com Rita de Borrego ela disse: Tu acha muié? Lá im casa ninguém fuma e já é a segunda vez qui eu acho uma ponta de cigarro globo, bem dibaxo da ginela qui dá pru quarto da patroa, será qui a patroa anda pondo no mato? - Neguinha cum certeza ela tá. Pruque tu num precura saber quem é o galo qui anda ciscando lá no terreiro? - Eu não vigia! O ome qui eu vejo lá é só Seu Cornélio.
Depois desse papo da lavanderia o boato espalhou-se mais do que bolinha de termômetro em piso de cerâmica. Os colegas de Alemão cada vez mais amparados com os boatos, não paravam com as perguntas tendenciosas: -E aí Alemão. Tu tá ou num tá quebrando o jijum cum Generosa? -Já tá bom de acabar cum isso! Eu sempre arrespeitei Dona Generosa. Eu já dixe num sei quantas vez, eu nunca cruzei meus pé na porta dela.
Outro colega disse: Num adianta mais tu negar não Alemão. Ela merma já se descuidou e dixa lá no açougue. Diga logo, tu abaicou ou num abaicou. - Eu num já dixe. Eu nunca butei os pé na porta dela. - E Cuma era qui tu fazia prumode moíá o biscoito? Alemão sem mais nenhum contra-argumento resolveu abrir o jogo:
- EU PREACAVA NA GINELA.

Mundim do Vale

Ernesto - Feliz aniversário.

Todas as grandes transformações dependem da fé e da esperança que trazemos no coração. Deus deposita em nós confiança total para alcançarmos nossos ideais e sonhos e a felicidade, meu filho, não é formula que podemos dar aos outros.
Cada um de nós deve buscar os caminhos que nos levarão a diante, para o poder maior. Filho, olhe para o mundo na certeza de que conquistarás o seu espaço merecido.
Tentamos buscar palavras para definir este tão grandioso sentimento de amor e alegria pela sua existência, que nos inunda em pensamentos generosos para que sua vida seja repleta de grandes acontecimentos e ótimas surpresas.
Que neste dia toda bondade, paz e serenidade continuem a fazer parte de sua vida tão importante para nós.
Parabens
Seus pais Morais e Nair.

sábado, 7 de novembro de 2009

Aos amigos do Blog do Sanharol - Por Giovani Costa


Prezados amigos:

Foi com emoção e alegria que vi uma colaboração minha publicada no Blog do Sanharol. Gostei da participação do editor já que tem mais jeito para contar os causos. Fique a vontade para publicar como quiser, resumindo, fazendo os devidos ajustes etc. Sempre que puder, continuarei colaborando.

Um forte abraço do seu primo

Giovani Costa.

Comentário do Blog:

Giovani.

O Blog do Sanharol estará completando o seu primeiro ano no final de Janeiro de 2010. Farei um editorial justificando a sua criação e razão do nome Sanharol, momento em que farei um apelo aos descendentes do Jose Raimundo Duarte, o Jose Raimundo do Sanharol, para que façam uma corrente, passando o endereço de um para o outro, porque somos a maior parcela na população da terra do arroz, terra de papai Raimundo. Portanto, você como descendente do Jose Raimundo Duarte comece a passar a diante o endereço para que possamos dotar o Blog de informações importante de nossa cultura, nossos costumes e nossa historia.

Abraços.

A. Morais

CABRAS DA FOME - Por Mundim do Vale

Seu moço preste atenção
Na nosa cunveça triste
Vamo saí do sertão
Pruque nóis num arrisiste.
Mais num é pur malandrage
É pruque essa istiage
Foi pió do qui castigo,
Queimô o nosso roçado,
Mato tombém nosso gado
E fez nóis virá mendigo.

O sertão tá um supriço
O sufrimento é profundo
Tem as frente de serviço
Mais num dá pra todo mundo.
Nóis tamo cuma indigente
Feito subêjo de gente
Pidindo cuma irmoléu.
Só pode sê omissão,
Do gunverno da nação
Ou um castigo do céu.

È mardade alguém dizê
Qui nóis fáis agitação
Num tem quem possa vivê
Sem um pedaço de pão.
A fome num maica a ora
Quando ela chega apavora
E o jeito é nóis se virá.
Ir atráis adonde tem,
Sem isperá pru ninguém
Mode pudê iscapá.

Se o gunverno quisesse
Pudia ajudá a nóis
Só bastava qui fizesse
Um bucado de Oróis.
Nóis num ia pricisá
De saí desse lugá
Mode aumentá as favela.
A gente vortava a vê,
Os alimento frevê
De novo im nossas panela.

Essa vida de carença
Deixa nóis munto avexado
Já perdemo a paciença
Pruque num somo alejado.
A situação tem pressa
Mais num passa de premessa
Já perdemo inté a fé.
Nóis tamo levando a vida
Qui nem na triste partida
Do poeta do Assaré.

O povo da capitá
Tão fazendo doação
Mais custa munto a chegá
Nesse sufrido sertão.
Passa dia e mais dia
E essa burocracia
Já fez nóis mudá de nome.
Cum a seca do Nordeste
Im vez de “ Cabras da peste “
Viramo “ CABRAS DA FOME.

Mundim doVale

Não faça isso Isabel - Por Giovani Costa.

Certa vez a esposa de Joaquim Fiuza do Chico andava desconfiada das travessuras do marido e lhe fez uma advertência séria, lhe deu uma prensa: Olha, Joaquim, eu estou muito desconfiada que você anda me traindo, mas eu te digo uma coisa, se eu descobrir com quem é, eu mato essa rapariga.
Joaquim Fiúza coçou o cangote, olhou pro céu, assanhou as sombrancelhas e respondeu:
Isabel, Isabel, não faça isso, se tu matar, quem é que vai lavar a nossa roupa?

Giovani Costa

Matuto e Jorge da Lua - por Glória Pinheiro


O que me chamou a atenção no poeta Xico Bizerra foi sua bendita herança de dois grandes nomes que não mais estão entre nós, consagrados em todo Brasil.
Luiz Gonzaga e Patativa do Assaré lá de cima têm colaborado muito com o poeta de hoje. Por certo, falaram: "Xico, coloca um pouco de romantismo nas músicas!" Xico entendeu, obedeceu e respondeu: "Fiquem tranquilos!!!"

Abaixo, as letras de dois baiões:

MATUTO (Xico Bizerra)

Matuto eu conheço pelo ajeitado do chapéu
Matuto eu conheço pelo carregar do matulão
Matuto eu conheço pelo olho que olha pro céu
Matuto eu conheço pela pisada do pé no chão


Pela fé que tem em Nosso Senhor
Pela paz bem guardada no seu coração
Pela crença incontida que tem no amor
Pelo jeito tão sincero de apertar a mão


Todo dinheiro vale menos que o fio do seu bigode
Ele fala 'pro mode' mas sabe mais do que qualquer doutor
No terreiro do seu peito tem fartura de felicidade
Plantação de amizade, colheitas de amor


Matuto eu conheço pelo caminho que estradou
Matuto eu conheço quando escuta um baião
Matuto eu conheço quando canta o fogo-pagou
Matuto eu conheço pelo amor que tem pelo sertão


Pelo ombro largo sempre a amparar
Pela mesa que sempre cabe mais um
Pela coragem grande que tem para lutar
Pelo braço forte sem medo nenhum


JORGE DA LUA (Maria Dapaz e Xico Bizerra)

Jorge Guerreiro, desapeie do seu jumento
Que o dragão é sonolento, 'tá' roncando, já dormiu
'Tás' tão distante, habitante dessa lua
E eu sozinho aqui na rua não sei porque tu sumiu
A lua é cheia, mas 'tô' cheio dessa lua
Quero uma 'maozinha' tua
Pra encontrar um grande amor
Venha avexado, dê um pulo aqui embaixo
Mostre que é cabra macho,
E acabe com a minha dor


Já falei com Santo Antônio, não teve jeito
Até hoje o meu peito 'tá' vazio sem ninguém
Minha esperança é contar com tua ajuda
Por favor, venha, me acuda, eu só quero ter um bem
É ligeirinho, depois tu volta pro céu
Sem fazer muito escacéu
Pro dragão não se acordar
E se 'amunta' de novo no teu jumento
No dia do casamento eu te convido pra voltar...
(Tu vem me apadrinhar...)


Para quem tiver interesse e quiser apreciar o poeta e a boa música, indico o site http://www.forroboxote.mus.br/
Explorem o site e não esqueçam de ligar o som.


Glória Pinheiro

LÁ IM NÓIS TEM CUM FARTURA - Por Mundim do Vale

Meu nome é Mundim do Vale
Do vale da agricutura,
Criado no pé de serra
Cum feijão e rapadura.
Das coisa qui pobe come,
Qui dá sustança pru ome
LÁ IM NÓIS TEM CUM FARTURA.

No sertão nóis tem batata
Qui serve Cuma mistura
Se ficá cum bucho inchado
O chá de macela cura.
Prumode quebrá jijum,
Macaxêra e jirimum
LÁ IM NÓIS TEM CUM FARTURA.

Lá tombém a gente escapa
Cum a galinha pedura
Come cabeça de bode
Adispois come a fussura.
Nóis come qualhada e quêjo,
Qui coisa de sertanejo
LÁ IM NÓIS TEM CUM FARTURA.

No tempo das inleição
Matuto sai da penura
Faz uma troca de voto
Pur um pá de dentadura.
Num é negoço bem feito.
Mais pulítico desse jeito
LÁ IM NÓIS TEM CUM FARTURA.

Quando um fí vem de Sumpalo
Traz de lá ôta cutura
Vem cum brinco na urêa
E um celulá na cintura.
Fala qui tá dominado,
Pruque matuto abestado
LÁ IM NÓIS TEM CUM FARTURA.

Prá nossos fí istudá
É qui a vida fica dura
A gente vai precurá
Iscola da prefeitura.
Mais vira uma paiaçada,
Pruque iscola feixada
LÁ IM NÓIS TEM CUM FARTURA.

Quando lá num ái inverno
Nóis ramo pra prefeitura
Mais chega lá nóis incronta
O dotô cum a cara dura.
Nóis vorta bem caladim,
Pruque tombém coisa rim
LÁ IM NÓIS TEM CUM FARTURA.

Quando um de nóis adoece
Vai pra rua atráis da cura
Mais quando chega no posto
O infermêro num atura.
Nóis vorta cum paciença,
Pruque misera e doença
LÁ IM NÓIS TEM CUM FARTURA.
Mundim do Vale

Princesa Isabel - 1846 - 1921.

Princesa Imperial do Brasil, Isabel nasceu no Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, em 29 de julho de 1846, como segunda filha dos Imperadores do Brasil – Dom Pedro II e Dona Tereza Cristina Maria. Com a morte precoce do primogênito do casal, Dom Afonso, Isabel tornou-se a sucessora direta do pai. Casou-se com Gaston de Orleans, conde d’Eu, e com ele teve três filhos.
Princesa Isabel regeu o Império do Brasil por três vezes distintas e, durante os períodos de sua regência, leis importantes que mudariam a história brasileira entraram em vigor. Sem dúvida essas leis são reflexo do posicionamento abolicionista da princesa. Neste caminho, apoiou jovens políticos e artistas, ainda que muitos deles fossem ligados ao movimento republicano. Financiava alforrias com seu próprio dinheiro e apoiava a comunidade do Leblon, que cultivava camélias brancas, símbolo do abolicionismo, chegando mesmo a enfeitar os cabelos com a flor em eventos da corte imperial.
Copo de leite - símbolo do abolicionismo.
Umas das leis sancionadas pela princesa de mais impacto na sociedade da época, foi a lei 2.040, de 28 de Setembro de 1871, conhecida como Lei do Ventre Livre, que estabelecia, entre outras coisas, que os escravos poderiam acumular pecúlio, transmitir heranças e que as crianças nascidas de mães escravas seriam, a partir de então, livres. Esta lei acabaria com a escravidão no Brasil, mas a um longo prazo, até que toda a geração dos escravos vivos tivesse fim.
Deve-se perceber que a abolição da escravidão foi uma decisão intensamente discutida pelo governo imperial e pelos produtores agrícolas. Temia-se a desestruturação do trabalho agrícola, principalmente da produção cafeeira, por isso a Lei do Ventre Livre era importante, pois a escravidão acabaria gradualmente, de forma que o escravo fosse progressivamente substituído pelo trabalhador livre. O próprio Imperador Pedro II considerava-se um abolicionista, a escravidão brasileira era uma mácula que envergonhava o país internacionalmente. Apesar disso, o problema da escravidão jamais foi encarado seriamente, de forma a oferecer alternativas concretas para o trabalho escravo. O resultado prático desse dilema se deu de forma abrupta.
Ao assumir pela terceira vez a Regência, a Princesa Isabel assinou em 13 de maio de 1888 a Lei Áurea, que abolia definitivamente qualquer forma de escravidão nas terras do império brasileiro. Por conta de seu gesto, em 28 de Setembro do mesmo ano o Papa Leão XIII remeteu à princesa a comenda da Rosa de Ouro. Foi também por esta lei que a sucessora de d. Pedro II ficou conhecida como “A Redentora”. O fato é que apesar de tantos debates, a abolição foi assinada sem qualquer proposta que solucionasse a questão do trabalho agrícola. Os fazendeiros não foram indenizados, os libertos não foram fixados ao campo nem se pensou em alternativas para sua inclusão social. As plantações se perderam e a indústria cafeicultora, esteio do Império, quebrou. Antigos senhores abastados foram a miséria e a população liberta vagava pelas estradas e cidades, sem trabalho nem moradia fixa.
A estrutura política imperial, já abalada por outras crises, não resistiria a perda de uma de suas principais bases de apoio. Além disso, o Imperador encontrava-se velho e doente, e diversos grupos políticos temiam a ascensão de Isabel como imperadora. A resistência à ela devia-se muito as suas posições políticas, seu clericalismo exacerbado, que defendia a ligação entre Igreja e Estado, mas também a possibilidade do Brasil vir a ser governado por um estrangeiro, o francês conde d’Eu. O resultado disso, foi que no ano seguinte, proclamou-se a República e toda a família Imperial foi banida das terras brasileiras, seguindo, assim, para o exílio. Com a morte de Dom Pedro II em Paris, aqueles que continuavam defendendo a monarquia passaram a chamá-la de Imperatriz do Brasil Dona Isabel I.
Camélia Branca - símbolo do abolicionismo.
Apesar da condição de exilada, Dona Isabel teve uma velhice tranqüila na Normandia, no castelo da família de seu marido, cercada de seus familiares. Ainda em vida teve a felicidade de saber que a lei do banimento da Família Imperial do Brasil havia sido revogada pelo presidente Epitácio Pessoa.
Com a saúde fragilizada e abalada pela morte de dois de seus filhos em 1918 e 1920, a Princesa Isabel morreu em 14 de Novembro de 1921 e foi enterrada em cemitério local. Em 1953 seus restos mortais foram transferidos para o Rio de Janeiro e, em 1971, para o Mausoléu Imperial na Catedral de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, onde se encontram até hoje.

Postado por A. Morais

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O DITO PELO NÃO DITO - Por Mundim do Vale


No sítio Lagoa dos Órfãos, no município de Várzea Alegre Expedito Xavier ( Ditoso ) tinha uma propriedade que extremava com um terreno do Sr. Nonato Rolim, que era administrado por Expedito Cupira, pessoa da extrema confiança do proprietário. Os dois Expeditos viviam em constantes conflitos, em virtude da invasão de animais de uma propriedade para outra.
Certa vez os dois quase se mataram, não tendo acontecido o pior, graças a rápida intervenção do Sr. Jocel Batista. Depois daquele acontecido o promotor mandou chamar os dois no cartório para tentar uma conciliação. No dia marcado Expedito & Expedito, compareceram. O promotor mandou que os dois entrassem, eles entraram, tiraram os chapéus e deram bom dia tudo ao mesmo tempo, como se fosse uma peça de teatro bem ensaiada.
O promotor perguntou :- Quem é o Sr. Expedito? Os dois responderam igual: É eu seu doutor! A autoridade ignorando a coincidência falou: Meus senhores nós não estamos aqui para brincadeiras. O assunto é sério. Mais é divera doutor eu sou Expedito Xavier e essa coisa qui vei mais eu, é Expedito Cupira primo carnal do cão.
O conciliador fez sinal para que Ditoso se acalmasse e pediu que cada um falasse, sem que o outro interrompesse. Terminada a história de cada um, o promotor falou que só havia um meio de resolver a questão. Era fazer uma cerca na extrema dos terrenos e dividir as despesas para os dois. Os dois responderam ao mesmo tempo: Mais nós num pode fazer a ceica doutor: Então tem uma solução mas é meio complicada: E qualo é? – Vocês pastoram os animais de dia e de noite, porém se houver a invasão e o animal for abatido ninguém será responsabilizado perante a lei tá certo assim? – Tá doutor. Responderam os dois.
Tudo ia muito bem até o dia que Expedito Cupira amarrou uma das suas cabritas num tronco de angico e ficou escondido. Quando a cabrita começou a berrar, correu um bode do terreno de Ditoso e cobriu a cabrita. Cupira chegou com um cacete de jucá deu uma cacetada que o bode caiu sem nem berrar.
Ditoso soube da ocorrência contada pelo seu pastorador foi direto dizer ao promotor que Cupira tinha matado o bode da sua filha caçula. O promotor mandou chamar Cupira e foi logo perguntando: Seu Cupira porque o senhor atraiu o bode da filha do Senhor Ditoso para a propriedade do seu patrão e o matou? – Foi assim seu Doutor: Eu cheguei lá no terreno do patrão e ele tava inriba da cabrita da minha afiada fazendo escandelo, eu mandei ele disapiar e ele num quis. Aí eu dei só um cocorote nele. Ele num salevantou mais aí eu tirei o couro e levei a carne pra casa. Qui era prumode num ajuntar arubu no terreno do patrão. O promotor fez que acreditou e dispensou Cupira. Quando Ditoso soube de que nada tinha acontecido com Cupira, foi tratando de desenvolver uma vingança. Foi na bodega de Zé Augusto, comprou uma corda de vinte metros e levou pra casa.
No dia seguinte foi até a divisa do terreno fez um laço na ponta da corda e ficou na espreita. De repente passava um novía de porca no terreno do patrão de Cupira, ele laçou, arrastou para o seu terreno e deu logo um golpe de machado na cabeça.
Cupira quando soube foi correndo dizer ao promotor:- Doutor. O condenado do Ditoso qui divia de ser Tinhoso, matou a porca de mãe. – Talvez tenha sido para vingar o bode da filha dele: É mais num pode ficar assim não. O Doutor ía achar bom se um cabra matasse a porca da sua mãe?
Para tentar evitar mais questão o conciliador mandou chamar Ditoso e perguntou: Seu Ditoso. Porque o senhor abateu a porca da mãe do Sr. Cupira? Foi assim doutor. Eu tava no aceiro do meu terreno trenando cum minha corda nova de laçar, de repente a porca passou e botou a cabeça no laço. Aí Cuma eu num quiria perder minha corda. Eu arrastei e ela vei dento. Ai eu dei um cascudo nela cum o machado. Mais ou bicha frouxa da gota serena só era aquela porca da mãe de Cupira. E tem mais uma. A bicha era tão miúda que quem comeu foi meus minino. Eu só comi o rabo dela.
ENTÃO FICA O DITO PELO NÃO DITO.


Mundim do Vale

DOS ANAIS DA HISTÓRIA PARA VOCÊ - Por: Vicente Almeida


O HINO NACIONAL BRASILEIRO - SUA HISTÓRIA
Musica: Francisco Manoel da Silva (1795-1865)
Letra definitiva: Joaquim Osório Duque Estrada (1870-1927)

O texto a seguir, é uma homenagem aos mestres e alunos das escolas públicas e particulares dos tempos passados, quando havia respeito e amor à Pátria.

Durante muitos anos, alunos e professores cantavam o Hino nacional, no início e no final da aula, bem como; em datas comemorativas, sem, contudo, se dar ao trabalho de verificar suas origens.

A grande maioria não compreendia o significado de suas estrofes. Essa informação, não era ensinada ou divulgada. Tudo que sabíamos, era uma breve referencia aos autores da musica e da letra. Entretanto, o Hino Nacional Brasileiro é um dos símbolos nacionais que mais mexeu com a juventude durante os anos dourados.

Mas, vamos à história:

Inicialmente não era hino, mas, uma marchinha patriótica composta em 1822, pelo musico carioca Francisco Manoel da Silva, ao calor das agitações populares em um dos momentos mais dramáticos da nossa transição. Exprimia então a independência e a liberdade.

A marcha destinava-se a saudar nossa emancipação política, mas ganhou força, e se transformou em um grito de rebeldia da Pátria livre contra a tutela portuguesa, e foi adotada como um hino pela população.

Foi cantado pela primeira vez, em 13 de Abril de 1831, no cais do Largo do Paço, hoje Praça 15 de Novembro, no Rio de Janeiro, em meio à grande empolgação popular, por ocasião da partida forçada de D. Pedro I, quando abdicou o trono em favor do seu filho D. Pedro II.

Para aquela ocasião, o maestro refez a letra e o hino passou a expressar a alegria do povo, de extinguir definitivamente os laços que ainda existiam entre Brasil e Portugal. D. Pedro I foi o primeiro Imperador do Brasil de 1822 a 1831, mas não era brasileiro. E durante o seu reinado, por sete, dias em 1826, foi também o 28º rei de Portugal.

O Hino Nacional mudava conforme a ocasião. Em 1840, na coroação de D. Pedro II, foi mais uma vez cantado com nova letra, agora enaltecendo a esperança dos brasileiros ao verem a Pátria unida e livre das guerras entre irmãos e governada por um Imperador nascido no Brasil.

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Com a Proclamação da República em 15 de Novembro de 1889, o Hino Nacional foi abolido. Tentaram adotar o Hino da Proclamação da República, de Leopoldo Américo Miguez, vencedor de um concurso, mas, não logrou êxito.

Como a composição de Francisco Manoel da Silva já era conhecida há mais de 60 anos, ainda que sem letra definida, mas com arrebatadora e heróica melodia, o Marechal Deodoro da Fonseca, através do Decreto 171, de 20 de Janeiro de 1890, manteve como Hino Nacional Brasileiro.

Durante quase 100 anos o Hino foi executado sem ter, oficialmente, uma letra. As muitas tentativas de acrescentar um texto a musica não vingaram. Os versos eram carregados de ressentimentos, insultavam os portugueses, ou pecavam pela bajulação ao soberano reinante.

Em 1906, Coelho Neto, da Tribuna da Câmara dos Deputados, propôs que fosse composta uma letra a altura da melodia do Hino Nacional Brasileiro. Entre as inúmeras apresentadas, recebeu aprovação, a de Joaquim Osório Duque Estrada já em 1909. Era um poema métrico, em versos decassílabos que se ajustavam com perfeição à melodia existente.

Foi em um momento de grande inspiração que: tomado por incomum sentimento de amor a Pátria, Osório elaborou o mais belo poema, narrando às maravilhas das terras brasileiras, sua situação geográfica, suas conquistas e todo o sentimento do seu povo. E esse poema foi transformado no belo Hino que temos hoje. É riquíssimo e reflete os momentos mais importantes da nossa história.

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Os alunos e professores, até meados da década de sessenta, certamente lembram com saudades do seu período escolar no que se refere ao Hino Nacional, cantado e exaltado no início e no final da aula, bem como em datas comemorativas. Tudo conforme estabelecia a Lei 259 de 01/10/1936 – ao final.

Para os leitores do Blog, gostaria de apresentar uma idéia, escrita nos anais da história, de como Joaquim Osório elaborou um contexto dos acontecimentos, para daí tirar o mais belo poema que veio a ser o Hino Nacional Brasileiro. Veja a seguir cada estrofe com texto explicativo.
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LETRA DO HINO NACIONAL BRASILEIRO

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas,
De um povo heróico, o brado retumbante,
E o sol da liberdade em raios fúlgidos,
Brilhou no Céu da Pátria nesse instante.

A estrofe quer dizer que:
As margens plácidas do Riacho Ipiranga,
Ouviram um brado impetuoso, forte, de um povo heróico, proclamando a independência.
Em raios fúlgidos: resplandecentes no céu da Pátria.
E, nesse instante, o sol da liberdade brilhou: a alegria dominou a todos.


Se o penhor desta igualdade,
Conseguimos conquistar com braços fortes,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte.

A estrofe quer dizer que:
O penhor: o compromisso assumido, a garantia desta igualdade,
Se conseguimos conquistar com braço forte.
Em teu seio, ó liberdade, o nosso peito desafia a própria morte.


BRASIL, um sonho intenso, um raio vívido,
De amor e de esperança à terra desce.
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

A estrofe quer dizer que:
BRASIL: um sonho intenso, um raio vívido, ardente de amor e de esperança desce a terra.
Se em teu formoso céu, risonho e límpido: limpo, claro,
A imagem do Cruzeiro: Constelação austral, característica do nosso hemisfério, resplandece.


Gigante pela própria natureza,
És belo, És forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu Brasil
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo, és mãe gentil
Pátria amada,
Brasil.

A estrofe quer dizer que:
O Brasil é gigante pela própria natureza (Deus assim o quis), desde sempre, colossal: de enormes dimensões.
És, belo, és forte, és impávido: destemido, ousado, intrépido.
E essa grandeza espelha o teu futuro.
Entre outras mil, és tu terra adorada,
Brasil, ó Pátria amada,
És mãe gentil dos filhos deste solo!
Brasil, Pátria amada.

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo.

A estrofe quer dizer que:
Deitado eternamente em berço esplêndido: adormecido, deslumbrante, cheio de riquezas.
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras: cintilas, ó Brasil. Florão: preciosidade da América, iluminado ao sol do novo mondo!


Do que a terra mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores,
“Nossos bosques, têm mais vida”,
“Nossa vida em teu seio, mais amores”.

A estrofe quer dizer que:
Teus risonhos e lindos campos têm mais flores do que a terra mais garrida: mais alegre, faceira.
No teu seio, nossos bosques têm mais vida, e nossa vida tem mais amores.
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!


Brasil de amor eterno seja símbolo,
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro desta flâmula,
Paz no futuro e glória no passado.

A estrofe quer dizer que:
Brasil seja símbolo de amor eterno.
Brasil, o lábaro estrelado: a bandeira com as estrelas.
Que ostentas: exibes com orgulho.
E o verde-louro desta flâmula: Verde (as matas), Louro=amarelo (o ouro) desta bandeira.
Diga: Paz no futuro e glória no passado.

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme quem te adora a própria morte.

Terra Adorada,
Entre outras mil,
Ès tu Brasil
Ó Pátria Amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

A estrofe quer dizer que:
Mas, se ergues da justiça a clava forte: Arma pesada da justiça.
Verás que um filho teu não é covarde.
Verás que quem te adora, não teme a própria morte.
Brasil, ó Pátria amada.
És tu, terra adorada entre outras.
Brasil, Pátria amada,
És mãe dos filhos deste solo.


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O Hino Nacional Brasileiro foi oficializado somente na Presidência de Epitácio Pessoa, através do Decreto 15671, de 06 de Setembro de 1.922, ou seja; um dia antes de completar um século.

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Lei 259, de 1 de Outubro de 1936.
Torna obrigatório, em todo o país, nos estabelecimentos de ensino e associações de fins educativos, o canto do Hino Nacional.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL – Faço saber que o poder legislativo decreta e eu sanciono a seguinte lei:

Art. 1º - Fica obrigatório, em todo o país, nos estabelecimentos de ensino, mantidos ou não pelos poderes públicos, e nas associações de fins educativos e outros, constantes desta lei, o canto do Hino nacional, de Francisco Manoel da Silva, com a letra de Joaquim Osório Duque Estrada, oficializado pelo Decreto nº 15671 de 6 de Setembro de 1922, do governo da República;

Parágrafo único – A obrigatoriedade, estabelecida neste artigo, refere-se aos estabelecimentos de ensino primário, normal secundário e técnico-profissional e às associações desportivas, de radiodifusão e outras de finalidade educativas;

Art. 2º - Ficam adaptadas, para a execução do Hino nacional, de Francisco Manoel da Silva, a orquestração de Leopoldo Miguez e a instrumentação, para bandas, do 2º tenente Antonio Pinto Junior, do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, no tom original: de si-bemol; E para canto, em fá, trabalho de Alberto Nepomuceno;

Art. 3º - A instituição que, previamente intimada, deixar de cumprir as determinações desta lei, terá proibido o seu funcionamento pela autoridade competente;

Art. 4º - Esta lei entrará em vigor na data da sua publicação;

Art. 5º - Revogam-se as disposições em contrário.
Rio de Janeiro 1 de Outubro de 1936 – 115º ano da Independência e 48º da República.

GETULIO VARGAS – Gustavo Campanema – Artur de Souza Costa – Vicente Ráo – Joaquim Lecínio de Souza Almeida – José Carlos de Macedo Soares – João Gomes – Henrique A. Guilhem – Agamenon Magalhães.

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13 de Abril é o dia do Hino Nacional Brasileiro.


06/11/2009 - Vicente Almeida

Caetano Veloso chama Lula de analfabeto, cafona e grosseiro



(Fonte: O Estado de S.Paulo)
Como sempre faz nas entrevistas, o cantor e compositor baiano Caetano Veloso não teve meias-palavras e soltou o verbo. Desta vez, falando para o jornal O Estado de S. Paulo, ele fez declarações polêmicas relacionadas ao presidente Lula, a quem chamou de analfabeto, cafona e grosseiro.
O santo- amarense, que toca na capital paulista hoje (6), amanhã (7) e domingo (8), afirmou que votará na ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, nas próximas eleições presidenciais. “Pode botar aí. Não posso deixar de votar nela. É por demais forte, simbolicamente, para eu não me abalar. Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo”, afirmou. E foi além: “Ela (Marina) é meio preta, é uma cabocla, é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula que não sabe falar, é cafona falando e grosseiro. Ela fala bem”.

Caetano também comentou sobre a situação atual do país, citando uma matéria publicada no jornal americano The NewYork Times. “Sempre achei que o Brasil é um país com destino de grandeza e uma originalidade fatal”, disse. O cantor e compositor também revelou que não tem celular e que se considera parcimonioso com relação à tecnologia, mas que gosta muito de trocar mensagens em e-mails.

"Balaio de Amor" - Por Glória Pinheiro

Várzea Alegre, Crato, Fortaleza, Recife e a Paraíba estão de parabéns. Elba Ramalho ganhou o Grammy Latinoamericano como o Melhor Álbum de Música de Raízes Brasileiras - Regional. Seu último CD "Balaio de Amor", reúne xotes e baiões, consagrados e inéditos.
Já comprei meu CD que está impecável com: músicas, letras, arranjo, voz, etc. O CD contém duas músicas do compositor Xico Bizerra - "Se Tu Quiser" e "Oferendar". Acredito que o título do CD teve origem de um verso de "Oferendar".
Xico Bizerra tem raiz familiar em Várzea Alegre, nasceu no Crato, se criou em Fortaleza e é radicado em Recife. Atualmente, aposentado do Banco Central, mantém dois programas semanal na Rádio Folha de Pernambuco.
Sou fã de carteirinha de Xico Bizerra, pessoa muito simples e ótimo compositor. Parabéns Xico e Dulce, vocês merecem colher excelentes frutos.
Glória Pinheiro.