quarta-feira, 20 de junho de 2018

IGNORÂNCIA E ESTUPIDEZ - Por Wilton Bezerra.

Está aí uma “bela” dupla de área – ignorância e estupidez.

Já se sabe que uma parte dos brasileiros que viajam para o exterior carregam toneladas de ignorância.

Na Copa da Rússia, tem gente que já começou a fazer das suas.

Começa pelo Coronel Nunes, presidente da CBF, ao afirmar que cabe à nossa seleção quebrar um tabu: “Conquistar uma copa em território europeu”.

Vai ver que em 1958, quando ganhamos a Copa da Suécia, ele não tinha nascido e, por isso, não se ache obrigado a conhecer nada de geografia

Além de várias ignorâncias por conta própria, o Coronel acabou isolado da cúpula mundial do futebol por votar “errado” na escolha dos Estados Unidos, México e Canadá como sedes do próximo certame da FIFA. “Escolheu” o Marrocos, não se sabe porque.

Ampliando o leque, torcedores brasileiros são acusados de má educação e preconceito. Fazem piadas de terrorismo, com os árabes, de pobreza, com os negros, e de fedorentos, com os franceses.

No México, em 1986, era tarefa fácil identificar, de longe, grupos de nossa torcida pelo barulho e pelo estado etílico. Teve comemoração no Centro de Guadalajara, que contou até com presença de jogadores da seleção brasileira, como mostraram jornais mexicanos.

Na Itália, em 1990, na segunda Copa que acompanhamos para cobertura pelo rádio, os italianos não suportavam quando brasileiros se reuniam em espaços públicos. Motivo: as discussões em voz alta e a balbúrdia que provocavam. O italiano Carlo Maria Cipolla, em seu livro “As Leis Fundamentais da Estupidez Humana”, de 1973, dividiu o ser humano em quatro grupos distintos:

Tolos.
Vigaristas.
Inteligentes.
Estúpidos.

Os estúpidos foram escolhidos como os piores.
São capazes de fazer mal aos outros sem ganhar nada com isso.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Ciro se irrita, de novo, e sai vaiado - Por o Antagonista.


O irritadiço Ciro Gomes se irritou de novo diante de uma plateia de prefeitos e deixou o palco sob vaias no Congresso Mineiro de Municípios, em Belo Horizonte, relata a Folha.

“Ciro considerou pouco o tempo de cinco minutos de fala e de três minutos para resposta concedidos no evento e perdeu a cabeça quando foi interrompido após a primeira pergunta”, escreve o jornal. O tempo era igual para os sete pré-candidatos participantes.

“Falar coisa séria por cinco minutos. Vocês acham delicado isso? Eu não sou demagogo”, disse o pedetista, que em seguida questionou a ausência de Jair Bolsonaro.

Ao ser informado de que teria cinco minutos para as considerações finais, disse apenas “muito obrigado a todos”. Saiu vaiado e não quis falar com os jornalistas no final.

BRASIL NÃO FOI BEM - Por Wilton Bezerra Comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares.

Tivesse jogado um futebol convincente, a seleção brasileira não estaria reclamando da arbitragem, depois do empate de 1 X 1 diante da Suíça.

Tudo bem que Miranda foi deslocado por Zuber, no gol da Suiça. Achei, também, que Gabriel de Jesus foi segurado na área por Akanji.

Mesmo assim, quando se tem competência, e se usa, isso tudo é superado.

O time de Tite privilegia o clube do lado esquerdo – Marcelo, Neymar e Felipe Coutinho.

Essa escolha não seria problema, se não desprezasse o miolo, com Gabriel de Jesus, e o lado direito, com Willian e um pouco mais de exploração de Danilo.

Com o golaço marcado por Felipe Coutinho, aos 19 minutos, a seleção deu um corte no ritmo que empreendia no jogo. A Suiça delirou um pouco no começo do jogo, imaginando que sustentaria uma ação mais ousada.

O time é raquítico, mas não se fechou tanto, como se imaginava. Quando tentou sair, deu espaço para o Brasil contra atacar. Em duas ocasiões, nossa seleção abriu mão da oferta.

No segundo tempo, o gol de Zuber da Suiça, apagou o time brasileiro por uns 20 minutos. E olha que Fernandinho, no posto de Casemiro, e Renato Augusto, no lugar de Paulinho, entraram para dar mais impulso ofensivo. Somente aos 24 minutos, iniciou-se um período de mais ação, quando Felipe Coutinho, recebendo de Neymar, colocou para fora uma boa oportunidade.

Aí, o jeito foi tentar de todas as maneiras. Ligação direta e sucessivos cruzamentos na área da Suiça para o desperdício de oportunidades, com Neymar (de cabeça), Firmino (entrou no lugar de Gabriel de Jesus) e Miranda, de forma seguida.

Não foi essa a receita que a seleção prometeu. Empatar com a Suiça, numa estréia de Copa do Mundo, não é nenhum fim do mundo. Mas, que o empate nos deixou sem graça, deixou.

Insultos de Ciro são mau sinal para campanha e possível governo

Fonte:"Folha de S.Paulo", 19-06-2018
Ao ofender vereador, presidenciável evidencia risco a sua viabilidade eleitoral 
O pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, durante fórum realizado em São Paulo - Paulo Whitaker/Reuters

    Ciro Gomes é um eterno penitente. Em 2002, quando concorreu ao Planalto pela segunda vez, lamentou ter chamado de burro um homem que o atacara durante um programa de rádio. “Para ser presidente da República, eu tenho que ter a capacidade de nunca mais me deixar levar por uma provocação dessa natureza. É uma lição que eu aprendi.” Faltou fazer o dever de casa. Em entrevista à rádio Jovem Pan nesta segunda (18), o presidenciável pelo PDT disse que se arrependia de declarações feitas ao longo de sua vida pública. “O povo precisa saber que, sob estresse, o seu futuro presidente sabe se comportar”, afirmou.

Em menos de cinco minutos, Ciro desferiu seu mais novo insulto. Chamou de “capitãozinho do mato” o vereador paulistano Fernando Holiday (DEM). “A pior coisa que tem é um negro que é usado pelo preconceito para estigmatizar”, declarou. Holiday é negro, crítico de ações afirmativas como cotas raciais e nem havia sido mencionado na entrevista. Foi usado gratuitamente como escada por Ciro para ressaltar suas divergências com o DEM.

Embora pareça uma discussão moralista, o comportamento dos candidatos é um ponto relevante da disputa. Primeiro, representa um risco à viabilidade eleitoral. Exploradas por rivais, declarações agressivas e besteiras em geral podem acabar com uma campanha. Ciro que o diga. Além disso, um candidato que desrespeita opositores, grupos sociais ou instituições poderá ser um governante com essas mesmas características —péssimo prenúncio em um país já conflagrado politicamente.

A tentação verborrágica nasce para todos. Jair Bolsonaro (PSL), entre inúmeros absurdos, fez ofensas racistas a quilombolas, e Geraldo Alckmin (PSDB) ironizou o ataque a tiros feitos contra a caravana de Lula. Ao lastimar as bobagens ditas em 2002, Ciro afirmou que deveria se segurar para evitar prejuízos. “Eu não poderia ter sido um ser humano normal”, declarou. Agora, ele tem quatro meses para conquistar o superpoder de controlar as próprias palavras.

Gleisi atirou no colunista. Acertou a própria testa - Por Augusto Nunes.

O pedido de indenização por danos morais foi julgado improcedente.

No começo deste ano, a senadora Gleisi Hoffmann acionou a Justiça para condenar-me a indenizá-la por danos morais. O pedido baseou-se em quatro artigos publicados pela coluna com os seguintes títulos: Moro custa muito menos que Gleisi, O besteirol de Gleisi assassina a verdade, Amante quer transferir Amigo da gaiola para um palanque e Gleisi prova que, no Brasil do PT, é o bandido que procura o juiz.

Nesta semana, o pedido foi julgado improcedente pelo juiz Flávio Fernando Almeida da Fonseca, do 7º Juizado Especial Cível de Brasília. 

Trechos da decisão:

Não obstante a discussão sobre a prática de ato ilícito perpetrado pelo réu, da leitura dos textos redigidos por ele, se observa a narração de fatos, com algumas insinuações que não constituem ofensa direta à autora, nem possuem o condão de ocasionar dano à sua honra ou imagem.

Saliento, por oportuno, ser fato público e notório que, como bem explicado na contestação, durante investigações da Operação Lava-Jato, foi encontrada lista de pessoas que recebiam propina de uma das empresas investigadas, sendo cada uma delas indicadas por alcunha e a da autora era “Amante”. Assim, a designação da autora com esse vocábulo faz uso de ferramenta jornalística para chamar atenção do leitor, porém com base em apelido descoberto durante as investigações.

Os demais trechos dos textos redigidos pelo autor possuem outras insinuações à autora, ainda com base no que foi amplamente divulgado na imprensa após diversas investigações que deram ensejo à ação penal na qual a autora é ré no Supremo Tribunal Federal. 

Por oportuno destaco que a garantia da liberdade de expressão está consagrada no rol de direitos fundamentais e nos direitos da comunicação social, que foram elevados ao status constitucional e previstos nos artigos 220 e seguintes da Constituição Federal e reconhecem o direito de a imprensa levar informações à coletividade acerca de acontecimentos e ideias de interesse geral, preceito este também garantido constitucionalmente pelo artigo 5o, inciso XIV.

Gleisi atirou no colunista. Acertou a própria testa.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Rui Falcão deve levar muitos sustos no espelho - Por Josias de Souza.

Ex-presidenter do PT, Rui Falcão prestou depoimento como testemunha de defesa de Lula no julgamento sobre o sítio de Atibaia. Soou como se imaginasse que, com boa propaganda, Sergio Moro acreditaria em ovo sem casca, em PT sem fisiologismo e na perseguição política a Lula. Deu errado. “Não é propaganda política aqui, senhor Rui”, avisou o juiz da Lava Jato.

O depoimento durou apenas sete minutos. Apenas Cristiano Zanin, advogado de Lula, animou-se a inquirir Falcão. A testemunha disse que não tomou conhecimento da distribuição de cargos no governo em troca de vantagens. Afirmou desconhecer a compra de apoio no Legislativo. ''Nunca tomei conhecimento disso. E não creio que isso tenha ocorrido porque não era da nossa prática, do PT, comprar apoios ou praticar atos ilícitos.''

As palavras de Falcão não fizeram sumir as evidências de que o sítio de Atibaia, usado por Lula como se fosse o dono, foi reformado por corruptores do porte da Odebrecht e da OAS. Mas serviu para mostrar que o ex-presidente do PT não é mais o mesmo.

Falcão confunde falta de memória com consciência limpa. Já não se lembra dos embates que travou com o PMDB e outros aliados pela partilha de nacos do Estado. Sumiu-lhe da lembrança o mensalão. Acha que petrolão é um barril grande. Falcão já não conhece nem a si próprio. Deve levar sustos frequentes no espelho.

062 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Antônio Alves de Morais.


Pra tudo há uma medida padrão. Na foto temos a medida padrão da amizade, decência, honradez, humor, alegria e do riso.

Mesmo que eu fosse um Rui, um Bilac ou um José do Patrocínio eu não saberia escrever  sobre tão importantes, ilustres e nobres figuras. Da direita para esquerda :  Chico Francisco, Otacílio Correia, Chico Luiz e Célio Soares.

Fica  disponível os comentários.

Aprovação do aborto na Argentina: Brasil põe a barba de molho -- por Armando Lopes Rafael


       Impactado pelo fato de a Câmara dos Deputados da Argentina ter aprovado a descriminalização do aborto, aqui no Brasil, nesta 3ª feira, 19 de julho de 2018, será feita, em Brasília, a11ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida. Trata-se de uma manifestação realizada pelo movimento Brasil sem Aborto

       Os manifestantes pressionarão deputados a aprovarem o Estatuto do Nascituro (PL 478/2007), que proíbe o aborto sob quaisquer circunstâncias, inclusive em caso de estupro.
      Alguém poderá objetar: E precisa dessa manifestação?

    Pouca gente sabe que o PSOL – partido da “esquerdona” radical – vem questionando a constitucionalidade de artigos do Código Penal que preveem pena de prisão para as mulheres que cometerem aborto nos casos não autorizados pela lei brasileira. Atualmente, no Brasil, o aborto só é permitido em caso de estupro, fetos anencéfalos ou para salvar a vida da gestante. O texto está tramitando no congresso Nacional. E será debatido nos dias 3 e 6 de agosto próximo, em audiência convocada pela ministra do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber.

      Esses debates deverão auxiliar a ministra na elaboração do seu voto sobre a questão, ainda sem data marcada para julgamento. O fato é que teremos muitas manifestações de ativistas contra e a favor da liberação do aborto. Aliás, dois candidatos à Presidência da República, nestas eleições do próximo mês de outubro, já declararam – em reuniões privadas – serem favoráveis à descriminalização do aborto: Ciro Gomes, do PDT (conforme vídeo que circula nas redes sociais) e Guilherme Boulos, líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) candidato do PSOL.
      Muita água ainda vai correr debaixo da ponte neste 2018...

Nunca antes a situação do Brasil foi pior; e nunca a causa monárquica foi tão viva como agora – por Dom Bertrand de Orleans e Bragança


Nós estamos vivendo dias de trevas. São dias de trevas, não tenham dúvida. Mas no fundo dessas trevas, se começa a ver os primeiros clarões de uma aurora; são os ideais que nunca morreram e que estão voltando


(Excertos das palavras que Dom Bertrand de Orleans e Bragança proferiu durante o banquete comemorativo pelo 80º aniversário do natalício de seu irmão, o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança – Chefe da Casa Imperial do Brasil –  realizado no último domingo, dia 3, no Salão Guanabara do Windsor Flórida Hotel, no Rio de Janeiro).

   É em nome de meu irmão Dom Luiz que aqui falo, agradecendo as homenagens feitas por ocasião do seu 80º aniversário. Hoje nós tivemos uma Santa Missa, que é o ponto culminante dessas comemorações, exatamente por que foi oferecido o Santo Sacrifício, diante da Cruz, nas intenções do Chefe da Casa Imperial, Dom Luiz. Ele que encarna os nossos ideais, que encarna as nossas esperanças. Dom Luiz insiste muito num ponto, que é o fato de haver, em todas as coroas, uma cruz, no alto. Essa cruz tem um duplo significado: 

     Em primeiro lugar, a fidelidade e a fé; a consciência de que um Chefe de Estado – sobretudo um Imperador ou um Rei, mas até o Chefe de Estado em uma República – tem contas a prestar a um Juiz Supremo, infinitamente sábio, onisciente, que ninguém engana, mas que também é infinitamente misericordioso e bondoso. O segundo significado dessa cruz é a disposição que deve ter um Rei, um Imperador ou qualquer Chefe de Estado, como qualquer chefe de alguma instituição, como um pai de família, de crucificar-se por seu povo. Ele deve sacrificar-se por seu povo.   

     É este o exemplo que Dom Luiz sempre nos deu, a nós, seus irmãos, e aos monarquistas, e é justamente daí que vem esta grande vitalidade da causa monárquica nos dias de hoje. Nunca a causa monárquica foi tão viva como nestes dias. Nunca nossa situação foi pior, mas nunca a causa monárquica foi tão viva. Por ocasião do Plebiscito, pelo fato de termos obtido apenas 13% dos votos, muitos disseram que era a “pá de cal” nas esperanças monárquicas do Brasil... Não foi! Foi uma primeira vitória.

     Antes do Plebiscito, a perspectiva de uma restauração monárquica era vista como um sonho de uma noite de verão de alguns saudosistas. Depois do Plebiscito, passou a ser vista como uma alternativa, e, por um número crescente, como uma esperança. E nós vemos que essas esperanças vão se realizando, sobretudo – o que impressionou a muitos os repórteres que estavam aqui presentes –, foi no número de jovens partiipantes. É um Brasil novo, que está renascendo.

     Nós estamos vivendo dias de trevas. São dias de trevas, não tenham dúvida. Mas no fundo dessas trevas, se começa a ver os primeiros clarões de uma aurora; são os ideais que nunca morreram e que estão voltando. São os ideais cristãos, os ideais católicos. São os filhos de Deus que encaram a realidade com a fé, com a coragem e com a certeza de que os ideais católicos nunca vão ser derrotados.

     O futuro está do nosso lado. O futuro está com aqueles que querem a restauração da boa ordem posta por Deus na Criação. Isto é, uma ordem monárquica, porque a sociedade não é republicana. A primeira entidade, a base da sociedade, qual é? É a família. E qual é a estrutura interna da família, por instituição divina? Na família, o pai é rei, a mãe é rainha e os filhos são os príncipes herdeiros. Vá numa família, vá numa escola, vá numa padaria, vá numa fazenda... vá em qualquer lugar do mundo, e as utopias republicanas não se consideram mais!

     Ninguém mais acredita nos políticos, ninguém mais acredita nos esquemas republicanos, ninguém mais acredita no igualitarismo. Pelo contrário, o mundo está ávido de uma restauração de um regime que venha ao encontro dos seus sonhos, da sua mentalidade, da sua índole cristã, sua índole hierárquica, algo maravilhoso.

    A todos eu agradeço, em nome de Dom Luiz, por essa homenagem que foi feita a ele em seu 80º aniversário, e continuemos com a batalha".

VII - ENTREVISTA DO TENENTE JOÃO BEZERRA AO GLOBO - POR “O GLOBO” – 26/06/1957.



O GRITO DE VITÓRIA: “O CEGO MORREU!”
O chão e as macambiras cobriam-se de sangue. Luiz Pedro, cabra valente pra danar, vinha ao nosso encontro, sem nos ver. Fui, de dentro do riacho, enquadrando-o na mira da metralhadora, até 10 metros. Quando me preparava para matá-lo, vi, com tristeza, que um soldado atirou primeiro. Com mais vinte metros, vimos quatro cangaceiros caídos. Junto a eles, um soldado gritava: “O cego morreu!” Eu respondi que o cego (Lampião) não morreria assim. E ele, convicto: “Se este não for Lampião, quero ser cabra da peste, pois eu fui coiteiro dele durante dois anos”. E eu, ainda desconfiado: “Verifiquei se o olho direito dele é cego”. Ao que ratificou o praça: “É cego, sim, tenente”. Mandei trazer o cangaceiro, no caso Lampião, mas o praça trouxe a cabeça. Alguns cabras, entrementes, conseguiam escafeder-se, enquanto as cabeças de seus comparsas rolavam pelo barro.

MEDIDA ACERTADA
O coronel João Bezerra observa que a lembrança do degolamento de Lampião e de seus sequazes ainda constitui um impacto. Elucida, por isso:
O degolamento se enquadrou perfeitamente num processo antigo. Demais disso, não poderíamos trazer todas as cabeças. Quando os meus subordinados cortaram as cabeças, não protestei também por um outro motivo: uma falange de dedos amputada não modificaria uma fisionomia. Determinei fosse feito o reconhecimento dos cadáveres, mandando respeitar os mortos.
E repisou o entrevistado:
O degolamento foi uma medida acertada. Se não tivesse ocorrido, muita gente, até hoje, não acreditaria na morte de Lampião.

VERSÕES QUE DIVERGEM
O nosso entrevistado vai além.
Um dos ex-combatentes da época, coronel Manuel Neto, da Polícia de Pernambuco, e ex-prefeito de Irajá, escreveu, levantando dúvidas quanto às reais circunstâncias que rodearam o fim de Lampião. Forçou, com isto, os meus colegas das Alagoas a censurá-lo e levou-me igualmente, a lhe escrever uma carta, que dizia, a certa altura, mais ou menos o seguinte: “Deixe, meu bom colega, que os paisanos venham em cima de nós, militares, com seu despeito, sua inveja, não um velho militar, nas suas condições, que, muitas vezes, imitando-me ou tentando imitar-me, se amparou no seu mosquetão, aguardando o pronunciamento da Justiça. Você sabe bem, está bem lembrado, de quando lhe telegrafei, chamando-o, e que você, em lugar de comparecer, para me ajudar, mandou o sargento Davi Surubeba(que ainda hoje é vivo e está lembrado), que chegou retardado, encontrando-me nas mãos de dois médicos, que me pensavam dos ferimentos recebidos no combate meia hora antes. E Davi Surubebae o sargento Odilon Flores, de saudosa memória, pegaram aas cabeças dos cangaceiros, tendo o primeiro, ao erguer a de Lampião, asseverado, chorando: “Queria que fosse eu que tivesse morto Lampião.Mas foi o meu amigo, tenente João Bezerra, quem o matou”.

MEMÓRIAS EM TERCEIRA EDIÇÃO
Perguntamos ao coronel João Bezerra sobre Volta Seca, atualmente no Rio de Janeiro, onde até se iniciou como cantor. A resposta é áspera: “É um cachorro!” Narra-nos, então, um episódio, impublicável, marcado pela maior brutalidade, cujo protagonista principal foi aquele ex-integrante do grupo de Lampião. E arremata o entrevistado, após acentuar que a fita “O Cangaceiro”, de Lima Barreto, foi uma pantomima, sem guardar qualquer relação com a verdade histórica, e que pretende figurar, em breve, como ator, num filme sobre a vida e a morte de Lampião, produzido pelo seu amigo, deputado, Tenório Cavalcanti.
Dessa forma é que vou publicar a terceira edição do livro sob o título “Como dei cabo de Lampião”, com capítulos interessantes para o momento, inclusive o desmentido a algumas notas escritas irrefletidamente por pessoas inescrupulosas.
Terminara a entrevista, quatro horas e dez minutos após se haver iniciado. Conduzimos o entrevistado até à porta do hotel. “Não lhe ficou, portanto, qualquer remorso da liquidação de Lampião e seu bando?” – reinquirimos. E o coronel João Bezerra, firme:
Nenhum remorso. O degolamento enquadrou-se, como já disse, num processo histórico. Depois, era mais cômodo trazer as cabeças que os corpos, dada a distância em que nos encontrávamos. Trazer os corpos seria impraticável.
O coronel João Bezerra pede que lhe enviemos exemplares do número de O GLOBO em que foi publicada a entrevista. Quando apertava a mão do repórter, um hóspede do hotel, identificando-o, comentou com o companheiro:
Olhe o degolador de Lampião...
E o coronel João Bezerra, já ganhando a calçada:
Aí começa a lenda. A verdade termina no que lhe contei. Foram feitas as despedidas e o coronel João Bezerra afastou-se, tranquilo, como se estivesse na santa paz dos céus, sem que lhe angustiassem o espírito aquelas cabeças que rolaram, um dia, pelo chão calcinado dos sertões, há quase duas décadas. Certamente os espectros não transpõem a porteira da sua fazenda, onde se erguem as sombras dos cafezais e dos canaviais e onde o gado muge as suas mágoas – as únicas existentes na queda fazenda Aquidabã.

Uma trinca da pesada: Amante, Betto e Boff - Por Augusto Nunes.


Se Deus é brasileiro, não tem tempo para evitar que os conventos abriguem pecadores sem salvação.

Gleisi Hoffmann, a senadora e atual presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann durante protesto em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela Democracia, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP) - 20/07/2017 (Ricardo Matsukawa/VEJA.com)

Leonardo Boff disfarçou-se de frade até ser defenestrado da "Ordem dos Franciscanos" por fazer o diabo com a doutrina católica. É mais um caso sem remédio, reafirmou a recente visita que fez a seu deus particular na cadeia em Curitiba. “Lula não é um político preso: é um preso político”, mentiu Boff ao absolver a versão brazuca do "Bom Ladrão".

Carlos Alberto Libânio Christo caiu fora faz tempo da "Ordem dos Dominicanos", mas usa o codinome para continuar fantasiado de frade. Depois de visitar a mesma divindade venerada por Leonardo Boff, Frei Betto jurou ter testemunhado dois milagres: Lula não sente falta de bebida e assiste diariamente à missa transmitida pela TV Aparecida.

Nesta semana, graças ao senador Roberto Requião, soube-se que os católicos brasileiros escaparam por pouco de ver em ação, em parceria com os frades ateus, uma religiosa paranaense incapaz de decorar a "Ave Maria". Confiram o trecho do discurso de Requião na tribuna do Senado:

“Conheço Gleisi Hoffmann desde menina. A menina que primeiro queria ser freira para ajudar os pobres, mas que, depois, viu na militância política e na luta pela transformação da sociedade o espaço maior para a realização daqueles anseios adolescentes”.

Uma trinca formada por Amante, Betto e Boff seria a prova definitiva de que, se Deus é brasileiro, não tem tempo nem paciência para evitar que os conventos do país natal sirvam de abrigo para pecadores sem salvação.

domingo, 17 de junho de 2018

VI - ENTREVISTA DO TENENTE JOÃO BEZERRA AO GLOBO - POR “O GLOBO” – 26/06/1957.

FORNECENDO A PISTA DEFINITIVA
Aí eu perguntei: “Os cangaceiros estão por aqui?” Ele, antes de proferir qualquer frase, olhou para o irmão, que o encorajou: “Diga tudo, meu irmão, senão nós vamos se acabar!” Ele virou-se, então, para mim e se abriu: “Estão, sim, seu tenente. Os cangaceiros estão lá”. E eu: “Como é que você sabe que estão lá?” E ele, rápido: “Porque eu estive lá, na boquinha da noite, para ver uma máquina de costura que o capitão (Lampião) me prometeu, mas dona Maria (Maria Bonita) estava cosendo e ele me disse que eu fosse buscá-la bem cedinho, devendo eu, então, procurá-la no pé da pedra, debaixo das macambiras, onde ele, se não estivesse mais lá, deixaria o aparelho escondido”. Sorri: “Então vamos ver logo, senão você perde a sua máquina”. E o cabra, tremendo: “Ave Maria! Nesse caso, eu preferia perder!” Fiquei, por motivos óbvios, com esse coiteiro, entregando seu irmão ao aspirante. Sentenciei, logo depois: “A camisa é branca; se correr, é um bom alvo”.

PREPARANDO A TROPA PARA O COMBATE
Perguntamos ao coronel João Bezerra qual era o seu estado de espírito, naquele momento. Ele nos olha de lado: “Nenhum nervosismo. Eu tinha a tranquilidade de quem vai para um batizado de cabra que acaba de nascer”. Reintegra-se na história:
Voltamos para junto da tropa: clareando-os com uma pilha elétrica, acordei os praças que já dormiam: “Vamos embora”. Subimos a margem do São Francisco, num lugar muito íngreme, pelo lado, justamente, em que não esperavam a tropa, pois me julgavam já em Moxotó. Na chegada, esperei todo o contingente, que vinha em coluna por um, e, após reuni-lo, em círculo, 3h30m da madrugada, dei-lhes ciência de que, se Deus ajudasse, dentro de mais trinta minutos, se decidiria a parada entre a força e os cangaceiros. Grande parte dos presentes respondeu, de uma só vez: “Já andamos desesperançados de brigar; essas pestes são encantadas”. E num segundo tempo: “E porventura qual é o grupo a que o senhor se refere?” E eu, lacônico: “O de Lampião”. Ao que eles se admiraram: “É o cego?” Confirmei: “Ele mesmo”.

EM MARCHA RASTEJANTE
O coronel João Bezerra poderia mencionar o número de homens que tinha a seu dispor, naquela noite? – indagamos.
Eu tinha45 homens.
E adivinhando o nosso quesito seguinte:
Lampião tinha 48 homens. A minha tropa, eu a dividi em quatro grupos: três de 10 homens e um de 15, sendo este o meu, pois dele partiria o ataque. Assim foi que ao grupo capitaneado por Ferreira de Melo eu ordenei que seguisse com o coiteiro Pedro de Cândida, que conhecia toda a disposição do adversário, e rumasse em direção ao riacho, onde se achava o sentinela, colocando-se entre o mesmo e o grupo. Em sequência, seguiria ainda riacho acima, em marcha rastejante, até avistar os cangaceiros, que dormiam ao ar livre. Ali deveriam aguardar o aviso da minha metralhadora.

CANGACEIROS EM PILHÉRIAS
Segui margeando o riacho pela direita – chovia ainda torrencialmente e, meia centena de metros adiante, mandei descer outro grupo de 10, para ficar à direita de Ferreira de Melo, aguardando as mesmas ordens. Segui com 25 homens, realizando prodígios de equilíbrio, pelos bicos das pedras, e abaixando-me pelos matos. Aí eu já batia com a testa em celas dos cangaceiros, as quais, juntamente com as dos coiteiros que com eles foram ter, estavam dependuradas. Lembro-me que um cavalo, que se achava apeado e tinha um grande chocalho ao pescoço, espantou-se com a tropa e deu um formidável sopro pelas narinas. Tive que recuar quase uns trinta metros para que o animal não corresse, espavorido, balançando o chocalho. Os cangaceiros já estavam acordados, pilheriando uns com os outros, falando em trocar o bornal e reclamavam contra o café, que estava frio. O ataque de surpresa já iria desencadear-se.

DEFLAGRA-SE O COMBATE
O coronel João Bezerra chega ao ponto culminante da entrevista:
Disposta toda a tropa, quando eu me preparava para transpor uma pedra comprida, da altura de 1 metro, ouvi diversos disparos pelo lado em que colocara a tropa do aspirante e outros tentos para o nosso lado. Recebi, nesse momento, uma pancada na perna e outra na mão: vi o sangue descer, o que provava que eu tinha recebido umas balinhas. Porem, quando me levantei, fazendo força na perna, constatei que o osso estava íntegro. Olhando para a direita, vi sair fogo de quatorze fuzis, cadenciadamente, na altura de metro abaixo. Gritei, então: “Avancem!” Cinco minutos depois, notei, com satisfação, que a tropa se misturava com os cangaceiros, que, desse modo, tiveram que passar a lutar em várias frentes.

PISANDO SOBRE CADÁVERES
O coronel Joao Bezerra ainda alisa a lâmina da faca, mas tem os olhos postados sobre as notas do repórter. Acompanhemo-lo:
Fui passando, então, por cima dos cangaceiros mortos, cujas vestes estavam ensopadas de sangue e de água de chuva. Lembro, também, que um soldado meu, de nome Adriano, exclamou: “Estou baleado, tenente!” E, antes que eu pudesse auxiliá-lo, ele estava com a barba serenada.
Que significa barba serenada, coronel?
-Morto. Logo a seguir, outro soldado, Antônio Jacó, me preveniu: “Seu tenente, o cabra lhe mata!” E, de fato, o cabra atirou, mas, como o mosquetão estava descalibrado, a bala foi alojar-se num toco de catingueira, ao meu lado. Apontei a metralhadora para ele, mas logo o vi caindo por cima das macambiras, pois Antônio Jacó – cuja pontaria parecia uma olhada de machado – já o havia alvejado.

Juízes que dizem bobagens e juízes que fazem bobagens - Por o Antagonista.



O ministro do STJ João Otávio Noronha, corregedor do CNJ, proibiu que juízes se manifestassem politicamente nas redes, como publicamos ontem.

Ele disse: “Você não deve confiar num juiz que está escrevendo bobagem em rede social. Juiz tem de ter credibilidade”.

Você também não deve confiar num  juiz que tem filho advogado fazendo bobagem no tribunal do pai. É bobagem de pai para filho.