sexta-feira, 30 de junho de 2023

O IMBECIL - Por Wilton Bezerra.

Quem será o novo homem?
O político, o religioso, o intelectual, o cantor brega, o bandeirinha de futebol, o vendedor de caranguejo ou o apresentador de televisão?

Não se entende porque essa dúvida atroz, se está na cara que o novo homem é o imbecil.

Ninguém, absolutamente ninguém, pode esconder que o imbecil reúne todos os predicados para tal escolha no mundo estúpido que vivemos.

Quem mandou viver a reclamar, se o verdadeiro absurdo é nascer?

Ora, na marcha de insensatez diária que acompanhamos, basta dizer que falar merda virou uma baita profissão.

E o imbecil está nessa parada com muita justiça, diga-se.

Um famoso escritor, se referindo ao homem desiludido, dominado pelo imbecil, usou o consolo da palavra:
“Ainda bem que nos resta a relva para amar. Se bem, que o amor é tão frágil quanto a glória da flor”.

Esse texto, embora não pareça, é meu mesmo.

quarta-feira, 28 de junho de 2023

213 - O Crato de Antigamente - Antônio Alves de Morais.




Salvo por ser gentil.

Certo dia, ao término do trabalho, um funcionário de um frigorífico na Noruega foi inspecionar a câmara frigorifica. Inexplicavelmente, a porta se fechou e ele ficou preso dentro da câmara. Bateu na porta com força, gritou por socorro mas ninguém o ouviu, todos já haviam saído para suas casas e era impossível que alguém pudesse escutá-lo.
Já estava quase cinco horas preso, debilitado com a temperatura insuportável. De repente a porta se abriu e o vigia entrou na câmara e o resgatou com vida.
Depois de salvar a vida do homem, perguntaram ao vigia por que ele foi abrir a porta da câmara se isto não fazia parte da sua rotina de trabalho.

Ele explicou:

Trabalho nesta empresa há 35 anos, centenas de empregados entram e saem aqui todos os dias e ele é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã e se despede de mim ao sair.
Hoje pela manhã disse “Bom dia” quando chegou. Entretanto não se despediu de mim na hora da saída. Imaginei que poderia ter lhe acontecido algo. Por isto o procurei e o encontrei.
O rapaz foi salvo por ser gentil. Como se, ser gentil fosse tão difícil, não é?

DIGNIDADE NÃO SE VENDE! - Antonio Alves de Morais.


Perdeu 22 anos de magistratura, foi enganado, foi  traído da forma mais vil, covarde e canalha, está sendo atacado, mas mantém a humildade e o brio dos verdadeiros homens de bem. 

Bolsonaro e seus filhos juntam-se ao "balaio de gato" do Lula e a cambada do Mensalão e Petrolão e são aplaudidos pelas duas plateias que se digladiavam até pouco tempo. Os iguais se atraem, Lulistas e bolsonaristas, mais unidos do que nunca festejam.

Mitos são imaginários, verdadeiros heróis são reais! 

Sergio Moro entrou grande, saiu gigante. O brasileiro mais digno e respeitado mundialmente, herói da Lavajato, sai levando na maleta o restante da credibilidade do governo do presidente Bolsonaro.

segunda-feira, 26 de junho de 2023

CHEGADA AO FUTURO - Wilton Bezerra, comentarista generalista.

A tecnologia que nos domina e envolve manda dizer que já chegamos ao futuro.

Fim de linha da história.

Escritores futuristas encheram o bolso de dinheiro, escrevendo sobre o assunto.

Teríamos chegado ao último terço do campo de jogo?  

Sempre soube, dentro da minha pobreza teórica, que o futuro nunca se concretizaria.

Esse é o problema do autodidata: tem pouca teoria com relação à ciência e essência das coisas.

Incrível como acaba ganhando a vida, lidando com palavras. O autodidata é um ignorante monumental.

No duro, acaba sendo um escriba que emenda frases.

Como um ser que pensa, desconfiamos dessa chegada ao futuro.

Uma pausa e voltemos ao título dessa crônica.

E aí? Como ficam os "sonhos com o futuro", se chegamos ao fim da linha?

É preciso observar que há, também, um lado que diz respeito à distopia que gerou a decadência. Como ficamos, nesse ponto negativo?

Não foram poucas as vezes em que se afirmou: "No futuro, tudo estará resolvido"

Se concreta for essa chegada, nossas utopias  estarão no brejo, com "bezerro e tudo".

De qualquer maneira, em um último esforço, é bom perguntar às cartas (elas não mentem) se estamos, de fato, assistindo a última onda.

Não custa nada.

Estadão pede aos ministros do STF para controlarem a atuação de Moraes - O Estadão, Crystian Costa.

Jornal quer o fim dos inquéritos conduzidos pelo juiz e mais vigilância dos membros da Corte sobre o colega de toga.

O jornal O Estado de S. Paulo publicou um editorial neste domingo, 25, no qual pede aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que controlem um de seus colegas, Alexandre de Moraes.

Conforme o texto, membros da Corte chancelaram decisões do juiz do STF. Dessa forma, são responsáveis por suas consequências e têm de impedir eventuais abusos. Além disso, o jornal vê “erros e incompreensões sobre o Direito e as próprias circunstâncias vividas no país” nos inquéritos inconstitucionais conduzidos pelo ministro.

“Afinal, se ao longo do governo Bolsonaro a democracia pareceu estar sob risco, o que poderia justificar medidas excepcionais, hoje não há ameaças que fundamentem decisões desse tipo”, observa o Estadão. “O Supremo não pode ignorar que, agora, a realidade é diferente. Para começar, não estamos mais em ano eleitoral, e, portanto, a legislação específica para o período de campanha, que serviu para fundamentar muitas intervenções do Judiciário, sobretudo nas redes sociais, só fazia sentido no contexto eleitoral, pois era preciso proteger a igualdade de condições entre os candidatos. 

Agora, o cenário factual e normativo é outro.

domingo, 25 de junho de 2023

O encontro dos primos - Antonio Alves de Morais.

Ontem, 23 de Junho de 2023 conseguimos realizar uma façanha agradável e prazerosa. Juntamos num só lugar três primos com mais de 200 anos juntos.

Dr. Luciano de Brito Gonçalves, médico com mais de meio século de serviços prestados a população cratense, a maior parte na atenção a comunidade carente, visto que iniciou sua vida profissional cuidando dos "Passarinhos" de Monsenhor Pedro Rocha de Oliveira. Passarinhos eram aquelas crianças abandonadas e deixadas no "Hospital Infantil" anexo  do São Francisco. Dr. Luciano um médico humanista, voluntarioso e solidário.

Helder Macário de Brito, agro-pecuarista, politico, ex-prefeito da cidade de Campos Sales, no Ceará e administrador  de empresa, responsável pela administração do Hospital Regional Manual de Abreu em décadas do século passado.

Antonio Alves de Morais, bancário aposentado. 

O que não faltou foi assunto, dos mais diversos. Lembranças  dos tempos da meninice de férias na Fazenda Agua Azul em Campos Sales. 

Muito bom encontrar os amigos, parentes e camaradas.

sábado, 24 de junho de 2023

SIMULACRO - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Essa seleção brasileira que faz amistosos pelo Mundo é de mentirinha.

Uma espécie de "pega na rua" que a CBF coloca em campo para catar dólares.

Mesmo que arranhe o prestígio já abalado do nosso futebol, o que importa é a grana.

A cartolagem está se lixando para essa história de tradição.

Não se tocam sobre o significado, o simbolismo, os costumes, a ética, a memória, a força dos rituais.

A perda de valor é irreparável. Já não leva grandes públicos aos estádios, atuando lá fora.

O temor pelas suas camisas definhou. O último "feito" foi tomar quatro gols do Senegal.

Depois de demorado processo de humilhação, um treinador europeu aceitou treiná-la, daqui a um ano.

É o futebol brasileiro sequestrado para fins meramente financeiros.

A crônica esportiva trata apenas de naturalizar tudo isso.

É uma pena.

sexta-feira, 23 de junho de 2023

O COPOM E A TAXA SELIC - Por Antonio Gonçalo.

Os políticos e a mídia, embora entendam pouco ou quase nada de macro-economia, estão sempre tentando opinar (ou acertar) sobre o que deve ser feito para o controle da inflação, câmbio, teto de gastos etc. No rol de culpados, o presidente do BACEN é a "bola da vez" para o governo e seguidores do chefe sabichão que sabe tudo, o Lula!

A decisão do COPOM é colegiada, mas centralizam as críticas negativas no presidente daquele órgão, Roberto Campos Neto que, bem sabemos, se não tivesse o tempo de mandato definido em lei, já teria sido demitido do cargo há muito tempo. 

Impressionante a inocência desses críticos! Pois, todo o mercado financeiro, já bem antes da reunião do COPOM, falava que o corte da taxa Selic, se houvesse a curto prazo, ocorreria em agosto próximo. Por que então a surpresa, agora que o índice foi mantido em 13,75%? Sabe-se que pelo menos o ex-ministro Henrique Meireles se manifestou favorável à essa última decisão do Colegiado. 

Não dá para entender a surpresa dos que fingem não ter entendido a decisão recente do BACEN, salvo na perspectiva do governo, dos seus seguidores e do velho jornalismo, que sonham com boas novas, desconhecendo a máxima de que "o dever de casa" do tripé macro-econômico deve vir em primeiro lugar. 

Aguardemos os resultados dessa peleja, torcendo para que o nosso querido Brasil não fique com sua economia e imagem arranhadas e o povo pagando o pato, como vem acontecendo com alguns países da América Latina, que aderiram a políticas socialistas e tiveram grandes prejuízos sócio-econômicos nos últimos anos.

quarta-feira, 21 de junho de 2023

Isolamento obrigatório - Antônio Alves de Morais.


Eu sempre fui contra aquele isolamento voluntário que existia entre as pessoas. Famílias inteiras se encontravam e ficavam cada um para o lado com um celular lendo, respondendo e trocando mensagens. 
Eu sentia falta  do jeito carinhoso, afetuoso de conviver, do sorriso e do olhar contemplativo que devem existir entre as pessoas. 
Hoje, por necessidade e carência vejo nas redes social a única maneira de não se sentir totalmente isolado,  o único meio de se comunicar com as pessoas amigas, familiares e a sociedade em geral.

Moro diz que não vai fazer “nada ofensivo” na sabatina de Zanin - Redação O Antagonista.

Em entrevista ao 'Estadão', o senador afirmou que não irá entrar em embates com o indicado de Lula para uma vaga no STF.

O senador Sergio Moro (União-PR, foto) afirmou que não irá entrar em embates com o advogado Cristiano Zanin, que será sabatinado nesta quarta-feira (21) pela CCJ do Senado.

Em entrevista ao Estadão, o ex-juiz da Lava Jato disse que não fará “nada ofensivo”.

A VENDA DOS ARTISTAS - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Acredito mais que o futebol, no Brasil, surgiu das peladas da molecada descalça das ruas, calçadas e campinhos esburacados.

A matriz do nosso talento, da memória corporal para jogar bonito, diferente e com habilidade, apesar do chão.

Para o peladeiro, todo tipo de campo é oficial.

Mas, gostaríamos de ter uma resposta para uma pergunta que nos é feita constantemente.

Os complexos esportivos administrados pelas prefeituras, as organizadas escolinhas e as peneiradas, conseguem atender às demandas, como os antigos terrenos baldios que se prestavam para a prática do futebol?

Confesso que não tenho uma resposta para isso, apesar de observar que o futebol brasileiro continua a fornecer pé de obra altamente qualificado para o Mundo.

O que não deve ser levado em conta como riqueza e, sim, como sinônimo de pobreza, por não reunir condições de manter no País craques de enorme valor.

Vendemos o artista. Não vendemos o espetáculo.

terça-feira, 20 de junho de 2023

A caminho de um Brasil sem povo - J. R. Guzzo.

Juntos, o STF e o Poder Executivo governam o país sem nenhum tipo de concorrente ou de oposição capaz de impedir qualquer dos seus movimentos

O Brasil, dia após dia, está se transformando num país soviético. Com o consórcio formado pelo Supremo Tribunal Federal e as facções que dão suporte ao presidente da República, o Brasil, cada vez mais, só tem governo — não tem população. 

Como na Rússia comunista, e em todos os regimes que surgiram à sua semelhança, de Cuba à China, o país está a caminho de ficar sem instituições; elas não foram eliminadas oficialmente, mas cada vez valem menos. Os cargos públicos que têm influência real na máquina do Estado vão sendo ocupados, a cada escolha, por aliados que o consórcio impõe. 

Na prática, há um regime de partido único, a sociedade Lula-STF — os outros partidos fazem alguns ruídos, mas não conseguem controlar nem uma CPI que eles mesmos propõem, e podem ser multados em R$ 22 milhões se apresentarem uma petição à Justiça suprema. Há um Congresso Nacional; na Rússia soviética também havia. Mas as leis aprovadas pelos deputados são simplesmente anuladas pelo STF, na hora em que ele quer, e seja o assunto que for. É o que está acontecendo com a lei sobre terras indígenas, aprovada na Câmara por 283 votos a 155, mas a caminho de ser declarada nula pelos ministros — como a Lei nº 14.950, sobre o mesmo assunto. 

A maior parte da imprensa se dedica à adoração de Lula, do seu governo e do ministro Alexandre de Moraes. Funciona, na vida real, como um grande Pravda, escrito e falado em português — e muitas vezes em mau português. 

Ainda falta um bom caminho para chegar lá, e a República Soviética do Brasil, pelo menos por enquanto, está se limitando a eliminar a liberdade política. (Na Rússia comunista, por exemplo, não havia, nem há, Parada Gay; também era preciso passaporte interno para ir de uma cidade à outra, e a lista telefônica de Moscou era segredo de Estado, entre outras curiosidades que só o comunismo foi capaz de criar.) 

Mas é exatamente para lá, um regime totalitário mais ao estilo do século 21 e fabricado basicamente com peças de produção nacional, que o país está indo. Faça uma pergunta simples: quem vai impedir, se são o STF e o Sistema “L” que escrevem as leis e decidem o que é legal e o que é ilegal? 

Não vão ser, com certeza, as Forças Armadas, que de cinco em cinco minutos declaram-se a favor da “legalidade”, ou seja, do que o consórcio STF-Lula diz que é a legalidade. 

De mais a mais, os comandantes militares estão a favor desse partido único que hoje governa o país; entregaram para a polícia, trancados em ônibus, os cidadãos que protestavam contra o resultado das eleições, em manifestação legítima, em frente ao QG do Exército em Brasília. Não será o Judiciário, que é apenas uma grande repartição pública comandada pelo STF. Não será, obviamente, o Congresso, que não existe mais como força política efetiva. Não serão os 150 milhões de brasileiros que estão ocupados o dia inteiro com a sua sobrevivência física, e não têm tempo para tratar de política. 

Em suma: não é ninguém.

COM OS MEUS BOTÕES - Por Wilton Bezerra, comentarista generalista.

Ouço cochichos no meu ouvido: "Vai, Wilton, escreve sobre qualquer coisa. É preciso entrar em cadeia com as pessoas".

São os meus botões, com os quais, muitas vezes, não concordo: "Ataca de besteiras. Tem uma indústria esperando coisas "fora da curva", para formar ‘conteúdos’. Coloca nas redes e espera o resultado".

Mais ainda, para arejar a mente: "Estamos na era do pós-moderno, espetacularização das coisas e dos cliques que rendem. O que é dito e escrito precisa ser interessante. Tem que se habilitar, comentarista".

E é verdade. Coluna de frivolidades é o que faz sucesso, comove a ralé,

sensibiliza os medíocres diante de uma poluição de significados.

Agora, lascou: significados poluidores (boas palavras).

Quem disse que eu tenho jeito para isso?

Minhas crônicas, causos e assertivas, boas ou ruins, vão parar na edição de um livro.

Se disparo a escrever bobagens que se transformam em "conteúdos", como não ter vergonha disso, depois ?

Não há necessidade de se rebaixar tanto, para se comunicar com o leitor.

Ou será que estou totalmente enganado? Mais por fora do que mão de afogado?

A realidade dá conta de uma "era de cliques", área mais  selvagem para o jornalismo de hoje.

Vou tentar apurar minhas perplexidades. Depois, eu volto.