segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Por que querem esvaziar o papel de Moro na queda da criminalidade - O antagonista.


A tentativa de esvaziar o papel de Sérgio Moro na expressiva queda da criminalidade no país —  o que levou o ministro a dizer ontem no Twitter, como noticiamos, que “se quiserem atribuir a queda ao Mago Merlin, não tem problema” — é a ponta de um iceberg mágico.

E o iceberg mágico que começa a ganhar corpo em Brasília é a retirada da Segurança Pública do âmbito de Moro, que ficaria apenas com o Ministério da Justiça. A narrativa que se tenta emplacar é que, se ele não tem um papel central no combate à criminalidade, não há motivo para afirmar que a separação dos ministérios acarretaria danos na área de segurança.
O iceberg mágico que pode abalroar Moro inclui, obviamente, a saída da PF da esfera do Ministério da Justiça — o que seria ótimo para todos os enrolados de colarinho branco em inquéritos e processos.

Esvaziar o papel de Moro no combate à criminalidade teria, ainda, outra vantagem para quem anda incomodado com o ministro: enfraquecê-lo no plano eleitoral, no caso de ele vir a candidatar-se em 2022.
Os fazedores do iceberg mágico já têm até um nome para comandar uma eventual pasta de Segurança Pública dissociada do Ministério da Justiça: Raul Jungmann, que comandou a área no governo de Michel Temer.
Jungmann, aliás, acusou a estocada de Moro no Twitter, como registramos. Ele disse ontem na rede social: “Trabalhamos duro, ao longo de escassos 11 meses, para dotar o Brasil de um sistema e uma política nacional de segurança pública.”

Jungmann é o Mago Merlin a que se referia Moro. O Mago Merlin do iceberg mágico.

PODIA SER TÃO DIFERENTE - Por Wilton Bezerra, comentarista esportivo.


Com um calendário esportivo de respeito, podem ter certeza que as coisas seriam bem diferentes no futebol brasileiro.
Já foi pior, reconhecemos, quando por volta de novembro e dezembro, não se sabia nada sobre o que estava programado para o ano seguinte.
Nesse ponto, forçoso reconhecer que a televisão teve papel preponderante, quando decidiu pela compra dos direitos de transmissão dos campeonatos.
Com o produto futebol organizado, de forma antecipada, ficou fácil sua distribuição e rígida obediência dos horários e datas de jogos.
Temia-se, vejam bem, o perigo de se criar um público virtual, em prejuízo da cultura de arquibancada, pelo caminho da desmistificação de um futebol mais acompanhado pelo rádio.
Superados esses estágios, enxergamos como grande adversário da racionalidade o excesso de competições e o arrocho de datas.
Campeonatos estaduais, Copa do Nordeste, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro, Libertadores e Sul-Americana.
Umas engolindo às outras, com direito a desgastes físicos e mentais de treinadores, jogadores e, de quebra, do bolso do
torcedor.
Não é difícil prever os problemas gerados pela falta de pré-temporadas nos estaduais, com as equipes longe da melhor forma, recrudescendo a discussão sobre suas extinções.
Junte-se, a seguir, Copa América (que não vai interromper o brasileiro), Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022 e a briga dos clubes para que seus principais jogadores não sejam convocados em momentos decisivos de competições nacionais.
Quer dizer: perto disso o inferno é fichinha.
No final das contas, quem acaba salvando a lavoura do futebol é o torcedor moído de saudades, por quase dois meses sem ver os seus times.
Ah, seria ótimo que a praga do racismo fosse exterminada por completo dos campos de futebol no Brasil.

domingo, 5 de janeiro de 2020

252 anos da instalação da Paróquia de N.S.da Penha de Crato



   Neste dia – 4 de janeiro de 2020 – a Paróquia de Nossa Senhora da Penha completa 252 anos da sua instalação. Segundo o pesquisador e historiador Padre Antônio Gomes de Araújo, desde 1762 a autoridade diocesana da maior parte do Nordeste brasileiro, o 8º Bispo de Olinda e Recife, Dom Francisco Xavier Aranha – que governou a sua vasta Diocese entre 1754 e 1771, – já havia decidido pela criação da Paróquia de Nossa Senhora da Penha, na Missão do Miranda (primitivo nome ada atual cidade de Crato). No entanto a nova Freguesia (como era denominada a Paróquia naquele tempo) somente foi oficialmente instalada em 4 de janeiro de 1768, pelo Visitador do Bispo, Pe. José Teixeira de Azevedo.

    A Paróquia de Nossa Senhora da Penha de Crato foi a segunda criada no Cariri. A primeira foi a Paróquia de Nossa Senhora da Luz, de Missão Velha (que depois teve o nome mudado para Paróquia de São José dos Cariris Novos).  Apesar de ter 252 anos de sua criação oficial, a Paróquia de Nossa Senhora da Penha só teve 25 Vigários (hoje chamados Párocos), pois muitos deles tiveram longo paroquiado, principalmente no Brasil Colônia e Brasil Império quando a Igreja era ligada ao Estado e os párocos eram nomeados “Vigários Colados” pelo Rei de Portugal e, posteriormente, pelos Imperadores do Brasil.

        Nunca é demais recordar que este templo da Virgem da Penha, é possuidor de uma bonita história, com mais de dois séculos e meio. Este é o edifício mais importante do patrimônio artístico e histórico da cidade de Crato. Ele teve início por volta de 1740, como simples capelinha de taipa, coberta de palha, erguida pelo frade capuchinho Frei Carlos Maria de Ferrara, e dedicada em primeiro lugar   a Nossa Senhora da Penha e em segundo plano a São Fidelis de Sigmaringa.

         Esta igreja foi palco de muitos acontecimentos históricos. Foi aqui, em 3 de maio de 1817, que o seminarista José Martiniano de Alencar, um dos revoltosos da Revolução Pernambucana, anunciou a adesão de Crato ao movimento iniciado em Recife, declarando o Brasil independente de Portugal e adotando a forma republicana de governo. Foi neste mesmo local que o Padre Cícero foi batizado, em 08 de abril de 1844 e ali celebrou a sua primeira missa, em 1871. Foi nesta igreja que em 1º de janeiro de 1916, foi instalada a nova Diocese de Crato e a então igreja-matriz ganhou o status de Catedral.

(Pesquisa e postagem:Armando Lopes Rafael)

Gecinelda se encantou – por Armando Lopes Rafael


“Cada experiência esconde uma lição.
Até mesmo a dor vem ensinar e evoluir.
Não pergunte: Por que devo passar por isso?
Mas sim: o que tenho a aprender com isso?
Entender a vontade de Deus nem sempre é fácil.
Mas crer que Ele está no comando e teve um 
plano para nossa vida, faz a caminhada valer a pena.
Com paciência, sabedoria, discernimento e humildade”



   No seu discurso de posse, na Academia Brasileira de Letras, o romancista João Guimarães Rosa pronunciou esta frase: “As pessoas não morrem, ficam encantadas… a gente morre é para provar que viveu.” Em assim sendo, Francisca Gecinelda de Souza Ribeiro se encantou no último dia 29 de dezembro.

    Convivi com ela, na Agência do Banco do Nordeste, em Crato, já próximo da minha aposentadoria, daquela instituição financeira. Cheguei a Crato em 1998. Mesmo ano que Gecinelda retornava ao trabalho, depois de um longo afastamento, para tratamento de insidiosa doença. Chegou curada, após uma cirurgia oncológica e as sessões de quimioterapia. Mas a traiçoeira moléstia voltou, como recidiva, 21 anos depois.  E, bravamente, cheia de esperanças, Gecinelda enfrentou os novos sintomas com a mesma garra e bom humor que marcaram o primeiro tratamento. Esta a principal característica de Gecinelda: ela era uma guerreira!

       Mas não só. Ela possuía um temperamento dócil e alegre. Tinha sempre uma palavra otimista para enfrentar as dificuldades. Aconselhava os colegas. Era solidária com o próximo quando este enfrentava obstáculos.  Era profundamente cristã. Servia como modelo de leiga católica. Nesse mister, Gecinelda testemunhava e difundia o Evangelho. Incentivava a procura do Reino de Deus.  Atuava em diversas pastorais da Paróquia onde residia.

  Na epístola aos Gálatas (5,22) São Paulo escreveu: “O fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, delicadeza, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio”.  Pois isso, Gecinelda tinha de sobra.  E se a pertinaz doença que a acometeu, passa, agora, a impressão de ter vencido, para nós – que cremos – o sono da morte não é o fim da história. Na tumba, Jesus disse a Marta, irmão de Lázaro: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11:25).

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Ano 2020 do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo – por José Luís Lira (*)



       Atribuem a Carlos Drummond de Andrade o texto que segue, no entanto, é autor Roberto Pompeu de Toledo: “Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão”. Drummond diz: “O presente é tão grande, não nos afastemos./ ... vamos de mãos dadas” e o Poeta nos dizia ainda ter todo “o sentimento do mundo”.

     O jornalista-poeta Toledo e o poeta-maior Drummond nos orientam e o ano começou de verdade dia 2. Será que já começou mesmo ou será segunda-feira, 6, antiga festa de Santos Reis, data em que muitas empresas dão término ao recesso de final de ano? É ano novo, vida nova, para nós que seguimos o calendário gregoriano, adotado pelo Ocidente em 1582, após uma bula do Papa Gregório XIII. Outros povos já vivem um novo ano. Muitos afirmaram o início de uma nova década. Mas, propriamente, ainda não é. O calendário gregoriano é contado do ano 1, ano em que nasceu Nosso Senhor Jesus Cristo. Não teve início no “zero”, por isso toda década começa em 1. Em 2021 celebraremos o início da segunda década deste século.

Madre Feitosa jovem e na ancianidade

    Um dos maiores sentimentos do período de final e início de ano, além da gratidão, é a esperança. Quase todo nosso caminhar é tempo de esperas! E há 9 dias, último 27 de 2019, duas pessoas muito queridas para mim, trilharam o caminho maior da esperança. Foram chamadas por Deus. Uma delas, que fora na parte da manhã, dedicou sua vida a Deus e ao próximo. A caridade e a educação foram seus principais instrumentos: a Madre Feitosa, da Congregação das Filhas de Santa Teresa de Jesus. Maria Carmelina Feitosa, nascida em Tauá, criada em Arneiroz e aos 14 anos chegou ao Crato.

     Pouco depois ingressou na vida religiosa e se constituiu um edificante exemplo aos que a conheceram ou viram seu trabalho ou, daqui para a frente, conhecerem sua biografia. O advogado busca sempre a prudência, a mesma prudência que a Santa Madre Igreja Católica recomenda, mas, o fiel que sou me diz que ela é “santa súbita”. Em minhas devoções particulares já a tenho. Seu sepultamento aconteceu na festa da Sagrada Família, último domingo de 2019, na Capela da Casa de Caridade, onde morava e agora ficará abençoando e protegendo aquele espaço, visto que as relíquias dos santos têm entre outras, esta função. Tão logo soube de seu retorno à Casa do Pai, me comuniquei com o querido amigo Armando Rafael, também amigo e devoto da Madre. A ele expressei meu sentimento como se o expressasse a todos os que amam a Madre Feitosa. Que Deus a recompense pelos seus feitos.

      No largo caminho da esperança também seguiu, na noite da mesma sexta-feira, a querida amiga Rosita Ferreira de Souza. Quixadaense, professora, educadora. Rosita nasceu na Fazenda Califórnia, onde seu corpo repousou. Foi uma das maiores amigas de minha querida madrinha Rachel de Queiroz. Depois que Rachel partiu, tínhamos a Maria Luiza, Isinha, sua irmã, quando esta se foi, tínhamos a Rosita. Agora as três estão juntas no céu e, lá, espero que conservem nossa amizade. À Rosita, meu eterno carinho e amizade! Sigamos na trilha da esperança e que a beleza nunca se ofusque nos dias do novo ano, mesmo quando tivermos dificuldade para enxergá-la.
      Com ternura, Feliz Ano Novo!

  (*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

JESUS, JESUALDO E UM TREINADOR PARA DOIS TIMES, EM JUAZEIRO DO NORTE - Por Wilton Bezerra.

Com o sucesso de Jorge Jesus, à frente do Flamengo, outro treinador português desembarca no Brasil para treinar o Santos.

Jesualdo Ferreira é o nome do “portuga”. Embora seja uma coisa natural, a presença de técnicos estrangeiros no futebol brasileiro é, também, uma manifestação do modismo, da arte de imitar.
Se Jesus deu certo, por que não Jesusaldo? E, ainda mais, por se tratar de um português, para ficar tudo parecido.
Se trata de uma onda portuguesa, com certeza, embora esse movimento em torno de nomes de profissionais da bola de outros países no futebol do Brasil não seja inédito.
Vale lembrar que, na Copa do Mundo de 1954, na Suiça, a grande sensação foi a seleção da Hungria, de Puskas, um dos maiores jogadores do mundo.
Mesmo perdendo a final para a Alemanha, de Fritz Walter, a Hungria foi uma espécie de Holanda de 74, jogando um futebol avançado e extraordinário.
A partir de então, no Brasil, todo nome húngaro passou a significar bom futebol.

Um pouco mais atrás, em 1937, aqui, aportou Dori Kurschner, para treinar o Flamengo e, depois, o Botafogo.
Trazendo métodos avançados de treinamentos, implantou no Brasil o sistema 3-4-3, o famoso WM, em voga no futebol mundial.
Foi pouco compreendido por dirigentes reacionários, mas deixou grandes ensinamentos que teriam sido copiados pelo treinador Flávio Costa.
Em 1957, outro húngaro, Béla Guttmann, dirigiu o São Paulo, campeão do mesmo ano.
Asseguram que Guttmann teve fortes influências sobre os modelos táticos de Vicente Feola, funcionário do São Paulo, que seria campeão do mundo, dirigindo a seleção brasileira, em 1958.
Ainda na década de 50, o América, que, à época, era grande, causou impacto em contratar o húngaro Gyula Mandi, treinador de campo da Hungria de 54. Se bem que submetido à palavra final do treinador Gusztav Sebes.
Aqui, no Ceará, nos anos 1960, Janos Tatray, um gentleman, fez sucesso orientando o Ceará e foi responsável pela vinda de outro húngaro: Americo Brunel, que colocou a faixa de tricampeão cearense do ano de 1963.
William Pontes, ex-lateral e treinador do alvinegro, me confidenciou que o Américo não manjava nada e os jogadores é que resolviam.
E, para finalizar, um fato inédito, talvez, no futebol brasileiro, ocorrido, vejam bem, no futebol de Juazeiro do Norte.
Na década de 40, a Liga Desportiva Juazeirense (LDJ) contratou um treinador paraguaio chamado Acosta, para dirigir os clubes Guarani e Treze.
Acosta dedicava uma semana a cada time, e se revezava na direção técnica de cada um, quando os dois se enfrentavam. A experiência surreal não foi bem sucedida e durou pouco tempo.

Enfim, na vida como no futebol, o sucesso é efêmero mas dita moda.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

A visita marcante - Por Cel José Ronald Brito.

Corria o ano de 1946, Julho, do século passado e morávamos  na fazenda Cabeça da Vaca, município de Juazeiro do Norte onde meu pai, Amadeu Carvalho de Brito era administrador,  quando num certo dia,  as 5.30 horas de uma manhã,  para na porteira do curral um automóvel e dele se apeiam  três senhora bem apessoados  e de aparência citadinha.

Bom dia, primo Amadeu; viemos ajudar você a tirar o leite.

De principio papai não os reconheceu, mas logo um outro falou: 

É o Interventor Federal do Ceará que veio lhe visitar.

Os circunstantes eram :  Pedro de Brito Firmeza, Interventor do Ceará, de 16 de fevereiro  a 28 de Outubro de 1946,  seu irmão Milton de Brito Firmeza e o irmão do meu pai  que residia em Fortaleza, Pedro Carvalho de Brito.

Após uma solenidade e pernoite no Cariri, a autoridade resolveu visitar o primo. 

O Cartão de Natal do Chefe da Casa Imperial do Brasil


   Todo mês de dezembro, veteranos e jovens monarquistas, amigos e admiradores de longa data da Família Imperial Brasileira recebem o tradicional Cartão de Natal de Sua Alteza Imperial e Real o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil. A cada ano, lindas imagens sempre bem escolhidas e mensagens sempre apropriadas e de alto nível, são enviados para milhares de monarquistas brasileiros, cadastrados no secretariado da Casa Imperial Brasileira.

    Este ano, o Cartão de Natal de Dom Luiz enfoca São José de Anchieta, o padre jesuíta que tanto contribuiu para a História do nosso País, sobretudo no tocante à conversão dos povos indígenas à fé católica apostólica romana. Como não poderia deixar de ser, o Chefe da Casa Imperial mandou que a versão digital do Cartão fosse compartilhada em nossas redes sociais, tornando-a acessível a todos os brasileiros, de modo particular os monarquistas, aos quais os limitados recursos não permitiram o envio de uma cópia física, mas por quem Sua Alteza sente iguais apreço e gratidão, por seus esforços em prol do resgate do verdadeiro Brasil.




Moro vem aí - Por José Newmanne Pinto.


O professor e acadêmico Joaquim Falcão esclareceu que quanto mais tentam desmoralizar o ministro da Justiça, Sergio Moro, mais cresce o amor do povo por ele. 

Por isso, segundo o maior especialista em STF no Pais não hesita em afirmar que hoje a candidatura do ex-juiz da Lava Jato à Presidência da República independe de qualquer pessoa, inclusive dele próprio. 

É uma força tão grande que as altas cúpulas do Judiciário, do Legislativo e até do Executivo, a que ele pertence, não terão como impedi-lo.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Chuva com ventos fortes: Festa de Réveillon é cancelada em Várzea Alegre


Fonte: Diário do Nordeste, 01-01-2020

Intensa chuva que banhou a cidade de Várzea Alegre na noite desta terça-feira, 31, provocou o cancelamento da festa popular de virada de ano novo e do show pirotécnico. “A chuva veio forte, com ventos, trovões e relâmpagos”, disse o vendedor ambulante, Luís Souza. Em algumas ruas houve falta de energia elétrica e pontos de alagamento.

A festa seria realizada no entorno da Lagoa de São Raimundo Nonato, mas a chuva se estendeu por toda a noite. O espaço ficou alagado. De acordo com a Funceme, na cidade, foram registrados 77 milímetros.

A Prefeitura de Várzea Alegre divulgou nota sobre o cancelamento dos festejos:

“Por medida de segurança o Governo de Várzea Alegre informa o cancelamento da festa do Réveillon e do show pirotécnico da virada do ano devido à forte chuva que caiu sobre a cidade na noite desta terça-feira, 31 de dezembro de 2019. A chuva, com ventos fortes, molhou o palco, equipamentos e os fogos de artifícios foram danificados pela água o que compromete a segurança de profissionais e da população”.

Já com relação aos shows, a Prefeitura informou que acontecerão nesta quarta-feira, 1º de janeiro de 2020, a partir das 19 horas, caso as condições climáticas sejam favoráveis. Mesmo com chuva forte, relâmpagos um grupo de cinco jovens brincou no espaço onde seriam os shows ao som improvisado da música do Balão Mágico. “Sou feliz, por isso estou aqui”, cantava a turma.

Feliz ano velho – por Vilson Manoel Soares (*)


Que ano maravilhoso foi esse de 2019, recém-findo!

O Brasil e os brasileiros têm muito que comemorar. Foi o ano da maior virada da nossa História. Um ano de avanços notáveis: queda do desemprego, que dos juros e da inflação, reforma da Previdência, diminuição dos cargos e das mamatas nas tetas do erário, legislação da liberdade econômica, pacote de combate à corrupção, ao tráfico de drogas e ao crime organizado, obras estruturais executadas em tempo recorde.

Dentre elas ferrovias e estradas abandonadas, avanço no cenário de relações internacionais, nenhuma denúncia de corrupção no governo federal, fim do toma lá dá cá, queda nos índices de criminalidade no País, o maior volume de apreensão de drogas na História, desestruturação do crime organizado, retomada do crescimento econômico, redução de 1 milhão de desempregados, 17 aeroportos prontos para serem entregues à iniciativa privada e à exploração de petróleo, maior safra de grãos plantada para colher em 2020, milhões de matrículas criadas para educação profissional, fim do loteamento dos cargos públicos, novo marco de telecomunicação, 13.º salário do Bolsa Família, bolsa de valores batendo recordes, etc, etc, etc...

(*) Wilson Manoel Soares e-mail: vilsonsoares@globo.com

A Farsa do Plebiscito de 1993 – 1ª Parte


Fonte: site “monarquiaconstitucional.jusbrasil.com.br”



     As novas gerações desconhecem os fatos a seguir comentados. Aproveitando a empolgação, com a promulgação da 6ª (sexta) constituição republicana brasileira, em 1988, nossas autoridades marcaram o plebiscito (prometido pelos golpistas em 1889) para o dia 7 de setembro de 1993. Mas, inexplicavelmente anteciparam o plebiscito para 21 de abril daquele ano. O Plebiscito de 1993 foi uma fraude eleitoral. Regulada pela lei 8.624 de 4 de fevereiro de 1993 cujo grande objetivo foi legitimar, após 104 anos, o golpe militar que impôs a república no Brasil em 15 de novembro de 1889.

Só para lembrar, 21 de abril é um feriado no Brasil que presta homenagens Tiradentes. Se desse certo o golpe liderado por Tiradentes para separar Minas do resto do Brasil, e implantar a república de Minas Gerais, a consequência seria óbvia: a divisão do Brasil em dezenas de republiquetas pobres e desunidas semelhante ao que é hoje em relação à América Latina espanhola.

Por falta de Ídolos, os republicanos golpistas do séc. XIX transformaram Tiradentes no símbolo do “herói” que morreu em prol da “liberdade”. Até deram feições de Jesus Cristo para Tiradentes ficar mais convincente.

Enfim, por ser uma data que evoca os sentimentos republicanos, por si só deveria ser considerada suspeita. O plebiscito jamais poderia ser realizado nesse dia. No entanto, o plebiscito foi realizado em 21 de abril e ninguém questionou o poder de influência do símbolo Tiradentes sobre os eleitores.

                                                     O plebiscito teve legitimidade?

O plebiscito de 1993 em si não tem legitimidade, apesar de ser considerado juridicamente válido. O plebiscito foi mais um golpe político que entrou para os livros da história como “festa da democracia”, apesar de ser questionável em vários aspectos. Passaram-se 26 anos desde o sufrágio que deu 6.843.196 de votos representando 13,4% dos votos válidos à restauração da Monarquia.

A Proibição do STF

O STF proibiu os príncipes da Família Imperial de Orleans e Bragança de aparecerem na televisão. Os maiores conhecedores da monarquia, os príncipes, não puderam falar na TV por ordem do STF. E o povo só viu propagandas direcionadas em favor da República. Como aquela feita pelo ator Milton Gonçalves que dizia: “Não abro mão do meu voto”. Ora, em toda monarquia parlamentar o povo vota para vereador, prefeito deputado (federal e estadual) governador e senador. Mas o engodo republicano funcionou.

Por todas essas vicissitudes, o plebiscito de 1993 é totalmente inválido do ponto de vista moral. Ele foi tão somente uma tentativa grosseira e mal-intencionada de legitimar um sistema de governo que nasceu de um golpe militar e que nunca deu certo no Brasil.

Apesar de sua validade jurídica, o plebiscito de 1993 é um exemplo vivo de como as massas podem ser manipuladas e usadas para se legitimar o ilegitimável e, ainda assim, conseguir a simpatia internacional por passar a imagem de “bom moço” que promove a “democracia”.

Ademais, o conhecimento que se tinha do período monárquico no Brasil era repleto de preconceitos e ranço republicano. Basta ver o filme “Carlota Joaquina: a princesa do Brasil” que não deixa dúvidas sobre essa visão limitada e preconceituosa.

Apesar de mentiroso e tendencioso, esse filme é exibido nas escolas para “ensinar” história do Brasil aos alunos.


A Farsa do Plebiscito de 1993 – 2ª Parte


Fonte: site “monarquiaconstitucional.jusbrasil.com.br”


A Cédula do Plebiscito de 1993

A própria cédula confundiu “Forma de Governo” com “Sistema de Governo”. Observe como a questão estava centrada em “parlamentarismo” e “presidencialismo”. O tema monarquia era tratado em segundo plano quase como uma “questão trivial”.

A cédula em si mesma já era tendenciosa e incentivava o eleitor a votar em “presidencialismo republicano” porque essa era a opção mais fácil de marcar na cédula.

O plebiscito misturou a escolha da Forma de Governo (monarquia ou república) com o Sistema de Governo (parlamentarismo ou presidencialismo). E a mistura foi feita de propósito porque os políticos sabiam que o povo já tinha inclinação para apoiar a república presidencialista.
A mistura desses dois assuntos no mesmo plebiscito só confundiu o eleitor e ainda favoreceu o “presidencialismo republicano” por ser a opção mais fácil de marcar na cédula.

A Manipulação da História

Depois de 104 anos ensinando nas escolas que a “república era boa”, e a “monarquia má e totalitária” era no mínimo suspeito o governo propor um “plebiscito democrático” perguntando ao povo se ele queria república ou monarquia.

Evidentemente, o povo escolheu a república. Para ele, era o mais certo a escolher. O povo foi ensinado desde criança que a república é “progresso”, “democracia” e “liberdade”. E, também, o povo foi ensinado desde criança que a monarquia é “retrocesso”, “autoritarismo” e “escravidão”.
Na verdade, até hoje esse preconceito continua nos livros de escola. Até mesmo os professores universitários, que deveriam ser mais cultos, prestam-se a repetir esses preconceitos sem nenhum remorso de consciência.

Basta pegar alguns livros escolares para ficar chocado com a capacidade dos escritores de mentir, ignorar os fatos históricos e desprezar as estatísticas mundiais sobre democracia, desenvolvimento humano e honestidade.

As estatísticas apontam o caráter superior da monarquia em promover democracia, desenvolvimento humano e honestidade. Bem como reprovam a república presidencialista em todos esses critérios.
Ao mesmo tempo, as estatísticas mostram a república parlamentarista como opção secundária não tão eficiente quanto à monarquia parlamentar, mas pelo menos superior a república presidencial na capacidade de produzir resultados.

No entanto, isso tudo é ignorado e os livros de história continuam fazendo propaganda antimonárquica e pró-república sem serem questionados pelos intelectuais deste país.
A verdade quase nunca acha ocasião para aparecer e é sempre motivo de chacota. E, para nossa tristeza, são os “doutores” que escrevem os livros formadores de opinião. E é por meio dessa cultura, que se forma o professor de nossos filhos.

É importante lembrar que até 1988 era crime defender a monarquia no Brasil. Havia impedimento constitucional. Não era sequer permitido publicar livros a respeito do tema. Não passava pela censura. Nem os pesquisadores sabiam o que era a monarquia. Quase tudo que se tinha notícia era envolto em folclore e lenda.