sábado, 13 de maio de 2023

DIFÍCIL PASSAGEM DE UM DEPUTADO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.


Em campanha para o segundo mandato, Otacílio Correia e sua comitiva chegaram a um lugarejo de Cariús.

Em restaurante de beira de estrada, foi solicitada galinha caipira para o almoço.

Depois da comilança, todos ficaram satisfeitos.

Só que na hora em que a conta foi apresentada, Otacílio se assustou com o alto preço cobrado pela dona do restaurante: "Minha senhora, pelo visto, galinha aqui está muito difícil, não?"

A mulher respondeu: "Difícil, aqui, é passar um deputado".

160 - O Crato de antigamente - Antônio Alves de Morais.

 


Monsenhor Raimundo Augusto.

Muito jovem vi de Várzea-Alegre para o Crato. Aqui estudei, fixei residência, exerci minha vida profissional e constituir minha família.

Duas personalidades prestimosas de Crato foram muito importante em minha vida. Sou um eterno devedor de suas participações na minha vida.

Monsenhor Raimundo Augusto como presidente do Banco do Cariri S/A me admitiu ao quadro funcional onde desempenhei todas as funções na agência do Crato.

Foi Monsenhor Raimundo Augusto quem celebrou o meu casamento e batizou os meus filhos. Monsenhor Raimundo Augusto, um grande amigo, um extraordinário religioso, mestre  no ensino da "Doutrina  Cristã".

Dr. Eldon Gutemberg Cariri.

Profissional da medicina, com especialidade em pediatria, ginecologia e obstetrícia, amigo de brandura impar, cuidou dos pré-natais dos meus filhos com toda lhaneza, atenção e esmerada responsabilidade. Homem honrado, inteligente, dedicado que traduzia muita confiança aos seus pacientes.

Dr. Eldon foi aquele que teve verdadeira e perfeita caridade, que em nada se buscou a si mesmo, que de ninguem teve inveja  e que procurou sobre todas as coisas ter alegria e felicidade em Deus.

Uma historinha dele que gosto de lembrar sempre : Estávamos eu, minha esposa e outros casais na ante-sala de seu consultório quando ele entrou, cumprimentou a todos e a todas. Do meu lado uma senhora, talvez no oitavo mês, segurava entre os dedos um cigarro aceso as baforadas.

Dr. Eldon se aproximou e lhe disse : "Não faça isso não, você está se envenenando e prejudicando o seu bebê. Se não puder fazer por você faça por ele que é indefeso".

Educadamente, foi com sua "santa mão" e retirou o cigarro de entre os dedos daquela senhora, apagou e jogou no lixeiro".

Dr. Eldon Gutemberg Cariri - Esse sorriso caracterizava sua personalidade de paz completa, amizade, harmonia interior  e  muita confiança em si e em Deus.

Assassinos da esperança - A primeira que matam ou a ultima que morre? - Por Xico Bizerra


Dona Ética bateu mas ninguém abriu-lhe à porta. Insistiu, e nada. Ouviu – atentos ouvidos tem a Dona Ética, passos de dentro da sala. Certamente, alguém veio ao olho mágico observar quem era a visita.

Identificada como incômoda, a porta não foi aberta. Dona Ética pensou insistir mais uma vez mas, já tinham lhe dito, não adiantaria: ali ninguém lhe daria ouvidos. Seria perda de tempo. Desistiu. Saiu prometendo a si mesma não mais querer conversa com aqueles homens de paletós, cuecas e meias fartas.

Dali, já atrasada, foi ao sepultamento da amiga Esperança.

quinta-feira, 11 de maio de 2023

O PROGRESSO E A PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA - Por Antonio Gonçalo.


Há um dilema constante entre o progresso econômico e a preservação dos valores culturais, edificações, costumes e bens antigos. A medida que o tempo passa, vemos que vão se esvaindo imagens físicas e sentimentais que cultivamos ao longo da vida. Quase sempre em favor da implanção de ações econômico-financeiras. 

Um dos objetivos específicos de uma conunidade é conhecê-la a si mesmo e, nesse particular, seu passado arquitetônico é um estoque profícuo tanto em pesquisa quanto em valor sentinental. Porém, nem todos sabem ou cultuam esse intrincado trabalho  de entender e/ou propiciar riqueza sem destruir os bens comuns da sociedade.

Pela minha formação profissional, tenho quase que a obrigação de defender o desenvolvimento sócio-econômico do país, mas, por minha origem e sentimento bairrista interiorano, continuo sôfrego diante das imagens sentimentais e físicas que vêm desaparecendo dos cenários urbanos. 
Com relação à Várzea Alegre, município onde nasci e me criei, é natural que guarde um sentimento particular maior e cheio de imagens do passado. Portanto, a cada dia que lá retorno sinto como que pedaços da cidade tenham desaparecido. 

É que muitos casarões e prédios antigos estão dando lugar às intalações de modernas empresas de coméricio e serviços, o que de certa forma é bom, em termos gerais, pois sigifica geração de mais empregos, renda e tributos.

Fui tocado por esse sentimento nostálgico na "Semana Santa" que passou, pois no Bairro Sanharol, onde moram meus pais, familiares e amigos, constatei que um casarão construído no final do céculo XIX, que pertencia aos ancestrais da família Bitú, havia sido demolido. No lugar já estavam sendo erguidas as estruturas onde funcionará um moderno restaurante. 
Sucesso para o empresário, futuros colaboradores e clientes.

Estadão: ‘Lula quer impor o atraso petista na marra’.

Jornal diz que petista é incapaz de vencer sua natureza autoritária.

O presidente Lula, durante o aniversário de 43 anos PT, em Brasília - 13/02/2023 | Foto: Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo

O jornal O Estado de S. Paulo reconheceu nesta quarta-feira, 10, que o presidente Lula “quer impor o atraso petista na marra”. Em um editorial, o Estadão criticou o chefe do Executivo, por tentativas de reverter avanços obtidos em governos anteriores, como a privatização da Eletrobras e o Marco do Saneamento.

“Lula desrespeita ao mesmo tempo o Congresso e os muitos eleitores que nele votaram não por simpatizarem com a embolorada agenda lulopetista, mas apenas para impedir que Jair Bolsonaro se reelegesse”, observou o jornal.

Em outro trecho do editorial, o Estadão disse que o petista “é incapaz de vencer sua natureza autoritária, convenientemente camuflada pelo figurino de democrata”. Além disso, o jornal admitiu que “bastaram alguns meses de governo para perceber que Lula, sem nenhum pudor, quer impor o atraso petista na marra, recorrendo ao Judiciário para tentar desfazer o que foi decidido pelo Congresso Nacional”.

“Lula quer fazer o relógio do Brasil andar para trás”, constatou o Estadão. “Cabe ao Supremo dizer a ele que isso não pode.”

CAMISINHA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Mais um causo do saudoso deputado e empresário Otacílio Correia.

Quando surgiu a camisinha, as pessoas sentiam-se inibidas ao solicitar o preservativo nas farmácias.

O deputado Otacílio Correia dirigiu-se à farmácia Pasteur, para comprar um preservativo.

Ao invés de encontrar o funcionário Alberto, que sempre lhe atendia, deparou-se com uma vendedora: "O que deseja, senhor?"

"Quero um sabonete", respondeu Otacilio.

A moça perguntou: "Só isso?"

"Bote, também, uma pasta e um shampoo", acrescentou o deputado.

Ao receber uma cédula que dificultou o troco, e desconfiada da verdadeira intenção de compra, a vendedora perguntou: "O senhor não quer levar uma camisinha de troco?"

Otacilio concordou, todo encabulado.

quarta-feira, 10 de maio de 2023

A INDIGNAÇÃO COMO MODA - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

"O dom da indignação nos faz enxergar as injustiças, antes dos outros". "Não basta, apenas, se indignar".

A indignação tem sido tema de crônicas e frases que a gente comete.

É impossível não ficar  indignado diante das crueldades do Mundo.

Acontece que há uma indignação que nos incomoda, por ter virado moda.

Um meio que certas personalidades utilizam para  chamarem atenção para si. Uma forma de heroicizar-se.

Sorte nossa que toda moda envelhece.

Muitos indignados, sem estatura moral nenhuma, a apontar o dedo contra tudo e todos.

Não precisamos nos esforçar para identificar, na mídia, o exército de indignados travestidos de paladinos da justiça.

E tomem receitas morais para incendiar o público consumidor da revolta da hora.

Os veículos desejam audiência, as pessoas gostam de dramas e a verdade fica para depois.

Com isso, gera-se a emoção da indignação excessiva e viciada.

Por trás dos paladinos morais, escondem-se canalhas oportunistas.

Olho vivo, minha gente.

terça-feira, 9 de maio de 2023

José Cavalcante, politico paraibano - Por Antonio Morais

José Cavalcanti, (1918 -1994) político Paraibano, Prefeito, Deputado, era muito engraçado e sarcástico. Escrevera muitos livros entre eles, Potocas, piadas e pilhérias; Casca e nó; Sem peia e sem cabresto; Bicho do cão; Gaveta de sapateiro; Bisaco de cego; Quengada de matuto; Papo furado; Espalha brasas; Rabo cheio; Caga-fogo; Busca-pé; Um setentão; e outros tantos. Assumiu a sua Cadeira na Academia Paraibana de Letras, no dia 19 de setembro de 1981.

Essas são de 1969, porem super atuais:

Numa eleição, primeiro aparecem as dúvidas, depois as dívidas.

Político pobre é como mamoeiro: quando dá muito dá duas safras.

Um político na sela e um eleitor na garupa, o cavalo é do eleitor.

Eleitor de político pobre é como eco: responde, mas não vem.

Político pobre é como jabuti: tem as pernas curtas.

Político não mente: inventa a verdade.

Político pensa uma coisa, diz outra, e faz o contrário.

Quando o político diz que tem dúvidas sobre uma coisa, no íntimo já tem certeza.

A política é cega: o seu guia é o interesse.

A Ambição política é como tosse: ninguém consegue escondê-la.

O triste na política é pensar que o amigo está lhe traindo, e ver que está mesmo.

Político é um sujeito hábil que nunca falha na solução de um caso, se o caso é dele.

Político sabido é o que vende os correligionários e compra os adversários.

O político sempre deixa pra amanhã o que promete hoje.

Quando dois políticos confabulam e negociam, um terceiro será vítima.

Deputado é um sujeito que adora discussão, mesmo sem saber o que discute.

Político é como mandacaru: nem dá sombra nem encosto.

Quem faz política é como quem amassa barro: não tem medo de respingos de lama.

Quem faz política é como quem atira no vôo: só aperta o gatilho na hora certa.

Em política não se tem alternativa: ou engana ou será enganado.

A reeleição é mais uma oportunidade que o povo dá ao político pra ele errar de novo.

Política também é uma religião: o poder é o paraíso, a oposição o purgatório e o ostracismo, o inferno.

Governo é como dono de roleta: todos torcem contra ele.

Político é como gato: pede miando e come rosnando.

Governo não faz saneamento básico, porque esgoto é como erro de médico: a terra esconde.

Político, em campanha, é como taxista: se oferece sem ser chamado.

Político é como vendedor de fumo em corda: mede comprido e corta curto.

Bajulação é como moeda falsa: compromete tanto quem a dá como quem a recebe.

Político é como relógio: uns adiantam, outros atrasam, poucos regulam.

A vaidade política é como água salgada: quanto mais se bebe, mais aumenta a sede.

O governo pode destinar o dinheiro para investimento ou para propaganda: com o primeiro ele conquista obras para o povo, com a segunda ele conquista povo para o governo.

Em política, a lisonja é como labareda: destrói a quem abraça.

Oposição é como pedra de amolar: afia, mas não corta.

Democracia sem oposição é como casa sem mulher: nela, vive-se triste.

Quem perde eleição é como quem apanha da mulher: não presta queixa a ninguém.

Oposição deve ser tratada como grama de jardim: tem o direito de viver, mas não pode crescer.

sexta-feira, 5 de maio de 2023

COM E SEM BOLA - Por Wilton Bezerra - Comentarista generalista.

Concordo que, no futebol que se joga hoje, as funções táticas são primordiais.

Em passado não muito distante, com mais espaços e jogadores de alta qualidade, o futebol era mais bonito de se ver.

Nei Conceição, craque-filósofo, é quem afirma: "O futebol atual devia ser menos atual".

A serviço de esquemas, todo jogador tem uma função. Sem a bola, depois de uma ofensiva, um retorno de 30 metros para recompor a marcação.

De outra forma, pressão na saída de bola do adversário, com marcação alta ou perseguição direta ao condutor da jogada. A escolher.

Com a bola, a coisa toda muda. Ao jogador: dar asas à sua imaginação. Não tem ensaio que substitua a capacidade individual.

Buscar o protagonismo, alojar o maior número de jogadores no ataque, sem abrir mão de uma alternância de jogo.

Há treinadores que julgam cumpridas suas obrigações, quando colocam seus times no ataque. O resto é com o jogador. Bem pensado.

Continuo achando possível celebrar um bom futebol, a despeito da rigidez e velocidade do protagonismo coletivo.

quinta-feira, 4 de maio de 2023

Sem ódio - Por o Antagonista.


Sérgio Moro, nas redes sociais, é a antítese do gabinete do ódio.

Ao comemorar seu sucesso no Twitter e no Instagram, ele reproduziu um desenho singelo com uma frase de João Paulo II:

“Não há paz sem justiça, não há justiça sem perdão, não há perdão sem amor.”

quarta-feira, 3 de maio de 2023

DIZ QUE OUVI POR AÍ... - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Ao unir um País continental como o Brasil, o velho rádio fez bonito o papel que lhe coube na história.

Sai ano, entra ano e nossas dores continuam. A dor independe de calendário.

Não somos responsáveis somente pelo que fazemos mas, também, pelo que deixamos de fazer.

Vamos acender a lanterna do celular, antes de esculhambar com a escuridão.

Se o "banho de cheiro" não ajudar, não vai atrapalhar, não.

O jeitinho é o atalho onde as ovelhas se perdem e nascem as serpentes.

É difícil ficar sábio sem saber o que está lendo.

O humor é o nosso pastor. O riso nos salvará.

O orgulho vem antes do fracasso.

Recordar é bom, mas machuca.

Se todo mundo sambasse, seria mais fácil viver.

A alegria do nada é a alegria desinformada.

Cada criança que nasce é um ancestral que volta.

Às vezes, falamos tanto de uma pessoa que ela se torna maior do que é.

Desistir da vida não é desforra.

Pouco tempo atrás, só contava no Mundo quem estava na TV.

Beber bem faz bem.

terça-feira, 2 de maio de 2023

A humildade triunfa - Antônio Alves de Morais.


Você já imaginou algum político ou membro do Supremo Tribunal Federal andando no meio do povo assim?
Esse é Sérgio Moro, eternamente humilde. Quando o amor supera o poder e a humildade vence o orgulho e a vaidade.  

segunda-feira, 1 de maio de 2023

Corporativismo e Benefícios - Lindoval Oliveira.

A sociedade brasileira sempre foi afeita a benefícios e manteve uma postura de feudalismo. Nossas corporações militares, políticas, jurídicas e funcionários públicos assumem uma postura de classe privilegiada e não de servidores com obrigações constitucionais. 

Quando todos apertam os cintos em função das crises, estes se postam na defesa dos seus interesses e ainda procuram sensibilizar a sociedade em sua defesa. 

Uma sociedade só é mais justa se houver divisão de responsabilidades e benefícios para todos e para tanto os feudos precisam deixar de existir. Simplesmente não há como pagar tantos privilégios. 

Nos últimos anos acentuou-se muito a distribuição de benefícios como se o orçamento fosse algo elástico e ilimitado e muitos foram agregados a esta casta de privilegiados, o problema é que a conta chegou e como sempre ninguém assume a responsabilidade de pagar, então vamos transferir. 

Os pagantes de sempre já não suportam mais a carga por absoluta impossibilidade e em algum momento esta corda vai arrebentar e aí todos sofreremos.

Lindoval Oliveira é um ex-colega do Colégio Estadual Wilson Gonçalves. Mora em São Bernardo.