sexta-feira, 2 de março de 2012

SEXTA DE TEXTOS - Sávio Pinheiro


O BICO

Alegoria de aros e borracha
Insiste em habitar
Bocas inocentes
Patrocinando doenças
E halitoses
Na apoteose da desinformação.

Bondes viróticos,
Peruas micóticas,
Vans de bactérias
Na estrada errante, insistem.

Deformando bocas invejáveis
Desfila intacto.

O enganado cala:
No falso acalanto da fome,
No desejo ímpar de carinho,
Na doce ilusão do prazer,
Ludibriado, inocentemente...

Pelo enganador!

O que você vê, você obtem - Enviado por Rogeanny Santana.

Quando consistentemente você passa a ver o que existe de melhor nas pessoas, isso também passa a retirar o que há de melhor em você.  Quando regularmente você vê positivas possibilidades em qualquer situação, as melhores daquelas possibilidades irá acontecer a você." Jim Woodrow

O que você vê, você obtém.  Quando você olha para este mundo o que você vê?  Você vê um mundo cheio de tantos problemas, obstáculos e limitações?  Ou você vê um lugar cheio de possibilidades, oportunidades e riquezas?  Você reclama a respeito daquilo que você vê e o que experimenta ou você é profundamente grato por tudo?

O que você vê é o que você obtém.  A maneira que você vê e encara a vida é a maneira que você a vive. Quando você está cheio de ressentimento, ira, inveja e cinismo não há como não se sentir miserável. 

Quando você olha para a vida com amor e gratidão, quando você aprecia a beleza, quando você age com bondade para com outras pessoas a vida - não tem como não ser - torna-se alegre e gratificante. Deus ordena que sejamos gratos em todas as circunstâncias não necessariamente por todas as circunstâncias.

A prosa das comadres - Por A. Morais

Enquanto Dona Antônia conversava com a comadre Damiana sobre a vida, das obrigações e afazeres e atribuições da mulher no lar, José André ouvia em silencio, preparava uma lenha para guardar da chuva que já se via  aparecendo  na Serra Negra.

Dizia minha mãe para a amiga. Comadre  a nossa vida exige muito, a loita é permanente, não tem fim, nunca terminamos os trabalhos. Cedinho  preparar o café,  em seguida já se  preocupa com o almoço, a tarde jantar, nos intervalos,  lavar e  passar roupa, ensinar tarefa dos meninos, não se tem sossego, não se para um só momento. Tudo  para mulher é  mais difícil e os trabalhos nunca se esgotam. 

É verdade, nós carregamos uma carga muito pesada, até  a natureza nos persegue: comadre, já pensou o tamanho da dor do parto, a maior que há, pois somos nós que a sentimos, disse a Damiana.

Nesse momento José André soltou o machado no chão, coçou a cabeça e entrou na conversa: Vocês deixem de besteira que vocês não sabem é de nada: Vocês  sabem lá o que  é doer! Vocês já  machucaram um ovo no cabeçote de uma cangalha? Não? Pois vocês não sabem é de nada. 

As duas terminaram a conversa na duvida, na verdade não se deve emitir parecer do que não se tem conhecimento de causa.

O extravio dos lanches - Por Antonio Morais.



Na década de 70 do seculo passado, João de Pedrinho do Sanharol tinha dois filhos em São Bernardo do Campo: Vicente e Chagas. Tia Ana preparou uma caixa com uns lanches e despachou na Viação Varzealegrense onde Benedito de Antônio Leandro do Sanharol era o encarregado pelo almoxarifado. Benedito era filho de Carmelita, irmã de Ana, portanto primo  do Vicente e do Chagas.

Dentro da caixa  tinha um tijolo de leite, um queijo de manteiga e uma carta. Deu um farnezinho danado no Benedito que não se contendo abriu  a caixa tirou o tijolo de leite e comeu. Como entregar a caixa faltando parte das encomendas? Mais pratico seria a caixa sumir completa. Então  comeu o queijo também. Restava apenas a carta. Resolveu lê-la e, para surpresa sua estava escrito: 
Meus filhos, Deus lhes abençoe, proteja e guarde. Olhem, tenha muito cuidado, tudo que acontece aí, no outro dia, todo mundo está sabendo aqui no Sanharol e, quem espalha as conversas é Carmelita minha irmã.  

Benedito sentiu-se aliviado. 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Casa Arrumada - Carlos Drummond de Andrade

Casa arrumada  é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz. Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela. Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas.
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida. Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar. Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto.
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos. Netos, pros vizinhos.
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias.
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela.
E reconhecer nela o seu lugar.

Enviado por Fátima Bezerra.

Zé Luando - O Homem que virou mulher - Por Marcos Mairton

No casório, o pastor
Sorria todo contente
O milagre de Luando
Encheu a igreja de gente
E a arrecadação
De dizimo e doação
Aumentava de repente

A historia poderia
Acabar neste momento
Um "felizes para sempre"
Logo após o casamento
E a historia de José
Com Maria Salomé
Terminaria a contento.

Mas não posso terminar
Com esse final feliz
Eu até queria assim
Mas o destino não quis
E eu só cumpro o papel
De transformar em cordel
O que o povo me diz.

Sendo assim eu continuo
Narrando o que aconteceu
Pois, sete meses depois
O filho de Zé nasceu
Mas, em vez de animado
Zé ficou acabrunhado
Com cara de já morreu.

Os amigos visitavam
O bebê recém nascido
Que, apesar de prematuro
Era grande e bem nutrido
Mas o Zé continuava
Alheio ao que se passava
De alegria desprovido

O tempo ia passando
E o Zé daquele jeito
De nada se agradava
Já não falava direito
Até que, um certo dia
Ele disse pra Maria
Não tô nada satisfeito.

Desde o dia em que você
Disse pra mim que estava
Com a barriga crescendo
Pois um filho carregava
Passei a imaginar
E até a desconfiar
Que você me enganava

Eu me casei com você
Por eu ter acreditado
Que do homossexualismo
Deus havia me curado
E você vê como eu tento
Mas o nosso casamento
Ainda não foi consumado.

Já falei com o pastor
Que me disse pra ter fé
Mas preciso que você
Me explique como é
Que esse menino nasceu
Pois, se ele não é meu
Quem é o pai Salomé.

Nessa hora Salomé
Não teve como se opor
A pergunta do marido
E disse: Seja o que for
Que agora você faça
Já está feita a desgraça
Esse filho é do pastor.


Está começando  a ficar bom. Acompanhe as próximas postagens.

Cai o 10º (décimo) ministro de dona Dilma

O Palácio do Planalto anunciou hoje que o ministro da Pesca, Luiz Sérgio de Oliveira (PT-RJ), vai deixar o cargo nesta 6ª feira, dia 2, e será substituído pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). O PRB é o partido que agrega parte da bancada evangélica no Congresso e Marcelo Crivella é ligado ao “bispo” Edir Macedo, chefe da Igreja Universal do Reino de Deus.

Na coluna de Cláudio Humberto desta 5ª feira, a notícia foi dada assim: “Dilma finalmente conseguiu se livrar de Luiz Sérgio, demitindo-o da Secretaria de Aquicultura e Pesca por sua mais absoluta incapacidade. A troca do mosca-morta Luiz Sérgio pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) no ministério da Pesca, chegou ao topo do Twitter com as inevitáveis gozações: “é para a multiplicação dos peixes”.

Várzea Alegre: Fábrica de alumínio cresce e se destaca no mercado

(Matéria publicada no "Diário do Nordeste", 1º de março de 2012)

A unidade produz 10 itens de tamanhos variados para atender à grande demanda
FOTO: HONÓRIO BARBOSA

Originada do empenho de um pequeno empresário, a fábrica se expandiu e hoje vende para outros Estados

Várzea Alegre - A ideia de implantar uma pequena fábrica, aliada à dedicação ao negócio, fez com que a indústria de alumínio fundido localizada nesta cidade, na região Centro-Sul, se firmasse no cenário comercial. Iniciada em junho de 2009, a unidade está em expansão e produz 10 itens de tamanhos variados para atender à demanda do consumidor. Nas mãos de crediaristas, as vendas já chegam a vários Estados das regiões Norte, Nordeste e Sudeste.

A história de José Martins Gomes, 37 anos, conhecido por Dedé da Topique, faz parte das narrativas de empreendedores que, mesmo com pouco capital, mas com coragem e determinação, conseguem superar obstáculos e encontrar um nicho de mercado favorável. O empresário foi agricultor no sítio Riacho Verde, zona rural de Várzea Alegre, e gari em São Paulo, topiqueiro na região e hoje começa a realizar um sonho de vida: fazer a empresa expandir, gerar emprego e renda no Município.

Início
A Fundição de Alumínio Maria Fernanda começou em junho de 2009. Em um prédio pequeno, no Centro da cidade, que começou a fabricar as primeiras peças. Produzia em média 100 quilos de alumínio reciclado. Hoje, a produção aumentou significativamente e são necessários mil quilos da matéria-prima para atender à produção.

Localizada nas margens da BR-230, próximo à cidade de Várzea Alegre, a indústria produz dez itens variados, que incluem panelas, caldeirão, frigideiras, tapioqueiras, forma de bolo, churrasqueira, cuscuzeiras, leiteira, pé de botijão e tabuleiro. A vantagem desse tipo de produto é a durabilidade em relação ao alumínio fino.
"No momento, o produto que tem a maior procura é a churrasqueira, que está bombando", disse José Gomes. "Deu certo e as pessoas gostam porque é fácil de preparar os assados", comenta. O preço dos produtos varia de R$ 15,00 a R$ 400,00 dependendo do tamanho.
A maior parte das vendas é direcionada para os crediaristas que revendem os produtos nas cidades de Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte, Pará, São Paulo. "No Ceará, as vendas são poucas", frisa. "Estamos abertos aos lojistas interessados em adquirir os nossos produtos". Por mês, são vendidas cerca de quatro mil peças. "O nosso projeto é expandir, aumentar o galpão e a produção".

Dificuldades
Animado com as boas vendas, José Gomes lembra as dificuldades enfrentadas ao longo da vida. "Trabalhei na roça, mas por pouco tempo", conta. O sonho de conhecer e sobreviver na cidade grande fez com que José Gomes seguisse o caminho de muitos nordestinos e partiu em busca de emprego na capital paulista, no início da década de 1990.

Havia uma promessa de emprego que não se cumpriu. "Queria ser trocador de ônibus, mas fiquei três meses desempregado", relata. "O jeito foi ser gari, varrer as ruas por dois anos. Foi uma experiência dura, mas ficou a lição de vida". Depois, José Gomes resolveu seguir os caminhos do pai, Luís Gomes, e foi trabalhar como crediarista no Espírito Santo.
Depois de vários anos oferecendo produtos de porta em porta, percorrendo cidades e ruas diversas, resolveu voltar ao Ceará e decidiu ser topiqueiro. Investiu a reserva financeira na aquisição de uma Topique e começou a fazer o transporte de passageiros e produtos entre as cidades de Várzea Alegre e Iguatu.

Ideia fixa
Durante esse período, percebia que produtos de alumínio fundido eram vendidos na região oriundos do Cariri cearense e se lembrou de uma indústria que conheceu na cidade de Cariacica no Espírito Santo, que pertence a um conterrâneo do Riacho Verde. A ideia de abrir uma fundição em Várzea Alegre ficou fixa e, pouco tempo depois, soube que dois operários oriundos de Espírito Santo estavam na cidade de Tarrafas, com o objetivo de orientar um empreendedor local na instalação de uma unidade semelhante.
José Gomes não perdeu tempo e partiu em busca de orientação. "Estava decidido a começar uma indústria". "Deu certo porque me dediquei juntamente com a família ao negócio", recorda. Recebeu a aprovação e o incentivo do pai. Com a ajuda da esposa, Maria Valdirene, a indústria foi montada e as primeiras peças produzidas e vendidas e a empresa continua crescendo.

Mais informações
Fundição Maria Fernanda
BR-230 (Km 04)
Várzea Alegre
Centro-Sul
Telefone: (88) 9944. 6935
HONÓRIO BARBOSA
REPÓRTER

Não se deixe enganar - Por Daniel Alfa

Um lobo viu uma cabra pastando no  ponto  mais  alto  de  um precipício íngreme onde ele  não  tinha  nenhuma  chance  de alcançar. Ele chamou pela cabra e  aparentando  sinceridade, implorava que descesse para um lugar mais  seguro  onde  não correria o risco de  cair.

Acrescentou  ainda  que  a  erva existente no local onde estava  era  mais  tenra. Ela,  com firmeza, respondeu:  "Não, meu amigo, não é para o pasto  que você me convida mas para você mesmo que espera  ansioso  por alimento." 

Da mesma forma que  o  lobo  de  nossa  ilustração,  Satanás também  procura  enganar  os  filhos  de  Deus,   oferecendo melhores  possibilidades,  convidando-os  a  desfrutar   dos prazeres incertos do mundo, abrindo  falsos  horizontes  que podem parecer deslumbrantes e agradáveis por um momento, mas que escondem a finalidade do inimigo de Deus: afastar-nos do Pai celestial e do caminho da verdadeira felicidade .Ele seduz com palavras bonitas  e  agradáveis. Envolve  com gentilezas e ofertas atrativas, mas o propósito é  sempre  o mesmo: enganar, destruir, levar à morte. 

Na eterna  busca  por  dias  melhores  e  pela  prosperidade material, estamos sempre  sujeitos  a  cair  nas  armadilhas colocadas estrategicamente pelo inimigo para atrair a  nossa atenção e levar-nos à morte espiritual. O  que  a  princípio pode parecer doce e aprazível poderá  se  tornar,  em  curto espaço de tempo, amargo e destrutivo. 

Como a cabra, os cristãos  precisam  se  manter  firmes  nos caminhos de Deus, desviando-se de toda  tentação  maligna  e rejeitando as astutas artimanhas do diabo.

Não se deixe enganar. Abrigue-se em Cristo.

Nele temos total proteção.

Enviado Por Rogeanny Santana.

Enquanto isso em São Paulo...

O Encanto Nosso de Cada Dia! - Por Magnólia Fiúza

Ainda bem que o tempo passa! Já imaginou o desespero que tomaria conta de nós se tivéssemos que suportar uma segunda feira eterna?

A beleza de cada dia só existe porque não é duradoura. Tudo o que é belo não pode ser aprisionado, porque aprisionar a beleza é uma forma de desintegrar a sua essência. Dizem que havia uma menina que se maravilhava todas as manhãs com a presença de um pássaro encantado. Ele pousava em sua janela e a presenteava com um canto que não durava mais que cinco minutos. A beleza era tão intensa que o canto a alimentava pelo resto do dia. Certa vez, ela resolveu armar uma armadilha para o pássaro encantado. Quando ele chegou, ela o capturou e o deixou preso na gaiola para que pudesse ouvir por mais tempo o seu canto. O grande problema é que a gaiola o entristeceu, e triste, deixou de cantar. 

Foi então que a menina descobriu que, o canto do pássaro só existia, porque ele era livre. O encanto estava justamente no fato de não o possuir. Livre, ele conseguia derramar na janela do quarto, a parcela de encanto que seria necessário, para que a menina pudesse suportar a vida. O encanto alivia a existência... Aprisionado, ela o possuia, mas não recebia dele o que ela considerava ser a sua maior riqueza: o canto!

Fico pensando que nem sempre sabemos recolher só encanto... Por vezes, insistimos em capturar o encantador, e então o matamos de tristeza.

Amar talvez seja isso: Ficar ao lado, mas sem possuir. Viver também. Precisamos descobrir, que há um encanto nosso de cada dia que só poderá ser descoberto, à medida em que nos empenharmos em não reter a vida.

Viver é exercício de desprendimento. É aventura de deixar que o tempo leve o que é dele, e que fique só o necessário para continuarmos as novas descobertas.

Há uma beleza escondida nas passagens... Vida antiga que se desdobra em novidades. Coisas velhas que se revestem de frescor. Basta que retiremos os obstáculos da passagem. Deixar a vida seguir. Não há tristeza que mereça ser eterna. Nem felicidade. Talvez seja por isso que o verbo dividir nos ajude tanto no momento em que precisamos entender o sentimento da tristeza e da alegria. Eles só são suportáveis à medida em que os dividimos...

E enquanto dividimos, eles passam, assim como tudo precisa passar. Não se prenda ao acontecimento que agora parece ser definitivo. O tempo está passando... Uma redenção está sendo nutrida nessa hora...

Abra os olhos. Há encantos escondidos por toda parte. Presta atenção. São miúdos, mas constantes. Olhe para a janela de sua vida e perceba o pássaro encantado na sua história. Escute o que ele canta, mas não caia na tentação de querê-lo o tempo todo só pra você. Ele só é encantado porque você não o possui. 

E nisto consiste a beleza desse instante: o tempo está passando, mas o encanto que você pode recolher será o suficiente para esperar até amanhã, quando o passaro encantado, quando você menos imaginar, voltar a pousar na sua janela.

Padre Fábio de Melo

Falhou mais uma tentativa para "canonizar" Lula -- por Armando Lopes Rafael

Chegou-me às mãos, no mês passado, o exemplar da revista “29HORAS”. Para quem não sabe, “29HORAS” é uma publicação mensal distribuída nas salas de embarque do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
O último número da revista citada publicou uma matéria: “Gaviões Fieis a Lula”. Logo no início do mês findo, “29HORAS” antecipava que a Escola de Samba Gaviões da Fiel iria se apresentar (como de fato se apresentou), no carnaval paulistano de 2012 com o enredo “Verás que um filho fiel não foge à luta – Lula, o retrato de uma nação”.

Tratava-se de mais uma homenagem ao ex-presidente da República, inserida dentro do projeto de sacralizar o mito do “presidente-operário” e com o objetivo nitidamente eleitoral, como o foi o filme “O filho do Brasil”, lançado em 2010. Na matéria, a revista publicou a seguinte profecia:
“O samba (enredo da Escola de Samba Gaviões da Fiel) já está na boca do povão, que canta: "Vai meu gavião/ Cantando a saga do menino sonhador/ Um filho do sertão, cabra da peste... irmão...”

A revista (e a equipe de marketing que fez o projeto) deu com os burros n’água!

A estratégia de usar a escola de samba da torcida do Corinthians, clube do qual Lula é conselheiro vitalício, como forma de interferir na eleição para a prefeitura da maior cidade brasileira revelou-se um fiasco. A Gaviões da Fiel ficou num humilhante 9º (nono) lugar, entre as escolas de samba que participaram do desfile deste ano no sambódromo paulista. Desempenho pior, só mesmo o filme “O filho do Brasil”, profetizado por alguns mais fanáticos que “seria o ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro”...

Deu no que deu.

Sobre o fracasso da Gaviões da Fiel – no carnaval paulistano de 2012 – Vinicius Torres Freire, colunista da “Folha de S.Paulo” foi enfático: “O que a escola fez foi “bajulação do poder”, com um “samba-enredo amalucado, submisso e sem graça”. Na mesma linha, o jornalista Josias de Souza, escreveu no UOL: “O desfile da Gaviões ajuda a sacralizar o mito Lula. Dedicada a qualquer outro político, a sacralização carnavalesca seria tachada de demagogia. Oferecida a Lula, funciona como beatificação do mito”.

Em meio ao culto da personalidade, digno da ilha-cárcere da dinastia dos Castros, os marqueteiros tupiniquins ainda não perceberam que o Brasil não é uma Venezuela...

Amor Frustrado - Jose Clementino - Messias Holanda.