segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

FORTALEZA BELA - Por Antonio Gonçalo.

Em Fortaleza- CE, há um leque amplo de opções, culturais, artísticas e comerciais, especialmente na região leste, onde um aglomerado de empreendimentos de vários gêneros, se destacam entre os setores de comércio shoppings, alimentação e hospedagem.

Entre esses ramos de empreendimentos, o "Polo Gastronômico da Varjota", cujos estabelecimentos localizam-se em um conjunto de ruas compreendidas entre o quadriângulo das Avenidas Virgílio Távora e Dom Luis, tem se destacado bastante nos últimos anos. 

Nas imediações, há uma diversidade de estabelecimentos dos ramos de restaurantes, lanchonetes, bares, bristrôs, hamburguerias, etc, e as vias públicas também receberam transformações específicas para o projeto urbanístico local. 

Julgo que tem ou teve sorte quem passou a residir ou a possuir imóveis nessa região. Há no local uma expressão latente de amplidão empreendedora e também de convivência pacífica. Sou um dos moradores do Bairro há 16 anos e posso confirmar esse estágio harmônico do lugar.

Sinto-me bem em morar aqui. Sou um interiorano duplamente apaixonado pelo sertão e a praia. Enveredo bem nos sonhos ou acordado, tendo visões nos "cafundós" de Várzea Alegre e Sertões de Quixadá, da mesma forma que exploro as areias da Praia do Futuro, o caldo de mocotó do Mercado Central e os aperitivos do Raimundo do Queijo, no Centro de Fortaleza.

Oh....Fortaleza bela!

sábado, 28 de janeiro de 2023

Do que trata o livro - Antonio Alves de Morais.

 

Eu não sou escritor, não sei escrever e nunca me preocupei com isso. Quando decidi  publicar a coletânea "Histórias, Causos e Proezas" estava ciente do crime de lesa literatura que ia cometer.

Trata o livro de personagens prestimosas de nossa cidade que marcaram a memória e a história do seu jeito e do seu modo, no seu segmento.

O chapeado "Noventa" recebeu de sua esposa uma bermuda como presente de aniversário.  A mulher  notando a decepção do marido perguntou : O que foi Noventa, não gostou do presente!  

A resposta veio no embalo : Vou guardar, no dia que Dom Vicente,  Filemon Teles, Pedro Felício e Cícero Pierre usarem eu  uso também. Isso é roupa para moleque.

PELÉ, MAGIA E MASSA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Vê-lo jogar era como assistir uma sinfonia. Algo imortal.

Comparado à erupção vulcânica de duas pernas, objeto de devoção no Mundo inteiro.

Chutes e passes certeiros. Com os pés, as astúcias de mãos.

Dribles sempre para ganhar território, sem humilhar os adversários.

A bola não colava no seus pés. Fazia parte deles.

Na área, a inteligência dos gênios para calcular espaço, tempo, adversários e bola, processando tudo em átimo de segundo.

O futebol e seu universo de poesia. O lugar onde ele pisou jamais será ermo.

Fez do futebol a alegria que nos faz suportar a vida normal.

Pelé, o rei eterno. Não foi, apenas, o melhor do Mundo. Foi o melhor para o Mundo.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Padre Coringa - Por Robson Pereira Sales.

Pe. Coringa, foi um grande sacerdote. Caridoso, humilde e muito humano. Não lhe faltava hombridade para enfrentar os dilemas pastorais na Paróquia.  

Certa feita, numa festa da Imaculada Conceição, Pe. Coringa como sempre fez, saiu a angariar donativos para à Igreja. Chegando em determinado sítio, encontrou um senhor, daqueles velhos bem brutos. Pe. Coringa, saindo do carro sucedeu-se o seguinte dialógo:

Bom dia, meu amigo, o que tem pra mim hoje?

O velho respondeu:

Pra padre pidão, eu tenho uma corda pra largar no espinhaço.

Pe. Coringa replicou com outra pergunta:

E pra Nossa Senhora da Conceição?

Tenho um saco de fava.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2023

À PROVA DE PRESSÃO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Um treinador de fora para a seleção brasileira é o assunto da hora.

Não pode ser qualquer um, vociferam.

Um bem sucedido treinador de Liga dos Campeões não enxerga treinar seleções como "algo maior".

Luiz Henrique, que já foi campeão da Champions há sete anos, está disponível. Medalhão menos estrelado.

Os de primeira grandeza estão presos a contratos milionários com clubes.

Com um espanhol, a barreira linguística não seria problema, segundo a CBF.

Uma outra coisa diz respeito a um técnico, de preferência, à prova de pressão.

Desde quando pressão em futebol é uma situação ausente?

Gostaríamos mesmo de saber como se testa treinador com reserva de paciência para suportar pressão.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Retidão e Caráter - Por Rosângela Moro.


 É assim. 

Retidão é para quem tem caráter.

Tem caráter  quem se mantem fiel  aos seus valores.

O  resto é narrativa desembestada.

Alto deve ser o seu caráter e não o tom da voz.

terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Desmonte e adispois se amonte - Antonio Alves de Morais.

Mundim do Sapo fez uma viagem de Várzea-Alegre ao Crato numa burra do seu irmão João do Sapo chamada Baronesa. Saiu do Sanharol às três horas da manhã e lá pelas quatro da tarde estava chegando ao sitio Palmeirinha dos Brito, de quem era primo e onde costumeiramente se arranchava.
Mundim tinha pressa de chegar ao Crato e no mesmo dia pegou o burro do leiteiro de Dr. Macário arriou e chispou para a cidade.
Quando estava atravessando o Rio Carás, mesmo no miolo do rio, águas cristalinas e límpidas, o burro se acuou, nem ia pra diante nem pra traz. Mundim lutou, relutou e nada. Ninguém fazia o burro sair do leito do rio.
Um transeunte vendo a luta de Mundim falou: meu senhor “desmonte e adispois se amonte” - Mundim seguiu a recomendação do caboclo e o burro saiu do rio esquipando.
Curioso com aquele detalhe Mundim procurou saber do caboclo velho a razão do: "desmontar e adispois se amontar"! Meu senhor é costume, respondeu: todo dia o leiteiro pára aí pra botar água no leite, e o burrim está acostumado.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Fome - Antônio Alves de Morais.

O brasileiro já está acostumado. Já não cobra mais compostura, decência,  planejamento, ação, seriedade, honestidade, caráter e vergonha na cara dos governantes. 

Todos são uma "Iniquidade" só. Seria exigir demais de Lula, Dilma, Temmer e Bolsonaro.

Infelizmente o brasileiro está sentindo falta é de feijão, arroz, farinha para matar a fome, a tremenda fome que o está matando pela inanição.

SEM O OUTRO NÃO DÁ - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Começo essa crônica com a impressão de que já a escrevi tempos atrás.

De qualquer forma, acreditamos que com palavras e frases diferentes. Nunca se sabe.

Quem não é vítima das repetições? Então, vamos lá.

Essa tirada sartreana de que "o problema são os outros" é muito mais esticada em sua compreensão do que imagina a nossa paupérrima filosofia.

Sugerimos uma consulta ao intelectual juazeirense Carlos Cláudio, para um mais profundo mergulho nessa água morna e mansa.

Isso não nos impede de dar um toque pelas beiradas do nosso entendimento com relação ao indispensável outro.

Ora, sem o outro, a vida não tem sequência. A gente vai mostrar a quem os nossos feitos?

"Deixa eu dizer prá tu" (forma de iniciar uma conversa, do filósofo Mossoró, do SVM): como chegar à área adversária, sem uma tabela com o outro?

Não se chega a lugar nenhum, sem um ataque apoiado. Perguntem aos técnicos e jogadores.

Outra. Sem Jane, o musculoso Tarzan teria berrado para o mato e os gorilas a vida toda. Certamente que usaria os cipós com intenções suicidas.

Pense em um rei momo sem rainha. Morreria na quarta- feira de cinzas, vítima do mais cruel abandono da parceira.

Experimentem viver em uma ilha, por mais paradisíaca que seja, apenas com o desenho de um rosto em um coco para puxar um papo somente com perguntas. Nem radinho de pilha ajudaria, criatura.

Antônio Maria, grande jornalista e compositor, mesmo cantando a solidão, não dispensou a companhia de uma leoa. Só para lembrar: foi casado com Danusa Leão.

Eu não disse que o pitaco sobre o assunto seria apenas pelas beiradas?

Se misturei alhos com bugalhos, paciência.

domingo, 22 de janeiro de 2023

PODER É FORÇA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Convencido estou de que a violência é a forma mais consistente de poder.

Acredito que o poder não é razão nem lei. Por fim, força.

E quem contrariar o poder vai pular os carnavais em um pé só. Se meta a besta, para ver.

O poder emana de quem, meu patrão?

E daí, que violência seja gerada pela falta de imaginação, se é instrumento para se chegar mais rapidamente ao poder.

Essa de tratar o poder como afrodisíaco é uma forma branda de falar sobre o assunto.

O poder age com o fígado e sempre está de mau humor.

Dizem que o poder mostra o ser humano exatamente como ele é. Sem tirar nem por.

Pela perda do poder, se atira no próprio peito. Ô bicho pegajoso é o poder de mandar e desmandar.

Tem quem abra mão do dinheiro pelo poder. O poder, ou nada feito.

Não interpretem essa croniqueta como uma ode ao poder da violência.

Tenho certeza de que a abordagem tem tudo a ver com os nossos dias. Não tem delírio.

Por isso, o comunista Lênin cunhou: "Fora o poder, tudo é ilusão".

JÁ TÁ NA HORA - Por Mundim do Vale


Padre Antônio Batista Vieira e o sobrinho Aldenizio Correia, o portador do recado.

José Odmar Correia, funcionário da coletoria estadual de Várzea Alegre, não trocava um pirão de corredor de boi por nada desse mundo. Toda sexta feira ele mandava Zé Belo comprar sem dizer que era pra ele, porque o corredor era vendido para as pessoas de poder aquisitivo menor.

Dona Balbina cozinhava o corredor mas na hora de bater o osso para extrair o tutano, quando não se cortava quebrava o prato. Era assim era toda sexta feira. Já bastante incomodada com aquela situação, resolveu falar para o esposo: - Ou Zé Odmar. Tá bom de tu acabar com esse negócio de pirão, porque se não daqui a pouco eu estou sem dedos e a casa sem pratos.

Pois vamos fazer o seguinte: Como eu gosto muito do pirão. Você cozinha e quando for pra bater o osso, você manda um dos meninos lá na coletoria que eu venho. Mas diga a ele que seja discreto, que eu não quero que ninguém fique sabendo que eu como pirão de corredor. Mande ele fazer um sinal, que eu já fico sabendo.

Na sexta feira quando o corredor cozinhou a esposa mandou seu filho Aldenízio: - Vá meu filho. Chegue lá faça um sinal, que seu pai vem bater o osso.

Aldenízio saiu pela rua Major Joaquim Alves quando chegou no bar de André, viu o seu pai na porta da coletoria conversando com: Luís Proto, Raimundo Silvino e Bernardo Mariano. Antes que Zé Odmar notasse a presença do filho Ele gritou:  Pai. Pai. Ou Pai!

Com aquele barulho do menino, Todos olharam em sua direção. Aldenízio bateu com a mão direita aberta, sobre a esquerda fechada por três vezes dizendo:  Mamãe disse que fosse. Que já tá na hora.

sábado, 21 de janeiro de 2023

Clientes não faltavam - Antônio Alves de Morais.



Dr. José Correia Ferreira, um médico em 1936. O segundo filho da terra, o primeiro foi o seu tio Dr. Leandro Correia Lima, 1915. 

Clientes é o que não faltavam. Entra com o marido, um sujeito afogueado, torado no grosso, olhos de espanto, chapéu de couro, toco de cigarro de palha no canto da orelha, jeito de quem está vendo alma, por todos os lados. A mulherzinha parecia a alma que procurava. pequena, magra, amarela, cabelos zangados, uns "tics" no canto direito da boca, pra completar a coisa mais encabulada do mundo. Sentindo seu jeitão e a dificuldade que teria em lhe ouvir as queixas, procurei deixa-la a vontade. 

Depois de perguntar umas quatro vezes de que se queixava sem que ela desse uma palavra, perguntei ao marido: Sua Mulher é surda e muda? Não Fala? Foi então, que ela  rompendo o mutismo, falou: minha doença quem sabe é Zé.

O Homem pegou pressão, assim como quem está foleando formiga, e foi falando, ora soprando pra fora, ora, aspirando pra dentro.e tome verbo:

Seu doutor, esta mulher está se acabando viva. Não drome, não come, não tem sustança pra nada e tem uma dor de cabeça afitiva que quando dá na testa da pobrezinha só falta correr doida.

A muito custo conseguir tomar a pressão, examinar-lhes os olhos, sentir-lhe o pulso. Ela todo tempo se esquivando, se encolhendo, se afastando no mais inocente e desnecessário recato.Passado a receita, explicado repetidas vezes como usar os remédios, se foram com Deus e a Virgem Maria.

Decorridos umas três semanas, noutro dia de feira, volta o Zé e de melhor aspecto. Ao me ver, foi logo dizendo: Vim só lhe dizer, meu doutor, "qui a muié tá muito amiorada. quaje boia mermo". 

Deus ti proteja.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

O INFINITO AMOR DE DEUS - Vicente Rodrigues de Almeida

E dizem que Deus quando fecha uma porta, abre uma janela.

Eu não acredito, nunca acreditei nessa história:

A porta citada neste adágio popular, é um obstáculo imposto pelos nossos preconceitos, que desaparecerá com o aprofundamento do amor ao próximo.

Veja o Vídeo:

Vicente Almeida