sábado, 9 de junho de 2018

118 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Antônio Alves de Morais.

Dr. Dário Batista Moreno.

DR. DÁRIO BATISTA MORENO, nasceu aos 14 dias do mês de Setembro do ano de 1927, no Sítio Boa Sorte - Várzea Alegre, era filho de Vicente Batista Moreno e Arlinda Batista Moreno. Formado em Direito, pela faculdade Federal de Recife. Foi Promotor Público em várias Comarcas do Estado do Ceará e na Capital, atingindo a última hierarquia da Organização do Ministério Público como Procurador de Justiça do Estado do Ceará. 

Foi eleito Prefeito Municipal de Várzea Alegre pelo PSD, em 1958 contra o candidato José Gonçalves Carvalho do partido UND, com a maioria de 198 votos. Sua gestão foi de 1959 a 1962. Ausentou-se no último ano do seu mandato para a cidade de Recife, sendo substituído pelo Vice José Alves de Lima (Zé de Ginu). Foi candidato a deputado estadual pelo Estado do Ceará em 1970, não sendo eleito. Era Diretor da Associação dos Profissionais Liberais Universitários do Brasil (APLUB), no Estado do Rio Grande do Sul, foi professor do Liceu do Estado do Ceará, em Fortaleza e Diretor do Centro Educacional São Raimundo Nonato em Várzea Alegre.

Durante seu mandato como prefeito de Várzea-Alegre desempenhou com decência e honradez. Contam que um vereador gostava muito de fazer discursos e quando usava o verbo fazia com péssima qualidade, era um "Ruim Barbosa". Prevista uma solenidade politica para a manha seguinte o Dr. Dario foi até a casa do edil e pediu para ele não fazer uso da palavra naquela manha, visto ser uma simples reunião. Quando o prefeito chegou com a comitiva, ao local, o vereador subiu num tamborete e disse: Excelentíssimo Senhor Prefeito de Várzea-Alegre, Dr. Dario Batista Moreno - eu não tenho palavras - Dr. Dario avançou o microfone e disse: Palavras você tem, o que você não tem é vergonha.

Dr. Dario faleceu no dia 07 de Novembro de 1997.
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CRAQUES DE “FORA” - Por Wilton Bezerra, Comentarista esportivo da TV Diário e Rádio Verdes Mares.

O amor e o interesse pelo futebol, no Brasil, foram potencializados pelas cinco copas conquistadas pelo nosso escrete.

Daí, a natural empolgação às portas de mais uma disputa mundial.

Animação e discussão quando se trata da escolha de treinadores e jogadores.

No passado, havia complicação em função da acirrada refrega entre a cartolagem e a imprensa esportiva do Rio e de São Paulo.

Esse era o problema maior – enfrentar e debelar o bairrismo.
As coisas mudaram.
Hoje, infelizmente, nós temos um futebol que vende jovens para a Europa e jogadores em formação para a Arábia e outros centros endinheirados.
Nada pode ser feito.
Equivocadamente, ainda existe uma certa resistência de alguns pela formação de uma seleção cujos jogadores atuam fora do país.
Houve até, depois de alguns fracassos, é claro, quem afirmasse serem nossos jogadores apátridas de vidas resolvidas.
Nada mais fora de contexto.
Para começo de conversa, atuar na Europa, por exemplo, onde se joga o melhor futebol do planeta, é uma vantagem e tanto.
Os grandes duelos, de forma constante, exigem o máximo de rendimento do jogador em times que são verdadeiras seleções.
Sabe-se lá é o que é contar com Marcelo, Casemiro, Gabriel de Jesus, Willian, Neymar, Felipe Coutinho e outros, afiados e formando na linha de frente dos maiores jogadores do mundo?
Bairrismos e nacionalismos estão fora de moda.
Os de “fora” são, na verdade, de dentro.

Na septicemia, Gilmar escolhe o lado da bactéria - Por Josias de Souza.

Gilmar Mendes soltou mais um. Dessa vez, abriu a cela do empresário Arthur Pinheiro Machado, apontado pela Procuradoria como chefe de uma quadrilha que pilhou fundos de pensão de estatais. De novo, Gilmar fez picadinho de uma decisão de Marcelo Bretas, juiz da Lava Jato no Rio de Janeiro. É o 21º preso enviado ao meio-fio pelo ministro desde 15 de maio. Pelo seu comportamento, o libertador-geral do Supremo escolheu um lado na guerra contra a corrupção. Não adianta empurrar que para a trincheira da Lava Jato Gilmar não vai.

Os corruptos são encontrados em várias partes do mundo —quase todas no Brasil, revelaram as investigações da maior operação anticorrupção já realizada no país. Hoje, quando a roubalheira domina a conversa numa rodinha, é impossível mudar de assunto. Pode-se, no máximo, mudar de ladrão. Nessas condições, a lógica recomendaria a aplicação rigorosa das leis. Gilmar aplica a legislação com rigor extremado —a favor dos réus na quase unanimidade dos casos.

O Código de Processo Penal permite a prisão preventiva nas ocasiões em que o investigado oferece risco à ordem pública ou ao bom andamento da própria investigação. Uma característica curiosa se observa no Supremo. Os presos dignos da tranca provisória só chegam à mesa de Gilmar Mendes de raro em raro. Ultimamente, quase 100% dos habeas corpus apreciados pelo ministro relatam histórias de presos injustiçados.

Em abril, ao avaliar a situação nacional, Gilmar declarou: “É como se o diabo nos tivesse preparado um coquetel”. A essa altura, seria mais reconfortante enxergar os presos libertados por Gilmar como vítimas de uma orquestração diabólica de procuradores, juízes, agentes federais e a “terceira turma” da imprensa para aviltar direitos de investigados presumivelmente inocentes do que ter que admitir que tudo o que está na cara não passa de uma conspiração da lei das probabilidades contra os injustiçados que recorrem aos bons préstimos de Gilmar Mendes.

A chave suprema foi virada 21 vezes em menos de um mês num instante em que a corrupção alastra-se como uma infecção generalizada. É como se, submetido a um diagnóstico de septicemia, Gilmar Mendes decidisse acionar o Código de Processo Penal para evitar a prescrição de remédios amargos contra a bactéria.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Ministro libera ação sobre Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo para julgamento - Por Mariana Oliveira, TV Globo, Brasília.

Revisor da Lava Jato, Celso de Mello liberou a ação nesta sexta (8). Agora, cabe ao presidente da Segunda Turma do STF, Ricardo Lewandowski, marcar data do julgamento.

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, liberou nesta sexta-feira (8) para julgamento a ação penal que decidirá se a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o ex-ministro Paulo Bernardo serão condenados ou absolvidos na Operação Lava Jato.

Celso de Mello é o revisor da Lava Jato no STF. O julgamento da ação será pela Segunda Turma da Corte .

Caberá ao presidente da Turma, ministro Ricardo Lewandoski, marcar a data do julgamento. Também será julgado o empresário Ernesto Kugler Rodrigues, ligado ao casal.

Segundo a acusação, os três, "agindo de modo livre, consciente e voluntário”, pediram e receberam R$ 1 milhão desviados do esquema de corrupção que atuava na Petrobras.

O dinheiro, de acordo com o Ministério Público, teria sido direcionado para campanha eleitoral de Gleisi em quatro parcelas de R$ 250 mil.

O repasse teria sido realizado, ainda segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), através de empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef contratadas pela Petrobras a firmas de Rodrigues.

A PGR afirma, ainda, que os recursos foram liberados pelo ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, cujo objetivo seria obter apoio político de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo para se manter no cargo.

As duas últimas fotos tiradas de Dom Vicente Matos no dia que ele se despediu de Crato (*)

   O dia era 11 de junho de 1992.
    Naquela data, Dom Vicente de Paulo Araújo Matos completou 74 anos de idade. Há 37 anos residia em Crato. Primeiro como Bispo auxiliar (1955 a 1959); com a renúncia de Dom Francisco de Assis Pires passou a ser Administrador Diocesano (1959 a 1960); em 22 de janeiro de 1961 (quando foi nomeado Bispo Diocesano) até 1º de junho de 1992 (quando renunciou ao bispado por problemas de saúde) foi o 3º Bispo de Crato. Depois da renúncia, ainda permaneceu em Crato até 11 de junho do mesmo mês, preparando o transporte dos seus objetos pessoais para levá-los a Fortaleza, onde fixou residência até sua morte, ocorrida em 06 de dezembro de 1998.

      Voltemos à manhã do dia 11 de junho de 1992. No alpendre do antigo Palácio Episcopal, área voltada para o grande quintal, onde hoje se ergue a Cúria Diocesana Bom Pastor, Dom Vicente (portando a vestimenta episcopal) recebeu algumas pessoas que foram se despedir dele. Depois, subiu pela última vez as escadas que davam ao seu quarto, localizado na parte superior da casa e vestiu um terno simples para seguir viagem até Fortaleza.

        Como era do seu natural, estava calmo, tranquilo, mas emocionado. Nos quase 600 quilômetros que separam Crato de Fortaleza, ele deve ter rememorado os 37 longos anos vividos no Cariri. Onde não deu um único passo que não fosse voltado para difundir o bem e a verdade. E onde recebeu muitas calúnias e ingratidões, as quais soube ser superior e perdoar. Deus permitiu que o diabo tentasse joeirar a boa obra de Dom Vicente como se joeira o trigo.

           Inútil! O sofrimento que os algozes de Dom Vicente lhe impingiram, serviu para que o terceiro Bispo de Crato se santificasse. E como “O tempo é o Senhor da razão”, hoje mais de um milhão de pessoas que habitam a Diocese de Crato – durante os últimos 10 dias – assistiu à reparação feita à memória desse grande bispo de saudosa memória.


(*) Essas 2 fotos foram feitas pelo Prof. Paulo Tasso Teixeira Mendes.

Postado por Armando Lopes Rafael

Em dois meses, a prisão de Lula caiu na rotina - Por Josias de Souza.

Ninguém notou, exceto os devotos. Mas fez aniversário de dois meses a estreia de um espetáculo novo na política brasileira: a prisão de Lula. No início, houve sacolejos e estardalhaço. Mas a cana do líder político mais popular desde Getúlio Vargas caiu na rotina. 

Nada mais saudável. Consolida-se no Brasil uma prática civilizatória. O Estado passou a investigar, punir e encarcerar personagens da oligarquia política que se comportavam como se estivessem acima da lei.

Imaginou-se que Lula não seria condenado. Sergio Moro condenou. Duvidava-se que o TRF-4 fosse confirmar a sentença. O tribunal elevou a pena. Apostava-se que o STJ ou o STF dariam um jeito de evitar o encarceramento. E nada. A Lava Jato saiu invicta. Sem nenhum tremor popular ou convulsão social, a lei vai sendo cumprida.

Lula se diz perseguido. O PT o chama de preso político. Mas também estão na cadeia estrelas do MDB, como Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima. Acaba de ser preso o tucano Eduardo Azeredo. 

Quem não foi passado na tranca aguarda na fila. Michel Temer é virado do avesso pela Polícia Federal. Aécio Neves é empurrado para fora das urnas por nove inquéritos criminais. 

Antes, os oligarcas perguntavam: “Onde é que isso vai parar?” Hoje, a plateia cobra: “Quando serão presos os outros?” O problema não foi resolvido. Longe disso. Mas ficou mais arriscado praticar corrupção no Brasil.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

033 - Preciosidades antigas de Várzea-Alegre - Antônio Alves de Morais.

Raimundo de Sousão, o arbitro.

O jogo  era  no Sitio Varas. O visitante o sitio Aba da Serra. Antes de começar a partida  houve  um principio de emboança por conta da indicação  do arbitro.  Raimundo de Sousão queria referi. A equipe da Aba da Serra não aceitava sob suspeita que ele fosse punir pela equipe do Sitio Varas já que era de lá.

Foi um fuzuê e um labacê dos diabos até que conseguiram convencer o Pedrão capitão da Aba da Serra, o que esbravejava desaforos contra o juiz.

Raimundo de Sousão não gostou da atitude deselegante e grosseira do Pedrão e, com ele toda equipe também já o antipatizava.

Depois que a Banda Cabaçal tocou o Hino Nacional e de um minuto de silêncio em homenagem, sei lá a que, o jogo teve inicio.

Três minutos depois, lançaram uma bola para o Pedrão, o enjoado que contestou o arbitro. Barbosa, zagueiro adversário, um sujeitão com dois metros de altura abarcou o Pedrão a baixo dos joelhos que o caboclo deu duas bundas canastras no ar antes de despencar com a titela no chão, desmaiado.

Quando o Pedrão voltou a vida, o jogo  foi reiniciado com a cobrança da falta. Antes porém, Pedrão olhou abusado para o arbitro e perguntou  : "Num vai dar nem cartão amarelo"?

Raimundo de  Sousão prendendo os lábios para não ri respondeu : amigo eu estou procurando no meu bolso uma nota de vinte reais para dar pra ele como prêmio. Essa sua queda  foi a mais bonita que eu já vi na minha vida, ele não merece cartão amarelo não. 

O Pedrão fez bunda de ema  na direção  da Aba da Serra, no que foi seguidos pelos demais jogadores. 

O jogo foi suspenso até segunda ordem, e, até a semana passada a Fifa não havia julgado a súmula..
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A maldição da República – por Armando Lopes Rafael


  
     Cenário triste e lamentável, este atualmente vivido pela republiqueta brasileira... Cenários de crises: moral, ética, política, econômica, que desaguam na crise de representatividade da atual disputa pelo poder. Compreendo quem diz “não vou votar em ninguém”. Este ano quem quiser votar terá de escolher “o menor pior”.

     A decepção com a classe política é grande! E, pior, ninguém sabe quem vai ganhar o pleito para a Presidência da “Ré Pública”. Parece até maldição. Entra Presidente, sai Presidente e nenhum é alvo – não diria de orgulho, pois que é querer demais para tempos tão caóticos – mas, pelo menos, de respeito por parte do sofrido e decepcionado povo brasileiro.

        Razão teve um dos presidentes, no caso o General Figueiredo (ele governou o país entre 1979 a 1984), quando afirmou: “O Brasil não merece os políticos que tem”. Isso foi dito há quase 40 anos, quando não tinha vindo à tona escândalos – institucionalizados pelos governos do PT (Lula/Dilma) – do “mensalão”, do “petrolão”, da roubalheira nas estatais e nos fundos de pensão, desaguando tudo isso e muito mais, na Operação Lava Jato.

          Se o fato abaixo é verídico, eu não sei. Mas consta no livro “A Maldição do Imperador-Cem anos de República–1889-1989", do advogado e historiador - residente no bairro Muriti, em Crato, Francisco Luiz Soares, impresso pela Gráfica Sidil Ltda. Divinópolis-MG, 2000, página 364). A conferir:

 “Um religioso, muito amigo e íntimo de Dom Pedro II, com quem conviveu quase toda a vida, de quem era confidente e conhecedor de todas as suas lutas, dificuldades, angústias e sofrimentos, e que no calor do movimento da expulsão de Dom Pedro II e toda a sua família, vendo a injustiça contra o Imperador sendo praticada, teria dito para que muitos ouvissem:
“Maldito seja o Marechal Deodoro e todos os que o acompanharam nesse ato de injustiça, que é a expulsão do mais ilustre brasileiro, Dom Pedro II. Malditos sejam pelo uso da espada, contra um homem velho, indefeso e doente. Malditos sejam todos aqueles que ocuparem o cargo de governantes do Brasil sem legitimidade. Malditos sejam os republicanos! ”.
      
            Pois é. Verídico ou não, a república e os republicanos nos legaram  a situação do Brasil atual. Pelos frutos se conhecem as árvores, disse Nosso Senhor Jesus Cristo.


O Antagonista.


A propina virtual.

Lula arrecadou 58 mil reais na vaquinha virtual de sua candidatura virtual.
Antes da Lava Jato, ele era capaz de arrecadar 300 milhões de reais em propinas de Marcelo Odebrecht e 150 milhões de dólares em propinas de Joesley Batista.
E não havia nada de virtual.


Tensão pré-Datafolha.

No domingo, o Datafolha divulga uma nova pesquisa.
Isso explica, segundo O Globo, o nervosismo de Geraldo Alckmin.
Ele teme que o crescimento de Jair Bolsonaro, sobretudo em São Paulo, desanime ainda mais seus apoiadores.


Ciro está no poder há três décadas defendendo ideias comunistas e atrasadas.
Gustavo Bebianno, presidente do PSL, enviou a O Antagonista nota em que rebate os ataques de Ciro Gomes ao pré-candidato Jair Bolsonaro.
Segundo ele, Bolsonaro “responderá nas urnas”.
“Jair Bolsonaro está mais preocupado em estabelecer novos caminhos para reerguer o Brasil do que bater boca com alguém como Ciro, que está no poder há três décadas, defendendo as mesmas ideias comunistas e atrasadas. Ciro é a própria imagem daquilo que acusa.”

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Ativismo libertador de Gilmar incomoda colegas - Josias de Souza.

Cresce no Supremo Tribunal Federal o incômodo com a desenvoltura com que Gilmar Mendes, o libertador, põe em prática a sua política de celas vazias. 

Gilmar solta no atacado os investigados por corrupção que o juiz Marcelo Bretas manda prender no varejo, à medida que avançam as investigações contra os esquemas que saquearam os cofres do Rio de Janeiro. 

Num intervalo de 21 dias —15 dias úteis se forem descontados os finais de semana, Gilmar acionou sua chave suprema para abrir as celas de 19 presos.

Abre parêntese: Na noite desta terça-feira, após a veiculação deste comentário, Gilmar soltou mais um. Agora já são 20 os beneficiários do ativismo libertário do ministro. Fecha parêntese.

A desenvoltura com que Gilmar solta os presos acaba consolidando uma visão do ministro sobre o trabalho do juiz que concentra os casos da Lava Jato no Rio de Janeiro. É como se o ministro do Supremo expedisse uma sentença contra as decisões do juiz da primeira instância. Fica a impressão de que, se pudesse, Gilmar mandaria prender Bretas, condenando-o por incompetência ou por eficiência excessiva.

Consolida-se entre colegas de Gilmar a sensação de que as críticas à atuação do ministro contaminam a imagem do próprio Supremo. E não se está falando aqui do ministro Luís Roberto Barroso, desafeto de Gilmar. 

A inquietação chegou a outros gabinetes. Juízes de primeira instância romperam uma tradição. Antes, nenhuma revelação abalava o prestígio de políticos e empresários. Desmascarados, eles continuavam enchendo as colunas sociais. Hoje, eles enchem as celas que Gilmar esvazia. O Supremo precisa decidir de que lado está.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Movidos pela raiva - Antônio Alves de Morais.


Ontem foi dia de eleição no estado do Tocantins. Os Tocantinenses foram as urnas para escolherem o novo Governador, que substituirá o governador cassado, Marcelo Miranda.

Até semana passada, o grande nome para ganhar a eleição era a Senadora Kátia Abreu, que hoje, é a personalidade política de maior nome no Tocantins, conhecida nacionalmente e que liderava todas as pesquisas de intenção de votos. Kátia já foi Deputada Federal, Senadora, Ministra da Agricultura, Presidente da CNA e grande favorita para se tornar a nova Governadora, "até semana passada". Acontece que semana passada começou a circular  um vídeo com uma mensagem do Lula e a candidatura da senadora Kátia desandou de forma impressionante ...

No início, a assessoria da senadora tentou "abafar o caso" tentando com que o video não fosse compartilhado, mas não houve sucesso, pois os adversários da Senadora não perdoaram e fizeram o vídeo chegar aos quatro cantos do Tocantins...

Foi a gota d'água para uma verdadeira enxurrada que levou pra longe as pretensões de Kátia virar Governadora. Na disputa de ontem, Kátia caiu muito e terminou em quarto lugar com cerca de 15% dos votos.

Façam outro de trouxa, não a mim - Antônio Alves de Morais.


Esses idiotas da Rede Globo precisam ver esta foto.  Talvez descobram dos dois quem era a Madame.

Existem coisas de difíceis compreensão. Vejo setores da politica brasileira, especialmente os setores da esquerda que defendem a 'Comissões da Verdade" uma certa revolta por conta  de um relatório  do governo americano no qual afirma que no regime militar, 1964 a 1985 sumiram com 80 pessoas.

Em que pais vive essa gente que desconhece a última estatística dos assassinatos de brasileiros no primeiro trimestre de 2018 : mais de 11.500 pessoas. No Ceará, nesse mesmo período  os assassinatos passam de 2.000.

Vá fazer outro de trouxa, não a mim.

Centenário de nascimento de Dom Vicente de Paulo Araújo Matos– 3º Bispo da Diocese de Crato – 4ª crônica lida na Rádio Educadora do Cariri em 05-06-2018


O maior benfeitor de Crato
O então Pe. Vicente de Paulo Araújo Matos (terceiro da direita para a esquerda) quando era diretor do Colégio Castelo, de Fortaleza.

    Está preservado, no imaginário popular das gerações cratenses, o ato de Dom Vicente de Paulo Araújo Matos ter sido “O maior benfeitor de Crato”.

     E isso é uma verdade inegável. Quando Dom Vicente Matos chegou ao Cariri, em 15 de agosto de 1955 – ainda como “Bispo-Auxiliar” –  a cidade de Crato era ainda acanhada, quando comparada aos centros mais desenvolvidos do Nordeste brasileiro de então.

       Homem profundamente bom e generoso, Dom Vicente se deparou, quando aqui chegou, com uma população em sua maioria pobre e sofrida. O analfabetismo era uma das chagas sociais aqui existentes, principalmente na zona rural. Dom Vicente iniciou, então, suas viagens ao Rio de Janeiro, à época capital do Brasil. Tornou-se rotinas seus deslocamentos em busca de recursos para melhorar o quadro econômico/social do Sul do Ceará.

        Vivíamos, àquela época, uma fase de democracia plena (coisa rara nesta República), sob o comando do então Presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira. Homem cordial, sereno, e paciente, Dom Vicente Matos acostumou-se a esperar – com humildade e tenacidade – nas antessalas das repartições públicas e ministérios, ser recebido pelas autoridades, buscando benefícios para o povo do Cariri.

         Por meio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Igreja Católica elaborou um projeto educacional de dimensão nacional, em parceria com o Ministério da Educação. Nesse projeto, foram utilizadas as emissoras de rádio católicas, visando extinguir o analfabetismo do Nordeste brasileiro. Em Crato isso foi feito por meio da Rádio Educadora do Cariri.  Surgiu assim, entre nós, a educação radiofônica rural, sob os auspícios do Movimento de Educação de Base (MEB). Graças ao empenho de Dom Vicente Matos, o Sul do Ceará conseguiu notável avanço no tocante à erradicação do analfabetismo em todo o território da Diocese de Crato.

            Outra frente de luta de Dom Vicente Matos foi na área da saúde pública. Na década 50 do século passado, o Cariri cearense era conhecido, no Brasil, como um dos maiores focos de “tracoma”. Tracoma era uma infecção que afetava os olhos da população rural e, quando não tratada corretamente, ocasionava cicatrizes nas pálpebras e até cegueira. Dom Vicente, àquele tempo já amigo do então Ministro da Saúde, Dr. Mário Pinotti, conseguiu recursos e medicamentos, dentro da “Campanha Federal Contra o Tracoma". Fruto dessa parceria, firmada entre o Departamento Nacional de Saúde Pública e a Diocese de Crato, foi que, já nos primeiros anos da década 60, o “tracoma” tinha sido erradicada da zona rural dos municípios caririenses. 

               Por essa época, o Hospital São Francisco de Assis, pertencente à Diocese de Crato, atendia praticamente a todo o Cariri. Contando com um eficiente diretor, Mons. Pedro Rocha de Oliveira, algumas verbas foram conseguidas por Dom Vicente para aquela unidade hospitalar. O ministro Mário Pinotti chegou a visitar Crato, representando o Presidente Juscelino Kubitschek na inauguração da Rádio Educadora do Cariri.