quarta-feira, 21 de agosto de 2024

Leonarda Bezerra do Vale, Dadá do São Cosme - Antonio Alves de Morais.

Foto de Leonarda Bezerra do Vale – Dadá do São Cosme – filha do José Raimundo do Sanharol, Em pé ao seu lado o neto Geraldo, que foi casado com professora e politica Dandinha Vilar, do Lameiro em Crato. 

Casada com José Alves Bezerra, José da Costa do São Cosme. Deixaram uma grande descendência. 

Filhos do Casal:

01 – Maria Alves Bezerra

02 – Pedro Bezerra da Costa

03 – Antonia Alves Bezerra


José Bezerra de Brito, Zuza Bezerra.

Leonarda Bezerra do Vale era tia legítima e sogra do professor Zuza Bezerra, foto. Uma das maiores inteligências e cultura do Crato. 

Leonarda  era uma das senhoras de maior  posses de Várzea-Alegre. Proprietária da Fazenda São Cosme. A foto atesta sua humildade. Residência sem  luxo, parede da casa sem reboco,  vestes simples, pés no chão e um olhar puro e de muita brandura.

terça-feira, 20 de agosto de 2024

Um legado de grandeza exemplar - Antonio Alves de Morais.

Golbery do Couto e Silva. Ministro-chefe do Gabinete Civil do Brasil, Um general digno e diferente  desses  servis subservientes  cumplices de um  governo  seboso e nojento que  envergonha a pátria. 

Golbery do Couto e Silva (Rio Grande, 21 de agosto de 1911 — São Paulo, 18 de setembro de 1987) foi um general e geopolítico brasileiro. 

Tornou-se reconhecido como um dos principais teóricos da doutrina de segurança nacional, elaborada nos anos 50 pelos militares brasileiros da Escola Superior de Guerra (ESG), sendo um dos criadores do Serviço Nacional de Informações (SNI).

Contrário à ascensão de Costa e Silva à presidência, retirou-se do governo com a posse do novo mandatário. Durante o período (entre 1968 e 1973), presidiu a filial brasileira da empresa norte-americana Dow Chemical.

Golbery retornou à vida pública durante o governo do presidente Ernesto Geisel, a partir de março de 1974, notabilizando-se como responsável pela chamada política de distensão, que marcou o início do processo de abertura política. Ocupou ainda os cargos de Chefe da Casa Civil nos governos militares de Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo até 1981, quando abandonou definitivamente a vida pública. 

Deixou algumas publicações, entre elas, com forte repercussão internacional, o livro "Geopolítica do Brasil".

Estudou no Ginásio Lemos Júnior, em Rio Grande (RS), sua cidade natal, e em abril de 1927, aos 16 anos, ingressou na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, no então Distrito Federal. 

Foi declarado Aspirante a Oficial da Arma de Infantaria em dezembro de 1930, conquistando o 1° lugar de toda a sua turma de Cadetes de todas as Armas. 

Mais tarde serviu no 9º Regimento de Infantaria (9º RI), em Pelotas (RS). Foi promovido a segundo-tenente em junho de 1931.

Quando era segundo-tenente, Golbery do Couto e Silva foi transferido para o quartel-general da Sexta Brigada de Infantaria. Lá, foi promovido a primeiro tenente pouco antes do início da Revolução Constitucionalista em São Paulo. Durante a revolução, serviu na Diretoria de Material Bélico, no Rio de Janeiro.

Em maio de 1937, Golbery foi promovido ao posto de Capitão e passou a servir na secretaria geral do Conselho de Segurança Nacional, quando foi mandado para Curitiba. Nesta capital, atuou na Infantaria Divisionária da 5ª Região Militar. Em 1940, foi transferido para Joinville, cumprindo missão no 13º Batalhão de Caçadores.

No mês de dezembro de 1941, prestou provas livres no concurso de admissão da Escola de Estado-Maior do Exército, sendo o único oficial aprovado. Formou-se em agosto de 1943. No mesmo ano, foi servir no Rio Grande do Sul, sua terra natal. Lá atuou no Estado-Maior da 3ª Região Militar (3ª RM), com sede em Porto Alegre.

Em 1944, foi para os Estados Unidos estagiar na famosa escola militar Fort Leavenworth War School. Após este período de estágio, foi enviado para servir na Força Expedicionária Brasileira (FEB) como oficial de inteligência estratégica e informações, cargo que ocupou até o final da Segunda Guerra Mundial.

Um general  honrado,  digno,  austero e muito sério,  bem diferente  desses  beja mão  que  em troca de  um misero emprego   num  governo sem  nenhum respeito chegam  ao ponto de serem cumplices de  crimes do conluio formado por membros dos três poderes para  praticar todo tipo  de desordem, lambança e  ladroagem.  

Gabriel de Morais Rego - Antonio Alves de Morais.

Foto - Gabriel de Morais Rego primeiro filho do segundo casamento de José Raimundo do Sanharol e Antônia de Morais Rego.

O segundo enlace Sanharol/Malhada foi Gabriel de Morais Rego e Joaquina Alves de Brito. Desse casamento nasceu Eufrásia de Morais Brito, e, daí por diante uma geração de nobres e notáveis cidadãos e cidadãs. São tantos e tantas, que enobrecem a genealogia familiar.

À partir do casamento de Eufrásia de Morais Brito com Macário Vieira de Brito  em  1901, surgiu o ramo dos Macários de Brito.

Dr. Humberto Macário de Brito.

Na minha singeleza, por gratidão e reconhecimento, Humberto Macário de Brito, foto notabilizou-se, pela nobreza da humildade, pelo humanismo, caráter e índole de homem manso, porém valente como o velho Gabriel se preciso fosse.

Como médico salvou vidas, como homem publico deu exemplos de grandeza, nunca foi subserviente. Na politica foi tudo que quis. Em 1986, chegou a transferi 80% dos votos do Crato para o seu candidato a governador, e dias depois viajou para fazenda Água Azul, no dia em que este governador visitou o Crato. Homem independente que defendeu valores e bons costumes.

O velho Bilé faleceu em 1919. Está sepultado no Cemitério Nossa Senhora da Piedade, em Crato.

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Praça da Sé - Antonio Alves de Morais.

Um logradouro, coberto de oitizeiros, árvores frondosas que atraem não só os pássaros, como as pessoas que buscam a paz e a harmonia que reinam no lugar.

Ali contemplando a Sé Catedral e os monumentos erigidos em homenagens aos antigos bispos do Crato, a saudade do Crato antigo, da inocência, da festa da padroeira, da passagem e encontro diário com as estudantes do Colégio Santa Tereza de Jesus,  com suas saias vermelhas, blusas e meias brancas.

Na praça antiga via-se o monumento a Nossa Senhora da Assunção, construído pelo então vigário da Sé Catedral, Mons. Rubens Gondim Lóssio, foto,  e, em local de destaque, o busto de Dom Quintino, primeiro bispo do Crato.

Hoje, a praça está mudada, destruíram-se os monumentos de inestimável valor histórico, mutilaram-se prédios e ruas,  como a rua Dr. Miguel Lima Verde onde,  nos remotos tempos, existia um prédio revestido de azulejos portugueses, da era colonial.

No centro da Praça da Sé, como exigência de uma época mais moderna, construiu-se um coreto que, na verdade, não serve para nada, apenas um monumento frio, sem nenhuma utilidade.

É bom, saudável, olhar para o passado, relembrar as praças do Crato, mergulhar no tempo e sentir saudades de um mundo florido, onde a vida borbulhava cheia de amor e esperança.

Diário de um saudosista.

Francisco Pedro de Oliveira.

O Brasil alcançou a iniquidade - Por Republiqueta de meia pataca.

 


O dinheiro da corrupção institucionalizou a orangotanguização da mídia. Com raríssimas exceções quem pagar mais conta com a cobertura do jornalismo a seu favor.

O pior é que parangolezaram a justiça, triste de um pais cuja "Corte Suprema" é composta por juízes nomeados de favor.

O político bandido corrupto, o ladrão  rico escolhe por quem quer ser  julgado, fórum e  juiz. O PGR  encaminha o pedido e o STF  troca a competência. 

A Justiça a serviço de interesses  que não são os  da justiça. 

O Brasil alcançou a iniquidade.

Lula, de forma dúbia, tenta salvar a ditadura de Nicolás Maduro

  

    Em  entrevista à Rádio Gaúcha, de Porto Alegre(RS), neste final de semana,  o presidente Lula disse que “discorda da nota do Partido dos Trabalhadores-PT”, pela nota que o seu partido divulgou afirmando que “as eleições na Venezuela foram transparentes e que Nicolás Maduro foi o vencedor do pleito”.

   Na entrevista de Lula ocorreu o seguinte diálogo:
Repórter: A Venezuela vive uma ditadura ou uma democracia?
Lula, presidente da República: A Venezuela vive um regime muito desagradável.
Repórter: É uma ditadura?
Lula: Não. Não acho que é ditadura. É diferente de uma ditadura, sabe...
Repórter: Por quê?
Lula: É um governo com um viés autoritário, mas não é uma ditadura como a gente conhece tantas ditaduras nesse mundo. 

    Ora, o mundo inteiro discorda do presidente do Brasil, pois sabe que – após 25 anos do “socialismo bolivariano” –, implantado por Hugo Chávez e aprofundado por Nicolás Maduro, a Venezuela afunda na miséria igual a existente em Cuba. A violência tomou conta daquele país. A repressão sangrenta contra as manifestações da oposição, feita nas ruas, são mostradas diariamente na televisão. 8 milhões de venezuelanos fugiram para outros países, para escapar da fome. A Inflação na Venezuela é a maior já registrada no continente americano. Saúde e segurança pública não existem mais...

    E Lula diz apenas que a “Venezuela vive um regime desagradável” ...
    Quanta dubiedade... mas Deus está vendo tudo isso....

(Postado por Armando Lopes Rafael)

Raimundo Duarte Bezerra, Papai Raimundo e São Rainundo Nonato, Padroeiro de Várzea-Alegre - Antonio Alves de Morais.


Paróquia de São Raimundo, construída na gestão do Padre José Ferreira Lobo entre os anos  de 30 a 33 do século passado.

A partir desta semana, em louvor a São Raimundo Nonato, estarei postando sobre parte da genealogia de Várzea-Alegre. Postarei sobre José Raimundo Duarte, o conhecido José Raimundo do Sanharol, suas esposas do primeiro e segundo casamentos Maria Anacleta de Menezes e Antônia de Morais Rego respectivamente, e, dos 25 filhos.

José Raimundo Duarte era filho de Papai Raimundo, de todos os filhos do Patriarca Raimundo Duarte Bezerra, Papai Raimundo foi o que deixou maior descendência.

Somos muitos, e, os relatos servem como fonte de pesquisa para aqueles que se interessam por sua ascendência genealógica.

Na semana em que a comunidade homenageia algumas personalidades com a Medalha Papai Raimundo postar sobre alguns de seus netos cuja fota encontrei para ilustrar a postagem, fotos centenárias. São motivo de alegria, felicidades e aplausos.

Relação dos filhos de José Raimundo Duarte, José Raimundo Sanharol dos dois casamentos:

Primeiro matrimônio: Com Maria Anacleta de Menezes.

01 – José Raimundo Duarte de Menezes.

02 – Manuel Leandro Bezerra

03 – Antônio Bezerra de Menezes

04 – João Alves de Menezes

05 – Vitorino Alves de Menezes

06 – Vicente Alves Bezerra

07 – Tereza Anacleta de Menezes

08 – Maria Anacleta de Menezes

09 – Bárbara Alves de Menezes

10 – Isabel Alves de Menezes

11 – Vicência Alves de Menezes

12 – Joaquim Alves de Menezes

13 – Raimundo Alves de Menezes

14 – Maria Alves de Menezes

15 – Ana Alves de Menezes

16 – Pedro Alves de Menezes

Segundo matrimonio: Com Antonia de Morais Rego.

01 – Gabriel de Morais Rego

02 – Pedro Alves de Morais

03 – Ana Alves de Morais

04 – Antônia de Morais Rego

05 – Leonarda Bezerra do Vale

06 – Bárbara de Morais Rego

07 – Mariana de Morais Rego

08 – Raimunda de Morais Rego

09 – Isabel de Morais Rego.

No Blog do Antonio Morais tem uma postagem com cada um deles. 25 postagens com informações. Com quem se casaram e os filhos do casal. 

De todos eles eu tenho fotos de apenas três. Vou subir a postagem para conhecimento dos leitores.

domingo, 18 de agosto de 2024

Silvio Santos - Por Silvio Santos.

"Sou Judeu e, mesmo assim dou  meu dízimo ajudando a quem precisa. Aqui no SBT,  não aceito descriminação.

Demitiram o meu câmara e o rapaz que cuidava do meu carro, porque estavam velhos... 

Mandei recontratar e indenizar cada hum.  Uma casa não fica em pé sem a experiencia dos mais velhos". 

Por falta de um grito se perde uma boiada (Parte I) – por Humberto Mendonça

 

Você pode enganar uma pessoa por todo o tempo;
Pode enganar muitas por algum tempo; mas não
consegue enganar todas por todo o tempo
.
Abraham Lincoln

   Eu, modéstia à parte, já fui dono de boiada. Aprendi, acompanhando de perto a condução do boiadeiro, quando este deslocava o gado, que os animais seguiam à risca a sua orientação. Um aboio do condutor e a boiada virava para um dos lados da estrada;  outro grito, e a boiada seguia em frente na estrada… A falta do boiadeiro (leia-se: a ausência de uma liderança) em algum momento, e ocorria, facilmente, um “estouro da boiada” …

   Este sentido figurado se encaixa perfeitamente para o atual momento vivido pela pátria brasileira. Triste constatar: a crise da nossa nação só tende a piorar…

   Este artigo, diante da gravidade do momento político, tem o objetivo de alertar os meus leitores e toda a nação brasileira. Já afirmei em escritos anteriores: Lula não prioriza a condução da Presidência da República. Ele age, primeiramente, para satisfazer sua vaidade pessoal. Depois, em segundo plano, aplica o “ideário do PT”, este com finalidade principal de implantar o socialismo na pátria brasileira, e,  de quebra, Lula se esmera em agradar sua esposa, a Sra. Janja. 

   Lula levou Janja para todas as dezenas de viagens internacionais que fez neste um ano e meio de mandato. E como viaja o casal! Hospedando-se nas mais caras suítes dos mais caros hotéis do mundo. Janja já passou à medíocre história republicana como a “Primeira Dama” mais deslumbrada com o poder; e a que mais aparece nos eventos organizados pelo cerimonial da Presidência da República. A Janja não é a Primeira Dama do Brasil, e sim somente do Lula, que também não é presidente do Brasil, mas dele mesmo, sua gestão é muito pessoal. Lula e Janja são unha e carne. 

    É público e notório que falta a Lula – além da cultura exigida para um Chefe de Governo e Chefe de Estado – maior zelo pela liturgia do elevado cargo que exerce. Basta ver as declarações vexatórias que ele profere sempre quando fala “de improviso” …

    A maioria da opinião pública brasileira vê com restrições o aparelhamento feito, por Lula, nos órgãos da máquina administrativa federal. Para ele, parece que só existe o poder executivo. E, vale reconhecer, ele tem mais poder do que o grande Imperador Dom Pedro II.

     Os outros dois poderes são meros auxiliares do Executivo. Basta dizer que, dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal, 9 foram indicados por governos esquerdistas, anteriores à gestão de Bolsonaro. Inclusive o ministro Flávio Dino, indicado, recentemente, por Lula, quando tomou posse, ouviu dentre os  elogios feito por Lula: “estou feliz por ter nomeado um ministro comunista”.(SIC).

    O que ficou, no entanto, no imaginário coletivo da população foram as denúncias feitas pelo deputado Roberto Jefferson (nas duas administrações anteriores de Lula (2003-2010), que resultaram nos chamados escândalos do “Mensalão” e do “Petrolão”. São tristes recordações…

Humberto Mendonça, empresário, ex-vice-prefeito de Crato e ex-presidente da Associação Comercial de Crato -- (Artigo publicado no jornal “O Estado”, de Fortaleza, em 16 de agosto de 2024)


José de Morais Brito - Por Saulo Moraes.


Saulo Moraes.

Zé Brito é, de longe, a pessoa mais generosa que conheci. Em período de férias escolares na minha infância e adolescência vínhamos do interior de Minas para Belo Horizonte e o seu apartamento no Edifício Princesa Isabel tornava-se uma folia permanente. 

Ele se divertia muito com essa turma, sempre pautado pela noção de que cada um deve exercer e se responsabilizar pela sua liberdade. Quando me mudei em definitivo para Belo Horizonte, foi ali que arrumei morada, generosidade compartilhada por alguém também muito especial em minha vida, Ana Maria Ribeiro, sua esposa. 

Eu tinha 18 anos, ali tive contato mais próximo com uma biblioteca de clássicos, a discoteca particular mais eclética que conheci e o impulso para os movimentos sindicais - sendo eu também bancário, mas em banco privado. 

Zé Brito foi um poeta indignado, um cabra absurdamente espirituoso, de humor refinado e absolutamente criterioso com a língua portuguesa. Disso aprendi pouco, mas o suficiente para os vestibulares da vida. 

Avalio hoje que a minha construção cultural e política, iniciada com o movimento de jovens em Brasília de Minas se consolidou e fortaleceu devido à sua influência – os seus livros e as nossas longas conversas no Condomínio Fazenda Solar sobre literatura, política, música e a arte do bem viver – que para pessimistas como nós dois estava mais para a arte de apenas viver. 

E eu, um cruzeirense roxo, me arrisquei a perder o título de “anjo adotivo”, pois Zé Brito tinha um defeito grave: torcia para o Atlético Mineiro. Exagero, pois assim como o futebol pode ser a coisa mais importante das menos importantes da vida, o amor que nutri por ele reina absoluto na lista das coisas, de fato, mais importantes da vida.

RECEITA, TALVEZ, ÚTIL - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Remexo no "cesto" e

encontro uma crônica que, provavelmente, não publicamos.

Confiro e concluo: "Não foi para o ar". É uma receita, talvez, útil para os companheiros de procissão.

Busquemos a emoção da escrita para nos tirar da escuridão.

Mantendo nossa essência humana e sorrindo todos os dias. Não sabemos o que virá amanhã.

Inauguremos uma fase de não se preocupar muito e deixar a vida rolar.

Ler um bom livro, ouvir música, sentir-se presente na vida. Coisas que merecem o nosso tempo. Milagres do dia a dia.

Não devemos desanimar, mesmo quando não estamos criando ou transformando alguma coisa.

Escrever com a solenidade condizente à sensibilidade dos novos tempos.

As histórias precisam da gente para continuar existindo. Sem o drama não há emoção, sem a fraqueza não há o ridículo humano, a comédia.

No mais, é desejar a paz dos sentidos, a tranquilidade da carne e o sono do espírito.

Não é querer muito, não é.

sábado, 17 de agosto de 2024

“O Brasil não é um país sério” – por Paulo Gravina

   “Le Brésil n’est pas un pays serieux” (O Brasil não é um país sério). 

     Esta “frase-desabafo” é atribuída a Charles de Gaulle, ex-presidente da França.  Entre fevereiro e março de 1963, durante um incidente diplomático envolvendo o Brasil e a França (relativo à pesca de lagostas), houve um pequeno estremecimento nas relações entre os dois países e popularizou-se a versão de que Charles de Gaulle, presidente da França na época, teria dito: "O Brasil não era um país sério".

    A frase teve imensa repercussão... e ficou famosa no Brasil inteiro, causando todo o tipo de reação, quase sempre sem levar em conta o contexto em que a frase teria sido dita. Muitos criticaram o presidente e herói francês. Alguns passaram a censurar todos os franceses, a tentar contradizê-los e a questioná-los sobre o que eles pensavam do Brasil.  Como e fossem só os franceses!

   Havia, porém, um reconhecimento geral por parte da maioria da população brasileira de certos absurdos que ocorriam no país, naquele distante 1963,  em relação ao seu ambiente político, aos casos de corrupção, aos problemas na formação educacional, ao direcionamento dos gastos públicos e à atuação nas relações exteriores, que revelavam factualmente a falta de seriedade brasileira...

    O fato acima, ocorreu em 1963...imagina se Charles de Gaulle ainda fosse vivo e soubesse dos fatos que ocorreram no Brasil,  nesta semana (que hoje finda)...

Votar - Por Raquel de Queiroz.

Publicado na revista "O Cruzeiro", em 11 de Janeiro de 1947, com o objetivo de alertar os eleitores de então, quanto a importância do voto.

 Não sei se vocês têm meditado como devem no funcionamento do complexo maquinismo político que se chama governo democrático, ou governo do povo. Em política a gente se desabitua de tomar as palavras no seu sentido imediato. No entanto, talvez não exista, mais do que esta, expressão nenhuma nas línguas vivas que deva ser tomada no seu sentido mais literal: governo do povo. Porque, numa democracia, o ato de votar representa o ato de FAZER O GOVERNO.

Pelo voto não se serve a um amigo, não se combate um inimigo, não se presta ato de obediência a um chefe, não se satisfaz uma simpatia. Pelo voto a gente escolhe, de maneira definitiva e irrecorrível, o indivíduo ou grupo de indivíduos que nos vão governar por determinado prazo de tempo.

Escolhem-se pelo voto aqueles que vão modificar as leis velhas e fazer leis novas - e quão profundamente nos interessa essa manufatura de leis! A lei nos pode dar e nos pode tirar tudo, até o ar que se respira e a luz que nos alumia, até os sete palmos de terra da derradeira moradia.

Escolhemos igualmente pelo voto aqueles que nos vão cobrar impostos e, pior ainda, aqueles que irão estipular a quantidade desses impostos. Vejam como é grave a escolha desses "cobradores". Uma vez lá em cima podem nos arrastar à penúria, nos chupar a última gota de sangue do corpo, nos arrancar o último vintém do bolso.

E, por falar em dinheiro, pelo voto escolhem-se não só aqueles que vão receber, guardar e gerir a fazenda pública, mas também se escolhem aqueles que vão "fabricar" o dinheiro. Esta é uma das missões mais delicadas que os votantes confiam aos seus escolhidos.

Pois, se a função emissora cai em mãos desonestas, é o mesmo que ficar o país entregue a uma quadrilha de falsários. Eles desandam a emitir sem conta nem limite, o dinheiro se multiplica tanto que vira papel sujo, e o que ontem valia mil, hoje não vale mais zero.

Não preciso explicar muito este capítulo, já que nós ainda nadamos em plena inflação e sabemos à custa da nossa fome o que é ter moedeiros falsos no poder.

Escolhem-se nas eleições aqueles que têm direito de demitir e nomear funcionários, e presidir a existência de todo o organismo burocrático. E, circunstância mais grave e digna de todo o interesse: dá-se aos representantes do povo que exercem o poder executivo o comando de todas as fôrças armadas: o exército, a marinha, a aviação, as polícias.

E assim, amigos, quando vocês forem levianamente levar um voto para o Sr. Fulaninho que lhes fez um favor, ou para o Sr. Sicrano que tem tanta vontade de ser governador, coitadinho, ou para Beltrano que é tão amável, parou o automóvel, lhes deu uma carona e depois solicitou o seu sufrágio - lembrem-se de que não vão proporcionar a esses sujeitos um simples emprego bem remunerado.

Vão lhes entregar um poder enorme e temeroso, vão fazê-los reis; vão lhes dar soldados para eles comandarem - e soldados são homens cuja principal virtude é a cega obediência às ordens dos chefes que lhe dá o povo. Votando, fazemos dos votados nossos representantes legítimos, passando-lhes procuração para agirem em nosso lugar, como se nós próprios fossem.

Entregamos a esses homens tanques, metralhadoras, canhões, granadas, aviões, submarinos, navios de guerra - e a flor da nossa mocidade, a eles presa por um juramento de fidelidade. E tudo isso pode se virar contra nós e nos destruir, como o monstro Frankenstein se virou contra o seu amo e criador.

Votem, irmãos, votem. Mas pensem bem antes. Votar não é assunto indiferente, é questão pessoal, e quanto! Escolham com calma, pesem e meçam os candidatos, com muito mais paciência e desconfiança do que se estivessem escolhendo uma noiva.

Porque, afinal, a mulher quando é ruim, dá-se uma surra, devolve-se ao pai, pede-se desquite. E o governo, quando é ruim, ele é que nos dá a surra, ele é que nos põe na rua, tira o último pedaço de pão da boca dos nossos filhos e nos faz apodrecer na cadeia. E quando a gente não se conforma, nos intitula de revoltoso e dá cabo de nós a ferro e fogo.

E agora um conselho final, que pode parecer um mau conselho, mas no fundo é muito honesto. Meu amigo e leitor, se você estiver comprometido a votar com alguém, se sofrer pressão de algum poderoso para sufragar este ou aquele candidato, não se preocupe. Não se prenda infantilmente a uma promessa arrancada à sua pobreza, à sua dependência ou à sua timidez. Lembre-se de que o voto é secreto.

Se o obrigam a prometer, prometa. Se tem medo de dizer não, diga sim. O crime não é seu, mas de quem tenta violar a sua livre escolha. Se, do lado de fora da seção eleitoral, você depende e tem medo, não se esqueça de que DENTRO DA CABINE INDEVASSÁVEL VOCÊ É UM HOMEM LIVRE. Falte com a palavra dada à fôrça, e escute apenas a sua consciência. Palavras o vento leva, mas a consciência não muda nunca, acompanha a gente até o inferno".