Nas décadas de 50, 60 e 70 o comercio de Várzea-Alegre se abastecia em Crato. Semanalmente os pequenos comerciantes vinham a cidade fazer suas compras. Meio de transporte um misto, metade ônibus - metade caminhão, estradas ruins, carro sem manutenção, via de acesso São Pedro do Cariri, hoje Caririaçu, muitos foram os acidentes com perdas de vidas valiosas. Um destes comerciantes melhorou financeiramente e se estabeleceu em Crato, o que facilitou as comercializações de mercadorias entre as duas cidades.
Nesta época todo dinheiro do mundo valia menos que um fio de cabelo do bigode, não havia boleto bancário, duplicata, protesto, às vezes um recado bastava. Merece destaque uma comercialização entre dois comerciantes que não revelo os nomes nem sob tortura, um de lá e outro de cá.
O de Várzea-Alegre mandou um pedido de trinta caixas de enxadas. O do Crato separou as trinta caixas, abriu todas com bastante cuidado, tirou duas enxadas de cada caixa, fechou novamente com todo cuidado sem que ficasse suspeita. O de Várzea-Alegre, ao receber as caixas, abriu todas, observou que estavam faltando duas enxadas em cada caixa, tirou outras duas, fechou com maior zelo ainda e as devolveu para o do Crato dizendo que estava errado, e assim sendo não podia receber.sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Cobra engolindo cobra - Antônio Alves de Morais
Nas décadas de 50, 60 e 70 o comercio de Várzea-Alegre se abastecia em Crato. Semanalmente os pequenos comerciantes vinham a cidade fazer suas compras. Meio de transporte um misto, metade ônibus - metade caminhão, estradas ruins, carro sem manutenção, via de acesso São Pedro do Cariri, hoje Caririaçu, muitos foram os acidentes com perdas de vidas valiosas. Um destes comerciantes melhorou financeiramente e se estabeleceu em Crato, o que facilitou as comercializações de mercadorias entre as duas cidades.
Nesta época todo dinheiro do mundo valia menos que um fio de cabelo do bigode, não havia boleto bancário, duplicata, protesto, às vezes um recado bastava. Merece destaque uma comercialização entre dois comerciantes que não revelo os nomes nem sob tortura, um de lá e outro de cá.
O de Várzea-Alegre mandou um pedido de trinta caixas de enxadas. O do Crato separou as trinta caixas, abriu todas com bastante cuidado, tirou duas enxadas de cada caixa, fechou novamente com todo cuidado sem que ficasse suspeita. O de Várzea-Alegre, ao receber as caixas, abriu todas, observou que estavam faltando duas enxadas em cada caixa, tirou outras duas, fechou com maior zelo ainda e as devolveu para o do Crato dizendo que estava errado, e assim sendo não podia receber.quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Guarda Roupa - Por Mundim do Vale
A cidade de Várzea Alegre, tem muita semelhança com a de Matorsinho. Eu vou tirar essa dúvida com o Dr. Flávio Vieira.
Uma vez apareceu um sujeito por lá, que ganhou o apelido de Guarda-Roupa, apelido muito bem aplicado, porque ele costumava vestir seis roupas de uma só vez, eram umas por cima das outras.
Ele costumava também correr atrás das crianças e quando alcançava não sabia o que fazer com elas. Fazendo assim igual ao PT que depois de tanto tempo correndo atrás do poder, chegou lá, mas não soube o que fazer com ele.
Uma vez Guarda-Roupa corria atrás da meninada e o cabo Feitosa resolveu fazer uma abordagem:
- Porque você tá correndo atrás das crianças? Seu maluco!
- Porque tanto faz eu correr na frente como atrás, o que eu quero é chegar logo.
- Chegar logo onde cabra?
- Há seu cabo. Se eu soubesse não era doido.
Uma vez apareceu um sujeito por lá, que ganhou o apelido de Guarda-Roupa, apelido muito bem aplicado, porque ele costumava vestir seis roupas de uma só vez, eram umas por cima das outras.
Ele costumava também correr atrás das crianças e quando alcançava não sabia o que fazer com elas. Fazendo assim igual ao PT que depois de tanto tempo correndo atrás do poder, chegou lá, mas não soube o que fazer com ele.
Uma vez Guarda-Roupa corria atrás da meninada e o cabo Feitosa resolveu fazer uma abordagem:
- Porque você tá correndo atrás das crianças? Seu maluco!
- Porque tanto faz eu correr na frente como atrás, o que eu quero é chegar logo.
- Chegar logo onde cabra?
- Há seu cabo. Se eu soubesse não era doido.
Mundim do Vale.
Marina Silva - Na oposição.
Passou quase despercebido, mas Marina Silva ontem aproveitou um discurso de Pedro Simon contra os ataques de Lula ao TCU para desferir um duro ataque, de candidata, ao governo. Em três tempos, fala Marina:1) “Todas as vezes que aparecem denúncias ou alguma irregularidade que os órgãos de fiscalização e controle trazem a público, o Poder Executivo faz uma crítica não levando em conta o problema que foi identificado. Mas a instituição precisaria ficar calada ou imobilizada e não cumprir com a sua obrigação institucional”.
2) “No meu entendimento, o erro consiste em querer paralisar as instituições, criar algum mecanismo para que elas não cumpram com o seu papel, quando, na verdade, o esforço deveria ser na direção de responder aos questionamentos, de reparar o erro e de atender àquilo que está sendo colocado como grave para que o Executivo possa fazê-lo”.
3) “O TCU está dizendo que mandou inúmeras correspondências pedindo as informações ou complementação nas informações. Isso também acontecia muito em relação ao Ibama. As pessoas, no lugar de atender o que estava sendo pedido pelo órgão de licenciamento ambiental, não davam a resposta, não faziam a complementação das informações ou dos estudos e diziam que se estava protelando o licenciamento. É sempre a velha história de querer desqualificar o TCU, os demais órgãos de fiscalização e controle e o Ministério Publico”. Disse Marina Silva.
Lauro Jardim
No Crato, outros tempos atrás - por Glória Pinheiro
No Crato. Houve uma época em que me submeti ser "aprendiz de fadinha" . Uma fajuta aspirante à fadinha que nem sequer ousou fazer o juramento exigido para usar aquele lindo uniforme azul. Vestir aquele uniforme azul e a possibilidade de ser Bandeirante, deveria ser uma maravilha. Porém..., sob uma árvore de porte médio, numa reconfortante sombra, - puxo pela memória -, me vem três ou quatros encontros nas manhãs de domingos no casarão da Praça da Sé, onde funcionou o Grupo Escolar Teodorico Teles. Ficávamos distribuídas em uma suposta "fila indiana", monitoradas por uma Bandeirante, aprendendo a cantar dando um passo para a direita e outro para a esquerda. Cantando mais ou menos assim: "Um passs si nho cá (pausa). Um passs si nho lá (pausa). Gosto de dançar e passearrr tra-la-la-lá, tra-la-la-lá..." E nos tra-la-la-lás erguíamos os braços fazendo um movimento com as mãos. No encontro de minha última participação, resolvi me questionar: "O que estou fazendo aqui?" "Que coisa monótona é esta?" Algum tempo depois escutei uma voz que dizia: "- Glória, vai fazer natação e aprender a jogar vôlei!" Ora, uma menina que participava de muitas brincadeiras de criança cada uma mais divertida que a outra: pular corda, jogar o jogo do mata, brincar de amarelinha, bambolear, jogar bola de gude, jogar castanhas, na falta das castanhas o jogo continuava e a animação prosseguia com tampinhas de garrafas, só para citar algumas. Enfim, não faltavam brincadeiras muitas delas em companhia dos meus irmãos e dos três amigos e vizinhos que naquela altura eram como nossos irmãos, estavam incorporados à nossa família e nós à família deles. Acredito que por tudo isso minha infância foi prolongada o quanto foi possível.
Desde muito cedo e frequentemente, nas férias escolares íamos ao Engenho do Francisco Gomes. Nossas férias coincidiam com as moagens de minha avó, as de minha mãe e de alguns proprietários vizinhos. Minha irmã mais velha, por natureza, era essencialmente urbana. Nos períodos das férias costumava se refugiar na casa de nossa avó paterna, à Rua Dr. Miguel Lima Verde, onde possuia seu pequeno reino devido a predileção à ela dedicada por ser a primogênita dos netos cratenses. Dos netos cratenses éramos somente os filhos de meu pai, os outros cinco netos, filhos de tia Vivi eram recifenses e só apareciam eventualmente, mas, jamais destronaram minha irmã. No entanto, tudo era muito bem distribuído e equilibrado uma vez que, desde meus primeiros anos de vida contava com o privilégio de ser uma das netas preferidas da avó materna. Ainda na casa paterna eu era bastante querida da tia-madrinha, a quem, anos depois tive a oportunidade de homenageá-la emprestando seu nome para minha filha Maria Luiza. Sim, fui uma criança que recebeu o suficiente para ser feliz.
Certa vez, em uma de nossas férias, reuniram-se mais de 12 netos de minha avó. Nessas ocasiões as perseguições e caça aos vaga-lumes eram interrompidas, tendo em vista que os primos maiores costumavam reunirem-se no terreiro do engenho a fim de escutarem "histórias de assombração". Para isso havia o contador de histórias que todas as noites marcava presença para alegria de muitos. Daquela roda mantinha distância, preferia dormir bem ligeirinho. Já me bastava a filha de um morador me convencer que bem próximo dali vivia um caboclo encantado que costumava aparecer para aprontar muitas traquinagens com quem chegasse na floresta e só deixava a pessoa em paz se fumasse seu cachimbo. Afirmava com muita convicção apontando para a Chapada do Araripe, muito próximo dali, distante poucas braças do Engenho "Chico" Gomes.
Foi por aí que presenciei o primeiro guisado. Embora tivesse idade para participar somente como observadora da iniciativa da prima Sônia Pinheiro Rolim. Naquela época já uma mocinha. Mais adiante uma mulher inteligente, de fibra, dotada de capacidade para desempenhar seu grande papel de mulher empreendedora e mãe, pelos seus inúmeros e indiscutíveis méritos. Sônia uma prima querida! Sônia era animada, divertida, alegre, bem disposta, portanto, excelente companhia... Mais que depressa nos apropriamos de uma casa próxima que na oportunidade estava desocupada e o majestoso guisado, feito num fogão à lenha, saboreamos com muita alegria. Não tardou muito fui treinando ao ar livre com as panelas de barro que mandava comprar na feira do Crato.
Depois sucederam vários guisados com a turma do Pimenta. Os guisados no Sítio Sossêgo foram comandados por Claude, uma Bandeirante muito dedicada e ativa que ainda tem muito para nos contar. Porém, outros guisados foram providenciados e organizados por mim.
Certo dia fomos ao Lameiro, o local era logo após a subida da ladeira, no sítio da família Franca Alencar. Levamos conosco um jumento para o transporte dos utensílios e mantimentos e ao mesmo tempo, alternadamente, aliviar as "canelinhas" das crianças menores. Chegamos ao local, nos acomodamos como sempre fazíamos, debaixo de uma árvore nos arredores da casa dos pais da moça que trabalhava em nossa casa. Neste, além de conduzirmos o jumentinho por uma longa distância (pouco mais de um quilômetro), aconteceram fatos bastante engraçados, sendo um deles, após o almoço, a dificuldade na montaria e posterior queda de cima daquele pequeno animal de uma amiga que foi criada no RJ, sem que houvesse danos físicos. Quando o susto passou, foi divertido, rimos bastante por causa do vexame diante de seu pretenso conquistador que estava presente, pois o mesmo se achara no direito de se convidar por ser irmão de uma das amigas que estava presente.
Outros guisados aconteceram no sítio de propriedade do Sr. Antonio Mariano, vizinho do Matadouro, onde pudemos desfrutar de banhos no riacho.
Não muito tempo depois, naquele mesmo sítio a mocidade do Crato e alguns jovens que passavam férias na cidade se reuniram para assistir os jogos do Brasil da Copa do Mundo de 1966. Assistimos aos jogos transmitidos pelo rádio. Inesquecíveis os gritos e pulos da torcida empolgada de: Gildo Mariano, Arilo Lula e Nilo Sérgio Monteiro, meus primos de Ouro Preto e muitos outros cratenses.
Memorável aquele ano de 1966, inclusive por ter sido o ano do Io. Festival da Canção. Adeus Férias no Engenho! Adeus Infância Querida! Acorda menina! Não deixe escapar o que ainda existe dos Anos Dourados.
Gloria Pinheiro.
Jose Genoino defende fichas sujas.
Réu no mensalão Jose Genoíno defende ficha sujas. Para Genoino, a Constituição brasileira deixa claro que "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória". Ele rebate a tese de que a presunção da inocência só se aplica em casos de processos criminais e recorre a voto do ministro do STF, Celso de Mello.O ministro Celso de Mello, decano do Supremo, diz, ao afirmar o princípio da presunção da inocência: somente com cabeças autoritárias, em regime de autoritários, é que se estabelece a presunção da culpa. É um pouco o que estamos vivendo hoje: você é culpado até que prove a inocência, quando o princípio dos direitos humanos é exatamente a presunção da inocência - disse Genoino.
O Globo.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Revide - III - Por Dr. Mozart Cardoso de Alencar
Praça Francisco Sá - Crato.Se romarias sem fim
Fonte de grande sucesso
E a benção de meu padim
Força do nosso progresso.
Mudasse a arquitetura
Dos tempos coloniais
Como nós, a prefeitura
Com tapetes e vitrais
Se em vez de Herma ante o sino
Humilde e feia bobagem
Uma estatua de Dom Quitino
Erguesse em homenagem
Se cobrisse o buraco
Da Vala , ao meio da rua
Que já encheu, demais o saco
Na era do vou a lua
Se tivesse um prefeito
E agora, de espanto, eu chispo
Como o nosso sem defeito
Que nunca brigou com o bispo.
Se muita dama canalha
Do Crato, que não se peja
Nunca houvesse ido a Barbalha
Roubar os jarros da igreja
Se essa Crato presumida
Mãe de certa casta escrota
Não estivesse falida
As portas da bancarrota
A estatua na serra do Horto
Do Padre Cícero Romão
Seria o maior conforto
Do povo deste sertão.
Basilica de Nossa Senhora das Dores - Juazeiro.E a nuvem de muriçoca
Gemendo como uma armonica
Abafaria a fofoca
Dessa Crato da Bubônica.
Seus cornos de chifres longos
Em consorcio oculto, anônimo
Exportariam pros Congos
Pentes sob pseudônimo.
O arquivo do Padre Gomes
Mentiras comendo traças
Lameiro, Sitio Joao Gomes,
De alambiques e cachaças.
Eis Crato. Menopausada
Princesa do cariri
Que não paririrá mais nada
Nem com injeção de piqui
Resta-te um consolo apenas,
Que vai te encher de emoção
A sorte da velha Atenas
Vivendo da tradição.
Princesa em andrajos, nua
Sem comercio e sem dinheiro
Serás, para honra tua,
Subúrbio do Juazeiro.
Gemendo como uma armonica
Abafaria a fofoca
Dessa Crato da Bubônica.
Seus cornos de chifres longos
Em consorcio oculto, anônimo
Exportariam pros Congos
Pentes sob pseudônimo.
O arquivo do Padre Gomes
Mentiras comendo traças
Lameiro, Sitio Joao Gomes,
De alambiques e cachaças.
Eis Crato. Menopausada
Princesa do cariri
Que não paririrá mais nada
Nem com injeção de piqui
Resta-te um consolo apenas,
Que vai te encher de emoção
A sorte da velha Atenas
Vivendo da tradição.
Princesa em andrajos, nua
Sem comercio e sem dinheiro
Serás, para honra tua,
Subúrbio do Juazeiro.
Postado Por A. Morais
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Ongs se mobilizam para renovar 60% do Congresso Nacional.

A meta é ambiciosa: conseguir a renovação de 60% dos deputados e senadores do Congresso Nacional nas eleições de 2010. A um ano do pleito, as principais entidades civis de combate à corrupção do País começaram a trabalhar para barrar o maior número de candidatos com problemas na vida pregressa e tentar coibir fraudes e desvios na campanha.
Entidades como o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, Transparência Brasil, Contas Abertas, Voto Consciente, Amigos Associados de Ribeirão Bonito, entre outras, se organizam para entrar nas eleições de 2010 com uma campanha massiva na internet para elevar a qualidade da representação parlamentar do País.
Os trabalhos vão desde a seleção dos nomes dos candidatos com ficha suja, que já está sendo preparada, aos relatórios de desempenho da atividade legislativa dos que já ocupam cargos no Congresso, tabelas de gastos com verba indenizatória, quadro de doadores de campanha, emendas apresentadas ao Orçamento entre outras.
Considerada pelas organizações não-governamentais a principal ferramenta para a conquista de uma renovação recorde no Congresso, a campanha da ficha limpa - que prega a rejeição de voto para os políticos com processos na Justiça - será usada pela primeira vez para a escolha dos 513 deputados e 54 dos 81 senadores no próximo ano.
Nas últimas eleições, o índice de novos parlamentares eleitos do Congresso foi de 45% (em 2006) e de 41% (em 2002). Só em 1990 foi registrada renovação de 62%, mas apenas na Câmara. A ideia é que, mesmo que não vire lei, a ficha suja sirva como filtro para escolha dos eleitos.
"As pessoas acompanham tantos escândalos na política e às vezes ainda não sabem separar os bons dos ruins. Não achamos que todo político é desonesto. Mas sabemos que existe uma classe desqualificada e desonesta, e que as pessoas não querem mais votar nela. Há uma tendência de se votar em novos nomes", afirma Rosângela Giembinsky, uma das coordenadoras do Voto Consciente, uma ONG que, desde 1987, monitora e avalia o trabalhos dos parlamentares da Assembleia Legislativa e da Câmara Municipal de São Paulo.
Atualmente, levantamento feito pelo projeto Excelências da Transparência Brasil mostra que, dos 513 deputados, 208 têm problemas com a Justiça ou com os tribunais de contas - 41%. No Senado, dos 81 parlamentares, são 29 - 36%.
"A grande novidade das eleições de 2010 vai ser uma sociedade desatrelada de partidos políticos e com os olhos voltados para a vida pregressa dos candidatos, para os casos de corrupção e compra de votos", diz o juiz eleitoral Marlon Reis, presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais.
Para isso, o material de pesquisa elaborado pelas entidades para ajudar o eleitor a escolher melhor seu candidato ficará (boa parte já está) disponível nos sites de mais de 200 ONGs já cadastradas.
A proposta de criar a ficha limpa como critério de corte para candidaturas de políticos com condenação em primeira instância por crimes graves ou contra a administração pública com processo ainda em trâmite na Justiça foi inicialmente formalizada nas eleições municipais de 2008 pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
Na ocasião, o pedido foi rejeitado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo assim, ela foi amplamente divulgada pelas entidades civis e pela imprensa. Para as eleições de 2010, a ficha limpa pode virar lei. O MCCE obteve, após um ano e meio de coleta de assinaturas, 1,3 milhão de apoiadores, o que permitiu que ela fosse enviada ao Congresso em forma de projeto de lei de iniciativa popular.
Diário.
Revide - II - Dr.Mozart Cardoso de Alencar
Luzeiro do nordeste - Simbolo da religiosidade de Juzeiro do Norte.
Agradeço ao 15, a fome
E ao rico pernambucano
A salvação do teu nome
Que ia entrar pelo cano.
As tuas fontes de renda
Desde o Brejo ao Arenito
São do domínio da lenda
E a tua riqueza um mito.
Princesa do cariri
Não viste o homem na lua?
O que estás fazendo aí
Acocorada na rua?
Abandona o pé da serra
Ele não te dá mais nada
Só nutrirás com essa terra
Gente pobre e enfatuada
Já perdeste a hegemonia
O prestigio a liderança
Dessa tua academia
Faze um armazém com balança.
Tu vives preocupada
Com tua literatura
Na valia, hoje igualada
Ao tacho de rapadura
Temendo a fatalidade
Que o mal destino te aguarda
De atrofiada cidade
Nun futuro que não tarda
De te atrasares demais
Vendo adiantar-se os romeiros
Ficando-te em tudo atrás
E adiante em tudo o Juazeiro.
Foste a Brasília obter
Tua exclusão do Ceara
Mas não tiveste o prazer
De Rodonia e de Amapá
Tira os Teles, os Pinheiro,
Brito, Esmeraldo, Alencar
E ficarão teus terreiros
Com os sabugos no lugar
Eis aí a tradição
Da Crato sofisticada
Bibi da televisão
Lábia, saliva e mais nada.
Se estatua o Crato tivesse
Se campo de aviação
Se um estádio, lá houvesse
Assim como o Romeirão.
Se igreja como a que guarda
Nossa Senhora das Dores
Se quartel de homens e farda
Artesanato e lavores.
Se industrias de peças de ouro
Comercio intenso e dinheiro
Bancos que valem tesouro
Como os possui, Juazeiro.
Postado por A.Morais
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Dia de Finados - Nascer para o alem.

Há quem morra todos os dias. Morre no orgulho, na ignorância, na fraqueza. Morre um dia, mas nasce outro. Morre a semente, mas nasce a flor. Morre o homem para o mundo, mas nasce para Deus.
Assim, em toda morte, deve haver uma nova vida. Esta é a esperança do ser humano que crê em Deus. Triste é ver gente morrendo por antecipação... De desgosto, de tristeza, de solidão. Pessoas fumando, bebendo, acabando com a vida. Essa gente empurrando a vida. Gritando, perdendo-se. Gente que vai morrendo um pouco, a cada dia que passa.
E a lembrança de nossos mortos, despertando, em nós, o desejo de abraçá-los outra vez. Essa vontade de rasgar o infinito para descobri-los. De retroceder no tempo e segurar a vida. Ausência: porque não há formas para se tocar. Presença: porque se pode sentir. Essa lágrima cristalizada, distante e intocável. Essa saudade machucando o coração. Esse infinito rolando sobre a nossa pequenez. Esse céu azul e misterioso. Ah! Aqueles que já partiram! Aqueles que viveram entre nós. Que encheram de sorrisos e de paz a nossa vida. Foram para o além deixando este vazio inconsolável. Que a gente, às vezes, disfarça para esquecer. Deles guardamos até os mais simples gestos. Sentimos, quando mergulhados em oração, o ruído de seus passos e o som de suas vozes. A lembrança dos dias alegres. Daquela mão nos amparando. Daquela lágrima que vimos correr. Da vontade de ficar quando era hora de partir. Essa vontade de rever novamente aquele rosto. Esse arrependimento de não ter dado maiores alegrias. Essa prece que diz tudo. Esse soluço que morre na garganta...
E... Há tanta gente morrendo a cada dia, sem partir. Esta saudade do tamanho do infinito caindo sobre nós. Esta lembrança dos que já foram para a eternidade. Meu Deus! Que ausência tão cheia de presença! Que morte tão cheia de esperança e de vida!
Padre Juca
Assim, em toda morte, deve haver uma nova vida. Esta é a esperança do ser humano que crê em Deus. Triste é ver gente morrendo por antecipação... De desgosto, de tristeza, de solidão. Pessoas fumando, bebendo, acabando com a vida. Essa gente empurrando a vida. Gritando, perdendo-se. Gente que vai morrendo um pouco, a cada dia que passa.
E a lembrança de nossos mortos, despertando, em nós, o desejo de abraçá-los outra vez. Essa vontade de rasgar o infinito para descobri-los. De retroceder no tempo e segurar a vida. Ausência: porque não há formas para se tocar. Presença: porque se pode sentir. Essa lágrima cristalizada, distante e intocável. Essa saudade machucando o coração. Esse infinito rolando sobre a nossa pequenez. Esse céu azul e misterioso. Ah! Aqueles que já partiram! Aqueles que viveram entre nós. Que encheram de sorrisos e de paz a nossa vida. Foram para o além deixando este vazio inconsolável. Que a gente, às vezes, disfarça para esquecer. Deles guardamos até os mais simples gestos. Sentimos, quando mergulhados em oração, o ruído de seus passos e o som de suas vozes. A lembrança dos dias alegres. Daquela mão nos amparando. Daquela lágrima que vimos correr. Da vontade de ficar quando era hora de partir. Essa vontade de rever novamente aquele rosto. Esse arrependimento de não ter dado maiores alegrias. Essa prece que diz tudo. Esse soluço que morre na garganta...
E... Há tanta gente morrendo a cada dia, sem partir. Esta saudade do tamanho do infinito caindo sobre nós. Esta lembrança dos que já foram para a eternidade. Meu Deus! Que ausência tão cheia de presença! Que morte tão cheia de esperança e de vida!
Padre Juca
Revide - I - Dr. Mozart Cardoso de Alencar

Um dos simbolos do Crato - Estatua de Nossa Senhora de Fatima no antigo Aeroporto da chapada do Araripe em Crato - Foto de Carlos Rafael Dias.
Em áureos tempos remotos
De bem longínquo passado,
Conforme escritos e fotos
De velho arquivo mofado.
Tu foste o antigo Curato,
Aldeia do Padre-Cura
Caiu teu “u” ficou Crato
Quem não tem “u” não tem cura.
Tu cresceste e prosperaste,
Passaste a cidade Crato
Todo Vale lideraste
Eras princesa, de fato.
Rica, bonita e formosa,
Do Pimenta ao Muriti,
Foste a princesa orgulhosa
Do Vale do cariri.
Tiveste o teu apogeu,
Curato do Padre-cura
Rico teu povo viveu
No engenho de rapadura.
Outra fortuna tu tinhas
Cuidada por vasta equipe
Os comboios de farinhas
Que desciam do Araripe
Fretados pelas estradas
Milho, feijão, gado e peles
Das fazendas bem montadas
Dos Pinheiros e dos Teles.
Na senzala ao negro exangue,
Deste lida, fome e relho.
E ao branco, a cruz tinta em sangue
No alto do Barro vermelho.
Já o rei comutara a pena
Mas oh! Vingança traiçoeira
Quanto sangue ali! Que cena!
Mataste Pinto Madeira.
Desde esse dia, Curato,
Vem descendo da amplidão,
Sobre ti, com peste e rato,
O manto da maldição.
Desperta, sai, delirante,
Do sono do teu passado,
Acorda, dá um passo, avante!
Não te vês estagnado?
Construíste o Seminario
Que nos lembra Dom Quintino
Desprezado relicário
Das jóias do teu destino.
Berço das mais ricas lojas,
Das farmácias e armazéns
Do PADRE, do qual te enojas,
E do odio que lhe tens.
Siqueira Campos – Dudu
Na seca de 15, em suas,
Andanças do Pajeú
Veio calçar tuas ruas.
Por esse tempo a zombar
Perguntou certo canalha
Então Dr. Alencar
Quando vão calçar Barbalha?
E o meu pai sem vacilar
Temos pedras em nossos campos
Quando outro 15 chegar
Trazendo um Siqueira Campos.
Em áureos tempos remotos
De bem longínquo passado,
Conforme escritos e fotos
De velho arquivo mofado.
Tu foste o antigo Curato,
Aldeia do Padre-Cura
Caiu teu “u” ficou Crato
Quem não tem “u” não tem cura.
Tu cresceste e prosperaste,
Passaste a cidade Crato
Todo Vale lideraste
Eras princesa, de fato.
Rica, bonita e formosa,
Do Pimenta ao Muriti,
Foste a princesa orgulhosa
Do Vale do cariri.
Tiveste o teu apogeu,
Curato do Padre-cura
Rico teu povo viveu
No engenho de rapadura.
Outra fortuna tu tinhas
Cuidada por vasta equipe
Os comboios de farinhas
Que desciam do Araripe
Fretados pelas estradas
Milho, feijão, gado e peles
Das fazendas bem montadas
Dos Pinheiros e dos Teles.
Na senzala ao negro exangue,
Deste lida, fome e relho.
E ao branco, a cruz tinta em sangue
No alto do Barro vermelho.
Já o rei comutara a pena
Mas oh! Vingança traiçoeira
Quanto sangue ali! Que cena!
Mataste Pinto Madeira.
Desde esse dia, Curato,
Vem descendo da amplidão,
Sobre ti, com peste e rato,
O manto da maldição.
Desperta, sai, delirante,
Do sono do teu passado,
Acorda, dá um passo, avante!
Não te vês estagnado?
Construíste o Seminario
Que nos lembra Dom Quintino
Desprezado relicário
Das jóias do teu destino.
Berço das mais ricas lojas,
Das farmácias e armazéns
Do PADRE, do qual te enojas,
E do odio que lhe tens.
Siqueira Campos – Dudu
Na seca de 15, em suas,
Andanças do Pajeú
Veio calçar tuas ruas.
Por esse tempo a zombar
Perguntou certo canalha
Então Dr. Alencar
Quando vão calçar Barbalha?
E o meu pai sem vacilar
Temos pedras em nossos campos
Quando outro 15 chegar
Trazendo um Siqueira Campos.
Postado por A.Morais
domingo, 1 de novembro de 2009
O VALOR DA SANTA MISSA
Por onde passo, gosto de observar e interrogar o PORQUÊ disto ou daquilo. Não consigo aceitar passivamente uma informação sem digerir o seu conteúdo racionalmente. E para entender, busco sempre os doutores naquele tema, e às vezes me aprofundo demais. Hoje é domingo e gostaria de passar a vocês, algo velho, mas observado por outro angulo, em formato diferente.
Permita-me o leitor, falar de religião, mas especificamente de uma oração: A Missa, que aqui chamaremos de Santa Missa.
Nos meios católicos, ela é a maior, a mais completa e a mais poderosa oração da qual podemos dispor.
Nos dias de hoje, muitos católicos, ainda não sabem o seu verdadeiro valor e significado. Alguns participam apenas por um sentido de obrigação ou convenção social, talvez imposta pelos ascendentes na infância.
Grande parte, acaba por abandonar a Igreja por acharem uma coisa repetitiva, desconhecendo o verdadeiro conteúdo de uma Celebração da Eucaristia.
Mas, toda missa fala a favor do perdão ante a justiça divina, tanto na liturgia da palavra quanto no evangelho, que normalmente são dissecados pelo sacerdote.
Quanto maior o fervor do devoto, menores serão as penas temporais devidas aos pecados e excessos cometidos. Isto é muito objetivo, pois quem ama procura sempre acertar, e sempre encontrará respostas as suas preces, pois vai ficando cada vez mais próximo de Deus.
Quem assiste a missa com devoção, presta a maior das honras à Santa humanidade de Jesus Cristo, que:
Compadece-se de muitas das nossas negligencias e omissões;
Perdoa-nos os pecados não confessados, dos quais, porém, nos arrependemos e diminui o império do mal sobre nós;
Uma só missa a que assistimos em vida, ser-nos-á mais salutar do que muitas a que outros assistirão por nós depois da morte.
Na missa, ao recebermos a benção do sacerdote, esta é confirmada por Nosso Senhor Jesus Cristo, pois segundo ele “O que ligares na terra será ligado nos céus”.
Mas, se assistimos a Santa Missa, e saímos antes da benção final, terá ela o mesmo valor de escrevermos uma carta e não a enviarmos ao destinatário.
Através da Santa Missa não só nossa pessoa física, mas também nossos negócios e interesses pessoais serão abençoados.
Evangelizar é também educar os filhos na fé! Ajuda a afastá-los do mal, tão presente nas famílias nos dias correntes. Fale sobre Deus com todos! Não tenha medo nem vergonha! Saiba que Deus, todos os dias alimenta todo ser vivente, mesmo que não tenha trabalhado para o seu sustento, o seu quinhão estará a sua disposição no momento certo.
Aqui estamos falando da Santa Missa, mas, quero deixar claro que Deus realmente está presente na Santa Missa, assim como em todos os lugares e todas as religiões onde seu nome for louvado, e fala diretamente conosco. É preciso ser humilde para participar, compreender e aproveitar todas as bênçãos que provém dos céus durante uma celebração.
Peço-lhe, não se canse com este breve relatório, leia mais um pouco, e vamos tentar entender o significado da nossa postura durante a celebração de uma Santa Missa:
Presentes à celebração, não podemos ficar isolados, mudos. A nossa fé, o nosso amor e os nossos sentimentos são manifestados através dos gestos, das palavras, dos hinos de louvor, da posição do corpo e também do silêncio.
O canto e os gestos dão força à palavra. A Oração não diz respeito apenas à alma, mas também ao corpo, expressão viva da alma.
O QUE SIGNIFICAM OS CANTOS?
O canto está a serviço do louvor a Deus e de nossa santificação. Não é apenas para embelezar a Santa Missa. Cada canto está em sintonia com o momento litúrgico que se celebra:
O CANTO PENITENCIAL nos ajuda a pedir perdão de coração arrependido;
O CANTO DE OFERTÓRIO nos ajuda a fazer a nossa entrega a Deus;
O CANTO DA COMUNHÃO nos coloca em maior intimidade com Deus para expressar nossa adoração e ação de graças.
O QUE SIGNIFICAM NOSSOS GESTOS?
SENTADO: Esta posição bastante cômoda permite você ficar à vontade para ouvir e meditar sem pressa;
DE PÉ: É o momento de ouvir com atenção e respeito. Indica a prontidão e disposição para obedecer;
DE JOELHOS: Esta é a posição de adoração a Deus diante do Santíssimo Sacramento e durante a consagração do pão e do vinho;
GENUFLEXÃO (ajoelhar-se): É um gesto de adoração a Jesus na Eucaristia. Fazemos quando entramos na igreja e dela saímos;
INCLINAÇÃO: Inclinar-se diante do Santíssimo Sacramento é sinal de adoração.
MÃOS LEVANTADAS: É uma atitude que significa súplica e entrega a Deus;
MÃOS JUNTAS: Significa recolhimento interior, busca de Deus, fé, súplica, confiança e entrega da vida;
SILÊNCIO: Fazer silêncio também é necessário para interiorizar e meditar, sem ele a Santa Missa seria como chuva forte e rápida que não penetra na terra.
A liturgia da Santa Missa, nos leva ao encontro pessoal com Deus, tendo como Mediador o próprio Cristo, que nascido de Maria, reúne em Si a Divindade e a Humanidade.
A Santa Missa é mais do que um conjunto de orações: ela é a GRANDE ORAÇÃO do próprio Jesus, que assume todas as nossas orações individuais e coletivas para nos oferecer ao Pai, juntamente com Ele. PENSE NISSO!
Se você chegou até aqui. Muito obrigado pela atenção. Tenha um ótimo dia – Um feliz domingo.
Vicente Almeida
EXIGÊNCIAS GASTRONÔMICAS - Por Mundim do Vale
Meu irmão Ozanam Moraes, é tão metódico, que quando a sua esposa Glória faz sopa de macarrão de letrinhas, ele começa a comer pela letra “ A “.
Já a minha irmã Rita Maria, é tão antiamericana, que quando vai fazer a sopa de letras, faz uma seleção antes para excluir as letras: W,Y e K. Assim como se catava arroz letras americanas ficam como escolha.
Meu irmão Paulo Morais, que é o menos exigente, toma a sopa, mas sem antes coar na boca, fazendo assim uma drenagem, para tomar só o caldo.
Já a minha irmã Rita Maria, é tão antiamericana, que quando vai fazer a sopa de letras, faz uma seleção antes para excluir as letras: W,Y e K. Assim como se catava arroz letras americanas ficam como escolha.
Meu irmão Paulo Morais, que é o menos exigente, toma a sopa, mas sem antes coar na boca, fazendo assim uma drenagem, para tomar só o caldo.
Mundim do Vale
SACO BÉLICO - Por Mundim do Vale
No ano de 1971 eu fui de Várzea Alegre para o sítio Rosário onde assisti uma partida de futebol, da “ União Esportiva de Rosário “ ( Anfitriã ) Contra o “ Lagoa Seca Sport Club. “Quando cheguei já estavam preparando tudo. Para o campo eles improvisaram o corredor que vai do Rosário para o Riacho do Meio. A medida era de 165 metros de comprimento por 06 metros de largura. De tão estreito que era, foi desprezado as traves dos goleiros.
Os jogadores do Lagoa Seca, jogavam de calças sem camisas e os do Rosário de camisa sem calças. Para apitar o jogo eles colocaram Romildo de Gregorinha.
Quando estava com 05 minutos de jogo o ponta esquerda do Lagoa, botou o juiz pra fora, dizendo que ele estava favorecendo o time adversário.
Houve muita dificuldade para encontrar outro juiz, porque não podia ser do sítio Lagoa Seca, nem do Rosário. E ainda tinha de ser órfão de mãe pra que não pudesse ser xingado.
Com aquele perfil foi encontrado Carlitos Cassundé que morava na sede e não tinha mais mãe. Carlito aceitou o desafio mas antes me chamou em particular e falou:
- Raimundinho. Lá embaixo daquela moita de mofumbo tem um saco cheio de Facas, foices e revólveres, você preste atenção no jogo, se notar qualquer ameaça de briga, corra para a moita, pegue o saco e leve para a serra sem olhar para trás.
Eu concordei, ele mandou botar a bola no centro, quando foi tirar o par ou ímpar a bola tinha sumido. No centro do campo tinha um buraco de tatu a bola caiu dentro e não teve mais quem conseguisse encontrar. Como não tinha bolas de reservas, eles resolveram jogar com um coco verde que Zé de Agostinho tinha levado para tomar água na hora da sede.
No primeiro chute que Guri deu o coco abril e molhou o juiz, que com ódio expulsou o coco e o jogador. Com o coco sendo expulso o jogo foi paralisado.
Arranjaram uma coité e o jogo continuou, em um momento lá de onde eu estava, avistei a coité sozinha no meio do campo, mais na frente estavam os vinte e dois jogadores, os dois bandeirinhas e o juiz agarrados no meio de uma nuvem de poeira.
Foi aí que me lembrei da determinação do juiz e pensei comigo:
- Já é hora de correr com o saco bélico.
Peguei o saco e fiz careira em direção da serra. Quando cheguei no Topo da serra arrisquei uma olhada, nessa olhada rápida, deu pra ver uns quatro ou cinco jogadores do Lagoa Seca revirando a moita, a procura do saco bélico. Vi ainda saindo do campo duas padiolas.
Depois eu fiquei sabendo que uma das padiolas levava Chico Casca e Nó, sem um pedaço da orelha. A outra levava Expedito Cupira, que tinha comido a orelha de Chico e os jogadores do Rosário por vingança, tinham amassado os ovos dele.
Houve essa pequena violência, mas graças a minha intervenção não saiu ninguém lesionado a bala, foice nem faca.
Há cerca de dois anos eu me encontrei com o juiz que apitou aquela
Partida e ele rindo me disse que já faziam 30 anos, mas que toda vida que Expedito extraía um dente, Chico Casca e Nó, sentia a dor no pedaço da orelha que ficou.
Agora vejam o arsenal do saco:
04 revolveres 38, 05 revólveres 32, 02 pistolas, 04 foices, O5 roçadeiras 08 facas Peixeira, 05 baladeiras e 02 fundas.
Os jogadores do Lagoa Seca, jogavam de calças sem camisas e os do Rosário de camisa sem calças. Para apitar o jogo eles colocaram Romildo de Gregorinha.
Quando estava com 05 minutos de jogo o ponta esquerda do Lagoa, botou o juiz pra fora, dizendo que ele estava favorecendo o time adversário.
Houve muita dificuldade para encontrar outro juiz, porque não podia ser do sítio Lagoa Seca, nem do Rosário. E ainda tinha de ser órfão de mãe pra que não pudesse ser xingado.
Com aquele perfil foi encontrado Carlitos Cassundé que morava na sede e não tinha mais mãe. Carlito aceitou o desafio mas antes me chamou em particular e falou:
- Raimundinho. Lá embaixo daquela moita de mofumbo tem um saco cheio de Facas, foices e revólveres, você preste atenção no jogo, se notar qualquer ameaça de briga, corra para a moita, pegue o saco e leve para a serra sem olhar para trás.
Eu concordei, ele mandou botar a bola no centro, quando foi tirar o par ou ímpar a bola tinha sumido. No centro do campo tinha um buraco de tatu a bola caiu dentro e não teve mais quem conseguisse encontrar. Como não tinha bolas de reservas, eles resolveram jogar com um coco verde que Zé de Agostinho tinha levado para tomar água na hora da sede.
No primeiro chute que Guri deu o coco abril e molhou o juiz, que com ódio expulsou o coco e o jogador. Com o coco sendo expulso o jogo foi paralisado.
Arranjaram uma coité e o jogo continuou, em um momento lá de onde eu estava, avistei a coité sozinha no meio do campo, mais na frente estavam os vinte e dois jogadores, os dois bandeirinhas e o juiz agarrados no meio de uma nuvem de poeira.
Foi aí que me lembrei da determinação do juiz e pensei comigo:
- Já é hora de correr com o saco bélico.
Peguei o saco e fiz careira em direção da serra. Quando cheguei no Topo da serra arrisquei uma olhada, nessa olhada rápida, deu pra ver uns quatro ou cinco jogadores do Lagoa Seca revirando a moita, a procura do saco bélico. Vi ainda saindo do campo duas padiolas.
Depois eu fiquei sabendo que uma das padiolas levava Chico Casca e Nó, sem um pedaço da orelha. A outra levava Expedito Cupira, que tinha comido a orelha de Chico e os jogadores do Rosário por vingança, tinham amassado os ovos dele.
Houve essa pequena violência, mas graças a minha intervenção não saiu ninguém lesionado a bala, foice nem faca.
Há cerca de dois anos eu me encontrei com o juiz que apitou aquela
Partida e ele rindo me disse que já faziam 30 anos, mas que toda vida que Expedito extraía um dente, Chico Casca e Nó, sentia a dor no pedaço da orelha que ficou.
Agora vejam o arsenal do saco:
04 revolveres 38, 05 revólveres 32, 02 pistolas, 04 foices, O5 roçadeiras 08 facas Peixeira, 05 baladeiras e 02 fundas.
Por Mundim do Vale.
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