terça-feira, 14 de janeiro de 2020

General Heleno convenceu Bolsonaro a não demitir Moro - O Antagonista.


“Se demitir o Moro, o seu governo acaba", disse o general ao presidente". 

Ao saber que seu ministro da Justiça, Sérgio Moro, havia criticado a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, sobre o Coaf, o presidente Jair Bolsonaro teria tomado a decisão de demitir o ex-juiz. No entanto, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, teria convencido Bolsonaro a manter Moro no governo.

A informação consta no livro “Tormenta – O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos”, da jornalista Thaís Oyama, compartilhada por Guilherme Amado, da revista Época.

Segundo a jornalista, Bolsonaro ficou enfurecido com Moro por ter pedido a Toffoli que reconsiderasse a decisão sobre paralisar as investigações do Coaf. 

Na época, a medida do ministro protegia diretamente o senador e filho do presidente, Flávio Bolsonaro, investigado por corrupção em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio, Alerj.

No entanto, no fim de agosto, decido em demitir seu ministro da Justiça, Bolsonaro foi convencido por Augusto Heleno de que não era uma boa ideia. “Se demitir o Moro, o seu governo acaba”, disse o general ao presidente.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Médicos de antigamente - Antônio Alves de Morais.


Os médicos de hoje em dia possuem clinicas luxuosas, consultórios confortáveis e nem pensar em atendimento a domicilio. O primeiro médico filho de Várzea-Alegre foi Dr. Leandro Correia formado em 1915 e o segundo foi Dr. José Correia Ferreira com diploma em medicina de 1936.

Dr. José Correia Ferreira foi chamado para atender um paciente que estava muito mal no sítio Lagoa Seca. Meio de transporte lombo de animais. Chegando no local examinou o doente e quando foi passar a medicação viu que andava sem a caneta e papel. Pediu que alguém providenciasse, mas nem na casa nem na vizinhança foi encontrado o material.

Dr. José Ferreira disse: Não tem problema tragam um carvão que eu escrevo na porta e depois vocês copiam quando arranjarem a caneta e o papel. Trouxeram um carvão ele escreveu enquanto dizia : Olhem, quando for amanhã vocês vão muito cedo à cidade, duas léguas de distância, e procurem a farmácia e comprem esse remédio. Não deixem de ir porque o caso dele é muito sério. No outro dia arranjaram o lápis e o papel, mas como ninguém conseguiu entender a letra do médico o jeito foi deixar mesmo na porta. 

A candidata a viúva chamou dois candidatos a órfãos e disse: Vocês vão à farmácia comprar esse remédio, vão pela "Serra dos Cavalos" que é mais perto. Vão num pé e voltem noutro.

Os dois saíram se revezando quase correndo com a porta na cabeça. Chegaram na farmácia montaram a porta em cima do balcão. O farmacêutico olhou com uma expressão de espanto e um dos irmãos perguntou: O qui foi? Num vá me dizer qui o senhor "tombém" num sabe ler a letra do doutor.

Claro que a letra do médico eu entendo. Mas, depois de trinta anos de farmácia é a primeira vez que eu vou aviar receita numa porta.

Sergio Moro - Simbolo do Brasil honrado - Antônio Alves de Morais.


Sérgio Moro não é o fenômeno. Ele é a consequência. Fenômeno é a união do povo contra a corrupção e o PT.

domingo, 12 de janeiro de 2020

Conhecendo a História do Cariri


A primeira romaria feita a Juazeiro do Norte – por Armando Lopes Rafael

   Capela de Nossa Senhora das Dores, da povoação de Joaseiro, onde, na primeira sexta-feira de 1889, ocorreu o fenômeno do sangue na boca da Beata Maria de Araújo

     Em 6 de março de 1889, ocorreu – na capela de Nossa Senhora das Dores, na então vila de Joaseiro, um fato inusitado. Uma hóstia consagrada, dada em comunhão, pelo Pe. Cícero Romão Batista, a Maria de Araújo, transformou-se em sangue na boca da Beata. A notícia, como não podia deixar de ser, correu – como um rastilho de pólvora – pelo interior nordestino.   Quatro meses depois do acontecido – num domingo, 7 de julho daquele ano – aconteceu a primeira romaria feita a Juazeiro do Norte. Ela foi planejada e partiu da cidade de Crato. Milhares de fiéis cratenses, sob a coordenação e liderança do Mons. Francisco Rodrigues Monteiro, seguiram a pé de Crato até à “povoação do Joaseiro”.

        Amália Xavier de Oliveira relata no seu livro “O Padre Cícero que eu conheci”: “Do púlpito da Capela de Nossa Senhora das Dores de Juazeiro, pequena vila pertencente ao município de Crato, (Mons. Monteiro) divulgou, oficialmente, perante mais de 3 mil pessoas os fatos extraordinários que se passavam ali, afirmando aos presentes, que o sangue verificado por todos, naquelas toalhas por ele apresentadas, era o próprio sangue de Jesus Cristo, arrancando dos presentes, copiosas lágrimas” E acrescentou:  "Se um dia eu negar o que vi que me falte e a luz dos olhos”.

         Anos depois, Mons. Monteiro, pressionado pelo Bispo do Ceará, Dom Joaquim Vieira (que desde o início do fenômeno não acredita que fosse “milagre”), voltou atrás naquelas suas palavras, proferidas na primeira romaria feita A Juazeiro. Amália Xavier de Oliveira concluiu assim seu depoimento, no livro acima citado: “Mas, sem a luz dos seus olhos (Mons. Monteiro tinha ficado cego devido à catarata), veio ele muitas vezes a Juazeiro onde passava semanas e mais semanas, hóspede do Pe. Cícero, em casa da sua irmã Angélica, sob os cuidados de Giluca, uma Beata da família Pinheiro Monteiro que ali residia”.

sábado, 11 de janeiro de 2020

O amor do Imperador Dom Pedro I pelo Brasil





   Em 1831, se o Imperador Dom Pedro I desembainhasse sua invencível espada, a uma só palavra, a um só aceno seu, ondas de sangue teriam tingido nossas praças, e a fúria de uma indômita guerra civil invadiria por inteiro o Império do Brasil.

    Sua abdicação espontânea, portanto, teve ainda a vantagem de arrancar a Pátria ao estigma de revolucionária. Foi a Coroa devolvida na ordem de sucessão, segundo o direito fundamental, e por ato legal e voluntário do Soberano abdicante. Não houve combate, sangue ou resistência.

    Uma testemunha ocular dos fatos afirmou que durante os dias em que o Imperador, agora Duque de Bragança, esteve a bordo da nau britânica Warspite, preparando-se para partir para a Europa, recebeu valiosíssimos oferecimentos de algumas das mais leais espadas. Agradecendo, pediu a todos que as reservassem para a defesa do Trono de seu filho, o pequeno Imperador Dom Pedro II, acrescentando:

     – Desde que livremente abdiquei, o desembainhar a minha espada já não seria ato de Rei, mas de rebelde. 

(Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, escrito por Leopoldo Bibiano Xavier).


ESTUDO APONTA QUE CAMPEONATOS ESTADUAIS NÃO EVITAM DESEMPREGO - Por Wilton Bezerra, comentarista esportivo.


As federações estaduais de futebol defendem a manutenção dos seus certames, alegando que, sem eles, 80% dos profissionais da bola ficam desempregados.
Um outro entendimento dá conta de suas existências atribuídas, única e exclusivamente, ao poder de voto que as mesmas detém na escolha do presidente da CBF.
É bom lembrar que o jogador de futebol é um trabalhador do esporte e uma perda de ocupação dessa magnitude geraria protestos e arregimentações muito fortes.
A CBF, que consideramos uma espécie de “ministério do trabalho do futebol” (devia se imaginar assim) encomendou um estudo a EY, referente a 2018, para tomar pé da verdadeira situação.
Numa rápida observação, diante dos mais variados dados trazidos pelo estudo, chegou-se a uma constatação: campeonatos estaduais não impedem desemprego em massa de jogadores do Brasil.
Revela, e isto me surpreende, que são 90 mil atletas profissionais e apenas 11 mil contratos ativos. Quer dizer, 90% deles não tinham clube. É bom lembrar que o estudo aponta mais equipes inativas que ativas.
Pode-se reconhecer que é atleta demais para competição de menos.Mas, não estamos a defender um inchaço maior no irracional calendário esportivo do Brasil.
As pesquisas têm o poder de banalizar as coisas e levam em consideração muitos fatores negativos, já conhecidos, sem uma contrapartida com soluções.
Por exemplo, quando se refere às disparidades salariais entre clubes e jogadores.
Ora, o jogador brasileiro tem o mesmo perfil da maioria dos trabalhadores: trabalha muito, ganha pouco, com média salarial parecida: 82% deles ganham um salário mínimo.
Diferentemente de trabalhadores de outras áreas, a carreira no futebol é mais curta. Não à toa, jogador de futebol tem uma das piores situações profissionais do país.
Agora, deixando um pouco de lado a profundidade do estudo, o que falta mesmo é projeto, além da CBF, para resolver os sérios problemas do futebol brasileiro.
Sugestões existem às pencas como: enxugamento maior dos estaduais e a criação de fundos financeiros, em beneficio dos medianos e pequenos, para amenizar as disparidades técnicas desanimadoras.
E tudo isso devia constar dos objetivos de uma liga formada pelos clubes. Sem essa medida, vamos permanecer reféns das sopas de números que as pesquisas e estudos trazem.
No futebol, muita coisa é produto de sonhos, quimeras e de hipóteses. Não cabe apenas estatística em tudo.  

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

15º ano da Academia Brasileira de Hagiologia – por José Luís Lira (Fundador e Presidente de Honra)



      A ideia de criar a Academia Brasileira de Hagiologia (ABRHAGI) foi da Acadêmica Matusahila Pereira de Souza Santiago. Ao retornar de Canindé, Ceará, onde participei do encerramento do novenário de São Francisco, em outubro de 2004, trouxe comigo um exemplar da revista sobre a peça “Francisco – O homem que se tornou Santo”, encenada naquela cidade. Na revista continha um artigo assinado por mim, falando sobre Francisco. Após ler o periódico, Matusahila me interrogou: por que não se criar uma entidade acadêmica para estudar os santos? Constatei, por meio de informações e consultas a páginas na Internet, muito especialmente nas do Vaticano e da CNBB, que não existia a mencionada Academia. Feitas as constatações, Matusahila Santiago e eu, José Luís Lira, convidamos a Desembargadora Gizela Nunes da Costa, para juntos formularmos a ABRHAGI.

      Com estatuto, brasão, quadro de patronos por mim preparados, conversei com Dom José Bezerra Coutinho, bispo emérito e vigário geral da Arquidiocese de Fortaleza. Este deu seu total apoio e foi o único cargo definido antes da Assembleia de Criação da Academia. Seria ele o nosso Presidente de Honra. Depois falei com os amigos Profa. Norma Soares e Prof. Teodoro Soares. A Profa. Norma sugeriu buscarmos a Irmã Elisabeth Silveira para ser a Academia sediada no Colégio da Imaculada Conceição. Irmã Elisabeth, segunda Presidente de Honra, se tornou grande entusiasta da Academia.

        Formamos uma sociedade científica e cultural dedicada ao estudo dos santos, candidatos à honra dos altares, movimentos messiânicos e cousas sagradas e santificadas. A hagiologia é considerada ciência e se volta ao estudo sobre os santos, no cristianismo.

       O dogma da Imaculada Conceição foi decretado pelo Papa Pio IX, em sua bula Ineffabilis Deus, em 08/12/1854. O dogma iria fazer 150 anos e escolhemos esta a data da criação da Academia Brasileira de Hagiologia, 08/12/2004. Era o ano do 150º aniversário da Arquidiocese de Fortaleza; 140º aniversário de fundação do Seminário da Prainha, em Fortaleza e 100º aniversário da coroação de Nossa Senhora Aparecida, patrona geral da Academia. Resolvemos realizar a Assembleia de criação no Seminário da Prainha.

      A ABRHAGI é de Nossa Senhora. Sua fundação, no dia da Imaculada Conceição; sua sede, no Colégio da Imaculada Conceição. Em 1830 ela recomendou a Santa Catarina Labouré a confecção de uma medalha com a inscrição: “Oh Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. Em 11/02/1858, a Santíssima Virgem disse a Santa Bernadette Soubirous, “Eu sou a Imaculada Conceição”. Então, se a fundação se deu no dia do anúncio do dogma, a instalação dar-se-ia no dia em que a Virgem se proclamou a Imaculada Conceição: 11/02/2005, data da posse social da Diretoria.

       As letras inicial e terminal do alfabeto grego, Alfa e Ômega, dentro de um círculo perpassado por uma Cruz incolor, no brasão, nos lembram que a Academia tem aquele caráter de eternidade. “Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos”, confrades retornaram à Casa do Pai, outros deixaram a ABRHAGI, vieram novas diretorias, novos acadêmicos, novos tempos, mas, a Academia resistiu, resiste e resistirá, porque não é nossa. Ela é de Deus, dedicada aos seus santos, com a proteção da Imaculada Conceição Aparecida!

  (*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

Gilvan Freire - Ex-deputado federal, ex-presidente da AL/PB, advogado, analista político.


É preciso estourar os tumores do Judiciário, retirar o pus, eliminar micróbios e bactérias

Estamos atolados num imenso mar de lama que só aumenta e mais fede. Não há esperanças de que uma democracia tão débil e frouxa seja capaz de regenerar-se através de seus mecanismos de controle. As estruturas de Poder ruíram e há evidente colapso e falência múltipla dos órgãos estatais. E a cada dia surgem sinais de que ainda possa ficar pior.

Não é nada fácil restabelecer a República , o Estado e a Nação em meio a uma devastação tão apocalíptica tendo como epicentro das destruições e ruínas logo o conjunto das autoridades que formam as elites dirigentes do país. Parece até coisa de maldição Biblica, ou de castigo de deuses pagãos.

Uma nação sem líderes conscientes e lúcidos, responsáveis e maduros , sem leis e sem juízes honrados, equivale a um trem desgovernado de ladeira a baixo, carregado de dinamites, cuja explosão é cem por cento inevitável. Esse trem, essa Maria Fumaça fumegante, já está à beira do abismo, enquanto os passageiros nobres, nos vagões de primeira classe, farram e se banqueteiam e nem percebem que o maquinista morreu de gordo e jaz na velha poltrona quente.

Tempos de grandes tensões sociais estes, no que parece ser o prenúncio de uma verdadeira revolução de massas com guilhotinas e cadafalsos armados à porta de todos os palácios grã-finos do país, onde o povo mendiga atenção e direitos e os poderosos cuidam de seus próprios privilégios. Enlouqueceram todos com a ganância, a cobiça e o enriquecimento fácil de dinheiro vil.

A carnificina moral alastrou-se e irradia seus efeitos maléficos sobre uma sociedade entorpecida mas de algum tempo vomitando fogo pelas narinas de tanto ataques torpes à sua honra e dignidade. As organizações criminosas dos engravatados, além de insaciáveis , são decididamente afrontosas e insultuosas, talvez por que confiam na complacência e conivência de toda a cadeia de poder estatal.

O Executivo é uma antro de promiscuidade e relações incestuosas com um Legislativo prostituído que ainda cobra pedágios para manter um governante incapaz e desatinado, vítima do pátrio poder invertido , em que filhos idiotas tutelam um pai adolescente . E no Judiciário, em seu topo, oscilando entre muitos juízes honestos e os expoentes influentes da criminalidade togada, todos vão se tolerando para que o crime triunfe sobre a lei e os processos sejam negócios mercantis em favor dos transgressores e seus ramos parentais.


Esta reflexão sintética é apenas para não deixar sem resposta clara os absurdos cometidas por uma das tramoias mais bem urdidas este ano dentro do suntuoso palácio do STJ , onde juízes vestais e juízes criminosos se cumpliciam e celebram um Natal Feliz à custa dos bolsões de miséria de paraibanos traídos por seus líderes, que assaltaram os cofres públicos e entregam parte dos roubos a ninguém menos que seus libertadores em família.

Do ponto de vista dos códigos de indecências, parece razoável que os assaltantes percam parte de seus assaltos para os que lhes dão a liberdade . Esquisito, contudo, que essa reciprocidade ocorra nos salões nobres do poder judiciário. O argumento deriva da seguinte pergunta : por quê os cardeais da organização criminosa desbaratada pela Calvário contrataram logo ex ministro e filhos de ministros do STJ, senão porque ali há um ambiente permeável a ação do dinheiro vil ? Quem paga a tanta gente poderosa e influente senão o tesouro da organização ? Por quê as marolas regimentais para o HC cair no colo de um ministro impuro ? Tem algo de decente e limpo nisso ?

Mas, ao contrário do que muita gente pode imaginar, botaram mais fezes no ventilador e os problemas identificados pela Calvário tomaram nova dimensão. A organização criminosa entrou em órbita nacional através do ANTAGONISTA , o mais prestigiado site da atualidade atuando contra a corrupção no Brasil. 

Teremos , nos próximos dias, a decretação do fim da organização criminosa que já agoniza mas ainda respira por aparelhos artificiais vendidos pelo Judiciário brasileiro de ponta, tão apodrecido quanto. Magistrados incorruptíveis como o des. Ricardo Vital , à semelhança de Moro e outros, vão salvar a pele de uma Justiça combalida e gravemente enferma, que nem percebe a mortalidade de sua doença.

Ainda veremos , não muito longe, que a reconstrução da Paraíba, pelo destroçamento que vai ocorrer, onde pedra não ficará sobre pedra, que o nosso encontro com a Força Tarefa e o juiz-mor da Calvário será, possivelmente, no ano de 2020. Pela via eleitoral limpa, sem essa importunação suja e cara da justiça eleitoral, vendilhona de outros templos.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Em choque com Santa Cruz, Técio Lins e Silva entrega o cargo na OAB - Por O Antagonista.


O advogado Tércio Lins e Silva entregou o cargo de procurador nacional da Defesa das Prerrogativas da OAB. Ele comunicou sua saída do posto em uma carta endereçada ao presidente da entidade, Felipe Santa Cruz.

“Nunca renunciei ou deixei de cumprir os compromissos que assumi na vida, mas as circunstâncias quebraram a confiança e minha disposição para o exercício desse trabalho”, escreveu o advogado.

No documento, Lins e Silva elenca uma série de fatos que o levaram a tomar essa decisão. Ele reclama, por exemplo, por não ter sido acionado para defender Santa Cruz no episódio em que o presidente da OAB foi denunciado pelo MPF por ter chamado Sergio Moro de “chefe de quadrilha”.

“Pois essa violência jamais vista contra a advocacia não mereceu de sua parte nenhum comunicado à Procuradoria Nacional de Defesa das Prerrogativas, nenhum comentário, nenhum pedido de defesa, nenhuma convocação, nada. Absolutamente nada. Também, ao que se saiba, nenhum conselheiro com experiência na defesa criminal foi acionado para aconselhar, debater a causa ou simplesmente inteira”, critica.

“Diante da inexorável quebra de confiança, sinto-me moralmente impedido de permanecer nessa honrosa função. Dela me desligo com a mesma coerência que tenho procurado manter ao longo dos meus 51 anos de formado, exclusivamente dedicados à advocacia criminal.”

Dificilmente veremos o juiz de garantias atuar em todo o país ainda este ano - Por Merval Pereira.


Merval acredita que o juiz de garantias deve ser aprovado pelo plenário do STF, mas ressalta que medida deve demorar de seis meses a um ano para ser implantada em todo o país. 

Ele elogiou o juiz de garantias, mas afirmou que sua aprovação sem estudo e sem previsão de orçamento dá a entender que a lei foi criada para postergar casos notórios, como os do senador Flávio Bolsonaro e do ex-presidente Lula.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Pra ri um pouco Blog Humor - Antonio Alves de Morais.


Aproveitando a ausência dos patrões, Dircinéia pega o telefone e fofoca com a amiga Craudete: Oi Crau, hoje de manhã eu fui à feira. Antes de sair, meu patrão me pediu para eu trazer figo.
Aí eu perguntei:
Figo fruta ou bife de figo? O home ficou uma fera.
Gente fina, seu Adamastor, num ligo não. Ele tem sistema nervoso. Também, com um emprego chato daqueles, vou te contar. 
Ele é Fiscal da Receita. Deve ser um saco ficar conferindo receita de médico o dia inteiro.  Depois chegou o Adamastorzinho, o filho mais novo deles. Acabou de ganhar um carro todo equipado. Tem roda de maionese, farol de pilha, teto ensolarado e trio elétrico. Não sei por que trio elétrico num carro deve ser porque ele gosta de música baiana.

Cê num sabe da úrtima? Eu discubri que aqui nessa mansão que eu trabaio é tudo fachada! Como assim, Dircinéia?- pergunta a colega, confusa.
Nada aqui é dos patrão ! Tudo é imprestado! TUDO! Cê cridita numa coisa dessas? Óia só: a rôpa que o patrão usa é dum tal de Armani... a gravata é dum tal de Perre Cardine... os moveis são do tal Luis quinzi, o carro é de uma tal de mercedes... nadica de nada é deles.
Nooooossa, que pobreza!

E além de pobre, eles são muito inzibido, magina que ôtro dia eu escutei o 'patrão no telefone falano que tinha um Picasso.
E num tem?
Que nada, fia... é piquinininho de dá dó !'

Igreja do Rosário, do Rio de Janeiro, é interditada por má conservação

Onde estão os defensores da cultura negra do Brasil?
Carta Aberta do Instituto Dona Isabel I (IDII) às Autoridades Brasileiras em prol da Igreja do Rosário, do Rio de Janeiro

 Brasília, 07 de janeiro de 2020.

Aos Excelentíssimos Senhores
Jair Messias Bolsonaro,
Presidente da República Federativa do Brasil

Senador da República David Samuel Alcolumbre Tobelem,
Presidente do Senado Federal

Deputado Federal Rodrigo Felinto Ibarra Epitacio Maia,
Presidente da Câmara dos Deputados

Ministro José Antonio Dias Toffoli,
Presidente do Supremo Tribunal Federal

Dr. Antonio Augusto Brandão de Aras,
Procurador-Geral da República


 Com os melhores votos de Ano Novo, dirigimo-nos a Vossas Excelências para demandar em nome deste Instituto Cultural D. Isabel I a Redentora e dos Irmãos Conscientes da Imperial Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, localizada na Cidade do Rio de Janeiro, providências quanto ao estado lastimável em que se encontra o templo da Irmandade, na Rua Uruguaiana, 77, Rio de Janeiro.

Em ocasião anterior (24/05/2008), este Instituto endereçou carta aberta aos então Senhores Ministros de Estado da Cultura, Gilberto Gil, e de Políticas de Igualdade Racial, Edson Santos, rogando que auxiliassem a Irmandade do Rosário na reconstrução de sua igreja, haja vista a penhora judicial do próprio bem tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde a década de 1930. Atendendo parcialmente ao pleito, o MinC determinou ao Iphan que procedesse a obras emergenciais na Igreja do Rosário, evitando que a fiação elétrica entrasse em curto-circuito e destruísse esse riquíssimo e valoroso prédio histórico.

É de quase todos os brasileiros consabida a história dessa igreja carioca mas, para efeitos mnemônicos, resgata-se. A Igreja da Imperial Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos foi palco dos acontecimentos que culminaram em nossa emancipação enquanto Estado nacional desde março de 1808, quando a Corte portuguesa transmigrou-se para sua antiga colônia americana. Funcionando, então, como Sé Episcopal do Rio de Janeiro, nela o Príncipe Regente D. João, a família real e os altos dignitários foram então recebidos para o Te Deum Laudamus de celebração pela travessia.

Em 09 de janeiro de 1822, sediando o Senado da Câmara em seu consistório, uma deputação saída em direção ao Paço da Cidade do Rio de Janeiro convenceu o Príncipe Regente D. Pedro de Alcantara a não sair do Brasil, resultando no célebre “Dia do Fico”.
Em 13 de maio de 1822, portanto antes do “Grito do Ipiranga” (07 de setembro), D. Pedro foi aclamado “Defensor Perpétuo do Brasil” na mesma Igreja do Rosário.

Feita a Independência e mantendo-se unido o Brasil, infelizmente manteve-se também a escravidão. Pois foi na Igreja do Rosário que, na década de 1880, constituiu-se o quartel-general do Movimento Abolicionista brasileiro.

No ano passado, por ordem do ínclito Juízo da 23ª Vara Federal do Rio de Janeiro, no âmbito de Ação Civil Pública movida pela Procuradoria da República no Rio de Janeiro, a Igreja do Rosário foi interditada, uma vez que inexiste segurança para os fiéis, celebrantes e visitantes em geral.
Estamos às vésperas do Bicentenário da Independência do Brasil. É inadmissível que a Igreja do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos permaneça no estado de abandono em que se encontra, mormente tendo em vista que se trata de patrimônio histórico nacional e não apenas bem particular de uma associação de fiéis católicos do Rio de Janeiro.

Certos de que a Vossas Excelências aprazerá contribuir de modo indelével para a recuperação desse tesouro da História do Brasil, subscrevemo-nos, ficando à disposição.

Respeitosamente,
Bruno da Silva Antunes de Cerqueira
Presidente do IDII

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Histórias de sertanejo - Antônio Alves de Morais.


Todo cratense conhece ou ouviu falar no sitio "Catingueira" nas imediações dos distritos de Ponta da Serra e Santa Fé, em Crato.

Um fazendeiro tinha pra mais de 10 moradores.

Dona, Rinaura, a conhecida Riri, esposa do encarregado dava conta da vida de todo mundo. Ninguém escapava de sua língua ferina. Era a Rede Globo do lugar.

Menino que desmunhecava, mulher que pulava cerca, homem fiota metido a namorador, mocinhas oferecidas, ninguém no lugar escapava da língua de dona Riri.

Por arte do diabo, sua filha caçula apareceu com o bucho pela goela, e o pior, não se tinha ideia quem era o pai do menino.

Quando a noticia se "espaiou" outras mulheres do sítio, lavando roupa no riacho comentavam : "Aquilo foi a língua da mãe"! No que outra  replicou, "muier" eu digo que foi outra coisa.