domingo, 11 de agosto de 2013

Cronica para o dia dos pais - Por Maria Rita Lemos

Conta a lenda que, certa vez, um pai chegou do trabalho tarde, cansado e irritado, quando seu filho de 5 anos perguntou: - Pai, quanto você ganha por hora de trabalho? - Mais ou menos oito reais por hora, se considerar o salário mensal.

Mas por que essa pergunta? - Não é nada, não, estava só pensando... respondeu o menino. Passaram-se alguns minutos, e o menino voltou ao assunto, quando o pai já se preparava para entrar no banho. - Pai, você me empresta três reais? Preocupado e tenso por problemas no trabalho, o pai respondeu: - Por que você não disse logo que queria dinheiro? Para que vir com essas perguntas bobas? Não percebeu que eu só quero descansar? Enfim, se é para me livrar de aborrecimentos, toma logo aqui o dinheiro que você precisa, e vai ver televisão, porque tenho que tomar banho e jantar.

Algum tempo depois, já mais relaxado, o pai voltou a perguntar ao filho, que cochilava no sofá: - Mas por que é mesmo que você me pediu esse dinheiro? - É que eu tinha juntado cinco reais, e com os três que você me emprestou fico com oito, e posso pedir que você chegue uma hora mais cedo para brincar comigo...

É apenas uma história à toa, essa com que começo esse texto. Mas também é verdade que desejo refletir, nesse dia dos pais, especialmente com aqueles que não têm tempo para os filhos. Pais têm tempo para tanta coisa, são tantas as preocupações, sobra tanto mês no fim do dinheiro que mal dá tempo para olhar para os filhos. Não estou dizendo ver, porque para ver basta ter olhos sadios, estou me referindo a olhar, ver além das aparências, prestar atenção.

Apesar de, com maior ou menor freqüência, dizerem que amam os filhos, muitos pais acreditam não ter tempo suficiente para vê-los crescendo, ajudá-los a crescer de forma saudável e feliz. Pensam, muitos pais, que sua maior missão é trabalhar para que nada falte aos seus filhos; então, por esse motivo trabalham ano após ano, horas extras, feriados e domingos, para que possam suprir a casa e as crianças com tudo o que, talvez, lhes tenha faltado na sua própria infância.

O que fica esquecido, porém, é que nem sempre os filhos precisam de todas as coisas materiais que os pais acreditam que eles necessitem... eles apenas precisam de um abraço, uma história antes de dormir. Eles precisam mais de uma companhia para jogar futebol que de um campo de futebol inteiro dentro de casa, e um pai que não tem tempo para jogar com os filhos.

No fundo, pais sabem que essas são desculpas para driblar a consciência, enquanto vão semeando filhos que crescem sem a sua companhia. Crianças que tornam-se adolescentes, jovens e adultos que têm que sobreviver num mundo que não entendem muito bem, porque tiveram que decifrá-los quase sozinhos.

A verdade é que os filhos só aparentemente se importam com as maravilhas tecnológicas (caras e muitas delas desnecessárias) que as horas passadas longe deles podem comprar. Crianças e jovens, em sua maioria, preferem jogar bola ou pescar com o pai, passear com ele num domingo, assistir a um filme e comer pipoca. Sozinho com o papai. Importante é aquilo que se é, muito mais que aquilo que se tem, e apenas ser é muito mais, para seus filhos, que todo o "ter" do mundo, ainda que eles não saibam muito bem explicar isso.

O pior é que os filhos percebem. Eles sabem que, no fundo, os pais têm tempo, sim, o tempo que eles dizem não ter. Têm tempo para conversar com os amigos, para tomar cervejinhas com eles, para reuniões em quase todas as noites, para pescar com colegas no final de semana.

Como diz Vinícius de Moraes, em um de seus poemas, "os bares estão cheios de homens vazios". Bem como os clubes, os campos de futebol, os jardins, no interior, nas manhãs de domingo. Filhos querem contar algo que aconteceu na escola, ou dizer da briga com o colega da esquina. Ou, ainda, perguntar de algo que ouviram mas não entenderam bem, e que "é coisa de homem"... mas agora não dá tempo, qualquer outra coisa se impõe, depois a gente vê, depois conversamos. Um depois que não vem nunca, que talvez nunca aconteça.

Pais, nesse momento, perdem oportunidades importantes de conhecer seus filhos - e só se dão conta disso quando eles estão adolescentes, e já não querem contar. Não querem mais conversar, não sabem mais como se faz isso. Agora, eles é que não têm tempo. Tomara que agora não seja tarde demais.

Hoje é Dia dos Pais. Olhe para os seus filhos, pode ser que ainda dê tempo. Você é responsável pela vida dele, então cabe-lhe ensinar sobre o amor, a alegria, o sofrimento e a morte. Pais são aqueles que, em todo o tempo possível, devem estar ao lado dos filhos, ajudando-os a crescer, ouvindo suas histórias, ainda que pareçam bobas e "coisas de criança"...

Se você for um pai assim, tenha certeza de que, quando seu filho estiver passando por um momento importante, de problema, grandes alegrias ou dificuldades, é a você que ele irá procurar, com certeza é em seu ombro que ele repousará a cabeça, talvez já adulta.

Fazer um filho é fácil. Na maioria das vezes, é bom; em outras é problemático. A missão, porém, não está em fazê-lo, só isso seria muito simples. O seu grande desafio de homem, se quiser que seu filho escreva Pai com letra maiúscula, é prepará-lo para a vida. E depois sair de cena, ficar à margem. Deixá-lo partir, quando estiver pronto. Isso dá muito trabalho, dura toda uma vida, mas também é, talvez, a mais bela tarefa de um homem que quer ser chamado de Pai.

Para os que já não têm.

ALBUM DE SAUDADES - Por Xico Bizerra

Por que crescem os filhos, hoje tão desnecessariamente grandes? Que saudade que dá do acordar de madrugada para embalar um menino chorando de fome ou de sei-lá-o-quê. O trocar de fraldas nos dava prazer. Que vontade de percorrer o caminho do consultório do Pediatra, todo mês, e de lá sair sorrindo pela constatação de que está tudo bem. Que desejo é esse de que o tempo volte para que tenhamos que ir, por exigência deles, ao Parque de Dois Irmãos rever macacos tão sem graça para nós, tão encantadores para eles? Tardes ganhadas ajudando nas tarefas escolares. Fins-de-Semana ensinando a andar de bicicleta e se afligindo a cada queda, a cada não desistência deles de continuar aprendendo. Nossos joelhos sãos, a cada queda, doíam mais que os deles, feridos pelo tombo. Chocolates, bolos e festinhas de aniversários dos coleguinhas que a gente só vai por que os filhos adoram essa chatice. Nos álbuns de fotografia está lá, na primeira página, a foto da saudade, do tempo que foi. Que desçam os sonhos no escorrego da lembrança e que a esperança volte sempre no balanço da saudade. E enquanto gire a roda de um passado gigantemente passado, que venham os netos.

sábado, 10 de agosto de 2013

F. COME FEMME - SALVATORE ADAMO


Salvatore Adamo, um dos nomes de maior sucesso da música francesa é, na verdade, italiano. Emigrou para a Bélgica com os pais, ainda criança. Adamo adotou a língua francesa em sua carreira. Tornou-se um dos cantores de maior sucesso comercial na Europa. 
Durante os anos 60, colocou várias canções no topo da parada européia. Já vendeu mais de 80 milhões de discos pelo mundo afora. 
Seus maiores sucessos no Brasil são "C'est Ma Vie" e "F...Come Femme". Curiosamente, estas músicas não estão entre as mais conhecidas do seu repertório no exterior. "F...Come Femme" (M de Mulher) fez muito sucesso por aqui ao ser tema da personagem Renata, interpretada pela atriz Bete Mendes na novela Beto Rockfeller, exibida pela extinta Rede Tupi entre 1968 e 1969.  
Salvatore nasceu em Comiso (Italia) em 1 de Novembro de 1943, em uma família pobre com 6 filhos. Estudou numa escola religiosa de educação rígida. O sonho dos seus pais era oferecer-lhe um futuro glorioso. Aluno consciencioso e solitário, Adamo revelou um grande dom para o canto. 
Quando adolescente, Salvatore participou num concurso radiofónico em que ganhou o 1º prêmio. Ao mesmo tempo gravou o 1º disco, sem sucesso. Desanimado pensou retomar os estudos. Seguindo o conselho do pai, Antônio, um velho mineiro, Adamo tomou o caminho da capital para tentar a sua sorte. Sustentado pelo pai bateu sem cessar às portas das editoras e assinou por fim um contrato. 
Cantor popular por Excelência, Adamo seduziu o público da França e logo ganhou popularidade em outros países.  Ele foi idolatrado no Japão e os seus concertos tinham milhares de espectadores em todos os países do mundo. 
Artista emérito e trabalhador esforçado, Adamo não poupou esforços, e passou o essencial do seu tempo nas estradas, entre dois concertos. 
Restabelecido de um grave enfarte que teve em 1984, Adamo publicou, em 1992, "Rêveur de fonds", um novo álbum que foi objeto de críticas elogiosas. 
Confortado por esta popularidade reencontrada, lançou em 1994, "C’est ma vie", um disco ao vivo, recordação de uma série de concertos no Casino de Paris e título do seu disco de 1975. 
Em 1995, editou "La vie comme elle passe", um álbum introspectivo, muito intimista, seguido, em 1998, de "Regards". 
Artista apaixonado, Adamo seguiu a carreira sem se preocupar com modas e tendências. Ele provou que apesar disso a sua popularidade se mantém intocável.. 

VALE A PENA VER DE NOVO - Por Mundim do Vale.

IDIOMA  SEM  NAÇÃO.

Quando os nossos conterrâneos que estavam em São Bernardo, vinham de férias a V. Alegre, era aquela festa, chegavam ricos e falando num idioma sem nação, como dizia o saudoso Zé Clementino.
Uma vez chegou Pedro de Raimundo Leandro vestindo calça boca de sino, calçando um sapato cavalo de aço, um gravador a tiracolo e um relógio oriente.
Acontecia a festa do padroeiro e no sábado pela manhã Pedro foi dar uma volta na cidade, acompanhado de algumas garotas. Passou pela feira  onde Renato de Zé Sobrinho vendia frutas e aproximou-se da banca. Abriu a mão e bateu forte  numa melancia dizendo:
- Oh meu. Quanto que é o cocômero?
Renato respondeu:
- Inteira é 5,00 e uma banda é 3,00.
Com a mão sobre a melancia Pedro disse:
- Corta essa. Bicho!
Renato passou a faca na melancia e dividiu em duas bandas, pegou uma das bandas e foi entregando a  Pedro.
Pedro rejeitou dizendo:
- Qualé malandro? Eu não quero isso não.
Renato com a banda da melancia numa mão e a faca na outra falou:
- Você tem que levar. Tá pensando o que? Chegou aqui falando ingrês, me chamando de bicho e fez  eu cortar a tamboroca agora vai levar.
Pedro vendo a raiva explícita do vendedor e a faca pingando aquele suco vermelho, deu uma nota de 5,00 e saiu sem nem olhar pra traz.
Taveirinha que tinha acompanhado tudo gritou:
- Ei Pedro! Tu num vai levar a cocom não.

CAUSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

TÁ  ÀS  ORDENS.

Trío Maravilha, foi o apelido certo que Punduru encontrou para colocar nos nossos conterrâneos Fúlvio Rolim, Régis Teixeira e Elano Sátiro. Oe três só andavam juntos. Era um por todos e todos por um.
Dos três o que tinha melhor situação finaceira era Fúlvio. Ele possuia uma bicicleta Monark e um carneiro impestado de carrapichos. Um certo dia Fúlvio vendeu a bicicleta e o carneiro e com o dinheiro apurado comprou um Fiat uno de cor vermelha.
Hudson Batista assim que viu o carro batizou logo de Trovão Vermelho.

CONDIÇÕS  TÉCNICA  DO  VEÍCULO:
. O freio era precário e não tinha buzina quando trafegavam numa rua de muito movimento de pedestres, Régis gritava:
- Arreeeeda. Mói de chifre!
Elano sátiro para auxiliar na buzina dava umas pancadas na lateral do carro.
O tanque de combustível, da metade pra cima era só ferrujem porque a gasolina nunca chegou até lá. Teve uma vez que Fúlvio arrancou dois pés de feijão que nasceu lá.
Só trafegavam de dia porque os faróis e as lanternas não acendiam. Segundo Hudson Batista a única lâmpada que vivia acesa era aquela de alerta do combustível, porque nos cinco anos que Fúlvio passou com o Trovão Vermelho, a lâmpada nunca apagou-se.

DOCUMENTAÇÃO  DO  VEÍCULO:
. O único documento que o carro possuia era um recibo de venda feito em papel de caderno e assinado por Gustavo Correia.

DOCUMENTAÇÃO  DO  CONDUTOR:
. O documento que Fulvio tinha era uma xerox do registro civil tirado no cartório de Zé Guedes no São. Caetano.

Uma vez o trío resolveu passear e foi feito uma vaquinha para abastecer o carro que rendeu três cruzados novos. Seguiram para o posto mas quando faltava 500 metros a gasolina acabou. Fúlvio mandou Elano chamar um dos frentistas para ajudar a empurrar o carro até o posto. Na chegada da bomba o condutor botou a mão no bolso e falou para o frentista que já tinha empurrado o carro:
- Bote três cruzados novos.
O frentista patinava na geléia, mas também era gozador, meteu a mão no bolso e falou:
- Eu vou botar dois cruzados do meu para completar cinco, que eu não tou apariado a empurrar mais carro de liso não.
Terminado o abastecimento o frentista entregou a chave e perguntou com ironia:
- Vão viajar?
Régis respondeu o insulto.
- Porque você não vai tomar no caneco?
A bichinha botou as mãos nos quartos, deu duas volta no corpo sem tirar os pés do chão e respondeu: - Há, meu filho. Dá eu não dou não, porque não quero ficar sem ele. Mas se quiser emprestado, TÁ ÀS ORDENS.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

PSB de São Paulo fará ato de apoio à candidatura de Eduardo Campos para presidente.


Enquanto o governador Eduardo Campos (PSB-PE) cumpre agenda no Agreste pernambucano, o PSB de São Paulo fará nesta sexta-feira (9) um ato de apoio à candidatura do correligionário a presidente em 2014. De acordo com socialistas, outros eventos como este devem ocorrer nos demais diretórios ao longo deste segundo semestre.

Em entrevista à imprensa esta semana, ao comentar sobre 2014, o governador exaltou que seu partido “está unido”, mas ele não admite que será candidato, embora aja como tal, inclusive fazendo críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

No evento, que ocorrerá na sede do diretório estadual, será apresentado um documento defendeu a entrega dos cargos que o partido tem no governo federal

CAUSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

VÁRZEA  - ALEGRE  NA  MÍDIA.

Nossa terra tem magia
Por aqui não tem tristeza,
Várzea Alegre é natureza
É cidade de alegria.
Patativa já dizia
Rimando o Sul e o Norte:
- O cearense é um forte
Guerreiro do meu Nordeste.
Um dia o Cabra da Peste
Vai para o Globo Reporte.

Hoje a Globo está gravando
A nossa alegre cidade,
Não conhecemos maldade
Para ficar lamentando.
O povo vive é dançando
Na escola do Roçado,
Num samba bem ritimado
Do trabalhador rural.
E assim nosso carnaval
É o melhor do estado.

Contraste aqui é besteira
De um povo brincalhão
E o “ Jumento nosso irmão “
A história é verdadeira.
Um dia o padre Vieira
Viu um jumento atolado
E o dono muito zangado
Tava um tanto violento.
Naquele exato momento
O padre foi inspirado.

A cidade tem crescido
Fazendo jus ao seu nome,
Alegria aqui não some
Que é direito adquirido.
O prefeito é decidido
Com relação a cultura,
Pra manter a estrutura
Como um marco da gestão.
Apontando a direção
Da Várzea Alegre futura.

A Globo estava armando
A sua grande estrutura
Na frente da prefeitura
Na hora que fui passando.
Fiquei por ali olhando
Microfone pendurado,
Um povo muito assanhado
Assim que nem formigueiro.
Mas disse Sávio Pinheiro:
- Você tá sendo filmado.

Eu ví aquele clarão
Fiquei até meio bobo,
Disse: - Mamãe tou na Globo!
Olhe eu na televisão!
Mas na hora da edição
Franzé Souza achou ruim,
Me cortou lá do plim-plim
E ainda falou grosseiro.
Eu vou tirar do roteiro
As eguagens do Mundim.

Não fiquei contrariado
Porque não sou um artista,
Mas ví que o cinegrafista
Ficou bastante zangado.
Ele já tinha filmado
Eu contando a confusão,
Que teve no calçadão
De Alberto com Leandro.
Quem apartou foi Evandro,
Lima Filho e Luizão.

MOTE  DO  TEMA.

A cidade reconhece
O apoio do prefeito
Na cobertura do feito
E satisfeita agradece.
A Rede Globo merece
O nosso abraço gentil,
Pelo espaço que abril
No seu projeto mais novo.
O  NORDESTINO É  O  POVO

MAIS  FELIZ  DESSE BRASIL.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

A educação roubada - Por Ruth de Aquino

Todo mundo hoje quer saber onde está Amarildo. Mas também quero saber onde foram parar 40% dos gastos municipais com Educação, desviados por corrupção e incompetência de prefeitos e assessores.

Explicando melhor: um estudo de técnicos da Secretaria do Tesouro mostrou que quase metade dos recursos liberados para valorizar professores e equipar escolas não chegou a seu destino.

Vamos entender o drama: dos R$ 55 bilhões destinados ao ensino nos municípios, R$ 22 bilhões foram desperdiçados.

Onde estão os bilhões da Educação? Enterrados na vala comum das fraudes e do roubo da verba pública? Onde está o cemitério clandestino da grana que, no fim das contas, sai de nosso bolso em forma de impostos e se destina a um fim nobre?

Por que o governo da presidente Dilma Rousseff e os parlamentares não se indignam com esse escândalo que mina nosso desenvolvimento humano e prejudica o resultado do Fundeb – um fundo criado em 2006 para desenvolver a educação básica e valorizar os educadores?

Dos 180 municípios fiscalizados entre 2011 e 2012 por técnicos e analistas, mais de 70% apresentaram irregularidades de todo tipo. Licitações simuladas. Falhas de execução de contratos. Despesas incompatíveis com os objetivos do programa. Saques suspeitos na boca do caixa, logo antes de o prefeito tomar posse. Superfaturamento. Depósito do dinheiro em aplicações financeiras. Remuneração de professores abaixo do piso nacional do magistério. Essa auditoria tem o aval da Controladoria-Geral da União.

A sensação é que os ratos proliferam sem controle entre os políticos. Precisamos de uma multidão de fiscais – e que esses fiscais sejam honestos. Os impostos não param de subir, sob pretexto de melhorar serviços essenciais.

Quando a presidente Dilma, aconselhada por Sua Eminência Lula, sugerir a reedição da CPMF para a Saúde e talvez para a Educação, primeiro os contribuintes brasileiros terão de se insurgir com faixas imensas: “Onde foram parar nossos impostos?”, “Tapem os ralos de nosso dinheiro!”, “Moralizem as contas públicas!”.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

CAUSOS LÁ DE NÓS - Por Mundim do Vale.

GALÊGO  MATA  SETE.

No ano de 1980, a minha empresa foi contratada para pintar um toldo na churrascaria  do Posto Bambu, Na Av. Luciano Carneiro em Fortaleza. Entre os funcionários eu escalei Hélio Rolim, porque sendo ele mais alto, tinha condição de fazer o trabalho apenas com cavalete.
Quando foi por volta das 14:00 Horas, Hélio me ligou pedindo material. Eu fui até o posto, para levar o material e olhar o andamento do serviço. Chegando lá me sentei numa mesa, pedi um refrigerante e fiquei conversando com ele que estava no cavalete de frente do toldo. Do local onde eu estava só dava pra ver as suas  pernas do joelho pra baixo.
Hélio usava um chinela japonesa mais encardida do que cordão de rosário, entre um dedo e outro tinha mais sujeira do que na ficha de certos deputados.
Na mesa vizinha tinha dois sujeitos bebendo e conversando. Um deles estava com um cigarro aceso e falou para o outro:
- Eu vou apagar esse cigarro nos pés daquele pintor.
Eu para fazer a defesa do meu funcionário falei:
- Se eu fosse você mudava de idéia. Você conhece ele?
- Conheço não.
- Pois ele é da família Rolim da Paraíba. É conhecido pelo apelido de; “ Galêgo mata Sete “ Esse apelido ele arranjou depois de uma confusão que ele teve lá em São Bento da Paraíba, onde matou dois e baleou quatro de uma família só. É por isso que ele está foragido aqui no Ceará.
O sujeito tinha acabado de apagar o cigarro no cinzeiro, quando Hélio desceu do cavalete e levantou o toldo. Sem saber de nada Hélio olhava pra mim e para os caras ao mesmo tempo.
Hélio estava vermelho do sol, suado, cabelo assanhado e a barba mais fechada do que maleta de freira. Para cuspir ele tinha que usar canudo.
O sujeito do cigarro já viu em Hélio o pérfil do pistoleiro. Olhou para mim e pôs o dedo indicador sobre os lábios, fazendo um sinal para que eu não falasse nada. Eu fiz outro sinal confirmando e ele pediu a conta.Naquela hora eu falei bem alto para Hélio:
- Hélio. As balas que você pediu só vem mais tarde, o cara disse que só pode entregar depois das quatro horas.
Ouvido aquilo o sujeito dispensou o troco e pegou o beco.
Depois que ele saiu eu fui contar a história mas Hélio não gostou:
- Mais homem. Você não era pra ter dito isso não. O cabra ficou sabendo que eu estou sem bala, se ele resolver voltar o que é que eu faço?
- Não precisa você fazer nada. Ele não volta tão cedo.

Zé Gatinha e suas historias - Por Antonio Morais

Zé Gatinha e o sabiá.

O Sr. Manoel Ferreira Lima era o responsável pela administração das empresas de Raimundo Ferreira (de Vitória da Conquista a São Paulo).

Na garagem das empresas, na Vila Medeiros, Zona Norte, seu Manuel criava uma sabiá de estimação que tinha adquirido e levado do Ceará. A ave cantava muito.

O alojamento dos motoristas era dentro da garagem. Zé Gatinha não conseguindo dormir com o canto da sabiá se levantou sem ninguém perceber, foi na gaiola, tirou a ave e passou o bico da mesma num esmeril.

No outro dia, Seu Manoel estranhou o profundo silêncio do pássaro e foi averiguar o que estava acontecendo com a sabiá. Quando viu a sabiá sem bico, falou para o gerente: isto aqui não precisa perguntar quem foi, mande Zé Gatinha para o Ceará e diga pra ele não aparecer nunca mais por aqui.

Brasil ajuda cleptocracia africana - O Globo

Ao chegar ao poder em 2003, o lulopetismo teve a sensatez de manter linhas gerais da política econômica da Era FH, pelo menos durante a maior parte do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, em contrapartida, cedeu à sua base ideológica a política externa.

A chamada “diplomacia companheira”, inspirada no terceiro-mundismo do pós-guerra, significou — e significa — sério recuo numa política externa que já foi considerada das mais profissionais e coerentes.

Um dos resultados desta mudança foi mostrado nas edições de domingo e ontem do GLOBO: depois de se aproximar de algumas das mais obscuras ditaduras do planeta, o Brasil, no governo Dilma, tem anistiado dívidas de conhecidas cleptocracias africanas.

Na prática, cessão de dinheiro do contribuinte brasileiro para o patrimônio de déspotas, donos, no sentido literal da palavra, de países em que o povo sobrevive na miséria enquanto seus ditadores ostentam poder e riqueza em Paris, Mônaco e outras cidades preferidas do “jet-set” internacional.

Congo-Brazzaville, Sudão, Gabão e Guiné Equatorial respondem, somados, pela maior parte de uma dívida de R$ 1,9 bilhão com o Brasil, proveniente da compra de mercadorias e serviços não pagos por uma dúzia de países africanos. Dilma tem conseguido que o Congresso perdoe cerca de 80% deste débito.

Alega-se que isto manterá mercados com portas abertas a exportadores e empreiteiras nacionais. Balela, pois quem aceita um calote receberá vários outros.

Por trás de tudo existe uma geleia geral ideológica curtida nos ares de um pensamento das décadas de 60 e 70 — pulverizado pelo avanço da globalização —, pelo qual o mundo estaria dividido entre os hemisférios Norte (rico) e Sul (pobre). A diplomacia companheira entrou na máquina do tempo e levou o Itamaraty a fazer a opção por liderar o “bloco” dos pobres, contra o “imperialismo” do Norte.

Uma tragédia para os próprios interesses nacionais concretos, muitos deles expressos na projeção comercial do país no mundo. Deriva deste terceiro-mundismo fora de moda que o país, atolado num Mercosul encharcado de ideologia populista, fechado a novos e amplos acordos com grandes mercados, volta depois de muito tempo a acumular déficits na balança comercial e mantém uma participação irrisória, pouco mais de 1%, no total das transações mundiais.

Senadores da oposição e independentes conseguiram adiar a votação do pedido de perdão de dívidas para a Tanzânia, Costa do Marfim e República Democrática do Congo. Agem tardiamente. Deveriam ter demonstrado o mesmo zelo com os cleptocratas da primeira rodada de benemerências a ditadores com dinheiro do Tesouro Nacional.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Meus netos - Por Antonio Morais


Quem acessa  esta pagina conhece muito bem os meus netos. Já falei tudo sobre eles. Tenho dito que o João Pedro é fastiento, dar muito trabalho para se alimentar, e, que o Aluísio come pelos dois.

Estávamos na alpendrada da casa e, o Aluísio quebrou a pontinha do dente quando degustava uma codorna. Ficou reclamando  que estava enganchando carne no local. A mãe deu uma olhada e o levou imediatamente ao dentista. 

A dentista deu uma olhada e disse ser necessário fazer um procedimento: Abri o dente  e tapar o local para evitar que se formasse carie, doesse ou inflamasse.  A mãe aflita perguntou se era preciso  usar o motorzinho.  A dentista confirmou que sim, mas que não doía e mostrou na mão do Aluísio aquele suave sopro d'água. Aluísio nem deu por ela, permitiu  que fosse feito todo procedimento sem nada dizer, nada de choro. 




Quando a dentista terminou o procedimento, se afastou um pouco do Aluísio e disse para mãe dele: Ele só pode comer depois de uma hora. Aluísio olhou por cima do lombo e disse: que historinha é essa. Eu não acredito que vou ficar todo esse tempo sem comer.  Daí por diante foi uma hora de choro, até passar o tempo e a mãe ir ao recanto da lagoa e comprar  um pastel e lhe entregar.

Zè Gatinha e suas historias - Por Antonio Morais


Não sou escritor, nunca  me preocupei em ser,  e, nunca  quis ser. Sou consciente que quando me meto a escrever cometo um crime de lesa literatura. Sou rebelde e não escrevo para agradar a ninguém. Nenhum é  obrigado a ler o que escrevo. Assim sendo passe a pagina.

Muitos, quando escrevem ou falam de pessoas, geralmente,dão preferência a escrever e falar de pessoas que  tiveram  prestigio  politico ou econômico financeiro. E, quando falam ou escrevem sobre  pessoas prestimosas e do povo, falam e escrevem mais sobre seus defeitos e problemas, do que das suas virtudes. 

Esta pratica é a resultante de uma sociedade cimentada em alicerses  hipócritas onde a bajulação e o pucha-saquismo se enraizaram vergonhosamente há tempos. 

Na singeleza de simples observador da historia procuro resgatar a espirituosidade e o laborioso humor de nossa gente. 

Assim é que a partir de hoje vou lembrar nosso conterrâneo de grandeza impar. O perfilado  da vez será José de Adálio, Zé Gatinha ou Zé de Totô. 

Você lembra dele?

Acompanhe.