sábado, 1 de janeiro de 2022

A morte da Imperatriz Thereza Christina - Armando Lopes Rafael

     A 28 de dezembro de 1889, somente quarenta dias após a Família Imperial Brasileira ter sido injustamente banida de nossa Pátria, em função da quartelada republicana de 15 de novembro daquele ano, faleceu em um hotel na Cidade do Porto, em Portugal, a Imperatriz Dona Thereza Christina, aos 67 anos de idade.

    Em seus últimos instantes de vida, Dona Thereza Christina confidenciou à Baronesa de Japurá, sua dama de companhia:
– Maria Isabel, eu não morro de doença. Morro de dor e de desgosto.

     O historiador Max Fleiuss afirma:
“Costuma-se dizer que o dia 15 de novembro foi uma revolução incruenta, feita com flores. Houve, porém, pelo menos uma vítima: a Imperatriz.”

Fonte: Leopoldo Bibiano Xavier, no livro: “Revivendo o Brasil-Império”. 1º edição, São Paulo. Artpress, 1991, páginas. 160-161.

 


sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Deus é Generoso - Antônio Alves de Morais.

Este ano todos nós tivemos momentos de grande apreenção, medo e aflição. Perdas humanas diariamente numa sequência sem limites e nunca vistas. 

Filhos, genros, nora, todas ligadas a área da saúde abalados com o desespero, a dor e o sofrimento de pacientes e familiares.

Deus foi muito generoso conosco, a maioria dos membros da familia foi infectada, mas sem a agressividade e gravidade de outros que não tiveram a mesma sorte nossa. 

Não perdemos nemhum familiar, nenhum membro da familia. Eramos 14, o casal, cinco filhos, quatro netos, três genros e uma nora. Hoje somos 15,  o meu neto João Pedro de 17 anos nos deu um bisneto João David, essa criação de Deus toda especial e mimada da foto.

República, que práticas, que costumes? - Antônio Alves de Morais


Nos tempos dos bons costumes, das boas maneiras, da ordem e do respeito. Aqui se tinha um professor dedicado,  competente que sabia ensinar  e um alunato  com disposição para aprender. Pais e mestres de mãos dadas em defesa dos mesmos fins. O resultado  e aproveitamento eram outros.


Contrastando com  os velhos tempos se vê, hoje em dia, a desordem, a desonra, a anarquia, bagunça, analfabetismo, falta de vergonha e pudor. 

Seja de quem for o rosto no qual está cagando não justifica  a atitude.  Esse é o Brasil  que ninguém  deseja para os seus filhos. Uma  criatura  assim  não pode ser chamada de professora.

Postagem de reflexão no último dia de 2021: A primeira poetisa negra dos EUA

 

    Um resumo sobre a história de uma mulher, sobre a qual vale a pena sabermos mais!  
“Chamava-se Phillis, porque era o nome do navio que a trouxe, e Wheatley, que era o nome do comerciante que a comprou. Ela nasceu no Senegal.

   Em Boston, os traficantes de escravos colocaram-na à venda:
-Ela tem sete anos! Ela vai ser uma boa égua!
    Ela foi tocada, nua, por muitas mãos.

    Aos treze anos, já escrevia poemas numa língua que não era a sua.
Ninguém acreditava que ela era a autora. Aos vinte anos, Phillis foi interrogada por um tribunal de dezoito cavalheiros iluminados de toga e peruca.

    Ela teve que recitar textos de Virgílio e Milton, algumas passagens da Bíblia, e também teve que jurar que os poemas que havia escrito não eram plagiados. De uma cadeira, ela fez seu longo exame, até que o tribunal a aceitou: ela era uma mulher, ela era negra, ela era uma escrava, mas ela era uma poetisa.

      Phillis Wheatley, foi a primeira escritora afro-americana a publicar um livro nos Estados Unidos"

Fonte: Rosicler Moraes E Souza via “Grandes Mulheres Que Marcam a História”
@projetomemoria
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Postagem: Armando Lopes Rafael

Curiosidade: como surgiu a palavra “escrúpulo”

    Os dicionários definem “escrúpulo” como: Essência moral; caráter virtuoso: sempre se comporta com escrúpulo; Comportamento cuidadoso; excesso de zelo, meticulosidade: a análise do livro foi feita com muito escrúpulo; Condição que demonstra dúvida ou hesitação sobre se adequar ou agir de determinado modo: o prefeito falava sem escrúpulo; Estado de apreensão sobre o que é bom ou ruim; receio de errar ou de se enganar: escrúpulo religioso.

     Mas você sabe como surgiu a palavra “escrúpulo”?


    Em latim ′′ escrúpulum ′′ designava uma pequena pedra afiada. Ela costumava dar problemas aos legionários romanos durante as suas longas caminhadas. Pequenas pedras entravam nas suas caligae, sandálias abertas, entre a sola e o pé, causando desconforto recorrente.

    Os ′′ escrúpulos ′′ colocavam então os legionários perante uma escolha: sofrer continuando em frente, ou parar para a tirar, correndo o risco de diminuir a marcha da coluna e sofrer as repreensões dos seus superiores.

    Pouco a pouco, a expressão ′′ ter escrúpulos ′′ saiu do campo militar para se referir a qualquer interrogação sobre a conduta a adotar.

    Tribunas, generais, senadores que iam a cavalo ou eram carregados de cama, assim como os poderosos de hoje não tinham escrúpulos.”


Fonte: José Albuquerque via Guilherme Duarte\Arte, Cultura e História
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A GRANDE FAUNA HUMANA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 Entre a pressa e a preguiça, tive na imensa fauna humana amigos de todo jeito.

Grandes, pequenos, pobres, ricos, intelectuais, inteligentes, burros, honestos, desonestos, amorais, mentirosos, verdadeiros, idiotas de ambos os sexos, doidos, crentes, ateus, cachaceiros, abstêmios, cabarezeiros, responsáveis, irresponsáveis, introvertidos, extrovertidos, invejosos, altruístas, solidários,  torcedores do Vasco, direitistas e esquerdistas de araque.

Mesmo com as habituais e "obrigatórias" decepções (não se ganha todas, paciência) gostei deles (muitos já se foram) quase na mesma medida, sem me importar com o tamanho dos seus "pecados".

Pessoas que, quando não eram (ou são) charmosas, se revelavam (ou se revelam) interessantes.

Sempre achei que mudar o mundo, em primeiro lugar, através dos outros não seria tão difícil.

"Faça o que eu mando mas..." etc, etc.

É fácil ser Dalai Lama no Tibete. Quero ver aqui.

Os ranços passageiros foram se diluindo pelos caminhos desta grande aventura que é a vida.

Como dizem as pessoas de muita fé: "Graças a Deus, somos imperfeitos".

O Dr. Raimundo de Oliveira Borges, "Cratense" de Caririaçu, nessa levada, mandou:

"Tanto faz uma pedra no caminho, como no jardim uma flor, uma lágrima que "cai silenciosa" como um sorriso que inebria, uma gargalhada que alegra, como um lamento que consterna.

É a vida".

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Armando Rafael - Antônio Alves de Morais


Armando Lopes Rafael, escritor, jornalista, historiador e memorialista exímio, grande amigo e irmão. Você já ouviu falar a expressão “começou do começo”? Pois bem, o Armando vem desde o começo colaborando com Blog do Antônio Morais, um amigo para todas as horas, madeira de lei, puro jacarandá da Bahia.

Seus escritos têm uma fertilidade, um prumo e razoabilidades admiráveis. Humilde, simples, grato e de uma brandura ímpar, um coração que não cabe no peito. Tenho o maior orgulho de ser seu amigo.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Velho traquina - Antônio Alves de Morais

Belisária chamou as filhas e fez a queixa cabeluda. Na dispensa estava faltando mantimentos, era hora de verificar o que o velho Januário estava fazendo com o dinheiro da aposentadoria dele e dela.

As filhas armaram uma espera e deram o bote. Foi o velho sair do banco com a bufunfa no bolso e elas seguiram até a surpresa horrorosa.

O velho chega num cabaré onde já lhe esperam um punhado de sirigaitas para fazerem a fuzarca. Salomé, a filha caçula já queria tomar as dores no local, mas foi contida pelas irmãs sob o pretexto que melhor seria conversar em casa.

Quando o velho chegou foi aquele fuzuê, um cu de boi dos maiores, sermão de uma, conselho da outra até que Salomé, a mais revoltada, tomou a palavra e perguntou para o velho : Papai o que é que o senhor faz com aquelas quengas nesta idade, 87 anos?

O velho mordido de raiva respondeu : Eu boto pra fazer capitão!

'Mais uma vez, o Ministério da Saúde prejudica a população brasileira'- Por Merval Pereira.

 


'Mais uma vez, o Ministério da Saúde prejudica a população brasileira'

Merval Pereira avalia que a consulta pública sobre a vacinação de crianças, aberta pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira, é 'absurda'. 

'Desde que resolveu ser candidato a deputado federal, Queiroga tem tomado decisões insensatas para agradar Bolsonaro', afirma o comentarista. 

Para Merval, o atraso 'causa mortes desnecessárias.'

domingo, 26 de dezembro de 2021

EMOÇÃO PELO RÁDIO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Grande parte das boas lembranças da minha vida estão ligadas ao futebol. Meu horizonte humano sempre esteve no ambiente futebolistíco. Os assuntos esportivos como mais importantes.

Tanto que ingressei no rádio, em função da paixão pelo esporte mais popular do Mundo.

Passo em revista todos os acontecimentos que me cercaram nessa área e não consigo definir o que mais me emocionou.

Pode ter sido no tempo das "transmissões impossíveis", impulsionadas pelo incrível narrador Foguinho, quando as comunicações eram precárias. Ou por ocasião da inauguração do Estádio Mauro Sampaio, "O Romeirão", com a vinda a Juazeiro do Norte dos grandes clubes brasileiros, a partir do Cruzeiro.

Minha transferência para o rádio da capital, que me proporcionou cobrir duas Copas do Mundo, mexeu muito com as minhas emoções. Não devo descartar as transmissões Brasil afora, cobrindo os nossos clubes no Campeonato Brasileiro. A cobertura, pela Verdinha, da Copa do Mundo no Brasil.

Chego à conclusão de que cada momento desse itinerário foi enorme em emoção e o mais importante é estar vivo, para contar a história.

E olha que gosto muito disso.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Pare e pense - Antônio Alves de Morais.

 


Pare de acreditar em palavras e observe as atitudes. O comportamento nunca mente.

Nunca revide uma provocação. Deixe o circo só com o palhaço, ignore as armações pois sem plateia não há show.

Eu não cobro mais nada de ninguém. Eu vejo, fico triste, mas fico na minha. Está se achando certo? Continue.

O silêncio não é covardia, às vezes é prudência e outras vezes inteligência.

O silêncio responde até o que não lhe é perguntado.

"Nunca o nosso mundo teve ao seu dispor tanta comunicação. E nunca foi tão dramatica a nossa solidão. Nunca houve tanta estrada. E nunca nos visitamos tão pouco".

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

A chance de Moro - Por Diogo Mainardi.


Os jornais dedicaram páginas e mais páginas ao acordo entre Lula e Geraldo Alckmin. Eu também fiz isso. Mas o acordo entre Sergio Moro e o MBL pode ter um impacto muito maior na campanha eleitoral.

O modelo de propaganda digital seguido por Carlos Bolsonaro aquele seu bando de imbecis queimou-se para sempre. Em vez de conquistarem votos, eles perdem.

O MBL, por outro lado, soube se renovar depois da diáspora dos seguidores bolsonaristas. Ninguém é capaz de usar as redes sociais melhor do que eles. Dependendo de seu grau de engajamento, a campanha de Moro pode ganhar os pontinhos que faltam para atropelar o bolsonarismo.

Até meados do ano que vem, a campanha vai depender basicamente das redes sociais, que não movimenta as massas, mas pode virar o voto de opinião. Se entregar essa área para o MBL, dispensando os marqueteiros do Podemos, Moro tem uma chance real de passar para o segundo turno e disputar o Planalto com o condenado que trancou na cadeia.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Ninguém Merece - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Nelson Rodrigues já alertava: “O subdesenvolvimento não se improvisa; é obra de séculos".Um ano morre, outro está nascendo e o Brasil carrega problemas de "séculos".O país não se resolve em desigualdade, educação, saneamento, racismo e outras questões.

Vem aí o 2022, onde a polarização, fenômeno social que se expressa eleitoralmente, parece ser um mal inevitável pelo andar da diligência.Tudo é construído a partir de hostilidades, onde "merendar" o outro é o que importa.A primeira vítima é a razão.E a cara dessa gente nem arde.Já se sabe onde isso começa e termina.

Como disse o escritor cratense José Flávio Vieira: "Os eleitos latem no início dos mandatos e miam no período pré-eleitoral".

Estamos na fase dos miados, dos discursos que falsificam os valores da vida. Das manjadas promessas que nunca serão cumpridas.

É muito "vixe !" em cima de muito "eita !", várias vezes, por dia.

Que desperdício! Ninguém merece, meus bichinhos.