Arquétipo, nos dicionários, é uma palavra definida como exemplo de pessoa dotada de alto padrão em qualidades e virtudes. Nos dois últimos quartéis do século XIX e primeiras décadas do século XX, a cidade de Barbalha tinha uma elite exemplar. Esta se constituía numa aristocracia honrada, digna e filantrópica. Amparar a pobreza em suas necessidades é uma das características exigidas de um verdadeiro aristocrata. Lamentavelmente, nos tempos atuais, a palavra aristocracia é “estigmatizada”. Pior. Seu significado é apresentado propositadamente de forma deturpada. Tanto na “velha mídia” brasileira, como no ensino ministrado pelas universidades públicas. Isso ocorre, também, noutros ambientes – os quais deveriam primar pela ética e verdade – mas resolveram acompanhar “a onda progressista” (sic) que varre a sociedade atual. Essa minoria confia que ainda assistirá a ruína e humilhação dos inimigos da civilização cristã, que estão infiltrados nas instituições brasileiras, seguindo a ideologia pregada por Gramsci (o famoso marxista italiano que hoje é idolatrado nas universidades públicas).
Bandeira de Barbalha
José de Sá Barreto Sampaio, conhecido por todos por Zuca Sampaio, foi um desses aristocratas do passado. Quiçá, seja ele o arquétipo daquela aristocracia existente no Cariri de antanho. Zuca Sampaio tinha consciência de que suas qualidades e atributos morais eram dádivas concedidas graciosamente por Deus. E usou suas aptidões para melhorar o nível de vida de pessoas pobres ao seu tempo. Zuca Sampaio dispunha de bens materiais, legitimamente conseguidos, e utilizou-os para elevar o estamento social da sua cidade natal. Fê-lo dando um tônus cristão e moralizador não somente ao seu núcleo familiar, mas, e sobretudo, ao “povinho simples” como eram chamadas, naquela época, as camadas mais humildes da população, hoje grosseiramente apelidadas de “povão”.
Zuca Sampaio nasceu em Barbalha, em 7 de agosto de 1861, filho de um casal genuinamente católico, bom e cordato, Sebastião Manuel de Sampaio e Francisca de Sá Barreto Sampaio, integrantes da “nobreza da terra”, como se dizia àquela época. Sua mãe, antes de falecer, pediu para ser sepultada no adro da igreja-matriz de Santo Antônio. Ainda hoje se vê, no chão do patamar daquele vetusto templo, próximo à porta central, a seguinte inscrição numa lápide mortuária:
Francisca de Sá Barreto Sampaio pediu ser sepultada aqui, para sobre suas cinzas passar o Santíssimo Sacramento e para ficar perto de sua querida imagem de Nossa Senhora das Dores.
(continua abaixo)
Não existem mais "Zuca Sampaio".
ResponderExcluirA republica de Deodoro da Fonseca deteriorou a nação. Os homens de bem se afastaram da atividade politica e os canalhas se apossaram dos poderes. A desordem e a corrupção levaram a pátria a "INIQUIDADE".