domingo, 24 de setembro de 2017

Carteiros iniciam nova greve: um cego guiando outro cego – por Armando Lopes Rafael


   Na última 3ª feira, 19 de setembro, as agências de notícias divulgaram que os funcionários dos Correios entraram em greve às 22h daquele dia. A decisão foi tomada pela categoria em assembleia realizada na última 2ª feira, dia 18,     que aprovou a paralisação sem data para terminar.

      Neste sábado, leio na coluna “Direto da Fonte–de Sônia Darcy”, publicada no Estadão onde fiquei sabendo (confira as 3 notinhas abaixo):

“Telex à vista
O destino dos Correios entrou na berlinda esta semana. Henrique Meireles confirmou, em seminário em NY (Nova York), estudos para privatizar a empresa ou abrir capital. Moreira Franco defendeu a venda, com a ressalva de que a operação é complicada. “Ninguém manda mais carta ou telegrama”, ponderou”.
“Telex 2
Indagado, o presidente dos Correios, Guilherme Campos, tem posição clara. “Não vejo como ou para quem vender antes de completar a reestruturação, disse ontem".
"Telex 3
Mas onde arrumar recursos para acelerar esse processo antes que a empresa se torne inviável? Campos defende capitalização via mercado, sem perda de controle. E, sutilmente, lembra também que a União “tirou mais de R$ 6 bilhões, de 2007 a 2013 (na era do PT), da estatal, a título de antecipação de dividendos, pagos ao Tesouro, para fazer superávit primário”. Será que querem receber os recursos de volta?”
(até aqui a informação publicada na coluna de Sônia Darcy, no Estadão)
 ***   ***   ***
Negócio seguinte: No ano passado, o prejuízo dos Correios se aproximou dos R$ 2 bilhões, pouco abaixo do valor registrado em 2015. Naquela ocasião, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, disse que os Correios poderão ser privatizados, se não ocorrer um processo que rapidamente traga de volta o equilíbrio financeiro à empresa.

   Entrevistado, em março de 2017, e questionado sobre os motivos que levaram os Correios a essa situação, Kassab disse que diversos foram os fatores que levaram ao cenário atual. Ele destacou ainda que a União não pretende sustentar os prejuízos da estatal. "Má-gestão é corrupção, loteamento, não ter capacidade de recursos adicionais, não fazer os cortes necessários para manter o equilíbrio. […] A empresa está correndo contra o relógio, porque o governo não tem recursos", disse o ministro em entrevista coletiva à imprensa.

Moral da Opereta: Os servidores em greve estão oferecendo a maior das justificativas para que o governo se livre dos Correios com seus crescentes prejuízos, mesmo que a situação tenha melhorado com a defenestração das administrações do PT.

   E imaginar que os Correios já foram um orgulho para os brasileiros. No tempo da Monarquia ser funcionário dos Correios era um privilégio e dava status. Era uma empresa eficiente e confiável.
Mesmo na República, os Correios eram uma empresa que por muito tempo foi reconhecida como uma empresa de renome, uma empresa de alta credibilidade, uma empresa que realmente atendia a necessidade da sociedade. O grande Presidente Juscelino Kubitschek, para citar um único exemplo, foi funcionário dos Correios em Belo Horizonte. Quem entra na Agência Central dos Correios na capital mineira, na Avenida Afonso Pena, defronta logo com um enorme retrato de JK no saguão, e abaixo a legenda: “Funcionário modelo dos Correios”. 

   Na época do regime militar uma carta de São Paulo para Crato era entregue em 48 horas. Recentemente recebi um “sedex” vindo de Brasília, da Embaixada da Colômbia, com atraso de 18 dias. Note bem: era um Sedex, postagem cara, por ser encomenda urgente.

   Entretanto, com a chegada do PT ao poder, em 2003, os Correios começaram a dar prejuízo. Hoje é uma empresa deficitária. O aparelhamento político da empresa, feito pelo PT de Lula e Dilma, foi a causa maior da sua decadência.

A greve dos funcionários, ora em curso, será a pá de cal final no enterro dos Correios...

Mentem e enganam - Antônio Alves de Morais.


Quem por ventura ou desventura assiste a TV do congresso nacional conhece o quanto a representação do Rio de Janeiro é ordinária. 

Valente e afoita na oposição ao Governo Federal. Com relação ao seu estado nada fala. Estado falido, ex-governador na cadeia, uma cambada de políticos denunciados e presos e o povo a míngua de quaisquer assistência.

Talvez seja porque o PT e Lula elegeram o Sérgio Cabral duas vezes, o Pezão uma e não exista meios de desassociá-los do fracasso e vergonha que representam hoje em dia.

Quando vejo o senador Lindberg Farias, os deputados Alexandre Molon, Jean Wiles, Jandira Fegalli, Benedita da Silva, Chico Alencar, Luiz Sérgio e outas tranqueiras medíocres que representam a bancada federal do Rio de Janeiro na tribuna eu sinto vergonha e nojo.

Enganam e mentem. 

Lula incorpora a jararaca outra vez - Por Ricardo Noblat.

Lula procede como alguém que só reconhece o poder da lei se ela o beneficiar. Ou uma decisão da Justiça se ela lhe for favorável.

O estoque de truques de Lula está esgotado. Nem por isso ele hesita em se valer deles. Se for o caso, repete simplesmente performances já conhecidas e que nem sempre encantaram o distinto público.

Uma delas: a de apresentar-se como uma jararaca furiosa, disposta a atingir seus adversários com picadas mortais, para mais adiante – quem sabe? - retornar ao poder.

O número da jararaca fez sua estreia quando Lula, em São Paulo, foi levado para depor aos procuradores da Lava-Jato. Depois, na sede do PT, ele falou que a jararaca sobrevivera à forte paulada.

No interior do Ceará, ontem, em comícios para eleger prefeitos do PT em Barbalha e no Crato, a jararaca reapareceu. E disse coisas do tipo:

- Se tem uma coisa que eu me orgulho é de olhar na cara de uma mulher, olhar na cara de um homem e de uma criança e dizer que no dia que acharem um real na minha vida que não seja meu, eu não valho mais ter a confiança de vocês.

- Ao futucarem a minha vida durante dois anos, eles já disseram que eu tenho um apartamento que não é meu, já disseram que eu tenho uma chácara que não é minha. Quero dizer para vocês que eu estou com a minha consciência tranquila.

- Se o problema deles é com 2018, eu que estou quietinho no meu lugar, se preparem porque quem sabe cuidar do povo nesse país sou eu, quem sabe cuidar do trabalhador, fazer esse país ser respeitado no mundo inteiro. Eu não tenho nenhuma disposição hoje, mas se precisar, se preparem, eu vou voltar.

- Desde 2005 que esse partido [o PT] apanha, apanha, apanha, de uma imprensa nojenta, mentirosa. A História vai julgar cada um de nós. A História não acontece no mesmo dia.

Por fim, Lula se disse "ofendido" e "magoado" por ter, aos 71 anos de idade, a vida "futucada por uns meninos do MPF (Ministério Público Federal)". Reafirmou que como qualquer outro cidadão, não está, nem poderia estar acima da lei, e que não deseja nenhum privilégio. Foi nesse ponto que derrapou mais uma vez.

Lula procede como alguém que só reconhece o poder da lei se ela o beneficiar. Ou uma decisão da Justiça se ela lhe for favorável. Não importam indícios e provas de crimes que possa ter cometido. Ele é inocente e ponto final.

Contesta a legitimidade do processo que o investiga. E está pronto para se declarar um perseguido político.

Onze anos depois do escândalo do mensalão, que terminou com a condenação pelo Supremo Tribunal Federal de antigos parceiros dele, Lula insiste em dizer que o mensalão jamais existiu.

Vinte e dois dias depois do impeachment da ex-presidente Dilma, Lula repete que o impeachment foi “golpe”. Uma eventual condenação dele seria o “golpe continuado”.

Lula se põe à margem do ordenamento jurídico do país. E ao fazê-lo, se torna uma ameaça às instituições.

sábado, 23 de setembro de 2017

STF LIBERA DENÚNCIA CONTRA RENAN CALHEIROS PARA JULGAMENTO - Diário do Poder.

SENADOR RENAN CALHEIROS É ACUSADO DE CORRUPÇÃO PASSIVA, LAVAGEM DE DINHEIRO E OCULTAÇÃO DE BENS.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin liberou para julgamento a denúncia contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). O parlamentar é acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos ou valores.

A assessoria de imprensa do STF informou que a denúncia da Procuradoria-Geral da República vai ser analisada pela Segunda Turma do Supremo, responsável pela Lava Jato.

Além do senador, o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) também virou réu. A denúncia foi enviada pela PGR ao STF em dezembro do ano passado e o relator iniciou a ação penal contra Rena Calheiros. A nova denúncia será a segunda ação penal contra o senador a tramitar na Corte, caso os ministros recebam.


SUBSÍDIOS - BOM OU RUIM? - Por Antonio Gonçalo de Souza.

Há correntes que divergem sobre o uso adequado e a eficácia dos subsídios. Esses embates são observados em todo o mundo, não só no Brasil. As correntes progressistas se alvoram no argumento de que se trata de uma estratégia inclusiva, ou seja, que remete a uma alavancagem positiva, já que possibilita que setores emergentes e de pesquisa se estabeleçam e se reforcem diante da concorrência. Por outro lado, os setores mais conservadores reclamam do custo-benefício dos programas, alegando que trazem prejuízos aos erários dos Estados (nações). Numa visão altruísta e, ao mesmo tempo, neutro a favoritismos de esquerda ou de direita, pode-se tomar um conceito de que o subsídio
pode ser bom para todos, principalmente, se adotado de forma isenta e imparcial e em prol do favorecimento da população de um modo em geral. É oportuno enfatizar também que esse fator deve ser adotado pelo país que dispõe de divisas (caixa). No caso recente do Brasil, sabe-se que isso não ocorreu, pois o governo tomava recursos no mercado a taxas altíssimas (chegando a 14,50% a.a.) e repassava-os ao BNDES, que emprestava subsidiaramente às empresas com juros de 5,0% a 6,0% a.a..

Os critérios de seleção dos aquinhoados por essas benesses também são questionados.  Torçamos para a CPI da JBS, aberta recentemente, nos traga esclarecimentos imparciais sobre essas operações de crédito do BNDES e que, se houverem responsáveis, esses sejam punidos, em favor das boas práticas bancária e empresarial e para que os recursos, públicos sejam utilizados exemplarmente...

Estadistas de hoje: em entrevista, Lula admite que é preguiçoso e não gosta de ler – por Augusto Nunes

Numa noite de 1981, intrigado com meia dúzia de citações declamadas por Luiz Inácio Lula da Silva, que era o  entrevistado do programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, o teatrólogo Flávio Rangel resolveu desvendar o enigma. “Você não está estudando nada? Você sente necessidade de estudar?”, pergunta Rangel ao líder metalúrgico que no ano anterior fundara o PT.

Daqui a muitas décadas, quando este estranho início de século for apenas um asterisco nos livros de História do Brasil, multidões de visitantes continuarão a aglomerar-se diante do vídeo exposto no Museu da Era da Mediocridade, assombrados com o que diz um futuro presidente da República.
A resposta se compõe de cinco frases. Nas quatro primeiras, Lula sucumbe a um surto de sinceridade:

“Primeiro, eu acho que eu sou muito preguiçoso. Até pra ler eu sou preguiçoso. Eu não gosto de ler, eu tenho preguiça de ler. Pelo hábito, isso é questão de hábito. Tem companheiro que passa um dia lendo um livro. Eu não consigo”.

A confissão do preguiçoso sem cura é interrompida pela quinta e última frase, que denuncia um feroz inimigo da verdade:

“Eu tô com um livro pra ler, aquele, “1964, A Conquista do Estado”, e faz três meses que eu tô na página 300″.

A cara de quem está contando outra mentira confirma que, se é que abrira o livro, não havia chegado a 300 linhas. Passados mais de 30 anos, Lula não lê nem 30 palavras.
(texto disponível na Internet: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/no-video-o-ex-presidente-que-odeia-doutores-e-livros-confessa-8216-eu-sou-muito-preguicoso-e-uma-questao-de-habito-8217/)

Os estadistas brasileiros de outrora: Dom Pedro II, o Imperador-Filósofo

Certo dia apareceu no Paço de São Cristóvão o Ministro da Fazenda, solicitando audiência com o Imperador Dom Pedro II, para que este aprovasse uma nova lei de emissão de papel moeda. O Soberano sugeriu que tratassem do assunto no parque, onde o Ministro expôs a sua argumentação.

De repente, o Imperador descobriu um livro em cima de um banco e começou a folheá-lo. Interessou-o de tal modo, que esqueceu tudo o que se passava à sua volta. O Ministro, percebendo que o Monarca não mais lhe dava atenção, comentou:

– Majestade, a emissão de mais dinheiro é de suma importância!

Ao que o Soberano retrucou:

– Senhor Ministro, falais de dinheiro? Pois eu deparei com um grande tesouro. Já há muito sonhava com ele, e agora estou satisfeito.

O livro continha textos em hebraico. Investigações posteriores revelaram que pertencia a um judeu sueco, Akerblom, que lá o havia esquecido. Posto em contato com o Imperador, desenrolou-se entre ambos uma prolongada conversação, ao fim da qual o judeu concordou em se tornar seu professor de hebraico, mais uma língua que Sua Majestade viria a aprender com facilidade.

O Grão-Rabino Benjamin Mossé, que publicou uma obra sobre o Imperador, declarou:

“Seu amor à literatura hebraica proporcionou-me a extraordinária satisfação de uma longa palestra com Sua Majestade. Tive a felicidade de conversar durante duas horas com o mais amável e instruído dos Monarcas e, ao nos despedirmos, não pude deixar de lhe dirigir estas palavras, que ele acolheu com benevolência: ‘Majestade, sois mais que um Imperador, sois um filósofo e um sábio’.”

(Baseado em trecho do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier).

Revista VEJA -- A crise não é desculpa

Mesmo em meio ao aperto financeiro, alguns estados brasileiros conseguem melhorar seus indicadores de educação, segurança e solidez fiscal 
Por Giovanni Magliano
Em alta - João Pessoa, na Paraíba, o estado nordestino com a melhor nota (Ministério do Turismo/VEJA)

Segurança e solidez fiscal foram os fatores que mais movimentaram o Ranking de Competitividade dos Estados neste ano. Entre os oito estados que mais ganharam ou perderam posições, todos registraram mudanças significativas, e para melhor, em pelo menos uma dessas áreas — a maioria avançou em ambas. O ranking, elaborado desde 2011, teve sua sétima edição divulgada na semana passada. A análise é feita pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a consultoria Tendências e com a Economist Intelligence Unit, a divisão de pesquisas e análises do grupo que edita a revista inglesa The Economist. Entram na ponderação dos resultados 66 indicadores, divididos em dez pilares: infraestrutura, educação, sustentabilidade social, segurança pública, solidez fiscal, eficiência da máquina pública, capital humano, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação.

Rondônia, na Região Norte, foi uma das boas surpresas do estudo. Além de ser um dos estados menos competitivos na disputa pela atração de investimentos, apresentava deficiências no saneamento básico e nos transportes. Os índices de criminalidade preocupavam, e a qualidade do ensino ficava abaixo da média nacional. Em 2016, o estado foi o pioneiro em fazer uma parceria com o governo federal com o objetivo de estabelecer um plano de desenvolvimento sustentável. Os bons resultados começaram a aparecer. Graças principalmente a avanços em infraestrutura e segurança, Rondônia ganhou cinco posições na nova edição do ranking. O vizinho Acre foi outro destaque positivo: subiu da 25ª para a 19ª posição, sobretudo por causa da melhora em segurança e na solidez das finanças públicas. Na mesma Região Norte está o estado que mais regrediu: o Amapá tombou dez posições no ranking, devido à piora em segurança pública, solidez fiscal e capital humano.
Publicado em VEJA de 27 de setembro de 2017, edição nº 2549

É Primavera -- por José Luís Lira (*)

Conforme o calendário, às 17h02min de 22/09, teve início a Primavera 2017 que terminará em 21/12/17, às vésperas do Natal do Senhor. A primavera, conforme o informativo, é a estação que antecede o verão e sucede o inverno. No Hemisfério Sul, onde está localizado o Brasil, esta estação é caracterizada pelo desabrochar das flores e pela elevação da temperatura. Aqui no Ceará somos acostumados ao período chuvoso e ao período seco. Mas, a primavera enche os olhos. Até já fiz poemas sobre a perfeição, beleza e efemeridade da flor, da rosa. 

Então, é primavera! Aqui no Ceará sempre achei que a primavera fosse em maio, mês das mães, das noivas, sempre tão florido por conta das chuvas que terminavam em abril. De certo modo tinham o mesmo sentido. Hoje vejo a primavera em seu mês real, setembro, e um pouco antes que ela chegasse participei de uma palestra interessante intitulada a “Linguagem eterna e apaixonante do livro”, ministrada pelos confrades Lêda Maria Souto e Jeff Peixoto, durante evento da Academia Fortalezense de Letras (da qual fui fundador junto com Matusahila Santiago). As rosas, as flores, sabemos nós, duram pouco, mas, encantam a vida. Ao contrário, o livro permanece por gerações e gerações. Com muita habilidade, os escritores falaram de um amigo comum a palestrantes e ao público presente, o livro impresso.

Há alguns dias em minhas mãos e merecendo comentários, envolvendo a temática, li, com alegria, o livro “Girassóis maduros”, de Léo Prudêncio. Envolvendo o outono e a primavera, o poeta inicia dizendo que seu verso “parte do silêncio e do voo”. “Observando o silêncio das árvores”, lembra o “velho ipê”, “abrigo de pássaros”, verdadeiro “asilo a céu aberto”. Diz ele, “Expirou o prazo/ da primavera, mas ainda/ há flores em meu jardim”.

Com sensibilidade poética o autor enuncia: “Aqui jaz o silêncio/ a última flor desabrochou/ repara na roseira/ Sinto cheiro de sol/ mas só os girassóis do meu/ quintal se enchem de luz”. Ainda assim, “estrelas/ pousam nos galhos do velho/ carvalho”, em segredo, quem sabe aguardando “o recital que a chuva nos oferta”, pois, ao amanhecer, “a flor orvalheceu”.

Percorrendo os locais da infância, lembro-me dos campos floridos com seus arbustos e flores selvagens que ninguém cultivava, mas, que possuem beleza infinda, lembrando o evangelista Mateus, “Considerai como crescem os lírios do campo; não trabalham nem fiam”. É obra de Deus. E eu, menino, ficava muito feliz porque, na minha cabeça, a natureza se enfeitava para receber o Rei dos Reis, Jesus, fonte de toda a beleza e amor tão necessários dia-a-dia!

É primavera. Começamos os meses terminados com “bro” que irão até dezembro. Dizemos, aqui no Ceará, os meses mais quentes; mas, também os dois meses que preparam a festa do Natal do Senhor, o nascimento de Jesus. E por falar em Menino Jesus, lembrei-me, de logo da Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, cuja festa se celebra em 1º/10. Ela prometeu-nos uma chuva de rosas e se constitui a flor mais linda e bela da Ordem do Carmelo. A primavera não é apenas uma estação temporal, mas, também, de nossa própria vida. Então, incorporemos a beleza desse momento e busquemos a felicidade, pois, como dizia Drummond, “felicidade é um estado de espírito transitório por natureza”.

(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acarau–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade Federal de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com váários livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Celso de Mello abre Inquérito Para Investigar Lindbergh No STF - NBO


O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu inquérito para investigar o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e mais três pessoas. O caso está em segredo de justiça e não há detalhes sobre as acusações.

O processo começou a tramitar no STF em 7 de novembro de 2016 como parte da Operação Lava-Jato. Em fevereiro de 2017, o relator, ministro Edson Fachin, entendeu que não havia conexão com a Lava-Jato e mandou o caso para a presidente do tribunal, ministra Cármen Lúcia.

Em julho, ela mandou redistribuir o processo, ou seja, determinou o sorteio de novo relator. O caso caiu com o ministro Luís Roberto Barroso, mas ele se declarou impedido e houve nova redistribuição. Em agosto, finalmente, foi para o gabinete de Celso de Mello, que agora determinou a abertura de inquérito.

O processo foi inicialmente para Teori Zavascki, antigo relator da Lava-Jato, em razão de um inquérito também da Lava-Jato aberto em março de 2015 para investigar Lindbergh. Teori morreu em janeiro de 2017 e Fachin herdou os casos. Em fevereiro, a pedido do então procurador-geral da República Rodrigo Janot, Fachin determinou o arquivamento desse inquérito de 2015 por falta de provas.

O novo inquérito aberto agora é o segundo ainda em curso no STF com origem na Lava-Jato para investigar Lindbergh. Em abril, Fachin determinou a abertura de um com base na delação de executivos da Odebrecht. O Ministério Público suspeita que o senador tenha recebido propina em 2008 e 2010 da empresa. Em troca, teria beneficiado a Odebrecht em programa habitacional de Nova Iguaçu (RJ), onde já foi prefeito. Lindbergh nega as acusações.

Segunda Turma do STF pode mudar entendimento sobre denúncia com base em delação - POR JULIANA BRAGA/ Lauro Jardim.



Passado o julgamento sobre o envio da denúncia contra Temer para a Câmara, outro deve atrair os holofotes até o início de outubro. É quando Ricardo Lewandowski deve devolver à Segunda Turma o inquérito que investiga suposta propina paga pela UTC ao deputado Dudu da Fonte.

O que está em jogo é a possibilidade de aceitar denúncias com base apenas em delações premiadas.

Na semana passada, Edson Fachin chegou a votar por acatar parcialmente o texto aceitando como prova uma fatura de cartão de crédito que confirma a presença do deputado em São Paulo na data mencionada por Ricardo Pessoa.

Dias Toffoli, no entanto, não viu provas além da delação, insuficiente para embasar a acusação. Assim classificou a denúncia:

— Fishing (pescaria) probatório, destinada a tentar, de modo aleatório, capturar quaisquer elementos de prova que se amoldem, a fórceps, à tese acusatória, num verdadeiro ato de criação mental do órgão acusador.

A tendência é Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski acompanharem Tóffoli, formando maioria. Se isso acontecer, apesar de denúncias com estrutura semelhante já terem sido aceitas, cria-se jurisprudência na Segunda Turma.  As últimas denúncias de Janot, por exemplo, ainda não analisadas pelo colegiado, podem ter destino diferente das anteriores.

Novelas da Globo confundem a cabeça dos brasileiros – por Armando Lopes Rafael

Estão chegando ao fim as novelas "Mundo Novo" e "Os dias eram assim"

   Num país onde a maioria da população é composta por analfabetos–genuínos (aquele que não sabe ler nem escrever) e por analfabetos-funcionais (a incapacidade que acomete uma pessoa que estudou pouco e não compreende textos simples), os folhetins ditos “históricos” da Rede Globo confundem, ainda mais, nosso povo quando o assunto é a verdadeira história desta nação.

   Lembro-me de uma cena emblemática. Em maio último, durante o medíocre programa do ‘Faustão’, Silvio de Abreu – ator, diretor, roteirista e autor de telenovelas e telesséries da Rede Globo – falou sobre pesquisas feitas por aquela emissora. Abordando duas novas novela da Globo (duas tramas históricas misturando fatos reais à ficção, que ainda estão no ar (Novo Mundo e Os Dias Eram Assim) ele informou que – segundo as pesquisas – a maioria dos espectadores desconhece o que foi a chamada “ditadura militar”. E também acha que foi Dom Pedro I quem descobriu o Brasil. Coisa comum, aliás, na mentalidade dessa massa ignara. A mesma que ao votar em presidente da república e governador, sempre prefere o candidato da propaganda mais enganosa.

     Voltando a manipulação dos nossos fatos históricos pela poderosa Rede Globo. Lembro-me de outro acontecimento sobre este tema, agora na área dos livros didáticos.  O jornalista Ali Kamel, diretor de jornalismo da rede Globo, publicou em 2009, interessante artigo no jornal O Globo. Reproduzo a seguir o comentário feito por Hélio Gurovitz, Diretor de Redação da revista Época, acerca do artigo de Ali Kamel. A conferir:

“Kamel expôs trechos de um livro de História que, por cinco anos, foi recomendado pelo Ministério da Educação. O livro ensina uma História tendenciosa, maniqueísta e estereotipada. Na hora de abordar as revoluções chinesa e cubana, sobram elogios – e nada dos crimes perpetrados por Mao ou Fidel. O socialismo é apresentado como regime “do bem”, enquanto o capitalismo é satanizado como promotor de “injustiça social”. Todos os personagens e fatos históricos são vistos de forma anacrônica, sob o prisma ideológico da esquerda. 

Numa democracia, é direito de qualquer um pensar, escrever e publicar o que quiser sobre o que quer que seja. É um absurdo, porém, um Estado democrático que vive no sistema capitalista endossar, por meio de sua política de compras, uma visão de mundo que absolve criminosos, condena a geração de riqueza e quer ensinar a nossas crianças uma História simplificada e deturpada. Todo governo deve encarar a educação como prioridade. Mas nunca, para parafrasear Orwell, como uma forma de controlar o passado, apenas para continuar a manter o poder no futuro”. 

Infelizmente é isso que vem fazendo também os folhetins da Rede Globo, excelentes aliados dos professores marxistas que proliferam nas universidades públicas brasileiras, financiadas com nosso dinheiro de contribuintes.

A “ditadura” do ensino da História do Brasil – por Armando Lopes Rafael

Hoje não falarei sobre o ensino de história nas universidades públicas, onde predominam (ainda) os professores marxistas-leninistas que só  pregar a "luta de classes". Falarei hoje apenas no âmbito do ensino de história do Brasil nas escolas de 2º grau. O que já é uma lástima.

Pedro I, o pai

    Pedro II, o filho


   "Uma imagem vale mais do que mil palavras". A frase me vem à mente enquanto folheio um livro de História do Brasil para alunos de 2º grau. Tenho de dar razão ao prof. Paulo Napoleão Nogueira da Silva, professor de Direito Constitucional na Universidade Estadual Paulista,  que escreveu:

   "Nos cem anos durante os quais vigorou a proibição de sequer falar-se em monarquia, o País foi programaticamente induzido (as palavras programaticamente induzido vêm grifadas no artigo) a esquecê-la. Diretrizes governamentais de todos os tipos, explícitas ou dissimuladas, foram adotadas nesse sentido. Substituíram dom Pedro I por José Bonifácio, na iconografia oficial da Independência, mas a figura do Patriarca não calou fundo, além do que ele próprio era um defensor da Monarquia. Então o papel de Tiradentes - relevante no processo de formação e conscientização da nacionalidade, e sem dúvida glorioso, foi enfatizado e realçado a um grau nem sempre compatível com a realidade histórica. Ainda e sempre, para esconder ou minimizar o papel de Pedro I - um monarca - no processo da Independência.

   Desde os primeiros dias da República os autores dos livros didáticos para os cursos primário e secundário, segundo critério de orientação e exigências do Ministério da Educação, passaram a só estampar o retrato de Pedro II com as longas barbas e o aspecto cansado dos seus últimos anos de vida, para associar à Monarquia a imagem de velhice, decrepitude e coisa antiga. Esses mesmos livros tratavam, e ainda hoje tratam, de evidenciar as glórias da proclamação da República, o heroísmo de Deodoro e o idealismo dos seus companheiros, como se tivessem participado de uma feroz batalha em prol da liberdade”.

   Tendo sido assim, desde 1889. De lá para cá, as várias gerações vêm sendo formadas (melhor dizendo "deformadas") propositadamente pelos historiadores positivistas republicanos e pelos professores marxistas que deturpam a verdade histórica para beneficiar a ideologia superada que defendem.

Postado por  Armando Lopes Rafael