quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Padre Vieira - Antonio Alves de Morais


A Mocidade Independente do Sanharol homenageia neste carnaval a figura do Padre Vieira. Homenagem justa, merecida e oportuna. Peço permissão para falar um pouquinho do nosso conterrâneo.
Em 1986, quando foi composta a chapa majoritária para disputar o Governo do Ceara e as duas vagas para o Senado Federal ficou assim constituída: Governador Tasso Jereissati, Senadores Mauro Benevides e Padre Vieira. Nada mais era do que uma nomeação. Quando o governador Gonzaga Mota procurou a padre para comunicar a decisão o padre lhe disse: Excelência Senhor Governador, agradeço o convite, más não o aceito. Neste período eu vou escrever um livro, esse livro vai me eternizar, e uma cadeira no senado poucos anos depois ninguém saberá quem a ocupou. E assim o fez. Veja que visão, o Cid Sabóia de Carvalho foi o escolhido em seu lugar, e, quem lembra, hoje em dia, que ele o foi Senador da Republica?

Já em 1988, eu era presidente do Lions Club de Crato Centro e fui procurado pelo padre Vieira para convidar os companheiros Leões para uma reunião. Reunimo-nos em nossa casa, cerca de 50 pessoas, onde o padre Vieira fez uma significativa preleção a respeito do meio ambiente e da defesa do animal jumento, isto quando ninguém se preocupava com meio ambiente. Homem com grande visão de futuro.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Interiores
- Claude Bloc -


Hoje
Só por hoje, só por agora,
fecho as cortinas do meu quarto
bato a porta,
apago as luzes desta casa torta,
pois deste jeito, desta forma não quero mais chorar.
.


Hoje
Só por hoje, só por agora,
eu silencio a falta e calo o meu canto,
pra não consumir o último encanto
pra fazer essa saudade parar.


Hoje
Só por hoje, só por agora,
deixo secar essas múltiplas flores
nessa terra onde plantei os meus amores,
e a saudade grande desse tempo, desse lugar.
.


Hoje
Mas só por hoje, só por agora,
só por um instante deixo o silêncio falar
me faço ausente, me faço muda
me faço semente para sempre
e só o tempo vou semear.
.


Claude Bloc

domingo, 5 de dezembro de 2010

O GRANDE AMOR DE UM POVO - Por Vicente Almeida

SÃO BERNARDO DO CAMPO - SÃO PAULO
13º ENCONTRO DE VAREZEALEGRENSES

A festa começa às 12 horas, mas, desde cedo, todos já se sentiam mais felizes e muito ansiosos pela passagem do grande evento.

Hoje é o esperado dia, é a data em que com muita alegria, conterrâneos se reúnem em uma cidade distante do seu torrão natal, para homenagear sua cidade de origem e dividir com seu povo, todas as alegrias.

Esta brava gente, em massa contribuiu para o desbravamento daquela terra, e lá fundou profundas raízes, de tal forma que quase criou uma cidade independente dentro da outra.

Em São Bernardo do Campo - SP, hoje é dia de festa, mas a comemoração é para Várzea Alegre, cidade da Região Sul do Estado do Ceará, é para São Raimundo Nonato, Padroeiro dos varzealegrenses e por que na dizer: É PARA O POVO VARZEALEGRENSE.

São mais de quinze mil irmãos recebendo um abraço fraterno dos mais de 50 mil que ficaram em sua terrinha natal e outros milhares que habitam os mais distantes rincões do planeta.

Será uma festa inesquecível, será um dia que marcará a todos de todas as idades.

Posso imaginar e ver mentalmente na grande fraternidade, grupos se reunindo para contar como chegaram a tão distante lugar, e como foram tão bem acolhidos pela comunidade local.

Posso imaginar a batalha dessa brava gente para conquistar o seu lugar ao sol.

Imagino também os grupos de contadores de causos varzealegrenses que parecem até mais contentes do que os demais, pois, estão sempre rindo a cada causo narrado, e ninguém escapa de dar uma espiada nesse grupo. Parece que falam muito sobre os contrastes de Várzea Alegre, e além dos verdadeiros estão incluindo outros que com o tempo também serão vistos como verdades. Que pena o Morais não estar presente.

Vejo crianças correndo, jovens enamorados se aconchegando cada vez mais, casais acolhendo irmãos visitantes para o grande evento. Vejo alegria contagiante em todos os semblantes.

E virtualmente continuo vendo o empenho dos promotores, organizadores e divulgadores do grande evento através da Associação Beneficente Cultural Varzealegrense, cumprindo sua finalidade principal: Reunir festivamente todos os conterrâneos.

Vejo sem dificuldades, os políticos das duas cidades confraternizantes enaltecendo o acontecimento histórico.

E finalmente vejo o Blog do Sanharol administrado por Antonio Alves de Morais, divulgando o evento para todos os recantos através de seus colaboradores.

A Morais não cessa de vibrar e enaltecer sua terra e sua gente além de estimular todos os demais varzealegrenses a se entrelaçarem cada vez mais.

Magnólia, Fafá, Fideralina, Cláudio Sousa, Jesus Luciano, Camilo, Ailton, Mariana, Elizafran, Roberta, Ângela, Pedro Alves de Almeida e tantos outros, contribuíram através deste Blog para divulgação desta data inesquecível.

Daqui do Crato, quero enviar a todos, meus sinceros Parabéns estendendo votos de um Natal e um 2011 repletos de muitas realizações.

Fraternas Saudações
Vicente Almeida

sábado, 4 de dezembro de 2010

LULU - O CONTRASTE DE SER MAIS VELHO QUE O SEU PAI


Dedico a Fideralina

Lulu, 62 anos, portador de Síndrome de Down é filho de Várzea Alegre, cidade conhecida como a Terra dos Contrastes pela irreverência de seu povo e pelos fatos pitorescos vividos por aquela gente, e que foi imortalizada pelo grande sanfoneiro Luiz Lua Gonzaga, o rei do baião, com a música “Os Contrastes de Várzea Alegre” do genial compositor José Clementino, que além de ser filho da dita terrinha é primo do nosso personagem central.

Quem teve a infância nessa cidade, nos anos sessenta, conviveu com as peripécias de um jovem com a idade de adulto, mas com uma mente infantil e original. O astuto Lulu aprontou várias na sua terra natal. Certa vez, foi transferido para um sítio na periferia da cidade por pegar no traseiro de um Juiz de Direito, que por acaso era uma mulher. Este fato obrigou o seu pai a lhe dar umas férias no campo para não lhe causar constrangimento.

O seu visual era o retrato da sua irreverência. Calção largo, camiseta de meia (possuía dezenas), uma pilha de revistas em um dos braços e um cassetete na mão livre que só servia para assustar os intrusos que ousassem adentrar no nosso meio de brincadeiras e de peripécias.

Pois bem. Fui informado que, recentemente, a família o levou para um exame médico em Recife, onde mora um irmão seu, o qual teve a curiosidade de consultar um especialista, já que não era tão comum, há tempos atrás, um portador desta síndrome, viver tanto.

O médico, após exame minucioso, constatou ser o Lulu ainda saudável com a maioria de seus sistemas e órgãos em pleno funcionamento apesar do seu aspecto envelhecido, comum em todos os portadores de tal síndrome, e que as malformações tão frequentes nessas pessoas não o tinha afetado, o que lhe fizera aumentar bastante a sua expectativa de vida.

Foi aí que um fato interessante aconteceu. O médico, tentando explicar para a família a relação das idades dos portadores de Síndrome de Down e da população geral, utilizou uma técnica pedagógica simples: Exemplificou, que o fato do Lulu ter chegado a essa idade diante das inúmeras malformações e complicações comuns nessa situação, era como que ele tivesse o dobro de sua idade, ou seja, 124 anos.

O seu pai, que não havia se manifestado uma só vez durante toda a consulta, retrucou: - Alto lá doutor! Que ele já viveu bastante, isso eu já sabia... Agora, dizer que ele é mais velho do que eu, que sou seu pai, isso eu não aceito!

- Nem em Várzea Alegre, que é a terra dos contrastes, eu aguento uma dessa!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

MOMENTO DA POESIA...

(P)rendas
- Claude Bloc -

 Serra Verde
Embala a minha rede
Nos teus alpendres antigos
Nessas noites esquecidas
Brisa soprando o verão.



À tardinha
Rendas de nuvens no céu
Escondendo a terra queimada
Escondendo essa saudade
Saudade, saudade grande
Da vida,
Das casas,
Da gente do meu lugar...



À noite
estrelas bordam o céu
abrindo os braços pra lua
caiada na escuridão...

E a vida corre,
corre simples, corre tanto
e deixa no peito guardado
o abraço apertado,
o abraço todo inteiro,
alma aberta ao relento,
sorriso escancarado...
sorriso em campo aberto
sonho desmantelado
pela luz de cada dia
pela luz de cada estrela
tocada pelo verão.

Claude Bloc

SEXTA DE TEXTOS – Sávio Pinheiro

GATA PINTADA
Dedico a Magnólia Fiúza e a Fafá Bitu


Desde os primórdios da civilização, a mulher demonstra ser mais inteligente que o homem, dando a esse bípede vaidoso a falsa impressão de possuir o domínio da razão, da emoção e da criação. Cleópatra, Maria Bonita e Yoko Ono, que o diga.

Nas brincadeiras infanto-juvenis, ela mostrava uma enorme capacidade de domínio, através da sua precocidade biológica e psicológica. Nas Cantigas de Roda, ela já transmitia uma energia diferente, que favorecia as ideias de Freud, o pai da Psicanálise, na teoria do desenvolvimento psicossexual.

Enquanto os garotos estavam entretidos em dominar o bodoque, a baladeira e a funda - que fez David se sobrepor ao poderoso Golias - para investidas heróicas; as meninas, no auge da sua puberdade, utilizavam nas mais inocentes brincadeiras, a inteligência e a sensualidade para o domínio do jogo.

Senão vejamos. Uva, pêra e maçã era uma brincadeira, que escondia nas suas entrelinhas, um desejo despretensioso dos adolescentes em ter um aperto de mão, um abraço ou um simples beijo nos rosto. O homem estava ali, nervoso, porém as meninas detinham o domínio da situação numa visão bem mais consciente do que os meninos.

O Passa-anel era uma forma carinhosa de colocar um pequeno objeto nas mãos postas da garotada, por uma criança ou adolescente recém-escolhido (a), a fim de que uma terceira pessoa adivinhasse com quem havia ficado aquela prenda. No entanto, aquele leve contato físico já produzia um arrepio diferente no homem, contextualizando uma superioridade feminina em detrimento da sua puberdade precoce.

Brincar de casinha, de boneca e de cozinhar em pequenos utensílios sempre foi, inconscientemente, uma forma preparatória para a vida a dois, numa demonstração infanto-juvenil de agregar valores nos quesitos da arrumação, criação e degustação. Estava implícita a capacidade criativa e organizativa da futura mulher.

Portanto, historicamente, a mulher, quase sempre, se sobressaiu muito bem. Não participava das guerras, no tempo dos povos conquistadores; possuía tratamento diferenciado durante a gestação e no pós-parto; era respeitada, igual a uma rainha, durante a fase romântica dos anos dourados; sempre foi cortejada pelo deslumbramento masculino; e hoje, após a superação de tantas lutas a favor da sua emancipação, já não manda, tão-somente, em nós, simples mortais, mas no nosso belo, impávido, gigante e colossal território chamado Brasil.

Dia de Festa - Antonio Alves de Morais

Administrador do Blog do Sanharol.

Nesta data festiva, o Blog do Sanharol faz uma manifestação de aplausos e cumprimentos aos 15 mil co-irmãos varzealegrenses que residem em São Bernardo.

Ao tempo em que reconhecemos as dificuldades do inicio, as viagens longas, a saudade da terrinha, dos familiares e dos amigos, lembramos e reconhecemos a força, dedicação, raça e coragem de todos no cumprimento do dever, - ofertando o seu dedicado trabalho como determinação propulsora para o desenvolvimento da cidade que lhes recebera por filho.

Não foi fácil, neste período, muitos perderam familiares queridos, amigos e nada puderam fazer por conta da distancia que os separava, mas, tiveram forças suficiente para superar obstáculos, venceram na vida e deram um encaminhamento digno e honroso a família. Parabéns a todos. Parabéns pela Associação. Parabéns pelo evento.

Nós do Blog agradecemos a participação valiosa e importante da Magnólia Fiúza pela atenção na divulgação da programação oficial do evento.

Recebam um forte abraço.

A. Morais

Proezas de nossa gente - Por João Pedro.

Esta historia de tempos remotos me foi contada por Pedro de Joaquim Piau. Disse-me o Pedro que o seu avô materno Raimundo Alves de Morais do Sanharol contava que, um dia, saiu pra caçar e se deparou com uma enorme onça pintada próximo da Cacimba da Boagua. Ele ainda imaginou fazer um tarrabufado para ver se a onça fugia, mais que nada, nem deu tempo, a fera partiu foi pra cima. Sem alternativa, Raimundo Alves fez bunda de ema. Enquanto corria a onça perseguia. Num determinado lugar tinha uma arvore frondosa e o Raimundo resolveu se proteger subindo na mesma. Enquanto subia olhava pra baixo e a onça subia também. Ao olhar pra cima viu outra onça bem maior do que a primeira se lambendo pra dar o bote.

Raimundo Alves contava a historia e quando um curioso perguntava: e aí, como foi? Ele respondia - ora como foi? Eu acho que elas me comeram.

JP

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Na Suécia é Assim - Por Vicente Almeida

Este é o exemplo de administração pública que gostariamos de ver implantada no Brasil, sem mordomias e com o dinheiro do contribuinte utilizado com dignidade. Afinal de contas o homem público é nosso empregado, e não nosso patrão.

É verdade, decorrerá muito tempo ainda para que o Brasil seja de fato o país do futuro.

Isto somente acontecerá quando os homens públicos compreenderem aquela máxima de Cristo: "Faça aos outros o que queres que te façam"

Estão tão cegos pela cultura do enriquecimento que não conseguem compreender que a mortalha não possui bolsos;

Não percebem que a ciência é incapaz de manter a vida alem do prazo estabelecido pelo Criador;

Não se iludam: se fizermos a nossa parte: A ciência poderá apenas nos proporcionar uma terceira idade saudável;

Tudo que amealhar na terra apenas por prazer e usando de má fé em prejuízo de muitos, será totalmente utilizado para denegrir a sua biografia, pois a divisão de heranças é um verdadeiro inferno, irmãos deixam de se reconhecerem como tal, isto é público e notório.

Sim, o Brasil será um dia, o coração do mundo, a Pátria do Evangelho e utilizará os seus recursos quase inesgotáveis em benefício da humanidade e não de uma minoria.

Até lá, ainda teremos muito choro e ranger de dentes! mas tudo isso passará, até chegar a bonança!

Vicente Almeida

02 de Dezembro - Dia Nacional do Samba - Antonio Alves de Morais

Existem coisas que me fogem a compreensão. A musica é uma delas. Não entendo como pode um sambista como Roberto Ribeiro gravar, fazer um enorme sucesso e de uma hora pra outra cair num vazio absoluto e passar para o esquecimento. Dedicado a turma de São Bernardo.

Vazio.

Dom Pedro II era a luz do baile – por Monteiro Lobato


Há 185 anos – no dia 2 de dezembro de 1825 – nascia no Rio de Janeiro o Imperador Dom Pedro II. Para homenagear este ilustre brasileiro, na data que lembra o seu nascimento, publico abaixo uma crônica escrita por Monteiro Lobato, anos depois do golpe militar que implantou a República. Bom lembrar que Monteiro Lobato fora ardoroso republicano nos tempos da Monarquia.
(Armando Lopes Rafael)

"O juiz era honesto, se não por injunções da própria consciência, pela presença da Honestidade no trono. O político visava o bem público, se não por determinismo de virtudes pessoais, pela influencia catalítica da virtude imperial. As minorias respiravam, a oposição possibilitava-se: o chefe permanente das oposições estava no trono. A justiça era um fato: havia no trono um juiz supremo e incorruptível. O peculatário, defraudador, o político negocista, o juiz venal, o soldado covarde, o funcionário relapso, o mal cidadão enfim, e mau por força de pendores congeniais, passava, muitas vezes, a vida inteira sem incidir num só deslize. A natureza o propelia ao crime, ao abuso, à extorsão, à violência, à iniqüidade – mas sofreava as rédeas aos maus instintos a simples presença da Equidade e da Justiça no trono.

Ignorávamos isso na monarquia.

Foi preciso que viesse a republica, e que alijasse do trono a Força Catalítica para patentear-se bem claro o curioso fenômeno.

A mesma gente, o mesmo juiz, o mesmo político, o mesmo soldado, o mesmo funcionário até 15 de novembro honesto, bem intencionado, bravo e cumpridor dos deveres, percebendo, na ausência do imperial freio, ordem de soltura, desaçamaram a alcatéia dos maus instintos mantidos em quarentena. Daí, o contraste dia a dia mais frisante entre a vida nacional sob Pedro II e a vida nacional sob qualquer das boas intenções quadrienais que se revezam na curul republicana.

Pedro II era a luz do baile.

Muita harmonia, respeito ás damas, polidez de maneiras, jóias d’arte sobre os consolos, dando o conjunto uma impressão genérica de apuradíssima cultura social.

Extingue-se a luz. As senhoras sentem-se logo apalpadas, trocam-se tabefes, ouvem-se palavreados de tarimba, desaparecem as jóias..."
............

Monteiro Lobato chegara à conclusão -- ao escrever a crônica acima -- de que, no Brasil, a seriedade nos negócios deixara de ser uma virtude, passando a ser considerada uma coisa do passado. O civismo desaparecera por completo. Os bons costumes haviam sido esquecidos. Alguma força misteriosa havia transformado um povo sério numa turba de pândegos? É claro que não. Só havia uma diferença: havíamos perdido o Imperador.
Postado por Armando Lopes Rafael

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

COMPOSITORES DO BRASIL


“Um homem de moral”...(Volta por cima)

PAULO VANZOLINI

Por Zé Nilton

Interessante o compositor Paulo Vanzolini. Aliou dois domínios como suportes de seu estar no mundo que para muitos são irreconciliáveis: a estúrdia (boêmia) com os estudos.

Ao longo de seus oitenta e seis anos manteve-se sempre fiel a essas duas formas de conhecimento: a música e a ciência. Grande compositor, renovador do samba paulista, o também médico e respeitado cientista com doutoramento em Zoologia, pela Universidade Harvard, Paulo Emílio Vanzolini. Faz bonito na música como o faz nas suas pesquisas e explanações sobre os insetos. Aliás, também é um dedicado pesquisador musical. Mostrou para o Brasil a riqueza da música do centro-oeste quando recolheu pérolas do folclore da região, como a regravadísssima “Cuitelinho” , entre outras.

Esteve na URCA tempos atrás. Vi-o, de cachimbo aceso, no centro de uma roda de novos professores-pesquisadores, baforando e fazendo gestos vibrantes na direção de seu colega de profissão, o nosso eminente prof. Waltércio Almeida.

Paulista de nascença, mas foi no Rio de Janeiro que aprendeu a fazer samba entre os intervalos de seus estudos universitários, nos anos de 1940.

Diferentemente de muitos, haja visto Noel Rosa, Chico Buarque, Tom Jobim, esse filho da classe média mostrou como é possível conciliar a poesia com a academia. Talvez o triunfo de Vanzolini deva-se a sua capacidade e sensibilidade na tradução das duas artes que se completam por estarem no mesmo plano da natureza. Tom Jobim sobrava nessa possibilidade mas preferiu só a poesia.

Vale a pena saber mais sobre Paulo Vanzolini como músico e cientista, a rede é pródiga.

Sobre sua obra musical falaremos um pouco do muito que produziu, nesta quinta-feira, entre 14 e 15 horas, na Rádio Educadora do Cariri, no programa Compositores do Brasil, que há quase dois anos semanalmente destaca um compositor e sua obra, na perspectiva de atualizar a memória histórica da Música Popular Brasileira.

Na sequencia:

CUITELINHO, colhida por Paulo Vanzolini com Nara Leão
CAPOEIRA DO ARNALDO, de Paulo Vanzolini com Ary Lobo
O RATO ROEU A ROUPA DO REI DE ROMA, de Paulo Vanzolini com Paulo Vanzolini
CHORAVA NO MEIO DA RUA, de Paulo Vanzolini com Cristina Buarque
NA BOCA DA NOITE, de Paulo Vanzolini e Toquinho com Toquinho
SAMBA ERUDITO, de Paulo Vanzolini com Paulo Vanzolini
BANDEIRA DE GUERRA, de Paulo Vanzolini com Paulinho da Viola
AMOR DE TRAPO, de Paulo Vanzolini com Os Demônios da Garoa
MARIA QUE NINGUÉM QUERIA, de Paulo Vanzolini com Nelson Gonçalves
PRAÇA CLÓVIS, de Paulo Vanzolini com Chico Buarque
VOLTA POR CIMA, de Paulo Vanzolini com Maurici Moura
RONDA, de Paulo Vanzolini com Márcia

Programa: Compositores do Brasil
Rádio Educadora do Cariri (www.radioeducaroradocariri.com)
Todas as quintas de 14 as 15 horas
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Operador high tech: Iderval Dias
Direção Geral: Dr. Geraldo Correia Braga

A NOVA MARANGUAPE - Por Vicente Almeida

Maranguape Cyti é bem ali, é gente nossa, é daqui ó! Vixe!

Se você estiver de mau humor não veja o vídeo agora!