
domingo, 7 de março de 2010
Marina Silva - Por Alfredo Junqueira

sexta-feira, 5 de março de 2010
A SENTENÇA DE SÃO BRAZ - Por Mundim do Vale
Um grupo de católicos se dirigiu a casa paroquial para falar com o novo vigário, a fim de que ele tomasse uma providência para dar um fim no santo intrometido e que providenciasse imediatamente um verdadeiro São Raimundo.
O líder do grupo chegou para o vigário falando:
- Seu vigário. Esse tal de São Braz enganou a nossa boa fé, furtou as nossas orações, fez pouco das nossas promessas e ainda surrupiou as nossas esmolas. Vai ser preciso dar um corretivo nele e botar um São Raimundo no lugar.
O vigário muito sereno respondeu:
- Calma meu filho! Eu vou providenciar o verdadeiro padroeiro e transferir as orações de vocês junto com o Senhor bispo no dia da benção. Mas São Braz pode ficar, porque numa igreja pode ter vários santos.
Os fiéis saíram sem gostar nem um pouco da proposta do novo vigário e foram logo tratando de desenvolver uma maneira de resgatar o santo impostor para castigá-lo.
No dia da chegada do padroeiro verdadeiro, a cidade fez uma festa, e como havia sido combinado, o bispo do Crato veio para benzer a imagem. O Senhor bispo estava preparando o cerimonial, quando chegou o grupo de revoltosos e pediu para falar com ele, O bispo mandou que entrasse e o líder foi logo beijando a mão dele e dizendo:
- Senhor bispo. Nós estamos aqui em comissão para pedir ao Senhor que deixe nós levar esse santo que tava no lugar do nosso, para botar na capela do Socorro, que não tem nenhum. O bispo concordou sem saber a intenção daqueles justiceiros. Eles saíram todos à cavalos de frente da igreja, já levando o santo impostor na lua da cela.
Quando chegaram no sítio Brejo, julgaram e condenaram sumariamente o pobre santo a pena de morte por apedrejamento, pelo crime de falsidade ideológica. Quebraram o condenado em mais de vinte pedaços e jogaram no açude.
Depois do CUMPRA-SE, um dos executores olhou para as borbulhas na água e disse:
- Tu tá vendo Braz? Isso daí é pra tu nunca mais querer passar Raimundão pra trás.
Mundim do Vale
Desafio - Antonio Alves de Morais
Dando continuidade a divulgação e registro de nossa memória, trago-lhes mais um personagem muito conhecido dos várzealegrenses. Este homem animou os fins de semana de nossa terra. Com sua concertina fez historia. Grande tocador, simples, humilde, animava desde carrosséis, parques de diversões a grandes festas nos sítios e zonas da alegria. Marcou seu nome na historia de Várzea-Alegre. Merece nosso reconhecimento. Vamos lá, diga seu nome! Em sua homenagem veja o video de Ze Calixto tocando Escadaria. Foto do arquivo de Israel Batista.ADEUS, QUERIDA MESTRA!
Sem dúvida uma grande perda para a educação do Crato e da região.
Adeus, querida mestra Sarah !
Nardoni e Jatobá

O advogado argumentava que a retirada da acusação era uma questão técnica. - O casal não poderia ser acusado formalmente de fraude processual porque na época não havia um processo em andamento. A fraude processual só ocorre quando há um processo em andamento. Por isso, entrei com o pedido para que a acusação seja retirada. Será um júri complicado, com tempo pequeno para a defesa, por isso não gostaria de perder tempo com essa questão - justifica o advogado.
O casal foi acusado de ter limpado com uma fralda manchas de sangue da parede do apartamento de onde a menina foi jogada, alterando a cena do crime. O advogado negou que o objetivo dele fosse adiar o júri.
O Superior Tribunal de Justiça já havia negado em dezembro o mesmo pedido. Na época, o argumento utilizado pelo advogado no recurso que foi o de que a Constituição Federal assegura que ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo. Por isso, na avaliação de Podval, o casal não poderia ter a acusação de fraude processual acrescentada à de homicídio.
O relator do processo no STJ, ministro Napoleão Nunes Maia Filho, confirmou o direito constitucional que garante à pessoa não se autoincriminar, mas "não abrange a possibilidade de os acusados alterarem a cena do crime, levando peritos e policiais a cometerem erro de avaliação".
A menina Isabella morreu ao ser jogada do sexto andar do prédio onde moravam os acusados na zona norte de São Paulo. Para a promotoria, a madrasta tentou esganá-la e o pai a jogou do sexto andar do apartamento pela janela. O casal, que está preso em cadeias no interior de São Paulo, alega inocência. Eles sustentam a tese de que uma terceira pessoa jogou a menina do prédio.
Os dois serão julgados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima, visando garantir impunidade de delito anteriormente praticado) e fraude processual (limpar a cena do crime antes da chegada da polícia).
De mensalão em mensalão - Antonio Alves de Morais.
Os mensalões do PT, inspirado e idealizado pelo mensalão do PSDB e seguido pelo mensalão do DEM, tiveram um raio de ação e envolvimento que atingiu partidos de uma ponta a outra. De direita à esquerda. Não há exclusividade. Os de um lado justificam apaixonadamente os descasos seus, enquanto os do outro usam os mesmos argumentos e assim a compra de apoios pelo poder passa a ser uma pratica, que os bajuladores chamam de governabilidade, base aliada ou alianças com os fariseus.
“É fácil falar que devemos acabar com essa onda de corrupção através do voto. Mas como fazer isso se não há candidatos honestos e o voto nulo não tem qualquer peso em nossas eleições”?
A justiça, embora tardia começa a agir, o Arruda já está preso, quem sabe um dia não chegará à vez do Zé Dirceu, Genuíno, Delubio, Marco Valério e os 40 que estão denunciados no supremo. Pra tudo tem um tempo. Até quando - Ana Carolina.
Lourival Batista e Pinto de Monteiro - Improviso
Lourival Batista.Pinto de Monteiro, extraordinário repentista paraibano, certa ocasião, cantando com Lourival Batista, fez vários improvisos em que retratava a valentia, como disposição em amansar touro com a mão, apagar incêndio com pólvora, etc. Ao que Lourival lhe respondeu com essa sextilha:
Isso foi naquele tempo,
Quando você era macho.
Porém, um cabra valente
Passou-lhe o facão por baixo,
Que o sangue correu na perna
E o gato comeu-lhe o cacho.
Pinto de MonteiroEm seguida, Pinto de Monteiro pegou a viola e improvisou em resposta ao desafiante:
Por isso é que me rebaixo
Em cantar com cabra bruto,
Pois, quando correu a notícia
De que eu perdi esse fruto,
Sua mãe chorou de pena
E nunca mais tirou o luto.
Postado Por A. Morais
quinta-feira, 4 de março de 2010
A QUEDA DO PADROEIRO - Por Mundim do Vale
- Isso só pode ter sido um castigo. Quem mandou o Pade Mota pintar a igreja de verde?
João Mandu:
- Isso daqui foi um milagre grande! Cuma é qui pode um santo se distabacar duma altura de mais de trinta metro e num quebrar nem um dedo? Apois meu subrim caiu dum coqueiro qui é muito mais baxo, mais ele quebrou as duas perna.
Rosa Pagé:
- Vixe Cuma ele é fei! Eu reparava ele lá imriba e pensava qui era mais bunitim, mais ele é mermo qui tá vendo Chico de Munda.
Maria Bela:
- Vôte! São Raimundo cum esse amarelo impombado, tá direitim Dedé de Frazo.
O vigário aproveitou a tragédia e iniciou logo uma campanha para a reconstrução da torre. Enquanto desenvolvia os trabalhos, mandou o pintor Ildefonso Vieira Lima, renovar a pintura do santo.
Depois da torre concluída, o nosso conterrâneo Otacílio Correia, conseguiu com o governador, uma equipe do corpo de bombeiros com uma escada Magirus para colocar o padroeiro de volta no seu lugar.
A chegada dos bombeiros foi uma festa na cidade, o padre celebrou uma missa campal e benzeu a operação.
Depois do padroeiro no lugar, os bombeiros se despediram recebendo os aplausos da comunidade cristã.
Gregório Gibão que estava no meio da multidão, tirou o chapéu, colocou a mão na testa, olhou na direção da torre e gritou:- Ei Raimundão! Quando tu quiser trocar a roupa de novo, é só dispencar daí de riba.
Por Mundim do Vale
“Brasileiros e brasileiras: eu vou voltar” – postado por Armando Rafael

Não, não é pesadelo.
Abaixo, notícia divulgada hoje pelo jornal "O Globo"
Lula deve se licenciar para ajudar Dilma; Sarney assume
O presidente Lula pretende se licenciar do cargo, nos meses de agosto e setembro, para participar ativamente da campanha de Dilma Rousseff. Com a licença, o presidente Lula quer evitar problemas com a Justiça Eleitoral e se dedicar integralmente à tarefa de eleger seu sucessor. O período e o afastamento vão ser ditados pela necessidade política. Com isso, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que não disputa as eleições, voltará temporariamente à Presidência da República.
Fonte: O Globo
ASSEMBLÉIA HOMENAGEIA SEMINÁRIO S. JOSÉ
Seminário do Crato recebe homenagem da AL pelos seus 135 anos de fundação
Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social
comunicacao@al.ce.gov.br
O artigo de Alberto Dines que foi censurado – postado por Armando Lopes Rafael
“Fui avisado por telefone, horas depois, de que fora suspenso e a minha colaboração interrompida”, contou Dines, em mensagem a amigos. “Em Cuba as coisas são mais transparentes.”
Há dezenas de colunistas e blogs ligados ao iG, sobre os mais diferentes temas, de cozinha a esportes, literatura, moda, celebridades. Sobre política, com a saída de Alberto Dines, agora só há três blogs ligados ao portal: os de Luis Favre, Luís Nassif e Ricardo Kotscho. Três petralhas.
É um perfeito exemplo de como funcionam as coisas no petismo, na Cuba dos irmãos Castro, na Venezuela de Chávez: opinião, só se for a favor.
Eis o artigo censurado:
Alberto Dines
Em Cuba encontraria Fidel Castro, em franca recuperação, e talvez incentivasse as negociações recém iniciadas com os EUA cumprindo o seu papel de contrapeso à insanidade de Chávez. Não foi avisado ou não deu importância à informação de que o dissidente cubano, Orlando Zapata, em greve de fome há 85 dias, fora internado em estado grave uma semana antes num hospital de Havana.
Este embargo ianque é estúpido, desumano, imoral e inútil, Obama está empenhado em suspendê-lo, mas considerá-lo como único responsável pela ditadura cubana – como fizera na véspera seu homólogo, Raúl Castro – é um raciocínio primário à altura do intelecto de Hugo Chávez.
“O silêncio de Lula diante de uma ditadura como a castrista macula o que ele representa para a América Latina e à medida em que o Brasil se fortalece como potencia emergente, para o resto do mundo.” Não se trata de uma opinião pessoal do correspondente no Brasil, Juan Árias – geralmente cordato – mas da opinião institucional de um grande jornal que recentemente ofereceu a Lula um honroso galardão.
A sorte é imponderável, inexplicável, mas consta que sortudos têm boa memória.
Casamento a moda antiga - Antonio Alves de Morais
Num passado não muito remoto os rapazes levavam uma vantagem danada sobre as moças. Bastava se agradar ou simpatizar com a pretendida e comunicar ao pai dela o desejo de se casar que o negocio estava feito, não havia escolha para as mulheres. Assim é que Antonio Leandro Bezerra decidiu se casar com Inacinha filha de Benedito Alves Bezerra, o Benedito André do Sanharol.
Quando chegou à casa do futuro sogro o encontrou cuidando de uns afazeres nas proximidades da residência e já foi soltando o verbo: Benedito eu quero saber se você permite que eu me case com a Inacinha. Pra azar do Antonio Leandro, o Benedito era um pouco moderno pra epoca e consultou a filha: Inacinha! Olhe aqui a conversa do Antonio Leandro, ele quer saber se você quer se casar com ele? Quero não, respondeu em cima da bucha.
Com o orgulho ferido Antonio tratou de se retirar quando já estava a alguns metros de distancia se ouviu um berro, um grito de um dos compartimentos da casa: Eu quééééro! Era a Carmelita, filha caçula do Benedito. Para não perder a viagem o Antonio voltou para casa já com o casamento marcado. O casal teve 14 filhos e fizeram 60 anos de casados. Na solenidade religiosa, no momento das manifestações dos familiares a Carmelita falou: nós não namoramos para casar, vivemos todo esse tempo e nunca brigamos, nunca houve um desentendimento. Na vez do Antonio ele confirmou: É verdade, nunca brigamos porque eu nunca quis, mas motivos ela deu por demais da conta.
A humanista Paula Costa - Por Dra Linda Bitu Lemos.

Num registro de pessoas que contribuíram para o desenvolvimento econômico, político e social do nosso município vamos encontrar Paula Francinete Costa, uma espécie de estilista de moda e embaixadora da alegria.
Nasceu em Várzea Alegre, em 06.02.1935, filha de José Alves Costa e Raimunda Bitu Costa (Didinha), vinda de uma prole de dez filhos: Maria Dilma, Toinho, Joãozinho, Linda (Irmã Sara), Socorrinha, Raimundo, Risomar, Rita de Cássia e Laís Iolanda. Teve como avós paternos Maria Linda do Amor Divino (Mariinha) e João Alves da Costa, que moravam no Sítio São Cosme e avós maternos: Antonio Alves Feitosa Bitu e Maria Madalena Bitu, residentes no Sítio Sanharol.
Quando criança, Paula muito viajou para a casa dos avós. Aliás, viajar era uma de suas predileções, que levou para a vida adulta. Uma vez, fez uma viagem a São Paulo e só retornou seis meses depois, decisão que lhe garantiu o carinhoso cognome de “Paulista”. Seguindo o mesmo raciocínio, poderíamos chamá-la de “Cratense”, pois numa de suas visitas a Dona Otília, no Crato, para provar um vestido, demorou quatro meses. De Gramado, no Rio Grande do Sul, onde passamos a virada do ano de 2007 para 2008, Paula já me convidava para o carnaval de Olinda, com a grande amiga Francinete Batista Moreno, e semana santa em Várzea Alegre.
Uma outra característica marcante era a elegância. Prezava pela aparência. Sempre bem vestida e alinhada, usava, regularmente, meias finas e sapatos altos. Os cuidados com os cabelos eram constantes, embora os usasse bem curtos. Semanalmente, ia ao cabeleireiro. Caminhava elegantemente, de cabeça bem erguida. Usava roupas bem cortadas, às vezes, feitas por costureiras que eram também boas amigas: Dona Otília, Zaíra Teixeira, Áurea, Mirian Leite... etc. Adorava colaborar para que as outras pessoas também se vestissem bem, opinando no que deviam usar. Era uma espécie de estilista. Lançou a moda da mini-saia em Várzea Alegre, fazendo um desfile que marcou época: “As Moderninhas de 1969”. Até os jornais da capital noticiaram o evento. Desfilaram na época: Francisca Isle, Linda Lemos, Mundinha de Dolores, Silvana de Dr. Colares, Jussy de “Seu” Totô, entre tantas outras.
Um belo dia, depois de perder a mãe, Paula despertou para a importância de continuar os estudos e resolveu mudar-se para Fortaleza. A elegante mulher passou a morar num pensionato de estudantes e enfrentou um vestibular, já em idade madura. Determinada e perseverante, graduou-se em administração, na UNIFOR, tendo como colegas: Aparecida Cabral, Moema Bezerra (filha do governador Adauto Bezerra), Ednardo da Loja Pirineus, dentre tantos outros que costumava falar com carinho. Uma vez, me disse: eu vou tão chique para a faculdade que preciso dizer aos colegas que me vesti daquele jeito porque tinha um compromisso depois da aula. Balela! Era chique porque podia e sabia ser. Não ia a lugar algum depois daquela aula.
Teríamos muito a dizer sobre Paula, especialmente, sobre sua marcante personalidade. Muito religiosa, amiga de todos, costumava conversar com crianças ou adultos, conhecidos ou estranhos e assim curtia a vida. Circulava entre gerações de forma confortável. Funcionária do IPEC – Instituto de Previdência do Estado do Ceará, alí fez muitos amigos. Dr.Edval Távora era nome presente nas suas conversas. Fez muitos favores, facilitando uma consulta para quem a procurasse. Tinha a capacidade de enxergar grandeza e beleza na simplicidade das coisas: plantas, animais, alimentos, peça de decoração, orvalho,...enfim, curtia a vida de forma plena.
Sempre bem humorada, sei que está dando risadas lá do céu, contando os mais variados episódios: um jantar em época de plano cruzado, no governo de Collor de Melo; algo que aconteceu na festa de agosto; uma visita a Valdeliz Correia; uma prosa com a amiga Zenaide ou Ilka Moreno; a notícia de que viu uma gota d´água num dia de chuva, enfim, deve estar cantando um hino qualquer de louvor à vida! Será se eu disse o suficiente sobre você minha amiga? Com certeza, não. Esqueci dos longos telefonemas... mas, tudo que eu disser sobre você é pouco.
Paulinha não avisou aos familiares e amigos que estava doente. Quis nos poupar do sofrimento? Ao partir, em 13.02.2009, deixou muitas saudades, pois levou consigo parte da alegria das nossas festas. Paula Costa faleceu no Hospital do Câncer, em Fortaleza-CE e enterrou-se em Várzea Alegre.
Dra Linda Bitu Lemos.
