segunda-feira, 4 de abril de 2022

MEUS "ARREMESSOS" FILOSÓFICOS - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

"Nenhum esporte é mais parecido com a vida que o futebol. O heróico e o patético estão muito próximos."

"O futebol comporta abordagens matemáticas, desde que o craque finalize a obra."

"Numa comparação acadêmica, ganhar um campeonato estadual não equivale a doutorado. Está mais para conclusão de curso."

"O racismo é o sentimento mais abjeto da alma humana."

"A internet é para o tédio o que o analgésico é para a dor."

"Caráter não é fruto de circunstâncias. É o que sobra apesar delas".

"É problema, quando o médico diz que você pode comer de tudo e, então, você passa a beber de tudo, também".

"Tem perfume que acaba até amizade."

"A vida nada mais é que o ato de dobrar esquinas. Uma após a outra, até que se sobre a última."

"Lembro dos meus mortos pelos seus jeitos de rir"

"A vitória dos idiotas de todos os matizes, provoca danos irreversíveis ao País."

"Com a paisagem humana do Mundo empobrecida, acabamos sentindo saudade do futuro.

"No futuro o homem será um híbrido de carne, osso e tecnologia."

"Prefiro viver menos, comendo um prato cheio, do que viver mais, comendo um prato pela metade."

"O prazer do futebol é ver coisas difíceis e bonitas, feitas pelo corpo humano."

A prioridade é derrotar Lula e Bolsonaro - Por Diogo Mainardi.

 


O candidato do Centro Democrático não será escolhido por ACM Neto, e sim pelo eleitorado. Até agora, o eleitorado não escolheu ninguém, mas se escolher Sérgio Moro, vai ser Sérgio Moro. Se não escolher ninguém, não vai ser ninguém. 

O que posso dizer é o seguinte: Sérgio Moro não retirou seu nome da disputa presidencial. Desde o ano passado, ele vem repetindo que, se surgir um candidato mais competitivo do que ele, vai apoiá-lo com empenho. 

Nada mudou de lá para cá. A prioridade é derrotar Lula e Jair Bolsonaro. 

O resto é o resto.

Bivar sai em defesa de Moro: “Não vamos cercear nada e ninguém” - Por O Antagonista.

O presidente da União Brasil, Luciano Bivar (foto), saiu em defesa de Sergio Moro, que se filiou ao partido na última quinta e já encontra resistência em setores da legenda. 

Como mostramos, integrantes da cúpula da União Brasil ligados ao antigo DEM ameaçam um pedido de impugnação à filiação do ex-juiz.

“Quem se filia não tem exigência nenhuma para se filiar, desde que respeite o estado democrático de direito”, disse Bivar. 

“Nosso partido é uma comunhão de ideias, não vamos cercear nada e ninguém. O resto é conversa. Tudo o que eu ouvi Moro dizer é que ele está no partido como soldado, que está disposto a se despir de tudo para unificar uma via, para ter confluência de candidatura única. 

Quer magnanimidade maior do que essa? Todos têm que ser assim, Simone Tebet, João Doria. Ou queremos a polarização?”

Como O Antagonista antecipou, a turma de ACM Neto só aceita o ex-ministro da Justiça na União Brasil para um projeto estadual — por exemplo, disputar a Câmara por São Paulo — e prometeu partir para a disputa interna contra uma eventual manutenção de sua candidatura presidencial.

Os profissionais querem cassar a candidatura de Moro - Por Diogo Mainardi.

O amadorismo de Sergio Moro e de seus aliados virou alvo de chacota na imprensa lulista, nas redes sociais bolsonaristas, nos covis valdemaristas, nas catacumbas do STF.

ACM Neto, por exemplo, conta com isso para expulsar Moro da União Brasil e cassar sua candidatura.

Diz a Folha de S. Paulo:

“Os ex-DEM confiam que o amadorismo dos integrantes do PSL será fatal para sustentar Moro no partido.”

Os profissionais – e o carlismo demonstra seu profissionalismo há praticamente seis décadas – querem aniquilar Moro e todos os seus apoiadores, portanto. Já fizeram isso num partido nanico, como o Podemos, e devem repetir agora, tomando a União Brasil de Luciano Bivar.

Mas a questão é muito maior do que essa. O plano dos profissionais vem sendo executado há mais de dois anos: destruir a Lava Jato, sugar Jair Bolsonaro até o fim do mandato e entregar o Palácio do Planalto a Lula. Para garantir o sucesso desse plano, não foram eliminados apenas os amadores, mas também outros profissionais. Gilberto Kassab, apesar de seu extenso currículo, não se saiu melhor do que Moro. Nem Michel Temer, ou Ciro Gomes, ou Paulo Hartung, ou João Doria, ou Eduardo Leite. 

Quebraram a cara todos aqueles que, por um motivo ou por outro, tentaram se intrometer no plano original, que exclui terminantemente a possibilidade de um terceiro nome na disputa presidencial. 

O Brasil vive a fantasia de que há dois polos contrapostos. A realidade é ainda mais perversa: só há um, gerido pelos profissionais. E o eleitorado, prostrado, acabou se rendendo ao assédio dessa gente. Por enquanto.

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Nasce a chapa Moro - Tebet - Leite - Por Diogo Mainardi.

“Nasce a Terceira Via.”

Escrevi isso ontem de manhã, tentando dar um sentido às notícias sobre o novo partido de Sergio Moro e a pantomima de João Doria, que naquele momento ainda parecia real.

Na verdade, eu deveria ter escrito: 

“Nasce o Centro Democrático.”

A Terceira Via não quer mais se chamar Terceira Via. Por mais afeto que eu sinta por aquele nome, tenho de abandoná-lo tristemente na porta do orfanato. 

Admito também que é precipitado falar em nascimento ou parto. Ontem, na verdade, o Centro Democrático foi concebido. Formou-se o embrião da chapa Moro – Tebet – Leite, que espera ser gestado nos próximos meses, no ventre do eleitorado, e nascer com a cara de um ou de outro.

O fato é que, diante da esterilidade da Terceira Via, o pessoal finalmente resolveu recorrer à proveta. Não sei se vai dar certo, mas sei que o outro caminho estava dando errado.

A Crusoé, nesta sexta-feira, em sua reportagem de capa, revela os bastidores do relacionamento entre Moro – Tebet – Leite. 

É bem melhor do que se imagina.

A União faz a força - Claudio Dantas.

 

A janela partidária termina na sexta-feira 1. Esse também é o prazo para que Sergio Moro decida migrar ou não para a União Brasil, após recorrentes frustrações no Podemos. Quase cinco meses depois de lançar sua pré-candidatura, o ex-juiz ampliou sua compreensão sobre o país e a prática política.

Foi traído na primeira hora por aqueles que deveriam apoiá-lo até o fim, enquanto estranhos lhe estenderam a mão.

Em conversas recentes, Moro demonstra resiliência e determinação em contribuir para o debate público não importa em qual cargo. Parece consciente de que a construção de um projeto nacional alternativo aos extremos populistas passa por uma complexa engenharia de acordos, para acomodar vaidades e interesses diversos.

Ninguém é sozinho, campanha presidencial não é um passeio e a força do sistema constrói narrativas poderosas, capazes de inverter a lógica mais fundamental. Transforma psicopatas em estadistas e pessoas razoáveis em corpos estranhos.

Como escrevi dias atrás, tem sido louvável a iniciativa de Luciano Bivar e sua turma de tentar construir uma candidatura única no campo democrático, ainda mais com a participação de Sergio Moro.

Ninguém é obrigado a gostar do ex-juiz. Mas Bivar, advogado com especialização em educação financeira, prefere se concentrar nos 15 milhões de eleitores que manifestam intenção de votar nele, contra tudo e todos. Sem ignorar os 3 milhões de eleitores de João Doria, o 1,5 milhão de Eduardo Leite e o 1 milhão de Simone Tebet — muito menos os 10 milhões de indecisos.

Eleição é saber fazer contas.

O legado bolsonarista - Por Diogo Mainardi.

 

Venho dizendo que Jair Bolsonaro valdemarizou o Brasil, mas o termo não colou – deve ser ruim, mesmo. 

Nesta quinta-feira, porém, o Estadão fez um editorial sobre o assunto:

“Alguém com um passado tão desabonador como Valdemar Costa Neto ainda ter relevância política em 2022 só é possível porque Bolsonaro é um presidente incapaz de governar o País e não tem densidade moral e política para construir uma base de apoio parlamentar genuinamente fiel a seu governo, seja por princípio, seja por afinidade programática. 

Até o célebre Eduardo Cunha se sentiu encorajado a voltar para a Câmara dos Deputados nesse ambiente.

Dependente do Congresso para se manter no cargo, Bolsonaro se entregou para todos os que estivessem dispostos a carregar o fardo, pagando em troca dotes para lá de generosos. Ao ingressar no PL e abraçar o Centrão, tão demonizado pelos bolsonaristas, o presidente disse se sentir ‘em casa’. 

É nesse contexto que ganham projeção figuras como Valdemar Costa Neto, altamente experientes em aproveitar as deficiências de presidentes fracos.”

Jair Bolsonaro reabilitou Valdemar Costa Neto e Lula. Esse é o resumo de sua passagem pelo poder.

quarta-feira, 30 de março de 2022

O HOMEM PITTBUL DO HOMEM - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

As pessoas estão agitadas como pressentindo algum transtorno.

Me perguntam se está tudo bem e respondo: "Aparentemente".

E ainda arriscam: "Por quê?"

Mas, a vida anda louca.

As pessoas andam tristes

Pra entender porque se agridem.

Se empurram pro abismo.

Se debatem, se combatem sem saber. "Onde Deus possa me ouvir". Vander Lee.

Pois é isso: o homem desenvolve invenções extraordinárias para que sua passagem pela terra seja duradoura.

Ao mesmo tempo, sabota tudo isso ampliando a desigualdade e a fome no mundo.

Trava guerras contra seu próprio povo e enlouquece quando chega ao topo do poder.

A vida simbolizada por um animal devorando o outro.

"Está de barriga cheia ou na barriga cheia".

O tempo que vivemos não deixa a gente viver em paz.

E onde fica Deus neste mundo de iniquidades?

Diante do horror na Ucrânia, mais uma vitória do mal? 

O NEO-ROMEIRÃO É UM TEMPLO MODERNO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Um estádio de futebol como obra urbana tem que ser um lugar em si.

Lugar público, com alma, de perene circulação e que expresse identidade e personalidade próprias.

Não existem templos, considerados como tal, sem que sejam frequentados por seus fiéis. Transformam-se em um “não lugar”.

A nova Arena Romeirão, que leva o nome do saudoso líder político Mauro Sampaio, terá o desportista caririense reconhecido nela.

O velho Romeirão (que lugar!) foi demolido, para se erguer, no mesmo espaço, um estádio novo, bonito e moderno.

As lembranças e histórias deixadas são inegociáveis.

O piso do campo de jogo foi removido deixando as pegadas da fama de Garrincha, Pelé, Zico, Rivelino, Carlos Alberto, Sócrates e outros craques notáveis.

Um rei, Roberto Carlos, também, o ocupou para cantar.

Quantas vezes lotado e colorido, como palco de históricos clássicos, entre Icasa e Guarani.

Até como uma igreja a céu aberto o estádio foi utilizado.

O Romeirão foi um sonho dos pioneiros e verdadeiros desportistas de Juazeiro do Norte, realizado graças à sorte da cidade contar com Dr. Mauro Sampaio como seu prefeito.

Mas, como diz a canção, "o novo sempre vem".

Que a Arena ROMEIRÃO traga um alento renovado ao futebol do Cariri, tão necessitado de uma repaginação profissional.

Quem manda é Valdemar - Por Diogo Mainardi.

A censura bolsonarista no Lollapalooza foi repudiada em 91% dos posts compartilhados nas redes sociais, de acordo com a Quaest.

Além de Jair Bolsonaro, apanharam também o TSE e o PL.

“Com o receio de que o clima possa contagiar movimentos anti-Bolsonaro para além do festival, bolsonaristas deixaram clara sua insatisfação a Valdemar Costa Neto e avisaram que querem ter poder de decisão na sigla”, disse o Estadão.

Os bolsonaristas querem roubar o partido do mensaleiro. Evidentemente, eles ainda não foram capazes de entender quem manda em quem.

terça-feira, 29 de março de 2022

"Mais um ministro caiu deixando um rastro de incompetência e corrupção" - Por o Antagonista.

A deputada Tabata Amaral comentou a demissão de Milton Ribeiro do Ministério da Educação, que ocorreu dias após a revelação do "bolsolão do MEC"

"Bivar seria ótimo vice ou cabeça de chapa".

Sergio Moro publicou na noite desta segunda-feira (28) uma foto do jantar com Luciano Bivar, o presidente do União Brasil, em Brasília.

“Encontrei com Luciano Bivar. Reforçamos a necessidade de termos um único candidato do centro político democrático contra os extremos”, escreveu o ex-juiz, pré-candidato do Podemos à Presidência".

É impossível combater a corrupção elegendo outro corrupto - Antônio Alves de Morais.

 


Em 2018 Jair Bolsonaro se apropriou da Lava Jato para se eleger. Uma vez eleito deu as costas ao povo e se converteu num corrupto pior do que é o Lula da Silva.

57 milhões de eleitores, entre eles eu, votaram em Bolsonaro na esperança de liquidar de vez com o sistema corrupto instalado pelo presidente Lula. 

Hoje sabemos que não é possível combater a corrupção elegendo a pessoa errada, elegendo outro corrupto.

Bolsonaro ressussitou Lula do lamaçal putrefato que estava e o Brasil corre serio risco de voltar ao comando do autor do sistema mais corrupto que já se conheceu no Brasil.

Hoje, a corrupção no governo Bolsonaro é generalizada, em todos os segmentos do governo. "Quem poderia imaginar o Ministério da Educação liberando verbas destinadas aos municípios mediante pagamento de propina para pastores, quem poderia imaginar a "Bíblia Sagrada" com foto do ministro".

Lula corrompeu grandes empresários, Bolsonaro corrompeu pastores e igrejas. Lula faz a gente sentir vontade de vomitar, Bolsonaro faz a gente vomitar.

OS BANHOS NA NASCENTE E O FUTEBOL - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

 

Inesquecível o tempo de minha infância, no Crato, onde cheguei com nove anos de idade, em 1957.

E nela, claro, está cravado o futebol, como parte integrante.

Era o complemento para outras traquinagens que incluíam a exploração do sopé da serra do Araripe.

Tempo dos banhos da nascente, sem nenhum balneário construído na área.

Os riachos eram limpos e a água não era largamente barrada por tanques de cimento.

Tinha a subida do Lameiro, sem um trago de aguardente, mas com muita "danação" da meninada criada solta.

Escapulidas que Seu Martins cobrava até onde o cinturão alcançava.

Passadas as dores, o saldo dos momentos felizes é que importava.

Tudo tem seu preço, incluindo a felicidade.

Mas sabem? O que sempre me puxou como um ímã foi o futebol.

Como os meninos da minha época não tinham dinheiro, ver o futebol, que só existia ao vivo exigia o esforço de "pular o muro".

Foi o que fiz muito nos Estádios Wilson Gonçalves (campo do Sport) e Pinto Madeira (campo do Cariri).

A não ser quando o bondoso dirigente Raimundo Nascimento permitia que eu e meu irmão Ítalo entrássemos "de graça", por conta de uma contribuição financeira que o meu pai dava para o Sport.

Todos os sacrifícios valiam a pena para ver de perto os ídolos municipais Anduiá, Idário, Panquela, Bebeto, Binda e tantos outros.

"Pular o muro" tinha o gosto de façanha exagerada, na resenha da meninada.

As temporadas com times de fora aguçavam ainda mais o nosso interesse pelo futebol.

O Ferroviário cearense, de Damasceno, Wellington, Aldo e Garrinchinha foi o primeiro time profissional que vi jogar em 1961, em amistoso contra Seleção Cratense, no Estádio Wilson Gonçalves.

O Ferrim venceu por 4 x 3 e um veterano, Antenor, fez os gols da Seleção do Crato.

Depois da satisfação em ver o jogo, veio o desejo de jogá-lo e me tornar jogador de futebol.

Foi no aspirante do Sport que despontei para o anonimato.

Aí, já é uma outra história (mal sucedida) para ser contada.