segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Itamaraty buscará ‘falcatruas’ do PT na diplomacia, anuncia novo chanceler - Josias de Sousa.



Futuro chanceler do governo de Jair Bolsonaro, Ernesto Araújo anunciou que fará um “exame minucioso” da política externa praticada nos governos do PT. O objetivo é buscar “possíveis falcatruas”. Ele fez a revelação ao responder às críticas que recebeu de Celso Amorim. Chefe do Itamaraty nos dois mandatos de Lula, entre 2003 e 2010, Amorim dissera que a escolha de Araújo representa um “retorno à Idade Média.”

Oscilando entre a ironia e a promessa de retaliação, o escolhido de Bolsonaro escreveu no Twitter, na noite deste domingo: “Celso Amorim diz que represento um retorno à Idade Média. Não entendi se é crítica ou elogio, mas informo que não retornaremos à Idade Média, pois temos muito a fazer por aqui, a começar por um exame minucioso da 'política externa ativa e altiva' em busca de possíveis falcatruas.”

FUTEBOL E MELANCOLIA - Por Wilton Bezerra, Comentarista esportivo.


Acompanhei, ontem, a vitória do Corinthians sobre o Vasco, por 1 a 0, no Itaquerão, confesso que abateu-se sobre mim uma baita melancolia.

Os adversários, integrantes da nobreza do futebol brasileiro, perderam em tão pouco tempo a condição de entes que arrebatavam os seus torcedores.

Os times se agarraram ao precário futebol que jogam, procurando fugir de um vergonhoso rebaixamento.

A equipe corintiana marcou um gol e passou a adotar o futebol apequenado, que é a cara do seu treinador Jair Ventura.


O Vasco da Gama, antes o lendário “Expresso da Vitória, é hoje uma caricatura. Desprezou até a tradicional faixa em sua camisa, em mais uma repaginação do uniforme. A colina está sem gigante.

Também, pudera. Nero, o que incendiou Roma, comparado a Eurico Miranda e Andrés Sanchez, virou apenas um afetuoso apelido de cachorro.

Triste.

Governo já tem uma cara, a oposição ainda não - Por Josias de Souza.



Eleito pelo voto do contra, Jair Bolsonaro não adquiriu do dia para a noite o physique du rôle de um presidente da República. Mas o principal atributo que o capitão irradiou no imaginário do seu eleitorado —a sensação de que nada seria como antes— continua presente na montagem do ministério.

Do ponto de vista econômico, o dono da aura de Bolsonaro é o liberalismo radical de Paulo Guedes. E do ponto de vista político, seu governo algemou-se ao prestígio de Sergio Moro, numa manobra cujo êxito dependerá da liberdade que o ex-juiz tiver para infundir na máquina estatal o padrão Lava Jato.

Diante desse cenário pós-tsunami, a satanização de Bolsonaro perdeu relevância. Atônitos, os adversários do novo presidente demoram a perceber algo simples: ninguém se afoga por cair na água, mas por permanecer lá. Restaram à oposição duas alternativas.

Os antagonistas de Bolsonaro podem flutuar agarrados a um feixe de ideias ou ir ao fundo com o sentimento da raiva amarrado ao pescoço. Hoje, a oposição passa a impressão de que procura uma ideia desesperadamente. Mais ou menos como um cachorro que caiu do caminhão de mudança e esqueceu onde escondeu o osso.

Considerando-se que a presidência-tampão de Michel Temer é herança do petismo, a posse de Bolsonaro representará o fim de um ciclo de 16 anos. Temer foi levado ao trono graças à traição de legendas que sustentaram o PT. E manteve na Esplanada figurões que enfeitaram o primeiro escalão de Lula e da própria Dilma.

Mudança drástica e genuína ocorrerá em 1º de janeiro de 2019. Goste-se ou não, o capitão chegou ao Planalto pelo voto. O que torna despiciendo qualquer debate sobre a legitimidade do resultado. Depois da posse, o governo despejará sobre o Congresso suas propostas. E a oposição terá de informar o que quer da vida.

O economista Paulo Guedes colocará sobre a mesa, por exemplo, uma proposta de reforma da Previdência. O ex-juiz Sergio Moro desembrulhará o seu pacote anticorrupção e anticrime organizado. Como votar contra o equilíbrio fiscal e o combate à roubalheira? A qualidade da oposição depende dessa resposta.

Num instante em que o PT continua embrulhado na bandeira ‘Lula Livre’ e o PSDB está em chamas, abriu-se no Congresso uma avenida para o surgimento de uma nova oposição, menos venenosa e mais ativa. A maioria do petismo quer virar a mesa, não sentar em torno dela. O tucanato prefere ficar embaixo da mesa.

Terceiro colocado na disputa presidencial, Ciro Gomes já enxergou as oportunidades que a conjuntura oferece. Mas o esboço de entendimento que existe entre o seu PDT, o PSB, o PPS e a Rede está longe, muito longe de constituir uma frente sólida de oposição.

Por ora, há em Brasília apenas dois polos nítidos de oposição ao projeto de Bolsonaro: o próprio Bolsonaro e os auxiliares dele. O capitão não passa semana sem atirar contra os seus pés. O último disparo foi a indicação do trumpista Ernesto Araújo para o posto de chanceler. E alguns dos seus auxiliares dedicam-se a transformar a transição de governo numa canoa dividida —metade da tripulação olhando para um lado e metade remando para o outro.

domingo, 18 de novembro de 2018

Lula já não é mais aquele - Postagem do Antonio Morais.


"Quando interrogado por Sérgio Moro, Lula sentiu a complacência e educação de um competente juiz que apesar de seguro o deixou fazer um discurso no depoimento.

Na época, ainda com o resquício de um recente ex-presidente, com a arrogância e ignorância de praxe, se achando dono do país, contando com o fanatismo de seus obtusos admiradores, o aparelhamento do Estado, sem contar com os bilhões desviados naquele momento, jamais iria pensar que chegou aonde chegou : No fundo do poço politico".

No seu governo a corrupção só não foi encontrada onde não foi procurada.

"Esse é o legado do Lula".

Lula não é mais aquele.

Um velho sem noção - Por Antonio Morais.



Quando eu vejo o Fernando Henrique Cardoso solto, livre e o Lula na cadeia eu me espanto. Os crimes do FHC em pouco diferem dos de Lula. 

A desordem e a anarquia começaram quando ele tirou o "status" de ministro  do exército, aeronáutica, marinha e criou o ministério da defesa para um civil. Nomeou para  ministro o senador capixaba Élcio Alvares, depois denunciado  como integrante de uma quadrilha de traficantes de drogas, armas e outras patifarias. Teve que renunciar ao cargo  que lhe dava o direito de Generais lhe bater continência.

A decisão do FHC deu o direito a Dilma Roussef, brincando de Presidenta da Republica, nomear o bandido José Genoíno Ministro da Defesa, uma atitude ordinária cuja finalidade era  mostrar que pudia humilhar autoridades que tinham que bater continência para um pilantra criminoso. 

Genoíno, o ministro da defesa do PT entregou o cargo depois que foi condenado e preso pelo "Mensalão". Não tenho noticias onde anda, a tornozeleira deve informar. Se já morreu não sei, se morreu deve está queimando no inferno.

O que se sabe é que o Lula está no xadrez, Dilma está a caminho, o FHC  não está  preso porque conta uma justiça a seu favor, mas, apesar de tudo o Bolsonaro, sozinho  está colocando o Brasil no caminho certo.

PRESIDENTE TERÁ O DESAFIO DE TIRAR AS ESTATAIS DO PT - Claudio Humberto.


Lula cumpre pena por corrupção, sua sucessora sofreu impeachment, meio PT está preso ou a caminho da cadeia, mas o partido ainda manda, e muito, nas empresas estatais do governo federal, sobretudo em negócios de patrocínio e publicidade da Petrobras, Banco do Brasil, Caixa e BNDES, que totalizam cerca de R$2 bilhões anuais. 

O desafio do governo Bolsonaro será acabar com o poder petista nas estatais. Essas estatais fazem questão de garantir patrocínio de veículos que Temer afirma terem promovido uma “trama brutal” para derrubá-lo.

Ministro próximo a Temer sugeriu “não esquecer o BNDES”, ao ouvir da coluna exemplos de estatais que dão solene banana ao governo.

O morcego de Lula - Por o Antagonista.


Em seu depoimento à juíza Gabriela Hardt, Marcelo Odebrecht apontou os pagamentos a Morcego como o caminho do dinheiro desviado da Petrobras para favorecer Lula.

Morcego é o codinome de Pedro Barusco, o operador do PT na diretoria da estatal.

De acordo com as planilhas do departamento de propinas da empreiteira, reproduzidas pelo Estadão, Morcego recebeu 15 milhões de reais entre 2010 e 2011, o mesmo período em que o sítio de Atibaia estava sendo reformado.

O procurador Athayde Ribeiro Costa perguntou a Marcelo Odebrecht se ele tinha ciência de que “seus líderes empresariais tinham que efetuar pagamentos no interesse do PT, PMDB e PP no âmbito das diretorias da Petrobrás”.

Ele respondeu:

“Eu seria ingênuo se dissesse que não sabia. Eu confirmo que tinha ciência”.

sábado, 17 de novembro de 2018

Solidão - Postagem do Antônio Morais.



Quantos velhinhos e doentes abandonados, sem ninguém e, mesmo quando alguém vai visitar, muitas vezes o faz mais por obrigação do que por amor.
A pior solidão não é a de viver sozinho, pois se acostuma, mas sim viver ou estar ao lado de alguém e se sentir sozinho.
Você já calculou o numero de lares que viraram apenas pensão ou hotel?
Quanta gente é tratada pior do que um animal? Nunca ouviram palavras confortadoras como "gosto de você", "Deus lhe abençoe".
Compenetre-se!
Medite por alguns instantes! Sinta-se amado e abençoado por Deus. Ele é e será sempre o amigo que nunca falha.

BOLSONARO, QUE TAL UMA DESCIDA GERAL DOS PALANQUES? - Por Wilton Bezerra, Comentarista generalista.



O presidente eleito, Jair Bolsonaro, parece ter desistido de por fim ao instituto da reeleição. Sinalizações não faltam.
Seus discursos, por exemplo, deixam a impressão nítida de que já está engatando uma continuação no poder, findo o mandato que sequer iniciou.
Basta sentir o tom de suas declarações. Até aqui, pouco despidas de mudanças do período eleitoral.
Quem comanda, tem que ter absoluto domínio das emoções.
Essa questão dos médicos cubanos, acrescente-se, foi uma precipitação, sob todos os aspectos.
A despeito de quem provocou ou foi provocado, o fato é que ficou um buraco na assistência à saúde básica da população.
Na perspectiva do governo que vai se instalar, um aviso: mudanças se justificam quando se tem o que colocar no lugar do que foi retirado.
A propósito, ninguém aguenta mais essa história de “ameaça comunista” no Brasil. Comunismo no Brasil é conversa para boi com fastio.
Sou visceralmente contra qualquer tipo de regime assim inspirado. Isso só não deve infestar a capacidade de refletir sobre a importância do trabalho dos cubanos para o país.
Outra coisa: essa escolha para o Ministério de Relações Exteriores, por influência do filho do presidente, foi um gol contra.
O excêntrico futuro ministro Ernesto Araújo acredita que se pode fazer política externa com curandeirismo.
Sobre a sua manifesta sacralização à figura do Trump, alguém precisa dizer ao Araújo que o presidente norte-americano muda de idéia como se muda de camisa.

E mais.
Essa história atrasada de que “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil” é do tempo de Juracy Magalhães, governador da Bahia.

É isso.

MÉDICOS SOLICITAM ASILO PARA NÃO VOLTAR A CUBA - Por Claudio Humberto.


A decisão da ditadura cubana de retirar seus médicos do Brasil, até o fim do ano, provocou uma corrida de pedidos de asilo e recebimento integral dos R$11.540 pagos pelo governo brasileiro. 

A ditadura confisca mais de dois terços do valor, deixando aos médicos apenas com R$3 mil. E ainda os proibiu de trazerem suas famílias, mantidas em Cuba como reféns. 

O presidente eleito Jair Bolsonaro, por razões humanitárias, está disposto a acolher os cubanos que solicitarem asilo.


MORO SE EXONERA DA MAGISTRATURA - Por o Antagonista.


O desembargador Thompson Flores, do TRF4, assinou na tarde desta sexta-feira o ato de exoneração de Sergio Moro.

No documento, o futuro ministro da Justiça alegou que é notório o convite e a aceitação para assumir a pasta em 2019.

Ele escreve também que “houve quem reclamasse que eu, mesmo em férias, afastado da jurisdição e sem assumir cargo executivo, não poderia sequer participar do planejamento de ações do futuro governo”.

E completa: “Assim, venho, mais uma vez registrando meu pesar por deixar a magistratura, requerer a minha exoneração do honroso cargo de juiz federal da Justiça Federal da 4ª Região, com efeitos a partir de 19/11/2018, para que eu possa então assumir de imediato um cargo executivo na equipe de transição da Presidência da República e sucessivamente ao cargo de Ministro da Justiça e da Segurança Pública

Destaco meu orgulho pessoal de ter exercido durante 22 anos o cargo de juiz federal e de ter integrado os quadros da Justiça Federal brasileira, verdadeira instituição republicana.”

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Diocese de Crato promoverá campanha de solidariedade em prol dos venezuelanos que buscam ajuda humanitária

Fonte: site da Diocese de Crato

Dom Gilberto Pastana. (Foto: Patrícia Silva)

Na manhã desta sexta- feira, dia 16 de novembro, a Rádio Educadora do Cariri transmitiu, ao vivo, um programa especial sobre a Campanha de Solidariedade que está sendo realizada em prol dos milhares de Venezuelanos que estão em Roraima, fugindo da crise humanitária que o país enfrenta.

O programa, no formato de entrevista, foi apresentado pela jornalista Patrícia Mirelly Lima, membro da assessoria de imprensa da diocese de Crato, e teve como convidados o bispo  dom Gilberto Pastana, o padre José Ricardo Sales, a irmã Cecilia Zanet, e as agentes Cáritas, Solange Santana e Verônica Carvalho. A duração foi de uma hora.

O intuito foi conscientizar, através das ondas do rádio, a população sobre esta realidade, como também quais ações estão sendo promovidas pela diocese de Crato e como o povo pode ajudar. O Plano de Acolhida, elaborado pelo Comitê de Migração e Refúgio do Cariri também foi citado.

Todos podem contribuir doando alimentos não perecíveis e materiais de higiene. Os produtos podem deixados nas secretárias paróquias que estão presentes em 32 municípios da região diocesana. A ação é um gesto concreto por ocasião do Dia Mundial dos Pobres, celebrado rm toda a Igreja no próximo domingo, dia 18.

Colhemos o que plantamos – por Armando Lopes Rafael



   Em 1964, os militares assumiram, mais uma vez, o governo do Brasil, prática iniciada com o golpe militar de 15 de novembro de 1889, o qual implantou – sem consulta popular – a forma de governo republicana no nosso país. Denominaram essa intervenção de 1964 de “Revolução Democrática”. Na prática, um governo autoritário, mas que deixou alguns benefícios para a modernização do Brasil.

     Os governos militares aproveitaram alguns brasileiros(as) inteligentes e competentes para implementar sua plataforma de mudanças. Um desses foi Roberto Campos, diplomata de carreira, anteriormente a 64, um dos idealizadores do BNDES (no governo de Juscelino Kubitschek) e que – sob os governos militares – foi um dos idealizadores, também, do Banco Central do Brasil, Estatuto da Terra e do FGTS.

      Na verdade, os governos do ciclo militar (1964–1985) sofreram controvérsias várias, mas é inegável o avanço da infraestrutura que criaram, para o progresso do Brasil, a partir do nada. As hidrelétricas de Itaipu e Tucuruí respondem por quase um quarto da geração de energia do Brasil. Itaipu é a maior geradora do mundo e abastece 50 milhões de residências. O resultado prático foi que em 1964 o Brasil era o 45º PIB do mundo e, 21 anos depois, pulou para a 10ª posição.

         Fiz este breve preâmbulo para falar que, na vida, colhemos o que plantamos. Agora, um neto de Roberto Campos, o também economista Roberto Campos Neto, foi indicado nesta quinta-feira, 15, para a presidência do Banco Central no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro. Roberto Campos Neto tem extensa experiência na área financeira, e é pós-graduado em economia pela Universidade da Califórnia em Los Angeles. Ele deixa a diretoria do Banco Santander, onde ingressou em 2000. Dir-se-ia que Roberto Campos (o avô, falecido em 2001), vê o coroamento do seu trabalho feito em meados do século passado, através da ação que será feita por seu neto. Este terá a missão de tornar independente o Banco Central do Brasil, a exemplo dos Bancos Centrais dos países mais ricos e desenvolvidos  do mundo.

         Uma segunda reflexão. Quais frutos que serão colhidos – no futuro – dos 13 anos dos  governos Lula–Dilma? O legado das gestões petistas passa muito mais por escândalos de corrupção — como o Mensalão, o Petrolão e a Lava Jato — bem como pela deterioração da economia do País, que resultou em mais de 14 milhões de desempregados. Passa por obras inacabadas (Transnordestina, transposição do Rio São Francisco, dentre outras) que estão aí para atestar a incompetência dos governos petistas.  Estes quebraram megaempresas como a Petrobrás e a Eletrobras. O que foi bom para o PT, foi ruim para o Brasil. O esquema criminoso que floresceu durante o lulopetismo é sem dúvida um dos principais responsáveis pela débâcle do sistema político brasileiro. Deu no que deu. As principais lideranças das quatro administrações petistas foram presas, processadas e condenadas.

               Aparecerá, no futuro,  algum filho ou neto de líderes petistas para dar continuidade a algo criado pelo lulopetismo? Eis a pergunta que não quer calar.