domingo, 20 de fevereiro de 2011

FEIRA DE SONHOS - Xico Bizerra

O matuto acordou de seus sonhos e foi à cidade grande. Seu saco reservado para as boas prendas voltou vazio. Não encontrou sorrisos, amizades, esperança. Poucos lhe deram ouvidos e ninguém tinha as mercadorias que ele queria levar. Voltou pra roça e percebeu a desnecessidade de ter ido à cidade. No seu roçado, pés de alegrias, montes de afagos, plantações de carinhos. E ali ficou até que lhe procuraram para terem suas mercadorias. Ele as deu, assim como as tinha recebido, pela graça divina. E sorriu, alegre e feliz, por poder repartir o que tanto lhe sobrava. Apenas não entendeu por que o que tinha de tanta fartura não encontrou naquele lugar grande, sem sorrisos, sem amizades, sem esperanças. Também não entendeu o que foi fazer lá se já tinha tudo na sua aldeia. Nunca mais voltou à cidade grande e plantou, e regou, e colheu safras de dias felizes, repartindo-os com o povo da cidade grande.


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

PARABÉNS POETA - Por Mundim e Duda do Vale

Hoje acordei satisfeito
Com a caneta afiada,
Pra render essa homenagem
A um grande camarada.
Quem pensou no Cláudio Souza
Já matou essa charada.

Parabéns grande poeta
Pesquisador da cultura,
Deus conduza os seus passos
Na caminhada futura.
O quadro da nossa história
Tem você como moldura.

Poeta conservador
da cultura da cidade,
Vai na busca do passado
Para atualidade.
E assim a nossa história
Não fica só na saudade.

Os poetas agradecem
A sua grande atenção,
Pela busca do poema
E pela divulgação,
É assim que seu trabalho
Tem a cara do sertão.

Poeta eu estou ausente
Mas lhe oferto nesse dia,
Uma penca de repente
E um galho de cantoria.
E o açude São Vicente
Sangrando só cantoria.

Termino com parabéns
E um abraço de Jatí,
Fique na terra do arroz
Que eu fico por aqui.
Somente no carnaval
Eu estarei por aí.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

JOÃO DINO E BANDA - AGENDA FEVEREIRO 2011.


AGENDA FEVEREIRO-2011:

Dia - 19-CAJAZEIRAS (PB)

Dia - 20-NAZAREZINHO (PB)

Dia - 25-ANTONINA DO NORTE (CE)

Dia – 27- VARZEA-ALEGRE


ASSÉDIO MILITAR - Por Mundim do Vale

É muito proveitoso para o nosso aprendizado, ouvir um diágolo entre dois intelectuais.
Muito proveitoso também para a conservação dos nossos causos, é ouvir um bate papo de duas pessoas simples e ingênuas.
Certa vez eu presenciei uma coversa de Maria Caetano e Teresa Gobira, nos seguintes termos.
Teresa Gobira dizia:
- Tu acha muié? O sargento Martim agora deu prumode dar as coisa a eu. Premêro foi um mizamprí, adispois foi óleo de coco e agora pru derradêro, trouve um rozário bento do Juazeiro e deu a eu.
- Neguinha. Apois tenha coidado. Qui esse povo da puliça é danado pra imbuchar as moça e adispois vão simbora e num dêxa nem uma chupeta pru fí.
- basta! Apois ele tá querendo é qui eu vá cum ele pru Pernambuquim, prumode dançá o carnaval e beber aluá.
- Apois vai bicha bexta! Vai pensando qui é aluá. Tu vai ficar é falada, qui lá no pernambuquim só dá quenga e sordado. Vai ser lá mermo qui tu vai sair premiada. Salembre! Quem avisa amiga é.
Três meses depois, Maria Caetano estava na esquina da casa de Darío Pimpim, quando avistou Gobira subindo a ladeira do beco. Gobira que era escurinha, tava branca da cor de Rita Dondom.
Maria espantada perguntou:
- O qui é qui tu tem muié? Tu tá dá cor duma fulô de japão.
- Pois é Maria. Eu tou sintino umas coisas. É inguiano, é vumitano sem ter cumido nada e cum vontade de cumer coisa qui num tem im Rajalegue. E pra compretá, já fais treis meis qui aquele negoço num vem.
- Eu num dixe a você? Isso daí é coisa de bucho. Agora vá atrais daquele criolo prumode vê se ele te dá umeno um cuêro.
Passado sete meses daquela conversa das duas, era fácil encontrar Teresa Gobira com Martins Júnior nos braços, pedindo dinheiro a um e a outro, para comprar leite.
Enquanto Gobira andava com aquela criança da cor de uma azeitona, a notícia que se tinha em Várzea Alegre, era que o sargento Martins estaria destacado na cidade de Camocim Ceará.
Dedicado a João Dino, o novo colaborador do blog

Dilma corta R$ 92,7 milhões de Reais para o Ceará


NE - O show já terminou. Vamos voltar à realidade...

Perda mais significativa com o corte nas emendas será de R$ 30 milhões, destinados à manutenção de perímetros irrigados, responsáveis pela produção de frutas - FOTO: MELQUÍADES JÚNIOR; Perímetros irrigados, infraestrutura logística e qualificação profissional serão diretamente atingidos pelo veto.

Agora é para valer. A presidente Dilma Rousseff, no tradicional estilo "fechar a torneira", riscou, na tarde de ontem, de uma só vez, R$ 92,7 milhões de 20 emendas parlamentares e individuais que poderiam vir para o Ceará este ano. O veto mais significativo, de R$ 30 milhões, é o da emenda destinada à manutenção de perímetros irrigados do Estado, notadamente, uma péssima notícia para a economia local, por se tratar de um setor produtivo que vem se destacando nos últimos anos, inclusive, sendo responsável por recordes na exportação de frutas.

A infraestrutura logística também foi afetada com o veto de R$ 20,8 milhões na manutenção de trechos das BRs que passam pelo Estado, outra reclamação recorrente de cearenses e de caminhoneiros que pelo Estado têm de transitar. Outra área importante e "tecla batida" no mundo empresarial como entrave para o desenvolvimento do Estado - a necessidade de qualificação de mão-de-obra local para ocupação de novas oportunidades de emprego -, também foi prejudicada com o veto, por parte da presidente, de R$ 29 milhões.

Deste montante, R$ 19 milhões poderiam ser aproveitados no fomento à elaboração e implantação de projetos de inclusão digital, o chamado Cinturão Digital; enquanto os outros R$ 10 milhões deveriam ser aplicados no apoio à implantação e modernização de Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) e aquisição de equipamentos. Ambas as ações consideradas ferramentas estratégicas de capacitação de força de trabalho no Estado.

Emendas individuais

Não demorou para as primeiras medidas anti-populares do novo governo começassem a eclodir. Contudo, para surpresa dos parlamentares cearenses, até emendas individuais, que, geralmente, eram menos susceptíveis ao veto que as demais emendas da bancada do Ceará, foram retiradas do orçamento. "Um veto desses é inadmissível. Nunca houve isso para emendas individuais, que foram aprovadas dentro de todas as normas. O pior é que o restante, (aproximadamente R$ 1,1 bilhão previsto no orçamento para o Estado) não estará livre de contingenciamentos", reclamou o deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB), ressaltando que apenas 3% dos recursos das emendas parlamentares do Ceará foram aproveitadas no ano passado, e que só 19% do recursos total da União para o Estado foi, de fato, aplicado em 2010, conforme, matérias publicadas, com exclusividade, pelo Diário do Nordeste, em janeiro deste ano.

"Não podemos virar uma Venezuela. O que existe, hoje, é uma subserviência como um todo do Congresso em relação ao governo", indignou-se o deputado quanto ao tratamento das matérias pelo executivo. Ao todo, a presidente Dilma barrou 16 propostas cearenses (de oito deputados federais e de um senador, tanto da oposição como da base governista), que totalizavam R$ 12,8 milhões em construção de cisternas para armazenamento de água no Interior do Estado; revitalização da infraestrutura física das unidades da Embrapa; apoio à pesquisa, inovação e extensão tecnológica para o desenvolvimento social; prevenção de violência contra a mulher; estruturação da rede de serviços de proteção social básica e especial, implantação e modernização dos CVTs; fomento a projetos em arte e cultura; promoção da inclusão produtiva; apoio à pesquisa e desenvolvimento am áreas temáticas da biodiversidade; e apoio à inovação em arranjos produtivos locais. "Uma das emendas vetadas pela presidente Dilma reservaria uma quantia de R$ 500 mil para o CVT de Maranguape, que, com certeza, iria viabilizar uma escola técnica naquele município", lamentou Matos.

Social mais afetado

Esta semana, o governo federal tinha sinalizado que a área social não seria atingida pelo corte de R$ 50 bilhões no orçamento federal. Porém, na tarde de ontem, o que se viu foi justamente o contrário. De um total de R$ 1,8 bilhão de emendas vetadas pelo executivo para todo o País, pouco mais de R$ 1 bilhão, ou seja, 55,2% são justamente desse setor. Destaque para inclusão digital (R$ 419 milhões). Sobrou até para economia solidária e acesso à alimentação, com veto de R$ 20 milhões e 12 milhões, respectivamente.

A área de infraestrutura, com R$ 458 milhões (24,6%) veio logo em seguida na participação do que foi vetado, destaque para R$ 113 milhões no setor de mobilidade urbana. Na produção, o veto do executivo chegou a R$ 355 milhões (19%).

Área social

1 bi de reais em emendas parlamentares voltadas à área social foi cortado do Orçamento da União, contrariando o discurso do governo de que investimentos para o setor seriam mantidos.

ILO SANTIAGO JR.
DiÁRIO DO NORDESTE

CAPACIDADE DE RESISTÊNCIA - Por Mundim do Vale

Estou aqui na cidade de Jatí-Ceará, fazendo um trabalho um tanto espinhoso. Uma construção de um mini-presídio com capacidade para 32 reclusos.
Para o bom andamento da obra, eu moro no canteiro e durmo no barracão. Tenho dificuldades de comunicações e ainda tenho saudades da família e do conforto de casa.
Nas horas das minhas preces noturnas, eu recebo a resistência mandada por Deus. É nessa hora que me lembro que o meu desconforto estar muito distante da situação dos 32 reclusos, que vão ocupar essa edificação depois de concluída.
Assim agradeço a Deus pela minha liberdade e me contento em poder passar os feriados de carnaval, com meus amigos em Várzea Alegre. E alguns dias depois tomar um vinho com a família em Fortaleza.
Abraço de Jatí, para os companheiros do Blog do Sanharol.

JOÃO DINO PEDINDO INGRESSO NO SANHAROL.

São vinte e um no total

Eu contei na relação

Poetas e Escritores

Poetisas de plantão

Nesse blog tem talentos

Vocês fiquem bem atentos

Pois eu tenho pretensão

.

Eu estou querendo entrar

Prá ser colaborador

Sei que não rola dinheiro

Não importa... Não tem valor

Eu quero é entrar no rol

Do blog do Sanharol

Prá ser chamado: Doutor

.

Eu vi um Xico com X

Que se bezerra com I

Vi Duda e Thays Mamédio

Vi Federalina, aqui

Vi Claude Bloc e Mundinho

Vi Zé Nilton bem pertinho

Todos são do Cariri

.

Magnólia e João Pedro

André Pinheiro e Armando

Chico Gonçalves, Rolim

Vi Dihelson no comando

Fafá Bitu e Esmeraldo

Sávio, primo de Geraldo

Escreveu se apresentando

.

E eu morrendo de inveja

Com vontade de entrar

Já implorei a Morais

Que ficou de examinar

Dá uma forcinha Aquino

Vê se bota aí JOÃO DINO

Para com vocês somar

.

Fui fazer uma conferência

Descobri faltou Vicente

Faltou também Claudio Sousa

E ficou faltando gente

Tem Dihelson em cima e em baixo

Num dos lugares me encaixo

Fica o mesmo contingente.

.

Acho que justifiquei

Sobrou uma vaga, enfim

Tem Dihelson duas vezes

Não pode ficar assim

Vão continuar vinte e um

Não coloquem mais nenhum

Deixem esse lugar prá mim.

João Dino.


JACKIE EVANCHO - CANTA "AVE MARIA "

Uma menina (USA) de apenas 10 anos canta e encanta...
Inexplicáveis os dons que Deus concede. Só ouvindo para entender.
Vale a pena ouvir...




Dedicado a Vicente Almeida e Valdênia.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Um exemplo de gratidão – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Recentemente estive a serviço da organização que trabalho, visitando a cidade de Limoeiro do Norte, a qual estivera pela última vez há mais de 20 anos. Fiquei admirado o quanto progrediu aquela cidade nesses dois últimos decênios. A impressão que nos causa como visitante, é a de uma cidade em plena expansão e notável desenvolvimento. Cidade limpa e bem cuidada, com largas avenidas, prédios históricos restaurados, comércio movimentado e rico, educação de boa qualidade para os seus filhos. O desenvolvimento da economia local é facilmente percebido por qualquer visitante. A irrigação de extensas áreas rurais na Chapada do Apodi possibilitou o cultivo em grande escala de frutos tropicais, como o melão, o abacaxi, a melancia, o maracujá e a banana, para citar apenas os mais importantes. Toda essa produção abastece não somente os mercados nordestinos, mas é exportada, via porto do Pecém, para vários países da Europa, chegando ao destino dez dias após a colheita. Hoje Limoeiro do Norte é o maior exportador brasileiro de melão e o segundo de abacaxi, atividades que lhe propiciam anualmente mais de 50 milhões de reais em divisas. Na formação de seus jovens, Limoeiro possui o Centro de Ensino Tecnológico, o CENTEC e uma unidade descentralizada da UECE, com oito cursos superiores. O CENTEC foi uma criação de um cearense de extraordinária visão, filho de Limoeiro do Norte e que tem em seu currículo a criação do NUTEC e da Secretaria de Ciência e Tecnologia, uma das primeiras idealizadoras de utilização do biodiesel. Mas o que mais me impressionou em Limoeiro do Norte foi a gratidão que o seu povo devota aos seus benfeitores. Nas últimas eleições parlamentares, Limoeiro, com menos da metade dos eleitores do Crato, ajudou a eleger deputado federal com 50% dos votos do município o filho da terra que lhe proporcionou o primeiro CENTEC instalado no Estado. Outra gratidão demonstrada pelo povo da cidade é ao seu primeiro Bispo, Dom Aureliano Matos. Esse prelado dá nome à principal avenida da cidade e à unidade local da UECE.

Essa gratidão que os filhos de Limoeiro do Norte têm para com seus benfeitores conduziu-me a uma imediata comparação com muitas ingratidões demonstradas por uma grande maioria dos cratenses à sua terra. A nossa primeira ingratidão é com os políticos cratenses. Nosso município, que há cinqüenta anos elegia dois deputados federais e dois estaduais, vive nos últimos anos um ocaso político danoso ao seu desenvolvimento. Não conseguimos eleger um deputado federal há mais de vinte anos. E não vale a justificativa de que nossos atuais políticos não são bons. Eles são do mesmo nível daqueles que foram deputados há mais de meio século. O único deputado estadual cratense da presente legislatura foi eleito graças ao seu desempenho em programas policiais da televisão, assim mesmo com votos de outros municípios. Diante desse quadro, consultei os dados do TRE das últimas eleições e verifiquei com tristeza que os cratenses validaram 51.731 votos para deputados federais, suficientes para garantir a eleição de um deputado federal. Enquanto o único candidato cratense obteve apenas 37% desses votos, 63% deles foram destinados a candidatos de outras cidades, destacando-se o ex-governador Ciro Gomes com 10.669 votos, os cincos candidatos a deputado federal por Juazeiro que obtiveram juntos 6.993 votos. Ao todo foram votados mais de 43 candidatos no Crato, entre os quais muitos desconhecidos pela maioria dos cratenses como André Figueiredo, com 997 votos e Maria Aparecida Albuquerque que obteve no Crato 75 votos. Esses números são reveladores da tamanha ingratidão política do cratense para com os seus próprios filhos. Reclamamos dos nossos prefeitos, que pouco fazem pelo desenvolvimento do Crato, mas esquecemos que eles não conseguem viabilizar seus projetos juntos aos governos federais e estaduais porque não elegemos um filho da terra deputado federal para fazer o acompanhamento político dos projetos de interesse do Crato nos labirintos da administração federal. Com tamanha ingratidão, não podemos reclamar a perda da Universidade Federal, da sede regional do DETRAN, ou de um hospital público de qualidade, afora tantos órgãos federais e estaduais que foram transferidos do Crato para outras cidades. Os maiores culpados por tamanho descaso são os próprios cratenses que votam em candidatos de fora e que somente se lembram do Crato de quatro em quatro ano.

Ao ver o nome de Dom Aureliano Matos estampado numa placa da principal avenida de Limoeiro, lembrei-me que um sobrinho dele, Dom Vicente Matos foi bispo do Crato e seu maior benfeitor em todos os tempos. Mas não existe no Crato nenhuma rua com o nome de Dom Vicente Matos. Aqui reside a maior de todas as ingratidões. Existem ruas com o nome de ex-presidente de outro país, de candidatos a presidentes que nada fizeram pelo Crato, de outras figuras que nunca colocaram seus pés em nossa terra, além daqueles que jamais souberam se o Crato existe. Por que não uma rua com o nome de dom Vicente? Graças a ele fomos pioneiros no ensino superior no interior do Estado do Ceará, com a implantação da Faculdade de Filosofia do Crato que possibilitou anos mais tarde a viabilização da URCA, com sede no Crato. São ainda iniciativas de Dom Vicente a Rádio Educadora do Cariri, a expansão do Hospital São Francisco, o desenvolvimento estrutural da Fundação Padre Ibiapina, a construção do Centro de Expansão da Diocese, único centro do gênero nas dioceses do Estado e quiçá do Nordeste, além de tantos outros benefícios, impossíveis de resumi-los em poucas palavras.

Sei que essa proposta de dar o nome de Dom Vicente a uma rua do Crato é muito antiga e parece encontrar certa resistência dos nossos vereadores. Não sei se já tramita algum projeto na nossa Câmara de Vereadores ou se nossos edis continuam insensíveis. Mas somente para reforçar a idéia, gostaria de registrar aqui o argumento da mulher de um amigo cratense que, para agradar o marido, conseguiu junto a nossos vereadores mudar o nome da rua em que mora. Tal rua tinha o nome de um escritor carioca, um dos mais famosos da literatura brasileira e que morreu há cem anos, e essa senhora conseguiu fazer a mudança para o nome do falecido sogro, pessoa muito conhecida e estimada por todo o Crato. Perguntou ela junto aos vereadores o que fez aquele escritor pelo Crato. Será que ele sabia ao menos onde ficava o Crato? Ou se existia uma cidade com esse nome? Gostaria de usar o mesmo argumento daquela senhora. Que representou o presidente Kennedy para o Crato? Quais os benefícios trazidos por ele à cidade? Quem foi João Pessoa para o Crato? E Santos Dumont construiu por aqui algum aeroporto? Por que não mudar um desses nomes para Rua Dom Vicente Matos. Ele merece a principal rua do Crato! Pensem nisso para corrigir uma grande ingratidão!

Nota do autor: O presente texto data de 3 de setembro de 2008. Foi postado no Blog do Crato e publicado pela revista “A Província” em sua edição N° 27 de junho de 2009, Até a presente data nossos vereadores permanecem insensíveis a esse apelo justíssimo.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Alô, alô, chamando a base!

Dilma, afirmando buscar o corte de gastos, torna ainda mais visível a "herança maldita" deixada por Lula nas contas públicas.

Quando o Brasil foi descoberto, reinava em Portugal D. Manuel I, sob cujo cetro o país viveu período de grande glória e esplendor. Foi descoberto o Caminho das Índias e, mais importante ainda, o caminho das Molucas, pequeno arquipélago a leste da Indonésia, de onde vinham para o entreposto de Constantinopla as especiarias que genoveses e venezianos revendiam a peso de ouro no mercado europeu. Portugal enriqueceu e impressionantes obras públicas adornaram a paisagem de Lisboa, com um estilo que levou seu nome. Por essas e outras empreitadas, D. Manuel credenciou-se ao sonoro título de Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, e Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia. Entrou para a história como "O Venturoso".

Seriam necessários cinco séculos de governantes inúteis, explorações e frustrações para que o Brasil gerasse seu próprio Venturoso, graças à feliz combinação astral que nos regalou Lula como presidente. Você, leitor, pode discordar, bater pé, abanar a cabeça, mas Lula sabe que é assim. E é o que basta. Custou-lhe muito alcançar essa condição.

Não pense ser fácil, leitor, governar um país do tamanho do Brasil durante dois mandatos, trazer para o regaço do governo os maiores pilantras da política nacional, entregar o posto, passados oito anos, com a Educação entre as piores do planeta, o SUS num caos e a segurança do jeito que todos sabemos. E, ainda assim, contar com 87% de aprovação. Tem que ser muito venturoso! À sua sucessora, num mandato recebido de bandeja, restaram as desventuras e os ônus políticos de dar jeito na crise que o Venturoso empurrou para diante com a pança e o papo. Com gastança e lambança ao longo dos últimos anos de sua gestão.

Não havia no país mesa de economista na qual as luzes amarelas das contas nacionais e da inflação não estivessem acesas, intranquilizando as madrugadas. Mas o processo sucessório não permitia condescendências. Para o realismo cínico, as eleições vêm em primeiro lugar. O interesse nacional chega mais tarde, bem depois de coisas essenciais como o partido, o poder, os fundos de pensão, o marketing e os cargos.

O noticiário da semana mostra que a presidente Dilma, bem antes do que esperava, topou com as agruras da vida. Cortar R$ 50 bilhões do orçamento não contribui para a popularidade de quem quer que seja. O brasileiro é tolerante até com a corrupção, mas não admite austeridade. Metam a mão, mas não me cortem os gastos públicos! E dona Dilma tomou essa decisão que não apenas retira R$ 50 bi da gastança. Não senhor! Tira-os também da lambança. Tira-os das emendas parlamentares, o que equivale a rarear a moeda de troca com cujo tilintar se rege a orquestra da base de apoio.

Não nos surpreendamos se, em breve, os telefonemas da Casa Civil para seus deputados e senadores começarem a retornar com sinal de fora de área. E enquanto isso, D. Lula, Patriarca do Brasil e Protetor do Irã, Defensor Perpétuo da Democracia d'Além-Venezuela e d'Aquém-Cuba, e senhor do Comércio com Gabão, Congo, Burkina Faso e Tuvalu, diz que estão querendo desconstruir sua sacrossanta imagem.

Por Percival Puggina.

Extraído do site www.midiasemmascara.com.br

Desventura - Por Francisco Valzenir Correia.

Eu hoje sou um homem desprovido
Da luz que antigamente iluminou
O meu caminho que, de tão florido,
Num rastro de espinhos se tornou.

Perdi a fé em tudo neste mundo,
Até a que detinha em mim mesmo!
Vou seguindo a vida, assim a esmo,
Como um doente, qual um moribundo.

Mas, ainda me resta uma esperança
Que me anima, que me conforta,
Aliviando-me desta nostalgia:

É a certeza de que, sem ou com tardança,
Se hoje, se amanha, já não me importa
Do triste mundo partirei, um dia.

Varzea-Alegre e seus filhos ilustres - Blog do Sanharol

Com as bençãos de São Raimundo Nonato.

Esta semana Várzea-Alegre estará premiando o Tribunal de Justiça do Estado do Ceará com dois senhores ilustres Desembargadores: Dr. Inácio de Alencar Cortez Neto, filho do Dr. José Peixoto de Alencar Cortez e Raimunda Bitu Cortez, neto de José Bitu do sitio Mari e o Dr. Darival Bezerra Primo de Morais, filho de Gabriel Bezerra de Morais e Amélia Primo Carvalho de Morais, neto de Luiz Bezerra da Costa do sitio Varas,

Parabens Várzea-Alegre, parabéns aos familiares e parabens aos senhores ilustres Desembargadores. Que Deus abençoe a todos.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O matador de moscas - Blog do Sanharol.

A avó do meu amigo e camarada Claudio Sousa, poeta, historiador, apresentador de programas de radio foi a igreja assistir a missa e deixou o neto pastorando os terém. Ao retornar encontrou o neto a sacudir uma toalha de um lado para outro. Perguntou: o que tu estás a fazer? O Claudio respondeu: matando moscas, já matei cinco, tres femeas e dois machos. E como voce sabe:? Três estavam no telefone e duas no copo da cerveja.